Cine PW: 5X Favela – agora por nós mesmos

Salve, salve, galera!

Você já viu a favela dos bandidos. Você já viu a favela dos policiais. Agora você vai ver a favela dos moradores.”

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Hoje, o Cine PW vai apresentar uma obra, aliás, uma não, cinco obras que compõem o filme “5X Favela – agora por nós mesmos. O audiovisual faz uma referência ao longa-metragem de 1962 – “Cinco Vezes Favela, dirigido por Miguel Borges, Joaquim Pedro de Andrade, Carlos Diegues, Marcos Farias e Leon Hirszman, que abordou as problemáticas e dificuldades enfrentados por moradores de bairro populares do Rio de Janeiro. O filme mostra a visão de diretores que moraram ou moram em favelas do Rio sobre a mesma temática e conta com o apoio de organizações socioculturais locais como a Central Única das favelas/Cufa (Cidade de Deus), Nós do Morro (Vidigal), Observatório das Favelas (Complexo da Maré), AfroReggae (Para de Lucas)  e Cinemaneiro (sede na Lapa).

A obra de hoje traz cinco histórias que retomam o mesmo cotidiano da obra de 1962, entretanto, são construções feitas a partir do ponto de vista dos moradores. Por esta razão, recebe o subtítulo “…agora por nós mesmos”. É uma mostra de outras características que compõem a vida comunitária, reverenciando a resistência e história deste povo.

– O primeiro dos cinco episódios, “Fonte de Renda”, conta a história de um jovem, Maicon (Silvio Guidane), que realiza o sonho e consegue ingressar no ensino superior. No entanto, Maicon se vê frente a muitas dificuldades e terá que enfrentá-las se quiser continuar seus estudos. Para não abrir mão disso, ele se envolve em várias tramas.

– O segundo episódio, “Arroz e Feijão”, narra os conflitos que uma família enfrenta para conseguir oferecer ao filho, Wesley (Juan Paiva), um quarto. Como solução, os país resolvem conter gastos e cortar despesas, reduzindo o cardápio a arroz e feijão por meses.

– O episódio de número três, “Concerto para Violino”, conta a história de vida de três amigos – Márcia (Cíntia Rosa), Jota (Thiago Martins) e Ademir (Samuel de Assis) – cujas vidas seguem caminhos diferentes e, às vezes, antagônicos.

– “Deixar Voar” é o quarto episódio e se passa num contexto de disputa e conflitos entre facções do tráfico de drogas. Na trama, Flávio (Vitor Carvalho) deixa a pipa de seu amigo cair em outra comunidade. Para resgatá-la, ele se arrisca indo à comunidade da facção rival.

– A série termina com o episódio “Acende a Luz”, que se passa na época dos festejos natalinos, em que uma comunidade inteira fica sem energia elétrica. Para resolver o problema e restabelecer o fornecimento, funcionários da companhia de energia são enviados. Porém, o problema é tão mais sério quanto as atitudes que serão adotadas para resolvê-lo.

O filme é uma reflexão sobre os tipos de abordagens feitas por quem vem de fora para comunidades populares, contradizendo a visão local sobre as realidades, cujas atitudes demonstram resistência e enfrentamento às dificuldades a que estão sujeitos diariamente. Também mostra a capacidade de mobilização social das comunidades para intervir e sanar as problemáticas.

Boa sessão e até mais!

Fontes: Cinco Vezes Favela e Youtube 

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Cine PW: Pajerama

Salve, salve, galera!

Neste mês de abril, focamos nossas conversas nas questões que envolvem os povos indígenas, suas histórias, culturas e lutas. Foi um mês em que também compartilhamos conteúdos de autoria dos próprios indígenas, como textos, filmes e músicas. Além disso, contamos com o site temático “Culturas Indígenas”, que está disponível para consulta.

Hoje, vamos indicar um curta-metragem em 3D chamado “Pajerama”. Trata-se da obra do diretor e criador Leonardo Cardaval, cuja história ilustra o contraste do encontro entre a realidade de sociedades industriais com as culturas indígenas.

       Cartaz da animação

Cartaz da animação

Na trama, que dispensa diálogos, o protagonista é um jovem indígena que vivencia experiências atemporais, descontínuas e entrelaçadas. O jovem encontra em sua caminhada elementos que revelam o quanto o desenvolvimento industrial e o advento do “progresso” vulnerabiliza as sociedades indígenas, obrigando-os a mudarem suas formas tradicionais de habitarem no mundo.

O filme serve para refletirmos sobre o modo como a expansão do espaço urbano e o crescimento dos centros produtivos, latifundiários e industriais se impõem à memória, história e território desses povos.

Sabemos que, assim como o filme ilustra, nossos povos indígenas hoje são vitimados pelo “desenvolvimento” técnico e tecnológico das outras formas culturais de viver. Mas, sabemos também, que é possível promover formas de viver que priorizem o respeito e o direito à vida de cada cultura, sem extinguir ou sucumbir as outras.

Contamos com você nesta caminhada. Valeu e até a próxima conversa!

Fonte: Vimeo, Culturas Indígenas e Porta Curta

Cine PW: “Quem são eles?” e “Uma outra história”

Salve, salve, galera!

Este mês vamos dar atenção especial aos Povos Indígenas brasileiros com as postagens do Cine PW. Abordaremos, portanto, temas inerentes às causas indígenas da atualidade. Para começar, vamos ver e ouvir um pouco da história do Brasil de acordo com a visão da população que esteve aqui desde antes da chegada dos brancos portugueses: os nativos.

A série de dez videodocumentários chamada “Índios no Brasil” é uma produção do projeto Vídeo nas Aldeias – VNA, com cooperação da TVEscola, sob o comando de  Ailton Krenak,  indígena da etnia Krenak, situada no Vale do Rio Doce – MG.

A atividade é precursora na área de produção audiovisual indígena no Brasil e tem por objetivo “apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais”, além de possibilitar o intercâmbio inter-indígena através do compartilhamento das produções entre os povos indígenas acompanhados pelo VNA.

Começamos com o primeiro episódio, intitulado “Quem são eles?”. Ele é construído com base nos depoimentos de entrevistadas/os não-indígenas, destacando o que elas/es sabem da existência, da história e dos hábitos dos povos indígenas. No entanto, ao longo do vídeo, as/os entrevistadas/os deixam nítido a pouca informação e a controvérsia entre a história oficial e o que são os indígenas segundo eles próprios.

Assista ao “Quem são eles” aqui.

Geralmente, quando pesquisamos informações sobre a história do Brasil, constatamos que o indígena é tratado como um ser que parou no passado. Além disso, relacionado a atraso, preguiça e selvageria. Este episódio apresenta quem são e como vivem alguns povos indígenas no Brasil, tomando como foco a relação deles com os outros brasileiros. O documentário também contém depoimentos de pessoas dos povos Krenak, de Minas Gerais; Kaxinawá e Ashaninka , do Acre; Yanomami, de Roraima; Pankaruru, de Pernambuco e Kaingang, de Santa Catarina”, que conversam sobre o assunto.

A segunda indicação de hoje será o episódio cinco “Uma outra história”, confronta a história oficial da chegada e da forma de dominação dos portugueses sobres os povos nativos que já habitavam a terra encontrada. Ilustrando esta versão oficial com cenas do filme “O descobrimento do Brasil” (1936), de Humberto Mauro e, simultaneamente, apresenta os depoimentos de chefes indígenas sobre o mesmo fato histórico.

Assista ao “Uma outra história” aqui.

“A realidade indígena nos dias atuais é bem diferente do passado, da mesma forma que os tataranetos dos portugueses que chegaram com suas caravelas nesse solo não se vestem hoje da mesma maneira que seus avós. Nós, povos indígenas, possuímos vestimentas tradicionais próprias e grafismos com os quais fazemos pinturas corporais, mas nossa nudez ou não nudez não define ser indígena ou não-indígena. Toda cultura é dinâmica, está sempre em constante movimento, mudando e se adaptando dentre os séculos.” (ÍndioEduca).

Vale a pena conferir a versão dos povos indígenas sobre suas próprias histórias.  Aproveite para aprender um pouco mais e fazer o download do guia para professoras/es e estudantes no site do projeto  Vídeo nas Aldeias.

Boa sessão e até mais!

Fonte: Vídeo nas Aldeias, Índio Educa e Vimeo

Escrito na pele

Olá, pessoal! Tudo bem? Uma das características mais evidentes entre os povos indígenas é o uso de pinturas pelo corpo. Essas pinturas são parte da identificação e representação cultural de cada povo. Elas são carregadas de valores simbólicos e representativos, que se distinguem de uma cultura para outra. Entretanto, é possível relacioná-las à atualização e manutenção da cultura, evitando a extinção de seus valores.

Será que as pinturas dos povos indígenas têm apenas significados estéticos? O que elas representam?

EtniaTupinambá de Olivença. (Foto: Peterson Azevedo)

O grafismo, como é chamada a pintura sobre o corpo, pode expressar uma série de informações sobre rituais, sistemas de hierarquias, tempos de caça, pesca ou coleta, atribuições dos indivíduos, encerramento ou iniciação numa determinada fase da vida, obrigações e etc. Funcionando como forma de expressão, as pinturas também podem ser consideradas como um sistema de escrita, uma vez que comunica e transmite conhecimento.

Ao estudar a etnia Tapirapés, no estado do Mato Grosso, o professor Vandimar Marques Damas, mestre em Cultura Visual, identificou que, nesta cultura, o grafismo serve para indicar “os indivíduos pertencentes aos grupos de caçadores e dos coletores dentro da aldeia, indica a idade de uma pessoa, e estabelece distinções desde a identificação de aspectos físicos, como uma gravidez, até a função que uma pessoa exerce na aldeia, como a função do pajé. Ademais, os estilos de grafismo também indicam o tipo de ritual ou a atividade que será realizada, se é caça ou pesca ou mesmo uma preparação para a guerra”.

É importante ressaltar que estes grafismos não são produzidos com tintas industriais. Na verdade, a matéria-prima principal são materiais e substâncias encontradas na natureza, como jenipapos, urucum, carvão e outros. De acordo com informações do site Índio Educa, o jenipapo é retirado verde e o líquido é extraído. Quando entra em contato com a pele, se transforma numa tinta preta que pode ficar na superfície epitelial por até duas semanas.

Assim como a técnica do grafismo, as culturas dos povos indígenas são ricas e diferentes, pois cada uma possui sua própria identidade. Até o nosso próximo encontro!

Fontes: UFGUNICAMP, INDIOEDUCA  e OcaDigital

Gêneros e sexualidades em março

Olá, galera!

Março foi um mês bastante produtivo para nossas discussões, pois alinhamos mais nosso diálogo quanto aos assuntos que envolvem as relações de gêneros e sexualidades. Compartilhamos com vocês textos, filmes, vídeos e músicas que embalaram nossos diálogos em torno dos avanços conquistados, das lutas travadas, das buscas e dos entraves que ainda envolvem as diversidades de gêneros e sexualidades.

ÍndiceNosso propósito foi o de agregar o conhecimento dos temas transversais em torno de uma mesma causa, uma vez que a promoção do respeito às diversidades também envolve os processos educacionais. Com isso, agradecemos pela interação de todas/os que colaboraram neste sentido, visitaram nossos conteúdos e interagiram conosco através das redes sociais e de comentários.

Acreditamos que a prática da justiça é possível com a participação de todas/os, que as transformações sociais devem priorizar o respeito entre as pessoas e, sobretudo, que revolucionar é caminhar para construção participativa de um mundo cada vez mais acessível à vida coletiva. Os temas e discussões apresentados não podem ser só específicos de um mês, por isso consideramos que foi importante aprofundar algumas discussões específicas, mas elas não podem sair da pauta das discussões em nenhum momento. Assim, seguimos compartilhando e dialogando por meio do site temático “Gênero e Sexualidade”. Sinta-se à vontade para continuar acompanhando nossas conversas, interagir, sugerir, questionar, opinar, criticar e juntar -se a esta construção.

Continue conosco e até mais!

“O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças.”
(Augusto Cury)

Instituições de atenção às diversidades

Olá, pessoal.
No mês em que focamos a mulher, os gêneros e as sexualidades, não poderíamos deixar de falar de algumas ações promovidas em favor destes grupos. Catalogamos e compartilhamos com vocês uma séria de instituições, projetos e ações atuantes na nossa sociedade em favor da promoção de igualdade de direitos para e entre estes grupos.

Em nível federal, temos a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), que é uma das comissões permanentes da Câmara dos Deputados do Brasil para analisar os assuntos e propostas legislativas a ela pertinentes cujas ações devem receber e investigar denúncias de violação desses direitos, bem como promover, avaliar, fiscalizar e preservar os direitos referentes às minorias étnicas e sociais. A Secretaria dos Diretos Humanos, está presente em quase todos os aspectos da vida pública e também lança seu olhar sobre os direitos das chamadas “minorias”, como LGBT.

Índice

Ainda nacionalmente, contamos com as ações da SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres, que se ramifica em nível estadual e, em Salvador por exemplo, conta com uma superintendência cujos objetivos e ações de intervenção são compartilhados por estas instâncias, entre eles, fazer valer as leis de incentivo ao respeito e equidade entre os gêneros e assegurar a participação feminina na construção/transformação social.

Para as relações educativas, existem ações e instituições que, além de debater e fomentar as discussões, trabalham assegurando a implantação de uma sociedade mais justa e igualitária para todas/os, através de capacitações e formações oferecidas a estudantes, educadores/as, militantes sociais e pessoas dos diversos setores da sociedade.

Entre estas oportunidades de educação para uma sociedade com igualdade de gêneros e respeito às sexualidades estão o Ser-tão – o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade da Universidade Federal de Goiás (UFG). Na Bahia contamos com o NEIM – Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher da Universidade Federal da Bahia e o DIADORIM – Núcleo de Estudo de Gênero e Sexualidade (NugSex, da Universidade de Estado da Bahia. Ambos oferecem cursos de extensão, formando especialistas em Políticas Públicas de Gênero e Raça, mestre e doutores na temática. Em 2009, um importante passo foi dado no sentido de assegurar equidade, pois o NEIM passou a oferecer o Bacharelado em Gênero e Diversidade, uma graduação que objetiva formar profissionais capazes de formular, acompanhar e monitorar projetos e ações de materialização de direitos, imbuídos de uma perspectiva crítica de gênero e diversidade.

Para uma afinidade internacional dos direitos das mulheres, promoção do respeito às diversidades e promoção da igualdade a Organização das Nações Unidas – ONU, possui entidades internas que focam suas ações neste sentido. Citamos duas delas: a ONU Mulheres, entidade para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres e o ACNUDH, Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, responsável pela promoção da igualdade de diretos entre todas as pessoas.

Enfim, existem várias ações e grupos que colaboram para a construção de uma sociedade mais justa, acessível à todos/as, respeitosa e igualitária. Certo que ainda há muito a ser feito e conquistado, para isso contamos com você. Seja um/a multiplicador/a e construtor/a da justiça. Colabore com essa ideia. Juntos somos mais!

Valeu e até a próxima!
Fontes: NEIM, DIADORIM, SPM, ONU e Ser-tão.

Cine PW: Carolina Maria de Jesus

Olá, pessoal! Vamos fazer um Cine PW um pouco diferente hoje. Selecionamos três vídeos/documentários e convidamos você a conhecer uma mulher que viveu e adotou uma postura a frente de seu tempo, lutando por justiça social como pouc@s que já lutaram e ainda lutam Brasil afora: Carolina Maria de Jesus. Vamos lá?

Inquieta, explosiva, atrevida, petulante, corajosa, arredia e rebelde. Esses são alguns dos adjetivos que críticos e admiradores utilizam para descrever a personalidade autêntica de Carolina, escritora mineira, negra, favelada e de pouca escolaridade.

Bitita, como era chamada desde a infância, saiu de Sacramento-MG, cidade onde nasceu, tão logo sua mãe morrera, em direção a São Paulo, indo parar na favela de Canindé. A princípio, trabalhou como doméstica, mas logo precisou abrir mão desta forma de sobreviver, restando como alternativa catar resíduos descartados pelas ruas da cidade. Morou num barraco construído com materiais encontrados nas ruas, forma com a qual, por muitos anos, manteve a si e a seus três filhos – os quais criou sozinha por decisão própria, uma vez que não se sujeitava aos padrões sociais destinados às mulheres de sua época.

Apesar da pouca escolaridade, ela se interessava muito pelos papéis que recolhia (livros, jornais, revistas e cadernos) em meio a outros materiais.    Àqueles, em especial, dava destino específico: separava-os para suas leituras em busca de conhecimento e para os registros sobre sua vida, coisa que fazia sempre que sentia necessidade de escrever.


Carolina foi revelada pelo jornalista Audálio Dantas, quando este esteve em Canindé para uma reportagem sobre a ordem de desocupação em função da construção de uma rodovia. Já tendo conhecimento de quem era Carolina e sobre a obra dela, Dantas sugeriu à escritora que publicasse os seus registros. A princípio, ela resistiu, mas com o tempo aceitou a ideia.

Em “Quarto de despejo: diário de uma favelada” (1960), a escritora conta detalhes das angústias que os moradores de uma favela sentem e como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios, para assim conseguir comida para as suas famílias. O nome do livro foi inspirado numa fala da escritora: “Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de ‘viludo’, almofadas de ‘sitim’. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo”.

A obra tornou-se um best seller dos anos 60 e 70, com tradução em treze idiomas e para mais de quarenta países. Além desta, produziu outras publicações: “Casa de Alvenaria” (1961) – inspirada no período em que, após o sucesso internacional, conquistou a casa própria onde viveu os últimos anos de sua vida; “Pedaços de fome” (1963) e ainda os livros póstumos Diário de Bitita (1986) e “Meu estranho diário” (1996). Ela também escreveu peças de teatro, poemas (abaixo) e canções, todos com temáticas relacionadas à sua vida miserável e seu sonho de tornar-se cantora e atriz.


Este ano, Carolina Maria de Jesus completaria seu centenário e hoje o Museu Afro Brasil, possui uma biblioteca cuja é Carolina Maria de Jesus e onde se encontra obras disponíveis para download. Para fim de homenageá-la, reconhecer e disseminar ainda mais sua importância para a história e para a literatura nacional, damos a essa célebre escritora dos favelados mais este espaço. Com o intuito é o de compartilhar com tod@s a história e as obras dela, segue abaixo o curta-metragem “O Papel e mar”, adaptação do diretor Luiz Antônio Pilar para a obra da autora que leva o mesmo nome. Apesar de sua célebre obra ter repercutido bastante, Carolina morreu como viveu: pobre.

“A tontura da fome é pior que a tontura do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível só ter ar dentro do estômago.” Trecho de Quarto de Despejo.

Fontes:  A Cor da CulturaWikipedia, Labjor, Blogueiras Negras, Fundação Palmares.