Pluralidade Cultural no Enem

Olá pessoal!

A prova do Enem está se aproximando, e nesse momento, é hora de pensar nos temas que possivelmente vão estar presentes na prova. A pluralidade cultural é um deles.

Você já deve ter ouvido pessoas que relacionam cultura e grupos sociais de modo reducionista e discriminatório: cultura de cigano, cultura de índio, nordestino é tudo igual, por exemplo. Se formos em frente, e perguntarmos, o que essas pessoas sabem sobre as raízes históricas dessas culturas, descobriremos, que sabem muito pouco, um aspecto, ou outro. Na verdade, o preconceito é fruto, exatamente, desse desconhecimento.

Devemos saber que não existe uma cultura comum para todos os povos indígenas, ciganos ou nordestinos. Pense em todos os estados do Nordeste e imagine se seria possível reduzir esse mosaico de culturas em uma única, é impossível. O Brasil é um país multicultural, formado a partir de três matrizes étnicas: o branco o negro e o índio. Mas é a cultura europeia que figura de forma mais evidente no livro didático. Isso fortalece o desconhecimento e, por conseguinte, o preconceito contra as identidades de outros grupos sociais. Muitas vezes, as escolas enfatizam as manifestações culturais apenas nas datas comemorativas, dia do índio, dia da consciência negra, dia do folclore e depois abandonam os temas. Esse conteúdo dado assim, de forma episódica, só reforça o preconceito.

Somos atravessados por diferentes identidades: de classe, gênero, etnia, religião, nacionalidade, nos deslocamos e aprendemos durante toda a vida a partir do contato com outras culturas. A identidade social não é uniforme, somos diversos e, por isso, devemos aprender a conviver com as diferenças, como base para a cidadania. A pluralidade cultural é um tema sintonizado com as demandas da sociedade contemporânea, globalizada e que incorpora povos de diferentes identidades culturais em um mesmo convívio. Atualmente, temos um exemplo claro de uma problemática relacionada à pluralidade cultural, a guerra na Síria e a migração de refugiados para a Europa, o que nos impõe pensar sobre o desafio de se conciliar direitos humanos e diferenças culturais.

A cultura é um campo heterogêneo composto por diferentes formas de expressões e que devemos, primeiro, ter o direito de conhecer. Digo direito porque a Educação deve assumir essa tarefa de ensinar cultura no plural. Com isso, vamos diminuir a incidência de atitudes racistas, homofóbicas, as perseguições religiosas e afins. Há um ganho social ao se aprender a conviver com as diferenças, na alteridade e cidadania.

Assista ao programa Diversidade Cultural no Ambiente educacional Web, pois assim você vai enriquecer o seu repertório de argumentos sobre essa temática.

 

Prof.ª Valdineia Oliveira dos Santos

Professora da Rede pública Estadual de Ensino.

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Rede Anísio Teixeira realiza formação em Vitória da Conquista

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, através do Instituto Anísio Teixeira (IAT), da Rede Anísio Teixeira (TV Anísio Teixeira) e do Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) de Vitória da Conquista, em parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal Bahia (Facom/UFBA), vai promover a formação Memórias e Identidades: produção formativa de vídeos educacionais, de 29 de abril a 17 de junho de 2016, sempre às sextas e aos sábados, no CJCC do Colégio Estadual Rafael Spínola. A carga horária é de 48 horas.

Fig. 1: Ascom/IAT

Fig. 1: Ascom/IAT

O objetivo é estimular o uso de softwares e de licenças livres na produção audiovisual, promover um diálogo sobre o uso ético e seguro das tecnologias da informação e da comunicação (TICs), incentivar a produção de vídeos por estudantes e professores da rede pública estadual de ensino, com o olhar voltado para a valorização e reafirmação das suas cultura, da memória social e das realidades das comunidades onde moram ou estudam. Nesse sentido, o estímulo à participação no PROVE (Produção de Vídeos Estudantis) e no EPA (Educação Patrimonial e Artística) será uma das tônicas da atividade.

Como fazer a inscrição

Apenas professores e estudantes da rede estadual de ensino poderão se inscrever na formação. Para isso, terão de seguir estes passos:

a) formar grupo de cinco pessoas (quatro estudantes e um professor)

b) assistir ao vídeo abaixo, no qual o professor José Roberto Severino (Facom/UFBA) explica a natureza da formação:

c) fazer a inscrição através deste link: http://bit.ly/memoriaseidentidadesAs inscrições estão abertas de 8 a 24 de abril de 2016.

O resultado da seleção será divulgado no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br), aqui no Blog do Professor Web (www.oprofessorweb.wordpress.com) e também através de contato via e-mail e/ou telefone, até o dia 26 de abril.

Os vídeos resultantes da formação serão disponibilizados no Ambiente Educacional Web do Portal da Educação. Acesse e conheça todas as nossas produções: ambiente.educacao.ba.gov.br.

Povos Indígenas e a Tecnologia

E aí, galera! Será que conhecemos mesmo os nossos povos?

Atualmente muitas pessoas ainda acreditam que os povos indígenas devem viver reclusos na mata, isolados da civilização e longe das tecnologias.

“Estar incluído nas novas tecnologias não altera em nenhum momento a identidade de nenhum povo, a identidade indígena continua viva e crescendo a cada dia. Identidade étnica não altera com sua profissão, ou com seu meio de comunicação. A identidade indígena está nos traços natos, nos ideais, na natureza está no dia a dia, está com cada um cidadão que faz parte dessa imensa família chamada indígena.” (Alex Maurício – ÍNDIO QUER SE CONECTAR E ENTRAR NA REDE, Publicado em: 28/06/2012)

Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.

Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.

A internet não torna os indígenas menos indígenas, ela da voz aos nossos povos a nível global, facilita a comunicação entre diversas aldeias, através da internet os povos indígenas podem ser ouvidos, podem fazer denúncias, podem compartilhar sua cultura. Não é preciso muitas pesquisas para perceber que eles já estão se apropriando das tecnologias, através de smartphones e computadores, com acesso internet, os índios perceberam que poderiam gerar seus próprios conteúdos digitais, e com isso diversos sites indígenas foram criados por eles, para que pudessem utilizar a internet para se comunicar, compartilhar a sua arte, história, música entre outros, e tudo isso sem a intervenção de terceiros, essas iniciativas devem ser incentivadas por todos nós, o conhecimento deve ser compartilhado sempre e dessa forma poderemos nos aproximar, conhecer e compartilhar cada vez mais a história dos nossos povos, contadas por eles mesmos.

Afinal a internet quando bem utilizada pode ser uma ferramenta muito poderosa de união e compartilhamento de ideias e ideais.

Alguns sites indígenas:

http://www.indioeduca.org

http://www.tupivivo.org/

http://radioyande.com

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Postagens sobre os povos indígenas

Olá, pessoal!

No blog do Professor Web, essa semana foi de compartilhar e se arriscar a escrever sobre uma pequena parte da história dos povos indígenas – que pretendemos continuar a contar. Nos materiais que pesquisamos fica claro que não existe o que comemorar e foi com base em depoimentos e textos divulgados nas mídias geridas por representantes dos povos indígenas que escrevemos nossas postagens ao longo dessa semana. Pedimos desculpas caso a equipe tenha cometido algum equívoco na abordagem. Esperamos receber as críticas, pois é um aprendizado que resolvemos buscar ao invés de ignorar a existência de conflitos vivenciados por estes povos. Nossa intenção foi abrir um canal de diálogo e de interação e, a partir desse objetivo, buscamos inspiração nos vários sites indicados ao longo da semana que podem ser muito úteis para atividades de educação. Acreditamos que não há ninguém mais apto para falar da cultura indígena do que cada um dos inúmeros povos espalhados pelo Brasil, mas temos todo o interesse em abordar temas relacionados para poder divulgar o trabalho que vem sendo feito por eles. Esperamos ter ajudado e gostaríamos de contar com a colaboração de vocês para continuar dando visibilidade à causa indígena.

Visite postagens da equipe do Professor Web sobre o tema.

https://oprofessorweb.wordpress.com/tag/povos-indigenas/

Abraços!

Cinco séculos de resistência

Salve, turma!

A chegada de colonizadores portugueses na terra que viria a ser o Brasil, é marcada pelo extermínio de vários povos indígenas. Nos primeiros séculos de colonização inúmeros índios foram mortos em combates, escravizados, centenas de povos foram dizimados pela fome e por epidemias contraída dos europeus.

No século XVI havia cerca de 2000 povos indígenas no Brasil, vestígios arqueológicos apontam que no ano 1000, havia cerca de 5 milhões de índios na região amazônica. No entanto, ao longo dos séculos a colonização, preconceitos, violência causadas por conflitos fundiários, ausência de leis e politicas de amparo resultou no desaparecimento diversas etnias.

Hoje, no Brasil, vivem 817 mil índios, cerca de 0,4% da população brasileira, na Bahia se encontra cerca 40 mil índios de 15 etnias e em Salvador são mais de 7 mil índios¹, segundo dados do Censo 2010. As comunidades indígenas brasileiras estão distribuídas entre 688 Terras Indígenas e algumas áreas urbanas. Há também 82 referências de grupos indígenas não-contatados, das quais 32 foram confirmadas. Existem ainda grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.²

Apesar da discriminação e injustiças históricas, os povos indígenas têm lutado para conquistar espaço na sociedade e garantir seus direitos à terra, educação e saúde. Muitos procuram manter sua cultura viva, apreendendo o idioma de sua etnia, valorizando conhecimentos e práticas ancestrais que marcam sua vida cotidiana e reafirmando sua identidade indígena.

Fonte: Indígenas IBGE, FUNAI

Homenagem aos Povos Indígenas – 513 anos de silenciamento e usurpação

Olá, pessoal!

Os séculos de usurpação material, opressão física/moral e silenciamento brutal das comunidades indígenas que habitam, muito antes de nós, este país, geram negação da diversidade cultural, religiosa, ideológica desses sujeitos. Mesmo sendo partícipes da dinâmica e interação social na história brasileira, continuam a ser vítimas das atrozes consequências destes e de outros fatores, que afetam diretamente a sua integridade como povo.

No instante em que, o bem mais sagrado para as famílias – o lar, violentamente subtraído – antes, pelas mãos dos invasores portugueses, hoje, pelos canos das armas de grileiros que, visando a apropriação de terras para o comércio ilegal destas, trazem medo às comunidades indígenas remanescentes, cerceia-se portanto, a necessidade básica e natural de enraizar/ perpetuar suas tradições, tão importantes para a configuração social em que estão inseridos(as).

Para um melhor entendimento sobre a real situação que vivem muitos/as índios e índias atualmente, cliquem aqui e confiram, a entrevista concedida ao Blogueiras Feministas, o desabafo/denúncia da jornalista indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe, Olinda Muniz Wanderley, que reforça a necessidade que urge, para uma real mobilização e integração dos diversos setores da sociedade, em busca de amparo e reparação em favor dessas comunidades, que são democraticamente constituídas por cidadãos /ãs brasileir@s.

Confiram também, o vídeo com depoimento da jornalista na campanha – Virando o jogo.

Em face dessa realidade, precisamos reconhecer e valorizar ainda mais as contribuições desses/as guerreir@s para a nossa formação, pois o nosso idioma, culinária e muitos hábitos são resultado da rica soma de valores vindos deles/as também.

Abraços!

Fonte: Wikipédia; Blogueiras Feministas; Planalto.gov

Homenagem aos Povos Indígenas – Identidade e Resistência

Olá, pessoal!

Esta é uma semana muito especial para tod@s nós!

Hoje (19/04), comemora-se oficialmente em nosso país, o Dia do Índio. Para aqueles(as) que não vivenciam em seu cotidiano essas discussões, sugerimos que aproveitem esse momento para iniciar ou aprofundar mais os estudos sobre essa temática tão importante para refletir sobre a história da formação do povo brasileiro. Mergulhar neste debate é fundamental para o entendimento dos mais diversos povos indígenas que aqui habitam, desde fatos relatados do então “Descobrimento”, até os dias atuais.

Por acreditarmos que apenas um dia não seria suficiente para conhecermos mais da cultura indígena, suas tradições e relação com o meio, damos início a uma série de abordagens nesse contexto, na Homenagem aos Povos Indígenas, aqui no blog.

 PW-dia-INDIO-post

No decorrer desses dias, faremos um paralelo sobre a resistência dos povos originários de nosso país, a opressão colonizadora, a sua rica contribuição para a construção dos diversos valores de nossa sociedade, com a realidade vivida por estes atualmente.

Será de fato oportuno também, para a quebra dos paradigmas criados ao longo dos anos acerca desses povos, uma discussão mais aprofundada e que reconheça as contribuições trazidas para este debate pelos representantes deste grupo social. Apesar de estarem aqui antes da dominação portuguesa e da imensidão territorial que lhes permitia a liberdade( em sua essência), hoje são obrigados a conviver com demarcações, que limitam não apenas o seu espaço físico, mas sim, a sua interação social e identidade.

Confiram abaixo, alguns textos dentro dessa temática, que já foram publicados por aqui: Cliquem aqui

Sugerimos também uma publicação do Portal Índio Educa – O que (não) fazer no Dia do Índio

Abraços!

Fonte: Portal Índio Educa