Para empreender e inovar no 4° Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Lucicarla Lima

Olá, galera!

Quando pensamos em empreendedorismo, muitas ideias surgem. No 4° Encontro Estudantil, teve espaço para discutir a temática, através da palestra Empreendorismo para Estudantes, ministrada pelo professor de biologia Adaltron Araújo, que trabalhou o assunto de uma forma mais voltada para os adolescentes.

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Adaltron Araújo durante a palestra. Foto: Bira Mendes

Empreendendorismo vem do verbo empreender, que significa resolver algum problema. Hoje, noś temos muitos exemplos de grandes empreendedores pelo mundo.

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Adaltron Araújo sendo entrevistado pela estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Bira Mendes

Adaltro defendeu o seu ponto de vista em relação ao empreendedorismo na sociedade: “Hoje, falei do empreendedorismo de uma forma mais voltada pra o protagonismo juvenil, ajudando esses jovens que estão apresentando seus projetos na Feira de Ciência e Matemática, de forma que eles possam transformar seus projetos em empreendimentos”.

Além de transformar, o empreendedorismo busca, realmente, produzir algo diferente e inovar. Por isso, todo jovem que busca esta área deve ser curioso, pois isso é uma das características de um empreendendor. Todo bom cientista tem, principalmente a criatividade para inovar e criar, pois sem elas não tem como ser um bom empreendendor.

A estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Raulino Júnior
A estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Raulino Júnior

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lucicarla Lima tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual José Tobias Neto, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

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Lendo a TV

Para você, tudo que passa na TV é, de fato, verdadeiro? Quantas vezes nos deparamos com afirmações do tipo: “Claro que é verdade! Eu vi passando isso na TV”? Pois é. Interpretar de forma crítica aquilo que é veiculado numa emissora de TV é um passo importante para que a gente não se deixe levar por ideologias que, muitas vezes, estão implícitas num discurso sedutor.

Fonte da imagem: https://pixabay.com
Fonte da imagem: https://pixabay.com

Se hoje, quando se fala em tela, a referência das pessoas é o celular ou o computador; no Brasil, na década de 50 do século passado, a televisão foi o principal símbolo. Por aqui, a primeira transmissão de TV aconteceu em 18 de setembro de 1950. Amanhã, portanto, faz 65 anos de presença da TV na sociedade brasileira. No artigo Um olhar histórico na formação e sedimentação da TV no Brasil, o jornalista Plínio Marcos Volponi Leal traz um breve panorama sobre o assunto, destacando como o veículo se consolidou no nosso país. Vale muito a pena ler!

Público crítico

Todos os canais de TV, quando colocam a sua grade no ar, têm um propósito que vai muito além de apenas informar e entreter. Todo programa de TV é pensado para atingir um público e “vender” uma ideia, um argumento. Quem quiser, compra. O público nunca foi um simples receptor das informações passadas pela TV. Ele sempre refletiu. Hoje, mais do que antes, essa reflexão é feita de forma mais crítica, porque o poder de interferência dos telespectadores é muito maior também. Com o advento da internet, o público pôde botar o dedo na ferida com mais frequência.

Devido a essa apropriação das tecnologias da informação e da comunicação e, obviamente, com a sua própria leitura de mundo, o telespectador conheceu os meios que levam aos fins de um produto veiculado na TV. Ele está conectado a tudo e reflete com mais atenção sobre todas as informações que recebe. Ficar prostrado diante da TV, numa atitude passiva, é um comportamento cada vez mais raro. Ninguém hoje assiste a um único telejornal, por exemplo. A busca pelo que está nas entrelinhas daquilo que é oferecido pela TV contribui para formar o nosso senso crítico.

A partir do momento que as pessoas buscaram se informar, aprender, comparar e criticar, a presença da TV na sociedade foi se tornando menos manipuladora. Ou melhor: as pessoas foram percebendo as estratégias de manipulação de forma mais evidente. Isso quer dizer que a TV só existe para enganar a população? Não. Isso quer dizer que a população está mais vigilante e consciente de sua importância nesse processo.

Não existe TV que engana quando o telespectador está bem informado. Nesse sentido, ler sobre tudo, adotando uma postura crítica, é um bom caminho para não cair em armadilhas.

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

Referência:

LEAL, Plínio Marcos Volponi. Um olhar histórico na formação e sedimentação da TV no Brasil. Artigo apresentado no VII Encontro Nacional de História da Mídia: mídia alternativa e alternativas midiáticas. 19 a 21 de agosto de 2009. Fortaleza, Ceará. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais-1>. Acesso em: 16 de setembro de 2015.

Convivência democrática na Escola

Olá, pessoal! Estamos aqui novamente para falar um pouco sobre ética e cidadania, e nada melhor do que começarmos pela escola, que abriga uma grande diversidade.

Em seu sentido tradicional, a cidadania expressa um conjunto de direitos e de deveres que permite aos cidadãos e cidadãs o direito de participar da vida política e da vida pública, podendo votar e serem votados, participando ativamente na elaboração das leis e do exercício de funções públicas, por exemplo. Hoje, no entanto, o significado da cidadania assume contornos mais amplos, que extrapolam o sentido de apenas atender às necessidades políticas e sociais, e assume como objetivo a busca por condições que garantam uma vida digna às pessoas.

Entendemos que tal forma de educação deve visar, também, ao desenvolvimento de competências para lidar com: a diversidade e o conflito de ideias, as influências da cultura e os sentimentos e emoções presentes nas relações do sujeito consigo mesmo e com o mundo à sua volta.

Clique na imagem para assistir ao vídeo.
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Aprender a lidar com as diferenças, na perspectiva de uma sociedade que se pretende democrática e inclusiva e que traz para os espaços políticos e públicos tal preocupação, é o desafio que ronda o imaginário dos(as) profissionais da educação preocupados com a construção de uma escola de qualidade, que cumpra com seus objetivos de formação da cidadania e de preparação dos estudantes para a vida em sociedade.

O convívio com a diversidade humana e com as diferenças sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gênero, ao mesmo tempo em que gera conflitos, pode servir de matéria prima para a construção da convivência democrática.

Um forte abraço.

Luciano Albuquerque

Professor de Biologia da Rede Pública Estadual

REFERÊNCIAS

Convivência Democrática: inclusão e exclusão social.MEC.Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0CCMQFjABahUKEwj6tO2QrsTHAhWDeT4KHXjED1Y&url=http%3A%2F%2Fportal.mec.gov.br%2Fseb%2Farquivos%2Fpdf%2FEtica%2Fliv_etic_cidad.pdf&ei=ZnDcVfrpK4Pz-QH4iL-wBQ&usg=AFQjCNGsCoMOma8HAkYnT3m5LYu_me8k6A&sig2=i7CJUh8QWV0wDf-tm_H2RQ. Acessado em 24/08/2015, 10 h 32m.

Convivência Democrática: Relações étnico-raciais e de gênero.MEC.Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CB0QFjAAahUKEwj6tO2QrsTHAhWDeT4KHXjED1Y&url=http%3A%2%2Fportal.mec.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_docman%26task%3Ddoc_download%26gid%3D2176%26Itemid%3D&ei=ZnDcVfrpK4Pz-QH4iL-wBQ&usg=AFQjCNHDuFkpB0jISUCRunO_U3xmPdvKQw sig2=UzXeplUzuMKHaw9dWqxCAA. Acessado em 24/08/2015, 11 h 02m.

Ética e Cidadania Construindo Valores na Escola e na Sociedade.MEC.Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Etica/liv_etic_cidad.pdf. Acessado em 24/08/2015, 11 h 15m.

Convivência Democrática na Escola.MEC.Disponível em: http://univesptv.cmais.com.br/etica-valores-e-cidadania/evc-convivencia-democratica-na-escola. Acessado em:23/08/2015, 22h 21m.

A Matemática Inclusiva

Nos últimos anos, temos percebido uma mudança muito grande nas repartições e meios urbanos  no que se refere à promoção da acessibilidade. Lembro-me como se fosse hoje:  eram raros  os espaços atentos a esta  questão, o  que dificultava ou mesmo inviabilizava a circulação de cadeirantes ou indivíduos com mobilidade reduzida nesses espaços. Há pouco tempo, não era difícil encontrarmos escolas com corredores muito estreitos, caixas eletrônicos com altura inacessível a cadeirantes, espaços urbanos  sem rampa de acesso, sinaleiras sem sinais sonoros e etc.

Na verdade, de lá pra cá, todas as mudanças ocorridas nestes últimos anos, teve uma motivação fundamentada em eventos históricos. As primeiras discussões sobre o tema só surgiram nos Estados Unidos, fruto dos heróis de guerras que sofreram mutilação na Segunda Guerra Mundial e Vietnã. De lá pra cá, muitas mudanças ocorreram. Em 1981, a Organização das Nações Unidas publicou as Normas sobre a Igualdade de Oportunidades para as Pessoas com Deficiência. No Brasil, em 1985, através da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, foi lançada a Norma Técnica NBR9050, que trata sobre acessibilidade às edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos.

O processo de projetar ambientes cada vez mais abrangentes e menos restritivos é um desafio para os arquitetos e engenheiros. É através da Matemática que os profissionais da área conseguem tornar esses projetos uma realidade. Ela é utilizada para determinar a largura e declividade dos passeios, dimensões e área de vagas em estacionamentos públicos, ângulos de rotação para manobra de cadeiras de rodas, altura ideal para manipulação de comandos, controles de elevadores, sinalizações de trânsitos e etc.

 Para facilitar o trabalho destes profissionais, a NBR 9050 possui um conjunto de determinações e normas, referentes à acessibilidade, nos projetos de arquitetura, urbanismo e transporte, assim como no planejamento de equipamentos, acessórios, comunicações e serviços. Para aplicar essas normas, o arquiteto utiliza uma série de conceitos matemáticos, que envolvem desde o simples ato de mensurar, até o de cálculos mais complexos, como o de áreas e inclinações de rampas.

 O projeto desses espaços requer alguns cuidados, especialmente, para os cadeirantes. A dificuldade que eles enfrentam para se deslocar demanda corredores de circulação que tenham largura mínima de 0,90m, uma vez que o módulo de referência (projeção de 0,80m por 1,20m no piso, ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de rodas) tem largura de 0,80m.

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As áreas destinadas para manobra de cadeiras de rodas sem deslocamento devem ter medidas que permitam que o cadeirante efetue giros de 90°, 180° e 360°. Para efetuar um giro de 90°, a área deverá ter medidas de 1,20m x 1,20m; para rotação de 180°, a área deverá ter medidas de 1,50m x 1,20m e para rotação de 360°, a circunferência deverá ter diâmetro de 1,50m.

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Outro cuidado importante refere-se à ergonomia dos mobiliários e equipamentos. Itens como mesa de trabalho e estudos, caixas eletrônicos, bilheteria, telefones públicos, dentre outros, devem estar adequados aos cadeirantes. A ilustração a seguir reúne uma série de medidas e ângulos que devem ser observados na adequação desses equipamentos e mobiliários:

André2As vagas de estacionamento destinadas aos cadeirantes também devem atender a uma série de normas. A área destinada ao estacionamento de cadeirantes, sejam eles condutores ou não, deve facilitar seu embarque e desembarque. Assim, o primeiro item a ser observado, é a sinalização horizontal e vertical, indicando que se trata de uma vaga especial, além disso, a vaga deve contar com uma área lateral, destinada ao desembarque e circulação de cadeirantes. Para que essa área de circulação atenda às normas técnicas, ela deverá ter no mínimo 1,20m de largura, e deverá estar devidamente sinalizada por faixas transversais amarelas pintadas no chão, para que não sejam obstruídas; impedindo, assim, a circulação de cadeirantes.

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Não podemos deixar de fazer referência ao acesso aos banheiros e vestiários,  que devem obedecer aos parâmetros da norma  no que diz respeito à instalação de bacia, mictório, lavatório, boxe de chuveiro, acessórios e barras de apoio, além das áreas de circulação, transferência, aproximação e alcance, ou seja, todos os itens tratados nesse texto deverão ser observados, agregados a elementos como barras de apoio que, segundo a norma, devem suportar a resistência a um esforço mínimo de 1.500N, em qualquer sentido e estar firmemente fixados na parede.

Todos esses exemplos nos mostram a importância da Matemática na viabilização e construção de espaços inclusivos. Todavia, sem esses conhecimentos elementares dessa área do conhecimento, arquitetos e engenheiros teriam muita dificuldade para executar esses projetos.

Quer aprender mais sobre o tema? Não perca tempo, acesse agora, o Ambiente Educacional Web, AEW,  e tenha acesso a uma grande variedade de objetos educacionais que tratam da inclusão.

André Soledade

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 

Referência:

Portal Ambiente Educacional Web. Disponível em:<http://bit.ly/1plsrD2> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal vida mais livre. Disponível em:<http://www.vidamaislivre.com.br/colunas/post.php?id=479&/quando_e_onde_comecaram_a_falar_em_acessibilidade> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em:<http://www.abnt.org.br/> Acesso em 25 de julho de 2015.

Todas as figuras foram retiradas da NBR 9050.

Dia Mundial da Internet Segura 2015

Às vezes, a gente está navegando na internet, conversando com alguém nas redes sociais, postando fotos de momentos felizes e não temos ideia de quantas pessoas estão vendo aquele conteúdo. Ou quantas poderão ver. Na rede, há uma falsa ilusão de que estamos seguros, mas até os mais preocupados com exposição e cheios de cuidados podem sofrer as consequências de um uso irresponsável da internet.

Hoje, Dia Mundial da Internet Segura, é uma ótima razão para a gente pensar de que forma estamos nos comportando na internet. Algumas dicas podem parecer chatas, mas são importantíssimas para a nossa convivência no planeta Web. Então, nada de sair por aí fornecendo informações pessoais para desconhecidos, bem como preenchendo formulários em sites suspeitos. Outra dica importante é criar senhas que não sejam tão fáceis de deduzir. Data de aniversário, por exemplo, nunca deve ser usada para esse fim.

Os pais devem ficar atentos ao que os filhos fazem quando usam a internet. A lógica é a mesma da vida fora da tela: cuidado sempre! E, óbvio, o uso da rede mundial de computadores não deve atrapalhar a nossa vida. Se a gente deixa de estudar, ler um bom livro, sair com os amigos ou, simplesmente, conversar com a família, é sinal de que alguma coisa não está bem e precisamos de ajuda.

Alguns sites dão dicas e nos auxiliam a usar a internet de um forma inteligente e responsável. Clique nos links e comece a navegar. De forma segura, é claro!

Movimento Internet Segura (MIS): http://www.internetsegura.org/

Navegação Segura: http://www.ccbc.org.br/34/cooperacao.pdf

SaferNet Brasil: http://www.safernet.org.br/site/

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“O Desabafo é plural em suas singularidades”

Foto: Autorretrato
Foto: Autorretrato

A soteropolitana Monique Evelle Nascimento Costa tem 20 anos, está no 4º semestre do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades com ênfase em Política e Gestão da Cultura, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e é moradora do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Em 2011, fundou o Desabafo Social, uma rede que atua promovendo ações de direitos humanos. Desde agosto do ano passado, é Secretária Geral da Rede de Participação Juvenil da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Adolescência (ABMP) e também foi escolhida para ser uma jovem multiplicadora da SaferNet Brasil, entidade referência no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na Internet. Além disso, é a representante da região Nordeste da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores, cujo trabalho é facilitar a troca de conhecimentos e experiências de grupos de comunicação da Região Nordeste. Nesta entrevista, feita por e-mail, Monique explica como se dá o trabalho desenvolvido no Desabafo Social, como uma pessoa pode se tornar colaboradora, o reconhecimento recebido e a perspectiva do projeto para o futuro. Confira!

Blog do Professor Web: O que motivou a criação da rede Desabafo Social?

Monique Evelle: O que motivou foram as referências que fui tendo no caminho, como, por exemplo, o livro Por uma semente de Paz [de Ganymédes José], que li quando estava na terceira série. O livro conta a história de uma professora que foi lecionar numa periferia e conseguiu mudar a realidade dos alunos e da comunidade. Eu sempre quis ser aquela professora.

BPW: Quais são as ações da iniciativa?

ME: Realizamos oficinas, rodas de conversas relacionadas aos temas voltados para Direitos Humanos da Infância e da Juventude, Comunicação e Educação. Temos um programa de rádio online, um blog totalmente colaborativo e, agora, começamos a fazer cobertura e assessoria educomunicativa.

BPW: Como uma pessoa pode entrar nessa rede?

ME: Apesar de termos colaboradores espalhados por seis estados, costumamos dizer que o Desabafo possui uma infinidade de

Monique, no Nordeste de Amaralina, numa das ações do Desabafo Social
Monique, no Nordeste de Amaralina, numa das ações do Desabafo Social. Foto: Tâmara Brito

pessoas, porque encontramos sempre alguém na rua, nas atividades, que diz: “Eu também sou Desabafo Social.” Isso é demais! Para facilitar essa participação na rede, disponibilizamos materiais de apoio e oferecemos suporte para que atividades sejam consistentes e interativas. Quem quiser participar do Desabafo, é só articular conosco as oficinas nas escolas, comunidades e organizações; debates, divulgar em redes sociais, escrever para o nosso blog e etc. E também, suas ideias e ações devem, com certeza, não violar os direitos humanos.

BPW: Qual é o seu objetivo com o Desabafo Social?

ME: É continuar inspirando pessoas. Inspirar para transformar. Comunicar para transformar.

BPW: Como você falou, o Desabafo Social tem colaboradores em mais seis estados do país. Como essa expansão acontecceu?

ME: Em dezembro de 2012, quando lançamos a primeira edição da nossa revista online [a Desabafo Social], as pessoas começaram a procurar o Desabafo para poder realizar as ações. Tive que pensar em estratégias para formar uma rede de adolescentes e jovens. Além disso, como o Desabafo utiliza uma linguagem adaptada para cada público, isso faz com que as pessoas se sintam parte de toda construção, se sintam parte do Desabafo.

BPW: Em termos educacionais, quais são os impactos que projeto traz para a sociedade?

ME: Todas as crianças, adolescentes e jovens que participaram do Desabafo, conseguem, hoje, aguçar o olhar crítico em relação às questões sociais. Não são mais omissos às informações transmitidas pelos meios de comunicação de massa. Um exemplo claro disso é uma menina de nove anos, que articula com seus colegas e professores ações que, geralmente, não são discutidas na escola, como direitos humanos na internet, racismo e intolerância religiosa.

BPW: Como as tecnologias digitais auxiliam no desenvolvimento do projeto?

ME: Apesar de grande parte dos brasileiros ainda não ter acesso a internet, se não fossem as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), não haveria expansão e continuidade do Desabafo. Não temos nenhum apoio financeiro para impressão da nossa revista, logo, publicamos online. Não temos como ter um espaço numa rádio FM de grande porte, logo, é preciso ser online.

Fotografia de Julianne Gabillaud
As crianças do Nordeste de Amaralina vão em direção a Monique: reconhecimento. Foto: Julianne Gabillaud

BPW: O seu trabalho já foi reconhecido por algumas instituições, uma vez que você já recebeu vários prêmios. Como você encara isso?

ME: É muito bom ver um trabalho de formiga sendo reconhecido. Os reconhecimentos vêm com tempo, mas a gente nunca espera. Sempre é um surpresa.

BPW: Quais são as perspectivas de futuro para o Desabafo Social?

ME: Espero que o Desabafo continue crescendo e que, com o tempo, possamos ter nosso espaço físico e conseguir apoio logístico para continuar fazendo bem o que a gente faz.

BPW: Tem algo que não foi perguntado e que você gostaria de falar?

ME: Costumamos dizer, no Desabafo, que “eu sou porque nós somos.” A ideia é mostrar que o Desabafo é plural em suas singularidades.

 

Monique Evelle: http://moniqueevelle.wordpress.com/.

Desabafo Social: http://desabafosocial.com.br/blog/.

Educação Especial: uma questão de cidadania

Olá, galera!

Iniciamos o mês de agosto com uma temática muito interessante. Vamos “bater um papo” informativo, esclarecedor e sério sobre Educação Especial,Ética e Cidadania.Outros temas também serão discutidos durante este mês.Mas,manteremos um foco mais aguçado sobre estes acima mencionados.

O exercício da Educação Especial requisita e pressupõe direitos,logo,falamos em Cidadania. A Ética tem uma grande influência sobre a Cidadania,pois ela trata da conduta humana,e é através desta que os direitos políticos,sociais e civis do cidadão serão assegurados.É possível ,então,perceber que em determinados momentos os temas em questão podem estar entrelaçados.

O protagonista deste texto é o cidadão com necessidades especiais educacionais, que necessita de uma Educação Especial voltada para estudantes com transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação. Entretanto, ser portador de limitações e/ou transtornos nem sempre é ser ou sentir-se incapaz.

Para muitas pessoas, presenciar estudantes especiais desenvolvendo atividades que necessitam competências e habilidades complexas é motivo de admiração e espanto. Mas, a realidade mudou e esse estudante especial, principalmente, o que desde cedo encontra em sua família apoio e incentivo, vem desenvolvendo atividades diversas, surpreendentemente desmistificando estereótipos.

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, através de convênios firmados com Instituições Especializadas, oferece atendimento prioritário ao estudante especial em Associações, Instituto, Instituições e Federações especializadas e credenciadas.

Temos uma Legislação com decretos e Leis que dispõem sobre a Educação Especial para que esta ampare o seu público-alvo, facultando-lhe direitos diversos, como o de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que busca,com projetos e ações atender às especificidades do estudante especial, dando-lhes condições de enfrentamento à vida através da conquista de uma autonomia que o fortaleça como cidadão sujeito de direito.

Para o cientista político Norberto Bobbio, “O Direito do cidadão é a conversão universal, em direito positivo dos direitos do ser humano”. Logo, é possível entender que Bobbio refere-se ao fato de que os direitos registrados em legislação,ou o que o valha, sejam convertidos em direitos positivos, praticados,exercidos.É fazer a teoria virar prática,e para isso é preciso uma conduta ética.

Assista ao vídeo “Adulto, cidadão e diferente (Deficiência Física)”:

 

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Este audiovisual mostra que os portadores de necessidades especiais já estão fazendo,há muito tempo o seu papel de cidadãos, assumindo compromissos, responsabilidades, fazendo a diferença em sua sociedade, quebrando paradigmas de preconceito e discriminação.

 

Até a próxima!

Prof.ª Ana Rita Medrado.

Isadora Faber e Malala Yousafzai: Adolescentes feministas

Olá, Amig@s!!!

Vivemos em uma sociedade de infinitas transformações e aqui faremos uma reflexão, sobretudo quanto às contribuições de duas adolescentes, de comportamentos feministas e do quanto repercutem suas ações e ideias para as mudanças de nossa realidade contemporânea.

Conversaremos agora sobre duas personagens sociais que tiveram suas ações repercutidas nacional e internacionalmente. Pessoas que pretenderam, com suas ações, contribuir para a transformação da realidade imposta historicamente, de uma cultura que oprime e domina o comportamento humano quanto à busca de seus direitos como indivíduos sociais, para um mundo mais justo e oportuno para tod@s.

Malala_yousafzai.Iniciamos com Malala Yousafzai, uma adolescente paquistanesa, hoje com 16 anos, que depois de criar um blog repercutido nas mídias mundiais, onde tratava do papel social das mulheres na sua cultura e, principalmente, reforçava o acesso à educação, no blog ela destaca a condição de que em seu país as mulheres não tem direito aos estudos. Mesmo utilizando um pseudônimo, seu protesto repercutiu num importante noticiário inglês, que realizou com ela uma reportagem sobre esta realidade e Malala fez um depoimento que quase lhe custou a vida.

Durante o retorno de um curso que realizava ela sofre uma tentativa de assassinato, sendo acometida por um tiro na cabeça e outro no ombro; felizmente não morreu e recebe ajuda médica internacional. Depois de toda repercussão e já tratada dos ferimentos ela foi convidada para discursar na Assembleia das Organizações das Nações Unidas ONU, em 12 de julho de 2013, que coincidiu com seu aniversario. Iniciou sua fala com uma importante declaração: “Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução”. […].

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A outra adolescente que tratamos é brasileira, moradora da capital catarinense – Florianópolis e estudante de escola publica. Isadora Faber, que em julho de 2012, aos seus 13 anos, decidiu criar uma página numa rede social com o título: Diário de Classe, A verdade. Nela colocava a realidade de abandono e descaso que sua escola enfrentava, iniciou tratando dos equipamentos com defeitos que davam choques elétricos nos estudantes, portas sem maçanetas, salas sem ventilação e ventiladores, dos tratos e comportamentos dos professores e demais profissionais da escola, dentre tantos outros casos. A principio ela foi rechaçada, vítima de bullying e até sua casa foi atingida, o detalhe é que a família forneceu a ela todo apoio possível.

No início um representante da secretaria de educação visitou a escola e garantiu a realização dos reparos na condição que ela postasse as realizações, ainda assim ele não retornou e os serviços não foram realizados, então ela seguiu postando a situação que seguia, chegando ao ponto de uma professora planejar e aplicar uma aula pautando política e internet, “ela informou que os alunos não deviam falar dos professores na rede” afirmou Isadora.

Depois de um tempo algumas coisas foram aos poucos sendo reparadas e as opiniões de Isadora, postadas no blog, já são bem aceitas na escola. “Gostaria que estudantes do mundo inteiro tivessem direito e acesso a uma educação digna e moderna. Tenho certeza que, se todo mundo fizer um pouquinho, juntos poderemos dar a educação, e assim, deixaremos o planeta mais justo e melhor para todos”, diz. Depoimento de Isadora, sobre educação, em um site brasileiro.

O blog, atualmente com mais de meio bilhão de acessos, repercutiu para além da escola, da cidade e até mesmo do estado de Santa Catarina e hoje Isadora com a colaboração de amigos criou uma ONG com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da educação em seu estado. Servindo de exemplo para muitos estudantes Brasil afora.

Malala Yousafzai e Isadora Faber são personagens de enriquecedores exemplos, servindo como fonte para análise do uso responsável, livre e positivo das mídias digitais para cobrar a atuação das políticas públicas e, além disso, quanto à atuação feminina que transforma nossa sociedade globalizada e contemporânea, ainda que elas sejam muito jovens.

Valeu e até a próxima!!!

Fontes: Wikipédia, Site Oficial

Relembrando nosso Novembro Negro

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Olá, turma esperta.

 Iniciaremos dezembro fazendo um breve histórico dos diálogos construídos ao longo do Novembro Negro aqui no blog. Durante esse período, discutimos a trajetória dos povos negros que contribuíram com a construção da cultura e com as características de nossa população, bem como compartilhamos conteúdos referentes à história de luta, resistência e conquista obtidas por estes povos que, ainda hoje, são vítimas de preconceitos, mas seguem se fazendo participantes e atuantes na história oficial brasileira. Em muitos dos nossos textos você encontra conteúdos das diversas áreas do conhecimento e com inúmeras referencias históricas. Vejamos um resumo do que rolou…

Categorizamos nossas publicações em sessões para facilitar sua busca, como o Cine PW, que trouxe dicas de filmes e documentários questionadores sobre o papel atribuído aos povos negros em nossa sociedade, desde a analogia entre escravização no passado e no presente, com a obra “Quanto vale ou é por quilo?”, até a história de um afrodescendente; “herdeiro-descendente” das exclusões sociais narradas no filme “O contador de histórias”.

Além disso, aproveitamos o mês temático para estrear a sessão Radiola PW, espaço reservado a análise de letras de músicas que compartilham mensagens, através das quais conseguimos traçar discussões coerentes com a educação como um todo. Em novembro, avaliamos as conotações contidas em “Respeite meus cabelos, brancos”, do compositor e interprete Chico César; comentamos a música Zumbi, letra de Jorge Bem Jor, cuja narrativa retrata o contexto histórico do período de escravização no Brasil; e finalmente a música do baiano Gilberto Gil, “Quilombo, O Eldorado Negro”, uma narrativa que conta a importância do surgimento das comunidades quilombolas.

Aproveitamos o mês, também, para apresentar algumas resenhas de obras referente à temática. É o caso das obras “O Teatro do Bando: negro, baiano e popular”, trazendo a uma biografia sobre o Bando de Teatro Olodum; e a biografia de Luiz Gama, um dos maiores nomes da história da Revolta doa Malês.

Sugerimos o link de acesso direto para todas essas publicações e tantas outras que foram e continuarão a ser produzidas pela equipe com ajuda de toda comunidade escolar interessada. Indicamos, também, o Ambiente Educacional Web – AEW pra visualizarem outros conteúdos relacionadas a essa temática.

Convidamos vocês para que continuem a contribuir com sugestões relacionadas a essa temática e a todos os outros temas interessantes para a comunidade escolar.

Abraços.

CINE PW: Quanto vale ou é por quilo?

Salve, salve, galera!

Em mais uma edição do Novembro Negro, espaço em que nos propomos a dialogar com vocês sobre as várias temáticas que remetem a este assunto, o que nos permite discutir de que forma se valoriza @s negr@s em nossa sociedade. Nossas indicações de filmes seguem no clima dos debates em torno da temática que abarcam os povos negros, trazendo sempre obras que abordam a maneira como @s negr@s foram e são inserid@s na vida social. O que englobam as políticas públicas, políticas afirmativas, educação, expressões artísticas e etc.

Hoje, a proposta é a analisarmos as problemáticas sociais abordadas no filme “Quanto vale ou e por quilo?”, do diretor Sérgio Bianchi, cujas histórias retratadas são passíveis de várias análises quanto às formas de explorações que os povos negros estiveram e estão submetidos, comparando os tempos e sistemas políticos distintos: ora explorado pelo sistema escravista da colonização e do imperialismo, no passado; ora pelo sistema capitalista de uma outra estrutura política do tempo presente. O filme foi inspirado no conto “Pai contra Mãe“, extraído do livro “Relíquias de Casa Velha” (1906), de Machado de Assis.


A abordagem do filme é análoga entre o antigo comércio de escravizados e a atual exploração de mão de obra pelo “marketing social”, onde a pobreza de um povo é mercadologicamente explorada. Comparando-os através do tempo as funções desempenhadas pelo capitão do mato (capturador de escravizados fugitivos), e o sistema de políticas afirmativas instalado numa comunidade carente. Se, no passado, o capitão é movido pelo lucro imediato, explícito na história; no presente, a política social aplicada na comunidade tem como interesse, em certa medida, um retorno lucrativo. Ou, como resume numa fala, o personagem Ricardo Pedrosa, “quem financia a solidariedade hoje, está preocupado com o retorno!”

Aproveite a oportunidade para refletir sobre o conteúdo. Boa sessão!