Praças da Ciência

Olá, pessoal. Tudo bem!

Vocês já visitaram uma ‘Praça da Ciência’? Hoje vamos falar sobre esse importante equipamento montado em vários municípios baianos, inclusive em Salvador.

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O ‘Praças da Ciência’ é um projeto implantado pela Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia com o intuito de incentivar a popularização da ciência. Para potencializar a construção de novos saberes pelos visitantes das praças, o projeto conta com a parceria do Programa de Ciência, Empreendedorismo e Inovação da Bahia, da Secretaria da Educação do Estado e com as prefeituras dos municípios onde foram implantadas.

A proposta das Praças da Ciência é implantar experimentos em praças públicas de 40 municípios, contendo oito brinquedos lúdicos (balanços de comprimentos diferentes, alavanca, cadeira giratória, conchas acústicas, bicicleta geradora de energia, harpa de tubo, basquete giratórios e gangorras de braços diferentes), figura abaixo, objetivando a democratização e educação em ciência e tecnologia que atraiam a atenção, principalmente, de crianças e adolescentes, promovendo a exploração ativa, o envolvimento pessoal, a curiosidade, o uso dos sentidos e o esforço intelectual, de forma lúdica e divertida, que gerem o interesse pela Ciência e Tecnologia.

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As Praças da Ciência começaram a ser implantadas no final de 2014 e pretende alcançar 40 municípios baianos. Até agora, vinte e seis já foram inauguradas, oito estão em obras e seis ainda serão implantadas, segundo informações da SECTI. A Praça da Ciência, localizada aqui no Instituto Anísio Teixeira, já está pronta, aguardando apenas sua inauguração. Clique aqui e veja lista dos municípios.

Visite a Praça da Ciência da sua cidade! Antes, porém, acesse a Cartilha ‘Práticas para compartilhar: Praças da ciência – Estudante’, e saiba a composição dos equipamentos, os conceitos explorados, como utilizar cada um deles e sua aplicação no nosso cotidiano. Então, divirta-se e perceba que Educação e Tecnologia estão de mãos dadas!

Um abraço e até mais!

Samuel Oliveira de Jesus

Professor de Matemática da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

REFERÊNCIAS

AMBIENTE EDUCACIONAL WEB. Práticas para compartilhar – Praças do Conhecimento. Disponível em: <http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/6472>. Acesso em 06/06/2017, às 14h00.

EDUCADORES. IAT e Secti formam professores para uso das Praças da Ciência. Disponível em:<http://educadores.educacao.ba.gov.br/noticias/iat-e-secti-formam-professores-para-uso-das-pracas-da-ciencia>. Acesso em 06/06/2017 às 15h00.

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO. Práticas para compartilhar: Praças do Conhecimento – Estudantes. Disponível em: <http://www.secti.ba.gov.br/arquivos/File/EDITAIS/praca.pdf>. Acesso em 06/06/2017, às 14h00.

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Arte cinética ou o cinetismo

Você já ouviu falar em Arte Cinética?

A arte cinética ou o cinetismo refere-se a uma corrente na área das artes plásticas que elabora formas e efeitos visuais para gerar movimento ou ilusão óptica.

Os artistas mais destacados nesta corrente são: Marcel Ducham (1887-1968), Alexander Calder (1898-1976), Jean Tinguely (1925), entre outros.
Basicamente o conceito de cinético está ligado ao que expressa movimento, esse termo esteve presente no Manifesto Realista de Antoine Pevsner, escultor que viveu de 1886 a 1962, e de Naum Gabo, escultor russo construtivista. Na Argentina, a revista “Madí” de 1946, também buscou atestar sobre essa expressão artística.
Um desafio interessante é promover a interdisciplinaridade entre a arte e as ciências, em especial, a Física e a Química.
Vários experimentos apresentam um efeito visual que pode causar ao observador o mesmo efeito que um artista pode buscar na sua obra.

Emoções, curiosidade, estímulo aos sentidos e ilusões podem ser o resultado da observação de um experimento.
Com materiais simples podem ser desenvolvidos vários experimentos com efeitos artísticos envolvendo o movimento. Alguns vídeos disponibilizados no Youtube mostram como fazer alguns experimentos:

  • Como fazer lâmpada de lava com sal

<https://www.youtube.com/watch?v=AbwjuQoNWps>

  • A quase lâmpada de lava

<http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_610220505&feature=iv&src_vid=AbwjuQoNWps&v=TU4aS5KgVxU>

  • Degelo colorido

<http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_3120846483&feature=iv&src_vid=AbwjuQoNWps&v=Eg5ZQuSeCto>

  • Faça leite psicodélico com corante e detergente:

<http://www.youtube.com/watch?v=8dY3jRUPGXI>

  • Pasta de dente de Elefante

<https://www.youtube.com/watch?v=PygjKCTcwqY>

O que explica os fenômenos apresentados nos vídeos?
Quais as interações que existem entre os componentes das misturas apresentadas nos vídeos?
Outras misturas podem resultar em fenômenos semelhantes?
Todos esses experimentos podem ser considerados “Arte”? Segundo a professora de História da Arte da UFBA, Mariela Brazon, sim! Só é preciso que o autor declare a obra como artística. Até mesmo a irreversibilidade dos fenômenos que resultaria em uma obra que tem início e fim, ou seja, em alguns casos, o fenômeno teria que ser reiniciado com novos materiais e duraria por pouco tempo, é uma possibilidade dentro do campo das artes. É a arte Efêmera!
Efêmera (em inglês, Ephemera) é uma matéria impressa ou escrita transitória, que não é feita com a intenção de que seja guardada ou preservada por longo período. A palavra deriva do grego, significando coisas que não duram mais do que um dia. (Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ef%C3%AAmera_%28arte%29>)

Visite o AEW e busque pela sequencia didática: Arte Cinética e Ciências. Ou acesse a sequência diretamente pelo link:
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2343

A simples observação dos fenômenos nos experimentos pode levar a muitas perguntas que levam a muitos conhecimentos e muitas sensações. Então, mostre aos colegas, aos professores, aos parentes e aos amigos como a Arte e a Ciência podem ser complementares e tornar a aprendizagem uma experiência emocionante.

Semana Nacional exibe para o público curiosidades e experimentos da Ciência e Tecnologia em Salvador

As maravilhas da ciência estarão disponíveis para o público na nona edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontecerá de 16 a 21 de outubro, no estacionamento L1 do Salvador Shopping. Durante o evento, que é promovido anualmente pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) do estado, o público poderá conhecer de forma dinâmica e interativa equipamentos científicos e tecnológicos nas áreas de Astrologia, Eletromagnetismo, Robótica, Fluidos, Óptica, Matemática, Mecânica, Acústica e Termologia.

Além de despertar o interesse dos visitantes de diferentes idades e estimular o interesse pela ciência, a proposta do evento é tornar o conhecimento acessível por meio de uma fórmula mista de cultura e entretenimento. “Com o evento, o governo baiano pretende incentivar nos visitantes de todas as idades o interesse pela ciência, tão importante para fomentarmos a criatividade, a atitude científica e a inovação na Bahia”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado, Paulo Câmera.

O mascote desta edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Bahia tem 2,6 metros de altura, 1,60 m de envergadura, dança, canta e interage com o público. É o Robozão da Bahia, produto 100% baiano, que conquista a atenção e simpatia de pessoas de todas as idades, preenchendo o imaginário coletivo com encantamento que só os super-heróis possuem. Durante a SNCT, o Robozão circulará pelo Salvador Shopping, convidando o público para conhecer a exposição, interagindo e apresentando os experimentos e curiosidades.

Em uma tenda climatizada com 450 metros quadrados, a Secti levará para o público informações sobre o tema “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”, além das realizações do governo do Estado, através dos seus diversos programas e projetos relacionados ao tema. Todo esse conteúdo será visualizado em telas interativas e vídeowall, que formam uma parede de 20 metros.

Coordenada no Estado da Bahia pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a Semana Nacional foi instituída em 2004, por decreto presidencial, para mobilizar, principalmente os jovens e em especial as crianças, em torno de temas e atividades de C&T, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação.

SERVIÇO

O que: 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Onde: Salvador Shopping (Estacionamento L1 )

Quando: 16 a 21 de outubro

Horários:

dias 16 a 19, das 9 h às 20h;

dia 20 (sábado), das 9h às 21h;

dia 21 (domingo), das 13h às 21h

*Evento gratuito e aberto ao público

Fonte:

http://www.secti.ba.gov.br/index.php/component/content/article/37/829

 

Iniciativa de professor da rede pública beneficia mais de 300 estudantes

“Na escola pública é possível produzir com qualidade. Tenho bons exemplos de que o trabalho dá certo”

Em 2009, o professor de química da rede estadual de ensino Ródnei Almeida Souza deu início a um projeto intitulado Química das Sensações. Baseado no livro homônimo de Pedro Faria e Carolina Godinho, o experimento colocava em interação estudantes do ensino médio da Escola Estadual Prof. José Barreto de Araújo Bastos, localizada no bairro de São Caetano, em Salvador, com a comunidade acadêmica, em especial os alunos do curso de licenciatura em química, da UNEB.

O projeto consiste em quatro etapas. A primeira é a formação das equipes, com a distribuição dos temas, leitura dos capítulos e resposta do estudo dirigido. Depois, ocorre a preparação de uma apresentação sobre o tema completando a pesquisa em outros livros e na internet. Após essa etapa, os estudantes fazem uma apresentação para a comunidade escolar, com culminância do trabalho em uma feira de conhecimento. Por fim, a equipe com maior destaque em cada tema, apresenta o trabalho para o curso de licenciatura em química da UNEB.

A ideia é potencializar o conhecimento, relacionando-o com o dia a dia, e ajudar a desenvolver, nos estudantes do terceiro ano do ensino médio, valores como a responsabilidade, a integração, o trabalho em equipe e a busca pelo próprio conhecimento.  “O ensino ainda é muito fundamentado na nota, na avaliação. Então, no início, os alunos estavam muito preocupados e só queriam participar do projeto por isso. Mas esse nunca foi o foco”, detalhou o professor.

No primeiro ano, houve surpresa com a atividade. “Mas a partir do segundo já havia procura, por parte dos alunos, que já entravam no terceiro ano perguntando pelo projeto”, disse Ródnei.  A cada ano, o projeto adotava um livro paradidático diferente, que dava nome ao evento. Depois de Química das Sensações, foi a vez de Os Botões de Napoleão – As 17 Moléculas que Mudaram a História, de Penny Le Couter e Jay Burreson. No ano passado, o projeto voltou à obra inicial, mas para este ano, está prevista a utilização do livro Um Cientista na Cozinha, de Hervé This.

Nos três anos em que foi aplicado, o projeto alcançou mais de 300 estudantes dos três turnos do colégio. Uma das beneficiárias é Rafaela Oliveira, ex-aluna da Escola Estadual Prof. José Barreto de Araújo Bastos, e atual aluna de Ródnei no curso de licenciatura em química da UNEB. “Participar do projeto foi uma experiência bastante desafiadora e de crescimento intelectual, pois tínhamos que trabalhar com a interdisciplinaridade e com conteúdos ainda não estudados e que, muito provavelmente, não iriam ser contemplados através do conteúdo programático”, obervou Rafaela.

Segundo ela, esse contato com a universidade contribuiu para que os estudantes pudessem se enxergar em outro ambiente. “Não poderia deixar de comentar da minha sincera e profunda admiração pelo professor Ródnei, que sempre se mostrou dedicado, assíduo, competente, dinâmico, inovador e que, sem dúvida alguma, teve uma contribuição muito importante na minha formação e na escolha da minha profissão”, enalteceu, emocionada, Rafaela.

Além desse projeto, Ródnei desenvolveu outras iniciativas com os alunos. Uma delas foi o incentivo para a produção de curtas usando celular e buscando a química no cotidiano. Hoje, em busca de novos desafios, Ródnei participa de uma equipe pedagógica, composta por professores da rede estadual, que produz conteúdos para serem utilizados em sala de aula. “A todo o momento, a gente quebra alguns paradigmas. Na escola pública é possível, sim, produzir com qualidade. Tenho bons exemplos de que o trabalho dá certo”, destacou o professor.

..Rodnei também é professor do curso de licenciatura em química pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB.

Fonte: http://www.iat.educacao.ba.gov.br/node/3334