Cine PW – Apocalypto

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Olá, cinéfilos!

O blog dedica inteiramente o mês de abril para trazer e discutir a história e cultura dos povos indígenas. Com isso, traremos produções que tratam desse universo, com intuito de enriquecer o nosso conhecimento e observar a riqueza cultural das inúmeras etnias que existiam e as que ainda existem e resistem.

Para a primeira semana de abril, o Cine PW indicará o filme “Apocalypto”, dirigido por Mel Gibson e lançado em 2006. Essa super produção retrata a história de Jaguar Paw, um caçador que vive numa aldeia na América Central com sua esposa e filho. Durante a história, o personagem encontra com outras etnias, sendo uma delas, a civilização Maia. Jaguar então é capturado pelos maias e subjugado à condição de ser ofertado aos deuses.

Para além da história de Jaguar Paw, podemos perceber a preocupação da obra fílmica em reproduzir a grandeza do império Maia. Os cenários são grandiosos e conseguem retratar mais fielmente essa complexa nação do período pré-colombiano. O dialeto maia foi preservado no filme, trazendo mais fidelidade à obra e uma sensação de maior proximidade com aquele universo de outrora.

Sobre outras óticas, podemos perceber com “Apocalypto” a enorme diversidade étnica que existia antes da invasão espanhola. Cabe também refletir sobre a relação de coexistência entre esses povos e como estes, posteriormente, se modificaram com a chegada dos europeus. Por fim, analisar e comparar o império Maia com sua sólida estrutura social e seu nítido avanço tecnológico da época com outras etnias que ainda viviam dentro de sistemas primitivos.

“Apocalypto” é um bom filme para ilustrar esse momento da história. Até para percebermos que, antes dos europeus cruzarem o atlântico com seus navios cheios de ganância e tragédias, aqui já se encontravam, também, muitos problemas.

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

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Cine PW – Bichas, o documentário

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Fig. 1: Divulgação

Olá, cinéfilos! Tudo bem?

Estamos na semana de Gênero e Sexualidade e, para fomentar essa discussão, o Cine PW traz a obra “Bichas, o documentário”, um filme que retrata a vivência de seis jovens e as barreiras sociais que são encontradas no dia a dia. Dirigido por Marlon Parente, esse documento propõe uma revisão no olhar sobre a palavra “bicha”, que é comumente usada de forma ofensiva para ser tomada como um elogio, através da afirmação e do orgulho de ser homossexual.

O documentário, que foi lançado dia 20 de fevereiro de 2016, apresenta também um diálogo sobre a violência e a intolerância, através das histórias que são contadas. As falas dos entrevistados provocam uma reflexão sobre os efeitos da heteronormatividade na construção sociocultural, nas relações familiares e nos diversos ciclos sociais.

Os crimes causados por homofobia ainda são alarmantes no Brasil e no mundo. E tudo isso é simplesmente causado pelo não entendimento sobre a diversidade no mundo. E é para isto que as discussões devem existir: para normalizar a diversidade, colocar luz sobre um mundo plural e múltiplo e desconstruir a mentalidade de que não é possível conviver com as diferenças.

Daí a necessidade de trazer essas reflexões para todas as esferas da sociedade. Para que os erros de hoje não aconteçam amanhã, e que o ódio deliberado seja trocado pelo respeito mútuo, acreditando que o avanço social depende da compreensão ampla de mundo.

Vamos assistir!

 

Vitor Moreira

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Ser Professor: Urânia Viana

Fala, galerinha!

Foto: Peterson Azevedo
Foto: Peterson Azevedo

O episódio em destaque de hoje, do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala de literatura e música. Apresentaremos o projeto da Professora Urânia Vianna – De onde vêm…Grandes Ideias? As muitas faces de Vinícius de Moraes.

A professora Urânia é uma inovadora no que se refere à metodologia de projetos. Professora do Colégio Estadual Rotary, localizado no bairro artístico de Itapuã, Urânia propõe a prática de leitura e criação de trovas e cordéis, com o objetivo de familiarizar o aluno do 1º. Ano do Ensino Médio com a arte da poesia, bem como estabelecer ligação com a poesia medieval portuguesa.

Foto: Peterson Azevedo
Foto: Peterson Azevedo

O projeto tem como foco a criação de trovas e cordéis a partir da leitura e estudo dos poemas e crônicas de Vinícius de Moraes, bem como a audição de suas músicas e a abertura de uma exposição com a produção dos alunos, numa forma criativa, lúdica e divertida de homenagear esse grande poeta brasileiro.

 

 

 

Foto: Peterson Azevedo
Foto: Peterson Azevedo

“Ser professor, pra mim, é ser capaz de encantar o aluno em sala de aula, através de novas ideias (…)”

Fui!

 

 

 

 

 

 

Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo.

