Consumo e Meio Ambiente

Olá, pessoal! Muitos desejam trocar o celular por um de última geração, aquela TV digital com 1001 funções ou até mesmo, aquele carro do ano. Mas depois que trocamos, para onde vão as coisas antigas? Será que precisamos mesmo substituí-las? As coisas se deslocam através de um sistema, que vai desde a extração, produção, distribuição, consumo e teoricamente o tratamento de lixo. O conjunto de tais etapas se chama Economia de Materiais. Trata-se de um sistema linear em um planeta de recursos finitos, que interage com as pessoas que vivem e trabalham nesse sistema, onde algumas são mais importantes de que outras, ou que têm maior poder de decisão dentre elas: o governo e as grandes corporações.

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Onde a primeira etapa, a extração, é um termo errado usado para a exploração de recursos naturais que, por sua vez, serve para definir a destruição do planeta. A verdade é que cortamos árvores, destruímos nossas montanhas para extrair metais, consumimos muita água e exterminamos os animais. A matéria-prima segue para produção onde utiliza energia para misturar produtos químicos tóxicos com recursos naturais na produção de bens de consumo contaminados com materiais tóxicos. Na distribuição o significado é vender todo produto contaminado com toxina o mais rápido possível, onde o objetivo é manter os preços baixos com as pessoas comprando os produtos em constante movimento. Pagam-se salários baixos aos trabalhadores das lojas e restringem o acesso aos planos de saúde sempre que podem, tudo se resume em externalizar os custos. O verdadeiro custo da produção não se reflete no preço, em outras palavras, não compramos aquilo que pagamos. Isto nos leva ao consumo, nos tornamos uma sociedade de consumidores, nosso papel social passou a ser de consumidores, não mais mães, professores, agricultores, mas consumidores! Nosso valor é medido e demonstrado pelo quanto contribuímos para o consumo. Quanto consumimos? Não é isto que fazemos! Compramos, compramos. Manter os produtos circulando, e como circulam! Numa lógica global que  é fatídica! Quanto mais consumimos mais poluímos!

“Nossa economia enormemente produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual e do nosso ego no consumo. Nós precisamos que as coisas sejam consumidas, gastas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez mais acelerado”.

Victor Lebow

Aquilo que precisamos nos livrar é da antiga mentalidade de usar e jogar fora. Precisamos sair da cultura e da geração do descartável! Há uma nova escola e pensamento desse assunto, e é baseada na: Sustentabilidade e Equidade (SE), Química Verde (QV), Zero Resíduo (ZR), Produção em Ciclo Fechado (PCF), Energia Renovável (ER) e Economia Locais Vivas (ELV), já está acontecendo. A quem diga que é irrealista, idealista, que não pode acontecer, mas eu digo que quem são irrealistas são os que querem continuar pelo velho caminho, isto que é sonhar. Lembre-se que a velha forma não aconteceu por acaso, não é como a gravidade que temos que conviver. As pessoas as criaram e nós também somos pessoas e, por isso, vamos criar algo novo.

Um forte abraço e até a próxima.

Luciano Albuquerque

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 Referências:

 Disponível em: <http://www.pensadormercadologico.com.br/blog_arquivos/4096>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Q3YqeDSfdfk>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <http://www.mma.gov.br/>. Acesso em: 03 de mai. 2016.

 

Consumo e sociedade sustentável. Será?

Oi, galera!

Olá, vamos bater um papo sobre consumo de bens e serviços? Você já pensou sobre isto? Pois é o que consumimos interfere diretamente na quantidade de lixo produzido na nossa cidade, estado e planeta. Seria necessário, que o planeta Terra fosse do tamanho de Júpiter para comportar a quantidade de lixo produzido, ou seja, aproximadamente 5 vezes maior que a Terra.

Poderíamos comparar as dimensões dos planetas com a dimensão dos ovos de codorna, galinha e avestruz.

Planeta                                               Planetas

Fonte: http://ro.wikipedia.org/wiki/Sistemul_solar#/media/File:Size_planets_comparison.jpg.

O consumo estimula a indústria cuja cadeia produtiva se estabelece por vários setores da sociedade: Produtor, Indústria e Comércio.

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Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rastreabilidade#/media/File:Processo_tracking_tracing.JPG.

Tudo que compramos é consumo. Mas, as embalagens dos produtos comprados geram resíduos. Ou que não é consumido e o que é descartado pelos seres humanos vão para o lixo, ou seja, poderá sofrer ação decompositora se for matéria orgânica ou simplesmente vai parar nos lixões ou aterros sanitários. Mas, nem tudo é lixo, pois descartamos objetos que são resíduos sólidos que podem ser reciclados, reutilizados ou mesmo reaproveitados.

A2IFonte: http://www.guaira.pr.gov.br/?p=24882.

Como pensar, numa sociedade sustentável? Que consuma menos e consequentemente, seja sustentalvemente mais eficiente. A sociedade busca o desenvolvimento econômico e nessa relação estabelecida entre economia e ecologia, os recursos naturais são explorados de maneira exagerada comprometendo sua disponibilidade às futuras gerações.

O consumo exacerbado se contrapõe com a sustentabilidade planetária para tanto somos responsáveis pela construção dessa sociedade contemporânea e gera desigualdades sociais. E você, vai fazer o que? Contribua, preserve e faça a diferença na sua cidade, no seu estado e no seu país. Que tal começar pela sua escola?

 

Saiba mais:

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/gestao/artigos/sociedade_planetaria_sustentavel.html

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/893

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/17252

 

Ana Cristina Rangel

Professora de Rede Pública de Ensino da Bahia

Hello, folks!

Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

Vamos aprender sobre clothes? Antes, daremos um giro para entender duas palavras que têm tudo a ver. Que tal falarmos sobre consumo? Ou melhor, consumismo? Oxente! E não é a mesma coisa?

Bem… No consumo, as pessoas compram somente o necessário e está relacionado à sobrevivência presente ou futura. Ao passo que o consumismo é caracterizado pela aquisição daquilo que não é necessário ou não está intimamente ligado à sobrevivência.

Hoje vivemos numa aldeia global, onde o consumismo é a palavra de ordem para muita gente. Depois da Revolução Industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. A forma como as pessoas se vestiam foi alterada. Com o surgimento do capitalismo, a aquisição de produtos também foi modificada.

Consumir, na atualidade, tem sido um ato político, porque é preciso questionar sobre o que está comprando. Requer um posicionamento reflexivo sobre a origem do produto, a mão de obra que está por trás, se é resultado de um trabalho escravo ou até mesmo o impacto ambiental que ele causa.

Estamos sempre querendo algo novo! Um tênis novo, um jeans novo, uns shorts da moda! E por falar nisso, o que você acha de darmos uma revisada no vocabulário de clothes? Inclusive, existem muitos sites na Internet para venda de produtos dessa natureza. Be careful! Muitos sites não são confiáveis e exigem cadastros com informações pessoais! A internet tem seu lado perigoso também! E, às vezes, isso dá uma headache danada! A propósito, você é shopaholic? More or less?

A expressão shopaholic é um termo em inglês para designar uma pessoa altamente compulsiva em compras. Isso é caracterizado como um transtorno! Uma compulsão em que as pessoas precisam buscar ajuda. Que tal finalizarmos, então, com a nossa revisão sobre clothes?

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino

 

O poder da marca no contexto contemporâneo

Olá, amig@s!

No mundo do consumo, as pessoas acabam sendo levadas a seguir as tendências do mercado capitalista, que propõe um valor representativo da sociedade valorando indivíduos pelo que eles têm, independente daquilo que são. Esses interesses são demonstrados pelo poder de adquirir determinado produto ficando para segundo plano a funcionalidade da mercadoria e prevalecendo o status e a representação social construída, midiaticamente, pelas empresas e que proporcionam uma falsa sensação de status.

Qualquer produto / mercadoria é representado por uma marca, que é um símbolo, identidade visual de uma empresa produto ou serviço.

O ideário do consumo é uma máscara representativa decorrente de alguma atividade ou produção de mercadoria, que é operante na obtenção de lucros e benefícios para esses proprietários. O crescimento das marcas e a violência de um marketing que serve de maquiagem para produtos comuns passam a servir como um atrativo para tal público e tem grande influência na decisão e aquisição de um determinado produto.

Diante disso, há uma necessidade de “induzir” esses consumidores a comprar cada vez mais, tendo uma mobilização da publicidade a favor para incentivar os consumidores.

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Mas vocês já pararam para pensar que independente do lucro obtido, as condições que são oferecidas para a maioria dos trabalhadores continuam precárias, e eles acabam submetidos a ganhar um valor mínimo gerando receita apenas para enriquecer os proprietários dos meios de produção?

Pesquisem por vídeos sobre o tema e descobrirão que vários produtos que são desenvolvidos pelas mesmas pessoas, acabam tendo diferenças exorbitantes de preço apenas pela inserção de uma marca. Será que vale a pena pagar caro para se tornar um outdoor ambulante e um vendedor indireto de uma marca que nem se importa com você e com as pessoas inseridas no seu processo de produção?

Vale a pena pesquisar sobre comércio justo, economia solidária, compra sem intermediários e outras formas de relação. A gente se esforça pra ganhar dinheiro e ter uma marca que só tem um beneficiado: o dono da  empresa que teve a ideia de criar uma etiqueta e dinheiro para fazer um belo comercial.

Abraços!

 

Resíduo sólido – Desequilíbrio ecológico

Olá, pessoal! Tudo bem?

Todo resíduo sólido é constituído e proveniente das atividades humanas, podendo ser reutilizado, adequado a uma outra forma de consumo e reincorporado à cadeia produtiva. Nesta condição, “lixo” seria apenas a porção de materiais descartados sem a devida reutilização.

Sendo considerado um dos maiores problemas ambientais da atualidade, quando tratado de forma inadequada o “lixo” acarreta desequilíbrio ecológico, provocado pelo aumento contínuo e exagerado do consumo de materiais e gêneros alimentícios do sistema produtivo da sociedade.

Cada membro da sociedade tem a responsabilidade de dar um fim adequado aos materiais utilizados, evitando danos à natureza e à sociedade. O despejo inadequado gera graves problemas em nossa cidade, como as enchentes decorrentes do entupimento dos bueiros, por exemplo; podemos também mencionar o lixo eletrônico, como a bateria de celular ou as pilhas, que em contato com os lençóis freáticos pode contaminar a água que bebemos, devido aos produtos químicos em suas composições, provocando doenças.

Mas de que maneira podemos descartar esses resíduos sem causar danos ao meio ambiente? Na maioria das vezes os materiais utilizados são descartados, quando poderiam ser reutilizados ou reciclados através de processos de tratamento adequados. É disso que trata o Decreto Federal 5.940, de 25 de outubro de 2006, que institui a separação desses resíduos por meio de sociedades cooperativas e/ou por catadores de materiais recicláveis. Assim, além de contribuir com a preservação natureza, a reciclagem incrementa o quadro de vagas de emprego no mercado de trabalho e gera renda para muitas famílias.

Então galera, que tal entrar nessa mobilização em prol do meio ambiente?! Vamos praticar os “três R’s – reduzir, reutilizar e reciclar”, pois precisaremos consumir alguns produtos, mas o que podemos fazer é diminuir a proporção do que descartamos, reduzindo nosso consumo, desperdiçando menos e separando esses materiais. Confiram aqui como separar esses resíduos sólidos.

Abraços!!

Consumo: mais um Tema Transversal

Olá, turma esperta!

O consumo é a aquisição e gozo de bens e de serviços por parte de qualquer sujeito econômico, para satisfazer tanto as necessidades presentes como as futuras. Trata-se de uma atividade de tipo circular: uns produzem, outros consomem. Por isso as pessoas com baixo poder aquisitivo estão geralmente excluídas deste processo, por não encontrarem lugar nesta cadeia de produção e consumo.

Como vivemos sob o modelo econômico capitalista somos todos(as) consumidores(as), mas devemos estar atentos(as) não só para a definição de consumo, como também ao valor simbólico que atribuímos às coisas, a importância que objetos, comportamentos e ideais adquirem na sociedade, assumindo mesmo o status de estilo de vida.

Numa sociedade que privilegia a informação e a comunicação por meio da imagem a ideia de consumo simbólico parte do princípio de que, ao comprarmos um produto, não o fazemos apenas por sua funcionalidade mas somos orientados também pelo significado que este produto ou serviço têm diante da sociedade, compramos pelo prestígio e reconhecimento que tal bem supostamente nos confere.

É por isso que queremos sempre comprar a calça, o tênis, o celular da moda, da estação primavera-verão/outono-inverno ou utilizarmos o aparelho “novidade” da academia, sonhamos em comprar o “carro do ano”, torcemos para o time de futebol subir para primeira divisão e sofremos para não cair para a “segundona”.

É isso aí, pessoal: aproveitando o período natalino, é importante refletir sobre o consumo exagerado e buscar resgatar e fortalecer o nosso senso de solidariedade, de amizade, de companheirismo, ao invés de ficar tristes por não conseguir comprar o presentinho de Natal…

Acessem outros conteúdos sobre o tema nos endereços:

https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/05/16/cine-pw-crianca-a-alma-do-negocio/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/09/18/consumo-consciente/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/06/04/consumismo-x-conscientizacao-a-terra-pede-socorro/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/06/14/as-acoes-humanas-e-seus-reflexos-na-natureza/
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/97

Até a próxima!

Texto de Maria da Conceição Carvalho Dantas, professora e colaboradora da Rede Anísio Teixeira, Programa de difusão de linguagens e Tecnologias da Informação e da Comunicação da Rede Pública Estadual de Ensino.

Lixo Eletrônico – O que fazer com ele?

Na era da tecnologia temos uma sociedade consumidora de objetos eletrônicos cada vez mais crescente. Para atender a demanda do mercado, os produtos são extraídos da natureza em grande escala num processo desenfreado para obter mais compradores e maiores lucros. As pessoas são induzidas a adquirir novos aparelhos sem se preocuparem com o que vão fazer com eles depois de usados, sendo que quanto maior for o consumo, mais aumenta o número de descartes desses resíduos lançados à natureza. 

Quando não há um destino adequado para os equipamentos usados, cria-se uma sério problema para as pessoas e ao meio ambiente.

É preciso que as pessoas tomem conhecimento acerca do assunto, para que através de pequenas mudanças que possam trazer grandes resultados com maior qualidade de vida.

A equipe do Professor Web conversou com Karan Sandes de Melo, Leonardo Morais Lobo, Rodrigo Pita Fadigas, analistas de suporte técnico da Unidade Técnica de Desenvolvimento Organizacional – UTD do Instituto Anísio Teixeira – IAT, que nos apresentaram maneiras simples de unir a arte ao reaproveitamento de peças eletrônicas descartadas.

Confiram  as fotos de peças transformadas em arte. Cliquem aqui!

EQUIPE PW – O que motivou a iniciativa desse projeto?

Karan Sandes de Melo: Quando vim trabalhar no IAT há três meses, fui fazer um serviço na sala da TV IAT, onde observei um avião feito com pedaços de máquina desmontada. Achei interessante o trabalho e levei a ideia para a coordenadora Maria Conceição Lordão, que nos incentivou, fornecendo o material o que possibilitou a fazer outras imagens. Comecei fazendo uma caixinha, o meu colega Leonardo Morais Lobo fez a mosquinha, D. Conceição fez o ratinho e por aí foi.

PW – Existe algum significado na confecção da sua obra?

K. M. : São feitas pesquisas, como o próprio avião por exemplo, e a partir dele surgiram novas ideias.

PW – Ao seu ver, quais os impactos causados à natureza quando esses produtos são descartados de forma inadequada?

Leonardo Morais Lobo: Eu tenho um projeto que ainda está na Gaveta, o Infoambiental voltado para os jovens e para conscientizar as pessoas sobre o lixo eletrônico que é um dos que mais cresce e preocupa a humanidade porque agride muito a natureza. Hoje em dia você compra um computador e com menos de um mês já está desatualizado, pois a tecnologia vem avançando numa velocidade tamanha que ninguém consegue parar. Então, vendo esse aproveitamento de peças para fazer esse tipo de artesanato, eu e Karan conversando com a equipe tivemos a ideia de unir essas duas vertentes e fazer um trabalho de conscientização da sociedade sobre o uso desse material.

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