Quem está estudando para o ENEM?

O Exame Nacional do Ensino Médio está se aproximando e, a partir da próxima segunda-feira, 22 de agosto, o nosso blog intensificará as discussões que podem auxiliar os estudantes durante a preparação para o exame.

Fig.1: Ilustração do Enem. Fonte: INEP
Fig.1: Ilustração do Enem. Fonte: INEP

Começaremos com uma semana temática (de 22 a 26 de agosto), que trará informações de todas as áreas do conhecimento (Ciências Humanas e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias). Nesse sentido, vamos problematizar e discutir assuntos que sempre figuram na prova. Em seguida, na segunda semana de setembro, voltaremos ao tema, fazendo uma associação entre o Enem e a Independência do Brasil.

De 19 a 23 setembro, abordaremos aspectos de nossa pluralidade cultural e como eles aparecem no Exame Nacional do Ensino Médio. Tudo isso, obviamente, levando em consideração outros temas transversais, como história e cultura africana e gênero e sexualidade. Para finalizar, dedicaremos o mês de outubro todo para falar de Enem e de temáticas voltadas para a saúde. Como elas aparecem na prova? Quais são as mais frequentes?

Quer saber? Então, não perca o nosso calendário! Acompanhe tudo por aqui e utilize os conteúdos do Ambiente Educacional Web para ter ainda mais sucesso no Enem!

Só para lembrar: o exame está marcado para acontecer nos dias 5 e 6 de novembro de 2016!

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Lições Indígenas

Fig.1: Aldeia indígena – interação com a natureza. Fonte: pt.wikipedia.org

Os povos indígenas manejam os recursos naturais de maneira sustentável. Eles procuram aplicar estratégias de uso dos recursos que, mesmo transformando seu ambiente, não alteram os princípios de funcionamento e nem colocam em risco as condições de reprodução deste meio. Trocando em miúdos, eles apenas consomem para sobreviver, utilizam apenas o necessário, sem excedentes! Tomemos como exemplo a visão destes povos como homens “naturais”, defensores da natureza. Os índígenas têm consciência da sua dependência – não apenas física, mas sobretudo cosmológica – em relação ao meio ambiente. O modo como evitam a sobrecarga dos recursos ambientais ao dividir a aldeia cada vez que a população se torna excessiva “é de uma enorme sabedoria”. Desta forma, evita-se o superpovoamento. “Temos que aprender a ser indíos, antes que seja tarde”, foi essa a principal mensagem dada pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro.

Os Yanomami, por exemplo, utilizam a palavra urihi para se referir à “terra-floresta”: entidade viva, dotada de um “sopro vital” e de um “princípio de fertilidade” de origem mítica. Urihi é habitada e animada por espíritos diversos, entre eles os espíritos dos pajés yanomami, também seus guardiões. A sobrevivência dos homens e a manutenção da vida em sociedade, no que diz respeito, por exemplo, à obtenção dos alimentos e a proteção contra doenças, depende das relações travadas com esses espíritos da floresta. Dessa maneira, a natureza, para os Yanomami, é um cenário do qual não se separa a intervenção humana, no entanto, esta intervenção se faz de forma sustentável.

O formato de sustentabilidade – um conceito sistêmico, ou seja, correlaciona e integra de forma organizada os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. A palavra-chave é continuidade e como essas vertentes podem se manter em equilíbrio ao longo do tempo. Segundo Luiz Carlos Cabrera (FGV) a norueguesa Gro Brundtland, publicou um livreto chamado Our Common Future, que relacionava meio ambiente com progresso. Nele, escreveu-se pela primeira vez o conceito: “Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades”. Os povos indígenas não só preservam o meio cuidando da natureza, como atendem as necessidades de gerações sem esgotar seus recursos. As sociedades indígenas são inspiradoras e sofisticadas!

(…) Amantes da natureza

Eles são incapazes

Com certeza

De maltratar uma fêmea

Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico

Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio

Era o exemplo puro e perfeito

Próximo da harmonia

Da fraternidade e da alegria (…)

(Letra de Jorge Ben Jor)

 

Fontes Consultadas:

http://brasileiros.com.br/2014/08/temos-que-aprender-a-ser-indios-diz-antropologo/

http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/modos-de-vida/Indios-e-o-meio-ambiente

http://www2.unifesp.br/centros/cedess/CD-Rom/ativprati2.htm

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/yanomami/581

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_474382.shtml

Josenir Hayne Gomes

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

 

 

Os Aspectos da Interculturalidade da Saúde Indígena: Uma Questão de Participação e Interdisciplinaridade

Vamos pensar na saúde dos povos indígenas?

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Fig.1: Mãe e filho índios. Fonte: Wikipedia

Abrimos o mês temático em homenagem aos povos indígenas fazendo uma problematização a respeito dos aspectos interculturais, participação e interdisciplinaridade na assistência à saúde pública das etnias indígenas. Nesse contexto, podemos entender quão importante se faz a compreensão da organização na prestação dos serviços de acesso à saúde. Então, de acordo com os dados do IBGE publicados em 2010, a presença de índios no Brasil, está mapeada e distribuída em área urbana e rural com 897 mil indivíduos em todas as unidades federativas do Brasil com variados aspectos de diversidade cultural exigindo especificidade e diferenciação de elaboração e implantação de políticas públicas.

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Fig.2: médico pediatra em atendimento. Fonte: Ytimg

O Direito à Atenção Básica deve ser assegurado a todos os brasileiros e pautada aos povos indígenas, através da Política Nacional de Atenção Básica aos Povos Indígenas :

(…) garantir aos povos indígenas o acesso à atenção integral à saúde, de acordo com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, contemplando a diversidade social, cultural, geográfica, histórica e política de modo a favorecer a superação dos fatores que tornam essa população mais vulnerável aos agravos à saúde de maior magnitude e transcendência entre os brasileiros, reconhecendo a eficácia de sua medicina e o direito desses povos à sua cultura (…).”

                                                                                                                                                   (POLÍTICA …, 2002)

A política nacional de atenção básica aos povos indígenas preconiza uma organização desses serviços na forma de Distritos Sanitários Especiais e Pólos-Base, no nível local, respeitando a área ocupada pela etnia cujo atendimento seja formado por equipe multidisciplinar onde a atenção primária e os serviços de referência se situam:

  • preparação de recursos humanos para atuação em contexto intercultural;
  • monitoramento das ações de saúde dirigidas aos povos indígenas;
  • articulação dos sistemas tradicionais indígenas de saúde;
  • promoção do uso adequado e racional de medicamentos;
  • promoção de ações específicas em situações especiais;
  • promoção da ética na pesquisa e nas ações de atenção à saúde envolvendo comunidades indígenas;
  • promoção de ambientes saudáveis e proteção da saúde indígena;
  • controle social.

    Os serviços de atenção básica devem atentar para ações de prevenção de doenças como vacinação e profilaxia odontológica; realização de pré natal nas mulheres grávidas; realização de exames oftalmológicos e tratamento odontológico.

 

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Fig. 3: Aplicação de vacinas. Fonte: Commons Wikimedia
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Fig.4: Recém nascida em fase de amamentação.

Viram quanta informação relacionada à saúde pública dos povos indígenas para garantia e promoção da qualidade de vida dos nossos irmãos?

 

Saiba Mais:

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/secretaria-sesai

http://6ccr.pgr.mpf.mp.br/institucional/grupos-de-trabalho/saude/cartilha-sobre-saude-indigena-cimi

Relato de Experiência: http://congressoanterior.org.br/RE0911-1.pdf

 

Ana Cristina Mateus

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado da Bahia

 

 

Com ciência Negra

Olá, galerinha do PW! No mês passado, celebramos o Dia da Consciência Negra e nada mais justo que falarmos dos afro-americanos que colaboraram no campo das ciências. Infelizmente, a escola e os próprios livros não destacam a importância e as descobertas desses pesquisadores, mas este panorama já vem mudando! Os movimentos negros vêm numa trajetória de resgate desta história e na luta por igualdade de oportunidades e direitos, e de lá pra cá, muita coisa tem mudado. Vamos conhecer um pouco mais sobre a vida e as realizações feitas por esses cientistas. Vamos Lá!

George Washington foi um filho de escravos que nasceu no Missouri. Aprendeu a ler e escrever com seus proprietários, pois as escolas da época não aceitavam negros. Mais tarde, formou-se no Iowa State Agricultural College e tornou-se mestre. George, destacou-se na área da botânica e foi responsável pelo desenvolvimento de vários métodos de colheita alternativa. Ele também criou várias invenções para tornar o trabalho no campo menos árduo, porém nunca patenteou nenhum deles.

Já século XXI, a Dra. Mae C. Jemison torna-se a primeira mulher negra a viajar para o espaço. Com notável talento para os estudos, conclui o ensino médio com apenas 16 anos de idade, entrando na Universidade de Stanford, onde graduou-se em Engenharia Química e Estudos Africanos. Impulsionada por seus ideais, frequentou a Universidade Cornell, onde formou-se em medicina e passou a trabalhar como voluntária no Peace Corps (Corpo da Paz), na África Ocidental. Mesmo diante do pessimismo de todos que afirmavam que ela não conseguiria ser astronauta, Jemison entra na NASA e cinco anos depois foi ao espaço, onde realizou experimentos com células ósseas. Hoje, Jemison montou sua própria empresa, onde realiza trabalhos na área de ciências e tecnologia.

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Dra. Mae C. Jemison: primeira mulher negra a viajar para o espaço

No campo da medicina, destacam-se Charles R. Drew, pioneiro no desenvolvimento do banco de sangue; e Patricia Era Bath, oftalmologista, que criou o primeiro tratamento a laser para cataratas. Drew destacou-se nos seus estudos a respeito do plasma e o desenvolvimento de técnicas para a sua armazenagem, o que favoreceu a criação dos primeiros bancos de sangue nos Estados Unidos. Já Bath quebrou duas grandes barreiras, a primeira por ser mulher e a segunda por ser negra. Antes dela, nenhuma mulher havia trabalhado no Instituto Oftalmológico Jules Stein, onde acabou liderando várias pesquisas, tornando-se a primeira mulher negra a receber uma patente médica.

Por fim, não poderíamos deixar de citar Neil Degrasse Tyson, famoso astrofísico e divulgador científico. Tyson nasceu em Manhattan, em Nova York, estudou Bronx High School of Science, com ênfase em astrofísica. Como cientista, se dedicou na pesquisa sobre a formação e evolução estelar, bem como cosmologia e astronomia galáctica. É autor de vários livros e artigos, dentre eles “The Perimeter of Ignorance” (), em que expõe sua opinião sobre temas polêmicos a respeito da religião e a ciência.

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Neil Degrasse Tyson: famoso astrofísico e divulgador científico

Legal, não é? Vamos conhecer mais sobre o movimento negro no mundo? Acesse agora o AEW e aprenda mais!

 

Referências:

Disponível em http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-cientistas-negros-que-voce-deveria-conhecer/, acessado em 29/12/2014

Disponível em http://www.planalto.gov.br/seppir/20_novembro/apres.htm, acessado em 29/12/2014

Disponível em http://www.prela.nexus.ao/Pag/alguna_vez_un_negro.htm, acessado em 29/12/2014

Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_deGrasse_Tyson, acessado em 29/12/2014

 

André Soledade

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

 

3º Feira de Tecnologias Sociais no 4º Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, pessoal! Tudo bem?

Estamos no segundo dia do 4º Encontro Estudantil, na 3º Feira de Tecnologias Sociais da Educação Profissional da Bahia.

A Educação Profissional da Bahia proporciona uma exposição como mostra dos seus projetos de Tecnologias Sociais. Reunindo estudantes e professores de cursos técnicos de todas as regiões territoriais do estado. O destaque na reportagem é a estudante, Ana Clara Xavier, do Centro de Educação Profissional do Território Sertão do São Francisco que fica na cidade de Juazeiro.

No áudio a seguir, entenda mais um pouco sobre a 3º Feira de Tecnologias Sociais.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

O Centro Juvenil de Ciência e Cultura no 4° Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Lucicarla Lima

Olá, galera !

O Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) é um projeto que trabalha com ensino complementar e oferece atividades interdisciplinares em que alunos têm acesso a conhecimentos científicos, cursos e oficinas. Iuri Rubim, coordenador Estadual do CJCC, explica a atuação da iniciativa no 4° Encontro Estudantil: “O CJCC é uma iniciativa da Secretaria da Educação de educação complementar. A gente recebe alunos do ensino médio em dois centros: um em Salvador e outro em Senhor do Bonfim. Aqui no 4° Encontro trouxemos algumas atividades como a Realidade Aumentada, um jogo desenvolvido pelos estudantes do CJCC de Senhor do Bonfim”.

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Iuri Rubim, coordenador estadual do CJCC, sendo entrevistado por Lucicarla Lima. Foto: Bira Mendes

No CJCC, os estudantes passarão por várias experiências sensoriais, além de estabelecer a interação com a tecnologia no nivel 5, das 9h às 17h, durante o 4° Encontro Estudantil, que está acontecendo na Arena Fonte Nova, até o dia 4 dezembro. As atividades apresentadas pela equipe do CJCC são:

  • Simulador de Voo: tem a presença de Fernando Barbosa, coordenador adjunto do projeto Asas do Brasil. O simulador permite ao estudante o conhecimento de conteúdos da grade escolar por meio de uma cabine real de avião e até mesmo estimulando a carreira de piloto;
Simulador de Voo do CJCC. Foto: Lucicarla Lima
Simulador de Voo do CJCC. Foto: Lucicarla Lima
  • Faça sua Cabeça: criada para reforçar o empoderamento e valorização da cultura afrodescendente. Tem dois pontos de montagem de turbante;
  • Caixa Preta: em seu terceiro ano no Encontro Estudantil, esta atividade é uma instalação que gira em torno da luz e da escuridão;
A Caixa Preta. Foto: Lucicarla Lima
A Caixa Preta. Foto: Peterson Azevedo
  • Realidade Aumentada: fruto da oficina oferecida no CJCC do Senhor do Bonfim, que se chama Aperte o Play, monitores e estudantes montaram um jogo que conta com integração de informações visuais com a visualição do mundo real.

 

A estudante-repórter Lucicarla Lima
A estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Raulino Júnior

Lucicarla Lima tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual José Tobias Neto, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

 

 

Existe Água Virtual?

Essa expressão foi desenvolvida pelo geógrafo inglês Tony Allanno início da década de 1990. 

Trata-se da água invisível, incorporada nos alimentos desde a plantação, cultivo, cozimento e outros processos, como na fabricação de produtos industriais que são comercializados e levados de um lugar a outro.  Envolve todas as etapas da produção, até o consumo.

A água, líquido precioso, indispensável a todos os seres vivos, não renovável, não fabricável e que já vem pronto, direto da mãe-natureza, nem sempre é tratado com o devido grau de importância. Para algumas pessoas, o uso da água traz preocupações com o temor da escassez dos recursos indispensáveis à continuação da jornada humana no planeta. Para outras, uma inquietude frente às responsabilidades para com as gerações futuras. De um modo ou de outro, não há mais como se omitir de uma questão tão vital. E você?  Já parou para pensar quanto de água virtual consome diariamente?

Crédito do infográfico: Mídia NINJA
Crédito do infográfico: Mídia NINJA

O conceito “água virtual” não é ainda muito conhecido. Por essa razão, a escola, como um locus de construção, desconstrução, reprodução e sistematização do conhecimento, tem o dever de estimular o despertar da consciência, estudar e divulgar questões que envolvem o tema. Os estudantes, jovens e crianças, hoje, serão os que vão decidir sobre o uso dos recursos naturais, serão ou votarão em políticos que vão administrar nossas riquezas, enquanto temos. 

 Professores de todas as modalidades de ensino e de áreas do conhecimento, desde a educação infantil, podem dialogar e elaborar projetos, tratando desse assunto. Quanto mais se souber sobre esta questão, mais tenderemos a cuidar de ampliar a qualidade de vida neste Planeta.  

É isso mesmo: se somos o quinto exportador de água virtual e o que importa   produtos com pouca “água embutida”, qual será o nosso futuro? Qual o custo-benefício de exportar uma substância indispensável à vida e que não se pode repor? E o empobrecimento do nosso solo, quanto custa e custará à nação? Para se ter uma ideia, países como a Suíça m mais reservas de água que o Brasil e comporta-se como se tivesse a metade. Tem política pública de utilização da água, começando pelo investimento maciço na educação formal e informal. É preciso racionar enquanto se tem e não somente diante da escassez, da falta.

 As perguntas anteriormente colocadas, um dia, inevitavelmente, deverão ser respondidas. Muitos dos políticos que governam esta nação, infelizmente, não têm se mostrado confiáveis para gerir o nosso patrimônio. Historicamente, comportam-se como se não fossem nativos brasileiros. Cabe à nação construir conhecimento e desmistificar conceitos. A escola tem um papel fundamental nesse processo. Pode elaborar projetos interdisciplinares nas salas de aula, pode-se discutir, pesquisar, gravar minidocumentários, envolver a comunidade no entorno, organizar debates, júris simulados, seminários. Enfim, todos os professores, não somente os de Geografia, podem tratar da questão, da sua forma, com sua metodologia.

Elzeni Bahia

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

Física Tupiniquim

Um olhar mais atento ao cotidiano dos povos indígenas nos mostra, de forma bem peculiar, a aplicação de várias ciências no dia a dia desses povos, que vai desde a construção de suas moradias até a caça. Por sinal, é uma verdadeira arte o ato da caça que começa desde criança, passado de pai para filho. A escolha da madeira correta para a confecção do arco e flecha, que deve apresentar características peculiares, vai desde a combinação de algumas propriedades da matéria, como a elasticidade e resistência. Álias, falar em elasticidade no mundo contemporâneo é lembrar das várias aplicabilidades dessa propriedade da matéria em diversos objetos do nosso cotidiano, que vai desde o simples arco produzido pelos índios, aos dispositivos de algumas canetas, e até as grandes molas de sustentação dos navios e caminhões, onde se transformam e dissipam energia!

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Disponível em: http://direitasja.com.br/2012/08/23/a-conquista-do-brasil-parte-v/>Acesso abril.2015

A maioria das pessoas não se dão conta que tudo no universo é feito de matéria e energia, aí a famosa fórmula E = m.c2. Apesar da energia e suas aplicações estarem tão presente no nosso cotidiano, o uso desta tecnologia já era uma realidade para muitas culturas indígenas. Um exemplo disso é quando um índio deseja acertar sua caça com seu arco e flecha, quando ele tem que usar a energia de seus músculos para puxar a flecha para trás e o arco para frente. Dessa forma, a corda desse instrumento fica esticada e com uma certa quantidade de Energia Potencial Elástica é armazenada . Quando o índio solta a corda, a flecha recebe parte dessa energia e, com isso, adquire movimento,convertido-se em Energia Cinética.

Diferentes formas de energias podem ser mensuradas de diversas formas e com unidades variadas, que vão desde as calorias dos alimentos, aparelhos de ar-condicionado, combustíveis fósseis, mudanças de estados físicos da matéria, entre outros. Para saber mais sobre as diferentes formas de energia e suas aplicabilidades, clique aqui.

Luciano Albuquerque

Professor da Rede Estadual de Ensino

Entre as Cidades Baixa e Alta!

Por André Soledade*

Ao fazer a travessia Mar Grande/ Salvador, somos surpreendidos pela beleza da cidade de Salvador, que se destaca de longe pelo desnível existente entre as Cidades Baixa e Alta. Olhando na direção do Elevador Lacerda, observa-se ao fundo um enorme paredão de rochas existente. Esse penhasco que une as Cidades Alta e Baixa, bem como toda faixa esverdeada, é conhecida pelos geólogos como Falha Geológica de Salvador. Essas falhas são o resultado de esforços aplicados sobre as rochas, que se quebram por não suportar o esforço ao qual são submetidas. Na nossa cidade, esta falha originou o relevo, que separa as Cidades Alta e Baixa, onde foram construídas diversas ladeiras, planos inclinados, elevadores com o objetivo de unir essas duas áreas geologicamente separadas.

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Disponível em : http://www.cprm.gov.br/publique/media/Painel_Falha.pdf-

Dentre as construções, a mais antiga, sem dúvida, é o Plano Inclinado Gonçalves, que originalmente era um guindaste construído sobre um plano inclinado, chamado de Guindaste dos Padres, cuja primeira notícia remonta a 1610. Mas é a partir da segunda metade do século XIX que os ascensores urbanos se consolidam como meio de transporte de pessoas entre as Cidades Alta e Baixa. Entre 1887 e 1889, o antigo Guindaste dos Padres dá lugar ao Plano Inclinado Isabel, que funcionava com duas cabines: uma servia de contrapeso para outra, estabelecendo o equilíbrio entre elas, mecanismo muito similar ao de uma balança.

Em 1873, a Companhia Transporte Urbanos construiu um elevador hidráulico de 63 metros ligando a Praça do Palácio Rio Branco à Conceição da Praia, estava inaugurado o Elevador Hidráulico da Conceição, atual Elevador Lacerda, que naquela época ficou conhecido como “Parafuso”, devido a uma peça em espiral que impulsionava as cabines. Somente a partir de 1894, teve seu nome alterado para Elevador Lacerda, em homenagem ao seu idealizador.

Em 1886, a mesma companhia que construiu o Lacerda decide construir o Elevador do Taboão, ligando a Ladeira do Taboão à Rua Julião. O sistema adotado nesse elevador ficou conhecido como “Balança”, uma vez que suas cabines eram equilibradas por um sistema de contrapesos, muito similar ao adotado hoje pelos elevadores modernos, que visa balancear a carga e a cabine utilizando menos energia durante a operação.

Atualmente, muitos desses ascensores encontram-se fora de operação e abandonado. É o caso do Elevador do Taboão, que se encontra em ruínas e servindo de abrigo para moradores de rua, desde 1963, e guarda entre suas ruínas um dos equipamentos mais raros do mundo. Preocupante também é a situação do Plano Inclinado Gonçalves, que permaneceu fora de atividade por mais de dois anos, retomando as suas atividades somente no final do ano passado.

Fontes:

http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=2984

http://www.cprm.gov.br/publique/media/Painel_Falha.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/Elevador

http://www.tribunadabahia.com.br/2012/08/20/cartoes-postais-continuam-desativados

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* Professor da Rede Estadual de Ensino

ENEM – O que você não deve deixar de estudar para o exame

Uma das características do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM é a interdisciplinaridade, ou seja, na prova, uma questão pode envolver assuntos de duas ou mais disciplinas. Todavia, muitas pessoas têm dúvidas quando ao que estudar para a prova.

O site Canal do Ensino publicou no último dia 3, a lista dos assuntos mais cobrados no ENEM por área do conhecimento, e nós da Rede Anísio, disponibilizamos links de alguns conteúdos digitais que você encontra no Ambiente Educacional Web, para você obter êxito no exame. Note que, essa lista não exclui outros assuntos a serem estudados, porém o conteúdo dela tem mais probabilidade de ocorrer.

Não perca tempo! Confira a lista e os conteúdos, abaixo. Clique no link e depois de acessar o respectivo objeto, role a página até o fim e veja os conteúdos relacionados a esse objeto. Se preferir, na guia de ‘Busca’, digite o assunto e em seguida clique em ‘Buscar’.

 

CIÊNCIAS DA NATUREZA

1º lugar: Ecologia: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1084

2º lugar: Termoquímica: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/479

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/94

3º lugar: Citologia http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2486

4º lugar: Energia: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/554

5º lugar: Funções orgânicas http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1318

CIÊNCIAS HUMANAS

1º lugar: Meio ambiente e clima http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/476

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3491

2º lugar: Críticas, contradições e crise do capitalismo http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2931

3º lugar: O Brasil e sua participação no panorama mundial http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2517

4º lugar: O Brasil de 1985 aos dias atuais http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2861

5º lugar: Geopolítica mundial http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1923

LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

1º lugar: Interpretação de textos http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/593

2º lugar: Funções da linguagem http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1878

3º lugar: Variação linguística (níveis de linguagem) http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1853

4º lugar: Recursos expressivos da linguagem http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1866

5º lugar: Gêneros textuais digitais http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1738

 

MATEMÁTICA

1º lugar: Aritmética (matemática básica) http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2106

2º lugar: Geometria plana e espacial http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/900

3º lugar: Contagem e probabilidade http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/991

4º lugar: Funções http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/767

5º lugar: Estatística http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/699

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2130

REDAÇÃO

Aqui no site do professor Web foram postados muitos textos com assuntos que podem ser tema da redação do ENEM 2014. Confira no link abaixo, a relação de 22 temas para se preparar para a redação do exame. http://canaldoensino.com.br/blog/25-temas-para-se-preparar-para-a-redacao-do-enem

Um abraço e sucesso na sua caminhada!

Fontes:

Ambiente educacional Web. Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudos/listar. Acesso em 08/09/2014, 11h.

Canal do Ensino. Disponível em: http://canaldoensino.com.br/blog/conheca-os-assuntos-mais-cobrados-no-enem. Acesso em 08/09/2014, 14h.