Lições Indígenas

Fig.1: Aldeia indígena – interação com a natureza. Fonte: pt.wikipedia.org

Os povos indígenas manejam os recursos naturais de maneira sustentável. Eles procuram aplicar estratégias de uso dos recursos que, mesmo transformando seu ambiente, não alteram os princípios de funcionamento e nem colocam em risco as condições de reprodução deste meio. Trocando em miúdos, eles apenas consomem para sobreviver, utilizam apenas o necessário, sem excedentes! Tomemos como exemplo a visão destes povos como homens “naturais”, defensores da natureza. Os índígenas têm consciência da sua dependência – não apenas física, mas sobretudo cosmológica – em relação ao meio ambiente. O modo como evitam a sobrecarga dos recursos ambientais ao dividir a aldeia cada vez que a população se torna excessiva “é de uma enorme sabedoria”. Desta forma, evita-se o superpovoamento. “Temos que aprender a ser indíos, antes que seja tarde”, foi essa a principal mensagem dada pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro.

Os Yanomami, por exemplo, utilizam a palavra urihi para se referir à “terra-floresta”: entidade viva, dotada de um “sopro vital” e de um “princípio de fertilidade” de origem mítica. Urihi é habitada e animada por espíritos diversos, entre eles os espíritos dos pajés yanomami, também seus guardiões. A sobrevivência dos homens e a manutenção da vida em sociedade, no que diz respeito, por exemplo, à obtenção dos alimentos e a proteção contra doenças, depende das relações travadas com esses espíritos da floresta. Dessa maneira, a natureza, para os Yanomami, é um cenário do qual não se separa a intervenção humana, no entanto, esta intervenção se faz de forma sustentável.

O formato de sustentabilidade – um conceito sistêmico, ou seja, correlaciona e integra de forma organizada os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. A palavra-chave é continuidade e como essas vertentes podem se manter em equilíbrio ao longo do tempo. Segundo Luiz Carlos Cabrera (FGV) a norueguesa Gro Brundtland, publicou um livreto chamado Our Common Future, que relacionava meio ambiente com progresso. Nele, escreveu-se pela primeira vez o conceito: “Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades”. Os povos indígenas não só preservam o meio cuidando da natureza, como atendem as necessidades de gerações sem esgotar seus recursos. As sociedades indígenas são inspiradoras e sofisticadas!

(…) Amantes da natureza

Eles são incapazes

Com certeza

De maltratar uma fêmea

Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico

Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio

Era o exemplo puro e perfeito

Próximo da harmonia

Da fraternidade e da alegria (…)

(Letra de Jorge Ben Jor)

 

Fontes Consultadas:

http://brasileiros.com.br/2014/08/temos-que-aprender-a-ser-indios-diz-antropologo/

http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/modos-de-vida/Indios-e-o-meio-ambiente

http://www2.unifesp.br/centros/cedess/CD-Rom/ativprati2.htm

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/yanomami/581

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_474382.shtml

Josenir Hayne Gomes

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

 

 

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Hello, folks!

Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

Vamos aprender sobre clothes? Antes, daremos um giro para entender duas palavras que têm tudo a ver. Que tal falarmos sobre consumo? Ou melhor, consumismo? Oxente! E não é a mesma coisa?

Bem… No consumo, as pessoas compram somente o necessário e está relacionado à sobrevivência presente ou futura. Ao passo que o consumismo é caracterizado pela aquisição daquilo que não é necessário ou não está intimamente ligado à sobrevivência.

Hoje vivemos numa aldeia global, onde o consumismo é a palavra de ordem para muita gente. Depois da Revolução Industrial, o mundo nunca mais foi o mesmo. A forma como as pessoas se vestiam foi alterada. Com o surgimento do capitalismo, a aquisição de produtos também foi modificada.

Consumir, na atualidade, tem sido um ato político, porque é preciso questionar sobre o que está comprando. Requer um posicionamento reflexivo sobre a origem do produto, a mão de obra que está por trás, se é resultado de um trabalho escravo ou até mesmo o impacto ambiental que ele causa.

Estamos sempre querendo algo novo! Um tênis novo, um jeans novo, uns shorts da moda! E por falar nisso, o que você acha de darmos uma revisada no vocabulário de clothes? Inclusive, existem muitos sites na Internet para venda de produtos dessa natureza. Be careful! Muitos sites não são confiáveis e exigem cadastros com informações pessoais! A internet tem seu lado perigoso também! E, às vezes, isso dá uma headache danada! A propósito, você é shopaholic? More or less?

