Protest Signs

Hello,folks! Stop now and read this text!

Vamos aprender algo diferente? Você sabe o que é o termo “protest signs”?protest

Fig. 1 http://www.wikihow.com/Make-Protest-Signs

A escrita, bem como a leitura,está incessantemente, em nossa vida cotidiana. Fazemos ainda, registros manuscritos, anotações, mas com a celeridade tecnológica, os textos deixaram de ser lineares, estáticos e se tornaram dinâmicos, interativos, hipertextuais. Passamos a fazê-los de formas variadas: digitalizados, impressos, fotografados,dentre outros. O diferencial está na intencionalidade da mensagem, ou seja, ela definirá que tipo de gênero. Não basta tão somente, a escrita do texto, é necessário colocá-lo em circulação. Os “protest signs” (cartazes de protesto) fazem parte de um gênero textual para a divulgação de um propósito como justiça social e ativismo que se apresenta ora manuscrito, ora digitalizado.

Recentemente no Brasil, presenciamos na mídia muitos protestos estudantis por melhorias na educação. Isso reflete que muitos estudantes e muitas pessoas têm assumido uma postura mais crítica e ética no tocante às questões sociais.

Vale destacar que, a depender das manifestações e de onde elas ocorram,é bastante comum que, os “protest signs”, sejam escritos em inglês, com a possibilidade de serem fotografados, divulgados e terem repercussão no mundo . Mas qual deve ser a linguagem, mesmo? Ela deve ser simples, clara e objetiva! O modo imperativo é bastante frequente, portanto, nesse tipo de mensagem. Aliás, vamos aprender sobre Imperative Form?

Here we go!

O modo imperativo na língua inglesa tem a função de dar uma ordem, fazer um pedido, fazer um apelo, dar um conselho, dar instruções dentre outros. Podemos utilizá-lo tanto na forma afirmativa quanto na negativa. Vejamos alguns exemplos:

O verbo na sua forma infinitiva é seguido da partícula “to”. Para a formação da frase afirmativa no modo imperativo é necessário, portanto, excluir o “to”.

Ex. To go / To be- Go ahead and be a good citizen!

To have- Have ethical!

To stop Stop human trafficking!

To speak – Speak in English during the class.

To give- Give me details about the exam.

Para a forma negativa é necessário usar o verbo auxiliar “do” com a partícula “not”. Dessa forma a frase pode ficar com : “Do not” ou na forma contraída “Don’t”.

Ex. Don’t pollute!

Don’t smoke!

Don’t argue!

Don’t walk on the grass!

Don’t be late for the class!

E aí? Muito fácil! Então … Keep calm and carry on! A propósito, você conhece essa frase? Sempre bom saber mais, não é mesmo?

keep calm

Fig.2 https://pt.wikipedia.org/wiki/Keep_Calm_and_Carry_On

Como você pode observar ela utiliza a forma imperativa! Não se trata de um cartaz de protesto,mas de um cartaz motivacional que serviu de inspiração para muitos outros, também escritos, no imperativo. Você sabe como ele surgiu? Foi durante a Segunda Guerra Mundial por incentivo do do Governo do Reino Unido no ano de 1939, caso os alemães invadissem a Inglaterra. Sua criação já virou domínio público. Ficou curioso? Quer saber mais? Read and improve your knowledge!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

Novos desafios e exigências no mercado de trabalho

Olá!

Conforme a Constituição Federal de 1988, o direito ao trabalho é assegurado como direito social fundamental. Lívia Mendes Moreira Miraglia, mestre em Direito do Trabalho,pela PUC de Minas, no seu trabalho “Em O Direito do Trabalho Como Instrumento de Efetivação da Dignidade Social da Pessoa Humana no Capitalismo”, diz que: “No que cinge ao direito ao trabalho, tem-se o direito individual subjetivo de todo homem de acesso ao mercado de trabalho e à capacidade de prover a si mesmo e à sua família,mediante seu próprio trabalho, que deve ser digno.”

Fotos: Ana Rita Medrado

Fotos: Ana Rita Medrado

Recepcionista

 

Então?Acredito que você conheça a frase :“o trabalho dignifica o homem”. Mas, não seria o homem que dignifica o trabalho? O próprio trabalhador, através de sua postura ética , participa, constrói e transforma a sociedade que ele pertence. E você, como cidadão, tem feito sua parte?

Fotos: Ana Rita Medrado

Fotos: Ana Rita Medrado

Recep_entrada

Em tempos de crise, é necessário estar atento às possibilidades de trabalho que podem “pintar”. Inserir-se no mercado de trabalho não é coisa fácil. Prepare-se! Estamos passando por um momento difícil, muitos postos de trabalho estão fechando no país e o índice de desemprego vem aumentando, visivelmente, conforme dados publicados pelo IBGE. No entanto, é possível preparar-se para a busca de oportunidade no mercado de trabalho.

Transforme o momento de crise em possibilidades e oportunidades. Torne-se competitivo! Aproveite o tempo livre para se qualificar. Faça cursos ligados a sua área de atuação e/ ou aos seus interesse profissionais.Prepare seu currículo .Em uma entrevista de emprego, seja objetivo e sincero. Através dela as informações contidas em seu currículo serão testadas e avaliadas pelo entrevistador. Evite constrangimentos.

Como anda a sua empregabilidade? Sua capacidade de conquistar e manter-se no mercado de trabalho? Hoje em dia, apenas o capital intelectual já não basta, é necessário ter capital emocional e capital ético. Lembre-se: “Você não vale apenas o quanto sabe”,mas vale o quanto “é”.

O desafio do momento é o que chamamos de trabalhabilidade.Capacite-se para trabalhar e gerar renda, assim ,você estará apto no tocante à trabalhabilidade.A maneira como se relaciona com o mundo do trabalho é muito importante. Enxergue-se produzindo e não apenas como um trabalhador. .

Ser dotado de inteligência emocional no trabalho, lhe deixa em vantagem na disputa de um vaga de trabalho. Já pensou nisso? Aprenda a gerir suas emoções, assim você será capaz de superar concorrentes, até mesmo, de maior intelecto.

Se você nasceu entre 1981 e 1994, período de relativa prosperidade econômica, Alfredo Motta, coautor do Livro “Código Y – Decifrando a geração que está mudando o país” diz que , “ certamente, você faz parte de uma geração bem educada e bem informada,a geração Y; é mais tolerante do que seus pais e avós e abraça conceitos como sustentabilidade e diversidade”. No entanto, “traz desvantagem no ponto de vista comportamental”.Tal fato o deixa em desigualdade na acirrada conquista por uma vaga de trabalho. Não investir em inteligência emocional pode ser uma barreira para o seu acesso e permanência no mercado de trabalho.Pense nisso!

Essas são algumas dicas! Busque outras e esteja preparado para ingressar e manter-se no mercado de trabalho.

Até a próxima!

Ana Rita Medrado.

Professora de Sociologia da Rede Pública de Ensino da Bahia.

Referências:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-que-e-empregabilidade/31256/ .Acessado em 25/08/2015.
http://www.trt3.jus.br/escola/download/revista/rev_79/livia_mendes_moreira_miraglia.pdf . Acessado em 25/08/2015.
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/desemprego-salta-a-7-5-maior-nivel-em-mais-de-5-anos .Acessado em 25/08/2015.
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-piores-armadilhas-de-carreira-para-quem-e-da-geracao-y . Acessado em 25/08/2015.

 

 

 

 

 

 

 

O perigo dos copos descartáveis

Recentemente, em função da escassez de água em São Paulo, se discutiu a viabilidade do uso de descartáveis. A discussão surgiu a partir do momento que se questionou a quantidade de água gasta para fabricar um descartáveis, a quantidade que se usa para lavar um reaproveitável (vidro, porcelana, acrílico, etc.), e o impacto ambiental que estes poderiam causar.

O PW entrou nessa discussão e pesquisou sobre o assunto, com interesse específico nos copos descartáveis (oportunamente falaremos sobre outros tipos de descartáveis). Eis o resultado.

