Dieta vegetariana e dieta onívora: diversidade de hábitos alimentares

Comer é uma necessidade básica de todo ser humano. Para realizar as atividades diárias, é imprescindível ter energia, que é adquirida através dos nutrientes dos alimentos. Por diversas razões, inclusive socioculturais, as pessoas se alimentam de formas diferentes. O propósito da discussão levantada aqui não é colocar na mesa a problemática social do nosso país, com toda a sua injustiça e má distribuição de renda. O prato do dia são as diferentes dietas que fazem parte dos hábitos alimentares dos seres humanos. Você já pensou sobre isso?

Fig. 1: hábitos alimentares na mesa. Arte gráfica: Augusto Mattos.

Para começar, é preciso diferenciar o que é dieta vegetariana e dieta onívora. O vegetarianismo, que é uma prática que exclui da alimentação qualquer derivado de origem animal, tem muitas variações. Há pessoas que são vegetarianas, mas consomem ovos, leite e laticínios (ovolactovegetarianos), ovos (ovovegetarianos) e leite e latícinios (lactovegetarianos). Os veganos ou vegetarianos estritos rechaçam tudo que evidencia a exploração de animais. Eles não usam roupas de lã nem de couro e produtos que foram testados em animais, por exemplo. Por isso, o veganismo é tratado como um estilo de vida.

Já a dieta onívora, que é mais comum, é praticada por animais que se alimentam de vegetais e animais. Portanto, é incorreto dizer que o ser humano é carnívoro. Somos onívoros. Carnívoros são animais que só se alimentam de carnes.

Diante de tudo que foi exposto, algumas perguntas precisam ser feitas: existe uma dieta mais saudável que a outra? Entre os especialistas, não há consenso sobre isso. Qual é a sua opinião sobre a dieta onívora e a vegetariana? Você segue qual dieta? Conta pra gente! O mais importante é ter práticas alimentares saudáveis, que garantam uma nutrição equilibrada.

Para complementar os seus conhecimentos, assista ao episódio sobre diversidade de hábitos alimentares, da série temática Diversidades, que integra o programa Intervalo, produzido pela Rede Anísio Teixeira.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Radiola PW: Dança do Desempregado

Oi! Tudo bem? Nesta semana, estamos discutindo a temática de trabalho e consumo aqui no blog. Por isso, a dica da Radiola PW é a música Dança do Desempregado, composta por Gabriel o Pensador e lançada em 1997, no CD Quebra-Cabeça. Mas, antes de falar dela, será que eu não estou fazendo confusão entre estes dois conceitos: trabalho e emprego? Você sabe qual é a diferença entre eles? E tem diferença?

Tem. O site do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) esclarece:

A maioria das pessoas associa as palavras trabalho e emprego como se fossem a mesma coisa, não são. […] O trabalho é mais antigo que o emprego, […] existe desde o momento que o homem começou a transformar a natureza e o ambiente ao seu redor, desde o momento que o homem começou a fazer utensílios e ferramentas. Por outro lado, o emprego é algo recente na história da humanidade. […] é um conceito que surgiu por volta da Revolução Industrial, é uma relação entre homens que vendem sua força de trabalho por algum valor, alguma remuneração, e homens que compram essa força de trabalho pagando algo em troca, algo como um salário.

O fato é que, quando se fala de trabalho ou emprego, tem sempre alguém que procura e alguém que oferece. E, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem muita gente procurando emprego. A taxa de desocupação, no trimestre encerrado em março de 2016, foi estimada em 10,9%. Ou seja, o Brasil tem 11,1 milhões de pessoas desempregadas.

Fig. 1: Gabriel O Pensador em cena do clipe oficial de Dança do Desempregado: ironia e deboche. Imagem: captura de tela feita em 9 de maio de 2016

Fig. 1: Gabriel o Pensador em cena do clipe oficial de Dança do Desempregado: ironia e deboche. Imagem: captura de tela feita em 9 de maio de 2016

Há quase 20 anos, Gabriel o Pensador homenageou essa categoria com a Dança do Desempregado. A letra jocosa, satiriza tanto a situação das pessoas sem emprego quanto as inúmeras danças que faziam sucesso na época. A Bahia, por sinal, era uma grande exportadora: Dança do Bumbum, Dança da Cordinha, A Dança da Sensual, Dança do Robô.… Não foi por acaso que a batida do pandeiro e o suingue do pagode entraram no arranjo.

O refrão, carregado de ironia, diz: “Essa é a dança do desempregado/Quem ainda não dançou, tá na hora de aprender/A nova dança do desempregado/Amanhã o dançarino pode ser você”. Ao longo da letra, vê-se o uso de expressões que se associam muito bem ao contexto, como “pé na bunda”, “olho da rua” e “uma mão na frente e outra atrás”. Gabriel descreve aquilo que seria o cotidiano de um desempregado: “E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)/E bota a mão na carteira (Não tem nada)/E bota a mão no outro bolso (Não tem nada)/E vai abrindo a geladeira (Não tem nada)/Vai procurar mais um emprego (Não tem nada)/E olha nos classificados (Não tem nada)/E vai batendo o desespero (Não tem nada)/E vai ficar desempregado”.

É claro que o rapper não deixa de falar de contrabando (“E vai descendo, vai descendo, vai/E vai descendo até o Paraguai/E vai voltando, vai voltando, vai/’Muamba de primeira olhaí quem vai?'”), de trabalho informal (“E vai vendendo vai, vendendo, vai/Sobrevivendo feito camelô”) e da profissionalização do sexo (“E vai rodando a bolsinha (Vai, vai!)/E vai tirando a calcinha (Vai, vai!)/E vai virando a bundinha (Vai, vai!)/E vai ganhando uma graninha”), alguns dos possíveis caminhos para quem está desempregado. No final, cita as pessoas que usam o roubo como opção de sobrevivência e o que esse ato violento acarreta para a sociedade.

Vale muito a pena ouvir a música e refletir sobre as questões que ela traz. Faça isso e conte para a gente como foi a experiência!

#FicaADica: você sabia que nem sempre o prefixo “des” indica a ideia de negação? Ele pode ter valor de intensidade, de oposição e privação. “Desempregado” é aquele que não está empregado; “desorganizado”, aquilo que não está organizado. Já “desinfeliz”, usado mais informalmente, significa “alguém que está muito infeliz”; “desaliviar” é o mesmo que “aliviar totalmente” e “desfalecido” não é alguém que voltou a viver (é até engraçado pensar isso!), mas alguém privado de forças. Viu como a nossa língua é repleta de possibilidades?

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Para empreender e inovar no 4° Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Lucicarla Lima

Olá, galera!

Quando pensamos em empreendedorismo, muitas ideias surgem. No 4° Encontro Estudantil, teve espaço para discutir a temática, através da palestra Empreendorismo para Estudantes, ministrada pelo professor de biologia Adaltron Araújo, que trabalhou o assunto de uma forma mais voltada para os adolescentes.

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Adaltron Araújo durante a palestra. Foto: Bira Mendes

Empreendendorismo vem do verbo empreender, que significa resolver algum problema. Hoje, noś temos muitos exemplos de grandes empreendedores pelo mundo.

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Adaltron Araújo sendo entrevistado pela estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Bira Mendes

Adaltro defendeu o seu ponto de vista em relação ao empreendedorismo na sociedade: “Hoje, falei do empreendedorismo de uma forma mais voltada pra o protagonismo juvenil, ajudando esses jovens que estão apresentando seus projetos na Feira de Ciência e Matemática, de forma que eles possam transformar seus projetos em empreendimentos”.

Além de transformar, o empreendedorismo busca, realmente, produzir algo diferente e inovar. Por isso, todo jovem que busca esta área deve ser curioso, pois isso é uma das características de um empreendendor. Todo bom cientista tem, principalmente a criatividade para inovar e criar, pois sem elas não tem como ser um bom empreendendor.

A estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Raulino Júnior

A estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Raulino Júnior

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lucicarla Lima tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual José Tobias Neto, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Cine PW – Vida de Vaqueiro

Olá!

O Filmei! traz o vídeo: Vida de vaqueiro, produzido pela Equipe Selva, do Colégio Estadual José Palles Sobrinho, município de Encruzilhada / Bahia. A película documenta um dia na vida daqueles que lidam com o gado.

