Como foi o 4º Encontro Estudantil. Algumas opiniões.

Olá, galera! Beleza?

Estamos no terceiro e último dia do 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, na Itaipava Arena Fonte Nova, evento que, nesses três dias, proporcionou oportunidades para troca de saberes, conhecimentos e experiências de todos envolvidos.

A tônica do 4º Encontro Estudantil nos conduz para uma grande celebração do protagonismo juvenil vivenciada por estudantes e professores das escolas da rede estadual de ensino durante o ano letivo de 2015” (Site do 4ºEnconto Estudantil).

No áudio a seguir, ouça um pouco da opinião dos estudantes e visitantes do 4ºEE.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Anúncios

3º Feira de Tecnologias Sociais no 4º Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, pessoal! Tudo bem?

Estamos no segundo dia do 4º Encontro Estudantil, na 3º Feira de Tecnologias Sociais da Educação Profissional da Bahia.

A Educação Profissional da Bahia proporciona uma exposição como mostra dos seus projetos de Tecnologias Sociais. Reunindo estudantes e professores de cursos técnicos de todas as regiões territoriais do estado. O destaque na reportagem é a estudante, Ana Clara Xavier, do Centro de Educação Profissional do Território Sertão do São Francisco que fica na cidade de Juazeiro.

No áudio a seguir, entenda mais um pouco sobre a 3º Feira de Tecnologias Sociais.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Palco Livre para todos os talentos

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Olá, galera! Beleza?

Estamos no segundo dia do 4º Encontro Estudantil, na Tenda Digital, um espaço para produção, difusão e compartilhamento das mídias e tecnologias educacionais da Rede Anisio Teixeira.

O Palco Livre faz parte da Tenda Digital e é totalmente aberto para que estudantes, professores e visitantes mostrem os seus talentos.

No áudio a seguir, o professor Samuel Oliveira explica um pouco sobre o Palco Livre.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

O ensaio é geral e o tempo das artes literarias é agora!

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, galerinha! Tudo bem?

Estamos no 4º Encontro Estudantil, no ensaio geral do TAL (Tempos de Arte Literária).

O TAL, neste ano, está com o objetivo de fazer com que as palavras “criem vida e lutem”, sejam a voz dos estudantes e jovens do Estado da Bahia.

No áudio a seguir, um pouco sobre o ensaio geral do TAL.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Entrevista: Mabel Velloso

 Estudante-repórter: Mirella Medeiros

No 3º Encontro Estudantil, também aconteceu a final do 6º Sarau Estadual do TAL – Tempos de Arte Literária. Lá, encontramos Maria Isabel Viana Telles Velloso ou, simplesmente, Mabel Velloso. Escritora, compositora, poetisa, cordelista e, acima de tudo, professora-educadora; aos 80 anos, Mabel é uma referência na área de educação da Bahia. Com toda essa bagagem, nós quisemos saber a opinião dela referente a sua experiência no evento.

Mirella Medeiros: Professora, qual foi a sensação de estar num grande evento como o 3º Encontro Estudantil, voltado aos estudantes da escola pública e vendo vários estudantes se expressarem, mostrando seus talentos, hábitos, ideias e experiências, num conjunto que mostra um pouco da riqueza e diversidade da cultura baiana?

Mabel Velloso: A sensação foi de entusiasmo e alegria. Tenho acompanhado o trabalho de vários professores e fico feliz por sentir a força e a vontade que demonstram no trabalho de ajuda e apoio aos alunos. Cada aluno vitorioso deve uma parte grande da sua vitória ao professor.

MM: Nós notamos a presença de várias escolas do interior da Bahia no evento. Qual é a importância e o impacto disso na educação?

MV: A importância de saber que todo o estado da Bahia está envolvido num trabalho brilhante de Arte/Educação, é algo que nos encoraja a seguir em frente, é ter esperança no futuro.

MM: Nós percebemos uma subestimação por parte da sociedade em relação à escola pública. Qual o impacto desse tipo de evento para a imagem da escola pública?

MV: A escola pública é injustiçada. A força dos colégios particulares deixa o colégio público jogado para um segundo plano. Um encontro como o que aconteceu na Fonte Nova mostra a coragem dos organizadores e prova o valor do trabalho feito em todas as cidades, o interesse de todos que lidam com a educação. De cada pedacinho da Bahia, vieram artistas, poetas, cientistas. Mesmo sem recursos, cada escola trabalhou com seus alunos. Pena que a divulgação foi pequena. Devia ser mostrado o trabalho realizado na Fonte Nova como se fosse um BA x VI! Os alunos e os professores marcaram um GOL que merece o maior aplauso.

Com as palavras da professora Mabel, reafirmamos a força que nós, alunos, temos e a importância que eventos desse cunho possuem para a educação e a sociedade baiana.

Mirella Medeiros tem 19 anos, estuda no Colégio Estadual Edvaldo Brandão e fez parte da equipe de cobertura jornalística do 3º Encontro Estudantil.

Tenda Digital: você viu?

Oi, pessoal! Tudo bem?

Na semana passada, durante o 2º Encontro Estudantil Todos pela Escola, o Professor Web (PW) interagiu com professores e estudantes na Tenda Digital, um espaço que unia arte, ciência e tecnologia.

foto-encontro

Na Tenda Digital a interação com os estudantes foi intensa e muito dinâmica, com computadores disponíveis para a equipe da Rede Anísio Teixeira apresentar diversas mídias e tecnologias livres, oficinas de produção audiovisual e o espaço mais agitado da Tenda, o Palco Livre, em que estudantes, professores e artistas das mais diversas áreas se apresentaram cantando suas músicas de preferência, recitando poesias, cordéis e até mesmo improvisando um rap ou beat box. O rap do Professor Web também teve seus momentos no Palco Livre, e até algumas variações com outros ritmos foram feitas pelos visitantes. Veja uma das improvisações:

Um dos estudantes que estiveram conosco, Bruno Stronda, 21 anos, do Colégio Estadual Liberdade, localizado em Itaberaba, elogiou a iniciativa. “Eu achei esse espaço bacana, interativo e cheio de coisas interessantes. Nunca tinha vindo a Salvador e achei que o 2º Encontro Estudantil foi nota dez”. A Tenda Digital reuniu os trabalhos dos três projetos realizados pela Rede Anísio Teixeira, que são desenvolvidos em parceria com professores e estudantes das escolas públicas baianas: Ambiente Educacional Web, Blog do Professor Web e a TV Anísio Teixeira.

Edilson Barreto, 24 anos, estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Centenário, que também fica em Itaberaba, falou com entusiasmo sobre o Palco Livre da Tenda Digital, um local em que os estudantes mostraram vários talentos artísticos: “No Palco Livre, a gente teve a oportunidade de conhecer e interagir com outros músicos e outros artistas, isso é excelente. Foi uma das grandes ideias que a organização do evento teve”, concluiu.

Bianca Almeida
Bianca Almeida e Raulino Júnior, da equipe do PW. Foto: Gabriel Luhan

A estudante Laís Santiago, 17 anos, do Centro Educacional 30 de Junho, que fica em Serrinha, avaliou o 2º Encontro Estudantil e foi taxativa: “Achei muito mais organizado neste ano. Eu participei do AVE e acho que é um ótimo projeto, porque você expõe todas as suas ideias; o que você sente, você pode expressar na arte”. Já Bianca Almeida, 15 anos, do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira, sediado em Salvador, foi apenas prestigiar o evento, sem ter participação efetiva nos projetos, mas também não deixou de elogiar.  “Eu achei bem interessante, porque você acaba conhecendo outras ideias e tendo novas ideias para futuros projetos. E, na Tenda Digital, você podia se expressar e se divertir. Eu achei muito criativo e bem legal!”. Na nossa galeria no Flickr, vocês poderão ver mais registros do evento, assim como na TV Professor Web, nosso canal no YouTube. Cometem! Compartilhem! Interajam! E você? O que achou da Tenda Digital? Caso tenham filmado ou fotografado esse espaço é só deixar os links aqui nos comentários.

A equipe do PW parabeniza @s estudantes que participaram do 2º Encontro Estudantil! Até 2014, moçada!

Mudanças acontecem…. Fala, Raulino Júnior

Olá a tod@s!

Hoje, nosso blog traz uma entrevista exclusiva com o professor da rede pública estadual e colaborador do blog do Professor Web, Raulino Júnior. Ele falará sobre a sua experiência de compositor e a oportunidade de participar como finalista, escolhido pelo voto popular, do evento de encerramento da primeira edição do Festival de Música do Servidor Público, promovido pela Secretaria de Administração da Bahia. Fiquem atent@s, pois o evento ocorre nesta terça-feira, 22 de outubro de 2013.

Pergunta – Olá, Raulino, apresente-se para nossos internautas. Quem é você, o que você faz, fale  um pouco de sua trajetória.

Resposta –  Eu sou formado em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e especialista em Estudos Linguísticos pela mesma instituição. Atualmente, estou no último semestre do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Sou professor de língua portuguesa na rede estadual de ensino e integro a equipe da Rede Anísio Teixeira.

Pergunta – Raulino, agora conte-nos um pouco sobre sua relação com a música. Você, enquanto professor da rede estadual, já fez uso desta arte em sala de aula? E como foi?

Resposta – Eu tenho uma relação de muito respeito com a música. Meu pai sempre teve muitos discos em casa e era comum passar horas escutando artistas dos mais diferentes estilos musicais. Isso ajudou a me aproximar dessa arte. Sempre utilizei música nas minhas aulas. Propunha análise da letra, identificação e estudo das figuras de linguagem presentes nas canções, bem como da tipologia textual apresentada.

Pergunta – Sua música fala de mudanças. Que tipo de mudança você pensava ao escrevê-la? Dá pra relacioná-la a educação?

Resposta – Eu pensava naquelas mudanças que acontecem na nossa vida e que, às vezes, dão um medo na gente. Um bom exemplo disso, e já respondendo à segunda pergunta, é quando a gente termina uma etapa da educação e começa outra. A transição do 5º para o 6º ano é sempre cercada de expectativas, não é? A gente idealiza a escola, os colegas, os professores e etc. Ao mesmo tempo, sabemos que coisas novas vão acontecer.  É estimulante!

Pergunta – Já que estamos falando de arte – a música, no caso. Nos fale um pouco sobre como você avalia a relação de incentivo às práticas  artísticas nas escolas públicas baiana. É interessante que haja este espaço dentro das atividades pedagógicas?

Resposta – Aqui na Bahia, nós temos iniciativas que são muito importantes para a formação do estudante, como o FACE, o TAL, o AVE, entre outras. Eu acho super interessante que essas iniciativas aconteçam e permaneçam dentro da escola pública. Essas atividades complementam o currículo normal e fazem com que os estudantes tenham outra visão do ambiente escolar. Então, só vejo aspectos positivos nisso.

Pergunta – Raulino, enquanto estudante de Comunicação Social na UFBA e tendo conquistado 2.695 votos, cremos que você deva ter usado de alguma estratégia de marketing. Conte-nos o que você fez pra atingir esta marca.

Resposta  – Eu acho que quem trabalha com comunicação deve gostar de gente. Eu gosto de gente. As minhas duas áreas de interesse profissional, a educação  e a comunicação, lidam  diretamente com pessoas. Por isso, além de usar as redes sociais, a panfletagem foi a minha principal estratégia para conseguir os votos. O corpo a corpo me estimula.

Pergunta – Agora nos conte, o que significa para Raulino, o professor e a pessoa, estar na final deste festival?

Resposta – Puxa, é muito emocionante! É comprovar algo que precisava saber: a certeza de que eu era compositor e de que a minha música podia emocionar as pessoas. É um motivo de felicidade plena.

Pergunta – Muito bem, Raulino. Desde já desejamos a você boa sorte na grande final e esperamos que você sirva de inspiração para professores e estudantes que desejam mergulhar no campo da bela arte que é a música. Gostaria de dizer algo aos nosso internautas?

Resposta – Que eles façam com dedicação tudo que realiza e fiquem atent@s aos conteúdos que são publicados na rede, uma vez que existem muitas informações equivocadas. Desejo também que tod@s coloquem mais arte no dia a dia.

É isso aí, turma. Não deixem de acompanhar o desfecho desta história. Não esqueçam! A grande final tem data e local: 22 de outubro, sala principal do Teatro Castro Alves, as 17h.  Então, não percam!

Pergunta = PW

Resposta = Raulino Júnior

Graffiti: a arte nas ruas – Expressão e liberdade!

Olá, amig@s!

Nas grandes cidades, torna-se cada dia mais difícil apreciar belas paisagens ao longo do caminho que percorremos. Seja no trajeto para o trabalho ou em direção à escola, somos bombardeados com um turbilhão de informações e publicidades, que tentam moldar a nossa interpretação sobre a vida.

Deste modo, a expressividade contida em cada um de nós, vai dando lugar ao silêncio e embrutecimento, divagando o nosso olhar do que é belo, sobre o que é arte e o quanto esta tem valor em nosso cotidiano e na relação com o mundo.

Mas é possível, em meio a tudo isso, romper determinadas amarras e conceitos, contemplar e promover arte urbana, poesia e expressão – com um spray na mão e muitas, centenas de ideias na cabeça. Estamos falando do Graffiti, um dos 4 elementos básicos da cultura Hip Hop, que é composta também pelo MC, DJ e o Break.

E todo esse poder de comunicação e talento artístico, podem ser vistos nas paredes das cidades, onde grupos organizados por jovens, geralmente oriundos das periferias, alimentam as nossas almas e encantam os nossos olhos com o retrato social daquilo que convivem diariamente.

Esse é o caso do artista plástico Marcos Costa, que desde a adolescência despertou o interesse e talento pelas artes visuais, dedicando a sua vida a essa causa, o que o levou das carteiras da escola pública, à Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.

Junto com amig@s e o seu “Spray Cabuloso”, tem contribuído e participado da consolidação da identidade juvenil, por meio da liberdade de expressão, como pode ser conferido nas paredes de diversas instituições e colégios públicos estaduais, como exemplos recentes, podemos citar o Instituto Anísio Teixeira (*IAT), Colégio Bolívar Santana e Escola de Aplicação Anísio Teixeira, fortalecendo no espaço escolar o protagonismo da cultura e arte livre, dando lugar ao talento e rechaçando a marginalização imposta por anos de exclusão do ativismo popular e juvenil.

Em um breve bate papo com a equipe do PW, Marcos salientou o impacto dessa arte para a sociedade:

– “O Graffiti é uma linguagem Artística que valoriza o espaço urbano e dialoga igualitariamente com todos os cidadãos, sem discriminação. É para mim o maior expoente de pintura contemporânea resignificando os ambientes e levando Arte para todo mundo.”

E contou ainda, que acredita na importância desse trabalho para a juventude, em especial a da periferia, pois: “através do Graffiti, do Break ou do RAP pode contribuir bastante no incentivo aos estudos, na diminuição do Bullying e preconceitos raciais, na elevação da autoestima da juventude negra e principalmente na construção e solidificação da Cultura da Paz.”

Valorizando a iniciativa e convite do Instituto, o artista falou também da necessidade da inserção do Graffiti como elemento de estudo em disciplinas como educação artística, bem como na customização das fardas escolares

Acho que as Escolas precisam de Arte Graffiti não somente nas disciplinas, mas, no design das fardas, do material escolar, nas paredes das escolas, etc.” disse.

Confiram, algumas belíssimas fotos da fachada da Escola Estadual de Aplicação Anísio Teixeira – Cliquem aqui!

21
*Participaram também da Intervenção no IAT, os Artistas: Trigo (Geferson Santos) e Thito Lama.

Além da força e da estética desse movimento multicultural, Marcos reflete também sobre a possibilidade de colaboração, nos diversos espaços sociais, com profissionais que desejam dar resignificação a estes:

Escolas, Associações de Bairros, Empresas e Cooperativas podem resignificar suas fachadas ou ambientes internos tornando-os mais originais e com toque especial através do Graffiti, que é uma Arte popular, mas é de valor inestimável. Quando grafitamos um muro damos a ele o Status de uma Obra de Arte Original.”

Quanta arte e expressão, não é mesmo pessoal?!

Saibam mais sobre a intervenção urbana por meio desta arte – Acessem o blog – Spray Cabuloso

Diretores (as), estudantes, professores (as) e comunidade escolar, podem convidar Marcos Costa, através dos contatos – Cliquem aqui!

Abraços!

Fonte: https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/11/13/dia-internacional-do-hip-hop/

Fotos: Marcos Costa.

Colaborou: Roberta Rodrigues – Jornalista da Unidade de comunicação do Instituto Anísio Teixeira.

Novembro Negro – Transformando a opressão em poesia!

Olá, pessoal! Tudo bem?

Vocês gostam de literatura?

A literatura, mais que o ato de escrever ou mesmo um conjunto de texto, é, para além disso, uma forma de retratar a história de povos, sociedades, enfim, contar de maneira ilustrada casos, vivências, hábitos e costumes de certos lugares, que tornam-se conhecidos através de livros e narrativas, que em meio as ficções trazem também fatos reais.

No Brasil, por muito tempo se ouviu histórias que falavam de heróis e heroínas contando as façanhas de parte da sociedade, em detrimento de uma maioria que não se fazia referência, e quando isso acontecia era cercado de preconceito e visões estereotipadas.

Não é comum encontrar nos livros de literatura a representação da cultura africana ou a participação de afrodescendentes inseridos no contexto das principais obras, independente de quem as escreveu.

Diante desta problemática, nossa equipe bateu um papo com escritor baiano Lande Onawale, que trabalha com literatura negra, autor de contos, livros e poemas, ele nos traz outras perspectivas acerca deste assunto.

Conheçam sobre suas obras através do seu blog. Cliquem aqui!

Equipe do Professor Web – Lande, o que levou você a desenvolver obras voltadas para a comunidade negra?

Lande Onawale – Não são obras voltadas para a comunidade, mas onde é comum a vida de pessoas negras serem tratadas em primeiro plano. São, na verdade, obras negras voltadas para o mundo.

Equipe PW – Como você avalia a inserção de negros e negras na literatura nos dias atuais?

Lande Onawale – Limitado, ainda. Seja enquanto autor ou tema. Imagino que ainda são brancos e brancas, mais de 80% dos autores e personagens mais lidos da literatura brasileira – contemporânea, ou não. Assim, no imaginário coletivo que acredito a literatura ainda tem importante papel, negros e negras são configurados a partir de um olhar que não o seu.

Equipe PW- Suas obras são direcionadas a uma determinada faixa etária ou é para todas as idades?

Lande Onawale – Não há um direcionamento consciente, assim, penso que seja para todos, mas naturalmente nem todos se interessam, ou curtem. Cada leitor/a está habilitado/a a dizer para quem/que serve minha obra – e não depende de mim autorizá-lo(a).

Equipe PW – De forma resumida, quais as principais contribuições da literatura para nossa cultura?

Lande Onawale – Acredito que os livros ainda têm um papel importante como instrumento de transmissão de cultura. No mínimo, o livro é algo bem legal pra nos colocar na contramão da correria geral.

Equipe PW – Você acha que a juventude hoje, está mais consciência em relação ao respeito às diferenças?

Lande Onawale – Acho que sim, mas, infelizmente, a consciência não tem sido capaz de refrear a violência – se algum dia foi capaz. Temos mais jovens conscientes, mas não necessariamente pacíficos. O não-hétero, o não-branco, o não-masculino, o não-cristão ainda são os principais alvos de uma quantidade expressiva de jovens. Arrisco dizer que uma das causas está na distância que guardam de bons livros, boas e comoventes histórias.

Equipe PW – Por fim, que mensagem você deixaria para todas as pessoas que vivem num processo de invisibilidade, seja nos livros, revista, na televisão, bem como em outros segmentos da sociedade?

Lande Onawale – Que saiam dela (da invisibilidade). Que se inscrevam nos textos, se autores/as, ou busquem textos que lhe reflitam, se leitores/as. Não aceitem que seus dramas e alegrias sejam eternamente proscritos.

Valeu, galera!

Até a próxima!

* Lande Onawale é graduado em História, além de compositor e educador.

Evolução e Tecnologia – Uso consciente

Olá, pessoal!

A cada dia somos surpreendidos com a velocidade evolutiva na tecnologia, onde diversos produtos e equipamentos que adquirimos em um curto espaço de tempo tornam-se obsoletos em determinados casos, e esse fato colabora para um problema de proporções mundiais, que ainda estamos aprendendo a administrar: o lixo eletrônico.

Para criar alternativas que garantam além de uma tomada real de consciência por parte da sociedade consumidora é imprescindível que saibamos o que fazer no momento do descarte dos materiais inutilizados. E essa é a ideia de um grupo de servidores do Instituto Anísio Teixeira, que juntos criaram o projeto InfoVerde, iniciativa que já divulgamos aqui no blog, onde adotando a filosofia da metareciclagem, reutilizam materiais, peças e componentes de computadores e eletrônicos descartados, buscando a conscientização da sociedade para as questões relacionadas ao equilíbrio ambiental em nosso planeta e as contribuições da humanidade neste. Lembram? Cliquem aqui!

Pois é, galera, fomos conferir as novidades desta importante ação colaborativa na tradicional Feira do Servidor do Instituto Anísio Teixeira, que em comemoração ao Dia do servidor(28/10), realizou entre os dias 29/10 e 01/11, onde eles foram o destaque.

Karan Sandes Melo, um dos idealizadores do projeto, nos cotou em um breve bate-papo, que o projeto foi desenvolvido visando a conscientização dos funcionários e frequentadores do Instituto, bem como por uma identificação artesanal. Karan ainda salientou que os participantes da feira, tais como professores(as), estudantes e gestores demostraram grande interesse em apropriarem-se das ideias propostas pela equipe, além de alguns assumirem uma nova postura diante da realidade de consumo em nossa sociedade.

Cabe a nós, consumidores da era digital, ficarmos em alerta e vigilantes quanto ao uso e descarte desses produtos, que podem de forma simples serem transformados em algo útil e belo como podemos conferir na galeria de fotos –  Cliquem aqui!

Ainda fazem parte da InfoVerde Leonardo Morais Lobo e Rodrigo Pita Fadigas.

Abraços, pessoal!