Imagem: captura de tela
Imagem: captura de tela

 

Texto e Fotos: Professor Peterson Azevedo

Ser Professor: Flávio Márcio

Fala, galerinha!

O episódio em destaque de hoje, do quadro Ser professor, do programa Intervalo, fala de poesia e história. Em 2003, o professor de história da rede pública de ensino, Flávio Márcio Sacramento, com o intuito de deixar suas aulas mais dinâmicas e participativas, ampliando a noção de arte, literatura e história, proporcionando a seus alunos uma visão mais ampla do que é aprender criando, pensou o projeto O Ensino da História por Meio da Poesia, que vem beneficiando, anualmente, cerca de 120 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio, do Colégio Estadual Professora Ana Bernardes, no bairro de Cajazeiras, em Salvador.

A parceria entre o professor Flávio e os alunos fica evidente no quadro quando, juntos, recitam os versos sobre momentos históricos do Brasil, versos contextualizados e citados com o bom e típico baianês, em que as regionalidades são ingredientes a mais nessa narrativa poética. A ideia do projeto é ampliar o ensino de história para além dos fatos, possibilitando aos alunos utilizarem a poesia como ferramenta de diálogo. “Pra mim, ser professor é ser um guerreiro. É poder armar meus alunos com informações, com conceitos, com ideias (…)”.

Vamos nessa conferir? Clique na imagem para assistir ao vídeo.

Professor Flávio Márcio. Foto: captura de tela feita em 31/8/2015.
Professor Flávio Márcio. Foto: captura de tela feita em 31/8/2015.

Fui!

 

Peterson Azevedo

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

CINE PW: Andaraí do Passado e do Presente

Por Fátima Coelho

Olá!

O Filmei! traz o vídeo: Andaraí do Passado e do Presente – autoria de Josinei dos Anjos Araujo – Colégio Estadual Edgar Silva – do município de Andaraí / Bahia.
O documentário aborda, paralelamente, o cinema, a cidade e seus moradores”, como diz Josinei:

[…] a história de um antigo cinema […] com equipamentos antigos, como os carretéis de filme 16 mm.[…]

[…] O Alto do Ibirapitanga […] no principio era só matagal desabitado, mas hoje é uma região que concentra boa parte da população, senão a maioria.”

O vídeo, oportunamente, faz também a interação escolar inclusiva, conforme o decreto nº 3.298 de 19992. Esta interação é exemplarmente apresentada, da mesma forma, nas temáticas abordadas. Ou seja, podemos indefinidamente estimular, através do audiovisual, a memória do passado, quer esteja relacionada à cultura, ao desenvolvimento espacial da cidade, à fala dos seus moradores ou de Lucas Santos Batista que lindamente apresenta com Josinei Andaraí do Passado e do Presente!
Clique na imagem e assista ao vídeo.

 

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REFERÊNCIAS:
 1-http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3801 – Acessado dia 11 de julho 2015
 2- http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_df.pdf – Acessado dia 11 de julho 2015
3- http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf – Lei nº 11.645 de 10 / 03 / 2008. Acessado dia 11 de julho 2015
 4 – HOUAISS, Antônio (Coord.). Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa . São Paulo: objetiva, 2007. (01 Cd-rom)

 

 

 

 

Cine PW – Vida de Vaqueiro

Olá!

O Filmei! traz o vídeo: Vida de vaqueiro, produzido pela Equipe Selva, do Colégio Estadual José Palles Sobrinho, município de Encruzilhada / Bahia. A película documenta um dia na vida daqueles que lidam com o gado.

“Vida de vaqueiro é: levantar às cinco horas da manhã, botar as vacas no curral, tirar o leite, depois botar as vacas pro pasto, de novo…”. Em outro momento, José revela a dificuldade de ser vaqueiro: (…) …na época da seca, as vacas ficam com fome, emagrecem…”

Alessandro Cowboy acrescenta: “(…)…. a roça tem tudo… boa demais… mexer com gado, mexer com os animais (…) a gente tem de tudo aqui na roça e, graças a Deus, acho que é o bastante né…!

Jovenário, também vaqueiro, finaliza com sua toada3:

Vaqueiro que é vaqueiro cuida de seu gado e quer bem, todo dia vai ao campo, contar as rês4 que tem. Quem não gosta de vaqueiro, não gosta mais de ninguém.

[…]

Carmelita quando vê seu amor verdadeiro, põe um vestido de couro, comenta com desespero: – Aí papai deixa eu ir embora na garupa do vaqueiro…

As imagens do gado, dos cavalos e cavaleiros correndo atrás do gado, da vaca sendo ordenhada…  são algumas das tantas ilustrações na vida de um vaqueiro!

Vídeo (clique na imagem para assistir):

Vaqueiro

 Fátima Coelho – Professora da Rede Pública Estadual de Ensino
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REFERÊNCIAS
1-           http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3854 – Acessado dia 16 de abril 2015
2-           http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf Lei nº 11.645 de 10 / 03 / 2008. Acessado dia 16 de abril 2015
3 e 4 – HOUAISS, Antônio (Coord.). Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa . São Paulo: bjetiva, 2007. (01 Cd-rom)

Cine PW: Samba Riachão

O documentário Samba Riachão (2001), de Jorge Alfredo, é uma obra bastante significativa para quem quer saber e entender um pouco sobre a história do samba, principalmente o da Bahia. Ao colocar o sambista Riachão como protagonista, o cineasta produziu uma narrativa em que fica evidente o quanto Clementino Rodrigues, verdadeiro nome de Riachão, se confunde com o samba. E vice-versa. O nome do documentário já evidencia isso. É como se Jorge batizasse uma vertente do samba como sendo “Riachão”, para contrapor à samba-canção, samba de roda, samba-reggae e etc. Por isso, não há vírgula no título. O “Riachão”, no caso, não é vocativo; é adjetivo. Ou seja, o nome do filme não remete a um comando para que Riachão sambe (com a vírgula: “Samba, Riachão”), mas traz a ideia de que Riachão é o próprio samba. Boa sacada!

A obra

Os oitenta e nove minutos do filme trazem depoimentos de pessoas famosas do cancioneiro brasileiro, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Armandinho, Daniela Mercury e Tom Zé. Todos falam sobre samba e sobre Riachão. Estudiosos da área também depõem sobre o ritmo e fazem elogios ao cronista do samba baiano, como Riachão é conhecido.

A obra adentra na intimidade de Clementino, com locações na casa dele, no Pelourinho, onde Riachão sempre aparece cercado de amigos, fazendo uma roda de samba, e no bairro do Comércio. Numa das tomadas, o documentário mostra Riachão se preparando para sair de casa. Nesse sentido, todas as atenções se voltam para o emblemático e já folclórico figurino do artista, em que uma toalha está sempre no pescoço.

Um pouco mais de Riachão

Clementino Rodrigues nasceu em 14 de novembro de 1921, na Fazenda Garcia, em Salvador, onde continua morando atualmente. Ele tem mais de 500 composições criadas, sendo as mais conhecidas Cada Macaco no Seu Galho (que já foi gravada por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gang do Samba, Lampirônicos e Anastácia), Retrato da Bahia (gravada por Trio Nordestino) e Vá Morar com o Diabo (que se popularizou na gravação feita por Cássia Eller, em 2001). Riachão costuma dizer o seguinte sobre sua própria arte: “Eu sou o artista que me torno uma nota musical para levar alegria ao povo”.

Em 2009, a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia publicou o livro Riachão: o cronista do samba baiano, de autoria da jornalista Janaína Wanderley da Silva. A biografia integra a coleção Gente da Bahia, que é distribuida gratuitamente. Quem tiver interesse em adquirir o livro sobre Riachão (e os outros títulos da coleção!), basta enviar um e-mail para cerimonialba@gmail.com e solicitar. Há poucos exemplares no acervo. Então, corra!

#FicaADica: o vocativo é uma palavra ou expressão utilizada para se referir a um interlocutor. Ou seja, a alguma pessoa com a qual a gente conversa. A ideia é expressar um chamado. O vocativo é acompanhado de uma pausa e, quando vem no interior de uma oração, deve vir acompanhado de vírgula. Exemplos: “Canta aí, Riachão!”, “Senhor, que horas são?”, “Não adianta disfarçar, professora, a gente já percebeu que a senhora está chorando”.

Cine PW: Sem Censura- Especial Acessibilidade

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, a minha dica para o Cine PW é a edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, cujo tema em destaque é a acessibilidade. A apresentadora Leda Nagle reúne pessoas que nasceram com limitações físicas ou sofreram acidentes que ocasionaram tal situação, bem como interessados pela causa. Durante o debate, os convidados refletem e discutem sobre políticas de inclusão no Brasil e em outros lugares do mundo.

O atleta paraolímpico Fernando Fernandes, o músico Marcelo Yuka, a arquiteta Silvana Cambiaghi (especialista em acessibilidade e autora do livro Desenho Universal), o consultor e especialista em acessibilidade, Marco Antonio Queiroz (criador dos sites Bengala Legal e Acessibilidade Legal), e a coordenadora do Projeto Cão-Guia de Cegos, Maria Lúcia Campos, falam sobre dificuldades e avanços acerca da temática. Mesmo o programa sendo de 2012, vale muito a pena conferir e tentar transformar a sociedade em que vivemos!

Cine PW: 5X Favela – agora por nós mesmos

Salve, salve, galera!

Você já viu a favela dos bandidos. Você já viu a favela dos policiais. Agora você vai ver a favela dos moradores.”

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Hoje, o Cine PW vai apresentar uma obra, aliás, uma não, cinco obras que compõem o filme “5X Favela – agora por nós mesmos. O audiovisual faz uma referência ao longa-metragem de 1962 – “Cinco Vezes Favela, dirigido por Miguel Borges, Joaquim Pedro de Andrade, Carlos Diegues, Marcos Farias e Leon Hirszman, que abordou as problemáticas e dificuldades enfrentados por moradores de bairro populares do Rio de Janeiro. O filme mostra a visão de diretores que moraram ou moram em favelas do Rio sobre a mesma temática e conta com o apoio de organizações socioculturais locais como a Central Única das favelas/Cufa (Cidade de Deus), Nós do Morro (Vidigal), Observatório das Favelas (Complexo da Maré), AfroReggae (Para de Lucas)  e Cinemaneiro (sede na Lapa).

A obra de hoje traz cinco histórias que retomam o mesmo cotidiano da obra de 1962, entretanto, são construções feitas a partir do ponto de vista dos moradores. Por esta razão, recebe o subtítulo “…agora por nós mesmos”. É uma mostra de outras características que compõem a vida comunitária, reverenciando a resistência e história deste povo.

– O primeiro dos cinco episódios, “Fonte de Renda”, conta a história de um jovem, Maicon (Silvio Guidane), que realiza o sonho e consegue ingressar no ensino superior. No entanto, Maicon se vê frente a muitas dificuldades e terá que enfrentá-las se quiser continuar seus estudos. Para não abrir mão disso, ele se envolve em várias tramas.

– O segundo episódio, “Arroz e Feijão”, narra os conflitos que uma família enfrenta para conseguir oferecer ao filho, Wesley (Juan Paiva), um quarto. Como solução, os país resolvem conter gastos e cortar despesas, reduzindo o cardápio a arroz e feijão por meses.

– O episódio de número três, “Concerto para Violino”, conta a história de vida de três amigos – Márcia (Cíntia Rosa), Jota (Thiago Martins) e Ademir (Samuel de Assis) – cujas vidas seguem caminhos diferentes e, às vezes, antagônicos.

– “Deixar Voar” é o quarto episódio e se passa num contexto de disputa e conflitos entre facções do tráfico de drogas. Na trama, Flávio (Vitor Carvalho) deixa a pipa de seu amigo cair em outra comunidade. Para resgatá-la, ele se arrisca indo à comunidade da facção rival.

– A série termina com o episódio “Acende a Luz”, que se passa na época dos festejos natalinos, em que uma comunidade inteira fica sem energia elétrica. Para resolver o problema e restabelecer o fornecimento, funcionários da companhia de energia são enviados. Porém, o problema é tão mais sério quanto as atitudes que serão adotadas para resolvê-lo.

O filme é uma reflexão sobre os tipos de abordagens feitas por quem vem de fora para comunidades populares, contradizendo a visão local sobre as realidades, cujas atitudes demonstram resistência e enfrentamento às dificuldades a que estão sujeitos diariamente. Também mostra a capacidade de mobilização social das comunidades para intervir e sanar as problemáticas.

Boa sessão e até mais!

Fontes: Cinco Vezes Favela e Youtube 

Cine PW: Pajerama

Salve, salve, galera!

Neste mês de abril, focamos nossas conversas nas questões que envolvem os povos indígenas, suas histórias, culturas e lutas. Foi um mês em que também compartilhamos conteúdos de autoria dos próprios indígenas, como textos, filmes e músicas. Além disso, contamos com o site temático “Culturas Indígenas”, que está disponível para consulta.

Hoje, vamos indicar um curta-metragem em 3D chamado “Pajerama”. Trata-se da obra do diretor e criador Leonardo Cardaval, cuja história ilustra o contraste do encontro entre a realidade de sociedades industriais com as culturas indígenas.

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Cartaz da animação

Na trama, que dispensa diálogos, o protagonista é um jovem indígena que vivencia experiências atemporais, descontínuas e entrelaçadas. O jovem encontra em sua caminhada elementos que revelam o quanto o desenvolvimento industrial e o advento do “progresso” vulnerabiliza as sociedades indígenas, obrigando-os a mudarem suas formas tradicionais de habitarem no mundo.

O filme serve para refletirmos sobre o modo como a expansão do espaço urbano e o crescimento dos centros produtivos, latifundiários e industriais se impõem à memória, história e território desses povos.

Sabemos que, assim como o filme ilustra, nossos povos indígenas hoje são vitimados pelo “desenvolvimento” técnico e tecnológico das outras formas culturais de viver. Mas, sabemos também, que é possível promover formas de viver que priorizem o respeito e o direito à vida de cada cultura, sem extinguir ou sucumbir as outras.

Contamos com você nesta caminhada. Valeu e até a próxima conversa!

Fonte: Vimeo, Culturas Indígenas e Porta Curta