SOS

 

 

Stop_Human_Trafficking.jpgFig.1 Tráfico humano

Yes. SOS Save Our Souls, ou seja, “Salve nossas almas.” O texto começa com esse apelo! Um pedido de socorro! O papo é muito sério.

Muitas pessoas estão clamando por SOS! O Tráfico de Seres Humanos (TSH) é um fenômeno de caráter mundial, pois atinge países em diferentes partes do mundo, de acordo com informações da Organização das Nações Unidas (ONU). Em inglês, conhecido por human trafficking ou trafficking in persons, remonta a tempos antigos e aponta que o escravagismo ou escravidão resulta na “coisificação” do sujeito, pois na Idade Antiga, algumas sociedades definiam legalmente o escravo como mercadoria. Tomava-se posse da vida do outro de diferentes formas para a exploração econômica ou social cujas habilidades, condições físicas e preços variavam a partir desses requisitos, como pode ser claramente vista na obra do artista francês Jean-Léon Gérôme:

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Fig.2 Escrava leiloada na Antiguidade

Sobre a problemática do tráfico de pessoas, termo que apareceu explicitamente no Protocolo de Palermo assim denominado, por ter sido criado em Palermo, na Itália, expressa-se no artigo 3 desse documento:

A expressão “tráfico de pessoas” significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. A exploração incluirá, no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos;

FYI (For Your Information- Para sua informação), no Brasil, estados como Amazonas, Bahia, Amapá, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo iniciaram movimentos de conscientização em rodoviárias e aeroportos. Os dados são alarmantes! O Ministério da Justiça traçou um relatório sobre o tráfico humano como pode ser visto:

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Fig.3 Infográfico sobre tráfico humano

O governo do estado da Bahia promove ações de combate ao crime de tráfico de pessoas. É preciso denunciar  aos órgãos competentes! A Campanha Coração Azul tem sua origem na campanha Blue Heart”  que propõe o debate para potencializar a discussão acerca do tráfico humano, bem como denunciar uma realidade a nível mundial.

A maior parte das vítimas são mulheres, crianças e adolescentes. Essas pessoas são, geralmente, iludidas por promessas enganosas de emprego e melhores condições de vida. Muitas mulheres, que trabalham na indústria do sexo, estão expostas a diversas doenças, inclusive, a AIDS (Acquired Immune Deficiency SyndromeSIDA Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Por não terem a devida proteção e se submeterem a diferentes parceiros, elas contraem o HIV ( Human Immunodeficiency Virus – Vírus da Imunodeficiência Humana).

Mas, o que o título do texto tem em comum com essa mensagem? SOS é um pedido universal de socorro utilizado como meio para indicar uma situação de risco de alguém que necessita de ajuda imediata. BTW (By The Way- a propósito), se você tem o inglês como ESL ( English as a Second Language- inglês como segunda língua), precisa saber da existência de algumas siglas, abreviações ou acrônimos desse idioma.

OMG! (Oh My God/Gosh/Goodness – Oh Meu Deus)! São tantas! NP! (No Problem! Não tem problema!) Como você é VIP (Very Important Person- pessoa muito importante), vão alguns exemplos comumente utilizados como você viu ao longo do texto. Para outras sugestões, veja em : link 1  e link 2.

HTH (Hope This Help- Espero que isto ajude).

P.S. (Post Scriptumescrito depois)

EXPRESS YOUR SOLIDARITY WITH VICTMS OF HUMAN TRAFFICKING!

Caso você saiba de alguém vítima desse crime, DIY (Do It Yourself- Faça Você Mesmo) a denúncia:

monica-2Fig.4 Disk denúncia

THX /TKS! ( Thanks – Obrigado(a)!)

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia

Será Que as Cores Influenciam o Consumo?

Nós seres humanos assimilamos as cores através do sentido da visão, que transmite a informação para o cérebro. Então quando escolhemos uma cor, estamos lidando com estímulos imediatos.

Subjetivamente as cores influenciam no emocional do individuo, seja para o positivo ou para o negativo. Elas fazem parte de nossa vida sendo utilizadas com símbolos onde agregamos significados que podem atrair clientes para uma logomarca, por exemplo, ou transmitir confiança para uma instituição.

Lembrando que as cores podem provocar diferentes sentimentos nas pessoas, para cada interesse, segmento e público, a cor pode agrupar determinados significados.

Vamos agora pensar nas grandes empresas de Fastfood. Que cores são mais marcantes nas famosas marcas de lanchonetes?

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Fig.1

O que podemos observar é a evidencia do amarelo e do vermelho na maioria das marcas. E será que a escolha destas cores é feita de forma aleatória?

Então vejamos. O vermelho e o amarelo são cores primarias, cores quentes, que são diretamente ligadas a felicidade, paixão, entusiasmo e alegria. O vermelho estimula o apetite e o prazer e é a cor da paixão. O amarelo traz a representação da felicidade, é uma cor que deixa as pessoas felizes e cheias de energia e também esta ligada ao apetite. Bem, já que o interesse dessas empresas é o consumo de alimento, tais cores foram empregadas com esta intenção.

Agora, pensem nas marcas de governo, ou de instituições financeiras. A grande maioria destas empresas optam pela utilização do azul como cor predominante.

logosazuis

Fig.2

O Azul também faz parte das cores primárias, no disco das cores. Está no grupo das cores frias, que representam calma e profissionalismo. Ele representa calma, confiança, produtividade, segurança e transmite a sensação do sucesso. O azul é a cor séria, comumente utilizada em marcas institucionais ou corporativas. Geralmente as marcas governamentais ou de instituições financeiras que desejam agregar confiança e credibilidade exploram essa cor.

Cada pessoa percebe as cores de maneiras diferentes. Vejamos aqui algumas das percepções comuns que são associadas a cores específicas no ocidente:

  • Vermelho: representa poder, energia, amor, ternura, agressão, colisão e paixão. É a cor que estimula todos os tipos de apetites e o prazer.
  • Amarelo:  ajuda o seu cérebro a liberar serotonina, que faz as pessoas se sentirem felizes e cheias de energia. otimismo, entusiasmo, diversão, confiança, originalidade, criatividade, desafiador, acadêmico e analítico, sabedoria e da lógica são associados a essa cor.
  • Azul: símbolo da verdade, conservadorismo, segurança, tecnologia, limpeza (principalmente quando combinado com o branco) e ordem. O azul escuro é ideal para os negócios porque simboliza a estabilidade financeira, profissionalismo e fidelidade
  • Laranja: é uma cor atrativa, mas também pode ser considerada agressiva e imperativa, pois apela para a ação do consumidor. Representa criatividade, alegria, entusiasmo, diversão, alta espiritualização e juventude.
  • Verde: desde sempre se convencionou o verde como a cor da esperança, mas essa cor também carrega outros significados, como criatividade, frescor, calma, harmonia, saúde, dinheiro, natureza, tranquilidade. abundância, equilíbrio e positividade.
  • Roxo: usado para representar produtos de luxo e de alto valor o roxo (combinação de vermelho e azul) sugere mistério, concentração, valor, justiça, autoridade, sofisticação, realeza e espiritualidade.
  • Preto: é tecnicamente a absorção de todas as cores. Representa rigidez, clássico, conservador, formalidade, mistério, seriosidade e tradição.
  • Branco: representa limpeza, inocência, paz, pureza, refinamento, esterilidade, simplicidade, confiabilidade e rendimento.
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Fig.3

Embora a percepção de cor é um tanto subjetivo, existem alguns efeitos de cores que têm um significado universal e, quando bem empregada, pode gerar a sedução e o convencimento para o consumo. Claro que os sentimentos sobre cor são muitas vezes intrínsecos de cada pessoa e enraizada em sua própria experiência cultural. Se pensarmos na cor branca, por exemplo, é usada em muitos países do Ocidente como representação da pureza e da inocência, mas no Oriente é vista como um símbolo de luto. A cor vem sendo usada intencionalmente por revista, televisão, estabelecimentos comerciais e governamentais como ferramenta de atração. Ela pode ter uma influência sobre a forma como pensamos e agimos, esses efeitos estão sujeitos a fatores pessoais, culturais e situacionais.

“Cor, é como atitude, segue as mudanças das emoções”
Livre tradução Pablo Picasso

Referências:

http://www.auladearte.com.br

http://www.psychology.about.com

http://www.consumidoresdigitais.com.br/psicologia-das-cores-e-sua-influencia-nas-vendas/

Color Psychology and the Powerful Role it Plays in Branding

Geize Gonçalves

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Como Driblar o Desemprego?

Os dados apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) validam a ideia de que o índice de desemprego vem crescendo a “olhos vistos”. Os nordestinos são os mais atingidos pela alta taxa de desemprego e a Bahia registra o maior  índice . O que temos ? Um país com  11,1 milhões de pessoas sem ocupação.

A  atual crise econômica é apontada como a responsável pelo desemprego que assola o país e, por conseguinte, queda de qualidade e padrão de vida das pessoas , um agravante para as questões sociais.

Para muitos empresários, diante da recessão a solução é demitir para cortar despesas; ou fechar as suas empresas,  engrossando a fileira daqueles que buscam, incessantemente, uma ocupação.

Como driblar a situação? De um lado a carência de empregos; do outro, a falta de profissionais qualificados. Além da crise econômica, o desocupado, às vezes, está aquém da qualificação profissional exigida.

Portar um diploma de faculdade nem sempre é a solução. O mercado de trabalho atual, além de competitivo, seletivo, excludente e de difícil acesso, também é detentor de uma grande volatibilidade. Cabe a você preparar-se para tamanha mudança. É interessante conhecer os tipos de desemprego, veja em qual deles você se encaixa e o que fazer para enfrentá-lo.

Quando o emprego se torna escasso e a procura é maior que a oferta , a tendência é que se priorize o profissional altamente qualificado,  portador de certificados de cursos diversos e que apresente um diferencial, como, por exemplo, a criatividade! Hoje, o profissional criativo , capaz de interagir com os colegas, ser  proativo e portador de inteligência emocional , vale ouro !

Enfim, o que fazer para conseguir um emprego e vencer a crise do mercado de trabalho ? Estudar, qualificar-se, estar atento às oportunidades, ser proativo e versátil? Ou, talvez,  o seu perfil seja de um empreendedor e a solução esteja em empreender o seu próprio negócio? Assista ao vídeo e veja as dicas de como empreender.

Então, decida-se ! Só não dá para ficar parado. Boa sorte !

Até o próximo!

Ana Rita Esteves Medrado

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Labor or Labour?

Hey everyone! Vamos bater um papo meio portuglês?

Por sermos espertos, sabemos que existem diferentes formas de se expressar e de dizer as coisas em inglês e em português. Bem, estamos no mês temático do trabalho e,diferentemente, do Brasil o Labor Day é comemorado em outra data em alguns países que têm o inglês como idioma oficial. Para abordar a temática,vamos aprender algumas expressões do universo laboral e ampliar o nosso vocabulário, tão necessário para a aquisição de um novo idioma. Mas, à propósito, o correto é labor ou labour ? Em verdade, ambos estão corretos, pois a primeira forma trata-se da grafia do inglês americano enquanto que a segunda trata-se do inglês britânico. Para aquecer a nossa discussão sobre o mundo do trabalho, vamos assistir ao vídeo no nosso Ambiente Educacional Web que apresenta o uso do inglês no ambiente de trabalho.

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As palavras job, work e career significam a mesma coisa? No! Job(emprego) é um substantivo incontável e refere-se a uma atividade regular na qual recebemos um salary (salário). Vejamos algumas expressões formadas pelo substantivo job:

Full-time job:40hr/wk (refere-se à carga horária de 40 horas de trabalho semanal);

Part-time job:25hr/wk (refere-se à carga horária de meio turno)

Job hunt (refere-se à expressão “procurar um emprego”)

Applying for a job (refere-se à aplicação do currículo em uma empresa)

Já a palavra work (trabalho) trata-se de um substantivo incontável ou um verbo; é mais geral e pode utilizar nos seguintes exemplos :

I work with special pupils.( Eu trabalho com alunos especiais.)

I start work at 8:00 o’clock.( Eu começo a tabalhar às oito horas.)

Sejamos sinceros! Para quem é do tipo hard-working (esforçado(a)) ou workaholic(viciado(a) em trabalho) depois de tanta overtime (hora extra),quem não gosta de um day off( dia de folga)? Mas o melhor mesmo é trabalharmos em teamwork(equipe) e termos amistosos co-workers( colegas de trabalho), não é mesmo?

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Fig. 1: Trabalho em equipe.

Quanto ao substantivo career (carreira) pode ser compreendido como uma sequência de trabalhos relacionados comumente dentre de um mesmo setor ou empresa.

Bem…Ante o atual cenário nacional não poderíamos deixar de pontuar essas palavras no mundo do trabalho:

Employment (emprego)

Unemployment (desemprego)

Out of a job : desempregado

See you later and have a good job!

Referências:

Disponível em: <http://cursodeingles.uol.com.br/artigos/dicas/as-frases-indispensaveis-para-falar-sobre-o-seu-trabalho-em-ingles/#rmcl>. Acesso em: 03 de abr. 2016.

Disponível em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/04/10/1123057/14-expresses-ingles-usadas-area-negocios.html >. Acesso em 03 de mai. 2016.

Mônica Mota
Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

Consumo Consciente na “Terra dos Homens Íntegros”

Que tal viajarmos no tempo e no espaço para um país chamado Burkina Faso, localizado no Oeste Africano, para descobrirmos que o consumo consciente pode  nos levar a uma visão crítica da nossa realidade mais imediata, bem como do contexto mais amplo no qual estamos inseridos? O primeiro passo é localizarmos esse país no continente africano. No mapa abaixo, Burkina Faso está sinalizado de vermelho!

Fig. 1 Mapa da África com destaque para Bukina Faso

Africa Bukina Faso

Até 1983, Burkina Faso se chamava República do Alto Volta. Esse pequeno país, localizado no Oeste africano e sem saída para o mar, vivia com grandes dificuldades econômicas. Parte da população não tinha o que comer. Desnutridos e sem acesso a um sistema de saúde minimamente organizado, o povo do Alto Volta sucumbia facilmente às doenças. Era uma calamidade. No contexto de Guerra Fria, os países africanos tateavam um caminho para a restauração de suas economias após um longo período de colonização. Sim, em pleno século XX, a Europa ainda ostentava colônias no continente africano. Vamos lembrar que em fins do século XIX, após a Conferência de Berlim, o continente africano começava a ser repartido entre as principais potências europeias.  Alto Volta foi alvo de disputa entre a França e a Inglaterra no final do século XIX. Após a Convenção do Níger, que estipulava quais regiões da África Ocidental ficariam sob a tutela dos países europeus em questão, a França conseguiu impor seu poder sobre a quase totalidade das chefias locais, espalhando a guerra, a fome e a morte por onde os exércitos franceses passavam. Só em 1960, Alto Volta se tornaria independente. Após diversos governos corruptos, Thomas Sankara assumiu a presidência via golpe de estado liderado pela ala revolucionária do CSP (Conseil Du Salut dês Peuples). Alto Volta não tinha uma tradição política democrática, limitando as possibilidades de Sankara de ascender ao poder através de uma eleição direta e popular.

Figura 2: Foto de Tomas Sankara

Tomas Sankara

Fonte: Thomas Sankara 3/4 | La femme – YouTube www.youtube.com480 × 360

Ao assumir o governo, Sankara promoveu uma verdadeira corrida de caça aos políticos corruptos, buscando tornar mais justa a sociedade de Alto Volta. Uma das primeiras medidas foi mudar o nome do país que passou a se chamar Burkina Faso, que significa “terra de homens íntegros” nas línguas nativas de Mossi e Djulai. Olhar para a economia local e ver as possibilidades produtivas de seu país foi o caminho encontrado por Sankara para retirar da pobreza extrema o seu povo! Sim, estimular o consumo consciente era a saída, vislumbrada por Sankara para libertar o país do brutal domínio das potências europeias que só queriam explorar a população africana.

Sankara levantou o lema “Consumir o que é nacional”! Mas, para isso, era preciso aumentar a produção de alimentos e manufaturas. Em um país marcado pelos latifúndios, tomou curso uma reforma agrária com a distribuição de terras para os camponeses. Em pouco tempo, a “terra dos homens dignos” tornou-se capaz de alimentar toda a sua população sem depender de produtos importados. A indústria têxtil foi estimulada, incentivando a população a consumir apenas os tecidos produzidos por tecelões locais! Muitas outras reformas no campo da saúde e educação pública foram implementadas. Milhares de pessoas, sobretudo mulheres, foram alfabetizadas. O país dos “homens íntegros” estava no caminho certo para o desenvolvimento econômico e humano!

Em razão da pressão imposta pelas elites locais e pela política imperialista européia e norte-americana, incomodadas com a perda de privilégios e a drástica diminuição dos lucros oriundos da exploração dos mais pobres,  Sankara foi assassinado. Quinze de outubro de 1987 marca o fim da Revolução Democrática Popular em Burkina Faso. Blaisé Compaoré, um dos principais articuladores do golpe, assume o poder e conduz o país a um total retrocesso, sobretudo no campo das conquistas sociais. O capital externo voltou a ditar as regras da economia de Burkina Faso, tornando o país refém do Banco Mundial e do FMI.

Sankara deixou um enorme legado de experiências políticas para refletirmos, sendo o consumo consciente uma das mais importantes. Sankara demonstrou na prática que, ao escolhermos um produto para o consumo, podemos estar agindo em prol da mudança social! E, assim, terminamos nosso texto com uma reflexão desse grande líder africano: “(…) pode-se matar líderes revolucionários, mas as ideias permanecem”. Que tal pensarmos nas nossas práticas de consumo? Fica a dica!

Fonte: Movimento Pró-África.  Thomas Sankara (21/12/1949 – 15/10/1987): Um Percurso Revolucionário Inacabado? Desafios , nº 02, Novembro de 2014. http://www.unicv.edu.cv/images/stories/EdicoesUniCV/RevistaCT/revista_desafios2.pdf

Radiola PW: Dança do Desempregado

Oi! Tudo bem? Nesta semana, estamos discutindo a temática de trabalho e consumo aqui no blog. Por isso, a dica da Radiola PW é a música Dança do Desempregado, composta por Gabriel o Pensador e lançada em 1997, no CD Quebra-Cabeça. Mas, antes de falar dela, será que eu não estou fazendo confusão entre estes dois conceitos: trabalho e emprego? Você sabe qual é a diferença entre eles? E tem diferença?

Tem. O site do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) esclarece:

A maioria das pessoas associa as palavras trabalho e emprego como se fossem a mesma coisa, não são. […] O trabalho é mais antigo que o emprego, […] existe desde o momento que o homem começou a transformar a natureza e o ambiente ao seu redor, desde o momento que o homem começou a fazer utensílios e ferramentas. Por outro lado, o emprego é algo recente na história da humanidade. […] é um conceito que surgiu por volta da Revolução Industrial, é uma relação entre homens que vendem sua força de trabalho por algum valor, alguma remuneração, e homens que compram essa força de trabalho pagando algo em troca, algo como um salário.

O fato é que, quando se fala de trabalho ou emprego, tem sempre alguém que procura e alguém que oferece. E, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem muita gente procurando emprego. A taxa de desocupação, no trimestre encerrado em março de 2016, foi estimada em 10,9%. Ou seja, o Brasil tem 11,1 milhões de pessoas desempregadas.

Fig. 1: Gabriel O Pensador em cena do clipe oficial de Dança do Desempregado: ironia e deboche. Imagem: captura de tela feita em 9 de maio de 2016

Fig. 1: Gabriel o Pensador em cena do clipe oficial de Dança do Desempregado: ironia e deboche. Imagem: captura de tela feita em 9 de maio de 2016

Há quase 20 anos, Gabriel o Pensador homenageou essa categoria com a Dança do Desempregado. A letra jocosa, satiriza tanto a situação das pessoas sem emprego quanto as inúmeras danças que faziam sucesso na época. A Bahia, por sinal, era uma grande exportadora: Dança do Bumbum, Dança da Cordinha, A Dança da Sensual, Dança do Robô.… Não foi por acaso que a batida do pandeiro e o suingue do pagode entraram no arranjo.

O refrão, carregado de ironia, diz: “Essa é a dança do desempregado/Quem ainda não dançou, tá na hora de aprender/A nova dança do desempregado/Amanhã o dançarino pode ser você”. Ao longo da letra, vê-se o uso de expressões que se associam muito bem ao contexto, como “pé na bunda”, “olho da rua” e “uma mão na frente e outra atrás”. Gabriel descreve aquilo que seria o cotidiano de um desempregado: “E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)/E bota a mão na carteira (Não tem nada)/E bota a mão no outro bolso (Não tem nada)/E vai abrindo a geladeira (Não tem nada)/Vai procurar mais um emprego (Não tem nada)/E olha nos classificados (Não tem nada)/E vai batendo o desespero (Não tem nada)/E vai ficar desempregado”.

É claro que o rapper não deixa de falar de contrabando (“E vai descendo, vai descendo, vai/E vai descendo até o Paraguai/E vai voltando, vai voltando, vai/’Muamba de primeira olhaí quem vai?'”), de trabalho informal (“E vai vendendo vai, vendendo, vai/Sobrevivendo feito camelô”) e da profissionalização do sexo (“E vai rodando a bolsinha (Vai, vai!)/E vai tirando a calcinha (Vai, vai!)/E vai virando a bundinha (Vai, vai!)/E vai ganhando uma graninha”), alguns dos possíveis caminhos para quem está desempregado. No final, cita as pessoas que usam o roubo como opção de sobrevivência e o que esse ato violento acarreta para a sociedade.

Vale muito a pena ouvir a música e refletir sobre as questões que ela traz. Faça isso e conte para a gente como foi a experiência!

#FicaADica: você sabia que nem sempre o prefixo “des” indica a ideia de negação? Ele pode ter valor de intensidade, de oposição e privação. “Desempregado” é aquele que não está empregado; “desorganizado”, aquilo que não está organizado. Já “desinfeliz”, usado mais informalmente, significa “alguém que está muito infeliz”; “desaliviar” é o mesmo que “aliviar totalmente” e “desfalecido” não é alguém que voltou a viver (é até engraçado pensar isso!), mas alguém privado de forças. Viu como a nossa língua é repleta de possibilidades?

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Consumo e Meio Ambiente

Olá, pessoal! Muitos desejam trocar o celular por um de última geração, aquela TV digital com 1001 funções ou até mesmo, aquele carro do ano. Mas depois que trocamos, para onde vão as coisas antigas? Será que precisamos mesmo substituí-las? As coisas se deslocam através de um sistema, que vai desde a extração, produção, distribuição, consumo e teoricamente o tratamento de lixo. O conjunto de tais etapas se chama Economia de Materiais. Trata-se de um sistema linear em um planeta de recursos finitos, que interage com as pessoas que vivem e trabalham nesse sistema, onde algumas são mais importantes de que outras, ou que têm maior poder de decisão dentre elas: o governo e as grandes corporações.

texto

Onde a primeira etapa, a extração, é um termo errado usado para a exploração de recursos naturais que, por sua vez, serve para definir a destruição do planeta. A verdade é que cortamos árvores, destruímos nossas montanhas para extrair metais, consumimos muita água e exterminamos os animais. A matéria-prima segue para produção onde utiliza energia para misturar produtos químicos tóxicos com recursos naturais na produção de bens de consumo contaminados com materiais tóxicos. Na distribuição o significado é vender todo produto contaminado com toxina o mais rápido possível, onde o objetivo é manter os preços baixos com as pessoas comprando os produtos em constante movimento. Pagam-se salários baixos aos trabalhadores das lojas e restringem o acesso aos planos de saúde sempre que podem, tudo se resume em externalizar os custos. O verdadeiro custo da produção não se reflete no preço, em outras palavras, não compramos aquilo que pagamos. Isto nos leva ao consumo, nos tornamos uma sociedade de consumidores, nosso papel social passou a ser de consumidores, não mais mães, professores, agricultores, mas consumidores! Nosso valor é medido e demonstrado pelo quanto contribuímos para o consumo. Quanto consumimos? Não é isto que fazemos! Compramos, compramos. Manter os produtos circulando, e como circulam! Numa lógica global que  é fatídica! Quanto mais consumimos mais poluímos!

“Nossa economia enormemente produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual e do nosso ego no consumo. Nós precisamos que as coisas sejam consumidas, gastas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez mais acelerado”.

Victor Lebow

Aquilo que precisamos nos livrar é da antiga mentalidade de usar e jogar fora. Precisamos sair da cultura e da geração do descartável! Há uma nova escola e pensamento desse assunto, e é baseada na: Sustentabilidade e Equidade (SE), Química Verde (QV), Zero Resíduo (ZR), Produção em Ciclo Fechado (PCF), Energia Renovável (ER) e Economia Locais Vivas (ELV), já está acontecendo. A quem diga que é irrealista, idealista, que não pode acontecer, mas eu digo que quem são irrealistas são os que querem continuar pelo velho caminho, isto que é sonhar. Lembre-se que a velha forma não aconteceu por acaso, não é como a gravidade que temos que conviver. As pessoas as criaram e nós também somos pessoas e, por isso, vamos criar algo novo.

Um forte abraço e até a próxima.

Luciano Albuquerque

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 Referências:

 Disponível em: <http://www.pensadormercadologico.com.br/blog_arquivos/4096>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Q3YqeDSfdfk>. Acesso em: 02 de mai. 2016.

 Disponível em: <http://www.mma.gov.br/>. Acesso em: 03 de mai. 2016.