Rede Anísio Teixeira é vencedora em duas categorias do Prêmio ARede Educa 2016

Olá, pessoal!

É com grande felicidade que nós, Educadores e Educadoras da Rede Anísio Teixeira, compartilhamos com vocês essa importante conquista. O nosso Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres da Rede Pública Estadual da Bahia (Rede Anísio Teixeira) foi vencedor em duas categorias do Prêmio ARede Educa 2016. Fomos premiados, em 2º lugar, na categoria “Mídias Sociais”, com o Blog do Professor Web e da Professora Online; e também em 2º lugar, com o Ambiente Educacional Web, na categoria “Plataformas EducacionaisAlém disso, fomos um dos finalistas do Prêmio Especial REA. Todos os vencedores do Prêmio integram o Anuário ARede 2016-2017.

Fig.1: 8º Anuário AREDE 2016-2017. Imagem: captura de tela do site da revista ARede.

Fig.1: 8º Anuário AREDE 2016-2017. Imagem: captura de tela do site da revista ARede

Esse é um importante reconhecimento ao trabalho que estamos realizando na Rede Pública de Educação do nosso Estado. A revista ARede é uma das principais publicações brasileiras na área de Tecnologias Educacionais e Recursos Educacionais Abertos. A comissão avaliadora do prêmio foi composta por profissionais e acadêmicos reconhecidos na área e todos os vencedores são instituições de importante relevância nesse cenário.

A maioria das instituições premiadas está nas regiões urbanas e ricas, predominantemente do sul e do sudeste. São centros universitários de excelência, instituições privadas ou públicas beneficiadas por parcerias de peso. O fato de não estarmos enquadrados nessas categorias, engrandece ainda mais esse reconhecimento.

Somos uma instituição pública, formada por professores e professoras, que se dedica a atender ao seu público da melhor forma, com compromisso, qualidade e respeito. Que acredita no potencial dos professores, estudantes e comunidade escolar; na força da colaboração e na liberdade do conhecimento.

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Fig. 2: Educadores e educadoras da Rede Anísio Teixeira. Foto: Unidade de Comunicação/IAT/SEC

Agradecemos e parabenizamos a todos e todas que contribuem e contribuíram, direta e indiretamente, para a construção desses oito anos da Rede Anísio Teixeira!

Educadores e Educadoras da Rede Anísio Teixeira

O Programa Rede Anísio Teixeira é desenvolvido pelo Instituto Anísio Teixeira e pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, desde 2008.

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Um Ser de Luz…

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Fonte: Wikipedia

Num universo com turbilhões de informações e acontecimentos se torna cada vez mais desafiador ser estudante, ao tempo em que se torna mais e mais necessária a compreensão do mundo em que vivemos através do conhecimento construído no espaço escolar. O aluno,  (do latim alumnus, alumnié) ou discente é o indivíduo que recebe formação e instrução de um ou vários professores ou mestres para adquirir ou ampliar seus conhecimentos. No entanto, se estamos querendo dizer de alguém capaz de guiar seus passos para sua construção pessoal (quiçá profissional) podemos chamar este ser de Estudante. Ele é, sim, um ser de luz, pois, através dele, fatos e coisas são elucidados pela sua curiosidade e vontade de desbravar outros mundos. Como chamar   esse ser de pessoa sem luz? Como disse Paulo Freire

O aluno não é uma folha de papel em branco onde o professor irá escrever novos conteúdos”, ele traz consigo o interesse pelas coisas e nós professores devemos agir como mediadores para que essa busca da aprendizagem se dê de forma significativa. 

Existe uma esperança de que um dia esse 11 de agosto, quando se comemora o dia do Estudante, seja de celebração na escola e que o estudante esteja lá mesmo, no seu espaço de trabalho e convivência, faça questão de lá estar, comemorando um dia de mais aprendizado e não que se faça deste um dia de “bônus” por não estar ali dentro do espaço onde aguça a sua curiosidade que é a Escola ou qualquer outro lugar que traga essa experiência. O espaço do conhecimento tem que ser um local acolhedor e atrativo fazendo com que este estudante queira estar ali da mesma forma que queria estar numa praia, cinema, festa por exemplo. É equivocado o pensamento de descanso da escola, pois, se é um local alegre não pode ser motivo de distanciamento.

Salve o Estudante!!!

Que esse ser sempre nos ilumine com suas ideias e descobertas

Nildson B. Veloso

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Educação não é privilégio! É direito!

Há algumas instituições que levam o nome de um grande filósofo e educador baiano nascido em 1900. Na sua cidade natal, Caetité é feriado dia 12 de julho. Vou te dar umas dicas pra ver se você acerta quem ele é!

