Educação em Direitos Humanos

Começar pelo começo. Assim é como pretendo escrever esta reflexão sobre Educação em Direitos Humanos. Saber sobre o que estamos falando ou lendo é, definitivamente, uma boa condição para apropriação de uma (nova) ideia. Os Direitos Humanos são aqueles considerados fundamentais a todos, sem quaisquer distinções de sexo, nacionalidade, classe social, etnia, cor da pele, profissão, faixa etária, condição de saúde física e mental, escolha política, religião ou nível de instrução. Pensar nesta questão supõe admitir como principal o direito à vida, sem o qual todos os demais direitos perdem o sentido. Essa expressão, cada mais presente entre os educadores, quer fazer referência a princípios universais que podem, potencialmente, ser aceitos em todas as culturas, cuja função primordial é  promover a dignidade humana.

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Desde 2010 a Educação em Direitos Humanos ganhou dispositivos legais, contornos de política pública e legitimidade com a aprovação do Programa Nacional da Educação em Direitos Humanos, ideia que fundamenta a formação ética, crítica e política dos indivíduos. A escola é o tempo e o lugar em que esta aprendizagem acontece, não apenas porque ali seja um espaço educativo, mas, sobretudo, por que é um lugar de convivência.  Presume-se, portanto, que nesta experiência com a heterogeneidade seja possível a todos os educadores cultivar a aceitação das diversidades e o respeito à diferença. A consideração aos direitos individuais e, ao mesmo tempo, universais, coloca-se como um princípio: personagens dos contextos educativos podem admitir-se como sujeitos de direitos e deveres e assim reconhecer que os outros também o são, num movimento ativo e atento para que haja reciprocidade e transposição, ou seja, o que se aprende na escola ou em informais espaços de educação, transfere-se como um valor, um novo aprendizado, para outros campos pois a ideia é formar cidadãos do mundo.

No Brasil, essa mudança cultural é especialmente importante em função da nossa história, pois implica o abandono de valores e costumes que ao longo do tempo foram arraigados entre nós: nosso longo período de escravidão; nossa política oligárquica e patrimonial que garantia  amplo domínio do poder e da economia nacional por um pequeno grupo de senhores de terra e de políticos patrimonialistas; o caráter elitista e autoritário do nosso sistema de ensino; nossa aceitação passiva com a corrupção; nosso descaso com a violência, sobretudo quando seu alvo são os socialmente discriminados; nosso sistema familiar patriarcal e machista, que resiste às novas configurações; nossa sociedade racista; nosso desinteresse pela participação cidadã; nosso individualismo consumista. Estas e outras condutas são temas pouco incluídos nos currículos de formação de professores, quiçá nas atividades escolares ou didáticas.

Essa realidade contemporânea deve, ao invés de empecilho, constituir-se em motivação para o trabalho organizado e contínuo; afinal, a quem de nós interessa a manutenção desse estado de coisas?

A defesa dos Direitos humanos em Educação sugere e estimula uma ação transformadora, capaz de promover a emancipação dos indivíduos para que eles próprios tenham a capacidade para defender os interesses da coletividade. Aqui e agora, esperamos que gestores, professores, coordenadores e demais profissionais da educação, sintam-se motivados a propor mudanças efetivas em seus ambientes de trabalho, cotidianamente.

Lilia Rezende

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Rede Anísio Teixeira . Instituto Anísio Teixeira – IAT

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Um Ser de Luz…

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Fonte: Wikipedia

Num universo com turbilhões de informações e acontecimentos se torna cada vez mais desafiador ser estudante, ao tempo em que se torna mais e mais necessária a compreensão do mundo em que vivemos através do conhecimento construído no espaço escolar. O aluno,  (do latim alumnus, alumnié) ou discente é o indivíduo que recebe formação e instrução de um ou vários professores ou mestres para adquirir ou ampliar seus conhecimentos. No entanto, se estamos querendo dizer de alguém capaz de guiar seus passos para sua construção pessoal (quiçá profissional) podemos chamar este ser de Estudante. Ele é, sim, um ser de luz, pois, através dele, fatos e coisas são elucidados pela sua curiosidade e vontade de desbravar outros mundos. Como chamar   esse ser de pessoa sem luz? Como disse Paulo Freire

O aluno não é uma folha de papel em branco onde o professor irá escrever novos conteúdos”, ele traz consigo o interesse pelas coisas e nós professores devemos agir como mediadores para que essa busca da aprendizagem se dê de forma significativa. 