“Vida de vaqueiro é: levantar às cinco horas da manhã, botar as vacas no curral, tirar o leite, depois botar as vacas pro pasto, de novo…”. Em outro momento, José revela a dificuldade de ser vaqueiro: (…) …na época da seca, as vacas ficam com fome, emagrecem…”

Alessandro Cowboy acrescenta: “(…)…. a roça tem tudo… boa demais… mexer com gado, mexer com os animais (…) a gente tem de tudo aqui na roça e, graças a Deus, acho que é o bastante né…!

Jovenário, também vaqueiro, finaliza com sua toada3:

Vaqueiro que é vaqueiro cuida de seu gado e quer bem, todo dia vai ao campo, contar as rês4 que tem. Quem não gosta de vaqueiro, não gosta mais de ninguém.

[…]

Carmelita quando vê seu amor verdadeiro, põe um vestido de couro, comenta com desespero: – Aí papai deixa eu ir embora na garupa do vaqueiro…

As imagens do gado, dos cavalos e cavaleiros correndo atrás do gado, da vaca sendo ordenhada…  são algumas das tantas ilustrações na vida de um vaqueiro!

Vídeo (clique na imagem para assistir):

Vaqueiro

 Fátima Coelho – Professora da Rede Pública Estadual de Ensino
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REFERÊNCIAS
1-           http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3854 – Acessado dia 16 de abril 2015
2-           http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf Lei nº 11.645 de 10 / 03 / 2008. Acessado dia 16 de abril 2015
3 e 4 – HOUAISS, Antônio (Coord.). Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa . São Paulo: bjetiva, 2007. (01 Cd-rom)

Invenções Africanas

E aí, galera! Beleza?

Como vocês devem acompanhar na mídia, muito do que se fala sobre a África é a respeito de seus problemas , mas acabam esquecendo de falar sobre suas vitórias e sobre tudo que é criativo e construtivamente produzido pelos povos deste continente. Por isso, resolvemos compartilhar alguns inventos tecnológicos africanos que quase ninguém conhece.

padO camaronês Marc Arthur Zang Adzaba criou o Cardiopad, um “tablet” capaz de realizar exames cardiológicos como o ECG (eletrocardiograma), visando atender à população rural onde tais exames não podem ser feitos devido a falta de hospitais e da distância do centro. Está disponível, inicialmente, apenas em Camarões.

 

Carregador

E que tal recarregar o celular ao andar? Pois essa foi oi a ideia do queniano Anthony Mutua, que criouum carregador que utiliza chip’s ultra-finos de cristal, que são acoplados na sola dos sapatos, para que a medida que você caminhe gere eletricidade através da pressão dos pés.

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A TAC (Tomografia Axial Computadorizada), conhecida no mundo inteiro para realização de tomografias computadorizadas, é utilizada em hospitais de todo o mundo. Foi desenvolvida no Reino Unido, na Universidade de Tufts, pelo sul-africano e físico Allan Cormack e pelo britânico Godfrey Hounsfield, que receberam o prêmio Nobel de fisiologia/medicina em 1979.

cell-phonerTem também o “Please call me service”(“Serviço de ‘me ligue por favor’”). Sabe aquela mensagem que a operadora nos oferece de graça dizendo pra retornarem a ligação após uma ligação sem sucesso por falta de crédito? Pois é, ela começou na África, não se sabe ao certo quem a inventou, mas sim que foi criada por um funcionário da Vodacom ou da MTN, na África do Sul.

5868318012_2f367c20f5_mO M-Pesa, que significa dinheiro móvel, é um serviço criado para as operadoras Safaricom e Vodacom para pagamento, transferência e levantamento de dinheiro, e também para a compra de créditos pelo celular, disponível atualmente no Quênia, Tanzânia, Índia, África do Sul, Afeganistão, Moçambique e Egito.

 

20140918155351_dbarquivosO mais recente é a impressora W.Afate, feita inteiramente de material reciclável, desenvolvida pelo togolês Kodjo Afate Gnikou. É a primeira impressora 3D feita de material reciclável do mundo, utilizando o lixo eletrônico do lixão de Lomé, feita para suprir necessidades da população, já que pode servir para a criação de utensílios domésticos, brinquedos, próteses, ferramentas, entre outros. Gnikou está recebendo doações para desenvolvimento em larga escala da W.Afate, para que mais pessoas tenham acesso ao produto.

E vocês já conheciam alguma dessas invenções? O que vocês acharam delas? Como podemos ver, há muita informação que não nos é passada referente a África, não só em questões tecnológicas como também sociais. Pesquisem e se aprofundem no assunto, conhecimento nunca é demais. Se você conhecer tecnologias não citadas na postagem, é só compartilhar pelos comentários.

Abraço!

Vídeo de apresentação da W.Afate – http://www.youtube.com/watch?v=ffXsCCo8OCw

Cine PW: Retro 2012

Salve, salve, turma!

Ao longo de 2012 a sétima arte foi a nossa grande companheira. Todas as quarta-feiras nós aprendemos, rimos, nos emocionamos e descobrimos novos olhares sobre o mundo através dos filmes, documentários, curtas e longa-metragens.

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Confiram algumas das produções que passaram pelo Cine PW este ano e tenham uma ótima sessão, pessoal!

  1. Cine PW: Tempos Modernos e O Grande Ditador.

  2. Cine PW: Lixo Extraordinário e Ilha das Flores

  3. Cine PW especial – Escritores da Liberdade

  4. Cine PW: Milton Santos e Bertold Brecht

  5. Cine PW: “O Auto da Compadecida”, “Orfeu” e “O Pagador de Promessas”

  6. Cine PW: “O que é isso, companheiro?” e “Hércules 56”

  7. Cine PW: “O crime do Padre Amaro”, “Deus e o Diabo na terra do Sol” e “O Baile Perfumado”

  8. Cine PW: “Confiar”

  9. Cine PW: A Dama de ferro, Adeus, Lênin! Batalha de Argel

  10. Cine PW: “La Educación Prohibida”

  11. Cine PW: “Criança, a alma do negócio”

  12. Cine PW: Garoto-Barba e Swing of Change

Consumo: mais um Tema Transversal

Olá, turma esperta!

O consumo é a aquisição e gozo de bens e de serviços por parte de qualquer sujeito econômico, para satisfazer tanto as necessidades presentes como as futuras. Trata-se de uma atividade de tipo circular: uns produzem, outros consomem. Por isso as pessoas com baixo poder aquisitivo estão geralmente excluídas deste processo, por não encontrarem lugar nesta cadeia de produção e consumo.

Como vivemos sob o modelo econômico capitalista somos todos(as) consumidores(as), mas devemos estar atentos(as) não só para a definição de consumo, como também ao valor simbólico que atribuímos às coisas, a importância que objetos, comportamentos e ideais adquirem na sociedade, assumindo mesmo o status de estilo de vida.

Numa sociedade que privilegia a informação e a comunicação por meio da imagem a ideia de consumo simbólico parte do princípio de que, ao comprarmos um produto, não o fazemos apenas por sua funcionalidade mas somos orientados também pelo significado que este produto ou serviço têm diante da sociedade, compramos pelo prestígio e reconhecimento que tal bem supostamente nos confere.

É por isso que queremos sempre comprar a calça, o tênis, o celular da moda, da estação primavera-verão/outono-inverno ou utilizarmos o aparelho “novidade” da academia, sonhamos em comprar o “carro do ano”, torcemos para o time de futebol subir para primeira divisão e sofremos para não cair para a “segundona”.

É isso aí, pessoal: aproveitando o período natalino, é importante refletir sobre o consumo exagerado e buscar resgatar e fortalecer o nosso senso de solidariedade, de amizade, de companheirismo, ao invés de ficar tristes por não conseguir comprar o presentinho de Natal…

Acessem outros conteúdos sobre o tema nos endereços:

https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/05/16/cine-pw-crianca-a-alma-do-negocio/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/09/18/consumo-consciente/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/06/04/consumismo-x-conscientizacao-a-terra-pede-socorro/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/06/14/as-acoes-humanas-e-seus-reflexos-na-natureza/
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/97

Até a próxima!

Texto de Maria da Conceição Carvalho Dantas, professora e colaboradora da Rede Anísio Teixeira, Programa de difusão de linguagens e Tecnologias da Informação e da Comunicação da Rede Pública Estadual de Ensino.