Praças da Ciência

Olá, pessoal. Tudo bem!

Vocês já visitaram uma ‘Praça da Ciência’? Hoje vamos falar sobre esse importante equipamento montado em vários municípios baianos, inclusive em Salvador.

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O ‘Praças da Ciência’ é um projeto implantado pela Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia com o intuito de incentivar a popularização da ciência. Para potencializar a construção de novos saberes pelos visitantes das praças, o projeto conta com a parceria do Programa de Ciência, Empreendedorismo e Inovação da Bahia, da Secretaria da Educação do Estado e com as prefeituras dos municípios onde foram implantadas.

A proposta das Praças da Ciência é implantar experimentos em praças públicas de 40 municípios, contendo oito brinquedos lúdicos (balanços de comprimentos diferentes, alavanca, cadeira giratória, conchas acústicas, bicicleta geradora de energia, harpa de tubo, basquete giratórios e gangorras de braços diferentes), figura abaixo, objetivando a democratização e educação em ciência e tecnologia que atraiam a atenção, principalmente, de crianças e adolescentes, promovendo a exploração ativa, o envolvimento pessoal, a curiosidade, o uso dos sentidos e o esforço intelectual, de forma lúdica e divertida, que gerem o interesse pela Ciência e Tecnologia.

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As Praças da Ciência começaram a ser implantadas no final de 2014 e pretende alcançar 40 municípios baianos. Até agora, vinte e seis já foram inauguradas, oito estão em obras e seis ainda serão implantadas, segundo informações da SECTI. A Praça da Ciência, localizada aqui no Instituto Anísio Teixeira, já está pronta, aguardando apenas sua inauguração. Clique aqui e veja lista dos municípios.

Visite a Praça da Ciência da sua cidade! Antes, porém, acesse a Cartilha ‘Práticas para compartilhar: Praças da ciência – Estudante’, e saiba a composição dos equipamentos, os conceitos explorados, como utilizar cada um deles e sua aplicação no nosso cotidiano. Então, divirta-se e perceba que Educação e Tecnologia estão de mãos dadas!

Um abraço e até mais!

Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

REFERÊNCIAS

AMBIENTE EDUCACIONAL WEB. Práticas para compartilhar – Praças do Conhecimento. Disponível em: <http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/6472>. Acesso em 06/06/2017, às 14h00.

EDUCADORES. IAT e Secti formam professores para uso das Praças da Ciência. Disponível em:<http://educadores.educacao.ba.gov.br/noticias/iat-e-secti-formam-professores-para-uso-das-pracas-da-ciencia>. Acesso em 06/06/2017 às 15h00.

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO. Práticas para compartilhar: Praças do Conhecimento – Estudantes. Disponível em: <http://www.secti.ba.gov.br/arquivos/File/EDITAIS/praca.pdf>. Acesso em 06/06/2017, às 14h00.

Caixa-preta

Olá, galera do Blog do PW!

Hoje vamos falar da caixa-preta de aviões, um importante equipamento encontrado nesse meio de transporte que é considerado o mais seguro que existe e atualmente. Estima-se mais de 100 mil voos deslocando todos os dias no mundo.

Quando um avião cai, o fato repercute nos noticiários por dias porque esses desastres são raros (cerca de 1 chance em 11 milhões de acontecer). Mas, quando um acidente acontece, a procura por pistas começa sempre do mesmo jeito: com a busca da caixa-preta.

Primeiro, a caixa-preta não é preta. É laranja! Para chamar mais a atenção! Para que as equipes de busca consigam avistá-la. Além disso, possui tiras fosforescentes, que refletem a luz. A cor laranja é determinada por convenções mundiais de aviação civil.

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Mas, então, por que a caixa-laranja se chama caixa-preta? Há várias versões para a origem da expressão.

A primeira delas diz que “A expressão caixa-preta vem da década de 50, quando os circuitos eletrônicos do avião eram agrupados em compartimentos, mas o termo correto é Flight Data Recorder (FDR). “Como o funcionamento dos circuitos era obscuro, as caixas ficaram conhecidas como black boxes, já que a cor preta remete ao desconhecido”, explica Hildebrando Hoffmann, professor de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS”. (Revista Mundo Estanho, edição 114).

A segunda versão diz que “Tudo indica que o nome foi herdado de outro equipamento, com funções diferentes, que era usado na Segunda Guerra Mundial pela Royal Air Force, a força aérea britânica: um radar que permitia ao piloto “ver” através das nuvens ou no escuro. Diversos itens eletrônicos empregados na aviação da época eram acondicionados em caixas pretas literais, mas foi esse radar, então uma maravilha tecnológica cujo funcionamento nem os próprios pilotos compreendiam, que entrou para o jargão dos aviadores com o nome de black box. (Veja.com 03/05/2011).

E a terceira versão, bem próxima da primeira diz que “o termo [caixa-preta] vem do inglês black box, que foi incorporado pelos aviadores, conta o professor James Waterhouse, do departamento de Engenharia Aeronáutica da USP. Sua origem é da eletrotécnica, que usa a expressão para denominar um sistema do qual a estrutura interna é desconhecida e só se pode analisar a entrada e a saída, apenas deduzindo seus mecanismos internos”. (Manual do mundo 30/10/2013). Essa versão é semelhante à primeira.

A caixa-preta é um dispositivo eletrônico instalado na cauda do avião que grava informações do voo. E há duas na verdade. O CRV (Cockpit Voice Recorder) – Gravador de Voz do Cockpit, grava conversa de pilotos, controle aéreo e outros barulhos como alertas das últimas duas horas do voo; e o FDR (Flight Data Recorder) – Gravador de Dados do Voo que acompanha os sinais técnicos do avião, grava as leitura dos instrumentos de velocidade, altitude, níveis de combustível, temperatura e controle de voo. Grava até 25 horas.

Em 1953, Dr. Davis Warren, um jovem cientista australiano do Laboratório de Pesquisas Aeronáuticas (ARL – Aeronautical Research Laboratory), antecessora da atual Organização de Defesa da Ciência e Tecnologia (DSTO – Defence Science and Technology Organisation), inventou a caixa-preta, depois de ter perdido seu pai em um acidente aéreo inexplicável, mas, só nos anos 1960, depois de um acidente que acabou sem solução, a Austrália tornou-se o primeiro país a exigir caixas-pretas em todos os aviões comerciais novos. Ela se tornou obrigatória nos EUA em 1967. Atualmente, todas companhias aéreas ao redor do mundo possuem um gravador de dados de voo, a Caixa Preta. Para saber mais sobre a invenção de Warren, clique aqui.

As caixas pretas podem sofrer grandes impactos, mas, os cartões de memória que ajudam a explicar o que aconteceu têm muita proteção. São envolvidas numa fina camada de alumínio, uma polegada de isolamento de calor e coberta de aço inoxidável ou titânio. São, praticamente indestrutíveis. São construídas para resistirem a uma aceleração de 3400 G ou 3.400 vezes a força da gravidade, a uma hora em chamas num calor de até 2000°F (1093ºC) e submersão em água salgada de até 20 mil pés (cerca de 6 km). Cada caixa tem um sinal localizador que é ativado assim que toca a água emitindo um pulso por segundo detectável por sonares com até 2 milhas náuticas de distância (cerca de 3, 7 km), mas, só funciona por 30 dias. Talvez seja uma das razões porque investigadores não localizaram, ainda, a caixa-preta do acidente com o voo MH370 da Malasian Airlines em 8/3/2015 que levava 239 pessoas.

Caixas-pretas são essenciais para entender o que aconteceu em acidentes. Mas, se a caixa-preta não for encontrada fica muito difícil determinar as causas de acidentes.

Em junho de 2009, o Airbus A330 que fazia o voo 447 da Air France do Rio de Janeiro a Paris, desapareceu depois de ter caído no Oceano Atlântico. Sua caixa-preta só foi recuperada do fundo do mar, dois anos depois, com todos os dados intactos. Clique aqui e veja a transcrição da conversa entre os pilotos, dos últimos três minutos do voo. O diálogo e o registro técnico do avião possibilitaram os especialistas estudarem as causas do acidente.

Ouça trechos gravados nas caixas-pretas de alguns desastres aéreos. Clique aqui.

Já se estuda a possibilidades de incluir vídeos nas caixas-pretas e a transmissão de dados via wi-fi, diretamente delas para controle aéreo ou agência de aviação onde podem ser guardados com segurança e em tempo real.

Um abraço, até a próxima e que a paz do Senhor Jesus esteja com todos.

Samuel Oliveira de Jesus – Professor colaborador da Rede Anísio Teixeira

REFERÊNCIAS

G1 – GLOBO.COM. Disponível em http://g1.globo.com/Acidente-do-Voo-AF-447/noticia/2012/07/nos-vamos-bater-isso-nao-pode-ser-verdade-diz-copiloto-do-af-447.html. Acesso em 18/11/2015.

MANUAL DO MUNDO. Disponível em http://www.manualdomundo.com.br/2013/10/por-que-a-caixa-preta-dos-avioes-e-laranja/. Acesso em 17/11/2015, às 15 h.

MUNDO ESTRANHO. Disponível em http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-a-caixa-preta-dos-avioes-e-laranja. Acesso em 17/11/2015, às 16 h 22;

THE COCKPITSEAT.COM. Disponível em http://www.thecockpitseat.com/cps/pt-br/um-pouco-da-historia-da-caixa-que-nao-e-preta/. Acesso em 18/11/2015, às 13 h 10.

VEJA.COM. Disponível em http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/curiosidades-etimologicas/por-que-caixa-preta-se-ela-e-laranja/. Acesso em 17/11/2015, às 16 h 38.

WIKIMEDIA COMMONS. Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Black_Box_Cockpit_Voice_Recorder,_Model_AV557D,_Sunderstrand_Data_Control,_Inc.,_c._1990s_-_National_Electronics_Museum_-_DSC00090.JPG. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 22. (Imagem da esquerda)

WIKIPEDIA. Disponível em https://en.wikipedia.org/wiki/Orange_%28colour%29. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 22. (Imagem da direita)

YAHOO NOTÍCIAS. Disponível em https://br.noticias.yahoo.com/video/como-funciona-caixa-preta-um-114008011.html. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 30.

DESASTRES AÉREOS. Disponível em http://www.desastresaereos.net/caixapreta.htm. Acesso em 17/11/2015, às 15 h 40.

Com ciência Negra

Olá, galerinha do PW! No mês passado, celebramos o Dia da Consciência Negra e nada mais justo que falarmos dos afro-americanos que colaboraram no campo das ciências. Infelizmente, a escola e os próprios livros não destacam a importância e as descobertas desses pesquisadores, mas este panorama já vem mudando! Os movimentos negros vêm numa trajetória de resgate desta história e na luta por igualdade de oportunidades e direitos, e de lá pra cá, muita coisa tem mudado. Vamos conhecer um pouco mais sobre a vida e as realizações feitas por esses cientistas. Vamos Lá!

George Washington foi um filho de escravos que nasceu no Missouri. Aprendeu a ler e escrever com seus proprietários, pois as escolas da época não aceitavam negros. Mais tarde, formou-se no Iowa State Agricultural College e tornou-se mestre. George, destacou-se na área da botânica e foi responsável pelo desenvolvimento de vários métodos de colheita alternativa. Ele também criou várias invenções para tornar o trabalho no campo menos árduo, porém nunca patenteou nenhum deles.

Já século XXI, a Dra. Mae C. Jemison torna-se a primeira mulher negra a viajar para o espaço. Com notável talento para os estudos, conclui o ensino médio com apenas 16 anos de idade, entrando na Universidade de Stanford, onde graduou-se em Engenharia Química e Estudos Africanos. Impulsionada por seus ideais, frequentou a Universidade Cornell, onde formou-se em medicina e passou a trabalhar como voluntária no Peace Corps (Corpo da Paz), na África Ocidental. Mesmo diante do pessimismo de todos que afirmavam que ela não conseguiria ser astronauta, Jemison entra na NASA e cinco anos depois foi ao espaço, onde realizou experimentos com células ósseas. Hoje, Jemison montou sua própria empresa, onde realiza trabalhos na área de ciências e tecnologia.

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Dra. Mae C. Jemison: primeira mulher negra a viajar para o espaço

No campo da medicina, destacam-se Charles R. Drew, pioneiro no desenvolvimento do banco de sangue; e Patricia Era Bath, oftalmologista, que criou o primeiro tratamento a laser para cataratas. Drew destacou-se nos seus estudos a respeito do plasma e o desenvolvimento de técnicas para a sua armazenagem, o que favoreceu a criação dos primeiros bancos de sangue nos Estados Unidos. Já Bath quebrou duas grandes barreiras, a primeira por ser mulher e a segunda por ser negra. Antes dela, nenhuma mulher havia trabalhado no Instituto Oftalmológico Jules Stein, onde acabou liderando várias pesquisas, tornando-se a primeira mulher negra a receber uma patente médica.

Por fim, não poderíamos deixar de citar Neil Degrasse Tyson, famoso astrofísico e divulgador científico. Tyson nasceu em Manhattan, em Nova York, estudou Bronx High School of Science, com ênfase em astrofísica. Como cientista, se dedicou na pesquisa sobre a formação e evolução estelar, bem como cosmologia e astronomia galáctica. É autor de vários livros e artigos, dentre eles “The Perimeter of Ignorance” (), em que expõe sua opinião sobre temas polêmicos a respeito da religião e a ciência.

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Neil Degrasse Tyson: famoso astrofísico e divulgador científico

Legal, não é? Vamos conhecer mais sobre o movimento negro no mundo? Acesse agora o AEW e aprenda mais!

 

Referências:

Disponível em http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-cientistas-negros-que-voce-deveria-conhecer/, acessado em 29/12/2014

Disponível em http://www.planalto.gov.br/seppir/20_novembro/apres.htm, acessado em 29/12/2014

Disponível em http://www.prela.nexus.ao/Pag/alguna_vez_un_negro.htm, acessado em 29/12/2014

Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_deGrasse_Tyson, acessado em 29/12/2014

 

André Soledade

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

 

Estudantes apresentam projetos na Feciba

Estudante-repórter: Roniton Fernandes

A Feira de Ciências da Bahia (Feciba) é promovida pelo programa Ciência na Escola e tem como objetivo apresentar projetos de estudantes baianos com propostas de intervenção em causas sociais. Nesta quinta feira, 3 de dezembro, foram abordados diversos temas, como coleta seletiva e padrão de beleza.

Os estudantes

Os estudantes Ian Kauê Soares e Drielle Naiara apresentam o projeto “O lixo escolar, a coleta seletiva e o aluno”, na Feciba. Foto: Bira Mendes

Os estudantes Ian Kauê Soares, 17 anos; e Drielle Naiara Rodrigues, 16 anos, orientados pela professora Adja Batista, 36 anos, todos do Colégio Estadual Professora Maria Olímpia, no município de Aurelino Leal, exploram em seu estande informações e pesquisas sobre lixo escolar e coleta seletiva. “Observamos, no nosso colégio, que os alunos não têm utilizado os coletores seletivos para o descarte do lixo” afirmou Drielle, explicando a escolha do tema.

O padrão de beleza e os distúrbios alimentares foi o foco da pesquisa das estudantes

O padrão de beleza e os distúrbios alimentares foram o foco da pesquisa das estudantes Maria Eduarda Araújo e Natália Cardoso. Foto: Bira Mendes

Outro tema discutido na Feciba foi o padrão de beleza atual, apresentado pelas alunas Maria Eduarda Araújo, 13 anos, e Natália Cardoso, 13 anos, do Colégio Estadual Coriolano Carvalho, da cidade de Feira de Santana. “Estamos tentando concientizar as garotas de que um corpo perfeito pode causar muitos problemas, como os distúrbios alimentares. Fizemos uma pesquisa em nosso colégio e 20% das meninas falaram que odiavam seu corpo”, disse a estudante Maria Eduarda, revelando um dado da pesquisa feita na sua escola.

O estudante-repórter Roniton Fernandes. Foto: Raulino Júnior

O estudante-repórter Roniton Fernandes. Foto: Raulino Júnior

Roniton Fernandes tem 18 anos, é estudante do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

“Xadrerizando…”

Estudante-repórter: Érica de Jesus

Oi, turma! Tudo bem?

Rita Boenes explica os benefícios do jogo de xadrez. Foto: Bira Mendes

Rita Boenes explica os benefícios do jogo de xadrez à nossa estudante-repórter. Foto: Bira Mendes

Rita Boenes, 50 anos, professora de educação física, trabalha há cinco anos com jogos de xadrez, no Colégio Estadual Duque de Caxias (CEDC), localizado no bairro da Liberdade, em Salvador. “Além de diversão e entretenimento, os alunos desenvolvem habilidades cognitivas, raciocínio lógico, comportamental e educacional. Sendo assim, auxilia os alunos nas matérias exatas e nas de sociologia e filosofia”, afirma Rita.

Denilson Oliveira participou do Festival de Xadrez. Foto: Bira Mendes

Denilson Oliveira participou do Festival de Xadrez. Foto: Bira Mendes

O estudante Denílson Oliveira, 17 anos, que cursa o 3° ano do Ensino Médio, no CEDC, foi um dos participantes da competição Festival de Xadrez, no 4° Encontro Estudantil, contou um pouco sobre a sua experiência com o jogo de xadrez: “Quando você se dedica ao xadrez, você vê a vida e as pessoas com um olhar abrangente, onde não há nada impossível. Podemos superar todas as barreiras”. Xeque-mate!

A estudante-repórter Érica de Jesus. Foto: Raulino Júnior

A estudante-repórter Érica de Jesus. Foto: Raulino Júnior

Érica de Jesus tem 21 anos, é estudante do Centro Estadual de Educação Profissional da Bahia, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

O Centro Juvenil de Ciência e Cultura no 4° Encontro Estudantil

Estudante-repórter: Lucicarla Lima

Olá, galera !

O Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) é um projeto que trabalha com ensino complementar e oferece atividades interdisciplinares em que alunos têm acesso a conhecimentos científicos, cursos e oficinas. Iuri Rubim, coordenador Estadual do CJCC, explica a atuação da iniciativa no 4° Encontro Estudantil: “O CJCC é uma iniciativa da Secretaria da Educação de educação complementar. A gente recebe alunos do ensino médio em dois centros: um em Salvador e outro em Senhor do Bonfim. Aqui no 4° Encontro trouxemos algumas atividades como a Realidade Aumentada, um jogo desenvolvido pelos estudantes do CJCC de Senhor do Bonfim”.

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Iuri Rubim, coordenador estadual do CJCC, sendo entrevistado por Lucicarla Lima. Foto: Bira Mendes

No CJCC, os estudantes passarão por várias experiências sensoriais, além de estabelecer a interação com a tecnologia no nivel 5, das 9h às 17h, durante o 4° Encontro Estudantil, que está acontecendo na Arena Fonte Nova, até o dia 4 dezembro. As atividades apresentadas pela equipe do CJCC são:

  • Simulador de Voo: tem a presença de Fernando Barbosa, coordenador adjunto do projeto Asas do Brasil. O simulador permite ao estudante o conhecimento de conteúdos da grade escolar por meio de uma cabine real de avião e até mesmo estimulando a carreira de piloto;
Simulador de Voo do CJCC. Foto: Lucicarla Lima

Simulador de Voo do CJCC. Foto: Lucicarla Lima

  • Faça sua Cabeça: criada para reforçar o empoderamento e valorização da cultura afrodescendente. Tem dois pontos de montagem de turbante;
  • Caixa Preta: em seu terceiro ano no Encontro Estudantil, esta atividade é uma instalação que gira em torno da luz e da escuridão;
A Caixa Preta. Foto: Lucicarla Lima

A Caixa Preta. Foto: Peterson Azevedo

  • Realidade Aumentada: fruto da oficina oferecida no CJCC do Senhor do Bonfim, que se chama Aperte o Play, monitores e estudantes montaram um jogo que conta com integração de informações visuais com a visualição do mundo real.

 

A estudante-repórter Lucicarla Lima

A estudante-repórter Lucicarla Lima. Foto: Raulino Júnior

Lucicarla Lima tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual José Tobias Neto, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil.

 

 

A Matemática Inclusiva

Nos últimos anos, temos percebido uma mudança muito grande nas repartições e meios urbanos  no que se refere à promoção da acessibilidade. Lembro-me como se fosse hoje:  eram raros  os espaços atentos a esta  questão, o  que dificultava ou mesmo inviabilizava a circulação de cadeirantes ou indivíduos com mobilidade reduzida nesses espaços. Há pouco tempo, não era difícil encontrarmos escolas com corredores muito estreitos, caixas eletrônicos com altura inacessível a cadeirantes, espaços urbanos  sem rampa de acesso, sinaleiras sem sinais sonoros e etc.

Na verdade, de lá pra cá, todas as mudanças ocorridas nestes últimos anos, teve uma motivação fundamentada em eventos históricos. As primeiras discussões sobre o tema só surgiram nos Estados Unidos, fruto dos heróis de guerras que sofreram mutilação na Segunda Guerra Mundial e Vietnã. De lá pra cá, muitas mudanças ocorreram. Em 1981, a Organização das Nações Unidas publicou as Normas sobre a Igualdade de Oportunidades para as Pessoas com Deficiência. No Brasil, em 1985, através da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, foi lançada a Norma Técnica NBR9050, que trata sobre acessibilidade às edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos.

O processo de projetar ambientes cada vez mais abrangentes e menos restritivos é um desafio para os arquitetos e engenheiros. É através da Matemática que os profissionais da área conseguem tornar esses projetos uma realidade. Ela é utilizada para determinar a largura e declividade dos passeios, dimensões e área de vagas em estacionamentos públicos, ângulos de rotação para manobra de cadeiras de rodas, altura ideal para manipulação de comandos, controles de elevadores, sinalizações de trânsitos e etc.

 Para facilitar o trabalho destes profissionais, a NBR 9050 possui um conjunto de determinações e normas, referentes à acessibilidade, nos projetos de arquitetura, urbanismo e transporte, assim como no planejamento de equipamentos, acessórios, comunicações e serviços. Para aplicar essas normas, o arquiteto utiliza uma série de conceitos matemáticos, que envolvem desde o simples ato de mensurar, até o de cálculos mais complexos, como o de áreas e inclinações de rampas.

 O projeto desses espaços requer alguns cuidados, especialmente, para os cadeirantes. A dificuldade que eles enfrentam para se deslocar demanda corredores de circulação que tenham largura mínima de 0,90m, uma vez que o módulo de referência (projeção de 0,80m por 1,20m no piso, ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de rodas) tem largura de 0,80m.

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As áreas destinadas para manobra de cadeiras de rodas sem deslocamento devem ter medidas que permitam que o cadeirante efetue giros de 90°, 180° e 360°. Para efetuar um giro de 90°, a área deverá ter medidas de 1,20m x 1,20m; para rotação de 180°, a área deverá ter medidas de 1,50m x 1,20m e para rotação de 360°, a circunferência deverá ter diâmetro de 1,50m.

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Outro cuidado importante refere-se à ergonomia dos mobiliários e equipamentos. Itens como mesa de trabalho e estudos, caixas eletrônicos, bilheteria, telefones públicos, dentre outros, devem estar adequados aos cadeirantes. A ilustração a seguir reúne uma série de medidas e ângulos que devem ser observados na adequação desses equipamentos e mobiliários:

André2As vagas de estacionamento destinadas aos cadeirantes também devem atender a uma série de normas. A área destinada ao estacionamento de cadeirantes, sejam eles condutores ou não, deve facilitar seu embarque e desembarque. Assim, o primeiro item a ser observado, é a sinalização horizontal e vertical, indicando que se trata de uma vaga especial, além disso, a vaga deve contar com uma área lateral, destinada ao desembarque e circulação de cadeirantes. Para que essa área de circulação atenda às normas técnicas, ela deverá ter no mínimo 1,20m de largura, e deverá estar devidamente sinalizada por faixas transversais amarelas pintadas no chão, para que não sejam obstruídas; impedindo, assim, a circulação de cadeirantes.

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Não podemos deixar de fazer referência ao acesso aos banheiros e vestiários,  que devem obedecer aos parâmetros da norma  no que diz respeito à instalação de bacia, mictório, lavatório, boxe de chuveiro, acessórios e barras de apoio, além das áreas de circulação, transferência, aproximação e alcance, ou seja, todos os itens tratados nesse texto deverão ser observados, agregados a elementos como barras de apoio que, segundo a norma, devem suportar a resistência a um esforço mínimo de 1.500N, em qualquer sentido e estar firmemente fixados na parede.

Todos esses exemplos nos mostram a importância da Matemática na viabilização e construção de espaços inclusivos. Todavia, sem esses conhecimentos elementares dessa área do conhecimento, arquitetos e engenheiros teriam muita dificuldade para executar esses projetos.

Quer aprender mais sobre o tema? Não perca tempo, acesse agora, o Ambiente Educacional Web, AEW,  e tenha acesso a uma grande variedade de objetos educacionais que tratam da inclusão.

André Soledade

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino

 

Referência:

Portal Ambiente Educacional Web. Disponível em:<http://bit.ly/1plsrD2> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal vida mais livre. Disponível em:<http://www.vidamaislivre.com.br/colunas/post.php?id=479&/quando_e_onde_comecaram_a_falar_em_acessibilidade> Acesso em 25 de julho de 2015.

Portal da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em:<http://www.abnt.org.br/> Acesso em 25 de julho de 2015.

Todas as figuras foram retiradas da NBR 9050.