Rede Anísio Teixeira realiza formação em Vitória da Conquista

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, através do Instituto Anísio Teixeira (IAT), da Rede Anísio Teixeira (TV Anísio Teixeira) e do Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) de Vitória da Conquista, em parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal Bahia (Facom/UFBA), vai promover a formação Memórias e Identidades: produção formativa de vídeos educacionais, de 29 de abril a 17 de junho de 2016, sempre às sextas e aos sábados, no CJCC do Colégio Estadual Rafael Spínola. A carga horária é de 48 horas.

Fig. 1: Ascom/IAT

Fig. 1: Ascom/IAT

O objetivo é estimular o uso de softwares e de licenças livres na produção audiovisual, promover um diálogo sobre o uso ético e seguro das tecnologias da informação e da comunicação (TICs), incentivar a produção de vídeos por estudantes e professores da rede pública estadual de ensino, com o olhar voltado para a valorização e reafirmação das suas cultura, da memória social e das realidades das comunidades onde moram ou estudam. Nesse sentido, o estímulo à participação no PROVE (Produção de Vídeos Estudantis) e no EPA (Educação Patrimonial e Artística) será uma das tônicas da atividade.

Como fazer a inscrição

Apenas professores e estudantes da rede estadual de ensino poderão se inscrever na formação. Para isso, terão de seguir estes passos:

a) formar grupo de cinco pessoas (quatro estudantes e um professor)

b) assistir ao vídeo abaixo, no qual o professor José Roberto Severino (Facom/UFBA) explica a natureza da formação:

c) fazer a inscrição através deste link: http://bit.ly/memoriaseidentidadesAs inscrições estão abertas de 8 a 24 de abril de 2016.

O resultado da seleção será divulgado no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br), aqui no Blog do Professor Web (www.oprofessorweb.wordpress.com) e também através de contato via e-mail e/ou telefone, até o dia 26 de abril.

Os vídeos resultantes da formação serão disponibilizados no Ambiente Educacional Web do Portal da Educação. Acesse e conheça todas as nossas produções: ambiente.educacao.ba.gov.br.

Agora o AEW está mais perto de você!

Estudante-repórter: Lucicarla Lima

Olá, galera!

O Ambiente Educacional Web (AEW) é um espaço pedagógico em que estudantes e professores podem acessar, compartilhar e construir conhecimentos por meio das tecnologias da informação e da comunicação .

Em comemoração aos seus 5 anos, foi lançada,  durante o 4° Encontro Estudantil, a nova versão do AEW. Agora, conta com layout dinâmico e que permite a navegação mobile. Ou seja, em smartphones, tablets, notebooks etc. O coordenador da Rede Anísio Teixeira, Yuri Wanderley,  contou um pouco sobre a  plataforma educacional: Tudo que está no AEW é livre. São vídeos, jogos, animações que possibilitam à pessoa estudar da forma que ela se sente à vontade. A novidade é que ele pode ser acessado em um smartphone ou tablet. Então, resolvemos surfar nessa onda desses dispositivos, nessa plataforma que é livre e feita por professores da escola pública”.

Lucicarla Lima conversa com Yuri Wanderley sobre o novo AEW. Foto: Bira Mendes

Lucicarla Lima conversa com Yuri Wanderley sobre o novo AEW. Foto: Bira Mendes

O AEW continua com os conteúdos digitais catalogados. O estudante pode fazer a busca pelo conteúdo de seu interesse e ainda pode encontrar sites temáticos, com garantia da licença livre, sem nenhum tipo de restrição quanto ao uso.

O secretário da Educação, Osvaldo Barreto,prestigia o lançamento do novo AEW. Foto: Bira Mendes

O secretário da Educação, Osvaldo Barreto, prestigia o lançamento do novo AEW. Foto: Bira Mendes

O evento de lançamento da nova versão da AEW contou com a presença do secretário da Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto. Eu acho relevante que este ambiente exista na secretaria e esteja se qualificando cada vez mais. Certamente, queremos que estudantes e professores usem para estudar além da sala de aula”, afirmou.

A estudante Salvimara de Oliveira fala sobre a importância do AEW. Foto: Bira Mendes

A estudante Salvimara de Oliveira fala sobre a importância do AEW. Foto: Bira Mendes

A estudante Salvimara de Oliveira, 18 anos, do Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, de Bom Jesus da Lapa, disse que achou interressante o projeto, pois globaliza a inovação da internet no meio da sociedade, além de atrair a curiosidade dos jovens para um conhecimento melhor .

A estudante-repórter Lucicarla Lima

A estudante-repórter Lucicarla Lima

Lucicarla Lima tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual José Tobias Neto, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Inscrições abertas para oficina Mídias e Tecnologias Educacionais Livres

O Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais da Rede Pública Estadual de Ensino – Rede Anísio Teixeira, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura – Central, promove a Oficina de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres, visando promover reflexões sobre as práticas pedagógicas, bem como elaboração de procedimentos pedagógicos que proporcionem aprendizagens significativas aos estudantes, e a produção e uso crítico e contextualizado de mídias.

A oficina será realizada nos dias 14/07 e 16/07 a partir das 13h e tem por objetivo estimular apropriações tecnológicas críticas, lúdicas, contextualizadas e colaborativas nos processos de ensino e aprendizagem, visando contribuir para a melhoria da qualidade destes processos. Busca também, trabalhar com o Registro Pedagógico Audiovisual – RPA, que consiste em combinar o olhar pedagógico ao registro audiovisual com o propósito de que o professor/estudante seja motivado a realizar o registro de atividades educativas (eventos, projetos, experimentos, imagens, áudios, etc) para que se tornem conteúdos digitais que possam ser compartilhados no Ambiente Educacional Web – AEW, incluindo com o licenciamento adequado. Noções sobre planejamento, execução, a edição de imagens e distribuição do registro serão também fornecidas.

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A parte teórica compreende as relações professor/ produtor de conteúdos com a realidade escolar e as linguagens dos registros – enquadramento, planos, composição. A parte prática consiste no registro de fenômenos apresentados em experimentos simples, de paisagens e situações montadas, além da possibilidade que seja feito o registro de algum evento ou situação local. O equipamento necessário pode ser apenas o celular que cada participante deve trazer ou câmeras e filmadoras, caso possuam, além dos equipamentos que serão disponibilizados (câmeras e filmadoras).

Voltada para docentes e estudantes da rede pública estadual de ensino, a oficina tem carga horária total de 08 horas e será realizada na unidade do Centro Juvenil de Ciência e Cultura, em Salvador (Avenida Joana Angélica – Nazaré), nos dias 14/07 e 16/07, das 13h às 17h. As vagas são limitadas e interessados em participar devem realizar inscrição até o dia 08/07, através do link: clique aqui e devido preenchimento do formulário.

*Só receberão atestado de participação aqueles/as que obtiverem no mínimo 75% de participação na oficina.
Mais informações: professorweb2010@gmail.com

Oficina Gestão de Blogs Livres – Protagonismo e colaboração

Olá, amig@!

Se está navegando nessa plataforma de conteúdos educacionais livres, certamente já refletiu sobre o potencial das tecnologias da informação e comunicação  (TICs) no contexto educacional e em como educadoras/es e educandas/os podem tornar as aulas/escolas mais significativas e atrativas com o suporte dessas tecnologias, não é mesmo?!

Essa e outras questões foram levantadas também na oficina Gestão de Blogs Livres, realizada pela Rede Anísio Teixeira, nos dias 26 e 28 de maio, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura – Central. A atividade difundiu no espaço escolar importantes discussões acerca do blog, que é uma mídia mundialmente utilizada, tanto por quem busca informações e conteúdos, quanto por quem deseja compartilhar suas experiências pessoais e/ou coletivas com uma maior liberdade de autoria e gestão.

