Febre Amarela

Olá pessoal! Como vão vocês?

Hoje abordaremos um assunto de suma importância! Uma epidemia de febre amarela doença provocada por um vírus que começa a se espalhar pelo país. E já chegou aqui, pertinho de nós. Este fato tem  deixado  os órgãos de saúde em alerta máximo, pois é uma doença infecciosa aguda de curta duração e transmitida pela picada dos mosquitos infectados não ocorrendo,portanto,   a transmissão direta de pessoa para  pessoa.febre amarela 01Importante saber que a  vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

O vírus apresenta dois ciclos distintos  epidemiológicos  de transmissão : ciclo silvestre (espaço rural) e  e ciclo urbano, como podem ser claramente visualizados na imagem.(Fig.01) No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Mosquito este, que é responsável não só pela transmissão da febre amarela urbana, mas também dos vírus da chikungunya, zika e dengue, cria-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Quaisquer recipientes como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, tornar-se -ão novos mosquitos.

Portanto, devemos evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além dismapablogso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente, para aqueles que moram ou vão viajar para áreas Fig. 02 com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Espero que tenha ajudado! Saber das medidas profiláticas e cumpri-las são ações positivas para  combater a febre amarela.

 

Luciano Albuquerque

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

REFERÊNCIAS

COSTA, Z. G. A. et al. Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, Ananindeua, PA, v. 2, n. 1, mar. 2011

TAUIL, P. L. Aspectos críticos do controle da febre amarela no Brasil. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 44, n. 3, p. 555-558, 2010.

SESAB. [Mapa vacinação da Bahia] .2017. Disponível em :http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/index.php?option=com_content&view=article&id=11595:perguntas-e-respostas-febre-amarela&catid=103:febre-amarela. Acesso em 23 de março de 2017.

O Poder da Mídia, Ontem e Hoje!

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Fig.1: Ilustração de Henrique Alvim Corrêa para  o livro A Guerra dos Mundos. Marciano lutando contra o navio de guerra Thunder Child. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Fighting_machine_(TheWaroftheWorlds)#/media/File:Correa-Martins_vs._Thunder_Child.jpg

Estamos na era das mensagens instantâneas, com piadas e charges facilmente identificáveis como fictícias, mas com muitas outras mensagens de teor ficcional tomadas como verdadeiras. Mas por que levamos a sério essas mensagens? Simplesmente pelo fato de serem construídas nos moldes utilizados pelos meios de comunicação, que conferem credibilidade ao que está sendo compartilhado nas redes sociais.

E desde sempre as coisas são assim. Exemplificando e começando pelas coisas mais simples, nós mesmos recorremos ao testemunho de uma outra pessoa para confirmar alguma história que estamos contando a alguém. Não é assim? Dizemos: pergunte a fulano. E se esse fulano for uma pessoa idônea, nossa história terá o devido respaldo. Infelizmente, muitos desses fulanos tendem a confirmar nossas histórias, mesmo sem tê-las testemunhado. Isso pode se dar devido a laços de amizade ou por outros interesses. Até nos tribunais há quem jure dizer a verdade, com a mão sobre a Bíblia, mesmo ciente da mentira. Desse modo, inocentes são condenados, e culpados libertos, a depender dos homens da lei envolvidos no processo. Diante de sistemas assim, alguns preferem lavar as mãos, como fez Pilatos.

Quanto ao testemunho da imprensa escrita, radiofônica e a televisada, a “verdade” é, naturalmente, consumida pela grande maioria de seus seguidores, mesmo que as “pontinhas soltas” sinalizem questionamentos a serem feitos. Assim, dizemos: deu no rádio… li no jornal… vi na televisão e, portanto, tudo pode ser verdade. Aliás, será que é por essa razão que alguns acrescentam “só repassando”, quando reenviam certos textos cujo respaldo parece estar faltando? Isso os exime da responsabilidade sobre aquilo que passam adiante? Pois uma mentira, em formato jornalístico, por exemplo, pode destruir civilizações inteiras.

Considerando que assim é, se uma mídia utilizada para anunciar fatos verídicos vier a misturá-los com ou substituí-los por ficção, dificilmente o público perceberá a farsa, a menos que se anuncie, previamente, do que se trata. Foi o que aconteceu em 1938, nos Estados Unidos.

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Fig.2: Manchete do New York Times de 31/10/1938 sobre o pânico causado pelo programa ficcional de rádio levado a sério pelos ouvintes. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/The_War_of_the_Worlds_(radio_drama)#/media/File:WOTW-NYT-headline.jpg

Naquele ano, Orson Welles adaptou para o rádio a obra A Guerra dos Mundos de Herbert George Wells, lançado em capítulos em 1897 e, em livro, em 1898. A história trata da invasão de marcianos inteligentes à Terra. O drama radiofônico foi apresentado ao público em formato de boletim de notícias, interrompendo outro programa que estava no ar. No início da transmissão foi anunciado que se tratava de uma obra de ficção, mas os ouvintes que ligaram o rádio depois de iniciado o programa não ouviram o tal aviso. Resultado: houve pânico generalizado e colapso de todas as centrais telefônicas, devido à imensa quantidade de chamadas para a polícia, bombeiros e para a própria emissora de rádio. As ruas e estradas ficaram congestionadas, com pessoas tentando fugir da área invadida pelos marcianos e foram inúmeros os depoimentos dos que viram e ouviram as naves marcianas e seus ocupantes. Hipnose coletiva? Não duvido. Clique aqui para ver um doc sobre isso.

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Fig.3: Orson Welles reunido com repórteres, em uma tentativa de explicar que nenhum dos envolvidos na transmissão do drama radiofônico tinha ideia do pânico que causaria. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/The_War_of_the_Worlds_(radio_drama)#/media/File:Orson_Welles_War_of_the_Worlds_1938.jpg

O curioso é que, 3 décadas depois, a peça radiofônica de Orson Welles foi reescrita para o ano de 1968. Você diria: ah, mas a essa altura, todos já saberiam de que se tratava de uma obra de ficção. Errou. Aconteceu a mesma coisa, claro que numa proporção menor, já que o número de ouvintes tinha diminuído. De acordo com a Wikipedia, apesar das exaustivas chamadas anunciando a peça radiofônica de 1968, muitos acreditaram nos boletins e na cobertura jornalística (ficcional) que a todo instante interrompiam a programação musical do horário. O criador dessa versão, Jefferson Kaye, e o diretor Danny Kriegler chegaram a pensar que seriam demitidos, tal foi a confusão criada, que chegou a envolver até a força armada canadense, um jornal e vários oficiais da polícia local, além dos telefonemas de ouvintes assustados, todos crendo que a invasão alienígena era real.

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Fig.4: Placa comemorativa da famosa transmissão radiofônica, em West Windsor. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/The_War_of_the_Worlds_(radio_drama)#/media/File:Landingsite_statue.JPG

Isso ilustra muito bem a força que têm os meios de comunicação. Se nesses casos aqui descritos não havia a intenção de atingir as pessoas, imaginemos o que seria se tudo fosse intencional!  Com esse mecanismo, derrubam-se governos legítimos e sustentam-se farsas e farsantes. Não é à toa que a mídia carrega o rótulo de 4º Poder.

Que possamos usar essa força para a Paz.

Feliz 2017!

Geraldo Seara
Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

REFERÊNCIAS:
https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Guerra_dos_Mundos_(livro)
https://en.wikipedia.org/wiki/The_War_of_the_Worlds_(radio_drama)
https://en.wikipedia.org/wiki/The_War_of_the_Worlds_(radio_1968)

CENTENÁRIO DO SAMBA

Olá, galera!

Entre sons e rimas, atabaques e agogôs, danças e rituais, músicas e filmes, dramaturgias e palestras, o mês de novembro vem se consolidando como o período do nosso calendário especialmente dedicado aos eventos alusivos à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Tal fato está diretamente atrelado, também, ao Dia 20 de novembro “Dia Nacional da Consciência Negra”. A data é marcada pela luta contra o preconceito  no Brasil e foi instituída, criada e incluída no calendário escolar em 2003 , instituído em âmbito nacional mediante a Lei 12.519/11.

São de caráter iminente: enaltecer, empoderar e posicionar a população negra em seu lugar de protagonista na nossa sociedade. Mas nem tudo são “flores”!  Vivemos num país paradoxal, onde, segundo dados do IBGE, 54% da população é negra – maioria, portanto – e continua como alvo de práticas racistas.

Somos a segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, país da África. Para além da reflexão sobre a valoração do negro como sujeito sócio- histórico da nossa sociedade, cabe constante  discurso de fortalecimento das já existentes e de novas políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção à igualdade racial. Mudanças significativas vêm ocorrendo no país , ocasionando debates na sociedade sobre a importância das políticas de ações afirmativas.

O discurso sobre políticas de redistribuição e políticas de reconhecimento precisa estar presente  no dia a dia nacional. Não cabe esperar o mês de novembro chegar para que os discursos sejam intensificados e materializados.

As novas diretrizes curriculares propostas na Lei 10.639/03 sugerem que, para o estudo da história e cultura afro-brasileira e africana, professores e alunos da educação básica trabalhem a temática de forma a destacar a importância da cultura afro-brasileira para formação da nossa sociedade, onde os negros são sujeitos históricos. Desta forma, devem enaltecer os grandes intelectuais negros, a cultura (música, dança e culinária), e as religiões de matrizes africanas.

Objetivando atender às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, as professoras: Nancy Borges , Elenilda Almeida , Maria Ilza de O. Melo e a coordenadora Sueli Fernandes Moura do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira – CEAAT, localizado na Estrada da Muriçoca – Salvador/Ba., lançaram e coordenaram o projeto CEM ANOS DE SAMBA, com o apoio dos professores das demais áreas de conhecimento.

Fig.1 : Capa do Projeto Cem Anos de Samba.Foto cedida pelo CEAAT.A escolha do tema , segundo a professora Nancy Borges(idealizadora do projeto), foi devido ao fato de 2016 ser o ano de comemoração do centenário do samba e de ele ter nascido na Bahia, evidenciando suas contribuições para a afirmação da identidade afro-brasileira por meio da resistência política e cultural que se deu desde o nascimento deste novo ritmo musical que saiu dos morros para encantar o mundo.

Os estudantes abraçaram a ideia do projeto.Foram trabalhados, especificamente: samba, compositores, instrumentos musicais, variações do samba, sambas antigos e contemporâneos.Cada turma trabalhou um tema , recebeu orientação dos professores para os trabalhos de pesquisa e  organização das apresentações.

Para a professora Vitória Santana, “os estudantes assimilaram bastante  a ideia. O objetivo era que eles conhecessem o surgimento do samba no Brasil.Eles fizeram um passeio, uma viagem dos cem anos de samba através da cultura, das dança e músicas.”

Os temas foram apresentados através de exposições de murais e de estudos de instrumentos musicais utilizados no samba, de seminários, de palestras, de músicas, de danças, de roda de samba e de  exibição de filmes(essas atividades foram realizadas ao longo do mês de outubro).

A culminância ocorreu nos dias 16 e 17 de novembro ,com apresentação de painéis, jogos, desfiles, danças e músicas.

Fig.2 : Apresentações do projeto Cem Anos de Samba. Imagens cedidas pelos professores do CEAAT.Fig. 1 : Apresentações do projeto CEM ANOS DE SAMBA. Fotos cedidas pelos professores do CEAAT.

Estudante do 3.º ano A do CEAAT,Tahiná Coelho nos falou que “esse ano o Projeto Afro comemorou cem anos de samba.Ele é  muito importante porque ensinou a todos os alunos que não existe só uma modalidade de samba. A gente aprende muito, não só na prática de estudar,mas criando também.” Para o aluno Gabriel ,do 2.º ano matutino,“o projeto foi muito interessante e interativo.Aprendi bastante com os alunos, aprendi bastante com o assunto e aprendi bastante sobre a cultura do samba.O samba ele fez parte da minha vida e faz parte da vida de muita gente.Esse projeto incentivou muita gente a saber mais sobre a cultura do samba.Cultivem a nossa cultura que é isso que vai para frente”.

Fig.3 : Professores e estudantes do CEAAT. Foto Ana Rita Medrado.Fig. 2 : Professores e alunas do CEAAT. Foto : Ana Rita Medrado.

Para o professor Roberto Fernando dos S. Cerqueira, “a força criativa dos alunos é o que nos move. Com o improviso feito com a ajuda dos professores, os alunos conseguem dar um salto qualitativo e fica tudo lindo de se ver. Parabenizo aos professores e alunos pelas apresentações”.

Até o próximo!

Ana Rita Medrado

Professora da Rede Estadual de Ensino

Referências:

http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/lei-10639-03-ensino-historia-cultura-afro-brasileira-africana.htm

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/12/04/negros-representam-54-da-populacao-do-pais-mas-sao-so-17-dos-mais-ricos.htm

http://www.seppir.gov.br/central-de-conteudos/noticias/2016/03-marco/seppir-debate-enfrentamento-ao-racismo-e-politicas-sobre-drogas-em-reuniao-da-onu

https://pt.wikipedia.org/wiki/Racismo_no_Brasil

https://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_afirmativa

Pluralidade Cultural: manifestações das partes do todo e do todo em diferenças fenotípicas

Olá, pessoal!

Vamos bater um papo sobre pluralidade cultural, mas antes, vamos pensar sobre as manifestações culturais que se apresentam de forma plural tanto na cultura brasileira assim como entre os povos do mundo. E mais do que isso, vamos estabelecer uma relação desse pluralismo cultural brasileiro e mundial tais como, por exemplo, as manifestações culturais africanas ou japonesas com a pluralidade fenótica que se manifesta em alguns povos do mundo. Assim como são perceptíveis as diferenças entre o modo de cultura desenvolvida entre africanos e japoneses, também existem especificidades nas manifestações fenotípicas que acontece dentro da nossa espécie.

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                                            Fonte: Wikipédia

Isso que dizer que todos nós mesmos pertencentes à mesma espécie Homo sapiens sapiens, apresentamos manifestações fenotípicas diferenciadas tais como cor de pele, cor de olhos, cor dos cabelos, tipagem sanguínea ainda que descendentes do mesmo pai e mesma mãe.

Ainda, é possível, encontrar características determinadas geneticamente em um grupo de pessoas da população mundial que só são encontradas em uma área geográfica como, por exemplo, o formato dos olhos dos orientais, facilmente percebidos, ao apresentarem “olhos puxadinhos” muito comuns nas pessoas do continente asiático.

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                                                   Fonte: Wikipedia

Tais manifestações acontecem devido à presença e ativação de um gene poll que manifesta uma característica fenotípica numa determinada área geográfica compondo o padrão genético fenotípico de determinada característica para as gerações futuras dessa parcela da população.

Então, está valendo a valorização sejam das manifestações culturais assim como as diferenças que nossos corpos podem apresentar, o que conta mesmo é o respeito a cada uma de nossas características assim como das manisfestações culturais de cada povo. A escola é um espaço para essa troca de ideia, valeu. Educar para a convivência na diversidade, promovendo reflexões sobre os elementos que dão origem aos estereótipos e preconceitos sociais, antropológicos, linguísticos, raciais e de orientação sexual.

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                                                  Fonte: Diversides: Fenotípica –AEW

Assista ainda, no Ambiente Educacional Web:

Diversidade Cultural:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/emitec/disciplinas/exibir/id/2470

Diversidade Sexual

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3329
Saiba mais:

http://biologiaconcursos.blogspot.com.br/2009/12/gene-pool.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_gen%C3%A9tico

Ana Cristina Rangel

Professora de Biologia da Rede de Ensino da Bahia

 

Pluralidade Cultural no Enem

Olá pessoal!

A prova do Enem está se aproximando, e nesse momento, é hora de pensar nos temas que possivelmente vão estar presentes na prova. A pluralidade cultural é um deles.

Você já deve ter ouvido pessoas que relacionam cultura e grupos sociais de modo reducionista e discriminatório: cultura de cigano, cultura de índio, nordestino é tudo igual, por exemplo. Se formos em frente, e perguntarmos, o que essas pessoas sabem sobre as raízes históricas dessas culturas, descobriremos, que sabem muito pouco, um aspecto, ou outro. Na verdade, o preconceito é fruto, exatamente, desse desconhecimento.

Devemos saber que não existe uma cultura comum para todos os povos indígenas, ciganos ou nordestinos. Pense em todos os estados do Nordeste e imagine se seria possível reduzir esse mosaico de culturas em uma única, é impossível. O Brasil é um país multicultural, formado a partir de três matrizes étnicas: o branco o negro e o índio. Mas é a cultura europeia que figura de forma mais evidente no livro didático. Isso fortalece o desconhecimento e, por conseguinte, o preconceito contra as identidades de outros grupos sociais. Muitas vezes, as escolas enfatizam as manifestações culturais apenas nas datas comemorativas, dia do índio, dia da consciência negra, dia do folclore e depois abandonam os temas. Esse conteúdo dado assim, de forma episódica, só reforça o preconceito.

Somos atravessados por diferentes identidades: de classe, gênero, etnia, religião, nacionalidade, nos deslocamos e aprendemos durante toda a vida a partir do contato com outras culturas. A identidade social não é uniforme, somos diversos e, por isso, devemos aprender a conviver com as diferenças, como base para a cidadania. A pluralidade cultural é um tema sintonizado com as demandas da sociedade contemporânea, globalizada e que incorpora povos de diferentes identidades culturais em um mesmo convívio. Atualmente, temos um exemplo claro de uma problemática relacionada à pluralidade cultural, a guerra na Síria e a migração de refugiados para a Europa, o que nos impõe pensar sobre o desafio de se conciliar direitos humanos e diferenças culturais.

A cultura é um campo heterogêneo composto por diferentes formas de expressões e que devemos, primeiro, ter o direito de conhecer. Digo direito porque a Educação deve assumir essa tarefa de ensinar cultura no plural. Com isso, vamos diminuir a incidência de atitudes racistas, homofóbicas, as perseguições religiosas e afins. Há um ganho social ao se aprender a conviver com as diferenças, na alteridade e cidadania.

Assista ao programa Diversidade Cultural no Ambiente educacional Web, pois assim você vai enriquecer o seu repertório de argumentos sobre essa temática.

 

Prof.ª Valdineia Oliveira dos Santos

Professora da Rede pública Estadual de Ensino.

Independence Day: 1822 or 1823?

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Fig. 1: Brazilian Army Parade

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Independence_Day_(Brazil)

Oi, Pessoal!

Encontrei um blog que ensina o nosso Português aos estrangeiros e, como os professores brasileiros explicam o funcionamento da nossa língua em inglês, percebi que dá pra aprender Inglês também. Entre as postagens do blog, encontrei muitos textos sobre nosso país, nossa cultura e nossa história. Como estamos no mês da Independência do Brasil, o trecho abaixo, me chamou a atenção:

While Dom Pedro I was shouting “Independence or death!” on the banks of the Ipiranga river in São Paulo, the war for the independence of Bahia against the Portuguese military was in full swing.

Que interessante! O texto informa que enquanto D. Pedro I gritava “Independência ou Morte”, às márgens do rio Ipiranga, aqui na Bahia a guerra pela independência contra os soldados portugueses estava em pleno andamento. O texto continua informando:

In actuality, it not only ended after Brazil was declared independent but it begun before the fight for Brazilian independence had started. The Bahian efforts, in the end, were what sent the Portuguese packing.

O texto diz que, na verdade, a guerra não só terminou depois que o Brasil foi declarado independente, mas que começou antes que a luta pela independência tivesse começado. E que foi o esforço dos baianos que fez os portugueses fazerem as malas.

Na verdade, o texto do StreetSmartBrazil começa trazendo uma decisão do Senado brasileiro, datada de 2013, que liga o 7 de setembro diretamente ao nosso 2 de julho, uma data igualmente importante para o país. Veja o trecho:

On May 8th, 2013, Bahian Independence Day, which falls on July 2nd, was officially recognized by the Senate as a date of national importance in Brazil. The recognition doesn’t mean it will become a national holiday but the date does hold an important place in the hearts of Bahians.

O texto segue explicando os motivos:

In fact, Bahian people are proud of July 2nd because it symbolizes the real fight for independence (and not just a mere proclamation of it), where they not only shed a lot of blood and tears, but where slaves and those of native indian descent (caboclos) came together to aid in the fight. It is also where they found themselves outnumbered, by three-thousand Portuguese soldiers versus one-thousand five-hundred on the Brazilian side, and still ended up victorious.

De fato, este foi o mês da proclamação, enquanto que as lutas reais aconteceram meses depois, em 1823. O trecho acima diz que o povo baiano tem orgulho do 2 e Julho porque simboliza a luta real pela independência (e não apenas uma mera proclamação), na qual não só se derramou muito sangue e lágrimas, mas também onde escravos e descendentes dos indígenas (os caboclos) se uniram para ajudar na batalha. Eles se achavam em número reduzido de mil e quinhentos contra os três mil soldados portugueses e, ainda assim, terminaram vitoriosos.

Em tempo, como o Enem está à porta, destaco desse texto uma estrutura semelhante à que temos no Português: …not only … but (also)… equivalente a …não só, mas também…
Vejamos:

It [the fight] not only ended after Brazil was declared independent but it begun before the fight for Brazilian independence had started.

O pronome it se refere à luta, lembra? Traduzido livremente, esse trecho diz que a luta não só terminou terminou depois que o Brasil foi declarado independente, mas (também) começou antes mesmo que a batalha pela independência tivesse começado.

[…] where they not only shed a lot of blood and tears, but where slaves and those of native indian descent (caboclos) came together to aid in the fight. Aqui está dito que não só derramaram muito sangue e lágrimas, mas também onde escravos e caboclos se uniram na batalha (tradução livre).

Visite os links das referências para leituras em inglês sobre a independência. É só por hoje e até a próxima vez.

Geraldo Seara

Professor da Rede Estadual de Ensino da Bahia

REFERÊNCIAS:

StreetSmart Brazil
http://streetsmartbrazil.com/bahian-independence-day-july-2nd/

Independence Day (Brazil)
https://en.wikipedia.org/wiki/Independence_Day_(Brazil)

 

A Gramática no ENEM

Oi! Tudo bem? Nesta semana, voltamos a discutir aspectos relacionados ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Hoje, é dia de falar da prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que abrange o conteúdo de Língua Portuguesa (Gramática e Interpretação de Texto), Língua Estrangeira Moderna, Literatura, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação. Você sabe como os conteúdos gramaticais são cobrados no ENEM? O nosso intuito é complementar os seus estudos. Vamos lá?!

A gramática exigida no ENEM estimula a reflexão sobre o uso da língua. Nunca é o fim, mas sempre o meio para que o candidato entenda a aplicabilidade daquele conteúdo num texto ou numa situação do dia a dia. Por isso, o estudante deve atentar para a interpretação de texto. Ela é fundamental para compreender o que é pedido nas questões. Para se sair bem nesse aspecto, não tem segredo: basta ler muito! Independente do ENEM, a leitura deve fazer parte da nossa vida. Ops! Será que o emprego do adjetivo “independente”, nesse contexto que usei, está adequado?

Imagem: Raulino Júnior

Imagem: Raulino Júnior

Na verdade, cometi o erro de propósito, para que a gente reflita sobre esse fenômeno da língua. Ele está nos jornais, nos ambientes de ensino (com professores e estudantes protagonizando a cena), na TV, no rádio, na internet e em todos os lugares frequentados por humanos. Virou moda. “Independente” é adjetivo, se refere a um substantivo ou a um termo com esse valor. O Brasil é independente. A propósito, nesta quarta, vamos comemorar o 194º (centésimo nonagésimo quarto) aniversário de nossa Independência. Viva! E você é independente? A língua portuguesa não, depende de regras. “Independente” se contrapõe a “dependente” e é uma palavra variável.

No caso da oração que coloquei acima, a forma adequada, para a língua padrão, seria a seguinte: “Independentemente do ENEM, a leitura deve fazer parte da nossa vida”. “Independentemente” é advérbio, modifica um verbo, adjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira. É uma palavra invariável.

A troca de “independentemente” por “independente” tem se tornado comum. Não vai demorar ser consagrada. Afinal, quem manda na língua é o falante, independentemente de qualquer coisa. O falante é independente, ora bolas!

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia