GREENpense

 

Hi there!

We will move ahead!” Essa foi a frase que ambientalistas de vários países apresentaram com o término da COP 22. Do inglês Conference of the Parties, (Conferência das Partes – COP22) corresponde a 22ª Conferência da ONU sobre o Clima, em Marraquexe, no Marrocos, ocorrida em novembro com 196 países, inclusive, o Brasil. A presença de líderes mundiais definiram particularidades do regulamento que regerá o Acordo de Paris, que definirá as diretrizes universais para seguir em frente no combate ao aquecimento global.

monicaFig.1 Luciano Albuquerque. Frase exposta por ambientalistas na COP 22 “Nós seguiremos adiante.”

O Brasil também promove ações e políticas voltadas às questões ambientais. Da árvore que o nomeou, foi inaugurado o Parque Nacional do Pau Brasil, área de grande concentração de biodiversidade. Localizado no sul da Bahia, região de Porto Seguro e também chamada de Costa do Descobrimento, reúne espécies da fauna e flora da Mata Atlântica, um bioma que está em constante ameaça e muitos são os que sofrem! De acordo com registros, o número mundial de assassinatos de ambientalistas chega a 200 por ano e, no Brasil, soma um total de 50.

Muitas são as organizações de reconhecimento internacional, como por exemplo,

indice

Fig.2 Logo Greenpeace

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Fig.3 Logo  World Wide Foundation

 

 

 

 

 

 

que estão presentes em diferentes países que assumem o compromisso de proteger reservas ecológicas e dialogar acerca de questões ambientais presentes e futuras. O Greenpeace Brasil lança a cartilha intitulada: “E agora, José? O Brasil em tempos de mudanças climáticas” durante a 22a Conferência do Clima das Nações Unidas . O documento trata de estudos referentes ao aumento da temperatura do planeta. Ações emergenciais que precisam ser tomadas para um futuro breve. E, por falar em futuro, você poderia responder tal questionamento?

Do you think these aspects are going to become big problems in the future ?

Disappearence of green areas (Desaparecimento de áreas verdes)

Excess of carbon dioxide (Excesso de dióxido de carbono )

Disposal of waste (Eliminação de resíduos)

Burning of forests (Queimada de florestas)

Global warming (Aquecimento global)

Shortage of water (Escassez de água)

Basic Sanitary (Saneamento básico)

Nuclear plants (Usinas Nucleares)

River pollution (Poluição de rios)

Deforestation(Desmatamento)

Noise (Barulho)

Aliás, falar de questões ambientais numa projeção futura é o que será feito agora!

Vejamos duas formas de expressar o FUTURE TENSE. “Will” ou “going to”? Quem já não se fez essa pergunta?

O verbo auxiliar “will” é utilizado para fazer previsões, falar de possíveis eventos e ações futuras. Veja alguns exemplos:

  • Gas emissons will increase in 2020.

  • Will temperatures and sea levels rise?

  • Will tropical diseases like malaria and zika spread?

Já a formação do futuro com going to” expressa eventos planejados,predições, intenções. Estrutura:To be + going + to + verbo (infinitivo). Veja alguns exemplos:

  • We are going to study about environmental problems.

  • Are these aspects going to become big problems in the future?

  • I’m not going to use plastic trash bags.

Fácil, não? Para saber mais, acesse nosso ambiente, veja outras sugestões e exemplos!

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/5684

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4073

Be green!

Mônica de Oliveira Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Sobre hortas e hábitos 

Houve um tempo em que a alimentação da população era muito rica em vegetais e era comum ter horta e pomar em casa. Hoje em dia, com as facilidades da vida moderna, diminuição dos espaços para moradia e migração para os grandes centos urbanos, dentre outros fatores,  esse panorama mudou muito!

Fig. 1 – Dia de feira. Fonte: Rede Anísio Teixeira

As feiras livres ainda existem, mas é no supermercado que encontramos de tudo! E lá existe um ambiente com frutas e verduras frescas, mas a variedade e disponibilidade de alimentos congelados e industrializados é extremamente maior. Nem os bebês escapam dos terríveis “potinhos” que podem durar anos nas prateleiras até chegarem ao dia do consumo. Uma simples sopinha, um suco de frutas ou um molho de tomate deixaram de ser caseiros na maioria das mesas brasileiras e foram substituídos pelos alimentos processados.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que a população brasileira está preferindo alimentos mais gordurosos na hora de se alimentar. Não é à toa que problemas de saúde que eram comuns em indivíduos mais velhos, como o colesterol alto e consequentemente problemas cardíacos (por conta de anos e anos de alimentação equivocada), são cada vez mais comuns em crianças e jovens. Afinal, os  fast food também tem seu espaço no pouco tempo que sobra para a uma alimentação consciente.

