Arte perigosa!

Salve, gente boa que prestigia o nosso blog!

Muito provavelmente você já viu alguém fazendo pinturas incríveis em azulejos em alguma calçada. São verdadeiras obras de arte que exprimem sensibilidade e criatividade. Normalmente, são artistas de rua que usam os dedos para dar efeitos impressionantes à tinta que é aplicada ao azulejo através de spray como na foto 1, a seguir:

arte perigosa

Foto 1: Arte perigosa! Por Sílvia Santana.

A mistura de tinta com ar, formando uma dispersão de pequenas partículas, chamada de aerosol, pode ser obtida através de latas de spray (foto 2) ou produzida com o auxílio de um sistema de bombeamento (bombas ou borrifadores de inseticida ou equipamentos específicos, como compressores de ar acoplados a recipientes que permitem borrifar a mistura).

Spray_cans

Foto 2: Latas de tinta em spray. Por Levi Siuzdak – Obra do próprio, GFDL, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5225012

Na foto 1, os pintores são três crianças que usam os dedos como pincéis e as suas camisas para retirar os excessos de tintas e aplicar efeitos. Eles usam o mesmo tipo de tinta dos artistas que fazem grafite.

Para saber mais sobre o grafite, veja a postagem: Graffitti: a arte nas ruas – Expressão e liberdade!

Disponível em: https://oprofessorweb.wordpress.com/2013/04/15/graffiti-a-arte-nas-ruas-expressao-e-liberdade/

Veja também o episódio do quadro Cotidiano: Salvador, Salve a Cor

Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3938

No uso das tintas spray, os fabricantes recomendam o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), tais como máscaras, óculos de proteção e luvas. Sem qualquer tipo de proteção, os pintores de azulejos têm uma exposição muito prolongada aos componentes das tintas, uma vez que além da inalação típica da produção no grafite, usam as mãos para dar formas às tintas.  Para remover a tinta impregnada no seu corpo, costumeiramente, usam solventes orgânicos como gasolina ou removedor, ambos comprovadamente tóxicos.

As tintas spray já apresentam na sua composição solventes orgânicos (tolueno, xileno e derivados). As tintas mais baratas e as importadas clandestinamente, que não sofrem fiscalização, podem conter também metais pesados como o chumbo, o níquel e o cádmio, que são neurointoxicantes e bioacumulativos.

Os solventes orgânicos, de modo geral, são depressores do sistema nervoso central e, de acordo com o período, freqüência e intensidade da exposição, provocam desde sonolência, confusão mental e cefaléia, até depressão respiratória, coma e morte (PEDROZO & SIQUEIRA, 1989).

Os autores citam ainda como consequências: a dependência psíquica mais ligada à intensidade da exposição do que do tipo de solvente, e a  ansiedade e a depressão que podem surgir quando o uso é descontínuo. Se a exposição começa muito cedo como no caso do registro fotográfico do início dessa postagem, os efeitos cumulativos podem ser ainda mais nocivos à saúde.

A foto 1 expressa, ao mesmo tempo, a arte que deixa turistas encantados, o talento quase natural das crianças em paralelo à condição de risco à saúde e ao trabalho precoce que serve como fonte de renda. Trata-se de um quadro real que precisa ser objeto de reflexão, regulamentação e de transformação. Como você interpreta esse quadro? Poste seu comentário!

Referências:

PEDROZO, M. de F.M. & SIQUEIRA, M.E.P.B. de. Solventes de cola: abuso e efeitos nocivos à saúde. Rev. Saúde públ., S. Paulo, 23:336-40, 1989.

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico. TINTA SPRAY USO GERAL. Orbi Quimica. 2014. Disponível em: <http://orbiquimica.com.br/site/wp-content/uploads/2014/04/FISPQ-TintaSprayUsoGeral.pdf>. Acesso em 18 de abril de 2017.