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Foto: Leila Cruz

Estudantes, professoras/es e demais presentes, puderam dialogar com as/os educadoras/es da Rede Anísio Teixeira, que buscaram problematizar as questões relacionadas ao uso das tecnologias, principalmente no contexto educacional; assim como, de maneira dinâmica, por meio de um desenho pedagógico, relacionaram, desde as subjetivas necessidades de adesão a uma plataforma de compartilhamento multimídia, às estratégias a serem adotadas e a interação com o público-alvo, a fim de fortalecer, sobretudo, as construções coletivas/colaborativas e críticas na comunidade escolar.

Ao passo que foram apresentados vídeos e explanações sobre os conteúdos e as licenças livres, diversas dúvidas foram surgindo, principalmente partidas de algumas(uns) estudantes, que demonstraram bastante interesse em (re)inciar blogs pessoais e coletivos na unidade em que estudam. As/os participantes refletiram sobre o dinamismo das múltiplas conexões na sociedade atual e como esta influencia e é influenciada pela escola, assim com o  debate relacionado ao “virtual”, “real”, significação das informações obtidas na web, com e sem a mediação pedagógica. As imprescindíveis discussões sobre normas de segurança digital deixaram o debate intenso e bastante produtivo.

E por falar em conteúdos livres, você sabe o que são ou utiliza licenças livres nos seus estudos, pesquisas, entretenimento ou em outras atividades?                                                                                                                        Confira no vídeo disponível no Ambiente Educacional Web, um pouco mais sobre essa importante questão que envolve os direitos autorais e a liberdade de uso e compartilhamento.

Clique aqui ou na imagem abaixo.

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Ações como essas, fazem reverberar as palavras de Freire (1996, p. 86) ao declarar que, “o fundamental é que professor e alunos saibam que a postura deles, do professor e dos alunos, é dialógica, aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou enquanto ouve. O que importa é que professor e alunos se assumam epistemologicamente curiosos.” No contato com as pessoas que diretamente atuam nas escolas, se tem a certeza de que as diversas contribuições realizadas nesses ambientes, são necessárias para que suas/seus autoras/es reconheçam-se a cada dia mais como protagonistas das intervenções geradas neles, deem sentido prático ao uso pedagógico das novas tecnologias e  suscitem outras mediAções.

Até o próximo encontro!

Fontes:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Conheça a licença creative commons – Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3986

Oficina Gestão de Blogs Livres

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Imagem: Josymar Alves

A fim de colocar em prática algumas de suas premissas básicas (divulgar, realizar formação de docentes e estudantes e dá apoio técnico e pedagógico ao uso de tecnologias da informação e da comunicação), o Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais – Rede Anísio Teixeira, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), promove a oficina Gestão de Blogs Livres.

Com carga horária de 8h, a oficina é voltada para docentes e estudantes de escolas públicas, tem como objetivos apresentar os conceitos de criação de blogs, a partir de um desenho pedagógico minucioso, que apontará quais estratégias serão aplicadas às necessidades do(a) publicador(a), a fim de divulgar informações e conteúdos pertinentes para alcançar o público-alvo. Serão discutidos temas relevantes relacionados ao uso das TCI no contexto educacional, assim como o foco da oficina também será a gestão das funções administrativas da plataforma, busca e publicação de conteúdos multimídia livres, produção textual para blogs, além da experiência dos(as) editores(as) do blog educacional Professor Web e Professora Online.

A oficina ocorrerá na unidade do Centro Juvenil de Ciência e Cultura, em Salvador (Avenida Joana Angélica – Nazaré), nos dias 26/05 e 28/05, das 13h às 17h. Interessados(as) em participar podem enviar email(constando nome completo, unidade escolar e telefone) para o endereço: professorweb2010@gmail.com.

*Vagas limitadas

II Seminário de Educação e Tecnologia: como foi o segundo dia

A sessão de compartilhamentos abriu as discussões do segundo dia do II Seminário de Educação e Tecnologia. Professoras e professores da rede estadual de ensino apresentaram aos participantes os trabalhos que desenvolveram em suas respectivas unidades escolares, com o auxílio das tecnologias digitais. Cristine Pires, do Colégio Estadual Professor Aristides de Souza Oliveira, falou sobre o Aristides em Ação; Atonio Vilas Boas, do Colégio Estadual de Conceição do Jacuípe, defendeu Outras Linguagens no Ensino de História; Rejane Ramos, do Colégio Estadual José Antônio de Almeida, apresentou o Movidos pela História.

Logo após, formou-se a mesa Tecnologias Assistivas e Robótica Livre na Educação, com Patrícia Magris (do projeto Robótica Pedagógica Livre) e Marcos da Paz (do Guarux). Patrícia falou da relação de software livre com acessibilidade: “O software livre possibilita um acesso maior, a um maior número de pessoas, mas que ainda não é universal” e levantou uma provocação referente à sociedade e às redes: “A gente deve questionar o papel das redes e o nosso papel diante delas. Está faltando, talvez, trabalhar os coletivos. Que coletivos são esses que não se reúnem?”. Marcos da Paz, que trabalha no setor de desenvolvimento de software livre da prefeitura de Guarulhos, explicou porque o Guarux, sistema operacional livre desenvolvido pela prefeitura da cidade paulista, é inovador: “Ele reúne, num único sistema, tecnologias educacionais, assistivas, corporativas e inclusão digital e social”.

A mesa seguinte, cujo tema foi Conhecimentos e Mídias Livres para a Promoção das Culturas e Diversidades, contou com a participação de Fernanda Martins, representando a Rede de Pontos de Cultura Indígena de Olivença; e João Araujo e Raulino Júnior, da equipe do Blog do Professor Web da Rede Anísio Teixeira. Fernanda focou a sua apresentação falando da Thydêwá, uma organização não governamental constituída por indígenas e não indígenas e que trabalha para promover a diversidade cultural e o fortalecimento dos talentos indígenas. “A gente coloca a cultura indígena no centro do processo de educação através da apropriação crítica da tecnologia”. João falou sobre os objetivos do Blog do PW e do processo de trabalho da equipe e Raulino sobre as potencialidades que um blog pode ter. Veja, no vídeo abaixo, tudo que aconteceu no turno matutino.

O Compartilhamento de Mídias Educacionais Livres foi a temática discutida por Aurélio Herckert, da Rede de Intercâmbio de Produção Educativa (RIPE); André Santana, diretor da Biblioteca Virtual 2 de Julho e pelos professores do Comitê Gestor do Ambiente Educacional Web (AEW). Aurélio falou sobre recursos educacionais abertos e chamou a atenção para o uso deles fora de sala de aula também. “Os softwares também servem para trabalhar conteúdos em sala de aula e fora dela também. Não vamos ficar presos a esses espaços”. André apresentou os objetivos e trabalhos desenvolvidos pela biblioteca virtual. “O objetivo da biblioteca é reunir informações sobre a história da Bahia, mas a gente amplia essa ideia, trazendo temas relacionados à cultura e arte”. Ródnei Souza, do AEW, fez questão de falar sobre as peculiaridades do ambiente educacional. “O AEW é peculiar porque é feito por professores da rede pública de ensino.”

A última mesa, que tratava sobre Projetos Educacionais de Apropriações Tecnológicas, reuniu a professora Malu Pinto, da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul; Maria Rita, coordenadora de tecnologia educacional do Instituto Anísio Teixeira; Letícia Machado, do projeto Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec), da Secretaria da Educação da Bahia e José Renato Gomes, coordenador do Núcleo de Inovação em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, o NIAVA. Malu compartilhou com os participantes um pouco das ações do projeto Programa Província de São Pedro, realizado no seu estado. Província de São Pedro foi o primeiro nome do Rio Grande do Sul. Na ocasião, ela falou da importância do uso das tecnologias digitais. “A tecnologia é o fio condutor de todos os projetos escolares. Ela unifica a escola porque não é um fim em si mesma”. Letícia abordou o processo de expansão do Ensino Médio da Bahia, enfatizando a experiência do Emitec. “Nós temos um trabalho de ensino-aprendizagem no Ensino Médio em que a construção do conhecimento se faz o tempo todo em rede, de forma colaborativa”. Maria Rita falou, especificamente, do trabalho do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), que tem como objetivo promover a formação continuada dos profissionais da educação do estado da Bahia. “Precisamos fortalecer o uso das tecnologias da informação e da comunicação nas escolas através de projetos e da colaboração e apoio dos gestores e das diretorias regionais”. Durante a sua apresentação, José Renato explicou qual é a principal missão do NIAVA: “Nossa missão é fazer com que possamos, de fato, implementar salas de aprendizagem virtual, que deve refletir o ambiente real de sala de aula”.

As discussões do II Seminário foram encerradas com mais uma série da sessão de compartilhamentos. Jaqueline Daltro de Carvalho, do Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella, falou sobre o projeto O Conto Maravilhoso: do Papel às Novas Tecnologias; Marinalva Batista dos Santos Neves, do NTE-02, apresentou a oficina Aprendendo a Aprender- Oficina Sobre o Uso do Acervo Digital; Dimitri Sarmento Silveira, do Colégio Estadual Dalva Matos, defendeu o Projeto Escola Z; e, por último, Carlos Antonio Neves Junior, do Programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec), falou sobre o projeto Videoaulas Externas como Fator Motivador da Aprendizagem. Abaixo, você confere o que rolou no turno vespertino.

Continue acompanhando a nossa série de postagens sobre o II Seminário de Educacão e Tecnologia. Até a próxima!

II Seminário de Educação e Tecnologia: como foi o primeiro dia

O II Seminário de Educação e Tecnologia reuniu gente da Bahia e de outros cantos do Brasil. O evento uniu vários sotaques e culturas com um importante propósito: discutir e pensar o uso e a produção de mídias e tecnologias livres nas escolas. Durante os dois dias, debates, discussões e questionamentos protagonizaram a atenção dos participantes.

No dia 14 de maio, a primeira temática discutida falou sobre mídias e tecnologias educacionais livres, abordando os conceitos e as políticas públicas relacionadas. Mônica Franco, da Diretoria de Formulação de Conteúdos Educacionais do Ministério da Educação e Yuri Wanderley, colaborador da Rede Anísio Teixeira, participaram da mesa. Em sua fala, entre outras coisas, Mônica chamou a atenção para as transformações que ocorreram na educação pública brasileira para a valorização da escola como um lugar de aquisição de conhecimento. “Eu me preocupo muito com essa tendência de desvalorizar a escola e valorizar os espaços virtuais, como se a escola não fosse mais necessária”, pontuou. Yuri destacou a importância de cada pessoa utilizar as tecnologias da informação e da comunicação de forma crítica. “A gente fala de um estímulo a apropriações tecnológicas, não de inserção, de uso. Porque a gente quer propor um uso crítico, diferenciado e problematizador”. Confira tudo que foi discutido nesta mesa clicando aqui

Em seguida, Rodrigo Nejm, da Safernet; e Débora Abdalla, do Programa Onda Solidária de Inclusão Digital, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), estiveram na mesa redonda que tratava de ética e tecnologias livres na inclusão digital. De acordo com Débora, o ambiente escolar tem um importante papel nessa discussão. “A gente precisa, cada vez mais, da escola e dos professores para orientar todo esse uso de tecnologia. O papel da escola é questionar, problematizar. Isso é ética”. Rodrigo considera a combinação de ética e tecnologia como uma temática que sempre deve ser discutida: “É necessário incorporar questões de ética e cidadania dentro e fora dos ambientes escolares, mesmo sendo um desafio”. Para assistir a íntegra desta mesa, clique aqui.

Veja o vídeo completo do turno da manhã e compartilhe conosco as suas impressões.

No turno vespertino, os destaques foram as sessões de compartilhamento, encabeçadas por professoras da rede estadual de ensino. Magaly Alencar, do Centro Estadual de Educação Magalhães Neto, apresentou o trabalho A Tecnologia Facilitando o Conhecimento; Huda Santiago, do Colégio Estadual Aristides Cedraz de Oliveira, compartilhou com o público o projeto Comunicação, Interação e Aprendizagem; e Elisabeth Amorim, do Colégio Estadual Lauro Farani Pedreira de Freitas, falou sobre A Literatura em Rede: o texto escapando da sala de aula.

Outro destaque da tarde foi o lançamento do programa Intervalo, com os educadores da TV Anísio Teixeira. O Intervalo é um programa feito com a comunidade escolar, para a comunidade escolar e sobre a comunidade escolar. É composto de nove quadros (Minha Escola, Meu Lugar, Ser Professor, Cotidiano, EmCenAção, Faça Acontecer, Gramofone, Diversidades, Histórias da Bahia e Filmei!), cada um com quatro minutos de duração. Toni Couto, colaborador da TV Anísio Teixeira, enfatizou que toda a equipe se esforçou para que os programas não ficassem maçantes. “Nós nos esforçamos para que o conteúdo não chegasse ao estudante como mais uma videoaula. Os quadros do Intervalo são de caráter lúdico e pretende plantar uma semente para que o estudante floresça como indivíduo”.

As discussões foram encerradas com a mesa redonda que discutiu as formas de apropriação da linguagem audiovisual pela comunidade escolar. Toni Couto (da TV Anísio Teixeira), Nide Nobre (da Coordenação de Projetos Intersetoriais da Secretaria da Educação da Bahia), Beto Severino (da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA)) e José Araripe Júnior (do Irdeb/Secom) foram os responsáveis pelo debate. Araripe Júnior, em seu discurso, fez questão de esclarecer que não é apenas os equipamentos eletrônicos que devem ser considerados como tecnologia. “Há uma mistificação de que a tecnologia é tudo aquilo que é eletrônico. O garfo e o lápis são instrumentos tecnológicos. Foi a compreensão do mundo, a partir das nossas ferramentas, que nos permitiu evoluir”. Já Nide Nobre, que coordena os projetos culturais (AVE, EPA, TAL, Face e Prove) promovidos pela Secretaria da Educação nas escolas públicas, acredita que o aspecto cultural é indispensável no processo educativo: “Não há mais como dissociar a educação da vida. A educação pós-moderna é aquela que deve ser retomada a partir da vida cultural. A gente tem que entender o estudante como sujeito de criação, não há mais lugar para ele ser visto como objeto de consumo”, avaliou. Beto Severino chamou a atenção para o caráter autônomo proporcionado pelo uso de audiovisual no ambiente educativo . “O audiovisual, como ferramenta nas escolas, pode contribuir para que nós possamos ver outras coisas; mas, mais importante, para que possamos nos ver fazendo outras coisas. A noção de emissor e receptor já está bastante enfraquecida na contemporaneidade. Cada vez mais, nós somos produtores”.

                                                   

Para encerrar as atividades do dia, houve uma apresentação cultural com os professores e colaboradores do programa Intervalo: Carlos Barros, Elton Prata, Andréa Prata e Carlos Leal.

É isso aí! Foi muito bom poder compartilhar com vocês mais este momento de ensino, aprendizagem e colaboração. Até mais!