Novos desafios e exigências no mercado de trabalho

Olá!

Conforme a Constituição Federal de 1988, o direito ao trabalho é assegurado como direito social fundamental. Lívia Mendes Moreira Miraglia, mestre em Direito do Trabalho,pela PUC de Minas, no seu trabalho “Em O Direito do Trabalho Como Instrumento de Efetivação da Dignidade Social da Pessoa Humana no Capitalismo”, diz que: “No que cinge ao direito ao trabalho, tem-se o direito individual subjetivo de todo homem de acesso ao mercado de trabalho e à capacidade de prover a si mesmo e à sua família,mediante seu próprio trabalho, que deve ser digno.”

Fotos: Ana Rita Medrado

Fotos: Ana Rita Medrado

Recepcionista

 

Então?Acredito que você conheça a frase :“o trabalho dignifica o homem”. Mas, não seria o homem que dignifica o trabalho? O próprio trabalhador, através de sua postura ética , participa, constrói e transforma a sociedade que ele pertence. E você, como cidadão, tem feito sua parte?

Fotos: Ana Rita Medrado

Fotos: Ana Rita Medrado

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Em tempos de crise, é necessário estar atento às possibilidades de trabalho que podem “pintar”. Inserir-se no mercado de trabalho não é coisa fácil. Prepare-se! Estamos passando por um momento difícil, muitos postos de trabalho estão fechando no país e o índice de desemprego vem aumentando, visivelmente, conforme dados publicados pelo IBGE. No entanto, é possível preparar-se para a busca de oportunidade no mercado de trabalho.

Transforme o momento de crise em possibilidades e oportunidades. Torne-se competitivo! Aproveite o tempo livre para se qualificar. Faça cursos ligados a sua área de atuação e/ ou aos seus interesse profissionais.Prepare seu currículo .Em uma entrevista de emprego, seja objetivo e sincero. Através dela as informações contidas em seu currículo serão testadas e avaliadas pelo entrevistador. Evite constrangimentos.

Como anda a sua empregabilidade? Sua capacidade de conquistar e manter-se no mercado de trabalho? Hoje em dia, apenas o capital intelectual já não basta, é necessário ter capital emocional e capital ético. Lembre-se: “Você não vale apenas o quanto sabe”,mas vale o quanto “é”.

O desafio do momento é o que chamamos de trabalhabilidade.Capacite-se para trabalhar e gerar renda, assim ,você estará apto no tocante à trabalhabilidade.A maneira como se relaciona com o mundo do trabalho é muito importante. Enxergue-se produzindo e não apenas como um trabalhador. .

Ser dotado de inteligência emocional no trabalho, lhe deixa em vantagem na disputa de um vaga de trabalho. Já pensou nisso? Aprenda a gerir suas emoções, assim você será capaz de superar concorrentes, até mesmo, de maior intelecto.

Se você nasceu entre 1981 e 1994, período de relativa prosperidade econômica, Alfredo Motta, coautor do Livro “Código Y – Decifrando a geração que está mudando o país” diz que , “ certamente, você faz parte de uma geração bem educada e bem informada,a geração Y; é mais tolerante do que seus pais e avós e abraça conceitos como sustentabilidade e diversidade”. No entanto, “traz desvantagem no ponto de vista comportamental”.Tal fato o deixa em desigualdade na acirrada conquista por uma vaga de trabalho. Não investir em inteligência emocional pode ser uma barreira para o seu acesso e permanência no mercado de trabalho.Pense nisso!

Essas são algumas dicas! Busque outras e esteja preparado para ingressar e manter-se no mercado de trabalho.

Até a próxima!

Ana Rita Medrado.

Professora de Sociologia da Rede Pública de Ensino da Bahia.

Referências:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-que-e-empregabilidade/31256/ .Acessado em 25/08/2015.
http://www.trt3.jus.br/escola/download/revista/rev_79/livia_mendes_moreira_miraglia.pdf . Acessado em 25/08/2015.
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/desemprego-salta-a-7-5-maior-nivel-em-mais-de-5-anos .Acessado em 25/08/2015.
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-piores-armadilhas-de-carreira-para-quem-e-da-geracao-y . Acessado em 25/08/2015.

 

 

 

 

 

 

 

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ESPAÇO ABERTO – A Rede Social da Educação, no 19.º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância.

Olá, Galera!

A nossa Rede Anísio Teixeira, através do Grupo Gestor do AEW, apresentou a Rede Social Espaço Aberto da Educação baiana no 19º Congresso Internacional de Educação a Distância, realizado no período de 9 a 12 do corrente mês, no Centro de Convenções da Bahia. Veja fotos abaixo:

mosaico comite ciaed

 O Estado da Bahia é pioneiro em rede social totalmente desenvolvida para Educação. O Espaço Aberto da Educação, “é um ambiente pedagógico com o objetivo de interagir professores das escolas públicas através de perfis pessoais, numa rede social de conhecimento digital, de forma descontraída e construtiva e oferece recursos interativos para os usuários, como fóruns, blogs, comunidades, álbuns de fotos e feed de notícias, além de acesso ampliado aos conteúdos digitais do Ambiente Educacional Web. Neste espaço, a comunidade escolar baiana poderá construir e trocar conhecimentos, diminuindo um pouco as distâncias que separam as escolas do nosso Estado.”(Guia Espaço Aberto)

Pelas redes sociais, diariamente, transitam milhares de pessoas, entre elas estão alunos, professores, integrantes das comunidades escolares.

Entendemos que a Rede Social Espaço Aberto da Educação pode trazer os seguintes benefícios para a comunidade escolar:

  • Comunicação, interação e colaboração entre professores, funcionários, programas e projetos atuantes nas escolas públicas da Rede Estadual;
  • Acesso a conteúdos livres das diversas áreas do conhecimento: vídeos, jogos, animações, simulações, experimentos, sequências didáticas dentre outros tipos de conteúdos;
  • Acesso a programas livres voltados para colaboração e produção de mídias e tecnologias educacionais;
  • Publicação e compartilhamento de produções e experiências escolares;
  • Ampliação dos documentos e da interação. (Guia Espaço Aberto)

Segundo João Mattar, em Web 2.0 e Redes Socais na Educação, “As redes sociais são habitat da geração que recebemos, hoje, em nossas escolas e universidades. Portanto, incorporar redes sociais à educação parece um passo instintivo para mantermos o contato com nossos alunos. A web e as redes sociais já são amplamente utilizadas pelos alunos para pesquisar e discutir educação, seja no Ensino Fundamental e Médio,seja no Ensino Superior e corporativo(…)”(MATTAR, 2013, p.15).

A Rede Social da Educação pode ser um meio para uma grande e exitosa interação pedagógica, realizada através de atores sociais, professores/estudantes e integrantes de comunidade escolar, que ao utilizarem essa rede vão constituí-la, conforme afirma Raquel Recuero (2009) em seu livro Redes Sociais na Internet, que mostra como as redes sociais na internet são instrumentos de colaboração e de produção de conhecimento:

“Embora os sites de redes sociais atuem como suporte para as interações que constituirão as redes sociais, eles não são, por si,redes sociais. Eles podem apresentá-las, auxiliar a percebê-las, mas é importante salientar que são, em si,apenas sistemas. São os atores sociais, que utilizam essas redes, que constituem essas redes”. (RECUERO,2009,p.103).

Portanto, a presença, interação e colaboração de todos são fundamentais nessa rede social da educação para uma grande e profícua produção de conhecimentos como mola propulsora para a Educação baiana.

Fica a nossa dica para o professor da rede estadual de ensino da Bahia:

Espaço Aberto - Apresentação NTE

  (Repente Espaço Aberto Educação- Rede Social da Educação Baiana/Autoria da Prof.ª Ana Rita Esteves Medrado)

FONTES:

MATTAR,João.Web 2.0 e redes sociais na educação.São Paulo:Artesanato Educacional,2013.

RECUERO,Raquel.Redes Sociais na Internet.Porto Seguro:Sulina,2009.

 

Cine PW: A guerra do fogo

Salve, salve turma!

Constantemente utilizamos a palavra cultura no nosso dia a dia, para designar uma inter-relação dos fatores sociais, políticos e econômicos.

Mas quando foi que o homem começou a produzir cultura?

Rousseau no livro “Do contrato social” afirma que “a palavra distingue os homens entre os animais” (…) “não é a fome ou a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera, que lhes arrancaram as primeiras vozes”. E é a necessidade de comunicar suas subjetividades que o homem produz cultura.

Para mostrar a gênesis desse processo o filme “A guerra do fogo” apresenta os conflitos culturais, tecnológicos, a relação do homem com a natureza e transformações ocorridas fruto dessas relações no período agrafo da história.

Cultura popular e tradição

Oi, pessoal! Tudo bem?

Tudo o que um povo produz, com base nas experiências que adquire ao longo da vida e que se mantém no tempo, configurando uma tradição, pode ser chamado de cultura popular. Por ser um conceito amplo, que dá margem a várias definições, o intuito aqui é o de, apenas, mostrar uma das possibilidades de significado da expressão.

A cultura popular é tudo aquilo que se origina do povo e que tem relação com os costumes de uma sociedade. Os pregões das feiras livres, as festas de largo, os mestres da embolada, a dança e o teatro de rua, as cantigas de roda e o artesanato são alguns exemplos daquela denominação. Geralmente, o senso comum está na base da cada uma delas.

No Brasil, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular atua como um repositório das expressões culturais de todas as regiões. A instituição integra a estrutura do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e é a única representante do governo federal que estuda os saberes e fazeres do povo brasileiro.

Na próxima quinta-feira, 22 de agosto, comemora-se o Dia do Folclore e, até lá, muitas discussões importantes vão figurar aqui no blog. Principalmente, com o objetivo de problematizar e desmistificar algumas questões. Contamos com a sua visita! 

Trabalho Infantil: uma ameaça à cidadania de crianças e adolescentes brasileiros

Colegas, saudações!

 Vamos estabelecer um diálogo franco e aberto sobre o Trabalho Infantil e suas implicações? Pois é, utilizaremos este espaço democrático para discutirmos sobre este tema sempre tão polêmico e ainda, infelizmente, tão presente em nossa Sociedade. Falaremos de diversos fatos que estão presentes na história das crianças e adolescentes do nosso país cuja a cidadania custou a ser construída, positivada e que ainda sofre fortes ameaças.

“A ideia do trabalho como instrumento disciplinador da criança pobre, capaz de afastá-lo do caminho do crime, sempre se fez presente no Brasil. Durante o período escravagista, crianças escravas trabalhavam pra seus donos. No início da industrialização, constituíam-se mão de obra para as fábricas; nos feudos rurais, como boias-frias ou complementos das cotas de seus pais; nas unidades domésticas e nas ruas, desde sempre o trabalho infantil foi considerado mão de obra dócil e barata. Não raro a apropriação e uso desse trabalho se deram em nome da filantropia, da caridade e compaixão a essas crianças e suas famílias.”RANGEL e CRISTO (s/d:4)

E vocês ,o que acham? Estaria presente na nossa atualidade algum exemplo constante do parágrafo anterior? Poderíamos dizer que o  Estado e a Sociedade precisam atuar de forma mais ativa e política para que crianças e adolescentes tenham contempladas suas necessidades de acesso a direitos, ou, as necessidades das crianças e adolescentes poderão ser atendidas de outra forma?

Cliquem AQUI e assistam ao vídeo : Campanhas Educativas – Cidadania e Direitos Humanos: 1- Combate ao trabalho infantil

Até a próxima ,quando  trataremos sobre a Legislação Brasileira que atende as necessidades das  crianças e adolescentes.

Fontes:

-RANGEL, Patrícia Calmon; CRISTO, Keley Kristiane Vago.Os Direitos da Criança e do Adolescente, a Lei de Aprendizagem e o Terceiro Setor(s/d). Disponível em: <http://www.prt17.mpt.gov.br/n_aprendiz.html&gt;. Acesso em maio 2007.

-Disponível em:http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015504.pdf

Dia Nacional do Orgulho Gay

Oi oi, gente boa!

É celebrada hoje, em todo território nacional, uma data muito significativa para toda a sociedade, em especial para aqueles(as) que trabalham e lutam todos os dias para a construção e consolidação de um país mais justo e democrático para todos(as): o Dia Nacional do Orgulho Gay. A data representa a necessidade de visibilizar as questões em torno da diversidade sexual e de gênero e marcar as conquistas e desafios enfrentados pela comunidade LGBTTTs no Brasil.

Sabemos que as identidades – entre elas a sexual e de gênero – são forjadas, cotidianamente, através da interação entre os atores e grupos sociais num processo de permanente tensão e negociação, no e pelo qual vão fazendo-se e afirmando o seu lugar de fala na sociedade, seu status. Prova disso é a enorme variedade de formas identitárias encontradas entre as culturas – e até dentro da mesma cultura – onde os papéis “masculino” e “feminino” assumem particularidades próprias aos seus ambientes sociais e cognitivos. Já na década de 1930, as pesquisas da antropóloga Margaret Mead entre três povos nativos da Nova Guiné demonstravam que tais papéis correspondiam justamente ao inverso dos estabelecidos no contexto mais geral das sociedades ocidentais: num dos grupos analisados, os Tchambuli, a pesquisadora observou que atributos como “delicadeza” e “vaidade” eram próprios dos membros do sexo masculino, que dedicavam-se a atividades de ornamentação e embelezamento corporal, enquanto os membros do sexo feminino estavam orientados para trabalhos mais práticos e braçais. A explicação para tal disposição de atributos nas personalidades de “meninos” e “meninas” seria a educação, ou seja, ser “homem” ou “mulher” varia de acordo com as normas e expectativas de conduta e comportamento estabelecidas por cada cultura e sociedade para seus membros. É o que se espera, em cada sociedade, que cada um(a) seja¹.

Assim é que, a partir da compreensão da importância da abordagem dos temas em torno das Diversidades – presentes inclusive nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que orientam sobre os componentes curriculares a serem trabalhados pelos(as) professores(as) – indicamos hoje uma série de conteúdos que podem auxiliar educadores(as) e estudantes a debater e problematizar o tema dentro e fora da sala de aula, não só enriquecendo a compreensão sobre o assunto mas, sobretudo, fortalecendo o processo que nos levará a um estado de cidadania plena para todos(as).

Confiram a série Muito Prazer da TV Anísio Teixeira, que tem como objetivo “abordar a sexualidade nas dimensões biológica e sociocultural, a partir de orientações inseridas nos eixos Diversidade e Direitos Humanos, possibilitando à Comunidade Escolar uma percepção mais objetiva da relevância da sexualidade na construção da(s) identidade(s) dos indivíduos.”

Acessem ainda aqui e aqui algumas reflexões já realizadas no nosso blog sobre o tema.

Outra dica interessante fica por conta da Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou recentemente uma nova cartilha, entitulada “Nascidos Livres e Iguais”, que orienta governos e sociedade civil sobre os direitos da comunidade LGBTTTs.

É isso aí, pessoal: juntos(as) somos mais!

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/LGBT; http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Guin%C3%A9; http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12598:publicacoes&Itemid=859; http://www.onu.org.br/img/2013/03/nascidos_livres_e_iguais.pdf.

¹ MEAD, Margaret. Sex and temperament in three primitive societies. New York, William Morrow, 1935.

Reflexões sobre a Proclamação da República

Olá, pessoal!

Hoje, vamos falar da Proclamação da República brasileira.

A palavra república vem do latim, res pública e significa coisa pública. É a forma de governo onde um representante eleito pelo povo, é responsável por cuidar dos interesses e necessidades da população de um modo geral.

Aqui no Brasil, a Proclamação da República aconteceu em 15 de Novembro 1889, devido a diversos fatores sociais, políticos e econômicos daquele momento (Independência, Abolição da escravatura, processo de industrialização etc.), que proporcionaram descontentamento nas várias camadas da sociedade, desde os grandes produtores rurais, principalmente do interior de São Paulo, que sentiram-se prejudicados pelo “fim da escravidão”, base da sustentação produtiva; o exército, desejoso de uma forma de governo na qual pudesse exercer o poder sobre as diretrizes do país, assim como a classe média, que também queria sua participação nas decisões sobre os rumos sociais e econômicos do país, ou seja, queria usufruir das vantagens da nova ordem econômica mundial.

A questão que se impõe é: Qual foi a participação popular nesse que seria um momento histórico para todos(as) os brasileiros(as)?

Pode-se inferir que os interesses das classes populares não estavam presentes nos ideais republicanos, na prática. E a tão propalada República evidenciou a união de diferentes partes interessadas em ter o controle das principais decisões, apesar dos conflitos existentes entre elas, a fim de garantir sua permanência de modo lucrativo econômica e politicamente.

Desse modo, pode-se dizer que a República resultou em pactos entre representantes ativos da classe média e do setor mais dinâmico da classe senhorial. Não houve mudanças significativas na vida de boa parte da população brasileira. Aliás, como escreveu o historiador Leôncio Basbaum, uma das principais características da República no Brasil foi a absoluta ausência de participação popular.

Refletir sobre o início do regime republicano brasileiro exige de nós a compreensão da combinação de vários fatores e interesses. É preciso examinar o episódio relativizando a noção do herói anunciador da República, na figura do Marechal Deodoro da Fonseca.

No grito da dita Proclamação há muitas contingências que nos exigem pesquisa, sobretudo para entender por que as classes populares continuavam na execução e sem participação nos espaços de formulação das coisas.

Mas, embora proclamada sem a iniciativa da maioria da população, as ideias republicanas causaram entusiasmo às camadas populares, pois suscitavam possibilidades de participação; participação ainda hoje tão sonhada. Parafraseando o historiador chamado José Murilo de Carvalho, deixamos a seguinte provocação: “A República que ainda não foi…”

Valeu, galera!

Referências:

BASBAUM, Leôncio. História Sincera da República. São Paulo, Alfa-Omega, 1975-76.

CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia da Letras, 1987.

COSTA, Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999.