O contexto histórico e os momentos mais significativos da trajetória dele em prol da educação brasileira ocorreram entre os anos de 1924 e 1964. Foi um período de profundas  transformações sociais, na ciência, na economia, na política, na educação, na moral e nos costumes. Ocorreram grandes mudanças, gerando inquietações e luta pela emancipação econômica e cultural do país. Buscavam-se as raízes da identidade e cultura brasileiras, “manifestadas através de todo um conjunto de esforços empreendidos para a superação dos problemas econômicos, educacionais e sanitários que afetavam a população de um vasto território, através de um projeto de transição para a modernidade que fosse capaz de promover a democracia social, de romper com a dependência econômica e cultural externa e de reconstruir a sociedade brasileira através da educação.” (SCHIMID, 2016)

Demerval Saviani tem uma síntese bem interessante sobre  ele:

“Educador progressista; discípulo de Dewey; admirador da cultura e educação americanas estava atento às condições brasileiras e não transplantava, simplesmente, o sistema americano e não encarava de forma romântica os princípios da educação renovada disseminadas pelo movimento conhecido por ‘escolanovismo’ (SAVIANI, 2002, p. 2).

Ele, que na adolescência pensou em seguir a vida religiosa, se formou em Direito em 1922 e revolucionou a educação nos anos 30 no Brasil. Mesmo na adversidade, pois se dependesse de seu pai, um abastado médico, fazendeiro e político, o rapaz franzino seguiria carreira político-partidária. Mas ele escolheu ir para uma área sem glamour e com poucas perspectivas de atividade profissional . Até hoje a educação tem pouco reconhecimento social e não conta com o status que deveria ter, não é mesmo?

Ele foi amigo de Monteiro Lobato e Fernando de Azevedo,  participando ativamente do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova  em defesa do ensino público, gratuito, laico e obrigatório. Foi um dos precursores da Escola Nova no Brasil, cujo foco era o desenvolvimento do intelecto e a capacidade de julgamento em detrimento da memorização.

Quando recebeu um convite para ser  Inspetor-Geral do Ensino na Bahia, um cargo que equivale hoje ao de Secretário da Educação, ele tinha apenas 24 anos! E foi aí que ele se envolveu de forma intensa e definitiva com a educação. Viajou pela Europa em 1925 para  observar os sistemas de ensino da Espanha, Bélgica, Itália e França. Também foi duas vezes aos Estados Unidos entre 1927 e 1929. O modelo da escola progressiva americana  era tido na época como altamente inovador e tinha por alicerce a teoria educacional de base científica e experimental do filósofo pragmatista  John Dewey, que o influenciou bastante. De volta ao Brasil, foi nomeado diretor de Instrução Pública do Rio de Janeiro, onde criou entre 1931 e 1935 uma rede municipal de ensino que ia da escola primária à universidade.

Ele ocupou vários cargos políticos, propôs uma reforma educacional e fundou  de escolas a universidades. Aqui em Salvador, fundou em 1950 o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, a famosa  Escola Parque. Implantou a educação em tempo integral, algo que ainda não se estabeleceu totalmente, mas serviu de modelo para os CIAC’s (Centros Integrados de Atendimento à Criança) e CIEP’s (Centros Integrados de Educação Pública) atuais.

escola parque

Fig 1. Escola Parque de Salvador, em 1950: projeto  piloto de ensino integral. Fonte: Wikipedia.

Foi perseguido pela Ditadura Vargas, acusado de ser comunista. Sua atuação no Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, valorizava a pesquisa educacional, sendo considerada tão significativa quanto a Semana da Arte Moderna ou a fundação da Universidade de São Paulo. Morreu de forma misteriosa, caindo no fosso do elevador de seu prédio no Rio de Janeiro. Tinha 71 anos…

A essas alturas você já sabe de quem estamos falando?

Anísio-Teixeira

Fig 2. Anísio Teixeira. Fonte: Wikipedia

Anísio Teixeira foi um missionário da educação! E seu pensamento, mesmo nos dias de hoje ainda é revolucionário. Pense nos desvios de dinheiro público e no sucateamento das escolas públicas na atualidade…. Agora leia o que ele disse no passado: “Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais, sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras”. É claro que ele incomodou muita gente, desde a sociedade tradicional e oligárquica do Brasil até a igreja católica, que nos anos 50 exercia pressão sobre o governo. Afinal, ele era “contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância. “

Ele acreditava na utopia “que não aceita seres humilhados, diminuídos, amputados. A pedagogia mais próxima da utopia é a que coloca à disposição do ser humano toda a cultura humana.” (TEIXEIRA apud NUNES, 2001, p.15) Percebia a escola enquanto espaço democrático, capaz de promover “uma educação em mudança permanente, em permanente reconstrução”.  Para ele a escola deveria ser como uma réplica e miniatura da sociedade democrática, capaz de produzir indivíduos orientados para a democracia, e não para a dominação ou subordinação; para a cooperação, em vez da competição; para a igualdade, e não para a diferença. “A escola tem de se fazer prática e ativa, e não passiva e expositiva, formadora e não formalista. Não será a instituição decorativa pretensamente destinada à ilustração dos seus alunos, mas a casa que ensine a ganhar a vida e a participar inteligente e adequadamente da sociedade.” (TEIXEIRA, 1953)

E ele realizou  mudanças e conduziu uma grande reforma educacional a partir dos anos 30. Defendia uma escola para todos. Com espaços escolares modernos, com laboratórios, bibliotecas, espaços de lazer, com uma carga horária integral e uma formação abrangente para a vida. Também  defendia a pesquisa e melhores condições de trabalho para os professores. O papel político e social da escola era bastante destacado em seu pensamento. E essa escola nova precisava acompanhar as mudanças dessa sociedade em constante mutação. Assim, ele afirmou que : “Dada a extensão e a desigualdade de ritmo das mudanças que sofre a nossa sociedade, a escola deverá ser flexível e adaptável, a fim de poder tomar conhecimento de todos os aspectos dessas mudanças e de obter o maior grau possível de consciência – condição primária para a integração e coesão sociais.” (TEIXEIRA, 1952)

A importância da obra e ações de Anísio Teixeira são imensuráveis! Sugerimos que leia seus escritos, conheça seu pensamento revolucionário. Estão todos disponíveis na Biblioteca Virtual Anísio Teixeira.

Quer um cordelito sobre ele e também sobre a Rede Anísio Teixeira? Vou só colocar umas estrofes pra você conhecer!

O senhor Anísio Teixeira
Cabra retado vou te contar
Nascido em Caetité
A educação quis transformar
Professor, doutor e jurista
Sem ter fama de artista
Na Bahia fez seu lugar

 Para saber mais, recomendamos os seguintes vídeos:

Fig. 3 Instituto de Educação Anísio Teixeira – Caetité

Escola Parque – Caixa D’Água http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3818
Anísio Teixeira: educação não é privilégio http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2830
Educadores – Anísio Teixeira http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3968

E para acessar na integra os textos que consultamos é só se ligar na bibliografia!

Anísio Teixeira. Notas sobre a educação e a unidade nacional. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Rio de Janeiro, v.18, n.47, jul./dez. 1952. p.33-49.

Anísio Teixeira. Romper com a simulação e a ineficiência do nosso ensino. Formação. Rio de Janeiro, v.16, n.176, 1953. p.11-16.”Romper com a simulação e a influência do nosso ensino”¨

Clarice Nunes. Anísio Teixeira: a poesia da ação. In: Revista Brasileira de Educação. São Paulo: Ed. Autores Associados, nº 16, jan., fev., mar., abr. 2001,

Demerval Saviani. Sobre a atualidade de Anísio Teixeira. In: SMOLKA, Ana Luiza Bustamante e MENEZES, Maria Cristina (orgs.). Anísio Teixeira – 1900- 2000: provocações em educação. Campinas-SP: Ed. Autores Associados, 2000.

Ireneu Aloisio Schmid. ANÍSIO TEIXEIRA E SUA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO Disponível em: http://revistas.fw.uri.br/index.php/revistadech/article/viewFile/253/464.Acesso em: 06 jul 2016.

Lucita Brisa. Anísio Teixeira. Disponível em: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/anisio-teixeira-306977.shtml. Acesso em: 06 jul 2016.

 

Guel Pinna

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Oxe! Forró é For all?

FOR-ALL-FORRO

Fig. 1: Ilustração feita por Josymar Alves

Oxente! É São João! Vou aquecer essa indagação no calor de uma fogueira, ao som da zabumba do Rei do Baião! Aliás, assim ele já cantava a composição de José Batista e Antônio Barros:

“ Reinado, coroa
Tudo isso o baião me deu
Estrelas de ouro
No meu chapéu
Roupa de couro e gibão
Como um milagre caído do céu…”

selo_luiz_gonzaga-02Fig.2 Selo produzido pelos Correios em homanagem a Luiz Gonzaga no ano de 2012

Mas, a propósito! De onde vem a expressão for all? Bem… muitos tentam explicá-la, até mesmo Geraldo Azevedo em sua canção “For All Para Todos”, mas a verdade é que, segundo a pseudoetimologia a palavra forró resultaria da expressão inglesa for all (para todos). Seria essa a explicação? Ficou curioso(a) para saber mais? Segundo estudiosos, é resultante da corruptela da palavra francesa faux-bourdo. De acordo com o gramático e filólogo Evanildo Bechara é a redução de “forrobodó” ou, simplesmente, forró. Originário das festividades europeias, acabou sendo incorporado à cultura brasileira na qual o Nordeste é sua maior manifestação.

De onde veio ou não, o que importa é que muito do nosso forró veio do Gonzagão! Aliás, você sabia dessa? Assista ao vídeo e confira:

E não há forró que se preze, sem ele. Portanto, convido a todos para fazer um retorno ao passado com o saudoso Luiz Gonzaga, “The King of Baião”. Enquanto aprendemos sobre a vida dele, vamos revisar o Simple Past (Regular Verbs) tempo verbal bastante utilizado na língua inglesa. Esse ícone da cultura nordestina cuja “Asa Branca” alçou voo ganhou versão em inglês com o Forro in the Dark / David Byrne. Busque o vídeo e tire suas conclusões!

Here we go!

A formação do Simple Past (Regular verbs) é muito simples. Vejamos algumas regras! É necessário acrescentar o ED ao final do verbo sempre que ele for regular na forma afirmativa. Essa é a regra geral!

Luiz Gonzaga learnED to play accordion at very early age.

The singer mentionED different rythms and musical fusions like xote, baião, xaxado and others.

Gonzaga recordED Baião in 1946.

Com os verbos terminados em “E”, acrescentamos apenas o “D” :

The King of Baião admireD his people and his culture.

He promoteD northeastern music throughout Brazil.

Luiz Gonzaga and Humberto Teixeira composeD “Asa Branca” in 1947.

The King of Baião receiveD the Shell prize for Brazilian Popular Music in 1984.

He died in 1989.

Remember! Para negar ou interrogar é necessário utilizar o verbo auxiliar DID e manter o verbo principal na sua forma original. Vejamos um exemplo na forma interrogativa!

Luiz Gonzaga createD a new style of Brazilian folk music.

DID Luiz Gonzaga create a new style of Brazilian folk music?

Então… So easy! Não é mesmo? Para aprender mais veja no nosso Ambiente Educacional Web, acessando o link:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4242

Well… Forró or For all, enjoy yourself! Porque sendo inglês, francês ou  português  o bom mesmo é a comemoração e : Viva São João!

 Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Parabéns, Salvador!

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Fig.1:Josymar Alves

Tudo começou quando Tomé de Souza aqui chegou

e no Porto da Barra desembarcou

Rei de Portugal governador-geral o nomeou

e do espaço geográfico se apossou

Que beleza! Aqui a fez “cidade-fortaleza”

Muitos índios, portugueses encontraram e, durante séculos

marcam presença, são os Tupinambás de Olivença

símbolo de luta e resistência

Eis Salvador, construída com muito labor

Ótima localização, a exportação impulsionou

os escravos que aqui aportaram muito cultivaram

do açúcar, fumo, algodão, criação de gado o Recôncavo era a região

Boa não era a situação, pois havia exploração

Poeta baiano quis acabar com a escravidão

morreu com pouca idade

mas com muita sensibilidade a essa gente falou

Castro Alves, “Poeta dos Escravos”, alguém o nomeou

Oh, Salvador, muita história e muita dor

na ladeira do Pelô muito escravo chorou

da capoeira ao chicote, povo forte

que desce e sobe ladeiras

assim faziam as lavadeiras

com  tanto encanto e tanta fé de buzu ou a pé

da Praça da Sé ao Abaeté

Na capital baiana, muita baiana tem

com seus quitutes no tabuleiro, pé de moleque ou acarajé

em cada esquina seu cheiro

todo mundo bem quente quer, na pimenta-de-cheiro

Olodum no baticum e a Timbalada comanda a balada

Cidade up and down, terra do famoso Brown, abriga festa sem igual

We are Carnaval, caldeirão musical

Como já dizia Ubaldo Ribeiro, na Bahia de meu Deus

que muito divulgou esse povo brasileiro

Lido e admirado também foi Jorge Amado

escritor de “prestígio” no estrangeiro

Soteropolitano, soteropolitana

Não só de coco e acarajé vive essa gente de fé

Terra quente, que aquece o coração dessa gente

Cidade de mar e sol no Farol, um convite ao pôr do sol

História de um povo merece atenção

reconhecer a identidade, assim fez a Unesco

parte de Salvador: Patrimônio da Humanidade

Rede Anísio veio avisar, seja escritor, agricultor ou professor

aqui moram tantos em Salvador que 2016, mais um ano fez!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

Radiola PW: a Mulher Pode Ser, Fazer e Acontecer

Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher. Uma data simbólica, mas que não deve ser o único mote para reflexões acerca da presença da mulher na nossa sociedade. Atualmente, discussões voltadas para o empoderamento feminino e contra o machismo são feitas em todos os lugares, principalmente na internet, através de suas redes sociais. O debate é acirrado. Alguns depoimentos são repletos de equívocos e de radicalismos; outros, bastante pertinentes e enriquecedores. Contudo, o fato de as pessoas estarem refletindo sobre a questão, já é um ponto positivo diante do histórico ignorante, descabido e manipulador de subjugação feminina.

Fig. 1: o Dia Internacional da Mulher é todo dia. Imagem: Josymar Alves

Fig. 1: o Dia Internacional da Mulher é todo dia. Imagem: Josymar Alves

Em 1982, no disco Caminhos do Coração, o cantor e compositor Gonzaguinha deu um recado contra essa ideia e mostrou o quanto a mulher é dona de sua própria vida e de suas vontades. A música Ser, fazer e acontecer é uma obra que parece ter sido feita hoje, de tão atual. Na canção, o eu lírico é feminino e já começa o discurso criticando a “dona moral”: “Que uma mulher pode nunca nada/Isso eu já sei/É o grito da dona moral/Todo dia no ouvido da gente”. Mas o grito da dona moral não surte efeito, a independência feminina é reiterada nos seguintes versos: “E meu caminho eu faço/Não quero saber que me digam dessa lei”.

A música, além de mostrar que a mulher é quem decide o seu destino, clama pela igualdade de gênero, uma vez que ninguém deveria ter privilégios na sociedade por ser isso ou aquilo: “É que sinto exatamente/Aquilo que sente qualquer um que respira/Uma perna de calça/Não dá mais direito a ninguém/De transar o que seja viver”. Esses versos, em especial, nos remetem ao que diz um dos artigos da Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006: “Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”.

No desfecho, o compositor deixa bem evidente um traço da personalidade do eu lírico da canção: é uma mulher forte, obstinada e que não aceita viver de forma subserviente. Os dois últimos versos trazem uma afirmação que reforça essa maneira de viver: “Que uma mulher pode nunca é deixar/De ser, e fazer e acontecer”. Ou seja, a mulher é livre para fazer o que quiser, quando e como quiser. Quem tem o direito de tolher as suas vontades? Fica a indagação.

Abaixo, segue a letra da canção. Você pode ouvir o áudio no site oficial de Gonzaguinha.

Ser, fazer e acontecer

(Gonzaguinha)

Que uma mulher pode nunca nada/Isso eu já sei/É o grito da dona moral/Todo dia no ouvido da gente/É que eu estou pela vida na luta/Eu também sei/E meu caminho eu faço/Nem quero saber que me digam dessa lei/Porque já sofri, já chorei, já amei/Vou sofrer, vou chorar e voltar a amar/Porque já dormi, já sonhei e acordei/E vou dormir, vou sonhar, pois eu nunca cansei/É que sinto exatamente/Aquilo que sente qualquer um que respira/Uma perna de calça/Não dá mais direito a ninguém/De transar o que seja viver/E por isso eu prossigo e quero e grito /No ouvido dessa tal de dona moral/Que uma mulher pode nunca é deixar/De ser, e fazer e acontecer

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

2016 – Sonhos, colaboração e muito aprendizado!

Olá, pessoal!

Queremos compartilhar com vocês a alegria de termos passado todo ano trocando informações e somando conhecimentos.

Desejamos que todos/as continuem interagindo em nossas mídias, que essas despertem e agucem criticamente, cada dia mais, a curiosidade inerente a cada um/a, pois acreditamos que um mundo de possibilidades se revela para aqueles/as que buscam, no direito de aprender, a base para transformação do meio em que estão inseridos/as e evolução pessoal.

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Colocamo-nos à disposição e temos plena certeza de que é por meio de nossa interação que nascem os sonhos e ideias. Com o esforço mútuo conseguimos construir, inovar e vencer todos os impedimentos.

“Sonho que se sonha junto é realidade.”

(Raul Seixas)

Excelente 2016, comunidade escolar!