A Física no Parque

Olá, galerinha do PW! Tudo beleza? Como foram as férias de vocês? As minhas foram ótimas! Vou aproveitar para compartilhar um pouco delas e contar como aprendi mais sobre Física numa viagem para o Ceará!

Aquiraz é um município brasileiro no litoral do estado do Ceará, Região Nordeste do país, situado a apenas 32 km da capital, Fortaleza. É nesse paraíso tropical que está situado o maior parque aquático da América Latina e segundo maior do mundo, com mais de 18 atrações, classificadas em radicais, moderadas e para toda a família. Entre as atrações radicais, está o Insano, o segundo maior toboágua do mundo. Ele tem nada menos que 41m de altura, o que corresponde a um prédio de 14 andares, perdendo apenas para o Kilimanjaro, com 49,9m, no Rio de Janeiro. Confesso que não tive coragem de descê-lo, mas fiz umas continhas que nos ajudarão entender o porquê!

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Insano – Disponível em wikimedia, acessado em 02/03/2017

Todo corpo, ao se afastar da superfície terrestre, acumula energia potencial gravitacional. Essa forma de energia depende da massa do indivíduo, da gravidade e da altura em relação à superfície de referência. Ao subir os degraus que dão acesso à plataforma de lançamento do Insano, o indivíduo ganha energia potencial gravitacional graças ao trabalho realizado pela força muscular de suas pernas, algo em torno de 30750 joules, considerando uma pessoa de 75kg de massa. Boa parte dessa energia será convertida em energia cinética durante o declive, já que um bom trecho da descida praticamente não tem atrito devido à corrente de água que desce constantemente pelo toboágua. Esse fato minimiza as perdas de energia, tornando o sistema praticamente conservativo. Sendo  assim, quase não haverá dissipação de energia durante a queda, já que o corpo praticamente não tem aderência com a superfície do toboágua. Fiz os cálculos e, acredite, independentemente da massa que você tenha, a sua  velocidade chegará a  algo em torno de 102 Km/h. Para se chegar a esse valor, podemos utilizar o princípio da conservação da energia, o que nos permite igualar a energia potencial gravitacional à energia cinética. Ou seja, m.g.h = m.v²/2. Cancelando as massas na equação obtida, chegamos a uma fórmula que depende apenas da altura da plataforma do toboágua (h) e da aceleração da gravidade terrestre (10 m/s²), assim:

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Apesar da velocidade elevada, o final do trajeto é marcado por uma grande desaceleração provocada por um trecho retilíneo cheio de água, que dissipa quase toda a energia cinética.   De fato, a resistência da água é tão grande que a sunga dos homens vira um fio dental e o top das meninas vai parar no pescoço.

Bom, acredito que diante do que expus, os leitores estejam convencidos de que tomei a decisão assertiva. Nada melhor que conhecer as leis da Física antes de fazer uma besteira! Até a próxima!

Referências:

Beach Park, Atração radical, Insano. Disponível em: http://beachpark.com.br/mobile/atracoes/insano-2. Acesso em 20 de fevereiro de 2017.

Hype Science, Insano. Disponível em: http://hypescience.com/o-maior-toboagua-do-mundo-fica-no-brasil/ Acesso em2 0 de fevereiro de 2017.

Ouvindo com ciência

Por André Soledade*

O ouvido é o responsável pela captação do som no ambiente. Esse órgão fascinante é composto pelo ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno; que, juntos, convertem as ondas sonoras que se propagam pelo ar em impulsos elétricos que são decodificados pelo nosso cérebro e interpretados. Para entender o seu funcionamento, não basta ser um bom conhecedor da Biologia, são necessários sólidos conhecimentos de Física acústica e Matemática.

Vamos começar analisando a estrutura do ouvido e os fenômenos físicos que estão por trás da audição. Tudo começa pelo som emitido por uma fonte sonora, que não é nada mais do que uma agitação das partículas de ar ao nosso redor. Essa agitação é o resultado de uma vibração, que se transmite ao meio de propagação, provocando zonas de maior e menor compressão (zonas de rarefação) de partículas, originando uma onda sonora. O ouvido externo recebe estas ondas, encaminhando-as através do ouvido médio até ao ouvido interno. O tímpano, a pequena membrana que separa o ouvido externo do interno, vai, então, vibrar solidário com as moléculas do ar ao seu redor, transformando essas ondas em vibrações mecânicas que serão transmitidas para o interior da cóclea através dos três ossículos: martelo, bigorna e estribo, ligados em cadeia, entre o tímpano e a janela oval. Esses ossículos são responsáveis pela amplificação da intensidade das vibrações mecânicas do tímpano e podem aumentá-las em até 22 vezes, fazendo com que o estribo, menor osso que faz parte do conjunto de ossículos,   funcione como um êmbolo de um sistema hidráulico, deslocando o líquido no interior da cóclea e provocando a agitação necessária para que as células ciliadas do ouvido interno possam identificar as frequências do som, transformando-as em impulsos elétricos que são conduzidas pelo nervo auditivo até o nosso cérebro.

E a Matemática? Qual a sua relação com o nosso ouvido?

O som se caracteriza pela altura, intensidade, duração e timbre. E a Matemática está presente na característica do som que chamamos de volume ou intensidade sonora. O ouvido tem uma interessante característica. Quando dobramos a intensidade da fonte sonora, ele não percebe que o aumento foi em dobro, isso ocorre porque as respostas do nosso ouvido aos estímulos sonoros não são lineares, elas obedecem, na verdade, a uma escala logarítmica. Para compreendermos como isso ocorre, temos que entender o que é decibel (dB). Inicialmente, devemos esclarecer que o decibel não é uma unidade de medida nem tão pouco expressa a quantidade de volume. O dB é uma escala relativa, sem dimensão, que compara a intensidade de um sinal a uma referência. Assim, a intensidade sonora I é dada pela equação:

equação logaritmica

onde I0 é valor mínimo de intensidade de som, abaixo da qual é impossível ouvir algo, cujo valor é 10-12 W/m2, e I é a intensidade correspondente ao nível IdB.

Sendo assim, a sensibilidade do ouvido humano varia proporcionalmente ao logaritmo da variação física, e é por esta razão que devemos evitar o uso de fones de ouvidos intra-auriculares e se expor a fontes sonoras com intensidade muito elevada. O ouvido humano tolera de forma segura intensidade de som de até 85 decibéis (dB), ultrapassar esse nível pode ocasionar perda auditiva progressiva e levar o indivíduo a surdez permanente.

Ficou curioso? Quer saber mais? Então, não perca tempo! Acesse:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3696

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3588

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/313

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/1566

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* Professor da Rede Estadual de Ensino

Deficiência visual e Literatura – O livro com duas escritas

O mundo foi escrito em vários alfabetos”

Bartolomeu Campos Queirós

 Olá, pessoal!

No nosso cotidiano, a visão é um dos sentidos mais explorados, desde dirigir um carro, ir ao cinema, ler uma revista ou ao atravessar a rua. Os estímulos visuais estão por toda parte, em cores, formas e movimentos. Estamos muito ligados àquilo que podemos ver, e, na maior parte dos casos, a comunicação está diretamente voltada para o processo de captação e interpretação das informações visuais que nos rodeiam.

Saibam mais sobre a visão – Cliquem aqui!

Captura de tela de 2015-09-03 09:20:59

Mas, que tal refletirmos sobre a situação das pessoas que não podem enxergar totalmente ou parcialmente?

Pois é! Vivemos em uma realidade social, que se constituí e amolda apenas em torno das pessoas que não dependem de adequações estruturais – desfavorecendo assim, as que necessitam do mínimo de mobilidade para locomoverem-se com a autonomia e acesso a bens ou serviços de maneira igualitária.

Podemos citar a literatura como exemplo, pois, grande parte desta é destinada para os videntes, em detrimento aos cegos e deficientes visuais, que precisam de recursos como o sistema Braille para realizarem a leitura.

Saibam mais sobre o sistema Braille – Cliquem aqui!

Imaginem como deve ser mais difícil a fase de aprendizado escolar de crianças e jovens deficientes em uma estrutura que não leva em consideração as suas necessidades básicas. Ler, escrever e interagir com o meio torna-se um desafio ainda maior, quando os profissionais e colegas não têm o conhecimento e preparo para atuar nesses casos.

Para entendermos melhor essa realidade, pesquisem sobre o  o método usado pela Professora e escritora Elizete Lisboa, que esta semana palestrou no 2 Festival de Ilustração e Literatura da Bahia, compartilhando com os/as participantes como desenvolveu a literatura inclusiva “O livro com duas escritas” que é voltada para cegos ou não cegos, o que permite a socialização e integração de ambos.

É preciso que, além de refletir, toda sociedade se integre em favor de em uma reorganização sócio/estrutural, visto que, sem o empenho coletivo, não poderemos avançar nas conquistas e direitos, que não são de um grupo, e sim de todos nós.

Abraços!

Fonte:https://oprofessorweb.wordpress.com/2011/08/17/dica-do-professor-web-inclusao-social/; http://www.youtube.com/watch?v=o_WN4hQABSc; http://pt.wikipedia.org/wiki/Cegueira; http://ambiente.educacao.ba.gov.br/fisicaecotidiano; http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/index.html

As Leis de Newton e a Vida

Salve, salve, turma!

Vocês sabem quem foi Isaac Newton?

Isaac Newton foi um cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo.

Sua obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três Leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica.

Mas o que são as Leis de Newton?

No trabalho Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, Isaac Newton explicava vários comportamentos relativos ao movimento de objetos físicos e que esses objetos estão subordinados a três leis.

1ª Lei de Newton (ou principio da inércia)

Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele.

2ª Lei de Newton (ou principio fundamental da mecânica)

A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção da linha reta na qual aquela força é imprimida.

3ª Lei de Newton (ou lei de ação – reação)

 A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas.

Então, querem saber mais sobre Newton e suas leis? Confiram o podcast produzido pela equipe do Física e o Cotidiano

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Fonte: Wikipédia

Praticidade e Física – O forno de micro-ondas

Olá, pessoal!

A evolução tecnológica nos proporciona uma certa praticidade e gera também muitos questionamentos, pois ao observarmos determinados equipamentos nos deparamos com perguntas do tipo: Como será que isso foi construído? ou O que faz com que ele funcione?

Um exemplo curioso desse fato é o forno de micro-ondas, que de maneira eficaz facilita o nosso cotidiano em muitos aspectos, mas alguns de nós certamente já nos indagamos a cerca do seu mecanismo e funcionamento, não é mesmo?!

Para nos ajudar a entender um pouco mais sobre questões que envolvem a física e como ela está presente em nosso dia, encontramos no siteA física e o Cotidiano” muitas respostas.

E hoje a nossa sugestão é que venham conosco até o laboratório virtual “O forno de micro-ondas”, que de forma interativa nos mostrará a atuação das ondas eletromagnéticas presentes neste eletrodoméstico.

AnimaçãoO forno de micro-ondas”: Cliquem aqui ou na imagem abaixo!

 microondas

Viram como estudar a física é muito estimulante ?!Hum!! Mas esse nosso papo deu uma baita fome (rssrs)!!!!

Forte abraço, amigo@s!

Fonte: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/238;

Comunique-se!

Salve, turma espetacular!

É inquestionável o poder das tecnologias de comunicação no nosso cotidiano. É até difícil acreditar que, antigamente, notícias de uma pessoa que morasse em um local distante demoravam dias e até meses para chegar, enquanto hoje, em questão de segundos, conseguimos trocar informações com pessoas que vivem no outro lado do mundo por telefone, softwares de comunicação instantânea, e-mail, televisão e rádio, por exemplo.

A descoberta das ondas eletromagnéticas no século XIX criou uma revolução nos meios de comunicação e desde então o seu uso nesta área se tornou insuperável. Isto porque as ondas eletromagnéticas viajam a uma velocidade extraordinária (a velocidade da luz, ou 300.000 km/s, aproximadamente) e podem ser transmitidas e captadas, com relativa facilidade, em qualquer ponto do planeta. O resultado seria uma transformação global atrelada à universalização da comunicação e da informação, característica do momento atual que vivemos. Por isso é tão importante que a escola aborde, discuta, construa e reforme conceitos sobre a comunicação juntamente com professores(as) e alunos(as) em sala de aula.

Então, querem saber mais sobre os meios de comunicação? Cliquem aqui e saibam como essas tecnologias evoluíram ao longo do tempo.

Ótimos estudos, pessoal!

Fonte: Ambiente Educacional Web

Energia limpa – A física e cotidiano

Olá, pessoal!

Utilizar de maneira consciente os recursos naturais disponíveis no planeta tem sido um grande desafio para a nossa geração.

Visto que a exploração (nos moldes atuais) destes gera degradação e escassez, pensar numa reformulação das atividades produtivas, de consumo e consequentemente em novas fontes geradoras de energia é essencial para o equilíbrio da natureza. O uso da chamada “energia limpa”, que é produzida a partir de fontes renováveis como o vento (eólica), sol (solar), entre outras, são bons exemplos de captação que geram poucos ou nenhum dano ao meio ambiente, podendo ser obtidas em qualquer lugar.

Torna-se cada dia mais necessário o estudo intensificado deste tema, pois o mesmo está diretamente relacionado com nossa maneira de viver, e a física é uma ciência que nos permite ter ampla visão dessa realidade e, quando abordada de maneira contextualizada, sua apropriação é especialmente proveitosa.

Dessa forma, que tal interagir e aprender mais sobre uso e reuso dos elementos naturais, com o experimento “Fogão Solar” do site A física e o cotidiano?! Por meio deste conteúdo, obteremos “explicações sobre a confecção de um Fogão Solar e os princípios da Física que estão presentes no processo térmico de captação da energia solar através dos materiais usados para fazê-lo.”

Para acessar o conteúdo e montar o seu fogão cliquem aqui!

Quanta energia, hein??!!!! Abraços, amigos(as)!

Fontes: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/fisicaecotidiano/; http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_renov%C3%A1vel