Oxe! Forró é For all?

FOR-ALL-FORRO

Fig. 1: Ilustração feita por Josymar Alves

Oxente! É São João! Vou aquecer essa indagação no calor de uma fogueira, ao som da zabumba do Rei do Baião! Aliás, assim ele já cantava a composição de José Batista e Antônio Barros:

“ Reinado, coroa
Tudo isso o baião me deu
Estrelas de ouro
No meu chapéu
Roupa de couro e gibão
Como um milagre caído do céu…”

selo_luiz_gonzaga-02Fig.2 Selo produzido pelos Correios em homanagem a Luiz Gonzaga no ano de 2012

Mas, a propósito! De onde vem a expressão for all? Bem… muitos tentam explicá-la, até mesmo Geraldo Azevedo em sua canção “For All Para Todos”, mas a verdade é que, segundo a pseudoetimologia a palavra forró resultaria da expressão inglesa for all (para todos). Seria essa a explicação? Ficou curioso(a) para saber mais? Segundo estudiosos, é resultante da corruptela da palavra francesa faux-bourdo. De acordo com o gramático e filólogo Evanildo Bechara é a redução de “forrobodó” ou, simplesmente, forró. Originário das festividades europeias, acabou sendo incorporado à cultura brasileira na qual o Nordeste é sua maior manifestação.

De onde veio ou não, o que importa é que muito do nosso forró veio do Gonzagão! Aliás, você sabia dessa? Assista ao vídeo e confira:

E não há forró que se preze, sem ele. Portanto, convido a todos para fazer um retorno ao passado com o saudoso Luiz Gonzaga, “The King of Baião”. Enquanto aprendemos sobre a vida dele, vamos revisar o Simple Past (Regular Verbs) tempo verbal bastante utilizado na língua inglesa. Esse ícone da cultura nordestina cuja “Asa Branca” alçou voo ganhou versão em inglês com o Forro in the Dark / David Byrne. Busque o vídeo e tire suas conclusões!

Here we go!

A formação do Simple Past (Regular verbs) é muito simples. Vejamos algumas regras! É necessário acrescentar o ED ao final do verbo sempre que ele for regular na forma afirmativa. Essa é a regra geral!

Luiz Gonzaga learnED to play accordion at very early age.

The singer mentionED different rythms and musical fusions like xote, baião, xaxado and others.

Gonzaga recordED Baião in 1946.

Com os verbos terminados em “E”, acrescentamos apenas o “D” :

The King of Baião admireD his people and his culture.

He promoteD northeastern music throughout Brazil.

Luiz Gonzaga and Humberto Teixeira composeD “Asa Branca” in 1947.

The King of Baião receiveD the Shell prize for Brazilian Popular Music in 1984.

He died in 1989.

Remember! Para negar ou interrogar é necessário utilizar o verbo auxiliar DID e manter o verbo principal na sua forma original. Vejamos um exemplo na forma interrogativa!

Luiz Gonzaga createD a new style of Brazilian folk music.

DID Luiz Gonzaga create a new style of Brazilian folk music?

Então… So easy! Não é mesmo? Para aprender mais veja no nosso Ambiente Educacional Web, acessando o link:

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/4242

Well… Forró or For all, enjoy yourself! Porque sendo inglês, francês ou  português  o bom mesmo é a comemoração e : Viva São João!

 Mônica Mota

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

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Radiola PW: São João Antigo

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje, última Radiola PW deste semestre, a dica de música tem a ver com o período junino e convida todo mundo para fazer uma reflexão sobre as festas de São João espalhadas pelo Brasil, principalmente no Nordeste: trata-se da canção São João Antigo, composta por Zé Dantas e Luiz Gonzaga. Ela foi lançada pelo Velho Lua em 1962, no disco São João na Roça.

Fig.1: capa do disco de Gonzagão em que "São João Antigo" é uma das faixas. Foto: reprodução do site Memorial Luiz Gonzaga.

Fig.1: capa do disco de Gonzagão em que São João Antigo é uma das faixas. Foto: reprodução do site Memorial Luiz Gonzaga.

Muito se fala sobre a descaracterização das festas juninas, principalmente quando os seus elementos mais significativos são levados em consideração. Hoje em dia, por exemplo, o forró não é o único gênero musical que reina na programação junina das cidades. Artistas de axé music, arrocha e sertanejo estão ocupando esses espaços.

Isso está relacionado com o natural processo de transformação da sociedade, que incorpora novos costumes e muda a sua dinâmica. O passado interfere no presente, que ressignifica o futuro. Na década de sessenta, do século passado, Gonzagão e Zé Dantas já falavam sobre isso.

Na primeira estrofe da música, os autores se mostram saudosistas: Era a festa da alegria/São João!/Tinha tanta poesia/São João!/Tinha mais animação/Mais amor, mais emoção/Eu não sei se eu mudei/Ou mudou o São João”.

Em seguida, reforçam esse sentimento e revelam o motivo da angústia contida na letra: “Vou passar o mês de junho/Nas ribeiras do sertão/Onde dizem que a fogueira/Inda aquece o coração/Pra dizer com alegria/Mas chorando de saudade/Não mudei nem São João/Quem mudou foi a cidade”. Ou seja, nem o eu lírico nem o São João mudaram, a cidade que teve a sua dinâmica alterada. E você? O que acha sobre essas transformações? Conte para a gente!

Questão de linguística

Inda” é variação do advérbio “ainda”; “pra” é a forma reduzida da preposição “para”.

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

GONZAGÃO, O REI DO BAIÃO!

Olá, meu povo!

Peço licença aqui para homenagear um “cabra retado”, que nasceu em Exu, lá pras bandas de Pernambuco, filho do Seu Januário e de Dona Ana Batista. Quando “mulequim era malero, bochudo, cabeça-de-papagaio, zambeta, feeei pa peste!”

Depois de grande parecia um Major, tocava um 120 baixos como ninguém nesse sertão. E o Velho Lua mostrou, pra esse mundão de meu Deus, como é linda a cultura nordestina.

Se consagrou como Rei do Baião e para acompanhar o seu acordeão casou a zabumba com o triangulo inventando o trio pé-de-serra.

Ao Sr. Luiz Gonzaga fica o nosso agradecimento pelo seu legado para a cultura do nosso país.

Com a palavra a Vossa Majestade, o Rei do Baião:

Diversas atrações juninas animam o Pelourinho até o fim deste mês

Aê, galera!

Vamos arrastar o pé no São João do Pelô?

Se você vai ficar em Salvador durante os festejos juninos, não deixe de passar no Centro Histórico e conferir as atracões que  prometem muita animação durante várias noites.                                              

Já é São João no Pelourinho! Desde o início do mês, diversos artistas vêm trazendo o melhor do arrasta-pé, forró universitário e forró eletrônico para os largos do Pelourinho, através do Projeto Ciclo de Festejos Juninos no Pelô. A iniciativa selecionou artistas tocadores do ritmo nordestino para transformar o Centro Histórico de Salvador em uma autêntica vila de interior. Realizado pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o projeto vai até o fim deste mês”.

Confiram a a programação completa no link abaixo. Clique aqui

Agora é só escolher sua atração favorita, e vamos dançar forró, minha gente!!

Tradições e costumes – A Quadrilha

A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a “quadrille”, em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A “quadrille” francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da “contredanse”, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A “contredanse” se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.

Quadrilha Junina da Festa do São Pedro de Belém (Paraíba)

A “quadrille” veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).

Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.

O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil como na Europa entre os começos do Romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras tais que o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica duma certa maneira o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.

No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.

Desde do século XIX e em contato com diferentes danças do país mais antigas, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes:

  • “Quadrilha Caipira” (São Paulo)
  • “Saruê”, corruptela do termo francês “soirée”, (Brasil Central)
  • “Baile Sifilítico” (Bahia)
  • “Mana-Chica” (Rio de Janeiro)
  • “Quadrilha” (Sergipe)
  • “Quadrilha Matuta”

Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha encontram-se o acordeão, pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.

Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.

Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do nordeste(indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um “noivo” e uma “noiva”, já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João europeias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial juntamente com a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa e outros paises na minha cidade de almenar atanbem é muito populosa com qrandes festas de quadrilha.

Saiba mais, Clique aqui.

Tradições e costumes – O uso de balões

O uso de balões e fogos de artifício durante o São João no Brasil, está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Este costume foi trazido pelos portugueses para o Brasil, e ele se mantém em ambos lados do Atlântico, sendo que é na cidade do Porto, em Portugal, onde mais se evidência. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa no Nordeste, em outras partes do Brasil e em Portugal. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista. Em Portugal, pequenos papéis são atados no balão com desejos e pedidos. Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança. Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei em muitos locais, devido ao risco de incêndio.

Durante todo o mês de junho é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas, conhecidas por nomes como traque, chilene, cordão, cabeção-de-negro, cartucho, treme-terra, rojão, buscapé, cobrinha, espadas-de-fogo.

Obs: Galerinha, Soltar balões é crime.  A Lei  9.605 de 12 de  dezembro de  1998  dispõe sobre  os  diversos crimes ambientais e, sobre a  prática de soltar  balões,  determina que:

Art.  41.   Provocar incêndio em mata ou floresta: 
Pena –   reclusão,  de dois a quatro anos,  e multa. 
Parágrafo único.  Se o crime é culposo, a pena é de detenção de seis meses a um ano,  e multa.  

Art. 42.  Fabricar,  vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano: 
Pena –  detenção,  de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. 

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9605.htm

Tradições e costumes- Origem da fogueira

De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã “sempre verde” em árvore de natal, a fogueira do dia de “Midsummer” (25 de dezembro) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

Fonte: Clique aqui.