Praças da Ciência

Olá, pessoal. Tudo bem!

Vocês já visitaram uma ‘Praça da Ciência’? Hoje vamos falar sobre esse importante equipamento montado em vários municípios baianos, inclusive em Salvador.

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O ‘Praças da Ciência’ é um projeto implantado pela Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia com o intuito de incentivar a popularização da ciência. Para potencializar a construção de novos saberes pelos visitantes das praças, o projeto conta com a parceria do Programa de Ciência, Empreendedorismo e Inovação da Bahia, da Secretaria da Educação do Estado e com as prefeituras dos municípios onde foram implantadas.

A proposta das Praças da Ciência é implantar experimentos em praças públicas de 40 municípios, contendo oito brinquedos lúdicos (balanços de comprimentos diferentes, alavanca, cadeira giratória, conchas acústicas, bicicleta geradora de energia, harpa de tubo, basquete giratórios e gangorras de braços diferentes), figura abaixo, objetivando a democratização e educação em ciência e tecnologia que atraiam a atenção, principalmente, de crianças e adolescentes, promovendo a exploração ativa, o envolvimento pessoal, a curiosidade, o uso dos sentidos e o esforço intelectual, de forma lúdica e divertida, que gerem o interesse pela Ciência e Tecnologia.

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As Praças da Ciência começaram a ser implantadas no final de 2014 e pretende alcançar 40 municípios baianos. Até agora, vinte e seis já foram inauguradas, oito estão em obras e seis ainda serão implantadas, segundo informações da SECTI. A Praça da Ciência, localizada aqui no Instituto Anísio Teixeira, já está pronta, aguardando apenas sua inauguração. Clique aqui e veja lista dos municípios.

Visite a Praça da Ciência da sua cidade! Antes, porém, acesse a Cartilha ‘Práticas para compartilhar: Praças da ciência – Estudante’, e saiba a composição dos equipamentos, os conceitos explorados, como utilizar cada um deles e sua aplicação no nosso cotidiano. Então, divirta-se e perceba que Educação e Tecnologia estão de mãos dadas!

Um abraço e até mais!

Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

REFERÊNCIAS

AMBIENTE EDUCACIONAL WEB. Práticas para compartilhar – Praças do Conhecimento. Disponível em: <http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/6472>. Acesso em 06/06/2017, às 14h00.

EDUCADORES. IAT e Secti formam professores para uso das Praças da Ciência. Disponível em:<http://educadores.educacao.ba.gov.br/noticias/iat-e-secti-formam-professores-para-uso-das-pracas-da-ciencia>. Acesso em 06/06/2017 às 15h00.

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO. Práticas para compartilhar: Praças do Conhecimento – Estudantes. Disponível em: <http://www.secti.ba.gov.br/arquivos/File/EDITAIS/praca.pdf>. Acesso em 06/06/2017, às 14h00.

Raios!

Chuva forte, ventos, raios e trovões compõem um cenário que inquieta muita gente! Antigamente, e ainda hoje, não é raro deparar-se com pessoas que, durante a ocorrência de tempestades, cobrem todos os espelhos com toalhas e lençóis, guardam todas as tesouras e facas da casa, de forma a evitar a sua exposição. Isso porque, segundo o conhecimento popular, esses utensílios têm a propriedade de atrair raios.

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Disponível em pixabay, acessado em 16/06/2017

Os mitos acerca dos raios e trovões não são de hoje, datam de períodos muito antigos. Os babilônicos, por exemplo, acreditavam que o deus Adad carregava um bumerangue em uma das mãos, que quando lançado, provocava o trovão. E, na outra mão, empunhava uma lança, que, quando arremessada, produzia os raios. Já os gregos acreditavam que os raios eram lanças forjadas por gigantes ciclope . Segundo a mitologia, eles trabalhavam como ferreiros, fabricando-as, para que Zeus, o rei dos deuses, as atirasse sobre os homens pecadores e arrogantes.

A partir do século XVIII, os raios começaram a ser compreendidos sob o ponto de vista da ciência. Os primeiros estudos sistemáticos foram realizados em 1752, em Paris, por Thomas François Dalibard. Ele suspeitava que os raios estivessem associados à eletricidade estática e, por isso, se propôs a subir no alto de uma montanha durante uma tempestade, onde colocou uma haste metálica isolada do chão e logo em seguida, utilizando os dedos, verificou que pulavam faíscas em direção a eles. Comprovando, assim, a natureza elétrica das descargas atmosféricas. Posteriormente, várias experiências foram feitas, sendo a mais conhecida a realizada pelo americano Benjamin Franklin. Segundo a história, Franklin empinou uma pipa num dia de tempestade e observou que faíscas pulavam de uma chave amarrada próximo da extremidade da linha à sua mão. Confirmando aquilo que Tomas François já havia constatado no seu experimento.

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Disponível em pixabay, acessado em 16/06/2017

Hoje, sabemos que os relâmpagos têm a sua origem na eletrização das nuvens, gerando, assim, campos elétricos intensos; que, quando atingem níveis críticos, quebram a rigidez dielétrica do ar, possibilitando a descarga elétrica entre nuvens ou entre as nuvens e o solo. Essas descargas provocam o aquecimento abrupto do ar que se expande, gerando os estrondos que conhecemos como trovão. Apesar de se tratar do mesmo fenômeno, percebemos o trovão e o relâmpago em momentos distintos. Isso ocorre porque o som e a luz possuem velocidades diferentes. Como sabemos, a luz (300.000.000 m/s) é muito mais rápida que o som (340 m/s), por isso é percebido muito antes, ocasionando a falsa sensação de que se tratam de fenômenos diferentes.

Por mais bonitos e atraentes que sejam, os relâmpagos representam um grande perigo. Isso porque, ao atingir o corpo humano, a corrente elétrica gerada por eles pode causar queimaduras, parada cardiorrespiratória e o óbito do indivíduo.

Os raios têm uma probabilidade maior de atingir os pontos mais altos, locais descampados, piscinas, praias, campos de futebol e árvores isoladas. Assim, durante uma tempestade, deve-se evitar esses locais. Caso esteja dentro de um veículo, evite sair dele. O carro é o local mais seguro para se abrigar dos raios. Ele funciona como uma gaiola de Faraday, anulando o campo elétrico no seu interior. E, finalmente, não precisa mais cobrir os espelhos de casa! Eles não atraem os raios! Até hoje, não foi encontrada nenhuma relação entre eles, até porque o espelho é feito de vidro, material que não conduz bem a eletricidade, logo não oferece nenhum perigo. Já os metais, principalmente os pontiagudos, devem ser evitados, já que eles são bons condutores de eletricidade. Por medida de segurança, desligue os eletroeletrônicos e evite fazer ligações no telefone fixo!

Aprenda mais sobre os raios, acessando agora o Ambiente  Educacional Web!

Referências:

INSTITUTO DE FÍSICA DE SÃO CARLOS. Eletricidade prejudicial ou fundamental?. Disponível em: <http://www.ifsc.usp.br/index.php?option=com_content&view=article&id=926:desvendando-raios-eletricida-prejudicial-ou-fundamental&catid=7:noticias&Itemid=224>. Acesso em: 13 de junho de 2017.

 

 

Por trás de uma grande mulher….

 Em 1948, morria sozinha e desconhecida em Zurique, Mileva Maric. Poucas histórias no mundo científico seriam tão dolorosas e injustas como a dela!  Uma mulher brilhante, com pensamentos e atitudes muito além do seu tempo!  Nascida num período em que as mulheres eram responsáveis pela criação dos seus filhos e pela manutenção da casa, Mileva, diferentemente das demais, tinha outros anseios. A sua vocação para os estudos, e seu interesse por temas relacionados à Física e à Matemática, levaram o seu pai a pleitear uma permissão especial para que ela estudasse numa Escola Secundária, que, na época, era apenas para homens. No Outono de 1896, ela ingressou no renomado Instituto Federal Suíço de Tecnologia -ETH, em Zurique, onde iniciou os seus estudos de Física. Era a única mulher numa turma de seis alunos, e a quinta mulher a fazer parte daquela instituição.  Nesse mesmo ano, ingressava na mesma classe de Mileva, o jovem Albert Einstein, por quem mais tarde ela se apaixonaria e se casaria.

Einstein, Albert (1879-1955), Einstein-Maric, Mileva (1875-1948)

Disponível em wikimedia, acessado em 16/05/2017

Sabe aquele ditado que diz que por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher? Pois é! Acho que, no caso de Maric, a história dessa grande mulher, por uma ironia ou não do destino, foi ofuscada e escondida por trás de Albert Einstein.

No início, tudo não passava de uma relação de estudos compartilhados, experiências, ideias e inspiração mútua. Mileva se destacava nos estudos e isso fascinava o jovem Einstein, que logo se sentiu atraído pela jovem e passou a cortejá-la. Mesmo se sentindo atraída por ele, Maric renunciou por várias vezes o envolvimento, afinal, ela estava ciente dos desafios que enfrentaria como mulher num mundo estritamente masculino e preconceituoso.  Finalmente, depois de muitas investidas, em 1898, Mileva e Einstein se tornaram um casal e, nesse mesmo ano, os dois colaram grau. Einstein graduou-se, em Física, em 1900, enquanto Maric tentou duas vezes obter um diploma, mas seus esforços foram interrompidos quando ela ficou grávida em 1901. A filha, mantida em segredo pelas famílias, provavelmente foi dada em adoção ou faleceu depois do nascimento, só sabemos dela, graças às cartas deixadas por Einstein. Deprimida e envergonhada com a gravidez, Mileva retorna à casa dos seus pais e abandona definitivamente os planos de se graduar na ETH. Em janeiro de 1903, depois de vários conflitos, Einstein e Mileva, finalmente, se casaram.

Em 1905, Einstein publicou a primeira versão da Teoria da Relatividade, na qual o nome de Mileva aparece como coautora. No entanto, não sabemos o porquê, essa referência desaparece nas versões posteriores. Ao que tudo indica, Mileva teve papel decisivo na elaboração da Teoria da Relatividade, e isso está mais evidente num conjunto de 54 cartas de amor trocadas entre eles, encontradas em 1986, em que Einstein fala por várias vezes “a nossa teoria”, “nosso trabalho” e “nossa investigação” . Em uma das cartas, ele escreveu: “Quão feliz e orgulhoso serei quando nós dois juntos tivermos levado nosso trabalho sobre o movimento relativo a uma conclusão vitoriosa!”

Mas, quando Albert subiu para a estratosfera científica, Mileva foi relegada aos deveres domésticos e a criação dos filhos. Cada vez mais solitária e isolada, ela se tornou presa de suas próprias inseguranças, que a mergulharam numa depressão. Foi um destino trágico para uma mulher que não era apenas um gênio em seu próprio direito, mas que também pode ter contribuído para a Teoria da Relatividade.

 Separaram-se em 1914 e divorciaram-se dois anos mais tarde. Como parte do acordo, Einstein prometeu a Mileva os valores provenientes do Prêmio Nobel, dinheiro que ela recebeu em 1922. Ele nunca mais voltaria a produzir física ao mesmo nível da obra de 1905.

Referências:

WIKIPÉDIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Mileva Maric´. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Mileva_Mari%C4%87>. Acesso em: 16 de maio de 2017.

 DORIAN COPE. THE DEATH OF MILEVA MARIC. Disponível em: <http://www.onthisdeity.com/4th-august-1948-the-death-of-mileva-maric/>. Acesso em 06 de maio de 2017.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS/ INSTITUTO DE FÍSICA. Albert Einstein & Mileva Maric.  Disponível em:<http://www.if.ufrgs.br/einstein/mileva.html>. Acesso em 06 de maio de 2017.

Fique ligado!

 

Olá, pessoal! Preparado?

É positivamente válido revelar experiências exitosas no cenário educacional, notadamente, quando elas vêm de sujeitos que valorizam e lutam por uma educação cada vez melhor.

O quadro “Faça Acontecer” que integra o Programa Intervalo da TV Anísio Teixeira (TVAT)/ Rede Anísio Teixeira  trata-se de um documentário em que, educandos da rede estadual de ensino, participam de atividades, seleções ou premiações incentivadas pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura / SEC.

Atavés dos projetos que estimulam o pensar educativo, científico, cultural e tecnológico orientados pela Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996) como: Festival Anual da Canção Estudantil (FACE), Artes Visuais Estudantis (AVE),Projeto Tempos de Arte Literária (TAL),Produções Visuais Estudantis (PROVE), Feiras de Matemática, Feira de Ciências e Jogos Estudantis da Rede Pública (JERP) para o fomento de atividades socioculturais que, para além dessa proposta, são atividades que estimulam a criatividade e criticidade  dos educandos com o propósito de valorização e divulgação de um produto, sem perder de vista sobretudo, o reconhecimento das questões identitárias dos sujeitos.

A proposta do “Faça Acontecer” versa por diferentes áreas do conhecimento o que permite, portanto, um diálogo interdisciplinar. O ponto forte desse quadro é, sem dúvida, revelar as potencialidades bem como o protagonismo estudantil dando visibilidade à sua produção e criação, claramente percebido  na fala do educando Pablo de Jesus,participante do AVE 2010,de Morro do Chapéu -BA. Assista ao vídeo abaixo e confira!

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Como fica evidente, o documentário aborda , a trajetória do estudante até a conquista da premiação, o enfrentamento e a superação de suas dificuldades revelando, consideravelmente, o papel da família e da comunidade escolar como os pilares para a realização do desejo de cada participante.  Para assistir aos demais vídeos acesse nosso ambiente!

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/episodios/id/6

Por fim, o “Faça Acontecer” é uma grande oportunidade de mostrar a sociedade  as potencialidades dos educandos . A exemplo de Mirela Andrade de Jeremoabo- BA, com seu projeto “A Geografia da fome” revela  grande contribuição  para um problema bastante gritante,  não somente no nosso contexto social, mas global. Seu trabalho científico ganhou a Feira de Ciências da Bahia em 2011 e teve ainda repercussão nacional  na Feira Brasileira  de Ciências e Engenharia (FEBRACE) em 2012 .

  Então! O que está esperando? Você, como muitos e tantos outros, pode ser o protagonista do próximo “Faça Acontecer”! Portanto, fique ligado no “Encontro Estudantil” e revele seu talento!

Mônica de Oliveira Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Arte perigosa!

Salve, gente boa que prestigia o nosso blog!

Muito provavelmente você já viu alguém fazendo pinturas incríveis em azulejos em alguma calçada. São verdadeiras obras de arte que exprimem sensibilidade e criatividade. Normalmente, são artistas de rua que usam os dedos para dar efeitos impressionantes à tinta que é aplicada ao azulejo através de spray como na foto 1, a seguir:

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Foto 1: Arte perigosa! Por Sílvia Santana.

A mistura de tinta com ar, formando uma dispersão de pequenas partículas, chamada de aerosol, pode ser obtida através de latas de spray (foto 2) ou produzida com o auxílio de um sistema de bombeamento (bombas ou borrifadores de inseticida ou equipamentos específicos, como compressores de ar acoplados a recipientes que permitem borrifar a mistura).

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Foto 2: Latas de tinta em spray. Por Levi Siuzdak – Obra do próprio, GFDL, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5225012

Na foto 1, os pintores são três crianças que usam os dedos como pincéis e as suas camisas para retirar os excessos de tintas e aplicar efeitos. Eles usam o mesmo tipo de tinta dos artistas que fazem grafite.

Para saber mais sobre o grafite, veja a postagem: Graffitti: a arte nas ruas – Expressão e liberdade!

Disponível em: https://oprofessorweb.wordpress.com/2013/04/15/graffiti-a-arte-nas-ruas-expressao-e-liberdade/

Veja também o episódio do quadro Cotidiano: Salvador, Salve a Cor

Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3938

No uso das tintas spray, os fabricantes recomendam o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), tais como máscaras, óculos de proteção e luvas. Sem qualquer tipo de proteção, os pintores de azulejos têm uma exposição muito prolongada aos componentes das tintas, uma vez que além da inalação típica da produção no grafite, usam as mãos para dar formas às tintas.  Para remover a tinta impregnada no seu corpo, costumeiramente, usam solventes orgânicos como gasolina ou removedor, ambos comprovadamente tóxicos.

As tintas spray já apresentam na sua composição solventes orgânicos (tolueno, xileno e derivados). As tintas mais baratas e as importadas clandestinamente, que não sofrem fiscalização, podem conter também metais pesados como o chumbo, o níquel e o cádmio, que são neurointoxicantes e bioacumulativos.

Os solventes orgânicos, de modo geral, são depressores do sistema nervoso central e, de acordo com o período, freqüência e intensidade da exposição, provocam desde sonolência, confusão mental e cefaléia, até depressão respiratória, coma e morte (PEDROZO & SIQUEIRA, 1989).

Os autores citam ainda como consequências: a dependência psíquica mais ligada à intensidade da exposição do que do tipo de solvente, e a  ansiedade e a depressão que podem surgir quando o uso é descontínuo. Se a exposição começa muito cedo como no caso do registro fotográfico do início dessa postagem, os efeitos cumulativos podem ser ainda mais nocivos à saúde.

A foto 1 expressa, ao mesmo tempo, a arte que deixa turistas encantados, o talento quase natural das crianças em paralelo à condição de risco à saúde e ao trabalho precoce que serve como fonte de renda. Trata-se de um quadro real que precisa ser objeto de reflexão, regulamentação e de transformação. Como você interpreta esse quadro? Poste seu comentário!

Referências:

PEDROZO, M. de F.M. & SIQUEIRA, M.E.P.B. de. Solventes de cola: abuso e efeitos nocivos à saúde. Rev. Saúde públ., S. Paulo, 23:336-40, 1989.

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico. TINTA SPRAY USO GERAL. Orbi Quimica. 2014. Disponível em: <http://orbiquimica.com.br/site/wp-content/uploads/2014/04/FISPQ-TintaSprayUsoGeral.pdf>. Acesso em 18 de abril de 2017.

É fogo!

Oi, galera! Tudo beleza? Espero que sim! Hoje, vamos falar de eletricidade! Pois é! Esse tema é fascinante e desperta a curiosidade de muita gente! No entanto, qualquer intervenção na rede elétrica  deve ser feita apenas por profissionais especializados, mesmo aqueles reparos mais simples!

Segundo dados estatísticos obtidos da ABRACOPEL (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) as instalações elétricas inadequadas aparecem como uma das principais causas de incêndio e de choques elétricos, o que reforça a ideia de que elas devem ser sempre revisadas e seus princípios de funcionamento compreendidos por todos os seus moradores, a fim de reduzir riscos de choques elétricos e incêndios.

Uma prática que tem colaborado para o aumento dessas estatísticas é o hábito que as pessoas têm de plugar vários aparelhos numa mesma tomada, utilizando benjamim ou réguas. Essa prática, apesar de muito comum, oferece vários riscos! Quando temos vários equipamentos de alta potência (ferro elétrico, micro-ondas, geladeira, etc.) conectados através de um benjamim, há um risco iminente de incêndio. Isso porque  o aumento de potência em uma parte do circuito faz com que naquele ponto haja um aumento da corrente circulante, o que gera a dissipação de energia elétrica sob a forma de calor, também conhecido como efeito Joule. Se os condutores e a tomada estiverem submetidos a condições de tensão e corrente fora das especificações do fabricante, essas condições levarão ao aquecimento do condutor, podendo ocorrer o derretimento da camada isolante que recobre o benjamin ou mesmo o fio, gerando curtos-circuitos ou mesmo choques elétricos.

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Disponível em ABRACOPEL, acessado em 06/04/2017

Uma pesquisa realizada pela ABRACOPEL  revela que 86% dos usuários já levaram algum tipo de choque elétrico, sendo que 20% destes  ocorreram ao trocar tomadas ou lâmpadas!

Em virtude dessas estatísticas, cabem algumas dicas ao lidar com a rede elétrica:

  • ao trocar lâmpadas, instalar ou dar manutenção em chuveiros e outros equipamentos ligados à rede elétrica, sempre desligue o disjuntor na caixa de distribuição;
  • nunca utilize os chamados “Tês” ou benjamins e extensões em geral para conectar vários aparelhos numa mesma tomada;
  • não utilize ou manipule aparelhos ou rede elétrica com as mãos ou corpo molhado. A água não é condutora, mas quando misturada ao suor, ela passa a conduzir, aumentando risco de choques. ;
  • crianças são curiosas e muito ativas, por isso, utilize sempre tampas (normalmente feitas de material plástico) para impedir que os pequenos introduzam seus próprios dedos e utensílios metálicos nas tomadas;
  • jamais tente apagar fogo na rede elétrica ou em aparelhos elétricos com água! Nesses casos, deve-se utilizar um extintor de incêndio ;
  • E, finalmente, em caso de choque elétrico, nunca toque na vítima! Tente localizar o disjuntor e desligue-o imediatamente. Caso não seja possível, tente afastar o fio ou o corpo da vítima, utilizando um material isolante (barrote de madeira seca, tubo plástico ou jornal dobrado).

Aprenda um pouco mais acessando o Ambiente Educacional Web. Lá, você encontrará uma variedade de conteúdos digitais! Até a próxima!

Referências:

Prevenção de acidentes domésticos com energia elétrica. Disponível em: http://www.clamper.com.br/blog/prevencao/prevencao-de-acidentes-domesticos-com-energia-eletrica, acesso em 06 de abril de 2017.

 Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade. Disponível em: http://abracopel.org/estatisticas/releases/acesso em 06 de abril de 2017.

Programa Casa Segura.Disponível em : http://programacasasegura.org/br/economia/sobrecarga-pode-causar-curtos-circuitos-e-incendios/, acesso em 06 de abril de 2017.

Portal SESMT, Segurança Elétrica. Disponível em:
http://www.sesmt.com.br/Blog/Artigo/normas-nr-10-seguranca-eletrica, acesso em 06 de abril de 2017.

Portal EngHall. Disponível em:
http://www.cursonr10.com/curso-nr10-choque-eletrico.html, acesso em 06 de abril de 2017.

Febre Amarela

Olá pessoal! Como vão vocês?

Hoje abordaremos um assunto de suma importância! Uma epidemia de febre amarela doença provocada por um vírus que começa a se espalhar pelo país. E já chegou aqui, pertinho de nós. Este fato tem  deixado  os órgãos de saúde em alerta máximo, pois é uma doença infecciosa aguda de curta duração e transmitida pela picada dos mosquitos infectados não ocorrendo,portanto,   a transmissão direta de pessoa para  pessoa.febre amarela 01Importante saber que a  vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

O vírus apresenta dois ciclos distintos  epidemiológicos  de transmissão : ciclo silvestre (espaço rural) e  e ciclo urbano, como podem ser claramente visualizados na imagem.(Fig.01) No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Mosquito este, que é responsável não só pela transmissão da febre amarela urbana, mas também dos vírus da chikungunya, zika e dengue, cria-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Quaisquer recipientes como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, tornar-se -ão novos mosquitos.

Portanto, devemos evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além dismapablogso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente, para aqueles que moram ou vão viajar para áreas Fig. 02 com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Espero que tenha ajudado! Saber das medidas profiláticas e cumpri-las são ações positivas para  combater a febre amarela.

 

Luciano Albuquerque

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

REFERÊNCIAS

COSTA, Z. G. A. et al. Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, Ananindeua, PA, v. 2, n. 1, mar. 2011

TAUIL, P. L. Aspectos críticos do controle da febre amarela no Brasil. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 44, n. 3, p. 555-558, 2010.

SESAB. [Mapa vacinação da Bahia] .2017. Disponível em :http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/index.php?option=com_content&view=article&id=11595:perguntas-e-respostas-febre-amarela&catid=103:febre-amarela. Acesso em 23 de março de 2017.