A expressão shopaholic é um termo em inglês para designar uma pessoa altamente compulsiva em compras. Isso é caracterizado como um transtorno! Uma compulsão em que as pessoas precisam buscar ajuda. Que tal finalizarmos, então, com a nossa revisão sobre clothes?

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino

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Fonte: https://pixabay.com/pt/compras-carrinho-gr%C3%A1fico-loja-650046/.

 

Existe Água Virtual?

Essa expressão foi desenvolvida pelo geógrafo inglês Tony Allanno início da década de 1990. 

Trata-se da água invisível, incorporada nos alimentos desde a plantação, cultivo, cozimento e outros processos, como na fabricação de produtos industriais que são comercializados e levados de um lugar a outro.  Envolve todas as etapas da produção, até o consumo.

A água, líquido precioso, indispensável a todos os seres vivos, não renovável, não fabricável e que já vem pronto, direto da mãe-natureza, nem sempre é tratado com o devido grau de importância. Para algumas pessoas, o uso da água traz preocupações com o temor da escassez dos recursos indispensáveis à continuação da jornada humana no planeta. Para outras, uma inquietude frente às responsabilidades para com as gerações futuras. De um modo ou de outro, não há mais como se omitir de uma questão tão vital. E você?  Já parou para pensar quanto de água virtual consome diariamente?

Crédito do infográfico: Mídia NINJA
Crédito do infográfico: Mídia NINJA

O conceito “água virtual” não é ainda muito conhecido. Por essa razão, a escola, como um locus de construção, desconstrução, reprodução e sistematização do conhecimento, tem o dever de estimular o despertar da consciência, estudar e divulgar questões que envolvem o tema. Os estudantes, jovens e crianças, hoje, serão os que vão decidir sobre o uso dos recursos naturais, serão ou votarão em políticos que vão administrar nossas riquezas, enquanto temos. 

 Professores de todas as modalidades de ensino e de áreas do conhecimento, desde a educação infantil, podem dialogar e elaborar projetos, tratando desse assunto. Quanto mais se souber sobre esta questão, mais tenderemos a cuidar de ampliar a qualidade de vida neste Planeta.  

É isso mesmo: se somos o quinto exportador de água virtual e o que importa   produtos com pouca “água embutida”, qual será o nosso futuro? Qual o custo-benefício de exportar uma substância indispensável à vida e que não se pode repor? E o empobrecimento do nosso solo, quanto custa e custará à nação? Para se ter uma ideia, países como a Suíça m mais reservas de água que o Brasil e comporta-se como se tivesse a metade. Tem política pública de utilização da água, começando pelo investimento maciço na educação formal e informal. É preciso racionar enquanto se tem e não somente diante da escassez, da falta.

 As perguntas anteriormente colocadas, um dia, inevitavelmente, deverão ser respondidas. Muitos dos políticos que governam esta nação, infelizmente, não têm se mostrado confiáveis para gerir o nosso patrimônio. Historicamente, comportam-se como se não fossem nativos brasileiros. Cabe à nação construir conhecimento e desmistificar conceitos. A escola tem um papel fundamental nesse processo. Pode elaborar projetos interdisciplinares nas salas de aula, pode-se discutir, pesquisar, gravar minidocumentários, envolver a comunidade no entorno, organizar debates, júris simulados, seminários. Enfim, todos os professores, não somente os de Geografia, podem tratar da questão, da sua forma, com sua metodologia.

Elzeni Bahia

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino

Copenhagen

Oi, turma! Tudo bem? O poema abaixo foi escrito por Vitor Moreira, um dos colaboradores do Blog do Professor Web. Ao acompanhar as notícias acerca da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), realizada em Copenhague (Dinamarca), em 2009, ele se sentiu estimulado a escrever sobre o evento. O Brasil participou das discussões. No texto, Vitor considera a forma como a humanidade trata do planeta como um “erro” e uma “rebeldia”. Na sequência, enfatiza que uma sociedade pode mostrar toda a sua fúria quando o seu império é arruinado. A destruição do meio ambiente pode suscitar até guerra entre países. Ele também não deixa de fazer críticas à apropriação dos recursos naturais pelo homem, evidenciados nestes versos: “Transforma produção em cifras/Assim aumenta sua horta”. Vitor optou, no título, em colocar o nome da capital da Dinamarca em língua inglesa.

A Dinamarca é um país que tem muita preocupação em manter uma “sociedade verde”. A cultura do ciclismo é bem desenvolvida por lá, bem como a produção de energia eólica. De acordo com dados do The official Website of Denmark, Copenhague é a primeira capital neutra em carbono no mundo.

Copenhagen

Tanta rebeldia, acaso que um dia
Tudo certo como céu que desaba em cima
De teu sossego e leva tuas quimeras
Te mostrando o teu erro durante as eras

Tua metonímia tem devorado
Um mundo que, sem saber, explorado
Mostra a fúria de um descontrolado
Após ter seu império arruinado

Faces em fases de crise e vaidade
Demora a perceber em si que ri
Em meio a fogo, terremotos
Sangue, perdas e remorsos

Fora da tua normalidade
Aprende o que menos importa
Transforma produção em cifras
Assim aumenta sua horta

Acordar ao som do metal
Ver o cinza se tonalizar verde natural
Mesmo sabendo que não verá o final
De um ciclo que busca ser normal

#FicaADica: na primeira estrofe, o 2º verso do poema de Vitor traz o seguinte: “Tudo certo como céu que desaba em cima”. Às vezes, muita gente confunde a grafia da locução adverbial em destaque. Por fazer uma associação com o advérbio “embaixo”, as pessoas costumam grafar a locução como se fosse uma palavra só, assim: “emcima” ou “encima”. Mas, a locução adverbial é escrita como está no verso do poema. O que caracteriza uma locução é exatamente o fato de ser um conjunto de duas ou mais palavras de significado distinto. Até a próxima!

Radiola PW – Xote Ecológico

Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, quem vai tocar na nossa radiola é o rei do baião, Luiz Gonzaga. Em 1989, ele lançou o LP Vou te matar de cheiro, no qual continha a canção Xote Ecológico. Como estamos tratando de educação ambiental neste mês, vamos conhecer melhor a letra desse xote?

 A música Xote Ecológico foi composta por Aguinaldo Batista e Luiz Gonzaga. Nos versos, os autores chamam a atenção para algumas dificuldades causadas pela poluição, que já era uma preocupação da época. Na canção, o ato de poluir é visto como algo negativo, responsável pelos desmandos como os recursos naturais. A industrialização e a ação antrópica (alterações realizadas pelos seres humanos no planeta Terra) contribuíram e contribuem para que tal problema permaneça vivo na sociedade. No final do xote, os autores citam Chico Mendes, importante ativista ambiental brasileiro, que morreu em dezembro de 1988. Num tom irônico, Aguinaldo e Gonzaga afirmam que, com tanta poluição e falta de cuidado com o ambiente, nem Chico resistiu. Ou seja, “a poluição” matou quem lutava contra ela. É importante destacar que “poluição”, nesse caso, pode muito bem ser interpretada como uma metonímia. Ela é só uma parte de algo bem maior e que, certamente, os compositores quiseram evidenciar.

 É isso aí, turma! Leiam a letra, escutem a canção e mandem as suas impressões nos comentários ou nas nossas redes sociais. Até a próxima Radiola PW!

Xote Ecológico
(Aguinaldo Batista/Luiz Gonzaga)

Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra tá morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta, não nasce; se nasce, não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar

Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde é que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu

Observação 1: Letra extraída do site oficial de Luiz Gonzaga.

Observação 2: Clique aqui e escute a canção.

II Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente

Oi, turma!

Vamos todos contribuir para um planeta melhor!

conferencia

A II Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente está voltada para as escolas com, pelo menos, uma turma do terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), cadastradas no Censo Escolar realizado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), no ano passado. Instituições públicas e privadas, urbanas e rurais, das redes estadual e municipal, assim como escolas de comunidades indígenas, quilombolas e de assentamento rural poderão participar do evento.

A Conferência tem como objetivo propiciar atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais, enfatizando a participação social e os processos de melhoria da relação de ensino e aprendizagem, em uma visão da educação para a sustentabilidade e o respeito à diversidade.

O evento é uma ação da Secretaria Estadual da Educação (SEC-BA) e do Ministério da Educação (MEC), sob coordenação local da Superintendência de Desenvolvimento da Educação Básica (SUDEB) / Diretoria de Currículos Especiais / Coordenação de Educação Ambiental e Saúde (CEAS), além das demais instituições que compõem a Comissão Organizadora Estadual (COE/ BA).

Fonte: http://estudantes.educacao.ba.gov.br/conferenciainfanto.

Escolas Estaduais da Bahia se preparam para II Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente

A preocupação com o desenvolvimento de políticas sustentáveis de convivência com o Planeta está na pauta das discussões de todas as sociedades. Buscando incluir as novas gerações neste debate, as escolas da Bahia, com turmas do Ensino Fundamental II (6º e 9º ano),realizam, até o dia 31 de agosto, as Conferências nas Escolas. Serão elaboradas propostas de intervenção na escola, a partir dos subtemas Terra, Fogo, Água e Ar com objetivos de torná-las escolas sustentáveis.

Nas conferências, estudantes e professores irão se reunir para dialogar sobre como transformar sua escola em um espaço sustentável. Essa etapa é o momento para o fortalecimento ou construção da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM-VIDA), instrumento criado para socializar a educação ambiental dentro das escolas; para o desenvolvimento do projeto de ação, com a finalidade de promover a sustentabilidade socioambiental a partir da gestão, do currículo e do espaço físico da escola; criação de um produto de educomunicação para divulgar o projeto de ação; e, ainda, eleger os delegados e suplentes que participarão da II Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, entre os dias 16 e 18 de outubro.

De acordo com o coordenador de Educação Ambiental e Saúde da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, Fabio Barbosa, a conferência é um instrumento voltado para o fortalecimento da cidadania ambiental nas escolas e comunidades. “O objetivo é estimular o desenvolvimento de processos educativos permanentes e continuados, capazes de sensibilizar a comunidade escolar para a construção de uma sociedade de direitos, ambientalmente justa e sustentável”, disse.

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Escolas fazem uso racional de água nas escolas

 II Conferência – Com o tema “Vamos Cuidar da Bahia com Escolas Sustentáveis”, a II Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente será o espaço para a apresentação e discussão dos projetos de ação. Em plenário, os delegados presentes escolherão os quatro projetos mais relevantes, transformadores e possíveis de serem realizados para representarem o Estado na IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, entre os dias 25 e 29 de novembro, em Brasília.

Podem participar da II Conferência Estadual pelo Meio Ambiente, os estudantes do 6º ao 9º ano (5ª a 8ª série) do ensino fundamental, de escolas públicas (estaduais e municipais) e privadas, localizadas em áreas urbanas e rurais, assim como escolas de comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos. Todos os estabelecimentos escolares que se enquadrem no perfil podem acessar a página conferenciainfanto.mec.gov.br para ter acesso a todo material didático que dará subsidio à realização da conferência.

Segundo Fabio Barbosa, a mobilização para a conferência começou em julho de 2012, quando a Secretaria da da Educação do Estado realizou o II Encontro Estadual das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida), e nesse contexto a expectativa de é que as escolas participem em grande número. “Esperamos uma ampla adesão das unidades escolares, dos municípios e das Diretorias Regionais de Educação para a participação de 395 delegados na etapa estadual”. Mais de 600 escolas da rede estadual já aderiram à Conferência.

Seleção dos delegados – A seleção do delegado (a) será conduzida de forma democrática. Os delegados e seus suplentes serão escolhidos pelos próprios estudantes, respeitando os seguintes critérios: estar matriculado em uma turma do 6º ao 9º ano (5ª a 8ª série) do ensino fundamental na escola que representará; ter entre 11 e 14 anos na data da Conferência Nacional; ter participado ativamente da elaboração do projeto de ação; ter participado, de maneira significativa, no fortalecimento ou na construção da Comissãos de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida).

Outras informações sobre a Conferência poderão ser obtidas no site da Conferência Nacional (conferenciainfanto.mec.gov.br) ou na Coordenação de Educação Ambiental e Saúde da Secretaria Estadual da Educação, contatos: (71) 3115-8951 ou 3115-8952.

Fonte: http://escolas.educacao.ba.gov.br/noticias/escolas-estaduais-da-bahia-se-preparam-para-ii-conferencia-estadual-infantojuvenil-pelo-mei

Dia Mundial do Meio Ambiente – “Pensar. Comer. Conservar”

Olá, pessoal!

A ONU (Organização das Nações Unidas) realiza em 2013 a 41ª edição do Dia Mundial do meio Ambiente que traz para este ano a proposta: “Pensar. Comer. Conservar”. O evento de lançamento foi realizado na Mongólia e propõe alertar para o mau uso e o desperdício de alimentos próprios para o consumo em nosso planeta. O desperdício de alimento em todo o mundo por consumidores e comerciantes tem contribuído pra grandes impactos negativos ao meio ambiente, como o aumento de emissão de carbono, desperdício de água potável e desmatamento. Além disso, essa relação de descaso e a desigual distribuição alimentar está estritamente ligada ao caos da fome no mundo.

Segundo a Pnuma e a FAO, no mundo quase 1,3 bilhão de toneladas de comida são jogadas fora a cada ano e enquanto esse desperdício continua sendo registrado, uma em cada sete pessoas no mundo passa fome e mais de 20 mil crianças com menos de 5 anos morrem todos os dias por desnutrição. Sobretudo nos países do continente africano.

A Mongólia foi escolhida por se destacar no desenvolvimento da Economia Verde, que entre outras mudanças econômicas, vem implantando o sistema agrícola de produção orgânica.

Você deve estar se perguntado, mas por que o tema se utiliza das palavras Pensar. Comer e Conservar?

Se analisarmos que todos os passos relacionados à produção e ao consumo de alimentos podem ser orientados pelo cuidado com o meio ambiente e com a preservação dos elementos naturais do planeta (que sabemos, são esgotáveis, como a vida!), o simples ato de refletir sobre o nosso consumo de alimentos contribuirá e muito para a nossa própria existência, possibilitará análises e escolhas coerentes com o objetivo de tomar decisões mais éticas e diminuirá o desperdício, você não acha?!

Vamos citar alguns exemplos pra entender melhor a proposta da ONU.

São necessários mil litros de água para produzir um litro de leite, e cada hambúrguer consome 16 mil litros de água por meio de ração para o gado, além de gases estufas serem emitidos ao longo em toda a cadeia de produção. E mais, a produção global de alimentos ocupa 25% das terras habitáveis e é responsável por 70% do consumo de água potável, 80% do desmatamento e 30% das emissões de gases poluentes – como o gás carbônico. (PNUMA, 2013).

No Brasil, o aumento na produção de alimentos para a industrialização e os destinados a alimentação de animais confinados aumenta a emissão de gás carbônico. O que significa dizer que, nem toda produção de alimentos se justifica pelo consumo diretamente humano.

A intenção da ONU é mostrar que qualquer pessoa pode adotar decisões conscientes, como a escolha de alimentos que tenham menor impacto ambiental para serem produzidos, como os orgânicos que não usam agrotóxicos e os produzidos no próprio país onde vive. “É importante pensar antes de comer e, assim, ajudar a conservar o meio ambiente”, acrescentam nos documentos a PNUMA.

E você, o que você tem a contribuir com a proposta? De que forma você pode e deve participar?

Quer saber mais sobre como você pode colaborar para uma vida global melhor? Acesse: http://www.unep.org/portuguese/wed/

Agora, se você já desenvolve ações que estejam engajadas na proposta e queira compartilhar sua ideia, acesse http://www.unep.org/portuguese/wed/ e faça sua parte!

Por tanto, Pense. Coma. Conserve. É responsabilidade sua também!

Cine PW – O veneno está na mesa

Olá, amig@s!

A relação de necessidade humana com os alimentos, passa além das questões biológicas.

Para atender e fomentar demandas do setor alimentício, produtores lançam mão de formas de produção que geram destruição da natureza e, consequentemente, trazem danos aos consumidores, um exemplo alarmante é o uso dos agrotóxicos na produção agrícola.

Embora o ideário de alimentação saudável esteja ganhando cada vez mais espaço em nossa cultura – o que é um grande passo, se pensarmos que grande parte da qualidade de vida está diretamente ligada a esse fator – nos vemos em uma verdadeira cilada no que se relaciona à qualidade dos alimentos que vão para as nossas mesas diariamente.

Estamos sendo vitimados por uma forma de produção criminosa, que em sua cadeia também enlaça os pequenos produtores, obrigando aos adeptos da agricultura familiar adequarem-se ao “esquema” de produção em larga escala, e, por conta da falta de políticas públicas, créditos financeiros, assim como amparo legal, acabam entrando nesse inescrupuloso negócio.

Para um melhor entendimento sobre esse assunto sugerimos no Cine PW desta semana o documentário – O Veneno está na mesa – que nos mostra relatos impressionantes sobre o uso desses compostos químicos nas plantações brasileiras e as consequências danosas à saúde de todos os envolvidos, bem como soluções viáveis para reversão desse quadro.

 

Nada melhor que, no dia de celebramos o Meio Ambiente, amadureçamos as discussões acerca das formas que interagimos neste.

[ SAIBAM MAIS] Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida (vários movimentos sociais e instituições públicas estão inseridos).

Acessem: http://www.contraosagrotoxicos.org

Confiram abaixo na entrevista com o cineasta Sílvio Tendler importantes recomendações do uso deste documentário para enriquecer o entendimento nos estudos para o Enem, ou clique aqui!


Abraços, pessoal!

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agrot%C3%B3xico

Qual educação ambiental queremos?

Como dizem por aí, junho é o mês de discutir meio ambiente, correto? Ué, mas com tanta gente passando fome, como alguém é capaz de se importar com os animais ou com as plantas?

A visão por etapas da resolução dos problemas sociais é uma marca em muitos discursos. Infelizmente, parece ser uma marca mais presente nos discurso de defensores de “uma única causa”, inclusive naquele(a)s que se autodeclaram defensore(a)s dos direitos humanos, pois cada um parece acreditar que sua causa é a mais importante e que deve ser privilegiada. É como existir algum homem do movimento negro capaz de olhar para uma mulher ou um homossexual e se sentir superior ou achar que devemos primeiro discutir as cotas pra depois discutir a violência contra mulheres e homossexuais. A dificuldade de unificar estas discussões em torno de uma única bandeira de luta e percebê-las como decorrentes de uma construção cultural mais ampla que alicerça princípios éticos, provavelmente, resulta do fato de muito(a)s defensore(a)s dos direitos de uns, ainda serem ostentadore(a)s de preconceitos contra outr@s e não admitem “essa igualdade toda para tod@s”…

Bom, a ideia de priorizar por importância e emergência até poderia fazer sentido se estivessemos falando de algum tipo escassez, como ocorre na administração, em que é possível falar em prioridade. Porém, quando falamos da capacidade humana de reflexão e quando coloca-se em pauta a questão dos princípios, soa estranho alguém dizer que devemos ter consideração ética por um grupo de cada vez. Talvez tenha sido por essa visão que a humanidade decidiu considerar primeiro os homens, depois pensamos nas mulheres, depois pensamos nas crianças, senis, homossexuais (não necessariamente nessa ordem)… Ah, e quando algum dia começarmos a pensar em animais e plantas terá que ser um de cada vez também, começando pelo cão que é “o melhor amigo do homem”, depois pensamos na amazônia, depois pensamos nas baleias e golfinhos e por aí vai. Vamos defendendo um a um até chegarmos a algum lugar coerente, pois não há coerência argumentativa alguma nessa visão por etapas. O que faria alguém acreditar que uma ética biocêntrica não resultaria em uma sociedade muito mais justa para todos os grupos que hoje sofrem perseguições e destruição cultural?

A educação ambiental acaba sendo uma via necessária para colocar em pauta esses debates, afinal, também não há consenso no modelo de ambientalismo a ser adotado pelos movimentos sociais. Alguns partem de uma premissa conservacionista em que devemos “cuidar” do ambiente com objetivo de satisfazer as necessidades humanas, ou seja, devemos conservar com o objetivo de uso para entrentenimento, trabalho, companhia, “ciência”…

Ao contrário dessa perspectiva, foi defendido por John Muir um cuidar verdadeiro do ambiente, visando atender as necessidades que são inerentes a cada espécie. Essa visão trouxe contribuições para justificar a criação de parques, impedir construção de barragens e, especialmente, para fundamentar a discussão de uma ética biocêntrica. Ou seja, não é esquecer uns para proteger outros, mas considerar as necessidades de qualquer espécie viva diante daquilo que é importante para ela.

Você já notou também que as pessoas passaram a discutir, cada vez mais, o meio ambiente vinculado a algum tipo de mercado? Cada vez se fala mais nos “recursos” naturais à disposição do homem e em desenvolvimento sustentável, enquanto as crianças são levadas para ver animais aprisionados nos zoológicos das cidades, rodeios, vaquejadas, circos sem nem ter a oportunidade de entender de onde vieram esses animais e as consequências para estes animais de terem que vivenciar essa condição. Bom, mas pra que se importar com a insensibilização do olhar da criança se temos que nos preocupar com a violência que é cometida por adultos que passaram a vida acreditando que sua pseudosuperioridade física ou mental lhe dava o direito de subjugar animais humanos e não humanos que considera mais fracos. Que ética queremos para nossa sociedade?

Bom, recomendo logo abaixo que assistam o vídeo de uma palestra e leiam um artigo da professora Sonia Felipe que, de maneira extremamente clara, coloca em pauta esse debate que continua a ser um grande tabu para a nossa sociedade.

Abraços e até breve.

Fonte: Diálogos Libertários