Você sabe o que é sexting?

Oi, pessoal! Será que sexting tem a ver com sexualidade e com sexo? Ufa! Tanto sex…Calminha! Essa discussão remete a outra reflexão.

A iniciação à vida sexual tem sido cada vez mais precoce entre os jovens. Para uma criança ou um adolescente os pais ou a família são, geralmente, os primeiros professores e eles nem sempre estão abertos ou preparados para esses diálogos. Sabemos que boa parte das informações e dos conhecimentos dos adolescentes são oriundos fora da família ou entre amigos.

Comumente, as pessoas acham que falar de sexualidade é falar de sexo. Claramente, o texto não tem a intenção de fazer uma análise acerca dos temas nem tampouco esgotar o assunto. Mas, cá pra nós, discutir sobre sexo mexe ainda com tabus sociais, por isso a importância da orientação sexual entre os jovens e prepará-los para uma vida sexual segura e madura. Mesmo que sejamos considerados a sociedade do conhecimento e da informação, as discussões que giram em torno do assunto tem sido cada vez mais hodiernas.

imagesMas o que é sexting? A expressão é resultante de um neologismo proveniente das palavras inglesas sex (sexo) e texting (mensagem de texto). A prática consiste na divulgação de fotos eróticas ou sensuais basicamente por meio de celulares, computadores ou qualquer outro tipo de dispositivo eletrônico. Cada vez mais frequente no mundo virtual, tem sido bastante polêmico, pois o resultado leva sempre à exposição ao ridículo de quem sofre a ação.

Dados recentes divulgados pela SAFERNET , no Brasil, especializada em ações ilícitas e segurança na Internet, são alarmantes. Confira no quadro abaixo:

A

Galera, as relações humanas se modificaram em muitos aspectos com o advento das TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação). A Internet, enquanto tecnologia da interatividade, provocou mudanças que possibilitaram o surgimento de um novo sujeito: o “homem erótico”. Não se trata de um erotismo na essência da semântica,mas um erotismo social validado pela nova formatação de comunicação, de laços fragilizados e efêmeros.

B

O problema é que muitos não sabem, mas, de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), quem pratica o sexting pode ser preso (com pena entre três a seis anos). Qualquer disponibilização, divulgação, troca, emissão, compartilhamento, publicação de material que contenha cena de sexo ou pornografia envolvendo criança ou adolescente é enquadrado na referida lei. Meninos e meninas produzem e divulgam material com imagens íntimas, sendo que elas são sempre as maiores vítimas. A SAFERNET possui um canal gratuito de ajuda para orientar crianças e adolescentes. O endereço do site é: http://www.canaldeajuda.org.br/.

A pergunta é: estaria o sexting ligado à sexualidade mal direcionada? Seria muito simplista dizer que “sim” ou que “não! A sexualidade versa por diferentes questões e o que a torna complexa é o fato de perpassar por dimensões pessoais, culturais, locais, sociais e temporais, que subjazem aos processos idiossincráticos. Ou seja, ela traça uma marca identitária do sujeito porque se manifesta diferentemente em cada um.

São imensuráveis os benefícios e avanços possibilitados pelas tecnologias, mas não podemos desconsiderar os  riscos quando algo dessa natureza possa acontecer. É necessário termos conhecimento sobre o uso da Internet com segurança e buscarmos soluções para os entraves causados pelo mundo virtual no tocante à violação dos direitos que competem a cada um.

Mônica Mota

Professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia

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Dia Mundial de Combate à Homofobia – Respeito à diversidade!

Fala, pessoal!

Hoje, 17 de maio, estamos aqui para falar sobre um assunto sério e que costuma provocar muitas discussões. Estamos falando da homofobia.

Imaginem vocês, alguém ser discriminado, perseguido e em alguns casos até morto pelo fato de ter uma condição sexual diferente de outras pessoas?

– Terrível, sem dúvida!

Mas é fato que mesmo com tantas informações a cerca desse tema, muitas pessoas ainda hoje são vítimas desses atos perversos e criminosos tão presentes na nossa sociedade, e mesmo sabendo que existe a lei que pune esse tipo de crime, a conscientização deve partir de nós mesmos.

É nossa responsabilidade enquanto membros de uma mesma sociedade, estarmos atentos à atitudes preconceituosas, lembrando que não vivemos em um mundo isolados e que toda ação individual reflete no coletivo.

Sendo assim, é importante reforçar a necessidade de se debater cada vez mais essa questão nos espaços como sala de aula, no dia a dia em nossas casas, nos espaços de trabalho, enfim, quanto mais lidarmos no sentido de desconstruir a ideia de julgar as diferenças sexuais como melhor ou pior.

Tolerância e respeito ao próximo, independente de cor, gênero, religião, condição social, entre outras coisas, são fundamentais para uma as relações entre pessoas.

Saibam mais sobre essa data e o que ela representa: Clique aqui!

Pois é, galera. Vamos quebrar os paradigmas e tentar viver com justiça e dignidade para as pessoas.

Abraços!

Fonte: Observatório de Gênero