Segundo o Professor Bruno F. Gianelli do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP, Campus Itapetininga, em entrevista à Revista Planeta Sustentável, “para medir o impacto ambiental de um produto, é necessário levar em conta vários fatores tais como: processo de fabricação do produto (consumo de matéria-prima, de energia elétrica, de água), o transporte do produto final até o local de consumo (o que impacta em consumo de combustíveis fósseis: o petróleo, por exemplo, não é renovável; e liberação de gases tóxicos na atmosfera), a vida útil desse produto, enfim.

No caso da produção de um copo descartável, são gastos, aproximadamente, 8 gramas de poliestireno (PS) ou polipropileno (PP) – os plásticos mais empregados pela indústria; 6 Wh de energia elétrica e 500 ml de água.

Os copos plásticos possuem em sua composição uma substância chamada Estireno e conforme pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em contato com o café quente, o copo pode liberar uma quantidade de Estireno acima do que é considerado seguro pelo Ministério da Saúde. Um dos riscos que isso pode acarretar é o Câncer.

Pesquisadores baianos perceberam que 20% dos peixes coletados nas praias de Salvador apresentam amostras de pellets, uma micropartícula do plástico. A situação é tão preocupante que já foram encontrados vestígios desses pellets na composição da água da região.

Os copos mais procurados do mercado têm capacidade para 200 ml, pesa aproximadamente 2 g e custa R$ 0,02 (dois centavos), cada. O de 300 ml, que custa R$ 0,04, tem o tamanho mais parecido com o copo utilizado em casa e pesa aproximadamente 3 g.

Quantos cafezinhos ou chás você tomou hoje na empresa em que trabalha? E quantos copos d’água tomou? Quantos copos descartáveis utilizou? Muitas pessoas desconhecem os riscos que eles podem causar a médio e a longo prazo ao meio ambiente. Para se ter uma ideia, segundo o ‘site sustentável‘, o tempo de decomposição de um copo plástico está entre 250 a 400 anos. Ou seja, tantas gerações passarão e o copo ainda existirá. Um “vida” contraditória, pois mesmo sendo utilizado de forma tão rápida, é apenas após alguns séculos que irá se decompor. O copo plástico é o resíduo sólido urbano menos reciclado ao redor do planeta.

Agora, faça as contas dos milhares de copos utilizados na sua empresa e veja como isso pode afetar o planeta que seus filhos e netos herdarão.

Aqui no Instituto Anísio Teixeira, segundo um levantamento feito pelo coordenador III da DIRAF/CAD, Sr. Alexnaldo M. Conceição, são gastos, em média, 50.000 (cinquenta mil) copos descartáveis de 200 ml, a um custo de R$ 1.125,00 (um mil, cento e vinte e cinco reais) por mês. Ou seja, 600.000 (seiscentos mil) copos a R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) por ano.

Se construíssemos uma torre com esses copos consumidos em 1 ano, daria uma altura de aproximadamente 36 m, o que corresponde a altura média de um prédio residencial de 13 andares. Imagine, então, todos os copos consumidos nas empresas em Salvador, no Brasil e no mundo?!

Foto: Samuel Oliveira

 A produção de um copo descartável chega a consumir 500 ml de água, como já foi dito, enquanto a lavagem de um reaproveitável feita na pia utiliza 400 ml e na máquina ‘lava copo’ apenas 100 ml, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.

Conclusão: quer exercer sua cidadania, contribuindo com meio ambiente e dando sua parcela de colaboração com a sociedade? Utilize canecas de vidro ou de louça para tomar seu café ou água e incentive seus colegas a fazerem o mesmo. Se for fazer uma festa na sua casa, por que não usar copos de vidro, ou até mesmo de plástico, mas que possam ser reutilizáveis? Existem serviços de aluguel de copos, pratos e talheres que, por uma causa nobre, o meio ambiente, vale a pena utilizá-los.

Outra opção são os copos biodegradáveis. O produto é composto por materiais naturais e que causam menos impacto ambiental, como o amido de milho ou batata e ácido polilácteo, derivado da fermentação do açúcar. De acordo com os fabricantes, o produto desaparece da natureza dentro do período de três meses.

Cuidar do meio ambiente é uma questão de cidadania e dever de todos nós.

Um abraço e até logo.

Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual

REFERÊNCIAS:

REVISTA Planeta Sustentável. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/sustentavel-na-pratica/copos-descartaveis-x-duraveis/. Acessado em 17/08/2015, 3 h 30 mim.

SITE SUSTENTÁVEL. Disponível em: http://inst.sitesustentavel.com.br/evite-usar-copos-descartaveis-na-sua-empresa/ . Acessado em 17/08/2015, 17 h 15 mim.

ECYCLE. Disponível em: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/57-plastico/196-como-reciclar-copos-plasticos.html. Acessado em 17/08/2015, 17 h 45 mim.

G1. Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/02/producao-de-copo-de-plastico-gasta-mais-agua-do-que-lavar-copo-de-vidro.html. Acessado em 17/08/2015, 13 h.

Você sabe o que é sexting?

Oi, pessoal! Será que sexting tem a ver com sexualidade e com sexo? Ufa! Tanto sex…Calminha! Essa discussão remete a outra reflexão.

A iniciação à vida sexual tem sido cada vez mais precoce entre os jovens. Para uma criança ou um adolescente os pais ou a família são, geralmente, os primeiros professores e eles nem sempre estão abertos ou preparados para esses diálogos. Sabemos que boa parte das informações e dos conhecimentos dos adolescentes são oriundos fora da família ou entre amigos.

Comumente, as pessoas acham que falar de sexualidade é falar de sexo. Claramente, o texto não tem a intenção de fazer uma análise acerca dos temas nem tampouco esgotar o assunto. Mas, cá pra nós, discutir sobre sexo mexe ainda com tabus sociais, por isso a importância da orientação sexual entre os jovens e prepará-los para uma vida sexual segura e madura. Mesmo que sejamos considerados a sociedade do conhecimento e da informação, as discussões que giram em torno do assunto tem sido cada vez mais hodiernas.

imagesMas o que é sexting? A expressão é resultante de um neologismo proveniente das palavras inglesas sex (sexo) e texting (mensagem de texto). A prática consiste na divulgação de fotos eróticas ou sensuais basicamente por meio de celulares, computadores ou qualquer outro tipo de dispositivo eletrônico. Cada vez mais frequente no mundo virtual, tem sido bastante polêmico, pois o resultado leva sempre à exposição ao ridículo de quem sofre a ação.

Dados recentes divulgados pela SAFERNET , no Brasil, especializada em ações ilícitas e segurança na Internet, são alarmantes. Confira no quadro abaixo:

A

Galera, as relações humanas se modificaram em muitos aspectos com o advento das TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação). A Internet, enquanto tecnologia da interatividade, provocou mudanças que possibilitaram o surgimento de um novo sujeito: o “homem erótico”. Não se trata de um erotismo na essência da semântica,mas um erotismo social validado pela nova formatação de comunicação, de laços fragilizados e efêmeros.

B

O problema é que muitos não sabem, mas, de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), quem pratica o sexting pode ser preso (com pena entre três a seis anos). Qualquer disponibilização, divulgação, troca, emissão, compartilhamento, publicação de material que contenha cena de sexo ou pornografia envolvendo criança ou adolescente é enquadrado na referida lei. Meninos e meninas produzem e divulgam material com imagens íntimas, sendo que elas são sempre as maiores vítimas. A SAFERNET possui um canal gratuito de ajuda para orientar crianças e adolescentes. O endereço do site é: http://www.canaldeajuda.org.br/.

A pergunta é: estaria o sexting ligado à sexualidade mal direcionada? Seria muito simplista dizer que “sim” ou que “não! A sexualidade versa por diferentes questões e o que a torna complexa é o fato de perpassar por dimensões pessoais, culturais, locais, sociais e temporais, que subjazem aos processos idiossincráticos. Ou seja, ela traça uma marca identitária do sujeito porque se manifesta diferentemente em cada um.

São imensuráveis os benefícios e avanços possibilitados pelas tecnologias, mas não podemos desconsiderar os  riscos quando algo dessa natureza possa acontecer. É necessário termos conhecimento sobre o uso da Internet com segurança e buscarmos soluções para os entraves causados pelo mundo virtual no tocante à violação dos direitos que competem a cada um.

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia

Qual educação ambiental queremos?

