Eu assino embaixo. E você?

O Projeto ASSINO EMBAIXO é um belo exemplo a compartilhar. Idealizou-se a partir da percepção de que algumas pessoas cegas, adultas, alfabetizadas, em  diferentes níveis de escolaridade, assinavam através  da impressão digital. A amostragem foi constatada através dos referenciais do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com  Deficiência Visual de  Belo Horizonte – CAP/BH. Constatou-se que pessoas que não assinam são tratadas como se fossem analfabetas e passam por constrangimento em algumas situações como: abrir uma conta, um crediário ou quando  não conseguem dar um autógrafo, assinar uma lista de presença, comprovante de matrícula ou diploma, firmar um contrato, entre outras atividades do cotidiano. Conforme *Izilda Maria de Campos, o projeto surgiu  “para ajudar um colega de trabalho cego congênito a assinar a folha de presença do servidor” (ele usava a impressão digital no registro de presença).

Desta forma, foi criada uma disciplina e horário para este fim. Consultas foram realizadas ao Instituto de Identificação e ao Ministério da Educação sobre normas de validação de assinatura e rubrica, visando formalizar os requisitos para fins de registro e reconhecimento de documentação em geral. Organizou-se, então, uma forma de padronização de assinatura – um retângulo desenhado num papelão (Fig.01), para facilitar o movimento das mãos, estabelecendo limites e espaço. Segundo Izilda Maria de Campos, “o ensino da assinatura baseia-se em uma metodologia aberta, flexível e individualizada; por meio da qual se aprende a escrever o nome por extenso, a rubricar e a usar um marcador ou guia confeccionado para este fim. Consiste em uma interação dialógica, centrada nos conhecimentos prévios, interesses, motivações e experiências individuais na qual se valorizam a percepção tátil e a expressão corporal”.

projeto II
Fig.01 Retângulo no papelão usado para treino das assinaturas cursivas.

De acordo com as características pessoais, as atividades são definidas e modificadas para cada assinatura, conforme cada aprendente. Observe como funcionaram estas atividades exploratórias, visitando  a página 44, da Cartilha Atendimento Educacional Especializado. Assim, a descoberta da nova forma de assinar seu nome culminou no referido projeto, as assinaturas antes através de impressão digital, passam a ser assinadas de forma cursiva pelos aprendentes. Esta rica experiência foi demonstrada  através de alguns relatos:

“Auxiliar de biblioteca, solista de uma banda de música, 34 anos, divorciada, tem dois filhos, ensino médio. Relatou que há muito tempo despertou nela o desejo de aprender a assinar e, às vezes, ficava triste por ter uma formação, saber ler, escrever e, no entanto, constar na identidade um não assina.

“Auxiliar de secretaria, 23 anos, casada, mãe de dois filhos, ensino médio. Considera que aprender assinar é importante porque hoje em dia serve para tudo… Tendo um documento assinado posso ter conta corrente, cartão de crédito, fazer compras pelo crediário, assinar o ponto, enfim exercer a cidadania”.

Desta forma, o Projeto ASSINO EMBAIXO, valida  seu propósito e objetivo que vai além do simples ato de assinar. Ele exerce função social, pois resgata a autonomia, emancipação, fortalecendo a autoestima, afirmando e legitimando a cidadania.

Fica a Dica!

Profª da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia.

Josenir Hayne Gomes.

 

Fontes:

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf

http://www.bancodeescola.com/assino.htm

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* izilda@pbh.gov.br

izildamc@yahoo.com.br

Professora especializada na área de deficiência visual, trabalha no Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual de Belo Horizonte – CAP/BH.

Pedagoga, pós-graduada em Alfabetização: Interdisciplinaridade e construção.

Como Funciona a Memória RAM?

E aí, galera! Beleza?

Vocês sabem o que é a memória RAM?

Fig.1- Alguns tipos de memórias RAM - By KB Alpha - CC BY 3.0
Fig.1- Alguns tipos de memórias RAM – By KB Alpha – CC BY 3.0

A memória RAM é um componente que auxilia diretamente o processador no gerenciamento dos softwares que são utilizados no computador. A sigla RAM significa Random Access Memory (Memória de Acesso Aleatório) devido ao seu método de armazenamento que é feito aleatoriamente, para que os arquivos possam ser acessados de forma mais rápida quando solicitados por outro componente.

A memória RAM é uma memória volátil, ou seja, ela perde todos os dados quando o computador é desligado. Por isso, algumas pessoas reiniciam o computador quando ele apresenta lentidões ou travamentos, que podem ser causadas por congestionamento na memória RAM.

Fig.2 - Duas memórias RAM sobrepostas - By No machine - Public Domain
Fig.2 – Duas memórias RAM sobrepostas – By No machine – Public Domain

A capacidade da memória é medida em Bytes(B). Mas ao adquirir uma memoria RAM, é preciso além da sua capacidade, considerar também a sua velocidade para carregar e descarregar os processos. Essa velocidade é medida em Hertz(Hz). Portanto, quantos maior a capacidade da memória, mais programas podem ser abertos simultaneamente e quanto mais velocidade ela tiver, menor será e perda de desempenho nesse processo.

 

Então, é isso aí, galera! Lembrem-se: antes de adquirir uma memória, pesquisem bastante, avaliem a finalidade que dará ao computador e adquiram uma memória que se encaixe melhor ao seu uso!

Bons estudos! Até a próxima!

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Povos Indígenas e a Tecnologia

E aí, galera! Será que conhecemos mesmo os nossos povos?

Atualmente muitas pessoas ainda acreditam que os povos indígenas devem viver reclusos na mata, isolados da civilização e longe das tecnologias.

“Estar incluído nas novas tecnologias não altera em nenhum momento a identidade de nenhum povo, a identidade indígena continua viva e crescendo a cada dia. Identidade étnica não altera com sua profissão, ou com seu meio de comunicação. A identidade indígena está nos traços natos, nos ideais, na natureza está no dia a dia, está com cada um cidadão que faz parte dessa imensa família chamada indígena.” (Alex Maurício – ÍNDIO QUER SE CONECTAR E ENTRAR NA REDE, Publicado em: 28/06/2012)

Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.
Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.

A internet não torna os indígenas menos indígenas, ela da voz aos nossos povos a nível global, facilita a comunicação entre diversas aldeias, através da internet os povos indígenas podem ser ouvidos, podem fazer denúncias, podem compartilhar sua cultura. Não é preciso muitas pesquisas para perceber que eles já estão se apropriando das tecnologias, através de smartphones e computadores, com acesso internet, os índios perceberam que poderiam gerar seus próprios conteúdos digitais, e com isso diversos sites indígenas foram criados por eles, para que pudessem utilizar a internet para se comunicar, compartilhar a sua arte, história, música entre outros, e tudo isso sem a intervenção de terceiros, essas iniciativas devem ser incentivadas por todos nós, o conhecimento deve ser compartilhado sempre e dessa forma poderemos nos aproximar, conhecer e compartilhar cada vez mais a história dos nossos povos, contadas por eles mesmos.

Afinal a internet quando bem utilizada pode ser uma ferramenta muito poderosa de união e compartilhamento de ideias e ideais.

Alguns sites indígenas:

http://www.indioeduca.org

http://www.tupivivo.org/

http://radioyande.com

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

O Olhar Digital

Fig1: Binary-World
Fig1: Binary-World

E aí, galera! Será que estamos a sós na internet?

…Pois, em algum lugar,
Há sempre alguém a nos observar com atenção
Mesmo sem a gente saber
Ou sequer perceber, querer
Ou notar,
Diante de alguma tela indiscreta de observação!

Porque somos todos deuses e seus filhos
E independentes de escuridão ou brilhos,
Estamos todos numerados, rastreados,
Cadastrados,
fotografados…”

(trecho da poesia “Olhares Vigilantes do Sisttema” – Patrício Franco)

A poesia de Patrício Franco serve de alerta para as pessoas que utilizam a internet no seu cotidiano, de que “Há sempre alguém a nos observar com atenção, mesmo sem sequer perceber, ou notarpara no mostrar que, a cada link clicado, página acessada e conteúdo compartilhado, sem sequer notarmos, estamos sempre sendo observados. Nenhum dos anúncios e propagandas que aparecem para você são por acaso, todas são com base nos seus conteúdos acessados e é preciso ter muito cuidado e fazer um uso consciente da internet. Há sempre olhos curiosos nos observando a todo momento e tudo com a nossa autorização através de uma assinatura digital conhecida por muitos: “Li e aceito”. Muitas pessoas, simplesmente, ignoram o contrato e o assinam sem sequer ler, dando autorização ao uso indiscriminado de suas fotos, sua localização atual, a ativação da câmera do seu celular, entre outros, isso fica claro no trecho “independente de escuridão ou brilhos, estamos todos numerados, rastreados, cadastrados, fotografados…”

Independentemente da plataforma, seja através de um computador, smartphone ou tablet, basta uma conexão com a internet para cair na “grande teia mundial” e sermos observados a todo instante.

É preciso ler os termos de contrato para saber exatamente com o que estamos lidando. Precisamos ser mais criteriosos com o uso da internet, para mantermos nossas informações seguras.

É isso aí, galera! Todos juntos por uma internet mais segura e consciente.

Acessem também:

Dia Mundial da Internet Segura

Cartilhas da SaferNet

Gabriel Luhan

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Como foi o 4º Encontro Estudantil. Algumas opiniões.

Olá, galera! Beleza?

Estamos no terceiro e último dia do 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, na Itaipava Arena Fonte Nova, evento que, nesses três dias, proporcionou oportunidades para troca de saberes, conhecimentos e experiências de todos envolvidos.

A tônica do 4º Encontro Estudantil nos conduz para uma grande celebração do protagonismo juvenil vivenciada por estudantes e professores das escolas da rede estadual de ensino durante o ano letivo de 2015” (Site do 4ºEnconto Estudantil).

No áudio a seguir, ouça um pouco da opinião dos estudantes e visitantes do 4ºEE.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

3º Feira de Tecnologias Sociais no 4º Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Dandara Lopes

Fala, pessoal! Tudo bem?

Estamos no segundo dia do 4º Encontro Estudantil, na 3º Feira de Tecnologias Sociais da Educação Profissional da Bahia.

A Educação Profissional da Bahia proporciona uma exposição como mostra dos seus projetos de Tecnologias Sociais. Reunindo estudantes e professores de cursos técnicos de todas as regiões territoriais do estado. O destaque na reportagem é a estudante, Ana Clara Xavier, do Centro de Educação Profissional do Território Sertão do São Francisco que fica na cidade de Juazeiro.

No áudio a seguir, entenda mais um pouco sobre a 3º Feira de Tecnologias Sociais.

Confira:

A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Dandara Lopes. Foto: Raulino Júnior

Dandara Lopes tem 14 anos, é estudante do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Making of ou making off?

Engana-se quem pensa que as gramáticas podem deter a evolução natural das línguas. As normas que as regulam podem e devem retardar as alterações por um longo tempo, mas chegará o dia em que o uso livre, fluido e natural dos falantes baterá omartelo. Não sou contra as normas, pois sei que se elas não existissem, viveríamos perdidos, isolados pela provável falta de comunicação eficiente. Aliás, sobre isso, os meios de comunicação corroboram a manutenção da unidade linguística das nações, ainda que diversos sejam os falares numa mesma área geográfica. Assim, os jornais e novelas, televisados, radiofônicos ou impressos se espalham do Oiapoque ao Chuí, no nosso caso, garantindo a unidade e, por vezes, a diversidade, quando leva o “tu vai” pra quem diz “tu vais” e vice-versa. E seguimos na comunicação.

Quanto aos estrangeirismos, tupy or not tupy! (peço licença): os termos de fora vão virando futebol (in. football), encrenca (al. ein krank), detalhe (fr. détail), deletar (in. delete) e por aí vai. Afinal, ninguém tem a obrigação de dizer o que não se acomoda na articulação, nem de conhecer sobre tudo que venha de fora. Desse modo, alguns termos ainda não aportuguesados − ou preferíveis aos equivalentes na nossa língua − vão causando alguns transtornos. Por exemplo, o “ROM” de CD-ROM, que chegou com o informatiquês, se mistura com o “room” de “show room”, há mais tempo entre nós. Lembro-me de já ter sido corrigido, quando pronunciei corretamente [si.di.rom], como se eu tivesse cometido um crime. Cansado de lutar, cedi à pronúncia [se.de.rrum] da maioria, pra não parecer um ET, isso no finalzinho do século XX. Entre os falantes nativos de inglês, a diferença entre ROM (Read Only Memory) e room (sala, aposento) permanece. Por aqui, entre muitos, tanto faz.

E o making of?

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De modo análogo ao descrito para CD-ROM, já estamos acostumados a ver o termo off, tanto no liga-desliga dos aparelhos (on-off), quanto − e principalmente − nas liquidações dos shopping centers e nas propagandas impressas. Quem é que resiste a 70, 90% OFF?! Aí, na hora de grafar making of, pimba! Surge mais um “f”. Tá errado? Bem, os falantes da língua inglesa (nativos ou não), certamente, estranharão. Mas entre outros, está tudo bem. Com “f” ou “ff”, todo mundo sabe do que se trata. Outra possível explicação para o uso de off pode advir do sentido da partícula, que indica “separação”, “fora”. Assim, para alguns, se o making of serve para exibir o que ficou de “fora” do filme, então nada melhor do que a partícula off. Só que esse gênero pode também contemplar o que foi descartado, mas destina-se, principalmente, para os bastidores das filmagens, ou seja, o modo como tudo aconteceu, ou a “feitura de”, na tradução aproximada de making of. Para quem quiser se certificar do que é correto para os falantes do inglês, veja como o termo aparece nos links para os vários making of dos próprios estúdios americanos e ingleses. Verão que os “ff” vêm de produções brasileiras e que os anglofônicos grafam com um “f” só, já que com dois não faz sentido pra eles, quando aplicado aos “bastidores das filmagens”. Ademais, em inglês, existe a expressão make off que tem o sentido de “sair apressadamente” e que, com a preposição with, passa a ter o sentido de “furtar”, de acordo com o dicionário online Marriam-Webster (o link vai direto para o verbete).

Por fim, eis um trecho do que está posto no site da Veja, na coluna “Sobre Palavra”, de Sérgio Rodrigues:

[…] Os dois lados têm sua dose de razão. Seja como for, uma coisa é indiscutível: a degeneração ortográfica making off, que parece ser de uso ainda mais frequente do que a forma correta em nossa imprensa cultural, revela, esta sim, um traço constrangedor da macaqueação linguística – a ignorância alvar, a falta de juízo crítico. Se vamos ser anglófilos, que tal aprender um pouco de inglês, em vez de achar que dobrar consoantes é sempre mais chique? Processo de produção (making) de (of) um objeto cultural, é só disso que se trata. Making off – substantivação de to make off, “fugir, dar no pé” – seria no máximo algo como fuga. Fuja dele.

Geraldo Seara

Professor de Inglês da Rede Pública Estadual

Ouvindo com ciência

Por André Soledade*

O ouvido é o responsável pela captação do som no ambiente. Esse órgão fascinante é composto pelo ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno; que, juntos, convertem as ondas sonoras que se propagam pelo ar em impulsos elétricos que são decodificados pelo nosso cérebro e interpretados. Para entender o seu funcionamento, não basta ser um bom conhecedor da Biologia, são necessários sólidos conhecimentos de Física acústica e Matemática.