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Consumo e Meio Ambiente

Olá, pessoal! Muitos desejam trocar o celular por um de última geração, aquela TV digital com 1001 funções ou até mesmo, aquele carro do ano. Mas depois que trocamos, para onde vão as coisas antigas? Será que precisamos mesmo substituí-las? As coisas se deslocam através de um sistema, que vai desde a extração, produção, distribuição, consumo e teoricamente o tratamento de lixo. O conjunto de tais etapas se chama Economia de Materiais. Trata-se de um sistema linear em um planeta de recursos finitos, que interage com as pessoas que vivem e trabalham nesse sistema, onde algumas são mais importantes de que outras, ou que têm maior poder de decisão dentre elas: o governo e as grandes corporações.

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Onde a primeira etapa, a extração, é um termo errado usado para a exploração de recursos naturais que, por sua vez, serve para definir a destruição do planeta. A verdade é que cortamos árvores, destruímos nossas montanhas para extrair metais, consumimos muita água e exterminamos os animais. A matéria-prima segue para produção onde utiliza energia para misturar produtos químicos tóxicos com recursos naturais na produção de bens de consumo contaminados com materiais tóxicos. Na distribuição o significado é vender todo produto contaminado com toxina o mais rápido possível, onde o objetivo é manter os preços baixos com as pessoas comprando os produtos em constante movimento. Pagam-se salários baixos aos trabalhadores das lojas e restringem o acesso aos planos de saúde sempre que podem, tudo se resume em externalizar os custos. O verdadeiro custo da produção não se reflete no preço, em outras palavras, não compramos aquilo que pagamos. Isto nos leva ao consumo, nos tornamos uma sociedade de consumidores, nosso papel social passou a ser de consumidores, não mais mães, professores, agricultores, mas consumidores! Nosso valor é medido e demonstrado pelo quanto contribuímos para o consumo. Quanto consumimos? Não é isto que fazemos! Compramos, compramos. Manter os produtos circulando, e como circulam! Numa lógica global que  é fatídica! Quanto mais consumimos mais poluímos!

“Nossa economia enormemente produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual e do nosso ego no consumo. Nós precisamos que as coisas sejam consumidas, gastas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez mais acelerado”.

Victor Lebow

Aquilo que precisamos nos livrar é da antiga mentalidade de usar e jogar fora. Precisamos sair da cultura e da geração do descartável! Há uma nova escola e pensamento desse assunto, e é baseada na: Sustentabilidade e Equidade (SE), Química Verde (QV), Zero Resíduo (ZR), Produção em Ciclo Fechado (PCF), Energia Renovável (ER) e Economia Locais Vivas (ELV), já está acontecendo. A quem diga que é irrealista, idealista, que não pode acontecer, mas eu digo que quem são irrealistas são os que querem continuar pelo velho caminho, isto que é sonhar. Lembre-se que a velha forma não aconteceu por acaso, não é como a gravidade que temos que conviver. As pessoas as criaram e nós também somos pessoas e, por isso, vamos criar algo novo.

Um forte abraço e até a próxima.

Luciano Albuquerque

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 Referências:

 Disponível em: <http://www.pensadormercadologico.com.br/blog_arquivos/4096>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Q3YqeDSfdfk>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <http://www.mma.gov.br/>. Acesso em: 03 de mai. 2016.

 

Agora diga quem é “zica”!

Vamos combater o Aedes aegypiti, artrópode vulgarmente conhecido como “mosquito da dengue”? Esse Vetor de transmissão de arbovírus, como o vírus da dengue, do chikungunya, da febre amarela e também do zika vírus, que são doenças do tipo arboviroses (infecções virais), se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais e vem acometendo uma grande parte da população brasileira, principalmente nordestinos, indiscriminadamente.

Atender ao alerta geral para que todos os brasileiros participem dessa luta contra o vetor das doenças, é muito importante. Clicando na imagem abaixo, você terá acesso às informações da Cartilha INIMIGO N.º1.

Fig. 1 – Portal de Educação

Fig. 1 – Portal de Educação

Erradicar o mosquito é o que devemos fazer. Seja um monitor nesse processo! Seguem algumas dicas que vão auxiliar na erradicação: eliminar e ou tratar os criadouros; cuidar do saneamento domiciliar; usar larvicidas aprovados pela OMS e inofensivos aos humanos; não acumular água em pneus e garrafas; manter quintal ,jardim e terreno limpos; promover educação em saúde; avisar às autoridades da existência de possíveis criadouros,etc.

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Participando desse processo contra o mosquito, através de ações educativas, de prevenção e combate ao Aedes aegypiti, as professoras : Marileide Dantas Costa e Shéfora Pina Estêves Lima estão reformulando e lançando, respectivamente, os projetos : “O CETEVERDE e o Teotônio no Combate a Dengue” e o “Eu e minha casa contra o AEDES AEGYPTI“, que elas coordenam nas escolas onde lecionam.

No Colégio Teotônio Vilela, localizado no Conjunto João Paulo II, em Feira de Santana – NRE 19, acontece “O CETEVERDE e o Teotônio no Combate a Dengue”, projeto interdisciplinar, coordenado pela Professora Marileide e os Professores da Área de Ciências Exatas (Roseane Sampaio, Kleide Ribeiro, Daiane Fernandes, Jaciene Nascimento,Claudiana Franco, Tânia Mascarenhas,Marcos Manfrine, Luciana Calazeira) e a gestora Maria da Conceição Lopes.

O projeto realiza um trabalho de visitação e limpeza das áreas da escola, visando combater os focos e a reprodução do mosquito Aedes aegypiti. A ideia é atacar a proliferação do mosquito, evitando a transmissão dos arbovírus, aprofundar o conhecimento sobre o tema, despertando no alunado a autoconsciência do seu papel social no combate à dengue, chikungunya e ao zika vírus.

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 Fig.4: Marileide Dantas Costa

“Os alunos do 8º ano receberam bem a ideia do projeto, ficaram curiosos para descobrir focos do mosquito, apesar de ficarem meio ‘sem graça’ por coletar resíduos sólidos, mas lidaram bem com a situação. Os adultos acharam a atividade válida e importante, visto que a própria saúde está ameaçada. É uma atividade didática simples, de divulgação e controle que, infelizmente, esbarra num grave problema de falta de recursos e de possibilidade de resolvermos sozinhos, mas estamos fazendo a nossa parte. No Teotônio, são realizados diversos projetos socioambientais, visando à integração entre estudantes, conhecimento adquirido e comunidade escolar.” ( Marileide Dantas Costa)

Na Escola Irmã Rosa Aparecida, localizada à Rua Vênus, 275 – Jardim Acácia, em Feira de Santana – NRE 19, os professores, “de olho” nos dados da Secretaria de Saúde, observaram que a Bahia registrou em 2015 um aumento significativo dos casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya. “Para eles, combater o mosquito é uma tarefa um tanto ‘fácil’ e, por isso, acaba caindo no esquecimento, o que tem feito com que esses números cresçam de forma alarmante”,disse a professora Shéfora Pina Estêves Lima.

Os professores do Ensino Fundamental II (Celiane Sena, Deise, Esmeralda Maia, Jeany Carvalho, Luana Carneiro e Mônica), orientados pela professora Shéfora e incentivados pela gestora Janúsia Almeida e Yara Costa, resolveram mudar essa realidade. Mostraram para a comunidade escolar o quanto é importante a prevenção contra o “mosquito da dengue” e, então, lançaram o projeto “EU E MINHA CASA CONTRA O AEDES AEGYPTI”.

O projeto propõe as seguintes ações educativas: orientar e corresponsabilizar o estudante pela sua saúde e de toda a sociedade; oficinas sobre a temática arboviroses; palestras informativas sobre o mosquito Aedes aegypiti; produção de cartazes; apresentação de vídeos educativos; identificação de possíveis focos do mosquito Aedes aegypiti nas residências e na escola, dentre outras atividades que estão sendo desenvolvidas pela unidade escolar.

Fig.5 : Shéfora Pina Estêves Lima

Fig.5 : Shéfora Pina Estêves Lima

“Considerando que o trabalho deve ser contínuo no que se refere à eliminação de criadouros e desejando alcançar a participação da comunidade de forma ativa, realizamos, no dia 18 de março, uma caminhada de conscientização da população pelas ruas do bairro, que contou com a participação da Creche Sorriso da Vovó Zeza, que pertence ao Dispensário Santana, instituição parceira da Escola Irmã Rosa Aparecida. JUNTE-SE A NÓS!” (Shéfora Pina Estêves Lima).

Fig. 6 : Letícia Estêves Lima

 Fig. 6 : Letícia Estêves Lima

Vamos derrotar o mosquito! Não vacile! Conte-nos o que você está fazendo! Promova em sua vizinhança, em sua escola, ações para o combate ao “mosquito da dengue”, afinal, de “zica” não temos nada!

Ana Rita Esteves Medrado
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Caixa-preta

Olá, galera do Blog do PW!

Hoje vamos falar da caixa-preta de aviões, um importante equipamento encontrado nesse meio de transporte que é considerado o mais seguro que existe e atualmente. Estima-se mais de 100 mil voos deslocando todos os dias no mundo.

Quando um avião cai, o fato repercute nos noticiários por dias porque esses desastres são raros (cerca de 1 chance em 11 milhões de acontecer). Mas, quando um acidente acontece, a procura por pistas começa sempre do mesmo jeito: com a busca da caixa-preta.

Primeiro, a caixa-preta não é preta. É laranja! Para chamar mais a atenção! Para que as equipes de busca consigam avistá-la. Além disso, possui tiras fosforescentes, que refletem a luz. A cor laranja é determinada por convenções mundiais de aviação civil.

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Mas, então, por que a caixa-laranja se chama caixa-preta? Há várias versões para a origem da expressão.

A primeira delas diz que “A expressão caixa-preta vem da década de 50, quando os circuitos eletrônicos do avião eram agrupados em compartimentos, mas o termo correto é Flight Data Recorder (FDR). “Como o funcionamento dos circuitos era obscuro, as caixas ficaram conhecidas como black boxes, já que a cor preta remete ao desconhecido”, explica Hildebrando Hoffmann, professor de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS”. (Revista Mundo Estanho, edição 114).

A segunda versão diz que “Tudo indica que o nome foi herdado de outro equipamento, com funções diferentes, que era usado na Segunda Guerra Mundial pela Royal Air Force, a força aérea britânica: um radar que permitia ao piloto “ver” através das nuvens ou no escuro. Diversos itens eletrônicos empregados na aviação da época eram acondicionados em caixas pretas literais, mas foi esse radar, então uma maravilha tecnológica cujo funcionamento nem os próprios pilotos compreendiam, que entrou para o jargão dos aviadores com o nome de black box. (Veja.com 03/05/2011).

E a terceira versão, bem próxima da primeira diz que “o termo [caixa-preta] vem do inglês black box, que foi incorporado pelos aviadores, conta o professor James Waterhouse, do departamento de Engenharia Aeronáutica da USP. Sua origem é da eletrotécnica, que usa a expressão para denominar um sistema do qual a estrutura interna é desconhecida e só se pode analisar a entrada e a saída, apenas deduzindo seus mecanismos internos”. (Manual do mundo 30/10/2013). Essa versão é semelhante à primeira.

A caixa-preta é um dispositivo eletrônico instalado na cauda do avião que grava informações do voo. E há duas na verdade. O CRV (Cockpit Voice Recorder) – Gravador de Voz do Cockpit, grava conversa de pilotos, controle aéreo e outros barulhos como alertas das últimas duas horas do voo; e o FDR (Flight Data Recorder) – Gravador de Dados do Voo que acompanha os sinais técnicos do avião, grava as leitura dos instrumentos de velocidade, altitude, níveis de combustível, temperatura e controle de voo. Grava até 25 horas.

Em 1953, Dr. Davis Warren, um jovem cientista australiano do Laboratório de Pesquisas Aeronáuticas (ARL – Aeronautical Research Laboratory), antecessora da atual Organização de Defesa da Ciência e Tecnologia (DSTO – Defence Science and Technology Organisation), inventou a caixa-preta, depois de ter perdido seu pai em um acidente aéreo inexplicável, mas, só nos anos 1960, depois de um acidente que acabou sem solução, a Austrália tornou-se o primeiro país a exigir caixas-pretas em todos os aviões comerciais novos. Ela se tornou obrigatória nos EUA em 1967. Atualmente, todas companhias aéreas ao redor do mundo possuem um gravador de dados de voo, a Caixa Preta. Para saber mais sobre a invenção de Warren, clique aqui.

As caixas pretas podem sofrer grandes impactos, mas, os cartões de memória que ajudam a explicar o que aconteceu têm muita proteção. São envolvidas numa fina camada de alumínio, uma polegada de isolamento de calor e coberta de aço inoxidável ou titânio. São, praticamente indestrutíveis. São construídas para resistirem a uma aceleração de 3400 G ou 3.400 vezes a força da gravidade, a uma hora em chamas num calor de até 2000°F (1093ºC) e submersão em água salgada de até 20 mil pés (cerca de 6 km). Cada caixa tem um sinal localizador que é ativado assim que toca a água emitindo um pulso por segundo detectável por sonares com até 2 milhas náuticas de distância (cerca de 3, 7 km), mas, só funciona por 30 dias. Talvez seja uma das razões porque investigadores não localizaram, ainda, a caixa-preta do acidente com o voo MH370 da Malasian Airlines em 8/3/2015 que levava 239 pessoas.

Caixas-pretas são essenciais para entender o que aconteceu em acidentes. Mas, se a caixa-preta não for encontrada fica muito difícil determinar as causas de acidentes.

Em junho de 2009, o Airbus A330 que fazia o voo 447 da Air France do Rio de Janeiro a Paris, desapareceu depois de ter caído no Oceano Atlântico. Sua caixa-preta só foi recuperada do fundo do mar, dois anos depois, com todos os dados intactos. Clique aqui e veja a transcrição da conversa entre os pilotos, dos últimos três minutos do voo. O diálogo e o registro técnico do avião possibilitaram os especialistas estudarem as causas do acidente.

Ouça trechos gravados nas caixas-pretas de alguns desastres aéreos. Clique aqui.

Já se estuda a possibilidades de incluir vídeos nas caixas-pretas e a transmissão de dados via wi-fi, diretamente delas para controle aéreo ou agência de aviação onde podem ser guardados com segurança e em tempo real.

Um abraço, até a próxima e que a paz do Senhor Jesus esteja com todos.

Samuel Oliveira de Jesus – Professor colaborador da Rede Anísio Teixeira

REFERÊNCIAS

G1 – GLOBO.COM. Disponível em http://g1.globo.com/Acidente-do-Voo-AF-447/noticia/2012/07/nos-vamos-bater-isso-nao-pode-ser-verdade-diz-copiloto-do-af-447.html. Acesso em 18/11/2015.

MANUAL DO MUNDO. Disponível em http://www.manualdomundo.com.br/2013/10/por-que-a-caixa-preta-dos-avioes-e-laranja/. Acesso em 17/11/2015, às 15 h.

MUNDO ESTRANHO. Disponível em http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-a-caixa-preta-dos-avioes-e-laranja. Acesso em 17/11/2015, às 16 h 22;

THE COCKPITSEAT.COM. Disponível em http://www.thecockpitseat.com/cps/pt-br/um-pouco-da-historia-da-caixa-que-nao-e-preta/. Acesso em 18/11/2015, às 13 h 10.

VEJA.COM. Disponível em http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/curiosidades-etimologicas/por-que-caixa-preta-se-ela-e-laranja/. Acesso em 17/11/2015, às 16 h 38.

WIKIMEDIA COMMONS. Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Black_Box_Cockpit_Voice_Recorder,_Model_AV557D,_Sunderstrand_Data_Control,_Inc.,_c._1990s_-_National_Electronics_Museum_-_DSC00090.JPG. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 22. (Imagem da esquerda)

WIKIPEDIA. Disponível em https://en.wikipedia.org/wiki/Orange_%28colour%29. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 22. (Imagem da direita)

YAHOO NOTÍCIAS. Disponível em https://br.noticias.yahoo.com/video/como-funciona-caixa-preta-um-114008011.html. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 30.

DESASTRES AÉREOS. Disponível em http://www.desastresaereos.net/caixapreta.htm. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 40.

Com ciência Negra

Olá, galerinha do PW! No mês passado, celebramos o Dia da Consciência Negra e nada mais justo que falarmos dos afro-americanos que colaboraram no campo das ciências. Infelizmente, a escola e os próprios livros não destacam a importância e as descobertas desses pesquisadores, mas este panorama já vem mudando! Os movimentos negros vêm numa trajetória de resgate desta história e na luta por igualdade de oportunidades e direitos, e de lá pra cá, muita coisa tem mudado. Vamos conhecer um pouco mais sobre a vida e as realizações feitas por esses cientistas. Vamos Lá!

George Washington foi um filho de escravos que nasceu no Missouri. Aprendeu a ler e escrever com seus proprietários, pois as escolas da época não aceitavam negros. Mais tarde, formou-se no Iowa State Agricultural College e tornou-se mestre. George, destacou-se na área da botânica e foi responsável pelo desenvolvimento de vários métodos de colheita alternativa. Ele também criou várias invenções para tornar o trabalho no campo menos árduo, porém nunca patenteou nenhum deles.

Já século XXI, a Dra. Mae C. Jemison torna-se a primeira mulher negra a viajar para o espaço. Com notável talento para os estudos, conclui o ensino médio com apenas 16 anos de idade, entrando na Universidade de Stanford, onde graduou-se em Engenharia Química e Estudos Africanos. Impulsionada por seus ideais, frequentou a Universidade Cornell, onde formou-se em medicina e passou a trabalhar como voluntária no Peace Corps (Corpo da Paz), na África Ocidental. Mesmo diante do pessimismo de todos que afirmavam que ela não conseguiria ser astronauta, Jemison entra na NASA e cinco anos depois foi ao espaço, onde realizou experimentos com células ósseas. Hoje, Jemison montou sua própria empresa, onde realiza trabalhos na área de ciências e tecnologia.

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Dra. Mae C. Jemison: primeira mulher negra a viajar para o espaço

No campo da medicina, destacam-se Charles R. Drew, pioneiro no desenvolvimento do banco de sangue; e Patricia Era Bath, oftalmologista, que criou o primeiro tratamento a laser para cataratas. Drew destacou-se nos seus estudos a respeito do plasma e o desenvolvimento de técnicas para a sua armazenagem, o que favoreceu a criação dos primeiros bancos de sangue nos Estados Unidos. Já Bath quebrou duas grandes barreiras, a primeira por ser mulher e a segunda por ser negra. Antes dela, nenhuma mulher havia trabalhado no Instituto Oftalmológico Jules Stein, onde acabou liderando várias pesquisas, tornando-se a primeira mulher negra a receber uma patente médica.

Por fim, não poderíamos deixar de citar Neil Degrasse Tyson, famoso astrofísico e divulgador científico. Tyson nasceu em Manhattan, em Nova York, estudou Bronx High School of Science, com ênfase em astrofísica. Como cientista, se dedicou na pesquisa sobre a formação e evolução estelar, bem como cosmologia e astronomia galáctica. É autor de vários livros e artigos, dentre eles “The Perimeter of Ignorance” (), em que expõe sua opinião sobre temas polêmicos a respeito da religião e a ciência.

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Neil Degrasse Tyson: famoso astrofísico e divulgador científico

Legal, não é? Vamos conhecer mais sobre o movimento negro no mundo? Acesse agora o AEW e aprenda mais!

 

Referências:

Disponível em http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-cientistas-negros-que-voce-deveria-conhecer/, acessado em 29/12/2014

Disponível em http://www.planalto.gov.br/seppir/20_novembro/apres.htm, acessado em 29/12/2014

Disponível em http://www.prela.nexus.ao/Pag/alguna_vez_un_negro.htm, acessado em 29/12/2014

Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_deGrasse_Tyson, acessado em 29/12/2014

 

André Soledade

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

 

Estudantes apresentam projetos na Feciba

Estudante-repórter: Roniton Fernandes

A Feira de Ciências da Bahia (Feciba) é promovida pelo programa Ciência na Escola e tem como objetivo apresentar projetos de estudantes baianos com propostas de intervenção em causas sociais. Nesta quinta feira, 3 de dezembro, foram abordados diversos temas, como coleta seletiva e padrão de beleza.

Os estudantes

Os estudantes Ian Kauê Soares e Drielle Naiara apresentam o projeto “O lixo escolar, a coleta seletiva e o aluno”, na Feciba. Foto: Bira Mendes

Os estudantes Ian Kauê Soares, 17 anos; e Drielle Naiara Rodrigues, 16 anos, orientados pela professora Adja Batista, 36 anos, todos do Colégio Estadual Professora Maria Olímpia, no município de Aurelino Leal, exploram em seu estande informações e pesquisas sobre lixo escolar e coleta seletiva. “Observamos, no nosso colégio, que os alunos não têm utilizado os coletores seletivos para o descarte do lixo” afirmou Drielle, explicando a escolha do tema.

O padrão de beleza e os distúrbios alimentares foi o foco da pesquisa das estudantes

O padrão de beleza e os distúrbios alimentares foram o foco da pesquisa das estudantes Maria Eduarda Araújo e Natália Cardoso. Foto: Bira Mendes

Outro tema discutido na Feciba foi o padrão de beleza atual, apresentado pelas alunas Maria Eduarda Araújo, 13 anos, e Natália Cardoso, 13 anos, do Colégio Estadual Coriolano Carvalho, da cidade de Feira de Santana. “Estamos tentando concientizar as garotas de que um corpo perfeito pode causar muitos problemas, como os distúrbios alimentares. Fizemos uma pesquisa em nosso colégio e 20% das meninas falaram que odiavam seu corpo”, disse a estudante Maria Eduarda, revelando um dado da pesquisa feita na sua escola.

O estudante-repórter Roniton Fernandes. Foto: Raulino Júnior

O estudante-repórter Roniton Fernandes. Foto: Raulino Júnior

Roniton Fernandes tem 18 anos, é estudante do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

Hello, folks!

Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

Vamos aprender sobre clothes? Antes, daremos um giro para entender duas palavras que têm tudo a ver. Que tal falarmos sobre consumo? Ou melhor, consumismo? Oxente! E não é a mesma coisa?

Bem… No consumo, as pessoas compram somente o necessário e está relacionado à sobrevivência presente ou futura. Ao passo que o consumismo é caracterizado pela aquisição daquilo que não é necessário ou não está intimamente ligado à sobrevivência.

Hoje vivemos numa aldeia global, onde o consumismo é a palavra de ordem para muita gente. Depois da Revolução Industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. A forma como as pessoas se vestiam foi alterada. Com o surgimento do capitalismo, a aquisição de produtos também foi modificada.

Consumir, na atualidade, tem sido um ato político, porque é preciso questionar sobre o que está comprando. Requer um posicionamento reflexivo sobre a origem do produto, a mão de obra que está por trás, se é resultado de um trabalho escravo ou até mesmo o impacto ambiental que ele causa.

Estamos sempre querendo algo novo! Um tênis novo, um jeans novo, uns shorts da moda! E por falar nisso, o que você acha de darmos uma revisada no vocabulário de clothes? Inclusive, existem muitos sites na Internet para venda de produtos dessa natureza. Be careful! Muitos sites não são confiáveis e exigem cadastros com informações pessoais! A internet tem seu lado perigoso também! E, às vezes, isso dá uma headache danada! A propósito, você é shopaholic? More or less?

A expressão shopaholic é um termo em inglês para designar uma pessoa altamente compulsiva em compras. Isso é caracterizado como um transtorno! Uma compulsão em que as pessoas precisam buscar ajuda. Que tal finalizarmos, então, com a nossa revisão sobre clothes?

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino