#Melhore!

Que as redes sociais digitais são um reflexo da convivência com as pessoas do nosso cotidiano, todo mundo sabe. Então, tudo que existe sem a mediação da tela, está presente no mundo em que ela é fundamental para estabelecer a comunicação. Sendo assim, a forma como uma pessoa trata a outra — com carinho, rispidez, indiferença, empatia — também vai ter eco no Facebook, Instagram, Twitter e demais mídias. Nesse sentido, você já percebeu como algumas expressões usadas nesses meios são desrespeitosas e, quase sempre, incitam a violência?

Fig. 1: ilustração feita por Raulino Júnior

Isso fica muito evidente entre os fãs de artistas populares, que, muitas vezes, são estimulados por seus próprios ídolos a terem uma postura combativa nas redes; e também entre ativistas políticos, uma vez que a radical polarização não admite um equilíbrio nos debates. As expressões usadas contribuem para uma convivência nada harmoniosa entre quem posta e quem comenta. Uma das mais frequentes é “O choro é livre!”, que, por si só, soa agressiva. É sempre usada quando alguém posta alguma coisa que pode gerar muita polêmica. É como se o autor da postagem dissesse: “É isso mesmo! Quem não gostou, pode chorar”. Para quem recebe isso na timeline, percebe a imposição que está explicitada no simples uso da expressão.

Outra que figura nas mídias sociais é “Melhore!”. Ela carrega em si uma desaprovação em relação àquilo que foi postado. Em geral, se algum famoso dá alguma declaração considerada desastrosa, ele sempre recebe o carimbo de “Melhore!”. Um conselho bem acintoso. Desconhecidos também são vítimas do “Melhore!”. Ninguém escapa.

“Apenas pare!” segue a mesma linha de “Melhore!”, só é mais impositiva. Ou seja: não dá chance para a pessoa melhorar, já pede para ela parar com aquela postura que, para quem julga, é reprovável. “Seje menas!” (assim mesmo!) é da mesma natureza.

Há expressões que trazem uma intenção um pouco mais positiva, mas, ainda assim, soam desrespeitosas. É o caso de “Pisa menos!” e “Chupa!”. A primeira é usada quando alguém — famoso ou anônimo — faz algo que é considerado muito bom na visão de quem lê o que foi publicado; a segunda, mais voltada para os receptores da mensagem, é bastante agressiva e aparece quando quem posta quer enfiar a sua predileção goela abaixo. “Chupa!” é o novo “Aceita que dói menos!”, amplamente popularizada entre as pessoas que habitam no universo das redes sociais digitais. Será que “Chupa!” é uma releitura de “Chupa essa manga!”? Ou será da família de “Descasque este abacaxi!”? Ficam os questionamentos.

Não se pode negar que, linguisticamente, o uso dessas expressões trazem riqueza para o léxico do nosso idioma. O que se espera é que elas não continuem sendo usadas para desrespeitar e incitar a violência. É preciso ter respeito sempre. Em qualquer espaço. #Melhore!

Leia também:

Você é o que você compartilha: http://blog.pat.educacao.ba.gov.br/blog/2017/02/13/voce-e-o-que-voce-compartilha/.

O internetês e a Língua Portuguesa: http://blog.pat.educacao.ba.gov.br/blog/2013/01/14/o-internetes-e-a-lingua-portuguesa-2/.

Vc jaH imaginoW t D encaraH 1 textU TdO escritU assim?: http://blog.pat.educacao.ba.gov.br/blog/2017/06/20/vc-jah-imaginow-te-d-encarah-1-textu-tdo-escritu-assim/.

Suicídio, Adolescência e Redes Sociais: http://blog.pat.educacao.ba.gov.br/blog/2017/06/22/suicidio-adolescencia-e-redes-sociais/.

 

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Como Funciona a Memória RAM?

E aí, galera! Beleza?

Vocês sabem o que é a memória RAM?

Fig.1- Alguns tipos de memórias RAM - By KB Alpha - CC BY 3.0
Fig.1- Alguns tipos de memórias RAM – By KB Alpha – CC BY 3.0

A memória RAM é um componente que auxilia diretamente o processador no gerenciamento dos softwares que são utilizados no computador. A sigla RAM significa Random Access Memory (Memória de Acesso Aleatório) devido ao seu método de armazenamento que é feito aleatoriamente, para que os arquivos possam ser acessados de forma mais rápida quando solicitados por outro componente.

A memória RAM é uma memória volátil, ou seja, ela perde todos os dados quando o computador é desligado. Por isso, algumas pessoas reiniciam o computador quando ele apresenta lentidões ou travamentos, que podem ser causadas por congestionamento na memória RAM.

Fig.2 - Duas memórias RAM sobrepostas - By No machine - Public Domain
Fig.2 – Duas memórias RAM sobrepostas – By No machine – Public Domain

A capacidade da memória é medida em Bytes(B). Mas ao adquirir uma memoria RAM, é preciso além da sua capacidade, considerar também a sua velocidade para carregar e descarregar os processos. Essa velocidade é medida em Hertz(Hz). Portanto, quantos maior a capacidade da memória, mais programas podem ser abertos simultaneamente e quanto mais velocidade ela tiver, menor será e perda de desempenho nesse processo.

 

Então, é isso aí, galera! Lembrem-se: antes de adquirir uma memória, pesquisem bastante, avaliem a finalidade que dará ao computador e adquiram uma memória que se encaixe melhor ao seu uso!

Bons estudos! Até a próxima!

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Povos Indígenas e a Tecnologia

E aí, galera! Será que conhecemos mesmo os nossos povos?

Atualmente muitas pessoas ainda acreditam que os povos indígenas devem viver reclusos na mata, isolados da civilização e longe das tecnologias.

“Estar incluído nas novas tecnologias não altera em nenhum momento a identidade de nenhum povo, a identidade indígena continua viva e crescendo a cada dia. Identidade étnica não altera com sua profissão, ou com seu meio de comunicação. A identidade indígena está nos traços natos, nos ideais, na natureza está no dia a dia, está com cada um cidadão que faz parte dessa imensa família chamada indígena.” (Alex Maurício – ÍNDIO QUER SE CONECTAR E ENTRAR NA REDE, Publicado em: 28/06/2012)

Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.
Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.

A internet não torna os indígenas menos indígenas, ela da voz aos nossos povos a nível global, facilita a comunicação entre diversas aldeias, através da internet os povos indígenas podem ser ouvidos, podem fazer denúncias, podem compartilhar sua cultura. Não é preciso muitas pesquisas para perceber que eles já estão se apropriando das tecnologias, através de smartphones e computadores, com acesso internet, os índios perceberam que poderiam gerar seus próprios conteúdos digitais, e com isso diversos sites indígenas foram criados por eles, para que pudessem utilizar a internet para se comunicar, compartilhar a sua arte, história, música entre outros, e tudo isso sem a intervenção de terceiros, essas iniciativas devem ser incentivadas por todos nós, o conhecimento deve ser compartilhado sempre e dessa forma poderemos nos aproximar, conhecer e compartilhar cada vez mais a história dos nossos povos, contadas por eles mesmos.

Afinal a internet quando bem utilizada pode ser uma ferramenta muito poderosa de união e compartilhamento de ideias e ideais.

Alguns sites indígenas:

http://www.indioeduca.org

http://www.tupivivo.org/

http://radioyande.com

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

O Olhar Digital

Fig1: Binary-World
Fig1: Binary-World

E aí, galera! Será que estamos a sós na internet?

…Pois, em algum lugar,
Há sempre alguém a nos observar com atenção
Mesmo sem a gente saber
Ou sequer perceber, querer
Ou notar,
Diante de alguma tela indiscreta de observação!

Porque somos todos deuses e seus filhos
E independentes de escuridão ou brilhos,
Estamos todos numerados, rastreados,
Cadastrados,
fotografados…”

(trecho da poesia “Olhares Vigilantes do Sisttema” – Patrício Franco)

A poesia de Patrício Franco serve de alerta para as pessoas que utilizam a internet no seu cotidiano, de que “Há sempre alguém a nos observar com atenção, mesmo sem sequer perceber, ou notarpara no mostrar que, a cada link clicado, página acessada e conteúdo compartilhado, sem sequer notarmos, estamos sempre sendo observados. Nenhum dos anúncios e propagandas que aparecem para você são por acaso, todas são com base nos seus conteúdos acessados e é preciso ter muito cuidado e fazer um uso consciente da internet. Há sempre olhos curiosos nos observando a todo momento e tudo com a nossa autorização através de uma assinatura digital conhecida por muitos: “Li e aceito”. Muitas pessoas, simplesmente, ignoram o contrato e o assinam sem sequer ler, dando autorização ao uso indiscriminado de suas fotos, sua localização atual, a ativação da câmera do seu celular, entre outros, isso fica claro no trecho “independente de escuridão ou brilhos, estamos todos numerados, rastreados, cadastrados, fotografados…”

Independentemente da plataforma, seja através de um computador, smartphone ou tablet, basta uma conexão com a internet para cair na “grande teia mundial” e sermos observados a todo instante.

É preciso ler os termos de contrato para saber exatamente com o que estamos lidando. Precisamos ser mais criteriosos com o uso da internet, para mantermos nossas informações seguras.

É isso aí, galera! Todos juntos por uma internet mais segura e consciente.

Acessem também:

Dia Mundial da Internet Segura

Cartilhas da SaferNet

Gabriel Luhan

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Você sabe o que é sexting?

Oi, pessoal! Será que sexting tem a ver com sexualidade e com sexo? Ufa! Tanto sex…Calminha! Essa discussão remete a outra reflexão.

A iniciação à vida sexual tem sido cada vez mais precoce entre os jovens. Para uma criança ou um adolescente os pais ou a família são, geralmente, os primeiros professores e eles nem sempre estão abertos ou preparados para esses diálogos. Sabemos que boa parte das informações e dos conhecimentos dos adolescentes são oriundos fora da família ou entre amigos.

Comumente, as pessoas acham que falar de sexualidade é falar de sexo. Claramente, o texto não tem a intenção de fazer uma análise acerca dos temas nem tampouco esgotar o assunto. Mas, cá pra nós, discutir sobre sexo mexe ainda com tabus sociais, por isso a importância da orientação sexual entre os jovens e prepará-los para uma vida sexual segura e madura. Mesmo que sejamos considerados a sociedade do conhecimento e da informação, as discussões que giram em torno do assunto tem sido cada vez mais hodiernas.

imagesMas o que é sexting? A expressão é resultante de um neologismo proveniente das palavras inglesas sex (sexo) e texting (mensagem de texto). A prática consiste na divulgação de fotos eróticas ou sensuais basicamente por meio de celulares, computadores ou qualquer outro tipo de dispositivo eletrônico. Cada vez mais frequente no mundo virtual, tem sido bastante polêmico, pois o resultado leva sempre à exposição ao ridículo de quem sofre a ação.

Dados recentes divulgados pela SAFERNET , no Brasil, especializada em ações ilícitas e segurança na Internet, são alarmantes. Confira no quadro abaixo:

A

Galera, as relações humanas se modificaram em muitos aspectos com o advento das TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação). A Internet, enquanto tecnologia da interatividade, provocou mudanças que possibilitaram o surgimento de um novo sujeito: o “homem erótico”. Não se trata de um erotismo na essência da semântica,mas um erotismo social validado pela nova formatação de comunicação, de laços fragilizados e efêmeros.

B

O problema é que muitos não sabem, mas, de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), quem pratica o sexting pode ser preso (com pena entre três a seis anos). Qualquer disponibilização, divulgação, troca, emissão, compartilhamento, publicação de material que contenha cena de sexo ou pornografia envolvendo criança ou adolescente é enquadrado na referida lei. Meninos e meninas produzem e divulgam material com imagens íntimas, sendo que elas são sempre as maiores vítimas. A SAFERNET possui um canal gratuito de ajuda para orientar crianças e adolescentes. O endereço do site é: http://www.canaldeajuda.org.br/.

A pergunta é: estaria o sexting ligado à sexualidade mal direcionada? Seria muito simplista dizer que “sim” ou que “não! A sexualidade versa por diferentes questões e o que a torna complexa é o fato de perpassar por dimensões pessoais, culturais, locais, sociais e temporais, que subjazem aos processos idiossincráticos. Ou seja, ela traça uma marca identitária do sujeito porque se manifesta diferentemente em cada um.

São imensuráveis os benefícios e avanços possibilitados pelas tecnologias, mas não podemos desconsiderar os  riscos quando algo dessa natureza possa acontecer. É necessário termos conhecimento sobre o uso da Internet com segurança e buscarmos soluções para os entraves causados pelo mundo virtual no tocante à violação dos direitos que competem a cada um.

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia

Oficina Gestão de Blogs Livres – Protagonismo e colaboração

Olá, amig@!

Se está navegando nessa plataforma de conteúdos educacionais livres, certamente já refletiu sobre o potencial das tecnologias da informação e comunicação  (TICs) no contexto educacional e em como educadoras/es e educandas/os podem tornar as aulas/escolas mais significativas e atrativas com o suporte dessas tecnologias, não é mesmo?!

Essa e outras questões foram levantadas também na oficina Gestão de Blogs Livres, realizada pela Rede Anísio Teixeira, nos dias 26 e 28 de maio, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura – Central. A atividade difundiu no espaço escolar importantes discussões acerca do blog, que é uma mídia mundialmente utilizada, tanto por quem busca informações e conteúdos, quanto por quem deseja compartilhar suas experiências pessoais e/ou coletivas com uma maior liberdade de autoria e gestão.

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Foto: Leila Cruz

Estudantes, professoras/es e demais presentes, puderam dialogar com as/os educadoras/es da Rede Anísio Teixeira, que buscaram problematizar as questões relacionadas ao uso das tecnologias, principalmente no contexto educacional; assim como, de maneira dinâmica, por meio de um desenho pedagógico, relacionaram, desde as subjetivas necessidades de adesão a uma plataforma de compartilhamento multimídia, às estratégias a serem adotadas e a interação com o público-alvo, a fim de fortalecer, sobretudo, as construções coletivas/colaborativas e críticas na comunidade escolar.

Ao passo que foram apresentados vídeos e explanações sobre os conteúdos e as licenças livres, diversas dúvidas foram surgindo, principalmente partidas de algumas(uns) estudantes, que demonstraram bastante interesse em (re)inciar blogs pessoais e coletivos na unidade em que estudam. As/os participantes refletiram sobre o dinamismo das múltiplas conexões na sociedade atual e como esta influencia e é influenciada pela escola, assim com o  debate relacionado ao “virtual”, “real”, significação das informações obtidas na web, com e sem a mediação pedagógica. As imprescindíveis discussões sobre normas de segurança digital deixaram o debate intenso e bastante produtivo.

E por falar em conteúdos livres, você sabe o que são ou utiliza licenças livres nos seus estudos, pesquisas, entretenimento ou em outras atividades?                                                                                                                        Confira no vídeo disponível no Ambiente Educacional Web, um pouco mais sobre essa importante questão que envolve os direitos autorais e a liberdade de uso e compartilhamento.

Clique aqui ou na imagem abaixo.

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Ações como essas, fazem reverberar as palavras de Freire (1996, p. 86) ao declarar que, “o fundamental é que professor e alunos saibam que a postura deles, do professor e dos alunos, é dialógica, aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou enquanto ouve. O que importa é que professor e alunos se assumam epistemologicamente curiosos.” No contato com as pessoas que diretamente atuam nas escolas, se tem a certeza de que as diversas contribuições realizadas nesses ambientes, são necessárias para que suas/seus autoras/es reconheçam-se a cada dia mais como protagonistas das intervenções geradas neles, deem sentido prático ao uso pedagógico das novas tecnologias e  suscitem outras mediAções.

Até o próximo encontro!

Fontes:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Conheça a licença creative commons – Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3986

Rede Anísio Teixeira e Centros Juvenis realizam oficina sobre uso de Software Livre

Professores e estudantes da rede estadual de ensino participaram da oficina “Migração para o Uso de Softwares Livres”, realizado em parceria com o Programa de Difusão de Mídias e Tecnologia01cccs Educacionais da Rede Anísio Teixeira (Rede AT), e o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), nesta terça e quarta-feira (28 e29/04). A oficina, realizada no CJCC – Central, em Salvador, teve o objetivo de conscientizar professores e estudantes sobre a importância do uso de softwares livres no contexto socioeducativo e, também, capacitar para o uso das ferramentas e aplicativos disponíveis.

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Imagem: Josymar Alves

“Nós queremos que a escola tenha boas ferramentas para produção multimídia de conteúdos”, ressalta Patrícia Nascimento, colaboradora da Rede Anísio Teixeira. “A gente atribui a importância desse curso na comunidade escolar, à possibilidade de construção coletiva que os softwares livre trazem, numa perspectiva de cooperação e de liberdade de criação”, destaca.

O Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais da Rede Pública Estadual de Ensino – Rede Anísio Teixeira, foi criado pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia visando fortalecer a escola pública como um espaço de apropriações tecnológicas pela comunidade e fomentar a realização de práticas de ensino e de aprendizagem inovadoras nas escolas públicas estaduais.

Fonte: http://educadores.educacao.ba.gov.br/noticias/rede-anisio-teixeira-e-centros-juvenis-realizam-oficina-sobre-uso-de-software-livre

Oficina “Migração para o Uso de Software Livre”

Arte: Josymar Alves
Arte: Josymar Alves

A fim de colocar em prática algumas de suas premissas básicas (divulgar, realizar formação de docentes e estudantes e dá apoio técnico e pedagógico ao uso de tecnologias da informação e da comunicação), o Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais – Rede Anísio Teixeira, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC),  promove a oficina Migração para o Uso de Softwares Livres.

 A oficina tem carga horária de 8h e é voltada para docentes e estudantes de escolas públicas, tendo como principais objetivos conscientizar os/as participantes da importância dos softwares livres no contexto socioeducativo e do trabalho, mobilizá-los/as para a construção coletiva proposta nessa perspectiva, assim como capacitar para o uso nas atividades diárias com as principais ferramentas e aplicativos disponíveis.

 Para realizar a inscrição o/a candidato/a deve solicitar a ficha de inscrição, por meio do endereço de e-mail: professorweb2010@gmail.com, colocando no campo “assunto” do e-mail o título “Solicitação de Inscrição”. Somente através da ficha de inscrição devidamente preenchida que a vaga será garantida, respeitando a ordem de inscrição. As vagas são limitadas e o prazo de inscrição é até o dia 23/04. A oficina ocorrerá na unidade do Centro Juvenil de Ciência e Cultura, em Salvador (Avenida Joana Angélica – Nazaré), nos dias 28/04 e 29/04, das 13h às 17h.

“A visibilidade é uma armadilha”

Salve, turma esperta!

Hoje em dia, em praticamente todas as áreas de atuação da vida humana e em quase todos os lugares e organizações sociais, os sistemas computacionais tem sido utilizados como ferramenta para registrar e tratar dados, operacionalizar atividades e facilitar o acesso à informação, comunicação e compartilhamento de conteúdos. Os ambientes digitais, que compõem o chamado ciberespaço, possibilitam a construção de novas formas de interação e sociabilidade, sobretudo através da rapidez – quase instantaneidade – com que esse fluxo se realiza. Não podemos perder de vista, contudo, que tão importante quanto a velocidade é a forma com que nos expomos e/ou somos expostos(as) a esta enorme quantidade diária de estímulos.

O surgimento da internet está historicamente ligado à Guerra Fria, localizada entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética (atual Rússia), caracterizado como um período de tensões entre este país e os Estados Unidos na busca pela supremacia geopolítica e militar sobre os países em suas áreas de influência e sobre o planeta como um todo. Pesquisas inicialmente desenvolvidas pelo exército norte-americano no final da década de 1960 com o objetivo de criar um sistema de comunicação integrado entre suas agências militares e bases de pesquisa deram origem a ARPANet – sigla em inglês que pode ser traduzida como Rede de Agências para Projetos de Pesquisa Avançada – protótipo do que seria mais tarde a nossa conhecida internet.

Desde então, com a expansão do modelo para formas comerciais, as redes de troca de pacotes tem se disseminado e cada vez mais temos utilizado tal recurso. Um destes sistemas de conexão, talvez o mais conhecido da atualidade, é o World Wide Web, WWW ou simplesmente Web.

Plataformas comunicacionais com as mais variadas finalidades são hoje uma realidade relativamente acessível à maioria das pessoas: navegadores (browsers), serviços de correio eletrônico (webmails), fóruns de discussão, mensageiros ou comunicadores instantâneos (chats), redes sociais, etc.. A própria estrutura que nos permite escrever e compartilhar este texto com vocês, o blog, é uma destas. Facílimo, então, tornou-se produzir, difundir e trocar saberes e fazeres com qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo!

Infelizmente estas facilidades não parecem ter sido acompanhadas de uma reflexão mais detida, mais profunda, por parte dos(as) “navegantes” deste mar eletrônico, fundamental para uma apropriação crítica e contextualizada destes processos tecnológicos: diante da excitante novidade que nos é apresentada, que nos atiça o desejo de ver e sermos vistos, vamos comendo este melado. E nos lambuzando…

Segurança, liberdade e privacidade na internet, assim, entraram na roda como pontos estratégicos nas discussões sobre os possíveis limites éticos do ciberespaço. Escândalos envolvendo agências de informação de empresas e governos, acusadas de espionagem e mesmo invasão de dados de usuários(as) em todo o planeta, deixaram a nu a vulnerabilidade do mundo digital e a existência de interesses obscuros por trás do monitoramento das pegadas que deixamos na web. A rastreabilidade tornou-se, escancaradamente, um negócio.

Ainda que não garantam segurança total, os softwares livres são, por exemplo, uma excelente alternativa para quem se preocupa com estas questões. Por conterem em um dos seus princípios éticos/técnicos o acesso aberto ao código fonte – a arquitetura do programa ou sistema operacional – permitem, entre outras possibilidades, que os softwares sejam estudados, que se aprenda como foram construídos e que sejam, por assim dizer, “fiscalizados” por qualquer pessoa com algum conhecimento em programação.

Mas atenção, pessoal: o aspecto mais importante para entendermos este tema talvez seja a necessidade de recuperarmos a consciência de que a internet é uma rede mundial de usuários(as) de computadores conectados entre si e não meramente uma rede mundial de computadores, recolocando o ser humano em seu lugar de protagonista, artífice original deste processo, tornando-nos a todos(as) responsáveis pelos rumos, belos ou terríveis, que o mundo virtual possa tomar.

Abaixo deixamos, para reforçar esta reflexão, um trecho da obra Vigiar e Punir: nascimento da prisão, do filósofo Michel Foucault:

O princípio é conhecido: na periferia uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção; elas têm duas janelas, uma para o interior, correspondendo às janelas da torre; outra, que dá para o exterior, permite que a luz atravesse a cela de lado a lado. Basta então colocar um vigia na torre central, e em cada cela trancar um louco, um doente, um condenado, um operário, um escolar. Pelo efeito da contraluz, pode-se perceber da torre, recortando-se exatamente sobre a claridade, as pequenas silhuetas cativas nas celas da periferia. Tantas jaulas, tantos pequenos teatros, em que cada ator está sozinho, perfeitamente individualizado e constantemente visível. O dispositivo panóptico organiza unidades espaciais que permitem ver sem parar e reconhecer imediatamente. (…) A visibilidade é uma armadilha.”

Até a próxima!

REFERÊNCIAS:

Guerra Fria: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Guerra_Fria>, aos 31/07/2014;

ARPANet: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/ArpaNET>, aos 31/07/2014;

World Wide web: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/World_Wide_Web>, aos 31/07/2014;

Software Livre: acesso em <https://oprofessorweb.wordpress.com/2010/10/05/9%C2%AA-dica-professor-web-fala-sobre-software-livre/>, aos 31/07/2014;

Pan-óptico: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Pan-%C3%B3ptico>, aos 31/07/2014;

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Editora Vozes, 1987;

Tem boi na linha? Guia prático de combate à vigilância na internet. Acesso em <https://temboinalinha.org/>, aos 31/07/2014.

O uso seguro e ético da internet

Salve, galera!

   O mundo digital está cada vez mais presente em nossas vidas, sendo um meio de entretenimento onde todos se encontram, ouvem música, assistem vídeos, conversam com amigos, curtem e compartilham fotos. Mas é importante que se tenha consciência sobre o uso adequado, bem como sobre o forma segura e ética de se comportar neste ambiente, sobretudo os jovens, já que eles passam muito tempo navegando e até mesmo conversando com desconhecidos.

  Com tanta exposição na rede, é necessário ficar atento às fotos que são publicadas; já que depois de postadas, perde-se o controle sobre elas, torna-se público. Há também a questão do cuidado quanto as pessoas com as quais “conversamos” virtualmente – teclamos, elas podem estar mal-intencionadas e utilizarem as informações e imagens de forma indevida e depreciativa.

  O direito de imagem é resguardado na Constituição brasileira, conforme está instituído no inciso X– “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

  Contudo, para não ter a sua imagem divulgada na rede e evitar futuros arrependimentos é necessário habituar-se aos cuidados. Lembre-se, é você que decidi  o que vai publicar na rede.

  E para não vacilar, confira no Quiz abaixo dicas para não cair nas armadilhas do mundo virtual.

Captura de tela em 2014-02-12 12:53:43

Abraços!