Fotografando Saberes

Estudante-repórter: Emili Oliveira

Olá, gente! Eu e Carol Aguiar, do núcleo de produção fotográfica da Oficina de Produção de Mídias na Educação, fizemos a cobertura colaborativa do último dia do 5º Seminário Estadual de Educação Integral, que ocorreu nos dias 24 e 25 de novembro, no Instituto Anísio Teixeira (IAT) O evento contou com muitas palestras, uma delas discutiu a atual conjuntura política da educação brasileira, enfatizando o debate sobre a escola sem partido. Confira, abaixo, o registro fotográfico que fizemos da mesa redonda e da estrutura do IAT. Foi uma experiência que abriu novos caminhos, permitindo cada vez mais novas descobertas.

 

Foto: Autorretrato

Foto: Autorretrato

Emili Oliveira tem 16 anos, é estudante do Centro Estadual de Educação Profissional em Controle e Processos Industriais Newton Sucupira, que fica em Salvador, e faz parte da equipe da Cobertura Colaborativa Estudantil.

 

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Alfabetização visual: que papo é esse?


15c57ec3-3977-43be-b0ae-859ce2bdbd8dFala, galera! Quero compartilhar com vocês um papo que tive com o professor e fotógrafo João Kulcsár, m
estre em Artes pela Universidade de Kent, Canterbury, UK, coordenador de fotografia do Senac e criador do Projeto Alfabetização Visual. Tive o prazer de ser selecionado para o workshop que ele ministrou em Salvador nessa sexta (01), em que abordou a temática: Alfabetização Visual – a fotografia como instrumento metodológico de ensino e aprendizagem. Em paralelo, lançou a exposição Herança Compartilhada, mostra que tem como principal objetivo apresentar as relações que foram estabelecidas entre o Brasil e os Estados Unidos da América, por meio do olhar dos imigrantes, com curadoria do próprio João, e conta com fotógrafos brasileiros e estadunidenses. O evento, na Bahia, foi fomentado pela english school ACBEU.


307d396b-b768-4701-aeb7-d757991f72e5E, finalmente, que papo é esse de alfabetizar por meio da imagem? Como você lê o mundo? Há tempos, a leitura não se resume apenas à escrita. Hoje,
observa-se uma necessidade imediata na ampliação de como interpretamos o mundo. As novas tecnologias nos auxiliam nessa empreitada. A capacidade de interpretar e usar as mídias digitais com mais autonomia, profundidade, ética, colaboração, contextualização e criticidade nos convida para uma conversa ao pé do ouvido. As mídias (televisiva, radiofônicas, internéticas e fotográficas) nos suscitam uma maior profundidade na prosa das ideias.

cfbfc59c-115f-4d21-8f08-1b37b4b53e87A imagem não pode ficar distante dessa troca! Pensando nisso, João propõe um aprofundamento no discurso e na importância da imagem como ferramenta crítica na (da) educação. Não podemos negar seu valor dialógico, ainda mais na contemporaneidade, em que as diversas formas de leituras vão além da palavra escrita. Freire (1981) já nos alertava que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Pensando nisso, vamos propor uma reflexão acerca daquele velho dito popular, que diz: uma imagem vale por mil palavras. Ou uma imagem vale por mil perguntas?

5d411f27-ac50-4b8c-bc01-7878772911aeÉ importante compreender a história para não repetir os erros, apreciar, refletir e interpretar os signos e mensagens contidas na imagem, ir além da estética. E como podemos fazer isso? É o que propõe a Alfabetização Visual! Conhecimento é poder, nos liberta dos opressores, as informações circulam no espaço com uma velocidade absurda, elas estão em toda parte e são constantemente ressignificadas e ganham, cada vez mais importância nas relações humanas. A imagem também faz parte desse universo, mas não pode estar apenas no lugar categórico de ilustração, precisa ser inserida no patamar dialógico de construção e transformação. E, para João, não existe lugar mais apropriado para isso do que a sala de aula, empoderando e estimulando os alunos a serem atores de sua própria realidade, possibilitando uma releitura midiática e imagética do mundo.

Galera, vale a pena conferir a exposição! Ela ficará aberta até o dia 31 de abril, na galeria ACBEU, no Corredor da Vitória!

Peterson Azevedo – Fotógrafo e Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Keops Maciel – Editor e Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Ser aprendiz , não existe tempo para aprender

 No último dia do 4º Encontro Estudantil, ocorreu a Premiação do Concurso Literário Roda de Prosa dos alunos do TOPA. O Topa ( Todos pela Alfabetização) realiza projetos de alfabetização com jovens, adultos e idosos desde 2007, desenvolvido pela Secretária da Educação e o governo federal. Já alfabetizaram mais de 1,3 milhões de pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar na idade regular.

Elenice Silva , 59 anos , dona de casa, de Ipiaú , aluna do projeto e autora do poema cujo título é ” TOPA”, relata que com essa iniciativa aprendeu ainda mais que escrever, ler e a criar poemas, foi um aprendizado que conservará para toda a sua vida.  Ela está feliz em participar da premiação, pois se dedicou e  jamais pensou em desistir.

 

Elenice Silva, aluna do projeto  TOPA. Foto : Érica de Jesus

Elenice Silva, participante do TOPA. Foto: Érica de Jesus.

 

Reinaldo Santos, 35 anos, podador de cacau, aluno do TOPA e autor do poema: “Minha História, do município de Ipiaú , declara em seu depoimento que iniciou os estudos pois não se sentia feliz, não sabendo escrever e ler.  Após conhecer o Topa, sua vida mudou, superou as suas dificuldades com a leitura e escrita e criou um poema em que relata a sua trajetória de vida.

 

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Reinaldo Santos, aluno do projeto TOPA. Foto: Érica de Jesus.

 

Zélia Santos, 50 anos, doméstica, aluna do Topa, autora do poema: “Alunos do Topa”, do municipio Ipiaú, falou, em seu poema, os motivo das dificuldades enfrentados por eles, alunos, antes de conhecerem o Topa. Segundo ela, julgavam-se incapazes de criar poemas ou algum outro tipo de atividade, além de serem discriminados por não terem ensino suficiente para mostrar a sua criatividade e  por enfrentar preconceitos ao decorrer de suas vidas. Sendo assim, esse curso fez com que eles obtivessem conhecimentos na área de literatura .

Zélia Santos, aluna do Topa. Foto : Érica de Jesus

Zélia Santos, aluna do TOPA. Foto : Érica de Jesus.

 

A estudante-repórter Érica de Jesus. Foto: Raulino Júnior

A estudante-repórter Érica de Jesus. Foto: Raulino Júnior

Érica de Jesus tem 21 anos, é estudante do Centro Estadual de Educação Profissional da Bahia, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Como foi o 4º Encontro Estudantil. Algumas opiniões.

Olá, galera! Beleza?

Estamos no terceiro e último dia do 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, na Itaipava Arena Fonte Nova, evento que, nesses três dias, proporcionou oportunidades para troca de saberes, conhecimentos e experiências de todos envolvidos.

A tônica do 4º Encontro Estudantil nos conduz para uma grande celebração do protagonismo juvenil vivenciada por estudantes e professores das escolas da rede estadual de ensino durante o ano letivo de 2015” (Site do 4ºEnconto Estudantil).

No áudio a seguir, ouça um pouco da opinião dos estudantes e visitantes do 4ºEE.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Matemática e suas diversas funções

Estudante-repórter: Érica de Jesus

Olá, galerinha!

A Feira Baiana de Matemática visa implementar melhorias para problemas no cotidiano estudantil e educacional. Nessa edição, a Secretária da Educação do Estado promove a 5° Feira de Ciências da Bahia ( Feciba) e a 10° Feira Baiana de Matemática ( FBM), expondo de 240 trabalhos de estudantes de diversos municípios do Estado.

Alberto Amorim Filho, 49 anos, é professor e orientador da disciplina geografia e do Projeto “ Planetário na escola : Uma proposta para popularizar a astronomia e o software livre na sala de aula ”, Colégio Estadual Teotônio Vilela ( CETV), Feira de Santana. O professor também orientou os subprojetos: Astro engenharia , Luar do Sertão, Matemática e Astronomia e Telescópios na Escola, desenvolvidos pelas estudantes Aline Santana e Ana Vitória Santos .

O intuíto do projeto foi de mostrar a possibilidade em criar possibilidades, utilizando as Feira Baiana de Matemática e recursos básicos existentes na escola, como a internet, sala de laborátotio e o projetor, transformando-os no trabalho de Astronomia. Realizamos uma pesquisa sobre como seria o desenvolvimento com software livre, obtendo um resultado positivo, quebrando o olhar negativo acerca desse tipo de software”, afirma Alberto Amorim Filho.

 

Entrevista com o professor Alberto Filho. Foto : Bira Mendes

Entrevista com o professor Alberto Filho. Foto : Bira Mendes

Ana Vitória Santos, 17 anos , estudante, 2° ano do Ensino Médio , ( CETV)  afirma; O projeto que confeccionamos foi simples, utilizamos um projetor e um programa que baixamos da Internet, já estamos colocando em prática na escola. Na teória, deveriamos ter acesso ao software livre em sala de aula, infelizmente, muita  vezes os professores não possuem suporte suficiente para desenvolver uma atividade que seja produtiva para que os alunos compreendam sobre determinado assunto”.

 

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Ana Vitória e Alana Santana, participantes da FBM. Foto : Bira Mendes.

Geiziane Dantas , 16 anos , 3° ano do Ensino Médio , Colégio Estadual Ernesto Ribeiro, do munícipio Saúde , trouxe o tema: “ Acessibilidade e inclusão social : uma análise sobre a cidade de Saúde – Ba ”. Em depoimento, Geiziane relata o motivo da temática abordada na Feira, devido às grandes dificuldades de locomoção das pessoas deficientes físicas e/ou visuais, dentro da cidade, em especial, o Centro da cidade, onde se encontra o maior número de pessoas transitando. “O nosso maior objetivo é sensibilizar o Prefeito e Vereadores, para que eles reorientem a nossa cidade, visando também a locomoção de todos,  incluindo os comerciantes que, infelizmente, encontram-se nas calçadas. Assim, esse projeto seria de grande importância para todos, pois os deficietes já sofrem muito preconceito devido às suas condições físicas” conclui ela.

Geiziane Rosa, participante da FBM. Foto : Bira Mendes.

Geiziane Rosa, participante da FBM. Foto : Bira Mendes.

 

A estudante-repórter Érica de Jesus. Foto: Raulino Júnior

A estudante-repórter Érica de Jesus. Foto: Raulino Júnior

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Érica de Jesus tem 21 anos, é estudante do Centro Estadual de Educação Profissional da Bahia, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

3º Feira de Tecnologias Sociais no 4º Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, pessoal! Tudo bem?

Estamos no segundo dia do 4º Encontro Estudantil, na 3º Feira de Tecnologias Sociais da Educação Profissional da Bahia.

A Educação Profissional da Bahia proporciona uma exposição como mostra dos seus projetos de Tecnologias Sociais. Reunindo estudantes e professores de cursos técnicos de todas as regiões territoriais do estado. O destaque na reportagem é a estudante, Ana Clara Xavier, do Centro de Educação Profissional do Território Sertão do São Francisco que fica na cidade de Juazeiro.

No áudio a seguir, entenda mais um pouco sobre a 3º Feira de Tecnologias Sociais.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Memorial do TOPA: A Arte de Lembrar 4º Encontro Estudantil

Por: Joalva Moraes

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Memorial do TOPA: A Arte de Lembrar. Foto: Bira Mendes

 

Olá, pessoal!

Passeando pelo 4º Encontro Estudantil, encontrei um espaço dedicado ao projeto que luta contra o analfabetismo em nosso estado, o Memorial do TOPA: A Arte de Lembrar. O TOPA (Todos pela Alfabetização) existe desde 2007 e já contribuiu com mais de um milhão de jovens, adultos e idosos a aprenderem a ler e escrever.

No Memorial, podemos encontrar material didático utilizado pelos alfabetizadores, fotos, trabalhos escolares e artesanato feito pelos estudantes, além de outros itens que ajudam a contar a história do TOPA. Branca Queiroz, assessora da Superintendência, informou que o projeto está presente em todos os municípios baianos, funcionando em salas de aulas de Unidades Escolares ou em espaços cedidos por outras instituições ou pessoas que abraçaram esse causa.

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Fotos e artesanatos – Memorial do TOPA. Foto: Bira Mendes.

Já foram mais de 30 mil pessoas formadas para atuar como alfabetizadoras e coordenadores, afirmou Célia Coelho, coordenadora pedagógica do TOPA. Segundo ela, a iniciativa ganha força com a parceria dos movimentos sociais: “Fazemos um evento chamado Escuta Aberta, lá esses parceiros nos ajudam a gerir esse projeto que tem um caráter de inclusão, emanciapação, fazendo valer o direito à educação”.

Jandeci Carvalho, de Alagoinhas, é uma alfabetizadora entusiasmada: “Tenho orgulho de participar desse projeto, apesar das dificuldades”. A sala de aula de Jandeci é a garagem de sua casa, onde 18 alunos já encontram-se letrados. Vilma Lima é um deles. Depois de criar e formar seus três filhos, trabalhando como faxineira de uma escola, aos 60 anos, ela resolveu investir em si mesma: “Eu sempre limpei quadro, mas escrever nele, só agora”.

Joalva Moraes é professora e jornalista da Rede/TV Anísio Teixeira, IAT, Secretaria da Educação.