Ouvi o relato de uma professora do ensino fundamental de uma escolinha particular sobre um de seus alunos que acompanhou o crescimento de cenouras na pequena horta escolar. No dia da colheita, ele ficou abismada com a saída da cenoura do solo! “Eca, não podemos comer coisas que caem no chão! Essa cenoura saiu do chão!”  Uma outra professora levou seus alunos ao zoológico e um aluno disse que via uma galinha viva pela primeira vez! Ficou muito triste ao saber que comia animais tão fofinhos como aquele! Esse episódio fez a professora pensar em que seria importante discutir em sala de aula sobre a origem dos alimentos.

Em tempos de babá eletrônica, com as crianças brasileiras passando em media 5 horas na frente da TV, podemos imaginar o quanto elas são influenciadas pela programação e também pelos comerciais.

 

Fig.2 –Se plantando… Tudo dá certo! Fonte: Rede Anísio Teixeira

E a escola? A escola não pode tudo, mas certamente que pode muita coisa! Você sabe, por exemplo, quais as preferências alimentares de seus colegas e professores? Não seria um bom tema para pesquisar, aprofundar e discutir? Então, não fique só na leitura deste texto! Proponha esse tema para seus professores! E se você é professor, pense em incluir essa temática dentro do seu currículo! Não é preciso ser da área de Ciências para isso!

Ah, e a gente começou falando de horta! Nossa, como é importante uma horta escolar para diferentes formas de aprendizagem! E não é preciso de muita coisa para implantar uma horta da escola! Veja no vídeo abaixo umas dicas legais! E também pode ser na sua casa, no seu apartamento! Basta querer!

Para ficar mais atualizado sobre essa temática, recomendamos estes vídeos:

 

Fig. 3 –  O que vai ser pra comer?

Fig. 4- Meio Ambiente por Inteiro – Hortas Caseiras – http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4712

Fig. 5 -Meio Ambiente por Inteiro – Poder das frutas – http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4749

E se você colocar em prática qualquer atividade legal em sua escola, manda pra gente! Teremos prazer em publicar seu relato!

Até breve!

 

Guel Pinna

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Muito Além do 5 de Junho

Olá,  turma!

Vocês sabem o porquê de 5 de junho ser o Dia Mundial do Meio Ambiente?

Foi nesse dia que ocorreu, em Estocolmo, capital da Suécia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, há 44 anos. A partir daí, a  Organização das Nações Unidas – ONU instituiu o dia 5 de junho como uma oportunidade para que todas as pessoas, mundialmente, reflitam sobre os problemas ambientais e a importância da preservação dos recursos naturais.

CrumpleEarth

Fig.1: Terra retorcida. Fonte: Wikipedia

 

As conferências ambientais internacionais, além da Conferência de  Estocolmo, em 1972, foram: Conferência de Toronto (Canadá, 1988), Conferência de Genebra (Suíça, 1990), Conferência no Brasil (Rio de Janeiro, 1992), Conferência de Berlim (Alemanha, 1995),  Conferência de Genebra (Suíça, 1996), Conferência de Kyoto (Japão, 1997), Conferência em Buenos Aires (Argentina, 1998), Conferência de Bonn (Alemanha, 1999), Conferência de Haia (Holanda, 2000), Conferência em Bonn (Alemanha, 2001) e Marrakesh (Marrocos, 2001), Conferência de Nova Délhi (Índia, 2002), Conferência de Milão (Itália, 2003), Conferência de Buenos Aires (Argentina, 2004), Conferência de Montreal (Canadá, 2005), Conferência de Nairóbi (África, 2006), Conferência de Bali (Indonésia, 2007), Conferência de Poznan (Polônia, 2008), Conferência de Copenhague (Dinamarca, 2009), Conferência em Cancún (México, 2010), Conferência em Durban (África do Sul, 2011), Conferência no Brasil (Rio de Janeiro, 2012) Rio +20, Conferência do Clima (Paris, 2015).

Todos esses encontros objetivaram conscientizar os líderes mundiais para o crescimento desenfreado dos problemas ambientais. Tanto os governantes, como a população em geral precisam rever suas atitudes para que os impactos sejam reduzidos.

O descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, o exagero no consumo dos recursos naturais, o desmatamento e esgotamento do solo são algumas dessas questões que necessitam ser repensadas, pois  comprometem o futuro do planeta Terra e, também, a nossa sobrevivência.

O programa da TV Anísio Teixeira, Máquina de Democracia, que fala sobre Educação Informal e Meio Ambiente, apresenta algumas instituições que atuam na direção de uma consciência ambiental, como Pangea e a Cooperbrava. Confiram!

A saúde do nosso planeta é responsabilidade de todos nós. Vamos fazer a nossa parte?

Joalva Moraes
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Referências:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. 05 de Junho — Dia Mundial do Meio AmbienteBrasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-mundial-do-meio-ambiente-ecologia.htm&gt;. Acesso em: 02 março 2016.

Catadores de Material Reciclável: Por um Planeta Sustentável

Quantos de nós não já vimos pessoas vasculhando tonéis de “lixo” à procura de materiais recicláveis? O que esses homens e mulheres buscam? Seriam essas pessoas catadoras de lixo?

Em primeiro lugar, o que é lixo? É considerado lixo apenas o que não se pode reaproveitar. Por isso, a partir de agora, sempre que virmos catadores nas ruas, devemos saber que eles formam um verdadeiro exército do bem, pois coletam materiais recicláveis, separando do rejeito tudo o que pode ser reutilizado. Infelizmente, muitas vezes, em nossas casas, juntamos o rejeito ao material reciclável para descarte. Esse tipo de ação dificulta a reciclagem e o trabalho dos catadores, que vasculham nas portas das casas e dos edifícios das grandes cidades um verdadeiro tesouro.

Muitos materiais podem ser reaproveitados, aqui citaremos apenas alguns:  papelão, alumínio, plástico e vidro. Os resíduos sólidos não deveriam ir para o lixo comum e, sim, ser separados ainda em nossas casas. Ações como essas facilitariam o trabalho dos catadores que há 70 anos, por iniciativa própria, vêem contribuindo para um planeta mais limpo. Afinal de contas, o Brasil gera 180.000 toneladas de resíduos por dia, sendo que aproximadamente 1/3 desse “lixo” poderia e deveria ser reciclado. E é graças ao trabalho dos catadores que o Brasil é um dos países que mais recicla no mundo! Isso mesmo, segundo dados recentes, são reutilizadas 98% das latinhas de alumínio, 56% do plástico, 48% do papel e 47% do vidro.[1] Em suas ações diárias, esses homens e mulheres nos ensinam que responsabilidade compartilhada, logística reversa e reconhecimento de resíduos sólidos são bens de valor social!

Figura 1. Depósito para separação de material reciclável em uma cooperativa de catadores.

Coopamare

Na Bahia centenas de famílias retiram dos resíduos sólidos seu sustento. Essa indústria de reciclagem gera milhões de dólares por ano, apesar disso muitos catadores não chegam a ganhar 1 salário mínimo por mês.

Mas o fato é que a riqueza está menos no valor que esses produtos podem alcançar no mercado de reciclagem do que no impacto positivo para o meio ambiente. O “lixo” mal descartado pode contaminar rios, provocar alagamentos e deslizamentos de terras nas cidades e no campo. Para entender mais sobre esse problema, assista o vídeo explicativo da TV Anísio Teixeira!

Na Bahia, existem 34.107 catadores de materiais recicláveis, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um exército do bem que precisa ser abraçado e incentivado pela sociedade! Devemos a esses homens e mulheres uma Bahia menos poluída. E é por tudo isso que a luta dos catadores por melhores condições de trabalho, deve ser a luta de todos nós. Uma sociedade sustentável é dever de todos!

Para saber mais sobre esse assunto, vamos acessar a cartilha produzida pela coordenação de Inclusão e Mobilização Social (CIMOS) “O catador é legal”[1] . Outra dica  é o Almanaque Sonoro de Química que pode ser encontrado através do AEW.

Telma Gonçalves Santos

Professora e produtora de conteúdos pedagógicos da REDE Anísio Teixeira

Bibliografia:

[1] http://www.coopcentabc.org.br/documentos/CARTILHA_CATADORES.pdf

[1] ABRELPE. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. 2011. 185 p.

Consumo e Meio Ambiente

Olá, pessoal! Muitos desejam trocar o celular por um de última geração, aquela TV digital com 1001 funções ou até mesmo, aquele carro do ano. Mas depois que trocamos, para onde vão as coisas antigas? Será que precisamos mesmo substituí-las? As coisas se deslocam através de um sistema, que vai desde a extração, produção, distribuição, consumo e teoricamente o tratamento de lixo. O conjunto de tais etapas se chama Economia de Materiais. Trata-se de um sistema linear em um planeta de recursos finitos, que interage com as pessoas que vivem e trabalham nesse sistema, onde algumas são mais importantes de que outras, ou que têm maior poder de decisão dentre elas: o governo e as grandes corporações.

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Onde a primeira etapa, a extração, é um termo errado usado para a exploração de recursos naturais que, por sua vez, serve para definir a destruição do planeta. A verdade é que cortamos árvores, destruímos nossas montanhas para extrair metais, consumimos muita água e exterminamos os animais. A matéria-prima segue para produção onde utiliza energia para misturar produtos químicos tóxicos com recursos naturais na produção de bens de consumo contaminados com materiais tóxicos. Na distribuição o significado é vender todo produto contaminado com toxina o mais rápido possível, onde o objetivo é manter os preços baixos com as pessoas comprando os produtos em constante movimento. Pagam-se salários baixos aos trabalhadores das lojas e restringem o acesso aos planos de saúde sempre que podem, tudo se resume em externalizar os custos. O verdadeiro custo da produção não se reflete no preço, em outras palavras, não compramos aquilo que pagamos. Isto nos leva ao consumo, nos tornamos uma sociedade de consumidores, nosso papel social passou a ser de consumidores, não mais mães, professores, agricultores, mas consumidores! Nosso valor é medido e demonstrado pelo quanto contribuímos para o consumo. Quanto consumimos? Não é isto que fazemos! Compramos, compramos. Manter os produtos circulando, e como circulam! Numa lógica global que  é fatídica! Quanto mais consumimos mais poluímos!

“Nossa economia enormemente produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual e do nosso ego no consumo. Nós precisamos que as coisas sejam consumidas, gastas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez mais acelerado”.

Victor Lebow

Aquilo que precisamos nos livrar é da antiga mentalidade de usar e jogar fora. Precisamos sair da cultura e da geração do descartável! Há uma nova escola e pensamento desse assunto, e é baseada na: Sustentabilidade e Equidade (SE), Química Verde (QV), Zero Resíduo (ZR), Produção em Ciclo Fechado (PCF), Energia Renovável (ER) e Economia Locais Vivas (ELV), já está acontecendo. A quem diga que é irrealista, idealista, que não pode acontecer, mas eu digo que quem são irrealistas são os que querem continuar pelo velho caminho, isto que é sonhar. Lembre-se que a velha forma não aconteceu por acaso, não é como a gravidade que temos que conviver. As pessoas as criaram e nós também somos pessoas e, por isso, vamos criar algo novo.

Um forte abraço e até a próxima.

Luciano Albuquerque

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 Referências:

 Disponível em: <http://www.pensadormercadologico.com.br/blog_arquivos/4096>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Q3YqeDSfdfk>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <http://www.mma.gov.br/>. Acesso em: 03 de mai. 2016.

 

O Planeta Terra é Uma de Suas Peles

As escolas, em sua maioria, obedecendo ou não ao calendário que marca o dia 22 de março como o Dia Internacional da Água,investem em apresentar este tema em sequências didáticas e projetos para seus estudantes. Repetem canções como “Planeta Água” sem apurar os sentidos da sua letra ou empreendem esforço em campanhas que envolvem toda a comunidade escolar, e nenhuma delas nega a importância desta discussão na educação infantil, ensino fundamental ou ensino médio. No entanto, apesar disso, podemos avaliar que ainda não chegamos aonde desejávamos. A situação do Brasil em relação à perda de água tratada, por exemplo, é grave. Segundo o relatório do Ministério das Cidades, cerca de 41% de toda a água tratada no país é desperdiçada, o que equivale a um “número inimaginável de litros não aproveitados e cerca de R$ 4 bilhões de prejuízo”. E, consideremos, o desperdício de água é um problema de graves consequências para a humanidade, pois, de toda a água disponível no planeta, apenas 3% é própria para o consumo. Claro que aqui não estamos nos referindo apenas ao mau uso na esfera doméstica; esta dimensão inclui o desperdício da água na indústria e mesmo na sua distribuição de água.

O fato é que, avaliando um contexto pequeno, observamos poucas mudanças de comportamento em nossos estudantes e, se esticarmos o olhar, também veremos pouca consciência em nossa população no contato com este bem tão precioso. E é aqui que cabe, então, nos perguntarmos sobre o que precisamos rever em nosso trabalho educativo. O que desejamos, enfim, não é formar cidadãos aptos a decidir e atuar de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global? Como é possível, dentro das condições reais das escolas, contribuir para que eles percebam e entendam as consequências de suas ações cotidianas nos locais onde vivem? Como podem minimizar os impactos negativos de suas ações no meio ambiente? Quais os espaços que possibilitam essa participação ativa?

Para começar a reflexão, vale ampliar os espaços do ensino e aprendizagem. A escola é o mundo, então, é bem maior do que pode parecer. E o homem? Ah, o homem também é grande! Até vale aqui citar o arquiteto e artista Friedensreich Hundertwasser, um dos maiores pensadores do século XX, para quem o homem tem cinco peles:a primeira pele, a epiderme; a segunda, o vestuário; a terceira, a casa; a quarta, nossa identidade social; e a quinta e última pele seria o planeta Terra. Este tipo de abordagem pode colaborar muito para uma aprendizagem mais significativa: relacionando a água à vida do homem, a água relacionada à existência dela em todas “as nossas peles” para  evocar aqui o genial Hundertwasser. A principal intenção do trabalho com temas dessa natureza, usando mais uma vez o duplo sentido, é contribuir para uma cultura de defesa do meio ambiente. O tema “Água”, aliás, pode ser tratado como transversal e merece planejamento marcado pela consistência, continuidade e adesão de professores de diversas áreas e/ou disciplinas do currículo, num trabalho multidisciplinar.

Pintura de Hundertwasser (1928-2000)

Pintura de Hundertwasser (1928-2000)

Em seu trabalho ligado à quinta pele, o artista austríaco criou sistemas de purificação da água através de plantas aquáticas, da captação da água da chuva para uso doméstico e seu reaproveitamento e juntou a isso um gesto simbólico de plantar mais de 60 mil árvores em diversas partes do mundo. Das nossas sequências didáticas e projetos nascem quais ações?  Da reflexão coletiva, poderá surgir uma nova consciência. Dedicar nosso trabalho de professores para esta construção é uma escolha capaz de fazer novos cidadãos, com nova compreensão do mundo. O caminho, cada um descobrirá, in loco, e certamente valerá cuidar simultaneamente (e urgentemente) de todas as peles que nos vestem.

 

Lilia Rezende

Professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia

O perigo dos copos descartáveis

Recentemente, em função da escassez de água em São Paulo, se discutiu a viabilidade do uso de descartáveis. A discussão surgiu a partir do momento que se questionou a quantidade de água gasta para fabricar um descartáveis, a quantidade que se usa para lavar um reaproveitável (vidro, porcelana, acrílico, etc.), e o impacto ambiental que estes poderiam causar.

O PW entrou nessa discussão e pesquisou sobre o assunto, com interesse específico nos copos descartáveis (oportunamente falaremos sobre outros tipos de descartáveis). Eis o resultado.

Segundo o Professor Bruno F. Gianelli do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP, Campus Itapetininga, em entrevista à Revista Planeta Sustentável, “para medir o impacto ambiental de um produto, é necessário levar em conta vários fatores tais como: processo de fabricação do produto (consumo de matéria-prima, de energia elétrica, de água), o transporte do produto final até o local de consumo (o que impacta em consumo de combustíveis fósseis: o petróleo, por exemplo, não é renovável; e liberação de gases tóxicos na atmosfera), a vida útil desse produto, enfim.

No caso da produção de um copo descartável, são gastos, aproximadamente, 8 gramas de poliestireno (PS) ou polipropileno (PP) – os plásticos mais empregados pela indústria; 6 Wh de energia elétrica e 500 ml de água.

Os copos plásticos possuem em sua composição uma substância chamada Estireno e conforme pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em contato com o café quente, o copo pode liberar uma quantidade de Estireno acima do que é considerado seguro pelo Ministério da Saúde. Um dos riscos que isso pode acarretar é o Câncer.

Pesquisadores baianos perceberam que 20% dos peixes coletados nas praias de Salvador apresentam amostras de pellets, uma micropartícula do plástico. A situação é tão preocupante que já foram encontrados vestígios desses pellets na composição da água da região.

Os copos mais procurados do mercado têm capacidade para 200 ml, pesa aproximadamente 2 g e custa R$ 0,02 (dois centavos), cada. O de 300 ml, que custa R$ 0,04, tem o tamanho mais parecido com o copo utilizado em casa e pesa aproximadamente 3 g.

Quantos cafezinhos ou chás você tomou hoje na empresa em que trabalha? E quantos copos d’água tomou? Quantos copos descartáveis utilizou? Muitas pessoas desconhecem os riscos que eles podem causar a médio e a longo prazo ao meio ambiente. Para se ter uma ideia, segundo o ‘site sustentável‘, o tempo de decomposição de um copo plástico está entre 250 a 400 anos. Ou seja, tantas gerações passarão e o copo ainda existirá. Um “vida” contraditória, pois mesmo sendo utilizado de forma tão rápida, é apenas após alguns séculos que irá se decompor. O copo plástico é o resíduo sólido urbano menos reciclado ao redor do planeta.

Agora, faça as contas dos milhares de copos utilizados na sua empresa e veja como isso pode afetar o planeta que seus filhos e netos herdarão.

Aqui no Instituto Anísio Teixeira, segundo um levantamento feito pelo coordenador III da DIRAF/CAD, Sr. Alexnaldo M. Conceição, são gastos, em média, 50.000 (cinquenta mil) copos descartáveis de 200 ml, a um custo de R$ 1.125,00 (um mil, cento e vinte e cinco reais) por mês. Ou seja, 600.000 (seiscentos mil) copos a R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) por ano.

Se construíssemos uma torre com esses copos consumidos em 1 ano, daria uma altura de aproximadamente 36 m, o que corresponde a altura média de um prédio residencial de 13 andares. Imagine, então, todos os copos consumidos nas empresas em Salvador, no Brasil e no mundo?!

Foto: Samuel Oliveira

 A produção de um copo descartável chega a consumir 500 ml de água, como já foi dito, enquanto a lavagem de um reaproveitável feita na pia utiliza 400 ml e na máquina ‘lava copo’ apenas 100 ml, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.

Conclusão: quer exercer sua cidadania, contribuindo com meio ambiente e dando sua parcela de colaboração com a sociedade? Utilize canecas de vidro ou de louça para tomar seu café ou água e incentive seus colegas a fazerem o mesmo. Se for fazer uma festa na sua casa, por que não usar copos de vidro, ou até mesmo de plástico, mas que possam ser reutilizáveis? Existem serviços de aluguel de copos, pratos e talheres que, por uma causa nobre, o meio ambiente, vale a pena utilizá-los.

Outra opção são os copos biodegradáveis. O produto é composto por materiais naturais e que causam menos impacto ambiental, como o amido de milho ou batata e ácido polilácteo, derivado da fermentação do açúcar. De acordo com os fabricantes, o produto desaparece da natureza dentro do período de três meses.

Cuidar do meio ambiente é uma questão de cidadania e dever de todos nós.

Um abraço e até logo.

Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual

REFERÊNCIAS:

REVISTA Planeta Sustentável. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/sustentavel-na-pratica/copos-descartaveis-x-duraveis/. Acessado em 17/08/2015, 3 h 30 mim.

SITE SUSTENTÁVEL. Disponível em: http://inst.sitesustentavel.com.br/evite-usar-copos-descartaveis-na-sua-empresa/ . Acessado em 17/08/2015, 17 h 15 mim.

ECYCLE. Disponível em: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/57-plastico/196-como-reciclar-copos-plasticos.html. Acessado em 17/08/2015, 17 h 45 mim.

G1. Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/02/producao-de-copo-de-plastico-gasta-mais-agua-do-que-lavar-copo-de-vidro.html. Acessado em 17/08/2015, 13 h.