Como dizem por aí, junho é o mês de discutir meio ambiente, correto? Ué, mas com tanta gente passando fome, como alguém é capaz de se importar com os animais ou com as plantas?

A visão por etapas da resolução dos problemas sociais é uma marca em muitos discursos. Infelizmente, parece ser uma marca mais presente nos discurso de defensores de “uma única causa”, inclusive naquele(a)s que se autodeclaram defensore(a)s dos direitos humanos, pois cada um parece acreditar que sua causa é a mais importante e que deve ser privilegiada. É como existir algum homem do movimento negro capaz de olhar para uma mulher ou um homossexual e se sentir superior ou achar que devemos primeiro discutir as cotas pra depois discutir a violência contra mulheres e homossexuais. A dificuldade de unificar estas discussões em torno de uma única bandeira de luta e percebê-las como decorrentes de uma construção cultural mais ampla que alicerça princípios éticos, provavelmente, resulta do fato de muito(a)s defensore(a)s dos direitos de uns, ainda serem ostentadore(a)s de preconceitos contra outr@s e não admitem “essa igualdade toda para tod@s”…

Bom, a ideia de priorizar por importância e emergência até poderia fazer sentido se estivessemos falando de algum tipo escassez, como ocorre na administração, em que é possível falar em prioridade. Porém, quando falamos da capacidade humana de reflexão e quando coloca-se em pauta a questão dos princípios, soa estranho alguém dizer que devemos ter consideração ética por um grupo de cada vez. Talvez tenha sido por essa visão que a humanidade decidiu considerar primeiro os homens, depois pensamos nas mulheres, depois pensamos nas crianças, senis, homossexuais (não necessariamente nessa ordem)… Ah, e quando algum dia começarmos a pensar em animais e plantas terá que ser um de cada vez também, começando pelo cão que é “o melhor amigo do homem”, depois pensamos na amazônia, depois pensamos nas baleias e golfinhos e por aí vai. Vamos defendendo um a um até chegarmos a algum lugar coerente, pois não há coerência argumentativa alguma nessa visão por etapas. O que faria alguém acreditar que uma ética biocêntrica não resultaria em uma sociedade muito mais justa para todos os grupos que hoje sofrem perseguições e destruição cultural?

A educação ambiental acaba sendo uma via necessária para colocar em pauta esses debates, afinal, também não há consenso no modelo de ambientalismo a ser adotado pelos movimentos sociais. Alguns partem de uma premissa conservacionista em que devemos “cuidar” do ambiente com objetivo de satisfazer as necessidades humanas, ou seja, devemos conservar com o objetivo de uso para entrentenimento, trabalho, companhia, “ciência”…

Ao contrário dessa perspectiva, foi defendido por John Muir um cuidar verdadeiro do ambiente, visando atender as necessidades que são inerentes a cada espécie. Essa visão trouxe contribuições para justificar a criação de parques, impedir construção de barragens e, especialmente, para fundamentar a discussão de uma ética biocêntrica. Ou seja, não é esquecer uns para proteger outros, mas considerar as necessidades de qualquer espécie viva diante daquilo que é importante para ela.

Você já notou também que as pessoas passaram a discutir, cada vez mais, o meio ambiente vinculado a algum tipo de mercado? Cada vez se fala mais nos “recursos” naturais à disposição do homem e em desenvolvimento sustentável, enquanto as crianças são levadas para ver animais aprisionados nos zoológicos das cidades, rodeios, vaquejadas, circos sem nem ter a oportunidade de entender de onde vieram esses animais e as consequências para estes animais de terem que vivenciar essa condição. Bom, mas pra que se importar com a insensibilização do olhar da criança se temos que nos preocupar com a violência que é cometida por adultos que passaram a vida acreditando que sua pseudosuperioridade física ou mental lhe dava o direito de subjugar animais humanos e não humanos que considera mais fracos. Que ética queremos para nossa sociedade?

Bom, recomendo logo abaixo que assistam o vídeo de uma palestra e leiam um artigo da professora Sonia Felipe que, de maneira extremamente clara, coloca em pauta esse debate que continua a ser um grande tabu para a nossa sociedade.

Abraços e até breve.

Fonte: Diálogos Libertários