I Encontro Baiano de Mídia Livre segue com programação até o dia 13

A palavra de ordem é liberdade. Liberdade para criar. Liberdade para interferir. Liberdade para comunicar. É com essa certeza que os participantes do I Encontro Baiano de Mídia Livre acompanham o evento, promovido pela rede de mídia livre Bahia 1798. O encontro, que se estenderá até 13 de agosto, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Biblioteca dos Barris), em Salvador, conta com uma programação que inclui atividades de formação, painéis, oficinas e trocas de experiência entre midialivristas.

Fig. 1: Pedro Caribé, coordenador geral do I Encontro Baiano de Mídia Livre, fala sobre os princípios do midialivrismo. Foto: Vitor Moreira
Fig. 1: Pedro Caribé, coordenador geral do I Encontro Baiano de Mídia Livre, fala sobre os princípios do midialivrismo. Foto: Vitor Moreira

Ontem, com o objetivo de estimular isso de forma efetiva, o evento já começou dando espaço para as pessoas falarem de suas iniciativas de mídia. A Roda de Apresentação, como foi denominado o momento, permitiu que coletivos de todos os lugares do estado, e de outras regiões do Brasil, expusessem os seus projetos, enfatizando os objetivos e planos de ação.

Em seguida, foi a vez do painel Revolta dos Búzios e Liberdade de Expressão tomar conta das discussões. Antonio Olavo (historiador e cineasta) e Samuel Vida (advogado e professor de direito da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Católica do Salvador) foram os debatedores. A jornalista Alana Reis, da Revista Afirmativa e do Coletivo de Cinema Tela Preta, fez a mediação.

Antonio Olavo (esquerda), Samuel Vida (centro) e Alane Reis durante o painel Revolta dos Búzios e Liberdade de Expressão. Foto: Vitor Moreira
Fig. 2: Antonio Olavo (esquerda), Samuel Vida (centro) e Alane Reis durante o painel Revolta dos Búzios e Liberdade de Expressão. Foto: Vitor Moreira

Antonio Olavo deu um depoimento exclusivo para o Blog do Professor Web e da Professora Online e reforçou o que discutiu durante o encontro, ao falar sobre a importância da Revolta dos Búzios para a nossa história:

Já Samuel Vida destacou a importância do debate sobre a democratização dos meios de comunicação:

Educação

Profissionais da educação e toda a comunidade escolar devem, mais do que nunca, se apropriar dos recursos da tecnologia da informação e da comunicação, a fim de interferir criticamente nos processos de discussão sobre a grande mídia e produzir seus próprios conteúdos.

Para o jornalista e pesquisador Pedro Caribé, coordenador geral do I Encontro Baiano de Mídia Livre, essa apropriação contirbui para um novo modelo de educação:

 A Rede Anísio Teixeira endossa o discurso de Pedro e oferece, com frequência, oficinas de produção de mídias. Até amanhã (12/8), por exemplo, estão abertas as inscrições para mais uma turma. Se você tem vontade de participar, não perca tempo! Leia com atenção a Chamada Pública e venha compartilhar o seu mundo com a gente. Quem sabe você não vira um (a) midialivrista?

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Povos Indígenas e a Tecnologia

E aí, galera! Será que conhecemos mesmo os nossos povos?

Atualmente muitas pessoas ainda acreditam que os povos indígenas devem viver reclusos na mata, isolados da civilização e longe das tecnologias.

“Estar incluído nas novas tecnologias não altera em nenhum momento a identidade de nenhum povo, a identidade indígena continua viva e crescendo a cada dia. Identidade étnica não altera com sua profissão, ou com seu meio de comunicação. A identidade indígena está nos traços natos, nos ideais, na natureza está no dia a dia, está com cada um cidadão que faz parte dessa imensa família chamada indígena.” (Alex Maurício – ÍNDIO QUER SE CONECTAR E ENTRAR NA REDE, Publicado em: 28/06/2012)

Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.
Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.

A internet não torna os indígenas menos indígenas, ela da voz aos nossos povos a nível global, facilita a comunicação entre diversas aldeias, através da internet os povos indígenas podem ser ouvidos, podem fazer denúncias, podem compartilhar sua cultura. Não é preciso muitas pesquisas para perceber que eles já estão se apropriando das tecnologias, através de smartphones e computadores, com acesso internet, os índios perceberam que poderiam gerar seus próprios conteúdos digitais, e com isso diversos sites indígenas foram criados por eles, para que pudessem utilizar a internet para se comunicar, compartilhar a sua arte, história, música entre outros, e tudo isso sem a intervenção de terceiros, essas iniciativas devem ser incentivadas por todos nós, o conhecimento deve ser compartilhado sempre e dessa forma poderemos nos aproximar, conhecer e compartilhar cada vez mais a história dos nossos povos, contadas por eles mesmos.

Afinal a internet quando bem utilizada pode ser uma ferramenta muito poderosa de união e compartilhamento de ideias e ideais.

Alguns sites indígenas:

http://www.indioeduca.org

http://www.tupivivo.org/

http://radioyande.com

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

O Olhar Digital

Fig1: Binary-World
Fig1: Binary-World

E aí, galera! Será que estamos a sós na internet?

…Pois, em algum lugar,
Há sempre alguém a nos observar com atenção
Mesmo sem a gente saber
Ou sequer perceber, querer
Ou notar,
Diante de alguma tela indiscreta de observação!

Porque somos todos deuses e seus filhos
E independentes de escuridão ou brilhos,
Estamos todos numerados, rastreados,
Cadastrados,
fotografados…”

(trecho da poesia “Olhares Vigilantes do Sisttema” – Patrício Franco)

A poesia de Patrício Franco serve de alerta para as pessoas que utilizam a internet no seu cotidiano, de que “Há sempre alguém a nos observar com atenção, mesmo sem sequer perceber, ou notarpara no mostrar que, a cada link clicado, página acessada e conteúdo compartilhado, sem sequer notarmos, estamos sempre sendo observados. Nenhum dos anúncios e propagandas que aparecem para você são por acaso, todas são com base nos seus conteúdos acessados e é preciso ter muito cuidado e fazer um uso consciente da internet. Há sempre olhos curiosos nos observando a todo momento e tudo com a nossa autorização através de uma assinatura digital conhecida por muitos: “Li e aceito”. Muitas pessoas, simplesmente, ignoram o contrato e o assinam sem sequer ler, dando autorização ao uso indiscriminado de suas fotos, sua localização atual, a ativação da câmera do seu celular, entre outros, isso fica claro no trecho “independente de escuridão ou brilhos, estamos todos numerados, rastreados, cadastrados, fotografados…”

Independentemente da plataforma, seja através de um computador, smartphone ou tablet, basta uma conexão com a internet para cair na “grande teia mundial” e sermos observados a todo instante.

É preciso ler os termos de contrato para saber exatamente com o que estamos lidando. Precisamos ser mais criteriosos com o uso da internet, para mantermos nossas informações seguras.

É isso aí, galera! Todos juntos por uma internet mais segura e consciente.

Acessem também:

Dia Mundial da Internet Segura

Cartilhas da SaferNet

Gabriel Luhan

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Como foi o 4º Encontro Estudantil. Algumas opiniões.

Olá, galera! Beleza?

Estamos no terceiro e último dia do 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, na Itaipava Arena Fonte Nova, evento que, nesses três dias, proporcionou oportunidades para troca de saberes, conhecimentos e experiências de todos envolvidos.

A tônica do 4º Encontro Estudantil nos conduz para uma grande celebração do protagonismo juvenil vivenciada por estudantes e professores das escolas da rede estadual de ensino durante o ano letivo de 2015” (Site do 4ºEnconto Estudantil).

No áudio a seguir, ouça um pouco da opinião dos estudantes e visitantes do 4ºEE.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

O ensaio é geral e o tempo das artes literarias é agora!

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, galerinha! Tudo bem?

Estamos no 4º Encontro Estudantil, no ensaio geral do TAL (Tempos de Arte Literária).

O TAL, neste ano, está com o objetivo de fazer com que as palavras “criem vida e lutem”, sejam a voz dos estudantes e jovens do Estado da Bahia.

No áudio a seguir, um pouco sobre o ensaio geral do TAL.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Estudantes Totalmente Conectados

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, galera! Tudo bem?

Estamos no 4º Encontro Estudantil, na Tenda Digital, um espaço para produção, difusão e compartilhamento das midias e tecnologias educacionais da Rede Anisio Teixeira.

O “Conectados” faz parte da Tenda Digital e permite o acesso à internet, especialmente a conteúdos digitais, educacionais e livres.

No áudio a seguir, o pedagogo Eugles Junior explica um pouco sobre o “Conectados”.

Confira: 

 

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Inscrições abertas para oficina Mídias e Tecnologias Educacionais Livres

O Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais da Rede Pública Estadual de Ensino – Rede Anísio Teixeira, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura – Central, promove a Oficina de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres, visando promover reflexões sobre as práticas pedagógicas, bem como elaboração de procedimentos pedagógicos que proporcionem aprendizagens significativas aos estudantes, e a produção e uso crítico e contextualizado de mídias.

A oficina será realizada nos dias 14/07 e 16/07 a partir das 13h e tem por objetivo estimular apropriações tecnológicas críticas, lúdicas, contextualizadas e colaborativas nos processos de ensino e aprendizagem, visando contribuir para a melhoria da qualidade destes processos. Busca também, trabalhar com o Registro Pedagógico Audiovisual – RPA, que consiste em combinar o olhar pedagógico ao registro audiovisual com o propósito de que o professor/estudante seja motivado a realizar o registro de atividades educativas (eventos, projetos, experimentos, imagens, áudios, etc) para que se tornem conteúdos digitais que possam ser compartilhados no Ambiente Educacional Web – AEW, incluindo com o licenciamento adequado. Noções sobre planejamento, execução, a edição de imagens e distribuição do registro serão também fornecidas.

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A parte teórica compreende as relações professor/ produtor de conteúdos com a realidade escolar e as linguagens dos registros – enquadramento, planos, composição. A parte prática consiste no registro de fenômenos apresentados em experimentos simples, de paisagens e situações montadas, além da possibilidade que seja feito o registro de algum evento ou situação local. O equipamento necessário pode ser apenas o celular que cada participante deve trazer ou câmeras e filmadoras, caso possuam, além dos equipamentos que serão disponibilizados (câmeras e filmadoras).

Voltada para docentes e estudantes da rede pública estadual de ensino, a oficina tem carga horária total de 08 horas e será realizada na unidade do Centro Juvenil de Ciência e Cultura, em Salvador (Avenida Joana Angélica – Nazaré), nos dias 14/07 e 16/07, das 13h às 17h. As vagas são limitadas e interessados em participar devem realizar inscrição até o dia 08/07, através do link: clique aqui e devido preenchimento do formulário.

*Só receberão atestado de participação aqueles/as que obtiverem no mínimo 75% de participação na oficina.
Mais informações: professorweb2010@gmail.com

II Seminário de Educação e Tecnologia: como foi o segundo dia

A sessão de compartilhamentos abriu as discussões do segundo dia do II Seminário de Educação e Tecnologia. Professoras e professores da rede estadual de ensino apresentaram aos participantes os trabalhos que desenvolveram em suas respectivas unidades escolares, com o auxílio das tecnologias digitais. Cristine Pires, do Colégio Estadual Professor Aristides de Souza Oliveira, falou sobre o Aristides em Ação; Atonio Vilas Boas, do Colégio Estadual de Conceição do Jacuípe, defendeu Outras Linguagens no Ensino de História; Rejane Ramos, do Colégio Estadual José Antônio de Almeida, apresentou o Movidos pela História.

Logo após, formou-se a mesa Tecnologias Assistivas e Robótica Livre na Educação, com Patrícia Magris (do projeto Robótica Pedagógica Livre) e Marcos da Paz (do Guarux). Patrícia falou da relação de software livre com acessibilidade: “O software livre possibilita um acesso maior, a um maior número de pessoas, mas que ainda não é universal” e levantou uma provocação referente à sociedade e às redes: “A gente deve questionar o papel das redes e o nosso papel diante delas. Está faltando, talvez, trabalhar os coletivos. Que coletivos são esses que não se reúnem?”. Marcos da Paz, que trabalha no setor de desenvolvimento de software livre da prefeitura de Guarulhos, explicou porque o Guarux, sistema operacional livre desenvolvido pela prefeitura da cidade paulista, é inovador: “Ele reúne, num único sistema, tecnologias educacionais, assistivas, corporativas e inclusão digital e social”.

A mesa seguinte, cujo tema foi Conhecimentos e Mídias Livres para a Promoção das Culturas e Diversidades, contou com a participação de Fernanda Martins, representando a Rede de Pontos de Cultura Indígena de Olivença; e João Araujo e Raulino Júnior, da equipe do Blog do Professor Web da Rede Anísio Teixeira. Fernanda focou a sua apresentação falando da Thydêwá, uma organização não governamental constituída por indígenas e não indígenas e que trabalha para promover a diversidade cultural e o fortalecimento dos talentos indígenas. “A gente coloca a cultura indígena no centro do processo de educação através da apropriação crítica da tecnologia”. João falou sobre os objetivos do Blog do PW e do processo de trabalho da equipe e Raulino sobre as potencialidades que um blog pode ter. Veja, no vídeo abaixo, tudo que aconteceu no turno matutino.

O Compartilhamento de Mídias Educacionais Livres foi a temática discutida por Aurélio Herckert, da Rede de Intercâmbio de Produção Educativa (RIPE); André Santana, diretor da Biblioteca Virtual 2 de Julho e pelos professores do Comitê Gestor do Ambiente Educacional Web (AEW). Aurélio falou sobre recursos educacionais abertos e chamou a atenção para o uso deles fora de sala de aula também. “Os softwares também servem para trabalhar conteúdos em sala de aula e fora dela também. Não vamos ficar presos a esses espaços”. André apresentou os objetivos e trabalhos desenvolvidos pela biblioteca virtual. “O objetivo da biblioteca é reunir informações sobre a história da Bahia, mas a gente amplia essa ideia, trazendo temas relacionados à cultura e arte”. Ródnei Souza, do AEW, fez questão de falar sobre as peculiaridades do ambiente educacional. “O AEW é peculiar porque é feito por professores da rede pública de ensino.”

A última mesa, que tratava sobre Projetos Educacionais de Apropriações Tecnológicas, reuniu a professora Malu Pinto, da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul; Maria Rita, coordenadora de tecnologia educacional do Instituto Anísio Teixeira; Letícia Machado, do projeto Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec), da Secretaria da Educação da Bahia e José Renato Gomes, coordenador do Núcleo de Inovação em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, o NIAVA. Malu compartilhou com os participantes um pouco das ações do projeto Programa Província de São Pedro, realizado no seu estado. Província de São Pedro foi o primeiro nome do Rio Grande do Sul. Na ocasião, ela falou da importância do uso das tecnologias digitais. “A tecnologia é o fio condutor de todos os projetos escolares. Ela unifica a escola porque não é um fim em si mesma”. Letícia abordou o processo de expansão do Ensino Médio da Bahia, enfatizando a experiência do Emitec. “Nós temos um trabalho de ensino-aprendizagem no Ensino Médio em que a construção do conhecimento se faz o tempo todo em rede, de forma colaborativa”. Maria Rita falou, especificamente, do trabalho do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), que tem como objetivo promover a formação continuada dos profissionais da educação do estado da Bahia. “Precisamos fortalecer o uso das tecnologias da informação e da comunicação nas escolas através de projetos e da colaboração e apoio dos gestores e das diretorias regionais”. Durante a sua apresentação, José Renato explicou qual é a principal missão do NIAVA: “Nossa missão é fazer com que possamos, de fato, implementar salas de aprendizagem virtual, que deve refletir o ambiente real de sala de aula”.

As discussões do II Seminário foram encerradas com mais uma série da sessão de compartilhamentos. Jaqueline Daltro de Carvalho, do Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella, falou sobre o projeto O Conto Maravilhoso: do Papel às Novas Tecnologias; Marinalva Batista dos Santos Neves, do NTE-02, apresentou a oficina Aprendendo a Aprender- Oficina Sobre o Uso do Acervo Digital; Dimitri Sarmento Silveira, do Colégio Estadual Dalva Matos, defendeu o Projeto Escola Z; e, por último, Carlos Antonio Neves Junior, do Programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec), falou sobre o projeto Videoaulas Externas como Fator Motivador da Aprendizagem. Abaixo, você confere o que rolou no turno vespertino.

Continue acompanhando a nossa série de postagens sobre o II Seminário de Educacão e Tecnologia. Até a próxima!

II Seminário de Educação e Tecnologia: como foi o primeiro dia

O II Seminário de Educação e Tecnologia reuniu gente da Bahia e de outros cantos do Brasil. O evento uniu vários sotaques e culturas com um importante propósito: discutir e pensar o uso e a produção de mídias e tecnologias livres nas escolas. Durante os dois dias, debates, discussões e questionamentos protagonizaram a atenção dos participantes.

No dia 14 de maio, a primeira temática discutida falou sobre mídias e tecnologias educacionais livres, abordando os conceitos e as políticas públicas relacionadas. Mônica Franco, da Diretoria de Formulação de Conteúdos Educacionais do Ministério da Educação e Yuri Wanderley, colaborador da Rede Anísio Teixeira, participaram da mesa. Em sua fala, entre outras coisas, Mônica chamou a atenção para as transformações que ocorreram na educação pública brasileira para a valorização da escola como um lugar de aquisição de conhecimento. “Eu me preocupo muito com essa tendência de desvalorizar a escola e valorizar os espaços virtuais, como se a escola não fosse mais necessária”, pontuou. Yuri destacou a importância de cada pessoa utilizar as tecnologias da informação e da comunicação de forma crítica. “A gente fala de um estímulo a apropriações tecnológicas, não de inserção, de uso. Porque a gente quer propor um uso crítico, diferenciado e problematizador”. Confira tudo que foi discutido nesta mesa clicando aqui

Em seguida, Rodrigo Nejm, da Safernet; e Débora Abdalla, do Programa Onda Solidária de Inclusão Digital, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), estiveram na mesa redonda que tratava de ética e tecnologias livres na inclusão digital. De acordo com Débora, o ambiente escolar tem um importante papel nessa discussão. “A gente precisa, cada vez mais, da escola e dos professores para orientar todo esse uso de tecnologia. O papel da escola é questionar, problematizar. Isso é ética”. Rodrigo considera a combinação de ética e tecnologia como uma temática que sempre deve ser discutida: “É necessário incorporar questões de ética e cidadania dentro e fora dos ambientes escolares, mesmo sendo um desafio”. Para assistir a íntegra desta mesa, clique aqui.

Veja o vídeo completo do turno da manhã e compartilhe conosco as suas impressões.

No turno vespertino, os destaques foram as sessões de compartilhamento, encabeçadas por professoras da rede estadual de ensino. Magaly Alencar, do Centro Estadual de Educação Magalhães Neto, apresentou o trabalho A Tecnologia Facilitando o Conhecimento; Huda Santiago, do Colégio Estadual Aristides Cedraz de Oliveira, compartilhou com o público o projeto Comunicação, Interação e Aprendizagem; e Elisabeth Amorim, do Colégio Estadual Lauro Farani Pedreira de Freitas, falou sobre A Literatura em Rede: o texto escapando da sala de aula.

Outro destaque da tarde foi o lançamento do programa Intervalo, com os educadores da TV Anísio Teixeira. O Intervalo é um programa feito com a comunidade escolar, para a comunidade escolar e sobre a comunidade escolar. É composto de nove quadros (Minha Escola, Meu Lugar, Ser Professor, Cotidiano, EmCenAção, Faça Acontecer, Gramofone, Diversidades, Histórias da Bahia e Filmei!), cada um com quatro minutos de duração. Toni Couto, colaborador da TV Anísio Teixeira, enfatizou que toda a equipe se esforçou para que os programas não ficassem maçantes. “Nós nos esforçamos para que o conteúdo não chegasse ao estudante como mais uma videoaula. Os quadros do Intervalo são de caráter lúdico e pretende plantar uma semente para que o estudante floresça como indivíduo”.

As discussões foram encerradas com a mesa redonda que discutiu as formas de apropriação da linguagem audiovisual pela comunidade escolar. Toni Couto (da TV Anísio Teixeira), Nide Nobre (da Coordenação de Projetos Intersetoriais da Secretaria da Educação da Bahia), Beto Severino (da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA)) e José Araripe Júnior (do Irdeb/Secom) foram os responsáveis pelo debate. Araripe Júnior, em seu discurso, fez questão de esclarecer que não é apenas os equipamentos eletrônicos que devem ser considerados como tecnologia. “Há uma mistificação de que a tecnologia é tudo aquilo que é eletrônico. O garfo e o lápis são instrumentos tecnológicos. Foi a compreensão do mundo, a partir das nossas ferramentas, que nos permitiu evoluir”. Já Nide Nobre, que coordena os projetos culturais (AVE, EPA, TAL, Face e Prove) promovidos pela Secretaria da Educação nas escolas públicas, acredita que o aspecto cultural é indispensável no processo educativo: “Não há mais como dissociar a educação da vida. A educação pós-moderna é aquela que deve ser retomada a partir da vida cultural. A gente tem que entender o estudante como sujeito de criação, não há mais lugar para ele ser visto como objeto de consumo”, avaliou. Beto Severino chamou a atenção para o caráter autônomo proporcionado pelo uso de audiovisual no ambiente educativo . “O audiovisual, como ferramenta nas escolas, pode contribuir para que nós possamos ver outras coisas; mas, mais importante, para que possamos nos ver fazendo outras coisas. A noção de emissor e receptor já está bastante enfraquecida na contemporaneidade. Cada vez mais, nós somos produtores”.

                                                   

Para encerrar as atividades do dia, houve uma apresentação cultural com os professores e colaboradores do programa Intervalo: Carlos Barros, Elton Prata, Andréa Prata e Carlos Leal.

É isso aí! Foi muito bom poder compartilhar com vocês mais este momento de ensino, aprendizagem e colaboração. Até mais!

O que é renderizar?

Vocês sabem o que significa renderizar? Muitos até sabem o que é, mas não sabem explicar. Renderizar é o ato de compilar e obter o produto final de um processamento digital. Ou seja, toda aquela sequência de imagens que você montou na sua linha do tempo precisa ser condensada em um vídeo. Mas como se faz isso? Quando decidir que seu vídeo já está pronto, você vai procurar uma ferramenta que se encontra em cima da linha do tempo.

rennd-kdenlive

Ela é verde e você vai encontrá-la no início da marcação do tempo. Colocando o cursor nas laterais dessa ferramenta, você vai perceber que aparece o nome “início da área”, quando for do lado esquerdo; e “fim da área”, no direito. Clicando e mantendo o cursor pressionado em uma dessas extremidades, você pode esticar essa barra, deixando exatamente do tamanho do vídeo. Colocando o “início da área” no começo do vídeo e “fim da área”, no final da compilação. Depois dessa tarefa, vá até a parte superior do programa e procure um botão que está simbolizado por um círculo com uma bolinha vermelha no meio. Lá, estará escrito: “renderizar”.

Captura de tela - 10-12-2013 - 16:53:05

Feito isso, abrirá uma tela com os parâmetros que irão caracterizar seu vídeo, como formato de áudio e do próprio vídeo. E, por final, selecione a opção “Zona selecionada”, fazendo com que o software entenda que é somente para renderizar a área escolhida por você, através da barra verde, citada anteriormente. Não se esqueça de salvar também o local de saída do seu vídeo e de dar um nome a ele. Depois, clique em “Renderizar para Arquivo”. Irá aparecer uma barra de carregamento, espere ela carregar. Confira seu vídeo na pasta que você escolheu salvar e veja se todos os parâmetros estão da forma que você optou.

Segue o link do videotutorial de renderização para ajudar no seus estudos: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2269.

Iremos discutir mais sobre os formatos de vídeo no nosso próximo papo.

Até breve!

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira