About Joalva Moraes

Mestre em Políticas Sociais e Cidadania, Especialista em Psicologia da Educação, Graduada em Comunicação Social - Jornalismo e Licenciada em Língua Portuguesa.

A Força das Marias

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Fonte: Pixabay – Licença CC

 

 

“Maria, Maria 

É o som, é a cor, é o suor

É a dose mais forte e lenta

De uma gente que ri

Quando deve chorar

E não vive, apenas aguenta”

 

Nesse trecho da música Maria, Maria, Milton Nascimento traz um pouco da complexidade do universo feminino. Sabemos que o dia 8 de março é dedicado à reafirmação da luta pela igualdade de gênero. Mas por que esse dia foi escolhido?

A escolha dessa data é atribuída a um fato ocorrido em 1857. Em meio a tantas outras reivindicações das mulheres, em especial nos Estados Unidos e na Europa, por melhores condições de trabalho, direitos sociais e políticos, entre a segunda metade do século XIX e parte do XX, trabalhadores e trabalhadoras de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve, reclamando, além de questões trabalhistas, igualdade de direitos para as mulheres. Conta-se que os manifestantes foram violentamente reprimidos pela polícia. As tecelãs foram trancadas na fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente, 130 trabalhadoras morreram carbonizadas. Mas essa versão é contestada por alguns autores.

No ano de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhagen, na Dinamarca, decidiu-se que deveria instituir um dia que homenageasse o movimento pelos direitos delas e procurando apoio internacional para a luta pelo direito de voto para as mulheres (sufrágio feminino). Entretanto, foi só em 1975, no Ano Internacional da Mulher, que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Na verdade, nessa data, as comemorações devem ir além de homenagens e flores. A data deve ser um pretexto para a realização de conferências, debates e palestras, em todo o mundo, com a intenção de discutir o papel da mulher em nossa sociedade, na tentativa de diminuir o preconceito e a desvalorização feminina. Infelizmente, ainda, são comuns situações onde as mulheres sofrem com salários baixos, assédio moral e sexual e desvantagens na carreira profissional.

Passeando pela nossa história, em 1827, surgiu a primeira lei sobre educação das mulheres, a qual permitia que elas frequentassem as escolas elementares; em 1879, passam a ter autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior, embora aquelas que decidiam entrar na universidade passavam a ser descriminadas pela sociedade.

Mas, apesar de todo esse panorama desfavorável, algumas brasileiras conseguiram  vencer barreiras, como é o caso da compositora e pianista Chiquinha Gonzaga que, em 1885, estreou como maestrina, regendo a opereta “A Corte na Roça”. Chiquinha foi a primeira mulher no Brasil a estar à frente de uma orquestra. Ela, ainda foi a precursora do chorinho, compôs mais de duas mil canções populares, entre elas, a primeira marcha carnavalesca do país: “Ô Abre Alas”.

E o direito ao voto? Esse só veio em 1932, com o novo Código Eleitoral, promulgado por Getúlio Vargas. Nas eleições para a Assembleia Constituinte, de 1933, foram eleitos 214 deputados e uma única mulher: a paulista Carlota Pereira de Queiroz. 77 anos depois, foi eleita a primeira Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.

Não podemos esquecer a Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, considerada pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra as mulheres. Além da agressão física, a Maria da Penha protege as mulheres nos casos de violência sexual, sofrimento psicológico e violência patrimonial.

São várias conquistas, mas há ainda muito que reivindicar para que se alcance a igualdade dos direitos entre homens e mulheres. O primeiro de todos é o respeito. Buscando sempre inspiração nos versos de Milton,

 

      “Mas é preciso ter força

É preciso ter raça 

É preciso ter gana sempre

Quem traz no corpo a marca

Maria, Maria

Mistura a dor e a alegria.”

 

 

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Tecnologias Educacionais e o Antirracismo

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Mural no V SERNEGRA – IF Brasília – Foto: Carlos Barros

 

No mês dedicado à Consciência Negra, o Instituto Federal de Brasília (IFB) organizou a Semana de Reflexões Sobre Negritude, Gênero e Raça – SERNEGRA. Diz respeito a um evento técnico-científico, idealizado e organizado pelo Grupo de Pesquisa Estudos Culturais Sobre Classe, Gênero e Raça.

Neste ano (2016), aconteceu a quinta edição do SERNEGRA, trazendo reflexões sobre a luta antirracista no Brasil, a teoria e a práxis decolonial, abordando os eixos: a colonialidade do poder, do saber e fazer ser, debruçada sobre questões como a Geopolítica do Poder e a possibilidade de uma arte e de uma pedagogia decolonial.

A interculturalidade é o ponto forte desse Seminário, que contou com apresentações artísticas, oficinas, debates, filmes, palestra, simpósios temáticos com algumas das principais personalidades do mundo acadêmico, artístico e político que se propõem a debater o enfrentamento das questões raciais e de gênero no Brasil, Estiveram presentes: Adolfo Alban Achinte, Universidad Del Cauca – Unicauca/ ColômbiaPatricia Hill Collins, University Professor of Sociology at the University of Maryland, College Park, Nelson Fernando Inocêncio, Universidade de Brasília, Joaze Bernardino Costa, Universidade de Brasília, Vera Maria Ferrão  Candau, Universidade Católica do Rio de Janeiro, Wanderson Flor do Nascimento, Universidade de Brasília.

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Caderno de Resumos do V SERNEGRA – Foto: Carlos Barros

As tecnologias educacionais foram temas de debates, através de apresentações de projetos que trouxeram ações que difundem o antirracismo e que podem servir de exemplos para estudantes e professores, na prática pedagógica. Foram eles: Cine NEABI: educando para a diversidade (IF Roraima); Ikoloju: cibercultura e educação antirracista (UERJ); Documentários com estudantes de escolas públicas baianas (IAT – BA); Memórias e identidades: produção formativa de vídeos educacionais (IAT/UFBA); Violência no contexto escolar e racismo: um olhar a partir de um município do entorno do Distrito Federal (Universidade Nacional da Província de Buenos Aires e Faculdade Anhanguera de Valparaíso/GO – Kroton Educacional); e Programa Intervalo como tecnologia educacional na contribuição de práticas antirracistas: o caso do Quadro Histórias da Bahia (IAT- BA).

 Momentos como esse comprovam que as tecnologias aliadas ao processo educativo podem trazer benefícios tanto para a Educação, como para a compreensão da relevância do papel do cidadão em seu grupo social, estimulando a autonomia e a criticidade dos estudantes, principalmente, acerca de questões pouco presentes nos Livros Didáticos, como é o caso da Educação para as Relações Étnico-Raciais.

Nossas Diversas Falas

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Flame do programa Diversidades – TV/Rede Anísio Teixeira

Você sabia que o Brasil é considerado um dos países que mais tem diversidade linguística?

Aprendemos com nossos professores de História que, na época em que os portugueses chegaram nessas terras, a população indígena era de, em média, seis milhões de pessoas, distribuídas entre diferentes povos, culturas e denominações. Com a colonização, a dominação portuguesa impôs o português como língua oficial.

Apesar disso, ainda hoje, segundo o Censo 2010 do IBGE, 274 línguas indígenas são faladas no Brasil, sem esquecer as  outras tantas que não foram contabilizadas por esse instrumento. Entre elas estão as que têm origem nas imigrações, as de sinais, das comunidades afro-brasileiras e crioulas.

Essa diversidade contribui para a formação das diferenças nas falas das pessoas de diversas regiões brasileiras. Assim, surgem, por exemplo, os falares gaúcho e catarinense, no sul, os falares baiano e pernambucano, no nordeste, o mineiro e o carioca, no sudeste.

As variações podem ser de caráter fonético, como pronúncia e entonação; e lexical, usando palavras diferentes para indicar o mesmo objeto ou aquelas que possuem escritas semelhantes, mas têm sentidos diversos em vários locais do país. Por isso, tangerina e mexerica são denominações da mesma fruta; sinal, sinaleira, farol e semáforo referem-se ao mesmo objeto.

O programa Diversidades, da TV Anísio Teixeira, propôs uma reflexão acerca da diversidade linguística. Não deixe de conferir e saber mais sobre esse assunto!

 

O mais importante de tudo isso é reconhecer que diferenças existem e que podemos e devemos reconhecê-las e respeitá-las. É tão legal perceber como é diverso o nosso país e como isso faz dele um lugar tão rico culturalmente.

 

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Referências:

FIGUEIREDO, J.  C. Censo 2010: população indígena é de 896,9 mil, tem 305 etnias e fala 274 idiomas. Disponível em: <https://nacaoindigena.com/2012/08/10/censo-2010-populacao-indigena-e-de-8969-mil-tem-305-etnias-e-fala-274-idiomas/&gt; Acesso em: Maio de 2016.

GARCIA, M. V. C. A diversidade linguística como patrimônio cultural. Disponível  em: <http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=3053&catid=28&Itemid=39&gt; Acesso em : Abril de 2016.

MELO, M. A. Diversidade Linguística no Brasil. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/artigos/2743953&gt; Acesso em: Abril de 2016.

 

 

 

Rede AT Visita Rádio Web CEGRS

 

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Equipe da Rede AT na Rádio Web Juventude, no Colégio Est. Gov, Roberto Santos

A equipe de professores, da Rede AT, envolvida com o programa de rádio Nas Ondas da Rede, visitou as instalações da Rádio Web Juventude, no Colégio Estadual Governador Roberto Santos, bairro do Cabula.

A Rádio, inaugurada em outubro de 2015, é resultado do sonho da professora Josefa Lima e rendeu sua tese de Doutorado. Contando com a participação de 30 estudantes do Ensino Médio, ela conseguiu fazer com que esse projeto acontecesse, numa pequena sala, na área externa do colégio, mas com uma estrutura que agrega funcionalidade e bom gosto.

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Professora Josefa Lima, criadora da Rádio Web Juventude

Segundo Josefa, sua motivação para montar essa rádio estudantil diz respeito à quebra do paradigma de que a aula só acontece dentro da sala. Para ela, o formato tradicional pode ser transformado, colocando o estudante como protagonista. A professora, que trabalhou por mais de 20 anos numa rádio comercial, entende que a comunicação perpassa por todas as áreas do conhecimento, por isso o rádio torna-se mais uma tecnologia educacional a serviço do processo ensino aprendizagem. “Tudo é possível fazer num programa de rádio”, disse Josefa.

24 horas no ar, exceto nos finais de semana, a Rádio Web Juventude apresenta uma programação toda organizada pelos estudantes, desde as músicas até a concepção e produção dos conteúdos. Essa grade, na verdade, é composta por programas educativos pensados no curso de Mestrado da professora Josefa. Os estudantes ficam responsáveis pela escolha dos temas e seleção das fontes (professores e especialistas).

No momento da visita à rádio do Colégio Estadual Governador Roberto Santos, os educadores da Rede AT foram entrevistados, com transmissão ao vivo via web e pelas caixas de som espalhadas pelo colégio. Excelente trabalho da professora Josefa e dos estudantes da Rádio Web Juventude. Esse encontro foi apenas o início de uma promissora parceria.

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Muito Além do 5 de Junho

Olá,  turma!

Vocês sabem o porquê de 5 de junho ser o Dia Mundial do Meio Ambiente?

Foi nesse dia que ocorreu, em Estocolmo, capital da Suécia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, há 44 anos. A partir daí, a  Organização das Nações Unidas – ONU instituiu o dia 5 de junho como uma oportunidade para que todas as pessoas, mundialmente, reflitam sobre os problemas ambientais e a importância da preservação dos recursos naturais.

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Fig.1: Terra retorcida. Fonte: Wikipedia

 

As conferências ambientais internacionais, além da Conferência de  Estocolmo, em 1972, foram: Conferência de Toronto (Canadá, 1988), Conferência de Genebra (Suíça, 1990), Conferência no Brasil (Rio de Janeiro, 1992), Conferência de Berlim (Alemanha, 1995),  Conferência de Genebra (Suíça, 1996), Conferência de Kyoto (Japão, 1997), Conferência em Buenos Aires (Argentina, 1998), Conferência de Bonn (Alemanha, 1999), Conferência de Haia (Holanda, 2000), Conferência em Bonn (Alemanha, 2001) e Marrakesh (Marrocos, 2001), Conferência de Nova Délhi (Índia, 2002), Conferência de Milão (Itália, 2003), Conferência de Buenos Aires (Argentina, 2004), Conferência de Montreal (Canadá, 2005), Conferência de Nairóbi (África, 2006), Conferência de Bali (Indonésia, 2007), Conferência de Poznan (Polônia, 2008), Conferência de Copenhague (Dinamarca, 2009), Conferência em Cancún (México, 2010), Conferência em Durban (África do Sul, 2011), Conferência no Brasil (Rio de Janeiro, 2012) Rio +20, Conferência do Clima (Paris, 2015).

Todos esses encontros objetivaram conscientizar os líderes mundiais para o crescimento desenfreado dos problemas ambientais. Tanto os governantes, como a população em geral precisam rever suas atitudes para que os impactos sejam reduzidos.

O descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, o exagero no consumo dos recursos naturais, o desmatamento e esgotamento do solo são algumas dessas questões que necessitam ser repensadas, pois  comprometem o futuro do planeta Terra e, também, a nossa sobrevivência.

O programa da TV Anísio Teixeira, Máquina de Democracia, que fala sobre Educação Informal e Meio Ambiente, apresenta algumas instituições que atuam na direção de uma consciência ambiental, como Pangea e a Cooperbrava. Confiram!

A saúde do nosso planeta é responsabilidade de todos nós. Vamos fazer a nossa parte?

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Referências:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. 05 de Junho — Dia Mundial do Meio AmbienteBrasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-mundial-do-meio-ambiente-ecologia.htm&gt;. Acesso em: 02 março 2016.

Os Tuxá na TV Anísio Teixeira

Olá, turma!

Vocês sabem que existem várias etnias  indígenas, não é?

Então, hoje, vamos falar um pouco sobre a etnia Tuxá. Os Tuxá vivem na cidade de Rodelas, norte do estado, em Ibotirama, Vale do São Francisco e no município de Inajá, em Pernambuco. Com a construção da Barragem da Hidroelétrica de Itaparica, por volta de 1988, as famílias que habitavam as áreas inundadas foram transferidas para essas regiões.

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Fig. 1: Cacique Manoel e Ana Beatriz Padilha – Aldeia Tuxá – Ibotirama – Blog dos Educadores TV Anísio Teixeira

 

Visitamos, em 2012, os Tuxá, de Ibotirama, e conversamos muito com o cacique Manoel. Uma vez que não precisam mais lutar pela ocupação de terras, pois já estão em condições de assentados, os Tuxá brigam por preservar sua cultura e tradições.

O ritual do Toré, por exemplo, é praticado sempre, para que os membros mais jovens da comunidade não percam o contato com elementos de suas raízes. Nessa manifestação cultural, pública e coletiva, todos os indígenas, sem distinção de idade e sexo, participam, cantando e dançando, para atrair boas energias.

Em nossa visita à aldeia Tuxá, conhecemos também Ana Beatriz Padilha, na época, estudante do Centro Territorial de Educação Profissional  do Velho Chico. Ana foi destaque no Festival Anual da Canção Estudantil – FACE, de 2011, como melhor intérprete e melhor música e, por isso, foi personagem do Faça Acontecer, produção da TV Anísio Teixeira.

Os Tuxá desejam, exatamente, isso: o reconhecimento da sua identidade e a valorização das potencialidades, do talento, da força e da competência dos povos indígenas.  Que tal pesquisar mais sobre os Tuxá e outras etnias indígenas que vivem em nosso estado? Mãos à obra!

 

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Escrita Estudantil

Olá, pessoal!

Vocês já escreveram alguma poesia? Já conhecem o TAL – Tempo de Arte Literária?

Pois é, os estudantes das escolas públicas baianas podem participar do TAL, um festival que valoriza a produção literária estudantil, desenvolvendo a autoestima e a autonomia dos discentes.

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Fig. 1: Estudantes participantes do TAL 2011 – Portal da Educação

O projeto acontece nas esferas escolares, municipais, regionais e, por fim, a estadual, através de saraus que ocorrem nas escolas, em bairros/municípios e nos Núcleos Regionais de Educação – NRE.

Mas o que é mesmo um sarau? Sarau é um evento que reúne grupos de pessoas para realizar atividades lúdicas e recreativas (dança, música, poesia, prosa, por exemplo). A palavra vem do latim seranus/serum, que significa entardecer ou pôr do sol, período do dia  em que, geralmente, ocorrem os saraus.

No TAL, as obras que se destacam, nas primeiras etapas, participam do Sarau Estadual, aqui em Salvador.  Os principais critérios se baseiam na originalidade, criatividade, estética, técnica e clareza textual, segundo os organizadores.

O regionalismo também está presente nesses textos. Em 2011, o destaque foi Ênio Ribeiro que, na época, estudava no Colégio de Paramirim, sudoeste baiano. Seu sotaque, suas influências familiares e o ambiente rural no qual vive impõem uma peculiaridade nas poesias que ele produz. Vocês podem conferir um pouco do talento de Ênio no Faça Acontecer, da TV Anísio Teixeira.

E aí? Vamos tentar escrever uma poesia? Participar de algum Sarau do TAL? Vamos lá, tudo começa a partir de uma tentativa. A arte da escrita precisa de prática. Conversem com seu professor, leiam muito e conheçam o prazer de colocar suas ideias num papel.

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia