Mais uma experiência de êxito!

A Rede Anísio Teixeira recebeu, no dia 25 de maio de 2015, a visita do Professor Eliezer Batista da Silva, do Colégio Estadual Padre José Vasconcelos – Estrada Velha do Jardim Nova Esperança.

O Prof. Eliezer leciona Língua Inglesa no referido colégio, se diz apaixonado pelas TICs e é um grande defensor do uso do celular em sala de aula; afirma que já não há como impedir o uso do aparelho, que a tecnologia está em toda a sociedade e precisa marcar seu lugar na educação. Ele diz :

Foto: acervo do Comitê Gestor do AEW

Da esquerda para a direita: Ana Rita Medrado, Eliezer Batista da Silva e Eugles Oliveira. Foto: acervo do Comitê Gestor do AEW

Não vejo problema na utilização do celular, quando bem utilizado só traz benefícios para os estudantes. Proibir o uso do celular é voltar no tempo, não dá mais para tirar dos alunos o celular.”

O professor veio nos apresentar a um equipamento, por ele inventado, que pode ser utilizado por alunos e professores em sala de aula. Segundo Eliezer , a invenção pode ser muito útil nas aulas:

Os alunos e professores, com os quais testei o invento, acharam muito interessante e gostaram da experiência. O meu objetivo é quebrar esse costume de que o celular que não pode ser utilizado em sala de aula e transformá-lo em um mecanismo de educação, veiculador de educação, deve-se utilizar o celular.”

Muito empolgado com o seu invento, Eliezer assim o descreve:

O aparelho é adaptado ao celular para uso em sala de aula. O processo acontece via rádio do celular, é por ondas do rádio que o aluno vai escutar o que o professor fala. O aluno tem que ter um celular que tenha rádio. O telefone deve estar conectado ao aparelho desenvolvido por mim. Caso chegue uma ligação para o aluno, no momento que ele estiver conectado ao meu aparelho, ele poderá também receber a ligação. O meu invento gasta apenas a bateria do celular. O aluno conecta o meu aparelho ao celular dele via ondas da rádio e vai me ouvir pelo fone de ouvido do seu celular. De onde eu estiver e transmitir a aula, revisão de aula, palestra e etc.,o aluno poderá me ouvir e acompanhar. É, também, como uma aula a distância. Também pode ser utilizado em aula presencial, é a mesma coisa. Eu falo no meu microfone e os alunos me ouvem no fone de ouvido deles. O aparelho só “ leva a voz do professor.”

O invento será patenteado pelo Professor Eliezer, que quer o reconhecimento do pioneirismo do invento e do uso do equipamento.

A Rede Anísio Teixeira mais uma vez prestigiando e divulgando “ experiências bem-sucedidas “ parabeniza o Prof.º Eliezer Batista da Silva, do Colégio Estadual Padre José Vasconcelos – Estrada Velha do Jardim Nova Esperança .

O professor se comprometeu a escrever um artigo falando sobre o seu invento, que será publicado na próxima edição da REVISTA AEW ,da Rede Anísio Teixeira. Aguarde novas informações sobre isso.

Até breve!

Prof.ª Ana Rita Medrado.

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Cine PW: Samba Riachão

O documentário Samba Riachão (2001), de Jorge Alfredo, é uma obra bastante significativa para quem quer saber e entender um pouco sobre a história do samba, principalmente o da Bahia. Ao colocar o sambista Riachão como protagonista, o cineasta produziu uma narrativa em que fica evidente o quanto Clementino Rodrigues, verdadeiro nome de Riachão, se confunde com o samba. E vice-versa. O nome do documentário já evidencia isso. É como se Jorge batizasse uma vertente do samba como sendo “Riachão”, para contrapor à samba-canção, samba de roda, samba-reggae e etc. Por isso, não há vírgula no título. O “Riachão”, no caso, não é vocativo; é adjetivo. Ou seja, o nome do filme não remete a um comando para que Riachão sambe (com a vírgula: “Samba, Riachão”), mas traz a ideia de que Riachão é o próprio samba. Boa sacada!

A obra

Os oitenta e nove minutos do filme trazem depoimentos de pessoas famosas do cancioneiro brasileiro, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Armandinho, Daniela Mercury e Tom Zé. Todos falam sobre samba e sobre Riachão. Estudiosos da área também depõem sobre o ritmo e fazem elogios ao cronista do samba baiano, como Riachão é conhecido.

A obra adentra na intimidade de Clementino, com locações na casa dele, no Pelourinho, onde Riachão sempre aparece cercado de amigos, fazendo uma roda de samba, e no bairro do Comércio. Numa das tomadas, o documentário mostra Riachão se preparando para sair de casa. Nesse sentido, todas as atenções se voltam para o emblemático e já folclórico figurino do artista, em que uma toalha está sempre no pescoço.

Um pouco mais de Riachão

Clementino Rodrigues nasceu em 14 de novembro de 1921, na Fazenda Garcia, em Salvador, onde continua morando atualmente. Ele tem mais de 500 composições criadas, sendo as mais conhecidas Cada Macaco no Seu Galho (que já foi gravada por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gang do Samba, Lampirônicos e Anastácia), Retrato da Bahia (gravada por Trio Nordestino) e Vá Morar com o Diabo (que se popularizou na gravação feita por Cássia Eller, em 2001). Riachão costuma dizer o seguinte sobre sua própria arte: “Eu sou o artista que me torno uma nota musical para levar alegria ao povo”.

Em 2009, a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia publicou o livro Riachão: o cronista do samba baiano, de autoria da jornalista Janaína Wanderley da Silva. A biografia integra a coleção Gente da Bahia, que é distribuida gratuitamente. Quem tiver interesse em adquirir o livro sobre Riachão (e os outros títulos da coleção!), basta enviar um e-mail para cerimonialba@gmail.com e solicitar. Há poucos exemplares no acervo. Então, corra!

#FicaADica: o vocativo é uma palavra ou expressão utilizada para se referir a um interlocutor. Ou seja, a alguma pessoa com a qual a gente conversa. A ideia é expressar um chamado. O vocativo é acompanhado de uma pausa e, quando vem no interior de uma oração, deve vir acompanhado de vírgula. Exemplos: “Canta aí, Riachão!”, “Senhor, que horas são?”, “Não adianta disfarçar, professora, a gente já percebeu que a senhora está chorando”.

Diversidade étnico-racial é destaque no programa Intervalo

O quadro Diversidades, que integra o programa Intervalo, produção da TV Anísio Teixeira que estreou no dia 28 de outubro, na TVE-BA, discute temas que são debatidos com frequência na sociedade. O objetivo é  ouvir a opinião da comunidade escolar sobre tais temas e fomentar a discussão. Um dos episódios do quadro abordou a temática da diversidade étnico-racial, um assunto relevante e sempre atual. No vídeo, especialistas, professores e estudantes deixaram boas reflexões sobre racismo, preconceito e discriminação. Acesse http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3851, assista e dê a sua opinião também! O Intervalo vai ao ar, de segunda a sexta, às 18h30, na TVE-BA.

 

 

A Tenda Digital no 3º Encontro Estudantil

Encontro

Equipe de colaboradores da Rede Anísio Teixeira, na Tenda Digital, durante o 3º Encontro Estudantil. Foto: Divulgação

O 3º Encontro Estudantil Todos Pela Escola, promovido pela Secretaria da Educação e realizado de 28 a 30 de outubro, na Arena Fonte Nova, reuniu estudantes e professores de todos os cantos da Bahia. Na ocasião, as comunidades escolares apresentaram projetos artísticos, científicos, esportivos e culturais. Quem esteve na Fonte Nova, viu o 7º Festival Anual da Canção Estudantil (Face), o 6º Sarau Estadual do Tempos de Arte Literária (TAL), a 7ª Mostra do Artes Visuais Estudantis (AVE), a 3ª Aventuras Patrimoniais do Educação Patrimonial e Artística (EPA), a 2ª Mostra de Curtas de 5 minutos do Produção de Vídeos Estudantis (Prove), a 1ª Mostra do Projeto Dança Estudantil (Dance), a 1ª Apresentação do Canto Coral Estudantil (Encante), os Jogos Estudantis da Rede Pública (Jerp), a 4ª Feira de Ciências e Matemática da Bahia (Feciba), a I Mostra da Rede Estadual de Educação Profissional da Bahia, a Tenda Digital e o Centro Juvenil de Ciência e Cultura.

Os colaboradores da Rede Anísio Teixeira (Rede AT) foram os responsáveis pela Tenda Digital. O espaço era composto por uma exposição fotográfica, pelo Centro de Mídias Estudantis, pela Arena Jovem e pelo Conectados. A exposição fotográfica Faces da Escola, de autoria do professor e fotógrafo Peterson Azevedo, que integra a equipe da TV Anísio Teixeira, trouxe o registro dos bastidores de gravação do programa Intervalo. No Centro de Mídias Estudantis, estudantes da rede pública de ensino fizeram a cobertura jornalística do evento, produzindo conteúdos para os canais da Rede AT. A Arena Jovem teve o formato de um programa de TV, voltado para o entretenimento. Lá, houve o lançamento oficial do Intervalo, além de entrevistas e apresentações culturais. No Palco Livre, estudantes, professores e visitantes puderam se manifestar artisticamente. Muita gente cantou, tocou, dançou e declamou. Os projetos da Rede Anísio Teixeira (Ambiente Educacional Web, Blog do Professor Web e TV Anísio Teixeira) também figuraram no espaço, numa forma de divulgação e de aproximação com as comunidades escolares. No Conectados, as pessoas podiam utilizar computadores com conexão em rede. Educadores da Rede Anísio Teixeira apresentavam os projetos desenvolvidos por eles e cadastravam os professores no Espaço Aberto, a rede social da educação da Bahia.

Nos três dias do evento, toda a equipe da Rede AT se dedicou para receber estudantes e professores da melhor forma possível. Em 2015, tem muito mais! Até lá!

Programa “Intervalo” estreia amanhã

Protagonizado por estudantes e professores da rede estadual, programa vai ao ar na TVE-BA

Intervalo

Estreia, nesta terça-feira, 28 de outubro, às 18h30, na TV Educativa da Bahia – TVE (Canal 2), o Programa Intervalo, iniciativa audiovisual da Secretaria da Educação do Estado realizada por professores e técnicos da TV Anísio Teixeira, do Instituto Anísio Teixeira (IAT), e protagonizada por estudantes e docentes da rede pública estadual. A produção inédita se configura como uma inusitada maneira de disseminar e debater conteúdos pedagógicos interdisciplinares, tendo como suportes a arte, a ludicidade e o entretenimento, dentro de uma contextualização sociocultural. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre às 18h30, na TVE.

O Programa Intervalo será lançado, oficialmente, na quarta-feira, 29 de outubro, às 10h, durante o 3º Encontro Estudantil Todos pela Escola: ciência, arte, esporte e cultura, que acontece na Arena Fonte Nova, de 28 a 30 de outubro. “O Intervalo é uma nova demonstração da capacidade da comunidade escolar baiana em ser autora e protagonista de sua própria história. O programa aborda conteúdos curriculares e temas transversais do ensino médio, mas vai muito além, quando relaciona estes conteúdos com o cotidiano das escolas e das suas comunidades”, destacou o coordenador da Rede Anísio Teixeira, Yuri Wanderley.

O Intervalo foi desenvolvido em formato híbrido para a internet e TV, com gravações realizadas em escolas públicas de todo o Estado. Ao todo, são 120 vídeos de quatro minutos, que compõem 40 episódios de 13 minutos. Os episódios também poderão ser acessados para visualização e download na página www.educacao.ba.gov.br/intervalo.

Na equipe pedagógica, atuam docentes da rede pública preparados para compreender, criar e realizar as séries. “Pelas nossas andanças, especialmente pelo interior do Estado, vimos o quanto os professores estão motivados, comprometidos, assim com os estudantes, sempre envolvidos e criativos, produzindo conteúdos com muita qualidade”, destacou Joalva Moraes, professora do Núcleo Audiovisual da Rede Anísio Teixeira.

Quadros

No total, o Programa Intervalo irá exibir três quadros: Minha escola, Meu lugar, o Ser professor e Cotidiano. No primeiro, o foco é a relação entre a comunidade escolar e o seu colégio. No segundo, os vídeos apresentarão práticas pedagógicas e iniciativas criativas de docentes da rede pública estadual. Já o terceiro, traz as experiências do dia a dia do estudante, relacionando-as com o conhecimento científico.

O Intervalo traz, também, a série Encenação, por meio da qual peças teatrais, protagonizadas por alunos e professores da rede, além de atores regionais, são adaptadas para a linguagem televisiva. Há, ainda, a série Faça Acontecer, que mostra documentários sobre estudantes que se destacaram em projetos artísticos, culturais, científicos e esportivos, promovidos pela Secretaria da Educação do Estado. Já as séries Gramofone e Filmei! trazem, respectivamente, os bastidores de clipes musicais e a produção audiovisual dos professores e estudantes. Em Diversidades, o expectador poderá refletir sobre temas universais e ligados ao comportamento social. Os fatos históricos da Bahia, por sua vez, estão contemplados na série Histórias da Bahia.

Adaptado de: Ascom/Educação.

II Seminário de Educação e Tecnologia: como foi o segundo dia

A sessão de compartilhamentos abriu as discussões do segundo dia do II Seminário de Educação e Tecnologia. Professoras e professores da rede estadual de ensino apresentaram aos participantes os trabalhos que desenvolveram em suas respectivas unidades escolares, com o auxílio das tecnologias digitais. Cristine Pires, do Colégio Estadual Professor Aristides de Souza Oliveira, falou sobre o Aristides em Ação; Atonio Vilas Boas, do Colégio Estadual de Conceição do Jacuípe, defendeu Outras Linguagens no Ensino de História; Rejane Ramos, do Colégio Estadual José Antônio de Almeida, apresentou o Movidos pela História.

Logo após, formou-se a mesa Tecnologias Assistivas e Robótica Livre na Educação, com Patrícia Magris (do projeto Robótica Pedagógica Livre) e Marcos da Paz (do Guarux). Patrícia falou da relação de software livre com acessibilidade: “O software livre possibilita um acesso maior, a um maior número de pessoas, mas que ainda não é universal” e levantou uma provocação referente à sociedade e às redes: “A gente deve questionar o papel das redes e o nosso papel diante delas. Está faltando, talvez, trabalhar os coletivos. Que coletivos são esses que não se reúnem?”. Marcos da Paz, que trabalha no setor de desenvolvimento de software livre da prefeitura de Guarulhos, explicou porque o Guarux, sistema operacional livre desenvolvido pela prefeitura da cidade paulista, é inovador: “Ele reúne, num único sistema, tecnologias educacionais, assistivas, corporativas e inclusão digital e social”.

A mesa seguinte, cujo tema foi Conhecimentos e Mídias Livres para a Promoção das Culturas e Diversidades, contou com a participação de Fernanda Martins, representando a Rede de Pontos de Cultura Indígena de Olivença; e João Araujo e Raulino Júnior, da equipe do Blog do Professor Web da Rede Anísio Teixeira. Fernanda focou a sua apresentação falando da Thydêwá, uma organização não governamental constituída por indígenas e não indígenas e que trabalha para promover a diversidade cultural e o fortalecimento dos talentos indígenas. “A gente coloca a cultura indígena no centro do processo de educação através da apropriação crítica da tecnologia”. João falou sobre os objetivos do Blog do PW e do processo de trabalho da equipe e Raulino sobre as potencialidades que um blog pode ter. Veja, no vídeo abaixo, tudo que aconteceu no turno matutino.

O Compartilhamento de Mídias Educacionais Livres foi a temática discutida por Aurélio Herckert, da Rede de Intercâmbio de Produção Educativa (RIPE); André Santana, diretor da Biblioteca Virtual 2 de Julho e pelos professores do Comitê Gestor do Ambiente Educacional Web (AEW). Aurélio falou sobre recursos educacionais abertos e chamou a atenção para o uso deles fora de sala de aula também. “Os softwares também servem para trabalhar conteúdos em sala de aula e fora dela também. Não vamos ficar presos a esses espaços”. André apresentou os objetivos e trabalhos desenvolvidos pela biblioteca virtual. “O objetivo da biblioteca é reunir informações sobre a história da Bahia, mas a gente amplia essa ideia, trazendo temas relacionados à cultura e arte”. Ródnei Souza, do AEW, fez questão de falar sobre as peculiaridades do ambiente educacional. “O AEW é peculiar porque é feito por professores da rede pública de ensino.”

A última mesa, que tratava sobre Projetos Educacionais de Apropriações Tecnológicas, reuniu a professora Malu Pinto, da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul; Maria Rita, coordenadora de tecnologia educacional do Instituto Anísio Teixeira; Letícia Machado, do projeto Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec), da Secretaria da Educação da Bahia e José Renato Gomes, coordenador do Núcleo de Inovação em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, o NIAVA. Malu compartilhou com os participantes um pouco das ações do projeto Programa Província de São Pedro, realizado no seu estado. Província de São Pedro foi o primeiro nome do Rio Grande do Sul. Na ocasião, ela falou da importância do uso das tecnologias digitais. “A tecnologia é o fio condutor de todos os projetos escolares. Ela unifica a escola porque não é um fim em si mesma”. Letícia abordou o processo de expansão do Ensino Médio da Bahia, enfatizando a experiência do Emitec. “Nós temos um trabalho de ensino-aprendizagem no Ensino Médio em que a construção do conhecimento se faz o tempo todo em rede, de forma colaborativa”. Maria Rita falou, especificamente, do trabalho do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), que tem como objetivo promover a formação continuada dos profissionais da educação do estado da Bahia. “Precisamos fortalecer o uso das tecnologias da informação e da comunicação nas escolas através de projetos e da colaboração e apoio dos gestores e das diretorias regionais”. Durante a sua apresentação, José Renato explicou qual é a principal missão do NIAVA: “Nossa missão é fazer com que possamos, de fato, implementar salas de aprendizagem virtual, que deve refletir o ambiente real de sala de aula”.

As discussões do II Seminário foram encerradas com mais uma série da sessão de compartilhamentos. Jaqueline Daltro de Carvalho, do Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella, falou sobre o projeto O Conto Maravilhoso: do Papel às Novas Tecnologias; Marinalva Batista dos Santos Neves, do NTE-02, apresentou a oficina Aprendendo a Aprender- Oficina Sobre o Uso do Acervo Digital; Dimitri Sarmento Silveira, do Colégio Estadual Dalva Matos, defendeu o Projeto Escola Z; e, por último, Carlos Antonio Neves Junior, do Programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec), falou sobre o projeto Videoaulas Externas como Fator Motivador da Aprendizagem. Abaixo, você confere o que rolou no turno vespertino.

Continue acompanhando a nossa série de postagens sobre o II Seminário de Educacão e Tecnologia. Até a próxima!

II Seminário de Educação e Tecnologia: como foi o primeiro dia

O II Seminário de Educação e Tecnologia reuniu gente da Bahia e de outros cantos do Brasil. O evento uniu vários sotaques e culturas com um importante propósito: discutir e pensar o uso e a produção de mídias e tecnologias livres nas escolas. Durante os dois dias, debates, discussões e questionamentos protagonizaram a atenção dos participantes.

No dia 14 de maio, a primeira temática discutida falou sobre mídias e tecnologias educacionais livres, abordando os conceitos e as políticas públicas relacionadas. Mônica Franco, da Diretoria de Formulação de Conteúdos Educacionais do Ministério da Educação e Yuri Wanderley, colaborador da Rede Anísio Teixeira, participaram da mesa. Em sua fala, entre outras coisas, Mônica chamou a atenção para as transformações que ocorreram na educação pública brasileira para a valorização da escola como um lugar de aquisição de conhecimento. “Eu me preocupo muito com essa tendência de desvalorizar a escola e valorizar os espaços virtuais, como se a escola não fosse mais necessária”, pontuou. Yuri destacou a importância de cada pessoa utilizar as tecnologias da informação e da comunicação de forma crítica. “A gente fala de um estímulo a apropriações tecnológicas, não de inserção, de uso. Porque a gente quer propor um uso crítico, diferenciado e problematizador”. Confira tudo que foi discutido nesta mesa clicando aqui

Em seguida, Rodrigo Nejm, da Safernet; e Débora Abdalla, do Programa Onda Solidária de Inclusão Digital, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), estiveram na mesa redonda que tratava de ética e tecnologias livres na inclusão digital. De acordo com Débora, o ambiente escolar tem um importante papel nessa discussão. “A gente precisa, cada vez mais, da escola e dos professores para orientar todo esse uso de tecnologia. O papel da escola é questionar, problematizar. Isso é ética”. Rodrigo considera a combinação de ética e tecnologia como uma temática que sempre deve ser discutida: “É necessário incorporar questões de ética e cidadania dentro e fora dos ambientes escolares, mesmo sendo um desafio”. Para assistir a íntegra desta mesa, clique aqui.

Veja o vídeo completo do turno da manhã e compartilhe conosco as suas impressões.

No turno vespertino, os destaques foram as sessões de compartilhamento, encabeçadas por professoras da rede estadual de ensino. Magaly Alencar, do Centro Estadual de Educação Magalhães Neto, apresentou o trabalho A Tecnologia Facilitando o Conhecimento; Huda Santiago, do Colégio Estadual Aristides Cedraz de Oliveira, compartilhou com o público o projeto Comunicação, Interação e Aprendizagem; e Elisabeth Amorim, do Colégio Estadual Lauro Farani Pedreira de Freitas, falou sobre A Literatura em Rede: o texto escapando da sala de aula.

Outro destaque da tarde foi o lançamento do programa Intervalo, com os educadores da TV Anísio Teixeira. O Intervalo é um programa feito com a comunidade escolar, para a comunidade escolar e sobre a comunidade escolar. É composto de nove quadros (Minha Escola, Meu Lugar, Ser Professor, Cotidiano, EmCenAção, Faça Acontecer, Gramofone, Diversidades, Histórias da Bahia e Filmei!), cada um com quatro minutos de duração. Toni Couto, colaborador da TV Anísio Teixeira, enfatizou que toda a equipe se esforçou para que os programas não ficassem maçantes. “Nós nos esforçamos para que o conteúdo não chegasse ao estudante como mais uma videoaula. Os quadros do Intervalo são de caráter lúdico e pretende plantar uma semente para que o estudante floresça como indivíduo”.

As discussões foram encerradas com a mesa redonda que discutiu as formas de apropriação da linguagem audiovisual pela comunidade escolar. Toni Couto (da TV Anísio Teixeira), Nide Nobre (da Coordenação de Projetos Intersetoriais da Secretaria da Educação da Bahia), Beto Severino (da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA)) e José Araripe Júnior (do Irdeb/Secom) foram os responsáveis pelo debate. Araripe Júnior, em seu discurso, fez questão de esclarecer que não é apenas os equipamentos eletrônicos que devem ser considerados como tecnologia. “Há uma mistificação de que a tecnologia é tudo aquilo que é eletrônico. O garfo e o lápis são instrumentos tecnológicos. Foi a compreensão do mundo, a partir das nossas ferramentas, que nos permitiu evoluir”. Já Nide Nobre, que coordena os projetos culturais (AVE, EPA, TAL, Face e Prove) promovidos pela Secretaria da Educação nas escolas públicas, acredita que o aspecto cultural é indispensável no processo educativo: “Não há mais como dissociar a educação da vida. A educação pós-moderna é aquela que deve ser retomada a partir da vida cultural. A gente tem que entender o estudante como sujeito de criação, não há mais lugar para ele ser visto como objeto de consumo”, avaliou. Beto Severino chamou a atenção para o caráter autônomo proporcionado pelo uso de audiovisual no ambiente educativo . “O audiovisual, como ferramenta nas escolas, pode contribuir para que nós possamos ver outras coisas; mas, mais importante, para que possamos nos ver fazendo outras coisas. A noção de emissor e receptor já está bastante enfraquecida na contemporaneidade. Cada vez mais, nós somos produtores”.

                                                   

Para encerrar as atividades do dia, houve uma apresentação cultural com os professores e colaboradores do programa Intervalo: Carlos Barros, Elton Prata, Andréa Prata e Carlos Leal.

É isso aí! Foi muito bom poder compartilhar com vocês mais este momento de ensino, aprendizagem e colaboração. Até mais!