1° Encontro Estadual de Líderes de Classe

Estudante-repórter: Tayline Alves

Neste vídeo, você vai conferir o 1° Encontro Estadual de Líderes de Classe, realizado no 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual e teve como objetivo buscar o fortalecimento da cultura de participação estudantil nas escolas públicas da rede estadual e dar voz ao estudante e líderes de classe.

Se ligue aí:

 

Abraços, pessoal!

 

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A estudante-repórter Tayline Alves. Foto: Raulino Júnior

Tayline Alves tem 17 anos, é estudante do Colégio Estadual Polivalente do Cabula, que fica em Salvador, e faz parte da equipe de Cobertura Colaborativa Estudantil

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Agradecimento a quem mais tem interesse em uma educação de qualidade

A cada nova oportunidade de conviver com estudantes e professore(a)s das escolas públicas baianas, a gente percebe o potencial dessa(e)s autoras e autores sociais. Fica evidente também o quanto a mídia tradicional é cruel na forma de apresentá-l@s em sua incessante busca por notícias trágicas ou por violência. O alvo parece ser a estrutura e o governo, mas os ataques repercutem na autoestima das pessoas que frequentam ou colocam filho(a)s nessas escolas. Apesar dessas iniciativas, as desigualdades ou a abordagem midiática não são suficientes para limitar o potencial da comunidade escolar e impedir o despertar das mentes criativas em busca de melhorias em suas condições de vida.

Em todo contato com a galera das escolas, surge uma bela surpresa, um novo talento. Muitos estudantes passam a vida superando obstáculos e construindo métodos diferenciados para alcançar seus objetivos, mas basta que tenham a oportunidade de apresentar o que são capazes e, logo, a imagem negativa que se tenta construir é substituída pelo respeito diante da força de vontade e a superação de cada um/a no intuito de promover transformações para a sua coletividade. Uma das propostas do palco livre, realizado durante o 2º encontro estudantil e idealizado pela Rede Anísio Teixeira, foi dar essa oportunidade. Sem nenhum tipo de seleção, o palco estava livre para qualquer um chegar, inscrever-se, mostrar sua arte e “dar a sua ideia”. Foi um espaço revelador de talentos e de muito aprendizado.

Perfil Redes Sociais

Vejam as fotos na nossa galeria do Flickr, acompanhem os vídeos na TV Professor Web e veja uma postagem especial sobre o evento aqui no blog.

Além disso, nos espaços com os jogos educacionais não prevaleceu qualquer sentimento de competitividade, apareceram estudantes tentando se ajudar para superar os desafios trazidos em cada um dos jogos apresentados. Quando chegavam os grupos não era uma pessoa que tentava monopolizar o controle do jogo, mas cada um dava uma chance para o/a colega seguinte no intuito de aprender junto e discutir cada problema em busca de soluções por meio do diálogo. A curiosidade trazida pelo desafio do jogo motivava o interesse pelo aprendizado compartilhado.

Diante disso, gostaríamos de reafirmar que a equipe do núcleo de produções educacionais livres acredita no potencial de cada autor(a) social e, em especial, d@s estudantes de promover transformações em suas vidas, dentro de sua coletividade e, consequentemente, de sua escola. Nós acreditamos em uma transformação da educação que nasce dentro da escola e não naquela que vem de fora com soluções pouco dialogadas.

Estudantes, contamos com vocês nessa luta em busca de construir uma escola pública de qualidade. Essa é uma das bases para a construção de aprendizagens contextualizadas e pertinentes para a vida de cada um de vocês. Se a gestão das escolas vivencia dificuldades burocráticas para melhorar as condições estruturais, está no poder de toda a comunidade escolar participar dos processos de acompanhamento e intervenção por meio de ações organizativas que podem ser inspiradas em processos de autogestão. Com isso não se propõe a redução dos deveres do Estado, mas a ampliação da autonomia e da participação popular no controle e na gestão de cada instituição pública que interfere diretamente na vida da população. Isso é garantir autonomia para a escola crescer e oferecer as condições adequadas para fortalecer a comunidade em que está inserida.

Comunidade escolar, aproprie-se desse espaço, pois esse pode ser o lugar mais importante de interação social e construção de conhecimentos. A transformação de cada bairro depende de vocês e a união dos esforços da comunidade escolar pode garantir as condições necessárias para a luta por uma escola pública de qualidade. A construção dessa escola deve estar nas mãos daqueles que a vivenciam e são beneficiados ou prejudicados por tudo que acontece neste espaço.

Participem. A participação social é o aspecto mais importante na consolidação de processos democráticos e isso se fortalece ainda mais quando se ampliam as oportunidades de professores e estudantes interagirem não só com pessoas de sua escola, mas contando com a oportunidade de conversar com pessoas de toda a rede.

Só podemos agradecer pela oportunidade de interagir a cada instante nos espaços da tenda digital. É sensacional conhecer autores e autoras que representam as diversas escolas da Bahia. Nossa luta é justamente para que a escola possa adaptar-se às necessidades e potencialidades evidenciadas em cada região ou promovidas por cada professor/a ou estudante. É uma grande satisfação e honra poder participar e contribuir com essa rede que se consolida a cada novo encontro.

Forte abraço,

Professora Online e Professor Web

Novembro Negro – Silenciadas na história, porém atuantes!

Olá, amigas(os)!

No mês em que dedicamos as nossas publicações para contarmos um pouco mais sobre as lutas e conquistas do povo negro em nosso país, não podemos deixar de fora o que os fatos históricos não negam e a estatística também revela, mas que durante muito tempo foi ocultado por aqueles que hegemonicamente “contavam” a história – A participação da mulher negra na sociedade.

Mesmo que silenciadas por uma cultura racista e machista, elas tiveram papel fundamental nos avanços dos direitos d@s afrodescendentes e figuraram em momentos cruciais na defesa destes(as).

Dentre as tantas mulheres negras que fizeram e fazem a diferença desde a diáspora aos tempos atuais, temos como exemplo as ganhadeiras, que com os seus esforços vendiam suas iguarias e com parte do que arrecadavam conseguiam comprar a suas próprias alforrias e em muitos casos as de seus esposos e filhos, tendo uma representatividade muito forte no sustento de suas famílias.

Podemos citar também Eugênia Anna dos Santos – Mãe Aninha, fundadora do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, que com a sua atuação e sabedoria pressionou o então presidente Getúlio Vargas, para que o Decreto-Lei 1.202 que poria fim à proibição aos cultos afro-brasileiros fosse promulgado, pois naquele tempo, acreditem, os(as) seguidores(as) das religiões de matriz africana eram impedidos(as) de expressar a sua fé publicamente. Ainda na esfera jurídica como não referenciar a baiana pobre que após uma série de humilhações em sua juventude, tirou forças de onde só havia dor e descaso e hoje é a desembargadora do Tribunal de justiça da Bahia – a juíza Luislinda Valois. Em uma conjuntura onde os homens eram aclamados como heróis, o que dizer da escrava Zeferina, que liderou com altivez e bravura o Quilombo do Urubu?!

São tantas essas mulheres, que a história e o tempo não podem deter ou contê-las, nomeá-las não é tarefa fácil, as muitas Lélias, Estelas, mães guerreiras, Menininhas, Felipas, Mirians, Rosas, Antonietas, Chiquinhas, Carolinas, que hoje são representadas por uma geração de negras muito mais conscientes dos seus destinos na história, e nela empunham a caneta para mudar aquilo que ainda as silenciam.

Abraços, guerreir@s!

Dúvidas e sugestões – Dê a ideia!

Olá, leitor(a)!

A sua participação aqui no blog é muito importante para nós, pois essa interação possibilita o nosso crescimento e maior apropriação do conhecimento. Visando facilitar cada dia mais a nossa comunicação, dispomos de uma página para que você possa sugerir, opinar, divulgar um evento cultural de sua escola, tirar dúvidas, criticar, enfim, para que você Dê a ideia!”.

Em todas as postagens que publicamos, no final do texto você pode comentar a publicação, pois esse espaço é aberto para discutir ou tirar dúvidas referentes ao assunto abordado.

Na última semana, a leitora Carla, nos deixou um questionamento muito interessante, que foi respondido por nosso colaborador professor Rodnei Souza.

Confira!

Pergunta O sol é um satélite que funciona com pequenas explosões e rajadas de fogo no espaço. Essas explosões ultimamente estão sendo observados por cientistas que existem um aumento no centro da terra podendo trazer prejuízos ao globo terrestre. Explique quais os casos dessas explosões e as consequências que podem ocorrer aqui na terra, a nível de eletricidade ?

RespostaO sol é uma estrela que é aquecida por processos de fusão e fissão nuclear. As explosões, na verdade, são projeções de massa coronal que chegam a atingir milhares de quilômetros de altura. Essas explosões lançam também uma nuvem de partículas carregadas que formam uma tempestade de radiação.

As explosões solares são comuns e ocorrem o tempo todo no sol. As partículas carregadas chegam ao planeta Terra, porém, não causam dano devido ao campo magnético que protege todo o planeta. Entretanto, quando as explosões são muito grandes, a quantidade de partículas que chega a Terra é muito grande. O campo magnético não é forte o suficiente para impedir que todas as partículas cheguem ao planeta e podem ocorrer danos a sistemas eletrônicos, como os equipamentos que controlam a geração de energia e telecomunicações. Além disso, os satélites de comunicações que estão fora do campo magnético da Terra podem ser inutilizados pela radiação das partículas. Nesses casos, as consequências para a economia podem ser catastróficas.

A maior explosão solar já registrada foi em 1859. Grandes explosões acontecem aproximadamente de 11 em 11 anos, e desde 2011, a NASA tem registrado o aumento das explosões. Você pode assistir alguns desses registros se procurar pela expressão “explosões solares” no Youtube.

Então, excelente tema para ser abordado na sala de aula, não é mesmo?

Converse com seus colegas e professores, tentem fazer um debate a cerca desse assunto!

Abraços e conte conosco!

Colaborou: Rodnei Souza – Professor