Catadores de Material Reciclável: Por um Planeta Sustentável

Quantos de nós não já vimos pessoas vasculhando tonéis de “lixo” à procura de materiais recicláveis? O que esses homens e mulheres buscam? Seriam essas pessoas catadoras de lixo?

Em primeiro lugar, o que é lixo? É considerado lixo apenas o que não se pode reaproveitar. Por isso, a partir de agora, sempre que virmos catadores nas ruas, devemos saber que eles formam um verdadeiro exército do bem, pois coletam materiais recicláveis, separando do rejeito tudo o que pode ser reutilizado. Infelizmente, muitas vezes, em nossas casas, juntamos o rejeito ao material reciclável para descarte. Esse tipo de ação dificulta a reciclagem e o trabalho dos catadores, que vasculham nas portas das casas e dos edifícios das grandes cidades um verdadeiro tesouro.

Muitos materiais podem ser reaproveitados, aqui citaremos apenas alguns:  papelão, alumínio, plástico e vidro. Os resíduos sólidos não deveriam ir para o lixo comum e, sim, ser separados ainda em nossas casas. Ações como essas facilitariam o trabalho dos catadores que há 70 anos, por iniciativa própria, vêem contribuindo para um planeta mais limpo. Afinal de contas, o Brasil gera 180.000 toneladas de resíduos por dia, sendo que aproximadamente 1/3 desse “lixo” poderia e deveria ser reciclado. E é graças ao trabalho dos catadores que o Brasil é um dos países que mais recicla no mundo! Isso mesmo, segundo dados recentes, são reutilizadas 98% das latinhas de alumínio, 56% do plástico, 48% do papel e 47% do vidro.[1] Em suas ações diárias, esses homens e mulheres nos ensinam que responsabilidade compartilhada, logística reversa e reconhecimento de resíduos sólidos são bens de valor social!

Figura 1. Depósito para separação de material reciclável em uma cooperativa de catadores.

Coopamare

Na Bahia centenas de famílias retiram dos resíduos sólidos seu sustento. Essa indústria de reciclagem gera milhões de dólares por ano, apesar disso muitos catadores não chegam a ganhar 1 salário mínimo por mês.

Mas o fato é que a riqueza está menos no valor que esses produtos podem alcançar no mercado de reciclagem do que no impacto positivo para o meio ambiente. O “lixo” mal descartado pode contaminar rios, provocar alagamentos e deslizamentos de terras nas cidades e no campo. Para entender mais sobre esse problema, assista o vídeo explicativo da TV Anísio Teixeira!

Na Bahia, existem 34.107 catadores de materiais recicláveis, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um exército do bem que precisa ser abraçado e incentivado pela sociedade! Devemos a esses homens e mulheres uma Bahia menos poluída. E é por tudo isso que a luta dos catadores por melhores condições de trabalho, deve ser a luta de todos nós. Uma sociedade sustentável é dever de todos!

Para saber mais sobre esse assunto, vamos acessar a cartilha produzida pela coordenação de Inclusão e Mobilização Social (CIMOS) “O catador é legal”[1] . Outra dica  é o Almanaque Sonoro de Química que pode ser encontrado através do AEW.

Telma Gonçalves Santos

Professora e produtora de conteúdos pedagógicos da REDE Anísio Teixeira

Bibliografia:

[1] http://www.coopcentabc.org.br/documentos/CARTILHA_CATADORES.pdf

[1] ABRELPE. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. 2011. 185 p.

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“Inclusão Digital” na África

E aí, galera!

Como você já sabe, a África carrega um histórico muito sofrido: de escravização de seus povos, colonização de terras, epidemias, de exploração de ouro, de diamantes, das técnicas agrícolas, das ciências e do genocídio de seus povos. E atualmente, vem enfrentando outro grande problema: grandes países, estão enviando os eletrônicos em final de vida útil para cidades da África, alegando contribuir com a inclusão digital, isso para não realizarem o descarte ideal dos equipamentos eletrônicos, pois para eles é mais fácil “doar” já que suas políticas de descarte são mais rígidas que as de exportação.

Com a falta de planejamento para o descarte ideal desses equipamentos, pois chegam com vida útil bastante reduzida, eles são armazenados de forma aleatória, gerando uma quantidade absurda de lixo eletrônico.

800px-AgbogbloshieEsse material, ao chegar no continente africano, operam por pouco tempo e logo é transformado em lixo, que é descartado no lixão/aterro, e são queimados para a retirada do cobre e comercialização do produto extraído no intuito de gerar renda e suprir suas necessidades. Contudo, esta atividade oferece sérios riscos à saúde das pessoas que inalam a fumaça a manuseiam os materiais, uma vez que a queima produz gazes nocivos e resíduos tóxicos.

Devido a grande Agbogbloshie_qquantidade de equipamentos que chega em Agbogbloshie e que são queimados, muitas crianças que trabalham na extração de cobre sofrem pelos diversos ferimentos e queimaduras causados neste processo. Há muitos casos de intoxicação pela fumaça, mas como não têm dinheiro para tratarem a saúde, elas continuam com o trabalho no lixão. Agbogbloshie é um bairro que fica localizada em Accra, a capital de Gana. Além das pessoas, é possível ver muitos animais no local do lixão. Próximo ao local, fica a zona comercial, uma espécie de feira livre.

Ou seja, os problemas sociais e de saúde pública gerados por esta problemática se agrava, pois um número maior de pessoas é atingido pela “rede” de contaminação estabelecidas por terceiras e quartas vias. Vale ressaltar que este tratamento dado ao continente africano é tido com naturalidade e ganha conotação de inclusão digital e democratização das mídias. Pois eles recebem “doações” de materiais eletrônicos que proporcionariam acesso ao mundo digital. Mas, será que este é o melhor fim para o material descartados em Agbogbloshie? Será isso, realmente, uma atividade de inclusão digital? Ou ainda há muito a repensar sobre isso?

Faça sua análise e compartilhe conosco!

É isso aí, turma!

Até a próxima!

Link da galeria do fotógrafo Andrew McConnell: http://andrewmcconnell.photoshelter.com/gallery/G0000oLuiBLHIsmM

Cuidado onde pisam – O solo merece nosso respeito!

Olá, pessoal!

Quem nunca teve uma boa sensação quando pôs os pés na terra? O contato direto com o solo é de fato renovador.

Mas vocês já pararam para refletir sobre a importância de onde estamos pisando?

O solo, além de abrigar milhares de organismos, armazena também nutrientes e água que são essenciais para o crescimento esolodiaadia proliferação das plantas, bem como influi na qualidade do lençol freático, sendo também a base de sustentação dos seres vivos.

Saibam mais sobre o solo e sua formação no Portal Dia a Dia Educação, criado pela Secretaria da Educação do Estado do Paraná Cliquem aqui! 

A relação desrespeitosa para com o solo através do seu uso inadequado nas atividades humanas, a exemplo da geração excessiva e descarte desadequado do lixo, ocupação para construção civil, lançamento de agrotóxico, entre outros fatores – tem causado a contaminação e degradação, trazendo malefícios para este e consequentemente para todos os seres que nele habitam ou dependem dele.

Desta forma, confiram no Ambiente Educacional Web mais sobre as ações humanas e suas consequências, no episódio – O solo: origem e ameaça para a vida – do programa “É tempo de química”.

Cliquem aqui ou na imagem abaixo:

soloaew

Para uma relação equilibrada com o meio ambiente e real tomada de consciência, é preciso que conheçamos cada vez mais a natureza e sua constituição, para que possamos adotar uma postura racional e respeitosa nesta.

Abraços!

Fonte: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/; http://pt.wikipedia.org/wiki/Solo; http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/debaser/genre.php?genreid=34

Resíduo sólido – Desequilíbrio ecológico

Olá, pessoal! Tudo bem?

Todo resíduo sólido é constituído e proveniente das atividades humanas, podendo ser reutilizado, adequado a uma outra forma de consumo e reincorporado à cadeia produtiva. Nesta condição, “lixo” seria apenas a porção de materiais descartados sem a devida reutilização.

Sendo considerado um dos maiores problemas ambientais da atualidade, quando tratado de forma inadequada o “lixo” acarreta desequilíbrio ecológico, provocado pelo aumento contínuo e exagerado do consumo de materiais e gêneros alimentícios do sistema produtivo da sociedade.

Cada membro da sociedade tem a responsabilidade de dar um fim adequado aos materiais utilizados, evitando danos à natureza e à sociedade. O despejo inadequado gera graves problemas em nossa cidade, como as enchentes decorrentes do entupimento dos bueiros, por exemplo; podemos também mencionar o lixo eletrônico, como a bateria de celular ou as pilhas, que em contato com os lençóis freáticos pode contaminar a água que bebemos, devido aos produtos químicos em suas composições, provocando doenças.

Mas de que maneira podemos descartar esses resíduos sem causar danos ao meio ambiente? Na maioria das vezes os materiais utilizados são descartados, quando poderiam ser reutilizados ou reciclados através de processos de tratamento adequados. É disso que trata o Decreto Federal 5.940, de 25 de outubro de 2006, que institui a separação desses resíduos por meio de sociedades cooperativas e/ou por catadores de materiais recicláveis. Assim, além de contribuir com a preservação natureza, a reciclagem incrementa o quadro de vagas de emprego no mercado de trabalho e gera renda para muitas famílias.

Então galera, que tal entrar nessa mobilização em prol do meio ambiente?! Vamos praticar os “três R’s – reduzir, reutilizar e reciclar”, pois precisaremos consumir alguns produtos, mas o que podemos fazer é diminuir a proporção do que descartamos, reduzindo nosso consumo, desperdiçando menos e separando esses materiais. Confiram aqui como separar esses resíduos sólidos.

Abraços!!

Para onde vão as embalagens?

Olá, turma esperta!

O PW traz uma provocação que permeia o nosso cotidiano e está profundamente ligada ao equilíbrio ecológico do nosso planeta: para onde vão as embalagens dos produtos que consumimos?

Reciclar o lixo que produzimos é quase uma obrigação que temos para com a natureza. Mas o que é mesmo “lixo”? Será que tudo aquilo que não nos atende, que julgamos como inútil, velho ou sem valor deve ser jogado na lixeira?

Vocês já pararam pra pensar para onde vai todo o lixo que nós produzimos? Um dos maiores desafios da atualidade é saber o que fazer com todo esse lixo. Afinal de contas, quando descartamos algo não significa que o mesmo irá desaparecer espontaneamente ou sem gerar consequências muitas vezes danosas ao meio ambiente, não é mesmo?!.

Uma das formas de erradicarmos o descarte incorreto do lixo é seguir o princípio dos “3 Rs”: reduzir, reaproveitar e reciclar.

Querem saber como? Confiram o vídeo “É tempo de Química! Destino: Para onde vão as embalagens?”.


Acessem o Ambiente Educacional Web e aproveitem muitos outros conteúdos que poderão ajudá-los(as) nos estudos e pesquisas em química e nas demais disciplinas!

Até a próxima, pessoal!