Vamos começar analisando a estrutura do ouvido e os fenômenos físicos que estão por trás da audição. Tudo começa pelo som emitido por uma fonte sonora, que não é nada mais do que uma agitação das partículas de ar ao nosso redor. Essa agitação é o resultado de uma vibração, que se transmite ao meio de propagação, provocando zonas de maior e menor compressão (zonas de rarefação) de partículas, originando uma onda sonora. O ouvido externo recebe estas ondas, encaminhando-as através do ouvido médio até ao ouvido interno. O tímpano, a pequena membrana que separa o ouvido externo do interno, vai, então, vibrar solidário com as moléculas do ar ao seu redor, transformando essas ondas em vibrações mecânicas que serão transmitidas para o interior da cóclea através dos três ossículos: martelo, bigorna e estribo, ligados em cadeia, entre o tímpano e a janela oval. Esses ossículos são responsáveis pela amplificação da intensidade das vibrações mecânicas do tímpano e podem aumentá-las em até 22 vezes, fazendo com que o estribo, menor osso que faz parte do conjunto de ossículos,   funcione como um êmbolo de um sistema hidráulico, deslocando o líquido no interior da cóclea e provocando a agitação necessária para que as células ciliadas do ouvido interno possam identificar as frequências do som, transformando-as em impulsos elétricos que são conduzidas pelo nervo auditivo até o nosso cérebro.

E a Matemática? Qual a sua relação com o nosso ouvido?

O som se caracteriza pela altura, intensidade, duração e timbre. E a Matemática está presente na característica do som que chamamos de volume ou intensidade sonora. O ouvido tem uma interessante característica. Quando dobramos a intensidade da fonte sonora, ele não percebe que o aumento foi em dobro, isso ocorre porque as respostas do nosso ouvido aos estímulos sonoros não são lineares, elas obedecem, na verdade, a uma escala logarítmica. Para compreendermos como isso ocorre, temos que entender o que é decibel (dB). Inicialmente, devemos esclarecer que o decibel não é uma unidade de medida nem tão pouco expressa a quantidade de volume. O dB é uma escala relativa, sem dimensão, que compara a intensidade de um sinal a uma referência. Assim, a intensidade sonora I é dada pela equação:

equação logaritmica

onde I0 é valor mínimo de intensidade de som, abaixo da qual é impossível ouvir algo, cujo valor é 10-12 W/m2, e I é a intensidade correspondente ao nível IdB.

Sendo assim, a sensibilidade do ouvido humano varia proporcionalmente ao logaritmo da variação física, e é por esta razão que devemos evitar o uso de fones de ouvidos intra-auriculares e se expor a fontes sonoras com intensidade muito elevada. O ouvido humano tolera de forma segura intensidade de som de até 85 decibéis (dB), ultrapassar esse nível pode ocasionar perda auditiva progressiva e levar o indivíduo a surdez permanente.

Ficou curioso? Quer saber mais? Então, não perca tempo! Acesse:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3696

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3588

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/313

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/1566

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* Professor da Rede Estadual de Ensino

Invenções Africanas

E aí, galera! Beleza?

Como vocês devem acompanhar na mídia, muito do que se fala sobre a África é a respeito de seus problemas , mas acabam esquecendo de falar sobre suas vitórias e sobre tudo que é criativo e construtivamente produzido pelos povos deste continente. Por isso, resolvemos compartilhar alguns inventos tecnológicos africanos que quase ninguém conhece.

padO camaronês Marc Arthur Zang Adzaba criou o Cardiopad, um “tablet” capaz de realizar exames cardiológicos como o ECG (eletrocardiograma), visando atender à população rural onde tais exames não podem ser feitos devido a falta de hospitais e da distância do centro. Está disponível, inicialmente, apenas em Camarões.

 

Carregador

E que tal recarregar o celular ao andar? Pois essa foi oi a ideia do queniano Anthony Mutua, que criouum carregador que utiliza chip’s ultra-finos de cristal, que são acoplados na sola dos sapatos, para que a medida que você caminhe gere eletricidade através da pressão dos pés.

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A TAC (Tomografia Axial Computadorizada), conhecida no mundo inteiro para realização de tomografias computadorizadas, é utilizada em hospitais de todo o mundo. Foi desenvolvida no Reino Unido, na Universidade de Tufts, pelo sul-africano e físico Allan Cormack e pelo britânico Godfrey Hounsfield, que receberam o prêmio Nobel de fisiologia/medicina em 1979.

cell-phonerTem também o “Please call me service”(“Serviço de ‘me ligue por favor’”). Sabe aquela mensagem que a operadora nos oferece de graça dizendo pra retornarem a ligação após uma ligação sem sucesso por falta de crédito? Pois é, ela começou na África, não se sabe ao certo quem a inventou, mas sim que foi criada por um funcionário da Vodacom ou da MTN, na África do Sul.

5868318012_2f367c20f5_mO M-Pesa, que significa dinheiro móvel, é um serviço criado para as operadoras Safaricom e Vodacom para pagamento, transferência e levantamento de dinheiro, e também para a compra de créditos pelo celular, disponível atualmente no Quênia, Tanzânia, Índia, África do Sul, Afeganistão, Moçambique e Egito.

 

20140918155351_dbarquivosO mais recente é a impressora W.Afate, feita inteiramente de material reciclável, desenvolvida pelo togolês Kodjo Afate Gnikou. É a primeira impressora 3D feita de material reciclável do mundo, utilizando o lixo eletrônico do lixão de Lomé, feita para suprir necessidades da população, já que pode servir para a criação de utensílios domésticos, brinquedos, próteses, ferramentas, entre outros. Gnikou está recebendo doações para desenvolvimento em larga escala da W.Afate, para que mais pessoas tenham acesso ao produto.

E vocês já conheciam alguma dessas invenções? O que vocês acharam delas? Como podemos ver, há muita informação que não nos é passada referente a África, não só em questões tecnológicas como também sociais. Pesquisem e se aprofundem no assunto, conhecimento nunca é demais. Se você conhecer tecnologias não citadas na postagem, é só compartilhar pelos comentários.

Abraço!

Vídeo de apresentação da W.Afate – http://www.youtube.com/watch?v=ffXsCCo8OCw

Escrito na pele

Olá, pessoal! Tudo bem? Uma das características mais evidentes entre os povos indígenas é o uso de pinturas pelo corpo. Essas pinturas são parte da identificação e representação cultural de cada povo. Elas são carregadas de valores simbólicos e representativos, que se distinguem de uma cultura para outra. Entretanto, é possível relacioná-las à atualização e manutenção da cultura, evitando a extinção de seus valores.

Será que as pinturas dos povos indígenas têm apenas significados estéticos? O que elas representam?

EtniaTupinambá de Olivença. (Foto: Peterson Azevedo)

O grafismo, como é chamada a pintura sobre o corpo, pode expressar uma série de informações sobre rituais, sistemas de hierarquias, tempos de caça, pesca ou coleta, atribuições dos indivíduos, encerramento ou iniciação numa determinada fase da vida, obrigações e etc. Funcionando como forma de expressão, as pinturas também podem ser consideradas como um sistema de escrita, uma vez que comunica e transmite conhecimento.

Ao estudar a etnia Tapirapés, no estado do Mato Grosso, o professor Vandimar Marques Damas, mestre em Cultura Visual, identificou que, nesta cultura, o grafismo serve para indicar “os indivíduos pertencentes aos grupos de caçadores e dos coletores dentro da aldeia, indica a idade de uma pessoa, e estabelece distinções desde a identificação de aspectos físicos, como uma gravidez, até a função que uma pessoa exerce na aldeia, como a função do pajé. Ademais, os estilos de grafismo também indicam o tipo de ritual ou a atividade que será realizada, se é caça ou pesca ou mesmo uma preparação para a guerra”.

É importante ressaltar que estes grafismos não são produzidos com tintas industriais. Na verdade, a matéria-prima principal são materiais e substâncias encontradas na natureza, como jenipapos, urucum, carvão e outros. De acordo com informações do site Índio Educa, o jenipapo é retirado verde e o líquido é extraído. Quando entra em contato com a pele, se transforma numa tinta preta que pode ficar na superfície epitelial por até duas semanas.

Assim como a técnica do grafismo, as culturas dos povos indígenas são ricas e diferentes, pois cada uma possui sua própria identidade. Até o nosso próximo encontro!

Fontes: UFGUNICAMP, INDIOEDUCA  e OcaDigital