Let’ s study!

Hey! ENEM is coming! Are you ready?

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Fig.1 Língua Estrangeira Moderna(LEM) -Inglês

É hora de se preparar, galera! O ENEM está chegando e, neste ano, ele traz muitas novidades e mudanças.  Fique atento ao Edital do Enem 2017!

A prova de Língua Estrangeira Moderna (LEM)  se insere na área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, cuja opção  pode ser em Inglês ou em Espanhol. Vale lembrar que a prova  de LEM deve ser entendida como fonte de diversidade da cultura de outros povos e uma forma de estar exposto às diversas situações do cotidiano, seja de  caráter social, cultural, econômico ou histórico.

É preciso estar certo e seguro do idioma ao se inscrever, pois não há possibilidade de mudança da escolha. Qualquer que seja a opção, o candidato deve se preparar para a interpretação de textos. Portanto, não é exagero dizer que a leitura  é o principal foco.

Vale ressaltar que não se pode desconsiderar outras questões, como a gramática, por exemplo, que está direta ou indiretamente presente  no exame, mas  a grande sacada é estar preparado para os gêneros textuais contidos na prova, por serem bem ecléticos: tirinha, letra de música, propaganda, artigo de jornal ou revista, poesia, dentre outros.

Cada tipo de texto  exige maturidade de leitura que, a depender do seu gênero e formato, deve-se ficar atento ao título, subtítulo, layout, imagem, etc. Economize tempo!  Vai uma  dica, que já falamos aqui no nosso Blog, que é utilizar duas técnicas úteis para leitura de textos em língua estrangeira:  o skimming – leitura rápida para observar qual foi a intenção do autor. Outra dica é o scanning– exige mais atenção e detalhamento para se buscar a informação mais específica do texto. Você pode rever o post Eu me LIVROwhatisagn1

Fig.2 Aprenda dicas legais para suas leituras em inglês!

Uma forma divertida para aprender inglês e espanhol é assistindo aos vídeos dos “Amigos Ingleses”. Venha aprender divertidamente!

False friends Cuidado com os falsos amigos! Aprenda mais sobre eles que estão de penetra na prova do ENEM! Tem uma lista que você pode ampliar ainda mais seus conhecimentos. Some or any? Aprenda o uso correto dessas duas palavras!

Still, yet or already? Não é possível! Não sabe ainda utilizar esses advérbios em inglês?

Nossa  Plataforma Anísio Teixeira (PAT) está cheia de novidade! Confira! Quer saber mais? Acesse nossos conteúdos digitais! O lugar é aqui!

Outro ponto forte do ENEM a ser considerado é a contextualização que ocorre na prova e questões com temas ligados à contemporaneidade. Já que o ENEM fala tanto em contextualização, veja que bacana!  Quer aprender Biologia e de brinde o inglês? Veja o que temos sobre  átomo,DNA,cromossomos e muito mais!

O que é um átomo?

O que é DNA?

O que são cromossomos?

 É preciso estar atento aos verbos frasais:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4249

Vale a pena você ver essa produção da TV Anísio Teixeira sobre esse assunto.

Então, quer mandar bem no ENEM? Nossa PAT tem muito a oferecer.  No Blog  você pode rever estes posts, que vão te ajudar bastante com os conteúdos do ENEM:

Quer rever  o passado ao som do saudoso “Rei do Baião”?Acesse esse post! Oxe! Forró é For all? 

E o futuro?  Reveja nosso post! GREENpense

Be smart and study!

Mônica de Oliveira Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Línguas, Pra Que Te Quero?

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Fig. 1: Placa trilingue no Abaeté, em Salvador. Foto: Nildson B. Veloso

Olá! Você conhece os benefícios de aprender outros idiomas? Você sabia que as línguas, além de  facilitarem a comunicação com pessoas de diferentes nacionalidades e suas culturas, contribuem também para o crescimento do cérebro? Segundo estudos neurológicos mais recentes, estudar línguas deixa o cérebro em forma, além de atrasar os sintomas de Alzheimer!

Do ponto de vista pedagógico, por acessar muitas outras culturas,  podemos aprender mais sobre nós mesmos, enquanto povo, devendo ser este, também, o foco da aprendizagem. Além do código linguístico, devemos também atentar para o discurso que vem embutido nos livros, vídeos, excertos, etc. São modos de viver, de ser e de pensar próprios de cada cultura, que podem ser absorvidos, muitas vezes, sem a devida reflexão. Compreendo a aquisição de uma língua estrangeira, também, como possibilidade de falarmos de nós mesmos, para o mundo, diretamente, sem a intervenção de um tradutor.

Em reunião realizada com secretários de Educação, novembro passado, para se tratar da língua estrangeira em nossas escolas, a opinião de um estudante que trabalhava de garçom foi ouvida. Ele disse: “Vocês são as pessoas que estão escolhendo o futuro dos nossos filhos. A maioria das empresas não é gerenciada por brasileiros. Como vou tratar com um gerente se não falamos a mesma língua? Como vou mandar meu filho estudar fora se ele não fala inglês? E não posso ir junto, porque não falo […]. E se for esse inglês que está hoje na sala de aula, pode tirar, porque ninguém sai falando nada”. O evento ocorreu no Amapá, estado próximo às Guianas. Leia a reportagem completa.

Sobre esse lugar do estudo de línguas no mundo, podemos fazer comparações. Enquanto os Estados-Membros da União Europeia incentivam o multilinguismo,  com fluência em pelo menos duas línguas estrangeiras, aqui no Brasil aprendemos a nos conformar com o uso de um único idioma, embora sejamos consumidores de bens culturais e de outras naturezas importados de várias nações e línguas. Digo “aprendemos”, porque isso tem sido “ensinado”, ao longo do tempo, através de frases prontas repetidas à exaustão e de atitudes que não só atrapalham, como também nos desmotivam, resultando no quadro que temos que, inclusive, é mencionado nos PCNs para as Linguagens. Veja aqui a decisão da União Europeia sobre a necessidade de que seus cidadãos sejam multilíngues.

Como início de uma reflexão sobre esse assunto, sugiro o vídeo abaixo, intitulado Línguas pra quê? Na simulação de uma situação real, o vídeo sugere outros papéis para as línguas estrangeiras, para além do punhado de regras e tolas repetições.

E você? Qual a sua opinião sobre esse assunto como estudante e/ou como professor? Poste aqui seu comentário.

Geraldo Seara

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia 

Parabéns, Salvador!

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Fig.1:Josymar Alves

Tudo começou quando Tomé de Souza aqui chegou

e no Porto da Barra desembarcou

Rei de Portugal governador-geral o nomeou

e do espaço geográfico se apossou

Que beleza! Aqui a fez “cidade-fortaleza”

Muitos índios, portugueses encontraram e, durante séculos

marcam presença, são os Tupinambás de Olivença

símbolo de luta e resistência

Eis Salvador, construída com muito labor

Ótima localização, a exportação impulsionou

os escravos que aqui aportaram muito cultivaram

do açúcar, fumo, algodão, criação de gado o Recôncavo era a região

Boa não era a situação, pois havia exploração

Poeta baiano quis acabar com a escravidão

morreu com pouca idade

mas com muita sensibilidade a essa gente falou

Castro Alves, “Poeta dos Escravos”, alguém o nomeou

Oh, Salvador, muita história e muita dor

na ladeira do Pelô muito escravo chorou

da capoeira ao chicote, povo forte

que desce e sobe ladeiras

assim faziam as lavadeiras

com  tanto encanto e tanta fé de buzu ou a pé

da Praça da Sé ao Abaeté

Na capital baiana, muita baiana tem

com seus quitutes no tabuleiro, pé de moleque ou acarajé

em cada esquina seu cheiro

todo mundo bem quente quer, na pimenta-de-cheiro

Olodum no baticum e a Timbalada comanda a balada

Cidade up and down, terra do famoso Brown, abriga festa sem igual

We are Carnaval, caldeirão musical

Como já dizia Ubaldo Ribeiro, na Bahia de meu Deus

que muito divulgou esse povo brasileiro

Lido e admirado também foi Jorge Amado

escritor de “prestígio” no estrangeiro

Soteropolitano, soteropolitana

Não só de coco e acarajé vive essa gente de fé

Terra quente, que aquece o coração dessa gente

Cidade de mar e sol no Farol, um convite ao pôr do sol

História de um povo merece atenção

reconhecer a identidade, assim fez a Unesco

parte de Salvador: Patrimônio da Humanidade

Rede Anísio veio avisar, seja escritor, agricultor ou professor

aqui moram tantos em Salvador que 2016, mais um ano fez!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

Radiola PW: We Nuh Want Zik V* (Nós Não Queremos o Zika Vírus)

Oi, turma! Tudo bem? Nesta semana, vamos dar continuidade à nossa campanha contra o Aedes aegypti e a Radiola PW traz uma música que tem tudo a ver com a temática: We Nuh Want Zik V. Em português, significa “Nós Não Queremos o Zika Vírus”. O reggae faz parte de uma campanha promovida pelo Ministério da Saúde da Jamaica e o clipe, que foi publicado em janeiro deste ano no canal do YouTube do órgão, já tem mais de 21 mil visualizações.

Fig. 1: o médico Michael Abrahams no vídeo da campanha promovida pelo Ministério da Saúde da Jamaica. Imagem: captura de tela feita em 21 de março de 2016

Fig. 1: o médico Michael Abrahams no vídeo da campanha promovida pelo Ministério da Saúde da Jamaica. Imagem: captura de tela feita em 21 de março de 2016

A campanha tem como garoto-propaganda o obstetra e ginecologista Michael Abrahams, que é um showman na Jamaica. Além de trabalhar na área médica, ele é poeta, comediante e compositor.

O jingle traz, na letra, aqueles alertas que nós já sabemos e que não podemos negligenciar no combate ao mosquito causador da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus: So make sure no stagnant water in sight (Verifique se não há água parada à vista)/An change de water inna yu vase every day (Troque a água do vaso todos os dias) etc.

No final, a fim de chamar a atenção para os casos de microcefalia, We Nuh Whant Zik V conclama: An special shout out to pregnant ladies (Um grito especial para mulheres grávidas)/Protec yusself an’ protec yu babies (Proteja-se e proteja os seus bebês).

O Ministério da Saúde da Jamaica virou notícia em todo o mundo por causa dessa forma irreverente de estimular o combate ao Aedes aegypti. O curioso é que os índices de casos de zika vírus no país são baixíssimos. De acordo com dados constantes no site da Organização Mundial da Saúde, publicados em fevereiro deste ano, a Jamaica teve apenas um caso de infecção de zika vírus.

Com a sua ajuda, o Brasil também pode virar notícia. Combata os focos do mosquito! Afinal, nós também não queremos o zika vírus!

Até o próximo!

*: inglês jamaicano.

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Orientações Curriculares para o Ensino Médio: como e por que

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC-BA) decidiu colocar os documentos das Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) em consulta pública. A comunidade escolar e toda a sociedade vão poder contribuir na avaliação das propostas, criticando e sugerindo ideias. As colaborações podem ser enviadas até 31 de agosto e todas as informações necessárias para entender o processo estão no site da SEC.

Imagem: reprodução da capa do documento disponibilizado pela SEC-BA.

Imagem: reprodução da capa do documento disponibilizado pela SEC-BA.

Linguagens

Na área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, o documento disponibilizado no site esclarece quais são os cinco componentes curriculares que estão dentro dessa esfera (Língua Portuguesa, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Arte e Educação Física) e descreve, pedagogicamente, como cada área é pensada dentro da proposta da Secretaria.

Para o ensino de Língua Portuguesa, por exemplo, a ênfase está nos aspectos pragmáticos, concebendo a língua como um atividade social viva: “…as competências e habilidades a serem desenvolvidas, em torno dos eixos temáticos propostos, devem ampliar as situações de práticas de leitura e de produção de textos em diversos gêneros textuais e nas modalidades da Língua Portuguesa: oral e escrita”.

Eixos integradores

Toda a orientação sugerida para a àrea de Linguagens deverá ser delimitada por quatro eixos integradores: a) Letramento e Formação cidadã (a escola deve possibilitar uma construção autônoma do conhecimento, contribuindo, assim, para uma formação cidadã); b) Interações e Diversidades (o intuito é fazer com que os educandos convivam e respeitem as diversidades existentes dentro e fora da escola, tendo os temas transversais como norteadores); c) Sociedades e Mundo Globalizado (nesse tópico, a “leitura de mundo e do mundo” é evidenciada); d) Pesquisa, Tecnologia e Produção Científica (os temas centrais são a importância da tecnologia e a preparação do estudante para o mundo do trabalho).

O documento traz também as competências e habilidades de cada componente curricular, relacionado-as com os eixos já citados. Além disso, levanta a discussão sobre as possibilidades metodológicas da área.

A sua parte

É importante que toda a sociedade e os interessados em educação contribuam, de fato, para melhorar as Orientações Curriculares para o Ensino Médio propostas pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Você tem até 31 de agosto para fazer a sua parte. Entre no site e envie as suas considerações!

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

Hello, folks!

Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

Vamos aprender sobre clothes? Antes, daremos um giro para entender duas palavras que têm tudo a ver. Que tal falarmos sobre consumo? Ou melhor, consumismo? Oxente! E não é a mesma coisa?

Bem… No consumo, as pessoas compram somente o necessário e está relacionado à sobrevivência presente ou futura. Ao passo que o consumismo é caracterizado pela aquisição daquilo que não é necessário ou não está intimamente ligado à sobrevivência.

Hoje vivemos numa aldeia global, onde o consumismo é a palavra de ordem para muita gente. Depois da Revolução Industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. A forma como as pessoas se vestiam foi alterada. Com o surgimento do capitalismo, a aquisição de produtos também foi modificada.

Consumir, na atualidade, tem sido um ato político, porque é preciso questionar sobre o que está comprando. Requer um posicionamento reflexivo sobre a origem do produto, a mão de obra que está por trás, se é resultado de um trabalho escravo ou até mesmo o impacto ambiental que ele causa.

Estamos sempre querendo algo novo! Um tênis novo, um jeans novo, uns shorts da moda! E por falar nisso, o que você acha de darmos uma revisada no vocabulário de clothes? Inclusive, existem muitos sites na Internet para venda de produtos dessa natureza. Be careful! Muitos sites não são confiáveis e exigem cadastros com informações pessoais! A internet tem seu lado perigoso também! E, às vezes, isso dá uma headache danada! A propósito, você é shopaholic? More or less?

A expressão shopaholic é um termo em inglês para designar uma pessoa altamente compulsiva em compras. Isso é caracterizado como um transtorno! Uma compulsão em que as pessoas precisam buscar ajuda. Que tal finalizarmos, então, com a nossa revisão sobre clothes?

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino

 

Making of ou making off?

Engana-se quem pensa que as gramáticas podem deter a evolução natural das línguas. As normas que as regulam podem e devem retardar as alterações por um longo tempo, mas chegará o dia em que o uso livre, fluido e natural dos falantes baterá omartelo. Não sou contra as normas, pois sei que se elas não existissem, viveríamos perdidos, isolados pela provável falta de comunicação eficiente. Aliás, sobre isso, os meios de comunicação corroboram a manutenção da unidade linguística das nações, ainda que diversos sejam os falares numa mesma área geográfica. Assim, os jornais e novelas, televisados, radiofônicos ou impressos se espalham do Oiapoque ao Chuí, no nosso caso, garantindo a unidade e, por vezes, a diversidade, quando leva o “tu vai” pra quem diz “tu vais” e vice-versa. E seguimos na comunicação.

Quanto aos estrangeirismos, tupy or not tupy! (peço licença): os termos de fora vão virando futebol (in. football), encrenca (al. ein krank), detalhe (fr. détail), deletar (in. delete) e por aí vai. Afinal, ninguém tem a obrigação de dizer o que não se acomoda na articulação, nem de conhecer sobre tudo que venha de fora. Desse modo, alguns termos ainda não aportuguesados − ou preferíveis aos equivalentes na nossa língua − vão causando alguns transtornos. Por exemplo, o “ROM” de CD-ROM, que chegou com o informatiquês, se mistura com o “room” de “show room”, há mais tempo entre nós. Lembro-me de já ter sido corrigido, quando pronunciei corretamente [si.di.rom], como se eu tivesse cometido um crime. Cansado de lutar, cedi à pronúncia [se.de.rrum] da maioria, pra não parecer um ET, isso no finalzinho do século XX. Entre os falantes nativos de inglês, a diferença entre ROM (Read Only Memory) e room (sala, aposento) permanece. Por aqui, entre muitos, tanto faz.

E o making of?

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De modo análogo ao descrito para CD-ROM, já estamos acostumados a ver o termo off, tanto no liga-desliga dos aparelhos (on-off), quanto − e principalmente − nas liquidações dos shopping centers e nas propagandas impressas. Quem é que resiste a 70, 90% OFF?! Aí, na hora de grafar making of, pimba! Surge mais um “f”. Tá errado? Bem, os falantes da língua inglesa (nativos ou não), certamente, estranharão. Mas entre outros, está tudo bem. Com “f” ou “ff”, todo mundo sabe do que se trata. Outra possível explicação para o uso de off pode advir do sentido da partícula, que indica “separação”, “fora”. Assim, para alguns, se o making of serve para exibir o que ficou de “fora” do filme, então nada melhor do que a partícula off. Só que esse gênero pode também contemplar o que foi descartado, mas destina-se, principalmente, para os bastidores das filmagens, ou seja, o modo como tudo aconteceu, ou a “feitura de”, na tradução aproximada de making of. Para quem quiser se certificar do que é correto para os falantes do inglês, veja como o termo aparece nos links para os vários making of dos próprios estúdios americanos e ingleses. Verão que os “ff” vêm de produções brasileiras e que os anglofônicos grafam com um “f” só, já que com dois não faz sentido pra eles, quando aplicado aos “bastidores das filmagens”. Ademais, em inglês, existe a expressão make off que tem o sentido de “sair apressadamente” e que, com a preposição with, passa a ter o sentido de “furtar”, de acordo com o dicionário online Marriam-Webster (o link vai direto para o verbete).

Por fim, eis um trecho do que está posto no site da Veja, na coluna “Sobre Palavra”, de Sérgio Rodrigues:

[…] Os dois lados têm sua dose de razão. Seja como for, uma coisa é indiscutível: a degeneração ortográfica making off, que parece ser de uso ainda mais frequente do que a forma correta em nossa imprensa cultural, revela, esta sim, um traço constrangedor da macaqueação linguística – a ignorância alvar, a falta de juízo crítico. Se vamos ser anglófilos, que tal aprender um pouco de inglês, em vez de achar que dobrar consoantes é sempre mais chique? Processo de produção (making) de (of) um objeto cultural, é só disso que se trata. Making off – substantivação de to make off, “fugir, dar no pé” – seria no máximo algo como fuga. Fuja dele.

Geraldo Seara

Professor de Inglês da Rede Pública Estadual