Existe uma esperança de que um dia esse 11 de agosto, quando se comemora o dia do Estudante, seja de celebração na escola e que o estudante esteja lá mesmo, no seu espaço de trabalho e convivência, faça questão de lá estar, comemorando um dia de mais aprendizado e não que se faça deste um dia de “bônus” por não estar ali dentro do espaço onde aguça a sua curiosidade que é a Escola ou qualquer outro lugar que traga essa experiência. O espaço do conhecimento tem que ser um local acolhedor e atrativo fazendo com que este estudante queira estar ali da mesma forma que queria estar numa praia, cinema, festa por exemplo. É equivocado o pensamento de descanso da escola, pois, se é um local alegre não pode ser motivo de distanciamento.

Salve o Estudante!!!

Que esse ser sempre nos ilumine com suas ideias e descobertas

Nildson B. Veloso

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Rede Anísio Teixeira Publica Trabalho Sobre Mídias Educacionais de Temas Transversais do Ambiente Educacional WEB na SBPC 2016

A 68 Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC com a temática Sustentabilidade, Tecnologias e Integração Social”  aconteceu entre os dias 04 a 08 de Julho na Universidade Federal do Sul da Bahia em Porto Seguro e a Rede Anísio Teixeira teve trabalho aprovado pela Associação Brasileira de Educação a Distância- ABED com a temática Utilização dos Recursos Educacionais do Ambiente Educacional WEB com ênfase na Aprendizagem Significativa para promoção da Educação Ambiental e Saúde apresentado pela Colaboradora e Pesquisadora Ana Cristina Rangel, da Área de Ciências da Natureza.

Estão catalogadas e disponíveis 343 e 197 Mídias Educacionais,licença livre relacionadas a Educação Ambiental e Saúde, respectivamente. Para avaliador, o objetivo do trabalho foi alcançado ao divulgar a proposta pedagógica de produção e compartilhamento de objetos de aprendizagem do Ambiente Educacional WEB através da divulgação e esclarecimentos dos tipos de mídias educacionais disponíveis. A partir de publicações que apresentem o AEW num evento como a SBPC para o conhecimento e acesso dos professores e estudantes do Brasil.

foto01Foto: ASCOM IAT.

Em articulação com as formadoras Tanara Freitas e Rosângela Barreto do Programa Ciência na Escola- PCE e Rede Anísio Teixeira renderam mais 02 publicações envolvendo pesquisa sobre Formação de Professores para Educação Científica , Utilização de Sequências Didáticas como recurso Pedagógico e Projetos de Pesquisa em Feira de Ciências na Rede Pública do Estado da Bahia.

foto02Fonte: ASCOM IAT

Os trabalhos foram apresentados, pelas Formadoras: Ana Cristina Rangel da Rede Anísio Teixeira e Tanara Freitas do Programa Ciência na Escola. Os projetos foram:

Sequências Didáticas como recurso pedagógico de Investigação na Formação Continuada de professores do Portal do Sertão.

E outro trabalho foi: Formação Continuada em Educação Científica para Educação Básica : Um relato de Experiência sobre a realização de Feiras de Ciências como estratégia de ensino para Alfabetização Científica.

Ambos os referidos trabalhos foram aprovados pela Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – ABRAPEC.

A Presidente da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE, Roseli de Deus Lopes, marcou presença durante todo o período de exposição dos trabalhos. Enfatizou a importância de iniciativas como esta para consolidação da alfabetização científica no Estado da Bahia.

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Fonte: ASCOM IAT

Inscrições abertas – Oficinas de Interpretação e Produção de Vídeos

O Instituto Anísio Teixeira, através do programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais – Rede Anísio Teixeira, inscreve, até o dia 07/07, estudantes e professores da rede estadual de ensino nas oficinas de Interpretação e Produção de Vídeos Estudantis.

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Fig.1: Banner de divulgação. Arte: Josymar Alves

Com carga horária de 40h e objetivando a preparação adequada ao exercício da interpretação e da produção audiovisual nas escolas, a programação conta com conteúdos que contribuem para atividades de apreciação fílmica, produção cinematográfica e audiovisual, assim como o teatro.

Vagas e Inscrições

Estão sendo ofertadas 60 vagas. Sendo 30 vagas para a oficina de Interpretação Cênica e 30 vagas para a oficina de Produção de Vídeos Ficcionais. Para realizar a inscrição o candidato deve ler na íntegra a chamada pública e preencher a ficha de inscrição da oficina de interesse, respondendo atentamente a cada item.

Clique no link para acessar a ficha de inscrição:

Oficina interpretação cênica: http://bit.ly/290CfAB

Oficina produção de vídeos ficcionais: http://bit.ly/292YYwn

Resultado

O resultado da seleção será divulgado no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br), no Blog Professor Web (www.oprofessorweb.wordpress.com) e também através de contato via e-mail e/ou telefone, até o dia 8 de julho.

Local e período da formação

A formação ocorrerá no Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho, localizado R. Ana Mariani Bitencourt, S/N – São Caetano (final de linha), Salvador – BA.

Os encontros acontecerão de 11 a 22 de julho de 2016 (segunda a sexta-feira, no turno vespertino).

Maiores informações pelo e-mail: rede.anisio@educacao.ba.gov.br ou pelo telefone 71 3116-9061.

Os Tuxá na TV Anísio Teixeira

Olá, turma!

Vocês sabem que existem várias etnias  indígenas, não é?

Então, hoje, vamos falar um pouco sobre a etnia Tuxá. Os Tuxá vivem na cidade de Rodelas, norte do estado, em Ibotirama, Vale do São Francisco e no município de Inajá, em Pernambuco. Com a construção da Barragem da Hidroelétrica de Itaparica, por volta de 1988, as famílias que habitavam as áreas inundadas foram transferidas para essas regiões.

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Fig. 1: Cacique Manoel e Ana Beatriz Padilha – Aldeia Tuxá – Ibotirama – Blog dos Educadores TV Anísio Teixeira

 

Visitamos, em 2012, os Tuxá, de Ibotirama, e conversamos muito com o cacique Manoel. Uma vez que não precisam mais lutar pela ocupação de terras, pois já estão em condições de assentados, os Tuxá brigam por preservar sua cultura e tradições.

O ritual do Toré, por exemplo, é praticado sempre, para que os membros mais jovens da comunidade não percam o contato com elementos de suas raízes. Nessa manifestação cultural, pública e coletiva, todos os indígenas, sem distinção de idade e sexo, participam, cantando e dançando, para atrair boas energias.

Em nossa visita à aldeia Tuxá, conhecemos também Ana Beatriz Padilha, na época, estudante do Centro Territorial de Educação Profissional  do Velho Chico. Ana foi destaque no Festival Anual da Canção Estudantil – FACE, de 2011, como melhor intérprete e melhor música e, por isso, foi personagem do Faça Acontecer, produção da TV Anísio Teixeira.

Os Tuxá desejam, exatamente, isso: o reconhecimento da sua identidade e a valorização das potencialidades, do talento, da força e da competência dos povos indígenas.  Que tal pesquisar mais sobre os Tuxá e outras etnias indígenas que vivem em nosso estado? Mãos à obra!

 

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Rede Anísio Teixeira realiza formação em Vitória da Conquista

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, através do Instituto Anísio Teixeira (IAT), da Rede Anísio Teixeira (TV Anísio Teixeira) e do Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) de Vitória da Conquista, em parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal Bahia (Facom/UFBA), vai promover a formação Memórias e Identidades: produção formativa de vídeos educacionais, de 29 de abril a 17 de junho de 2016, sempre às sextas e aos sábados, no CJCC do Colégio Estadual Rafael Spínola. A carga horária é de 48 horas.

Fig. 1: Ascom/IAT

Fig. 1: Ascom/IAT

O objetivo é estimular o uso de softwares e de licenças livres na produção audiovisual, promover um diálogo sobre o uso ético e seguro das tecnologias da informação e da comunicação (TICs), incentivar a produção de vídeos por estudantes e professores da rede pública estadual de ensino, com o olhar voltado para a valorização e reafirmação das suas cultura, da memória social e das realidades das comunidades onde moram ou estudam. Nesse sentido, o estímulo à participação no PROVE (Produção de Vídeos Estudantis) e no EPA (Educação Patrimonial e Artística) será uma das tônicas da atividade.

Como fazer a inscrição

Apenas professores e estudantes da rede estadual de ensino poderão se inscrever na formação. Para isso, terão de seguir estes passos:

a) formar grupo de cinco pessoas (quatro estudantes e um professor)

b) assistir ao vídeo abaixo, no qual o professor José Roberto Severino (Facom/UFBA) explica a natureza da formação:

c) fazer a inscrição através deste link: http://bit.ly/memoriaseidentidadesAs inscrições estão abertas de 8 a 24 de abril de 2016.

O resultado da seleção será divulgado no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br), aqui no Blog do Professor Web (www.oprofessorweb.wordpress.com) e também através de contato via e-mail e/ou telefone, até o dia 26 de abril.

Os vídeos resultantes da formação serão disponibilizados no Ambiente Educacional Web do Portal da Educação. Acesse e conheça todas as nossas produções: ambiente.educacao.ba.gov.br.

Escrita Estudantil

Olá, pessoal!

Vocês já escreveram alguma poesia? Já conhecem o TAL – Tempo de Arte Literária?

Pois é, os estudantes das escolas públicas baianas podem participar do TAL, um festival que valoriza a produção literária estudantil, desenvolvendo a autoestima e a autonomia dos discentes.

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Fig. 1: Estudantes participantes do TAL 2011 – Portal da Educação

O projeto acontece nas esferas escolares, municipais, regionais e, por fim, a estadual, através de saraus que ocorrem nas escolas, em bairros/municípios e nos Núcleos Regionais de Educação – NRE.

Mas o que é mesmo um sarau? Sarau é um evento que reúne grupos de pessoas para realizar atividades lúdicas e recreativas (dança, música, poesia, prosa, por exemplo). A palavra vem do latim seranus/serum, que significa entardecer ou pôr do sol, período do dia  em que, geralmente, ocorrem os saraus.

No TAL, as obras que se destacam, nas primeiras etapas, participam do Sarau Estadual, aqui em Salvador.  Os principais critérios se baseiam na originalidade, criatividade, estética, técnica e clareza textual, segundo os organizadores.

O regionalismo também está presente nesses textos. Em 2011, o destaque foi Ênio Ribeiro que, na época, estudava no Colégio de Paramirim, sudoeste baiano. Seu sotaque, suas influências familiares e o ambiente rural no qual vive impõem uma peculiaridade nas poesias que ele produz. Vocês podem conferir um pouco do talento de Ênio no Faça Acontecer, da TV Anísio Teixeira.

E aí? Vamos tentar escrever uma poesia? Participar de algum Sarau do TAL? Vamos lá, tudo começa a partir de uma tentativa. A arte da escrita precisa de prática. Conversem com seu professor, leiam muito e conheçam o prazer de colocar suas ideias num papel.

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia