Ética e Cidadania no cotidiano do estudante: exercícios educativos em processos de construção a partir da Escola

Ética é uma expressão complexa. Vem sendo tratada cotidianamente como um atributo, uma coisa que se tem ou não tem. Observando sua história no planeta e seus significados em diversas culturas, percebe-se o quanto é necessário entender melhor sua pertinência.

Segundo Desmond Tutu, arcebispo anglicano emérito da Cidade do Cabo, na África do Sul, e prêmio Nobel da Paz o conceito “Ubuntu” sustenta a noção de Ética numa visão global no continente africano. Nas suas palavras,  falando sobre o tema no evento Global Ethic Lectures na Alemanha em 2009, “`Ubuntu trata do “valor das pessoas, sua dignidade, sobre o seu valor. `Ubuntu` fala sobre o fato de que pertencemos a uma mesma família; à família humana, à família de Deus`”.

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Cooperação. Imagem disponível em http://www.pixabay.com

Para os gregos antigos (século V a.C.), a Ética consiste numa forma de saber que se refere à moral enquanto orientação das condutas do ser humano em diversas instâncias; no Estado, num grupo social-religioso e/ou no Cosmo.

Nas civilizações orientais (de maneira geral), a Ética está associada de forma profunda à compreensão das relações estabelecidas entre os seres humanos e a natureza, onde o equilíbrio parece ser o objetivo buscado como forma de guiar filosoficamente os modos de ser e existir.

Atualmente e mais precisamente na sociedade brasileira, o conceito de Ética vem passando por algumas crises ora benéficas, ora prejudiciais. As crises são benéficas quando nos fazem pensar sobre a Ética problematizando nossas ações em prol de melhorias possíveis em atitudes e visões de mundo. A crise é prejudicial quando relativiza ações humanas que devem ser superadas, como o autoritarismo e a falta de autonomia, por exemplo.

A Escola cumpre um papel fundamental como formadora de sujeitos que possam ler o mundo de maneira crítica e autoral. A Ética – em diversas perspectivas – precisa estar presente na comunidade escolar como orientação para as formas de produzir conhecimento e para formação dos estudantes na interação com seus professores, promovendo exercícios constantes de ações éticas em construção.

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Afresco “Escola de Atenas”, por Rafael Sanzio, 1509-1511

Neste sentido, é preciso garantir que a Ética seja um saber a permear o cotidiano dos estudantes de modo fluido e concreto, desde o cultivo do respeito às diversas vozes que estão em cena na Escola até o debate constante sobre o ser no mundo com noção de pertença à comunidade humana, aliás, como preconiza o conceito africano de Ubuntu.

Partindo dessas premissas, existir no mundo em coletividade leva ao entendimento do que chamamos Cidadania, que desde a antiguidade clássica grega está associada ao exercício da compreensão das funções que cada um de nós possui em sociedade.

De forma prática, a Ética no cotidiano estudantil se faz com plena participação dos estudantes enquanto sujeitos que – no processo de formação – dialogam entre si e com os seus professores construindo sentidos sobre a vida e exercendo cidadania.

Assim, se faz Educação.

Para refletir sobre essa discussão, que tal assistir ao material com a temática “Cidadania e direitos humanos”, disponível no Ambiente Educacional WEB?

Segue o link:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/1554

Carlos Barros

Professor da rede estadual de ensino.

Cine PW – Que horas ela volta?

Foto: Janine Moraes/MinC

Fig. 1: Anna Muylaert no lançamento do filme no Cineclube Ambiente Cultural. Foto: Janine Moraes/MinC

Olá, cinéfilos!

Nesta semana, o blog vai indicar o filme brasileiro Que horas ela volta?, obra muito bem aclamada pela crítica e pelo público em 2015, recebendo algumas indicações como melhor filme estrangeiro no Critics’ Choice Award e também Satellite Award.

Sob direção de Anna Muylaert, que também roteirizou, em parceira de Regina Casé, o filme retrata de forma muito delicada a vida de Val, interpretada pela própria Regina, uma empregada doméstica pernambucana que trabalha em São Paulo há mais de uma década para uma família rica.

Nessa casa, Val se relaciona diferentemente com cada pessoa. Mas vale ressaltar a interação que ela tem com Fabinho, o filho dos patrões, que tem por Val uma afeição maternal, sentimento que não consegue enxergar na própria mãe, que, por sua vez, é uma pessoa conturbada e carregada de preconceitos.

O filme se desenrola com a chegada de Jéssica, filha de Val, que sai de Pernambuco para prestar vestibular em São Paulo. Nesse processo, ela fica hospedada temporariamente na casa onde Val trabalha. Tempo suficiente para Jéssica perceber as relações de poder que existem naquele lar . Por isso, Val é, a todo o tempo, questionada pela filha em relação à posição social que ocupa dentro daquele ambiente.

O filme consegue trazer à reflexão os micropoderes que coexistem na nossa sociedade, mostrando como alguns personagens podem ser, na mesma história, algozes e vítimas. Mostra também o quanto a sociedade ainda precisa se desgarrar dos diversos preconceitos e da mentalidade classista que ainda permeia muitos pensamentos.

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Cine PW – A Febre do Rato

 

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Olá, cinéfilos!

Hoje, iniciaremos a Semana da Poesia aqui no nosso blog. Já pensaram se o cinema pode ser considerado poesia?

Claro que, metaforicamente, teríamos a liberdade de concluir isso, mas podemos ir um pouco mais além. No filme, “A Febre do Rato”, dirigido por Cláudio Assis e lançado em 2012, o cinema e a poesia se mesclam de forma muito interessante. Como exemplo disso, podemos apreciar belos poemas que Zizo, poeta e personagem principal da obra, declama várias vezes durante a película. Isso nos faz pensar que é possível consumir uma determinada arte ainda que ela não esteja na plataforma que lhe foi categorizada, nesse caso, a literatura.

Falando sobre a obra, “A Febre do Rato” é a história de Zizo, um literato que produz seu próprio jornal como trabalho rentável. Inquieto e provocador, o personagem principal passa por diversas realidades em sua cidade, Recife. Seja na relação com inúmeras pessoas ou nos problemas e paradigmas sociais. Zizo é sempre ativo na história ou na situação em que se encontra, e uma das armas que ele usa é a poesia.

Existe uma despreocupação no filme em firmar uma história de início, meio e fim. O foco maior é mostrar Zizo como um personagem que tem um posicionamento político e ideológico e que enfrenta determinadas normas sociais com muita personalidade.

A Febre do Rato” é um belo filme para quem gosta de poesia e cinema. Sua narrativa é bem fluida e leve, fazendo com que o tempo seja algo irrelevante. Uma obra que resgata o sentido reflexivo que toda arte deve ter, em contraponto à avalanche de filmes brasileiros que estão muito mais preocupados em gerar renda.

 

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Convivência democrática na Escola

Olá, pessoal! Estamos aqui novamente para falar um pouco sobre ética e cidadania, e nada melhor do que começarmos pela escola, que abriga uma grande diversidade.

Em seu sentido tradicional, a cidadania expressa um conjunto de direitos e de deveres que permite aos cidadãos e cidadãs o direito de participar da vida política e da vida pública, podendo votar e serem votados, participando ativamente na elaboração das leis e do exercício de funções públicas, por exemplo. Hoje, no entanto, o significado da cidadania assume contornos mais amplos, que extrapolam o sentido de apenas atender às necessidades políticas e sociais, e assume como objetivo a busca por condições que garantam uma vida digna às pessoas.

Entendemos que tal forma de educação deve visar, também, ao desenvolvimento de competências para lidar com: a diversidade e o conflito de ideias, as influências da cultura e os sentimentos e emoções presentes nas relações do sujeito consigo mesmo e com o mundo à sua volta.

Clique na imagem para assistir ao vídeo.

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Aprender a lidar com as diferenças, na perspectiva de uma sociedade que se pretende democrática e inclusiva e que traz para os espaços políticos e públicos tal preocupação, é o desafio que ronda o imaginário dos(as) profissionais da educação preocupados com a construção de uma escola de qualidade, que cumpra com seus objetivos de formação da cidadania e de preparação dos estudantes para a vida em sociedade.

O convívio com a diversidade humana e com as diferenças sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gênero, ao mesmo tempo em que gera conflitos, pode servir de matéria prima para a construção da convivência democrática.

Um forte abraço.

Luciano Albuquerque

Professor de Biologia da Rede Pública Estadual

REFERÊNCIAS

Convivência Democrática: inclusão e exclusão social.MEC.Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0CCMQFjABahUKEwj6tO2QrsTHAhWDeT4KHXjED1Y&url=http%3A%2F%2Fportal.mec.gov.br%2Fseb%2Farquivos%2Fpdf%2FEtica%2Fliv_etic_cidad.pdf&ei=ZnDcVfrpK4Pz-QH4iL-wBQ&usg=AFQjCNGsCoMOma8HAkYnT3m5LYu_me8k6A&sig2=i7CJUh8QWV0wDf-tm_H2RQ. Acessado em 24/08/2015, 10 h 32m.

Convivência Democrática: Relações étnico-raciais e de gênero.MEC.Disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CB0QFjAAahUKEwj6tO2QrsTHAhWDeT4KHXjED1Y&url=http%3A%2%2Fportal.mec.gov.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_docman%26task%3Ddoc_download%26gid%3D2176%26Itemid%3D&ei=ZnDcVfrpK4Pz-QH4iL-wBQ&usg=AFQjCNHDuFkpB0jISUCRunO_U3xmPdvKQw sig2=UzXeplUzuMKHaw9dWqxCAA. Acessado em 24/08/2015, 11 h 02m.

Ética e Cidadania Construindo Valores na Escola e na Sociedade.MEC.Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Etica/liv_etic_cidad.pdf. Acessado em 24/08/2015, 11 h 15m.

Convivência Democrática na Escola.MEC.Disponível em: http://univesptv.cmais.com.br/etica-valores-e-cidadania/evc-convivencia-democratica-na-escola. Acessado em:23/08/2015, 22h 21m.

Hello, folks!

Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

Vamos aprender sobre clothes? Antes, daremos um giro para entender duas palavras que têm tudo a ver. Que tal falarmos sobre consumo? Ou melhor, consumismo? Oxente! E não é a mesma coisa?

Bem… No consumo, as pessoas compram somente o necessário e está relacionado à sobrevivência presente ou futura. Ao passo que o consumismo é caracterizado pela aquisição daquilo que não é necessário ou não está intimamente ligado à sobrevivência.

Hoje vivemos numa aldeia global, onde o consumismo é a palavra de ordem para muita gente. Depois da Revolução Industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. A forma como as pessoas se vestiam foi alterada. Com o surgimento do capitalismo, a aquisição de produtos também foi modificada.

Consumir, na atualidade, tem sido um ato político, porque é preciso questionar sobre o que está comprando. Requer um posicionamento reflexivo sobre a origem do produto, a mão de obra que está por trás, se é resultado de um trabalho escravo ou até mesmo o impacto ambiental que ele causa.

Estamos sempre querendo algo novo! Um tênis novo, um jeans novo, uns shorts da moda! E por falar nisso, o que você acha de darmos uma revisada no vocabulário de clothes? Inclusive, existem muitos sites na Internet para venda de produtos dessa natureza. Be careful! Muitos sites não são confiáveis e exigem cadastros com informações pessoais! A internet tem seu lado perigoso também! E, às vezes, isso dá uma headache danada! A propósito, você é shopaholic? More or less?

A expressão shopaholic é um termo em inglês para designar uma pessoa altamente compulsiva em compras. Isso é caracterizado como um transtorno! Uma compulsão em que as pessoas precisam buscar ajuda. Que tal finalizarmos, então, com a nossa revisão sobre clothes?

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino

 

“A visibilidade é uma armadilha”

Salve, turma esperta!

Hoje em dia, em praticamente todas as áreas de atuação da vida humana e em quase todos os lugares e organizações sociais, os sistemas computacionais tem sido utilizados como ferramenta para registrar e tratar dados, operacionalizar atividades e facilitar o acesso à informação, comunicação e compartilhamento de conteúdos. Os ambientes digitais, que compõem o chamado ciberespaço, possibilitam a construção de novas formas de interação e sociabilidade, sobretudo através da rapidez – quase instantaneidade – com que esse fluxo se realiza. Não podemos perder de vista, contudo, que tão importante quanto a velocidade é a forma com que nos expomos e/ou somos expostos(as) a esta enorme quantidade diária de estímulos.

O surgimento da internet está historicamente ligado à Guerra Fria, localizada entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética (atual Rússia), caracterizado como um período de tensões entre este país e os Estados Unidos na busca pela supremacia geopolítica e militar sobre os países em suas áreas de influência e sobre o planeta como um todo. Pesquisas inicialmente desenvolvidas pelo exército norte-americano no final da década de 1960 com o objetivo de criar um sistema de comunicação integrado entre suas agências militares e bases de pesquisa deram origem a ARPANet – sigla em inglês que pode ser traduzida como Rede de Agências para Projetos de Pesquisa Avançada – protótipo do que seria mais tarde a nossa conhecida internet.

Desde então, com a expansão do modelo para formas comerciais, as redes de troca de pacotes tem se disseminado e cada vez mais temos utilizado tal recurso. Um destes sistemas de conexão, talvez o mais conhecido da atualidade, é o World Wide Web, WWW ou simplesmente Web.

Plataformas comunicacionais com as mais variadas finalidades são hoje uma realidade relativamente acessível à maioria das pessoas: navegadores (browsers), serviços de correio eletrônico (webmails), fóruns de discussão, mensageiros ou comunicadores instantâneos (chats), redes sociais, etc.. A própria estrutura que nos permite escrever e compartilhar este texto com vocês, o blog, é uma destas. Facílimo, então, tornou-se produzir, difundir e trocar saberes e fazeres com qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo!

Infelizmente estas facilidades não parecem ter sido acompanhadas de uma reflexão mais detida, mais profunda, por parte dos(as) “navegantes” deste mar eletrônico, fundamental para uma apropriação crítica e contextualizada destes processos tecnológicos: diante da excitante novidade que nos é apresentada, que nos atiça o desejo de ver e sermos vistos, vamos comendo este melado. E nos lambuzando…

Segurança, liberdade e privacidade na internet, assim, entraram na roda como pontos estratégicos nas discussões sobre os possíveis limites éticos do ciberespaço. Escândalos envolvendo agências de informação de empresas e governos, acusadas de espionagem e mesmo invasão de dados de usuários(as) em todo o planeta, deixaram a nu a vulnerabilidade do mundo digital e a existência de interesses obscuros por trás do monitoramento das pegadas que deixamos na web. A rastreabilidade tornou-se, escancaradamente, um negócio.

Ainda que não garantam segurança total, os softwares livres são, por exemplo, uma excelente alternativa para quem se preocupa com estas questões. Por conterem em um dos seus princípios éticos/técnicos o acesso aberto ao código fonte – a arquitetura do programa ou sistema operacional – permitem, entre outras possibilidades, que os softwares sejam estudados, que se aprenda como foram construídos e que sejam, por assim dizer, “fiscalizados” por qualquer pessoa com algum conhecimento em programação.

Mas atenção, pessoal: o aspecto mais importante para entendermos este tema talvez seja a necessidade de recuperarmos a consciência de que a internet é uma rede mundial de usuários(as) de computadores conectados entre si e não meramente uma rede mundial de computadores, recolocando o ser humano em seu lugar de protagonista, artífice original deste processo, tornando-nos a todos(as) responsáveis pelos rumos, belos ou terríveis, que o mundo virtual possa tomar.

Abaixo deixamos, para reforçar esta reflexão, um trecho da obra Vigiar e Punir: nascimento da prisão, do filósofo Michel Foucault:

O princípio é conhecido: na periferia uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção; elas têm duas janelas, uma para o interior, correspondendo às janelas da torre; outra, que dá para o exterior, permite que a luz atravesse a cela de lado a lado. Basta então colocar um vigia na torre central, e em cada cela trancar um louco, um doente, um condenado, um operário, um escolar. Pelo efeito da contraluz, pode-se perceber da torre, recortando-se exatamente sobre a claridade, as pequenas silhuetas cativas nas celas da periferia. Tantas jaulas, tantos pequenos teatros, em que cada ator está sozinho, perfeitamente individualizado e constantemente visível. O dispositivo panóptico organiza unidades espaciais que permitem ver sem parar e reconhecer imediatamente. (…) A visibilidade é uma armadilha.”

Até a próxima!

REFERÊNCIAS:

Guerra Fria: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Guerra_Fria>, aos 31/07/2014;

ARPANet: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/ArpaNET>, aos 31/07/2014;

World Wide web: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/World_Wide_Web>, aos 31/07/2014;

Software Livre: acesso em <https://oprofessorweb.wordpress.com/2010/10/05/9%C2%AA-dica-professor-web-fala-sobre-software-livre/>, aos 31/07/2014;

Pan-óptico: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Pan-%C3%B3ptico>, aos 31/07/2014;

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Editora Vozes, 1987;

Tem boi na linha? Guia prático de combate à vigilância na internet. Acesso em <https://temboinalinha.org/>, aos 31/07/2014.

Educação Especial: uma questão de cidadania

Olá, galera!

Iniciamos o mês de agosto com uma temática muito interessante. Vamos “bater um papo” informativo, esclarecedor e sério sobre Educação Especial,Ética e Cidadania.Outros temas também serão discutidos durante este mês.Mas,manteremos um foco mais aguçado sobre estes acima mencionados.

O exercício da Educação Especial requisita e pressupõe direitos,logo,falamos em Cidadania. A Ética tem uma grande influência sobre a Cidadania,pois ela trata da conduta humana,e é através desta que os direitos políticos,sociais e civis do cidadão serão assegurados.É possível ,então,perceber que em determinados momentos os temas em questão podem estar entrelaçados.

O protagonista deste texto é o cidadão com necessidades especiais educacionais, que necessita de uma Educação Especial voltada para estudantes com transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação. Entretanto, ser portador de limitações e/ou transtornos nem sempre é ser ou sentir-se incapaz.

Para muitas pessoas, presenciar estudantes especiais desenvolvendo atividades que necessitam competências e habilidades complexas é motivo de admiração e espanto. Mas, a realidade mudou e esse estudante especial, principalmente, o que desde cedo encontra em sua família apoio e incentivo, vem desenvolvendo atividades diversas, surpreendentemente desmistificando estereótipos.

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, através de convênios firmados com Instituições Especializadas, oferece atendimento prioritário ao estudante especial em Associações, Instituto, Instituições e Federações especializadas e credenciadas.

Temos uma Legislação com decretos e Leis que dispõem sobre a Educação Especial para que esta ampare o seu público-alvo, facultando-lhe direitos diversos, como o de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que busca,com projetos e ações atender às especificidades do estudante especial, dando-lhes condições de enfrentamento à vida através da conquista de uma autonomia que o fortaleça como cidadão sujeito de direito.

Para o cientista político Norberto Bobbio, “O Direito do cidadão é a conversão universal, em direito positivo dos direitos do ser humano”. Logo, é possível entender que Bobbio refere-se ao fato de que os direitos registrados em legislação,ou o que o valha, sejam convertidos em direitos positivos, praticados,exercidos.É fazer a teoria virar prática,e para isso é preciso uma conduta ética.

Assista ao vídeo “Adulto, cidadão e diferente (Deficiência Física)”:

 

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Este audiovisual mostra que os portadores de necessidades especiais já estão fazendo,há muito tempo o seu papel de cidadãos, assumindo compromissos, responsabilidades, fazendo a diferença em sua sociedade, quebrando paradigmas de preconceito e discriminação.

 

Até a próxima!

Prof.ª Ana Rita Medrado.