Fique ligado!

 

Olá, pessoal! Preparado?

É positivamente válido revelar experiências exitosas no cenário educacional, notadamente, quando elas vêm de sujeitos que valorizam e lutam por uma educação cada vez melhor.

O quadro “Faça Acontecer” que integra o Programa Intervalo da TV Anísio Teixeira (TVAT)/ Rede Anísio Teixeira  trata-se de um documentário em que, educandos da rede estadual de ensino, participam de atividades, seleções ou premiações incentivadas pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura / SEC.

Atavés dos projetos que estimulam o pensar educativo, científico, cultural e tecnológico orientados pela Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996) como: Festival Anual da Canção Estudantil (FACE), Artes Visuais Estudantis (AVE),Projeto Tempos de Arte Literária (TAL),Produções Visuais Estudantis (PROVE), Feiras de Matemática, Feira de Ciências e Jogos Estudantis da Rede Pública (JERP) para o fomento de atividades socioculturais que, para além dessa proposta, são atividades que estimulam a criatividade e criticidade  dos educandos com o propósito de valorização e divulgação de um produto, sem perder de vista sobretudo, o reconhecimento das questões identitárias dos sujeitos.

A proposta do “Faça Acontecer” versa por diferentes áreas do conhecimento o que permite, portanto, um diálogo interdisciplinar. O ponto forte desse quadro é, sem dúvida, revelar as potencialidades bem como o protagonismo estudantil dando visibilidade à sua produção e criação, claramente percebido  na fala do educando Pablo de Jesus,participante do AVE 2010,de Morro do Chapéu -BA. Assista ao vídeo abaixo e confira!

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Como fica evidente, o documentário aborda , a trajetória do estudante até a conquista da premiação, o enfrentamento e a superação de suas dificuldades revelando, consideravelmente, o papel da família e da comunidade escolar como os pilares para a realização do desejo de cada participante.  Para assistir aos demais vídeos acesse nosso ambiente!

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/episodios/id/6

Por fim, o “Faça Acontecer” é uma grande oportunidade de mostrar a sociedade  as potencialidades dos educandos . A exemplo de Mirela Andrade de Jeremoabo- BA, com seu projeto “A Geografia da fome” revela  grande contribuição  para um problema bastante gritante,  não somente no nosso contexto social, mas global. Seu trabalho científico ganhou a Feira de Ciências da Bahia em 2011 e teve ainda repercussão nacional  na Feira Brasileira  de Ciências e Engenharia (FEBRACE) em 2012 .

  Então! O que está esperando? Você, como muitos e tantos outros, pode ser o protagonista do próximo “Faça Acontecer”! Portanto, fique ligado no “Encontro Estudantil” e revele seu talento!

Mônica de Oliveira Mota

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

O retorno da máquina de ensinar?

Atualmente, muitos cursos on-line e programas de aprendizagem promovem a interação entre o aprendiz e o conteúdo a ser aprendido sem a intermediação de um professor. Mas, você sabia que no século passado professores já foram substituídos por máquinas de ensinar?

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 Figura 01: Maquina de ensinar de Skinner Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/18/Skinner_teaching_machine_01.jpg

Conheça a Máquina de Ensinar de Skinner (Figura 01), importante psicólogo e pesquisador educacional americano e um dos principais defensores do behaviorismo, assistindo ao vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vmRmBgKQq20

Segundo o próprio Skinner no vídeo, as características da máquina de ensinar  são descritas assim:

  • o estudante está livre de indecisão ou ansiedade sobre seu sucesso ou falha;
  • leva mais rapidamente a formação do comportamento correto;
  • seu trabalho é prazeroso;
  • ele não tem que forçar para estudar;
  • fornece um relatório para o aluno da adequação da sua resposta;
  • o aluno é livre para se mover no seu próprio ritmo… o estudante rápido completa o material em um tempo mais curto…mas, o estudante mais lento, ao ter mais tempo para estudar, completa o mesmo espaço;
  • cada estudante segue um programa cuidadosamente planejado;
  • pistas auxiliadoras, sugestões e comandos maximizam a chance de que ele estará correto.

A máquina de ensinar foi descrita na obra “A Ciência da Aprendizagem e a Arte de Ensinar”, publicada na Harvard Educational Review, 1954, vol 24, nº 2, pp. 86-97 e em Current Trends in Psychology and the Behavioral Sciences, University of Pittsburgh Press, 1954. Muitas críticas foram direcionadas para este modelo mecanizado de educação, chamado de “Ensino Programado”, resultando na rejeição ao uso da máquina que não chegou a ser utilizada de modo sistemático nas escolas americanas. Porém, os princípios aplicados influenciaram muitos programas educacionais em vários países, incluindo no Brasil.

Hoje, mais de sessenta anos depois, em pleno contexto de inserção das tecnologias da informação e comunicação na educação, provavelmente você já ouviu falar ou mesmo teve a oportunidade de participar de programas on-line de preparação para o Enem ou cursos a distância que apresentam questionários on-line e outros recursos que auxiliam na aprendizagem de conteúdos. Destacam-se, nesse sentido, os MOOCS, cursos on-line, massivos e abertos.

Tais programas, usualmente, apresentam como características:

  • as atividades são programadas previamente e de modo que suas chances de aprovação sejam maximizadas;
  • o aluno, estudante, aprendiz, é livre para adotar um ritmo de estudo que seja mais confortável;
  • alguns cursos e programas de ensino não apresentam a figura do professor para mediar os processos de ensino e de aprendizagem;
  • relatórios de desempenho são produzidos de acordo com as respostas aos questionários e atividades e servem de referências para a programação das próximas etapas.

É claro que o desenvolvimento tecnológico permite o uso de recursos que possibilitam várias abordagens didáticas, muito mais dinâmicas e interativas do que a máquina de Skinner. Entretanto, será que estamos diante do retorno da Máquina de Ensinar em uma versão atualizada? O professor, mais uma vez, está sendo substituído? O que você pensa sobre isso?

Leia mais sobre esse tema em:

https://www.ufrgs.br/psicoeduc/behaviorismo/maquina-de-ensinar-de-skinner-1/

Sobre educação a distância, recomendamos:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3940

http://www.educacao-a-distancia.com/moocs-mudarao-a-educacao-a-distancia-ead/

A Geografia e seus caminhos – contribuições na era da informação

Fala, galera! Beleza?

Raso da Catarina

Fig. 1: Raso da Catarina, Glória – BA. Crédito: Peterson Azevedo

Hoje, nosso papo é sobre os caminhos trilhados pela geografia contemporânea ou como alguns autores costumam chamar: geografia crítica. O termo “geografia” é utilizado desde o período conhecido como Antiguidade Clássica, termo muito utilizado para descrever os “acidentes” geográficos, ou melhor, os aspectos fisiográficos do planeta, como: o relevo, os tipos de biomas, as funções hídricas e físicas do rio, dentre outras. Por ser filha da ciência filosófica, a observação foi o ponto de partida para essa área do conhecimento humanista. Apenas no início do século XIX, passou a ganhar pompas de uma ciência concreta e aceita nas academias da Europa. Duas escolas se destacaram nesse processo: a escola Alemã, com sua teoria do determinismo geográfico, que deu início ao processo de interpretação do espaço como forma de poder e conquista. Os principais pensadores desse período foram Humboldt, Ritter e Ratzel, que reafirmava que o território e sua expansão eram vitais para a construção de uma sociedade imperialista. Afirmava também que o ambiente(natureza) condicionava as relações sociais e poderiam dificultar ou ampliar as condições de sociabilidade, ou seja, o homem era visto apenas em seu aspecto biológico. Sendo assim, desconsiderava-se seu aspecto social. Muito dessa teoria fortaleceu o discursos expansionista da Alemanha do início do século XIX.

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Fig. 2: A luz do pensamento. Crédito: Peterson Azevedo

Outra escola muito importante para o pleno desenvolvimento do conhecimento geográfico foi a Francesa, principalmente com o geógrafo Vidal de La Blache, liberalista, grande crítico da teoria alemã do determinismo geográfico – e sugeria, como contraponto ao pensamento de Ratzel, a teoria do Possibilismo Geográfico, na qual propõe que o homem seja o principal ator condicionante e modificador do meio, ou seja, o ponto de partida do pensamento geográfico. É na escola francesa que o homem e suas transformações no meio ambiente, por meio do trabalho e de suas tecnologias, se firmam como o principal objeto de estudo da Geografia moderna. Apesar do liberalismo francês, a Geografia ainda estava muito prisioneira do “poder” e da geopolítica de expansão territorial, como afirmou o geógrafo Yves Lacoste: “isso [a geografia] serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”(LACOSTE, 1989 p.1).

Em meados do século XX, a Geografia Crítica passa a ter um papel mais atuante nas questões de empoderamento social, propondo de forma crítica uma leitura de mundo que possibilite romper as amarras com o poder do capital, a geografia passa agir de maneira libertária, passando a atuar além dos muros da escolarização, deixando de ser apenas uma disciplina escolar e passando a configurar como instrumento de política pública. Quando a ciência geográfica passa a ter um olhar mais crítico sobre o espaço construído e suas relações sociológicas e tecnológicas, muitos geógrafos passam a expor seus pensamentos de maneira mais libertária e crítica. Os mais importantes geógrafos da época foram Pierre George e David Harvey, que passam a estabelecer diálogos mais próximos com a sociologia, filosofia e a antropologia, em especial um diálogo mais amplo com a teoria marxista, discutindo como os espaços geográficos eram dinamizados e organizados de acordo com os bens de produção e os conflitos estabelecidos pela luta de classes. Um geógrafo também entusiasta dessa linha de pensamento libertário e crítico foi o nosso baiano de Brotas de Macaúbas e um dos maiores nomes do pensamento geográfico na contemporaneidade. Estamos falando do intelectual e professor Milton Santos, ganhador do prêmio Nobel da geografia, o Vautrin Lud, em 1994, com o livro Por uma geografia nova, da crítica da geografia a uma geografia crítica (1978). O professor Milton Santos propõe que o espaço geográfico se torne o principal objeto de estudo dessa ciência, que passa cada vez mais a ver o homem e suas estruturas de trabalho como condicionantes de suas análises interpretativas. Um dos objetos mais discutidos por ele é o intenso processo da Globalização econômica, instituído e dominado pelos países detentores do capital moderno. Milton afirmava que o processo de globalização não deveria ser controlado pelas classes dominantes e, sim, deveria ser demandado e incrementado pelas bases sociais do espaço construído, o lugar deve ser mais importante que o espaço mundializado.

No início do século XXI, com a intensificação e massificação das novas tecnologias da informação e da comunicação, o pensamento geográfico, que já estava consolidado como uma ciência humana e crítica, passa a se tornar cada vez mais uma ciência do poder, ou melhor, do empoderamento popular, ao alcance de todos, se tornando possivelmente uma ciência de contraponto ao unilateralismo do pensamento. E o que a geografia pode contribuir com a sociedade da informação? Não podemos negar, na contemporaneidade, as diversas forma de leituras e da construção de novas configurações de diálogos com o mundo “globalizado”, que vão além da palavra escrita. A imagem e, em especial, a fotografia, vem se tornando um forte instrumento de leitura e interpretação do espaço geográfico. Para Sontag, “a fotografia é um fenômeno que ocupa lugar central na cultura contemporânea”.

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Fig 3: A janela: Créditos: Peterson Azevedo

A imagem pode ser uma forma mais dinâmica e um poderoso instrumento de diálogo no mundo globalizado, já que a escrita visual independe de entendimento direto, no que se refere à linguística, amplificando o modo de se expressar, por meio da interpretação imagética. A imagem deve ser compreendida como instrumento dialógico crítico no tempo e no lugar, problematizando e contextualizando as relações que se estabelecem no espaço geográfico e suas implicações. A imagem fotográfica produzida deve ser entendida e interpretada como sendo parte conceitual e de identidade do seu interlocutor. Quem produz uma imagem, conta sua própria história! Fotografar é construir uma narrativa visual própria, é compartilhar seu repertório cultural/geográfico, compartilhar sua territorialidade. Hoje, com a popularização das redes sociais, dos objetos educacionais livres, a democratização tecnológica nas produções audiovisuais e ao acesso aos aparelhos de telecomunicações, o ensino da geografia tem a possibilidade de democratizar seus discursos, desprendendo-se do chão acadêmico, que tanto os polariza. O professor e o estudante, principalmente da escola pública, passam a ser coautores de suas aprendizagens, deixando de serem meros espectadores do pensamento geográfico.

Como vimos amigos, a Geografia passou por diversas fases no desenvolvimento do pensamento humano e, por ser dinâmica e contemporânea, vem ampliando sua capacidade de ler e interpretar o espaço, livre das amarras do poder, possibilitando assim um olhar mais crítico sobre as relações sociais que se configuram e reconfiguram no “fazer” o mundo.

Deixemos as ciências humanas fazerem seus papéis: democratizar o pensamento.

Peterson Azevedo

Fotógrafo e Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

REFERÊNCIAS

MORAES, Antônio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. 20° ed. São Paulo: Annablume, 2005.

YVES, Lacoste. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. 2. ed. Campinas: Papirus, 1989.

Milton Santos. Disponível em: http://miltonsantos.com.br/site/biografia/.Acesso em 02 de março de 2017

A Geografia e as mídias e tecnologias educacionais livres

Ambiente Educacional Web. Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/. Acesso em 02 de março de 2017.

Geografia Visual. Disponível em: http://geografiavisual.com.br/.Acesso em 02 de março de 2017.

MApa de Iniciativas de Recursos Abertos. Disponível em: http://mira.educacaoaberta.org/. Acesso em 07 de março de 2017

I Congresso Baiano de Inovação e Tecnologia na Educação

I Congresso Baiano de Inovação e Tecnologia na Educação (Inovatec) é uma realização do Instituto Anísio Teixeira (IAT), por meio da Diretoria de Educação a Distância (Dired), do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (Emitec) e do Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais – Rede Anísio Teixeira (Rede AT). A primeira edição do evento traz como tema Inovações e tecnologias na educação.

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O Inovatec é um espaço que vai reunir o II Simpósio de Inovação em EaD, o I Seminário de Intermediação Tecnológica do Emitec e III Seminário de Educação e Tecnologia da Rede AT, eventos que objetivam o debate sobre inovações nas práticas pedagógicas, a intermediação tecnológica na educação básica, produção e apropriação de mídias e tecnologias educacionais, formação de professores, além de proporcionar a oportunidade para socialização de pesquisas científicas na área e relatos de experiências com uso de tecnologias pela comunidade escolar.

O evento contará com a participação de educadores, estudantes, gestores representantes de universidades e órgãos públicos, que participarão das mesas redondas e palestras temáticas. Além disso, haverá uma programação cultural e um espaço dedicado ao compartilhamento de experiências com uso de tecnologias em sala de aula, por professores da rede pública baiana, que serão selecionados por meio desta chamada pública. O congresso terá cobertura multiplataforma, permitindo acesso virtual ao evento, com extensão para tablets, smartphones e plataforma Moodle.

A utilização das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na educação vem se consagrando no Brasil, especialmente no território baiano, com a expansão dos cursos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), voltados para o ensino superior, ensino médio com intermediação tecnológica e a difusão das mídias e tecnologias educacionais livres da Rede AT.

Nesse sentido, é essencial proporcionarmos espaços em que profissionais da educação e demais interessados possam, não apenas avaliar as experiências e trajetórias já percorridas, mas também discutir a construção de novos caminhos, para que professores e estudantes se apropriem e utilizem, em nossas escolas, as tecnologias educacionais de forma crítica e inovadora.

As inscrições para participar do Inovatec vão até o dia 2 de outubro. Quem tiver interesse de submeter trabalho no evento, tem até o dia 25 de setembro para fazer isso. Para ler o edital, se inscrever e saber mais informações importantes, acesse o site www.educacao.ba.gov.br/inovatec.

Texto adaptado do site do Inovatec.

Como Funciona a Memória RAM?

E aí, galera! Beleza?

Vocês sabem o que é a memória RAM?

Fig.1- Alguns tipos de memórias RAM - By KB Alpha - CC BY 3.0

Fig.1- Alguns tipos de memórias RAM – By KB Alpha – CC BY 3.0

A memória RAM é um componente que auxilia diretamente o processador no gerenciamento dos softwares que são utilizados no computador. A sigla RAM significa Random Access Memory (Memória de Acesso Aleatório) devido ao seu método de armazenamento que é feito aleatoriamente, para que os arquivos possam ser acessados de forma mais rápida quando solicitados por outro componente.

A memória RAM é uma memória volátil, ou seja, ela perde todos os dados quando o computador é desligado. Por isso, algumas pessoas reiniciam o computador quando ele apresenta lentidões ou travamentos, que podem ser causadas por congestionamento na memória RAM.

Fig.2 - Duas memórias RAM sobrepostas - By No machine - Public Domain

Fig.2 – Duas memórias RAM sobrepostas – By No machine – Public Domain

A capacidade da memória é medida em Bytes(B). Mas ao adquirir uma memoria RAM, é preciso além da sua capacidade, considerar também a sua velocidade para carregar e descarregar os processos. Essa velocidade é medida em Hertz(Hz). Portanto, quantos maior a capacidade da memória, mais programas podem ser abertos simultaneamente e quanto mais velocidade ela tiver, menor será e perda de desempenho nesse processo.

 

Então, é isso aí, galera! Lembrem-se: antes de adquirir uma memória, pesquisem bastante, avaliem a finalidade que dará ao computador e adquiram uma memória que se encaixe melhor ao seu uso!

Bons estudos! Até a próxima!

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Povos Indígenas e a Tecnologia

E aí, galera! Será que conhecemos mesmo os nossos povos?

Atualmente muitas pessoas ainda acreditam que os povos indígenas devem viver reclusos na mata, isolados da civilização e longe das tecnologias.

“Estar incluído nas novas tecnologias não altera em nenhum momento a identidade de nenhum povo, a identidade indígena continua viva e crescendo a cada dia. Identidade étnica não altera com sua profissão, ou com seu meio de comunicação. A identidade indígena está nos traços natos, nos ideais, na natureza está no dia a dia, está com cada um cidadão que faz parte dessa imensa família chamada indígena.” (Alex Maurício – ÍNDIO QUER SE CONECTAR E ENTRAR NA REDE, Publicado em: 28/06/2012)

Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.

Figura 1- Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil, Indígena utilizando o computador e um smartphone.

A internet não torna os indígenas menos indígenas, ela da voz aos nossos povos a nível global, facilita a comunicação entre diversas aldeias, através da internet os povos indígenas podem ser ouvidos, podem fazer denúncias, podem compartilhar sua cultura. Não é preciso muitas pesquisas para perceber que eles já estão se apropriando das tecnologias, através de smartphones e computadores, com acesso internet, os índios perceberam que poderiam gerar seus próprios conteúdos digitais, e com isso diversos sites indígenas foram criados por eles, para que pudessem utilizar a internet para se comunicar, compartilhar a sua arte, história, música entre outros, e tudo isso sem a intervenção de terceiros, essas iniciativas devem ser incentivadas por todos nós, o conhecimento deve ser compartilhado sempre e dessa forma poderemos nos aproximar, conhecer e compartilhar cada vez mais a história dos nossos povos, contadas por eles mesmos.

Afinal a internet quando bem utilizada pode ser uma ferramenta muito poderosa de união e compartilhamento de ideias e ideais.

Alguns sites indígenas:

http://www.indioeduca.org

http://www.tupivivo.org/

http://radioyande.com

Gabriel Luhan – Colaborador da Rede Anísio Teixeira

O Olhar Digital

Fig1: Binary-World

Fig1: Binary-World

E aí, galera! Será que estamos a sós na internet?

…Pois, em algum lugar,
Há sempre alguém a nos observar com atenção
Mesmo sem a gente saber
Ou sequer perceber, querer
Ou notar,
Diante de alguma tela indiscreta de observação!

Porque somos todos deuses e seus filhos
E independentes de escuridão ou brilhos,
Estamos todos numerados, rastreados,
Cadastrados,
fotografados…”

(trecho da poesia “Olhares Vigilantes do Sisttema” – Patrício Franco)

A poesia de Patrício Franco serve de alerta para as pessoas que utilizam a internet no seu cotidiano, de que “Há sempre alguém a nos observar com atenção, mesmo sem sequer perceber, ou notarpara no mostrar que, a cada link clicado, página acessada e conteúdo compartilhado, sem sequer notarmos, estamos sempre sendo observados. Nenhum dos anúncios e propagandas que aparecem para você são por acaso, todas são com base nos seus conteúdos acessados e é preciso ter muito cuidado e fazer um uso consciente da internet. Há sempre olhos curiosos nos observando a todo momento e tudo com a nossa autorização através de uma assinatura digital conhecida por muitos: “Li e aceito”. Muitas pessoas, simplesmente, ignoram o contrato e o assinam sem sequer ler, dando autorização ao uso indiscriminado de suas fotos, sua localização atual, a ativação da câmera do seu celular, entre outros, isso fica claro no trecho “independente de escuridão ou brilhos, estamos todos numerados, rastreados, cadastrados, fotografados…”

Independentemente da plataforma, seja através de um computador, smartphone ou tablet, basta uma conexão com a internet para cair na “grande teia mundial” e sermos observados a todo instante.

É preciso ler os termos de contrato para saber exatamente com o que estamos lidando. Precisamos ser mais criteriosos com o uso da internet, para mantermos nossas informações seguras.

É isso aí, galera! Todos juntos por uma internet mais segura e consciente.

Acessem também:

Dia Mundial da Internet Segura

Cartilhas da SaferNet

Gabriel Luhan

Colaborador da Rede Anísio Teixeira