A Gramática no ENEM

Oi! Tudo bem? Nesta semana, voltamos a discutir aspectos relacionados ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Hoje, é dia de falar da prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que abrange o conteúdo de Língua Portuguesa (Gramática e Interpretação de Texto), Língua Estrangeira Moderna, Literatura, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação. Você sabe como os conteúdos gramaticais são cobrados no ENEM? O nosso intuito é complementar os seus estudos. Vamos lá?!

A gramática exigida no ENEM estimula a reflexão sobre o uso da língua. Nunca é o fim, mas sempre o meio para que o candidato entenda a aplicabilidade daquele conteúdo num texto ou numa situação do dia a dia. Por isso, o estudante deve atentar para a interpretação de texto. Ela é fundamental para compreender o que é pedido nas questões. Para se sair bem nesse aspecto, não tem segredo: basta ler muito! Independente do ENEM, a leitura deve fazer parte da nossa vida. Ops! Será que o emprego do adjetivo “independente”, nesse contexto que usei, está adequado?

Imagem: Raulino Júnior

Imagem: Raulino Júnior

Na verdade, cometi o erro de propósito, para que a gente reflita sobre esse fenômeno da língua. Ele está nos jornais, nos ambientes de ensino (com professores e estudantes protagonizando a cena), na TV, no rádio, na internet e em todos os lugares frequentados por humanos. Virou moda. “Independente” é adjetivo, se refere a um substantivo ou a um termo com esse valor. O Brasil é independente. A propósito, nesta quarta, vamos comemorar o 194º (centésimo nonagésimo quarto) aniversário de nossa Independência. Viva! E você é independente? A língua portuguesa não, depende de regras. “Independente” se contrapõe a “dependente” e é uma palavra variável.

No caso da oração que coloquei acima, a forma adequada, para a língua padrão, seria a seguinte: “Independentemente do ENEM, a leitura deve fazer parte da nossa vida”. “Independentemente” é advérbio, modifica um verbo, adjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira. É uma palavra invariável.

A troca de “independentemente” por “independente” tem se tornado comum. Não vai demorar ser consagrada. Afinal, quem manda na língua é o falante, independentemente de qualquer coisa. O falante é independente, ora bolas!

Até o próximo!

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Quando menos é mais

Há mais de dez anos foi divulgado um escrito da argentina Ana Maria Shua, considerado o menor conto do mundo, com exatas trinta e três letras:
Fujamos! Os caçadores de letras estão aq…”.

Antes dele, era conhecido o menor e mais famoso conto, de Augusto Monterroso, escritor hondurenho, com apenas trinta e sete letras:
Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”.

Na versão em espanhol, o mesmo conto tem quarenta e três letras:

Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí.”

Foto: Lilia Rezende

Foto: Lilia Rezende

As particularidades destes textos podem interessar bastante a pesquisadores da área de linguagens, mas sem dúvida aguça a curiosidade de muitos leitores; são, afinal, referências sobre a possibilidade de se revelar uma história inteira com poucos caracteres. Neles impressiona a possibilidade de produzir uma narrativa com começo, meio e fim e propriedades preservadas em espaço tão exíguo. Não se trata, naturalmente, do mesmo tipo de conto breve da metade do século XX, também chamado de miniconto, mas podemos considerá-los como um tipo de reinvenção que desafia seus limites.

Neste século das mensagens abreviadas da Internet, das senhas e dos códigos, a literatura vem revelando que pode se renovar, acompanhando a velocidade dos tempos. Estamos aprendendo uma nova forma de comunicação, pois a conectividade altera o nosso modo de ler e escrever. O Twitter, rede social de largo uso, tem o limite de 140 caracteres e de alguma forma faz lembrar os microcontos. Apareceu como uma herança de antigos sistemas de comunicação escrita imediata; seus criadores queriam que os microblogs fossem compatíveis com os celulares mais básicos e adotaram os 140 pro tweet, mais 20 para o nome do usuário. Já o WhatsApp, aplicativo à disposição de muitos usuários, apela para uma espécie de subversão da língua: permite o uso de expressões coloquiais, ícones e símbolos figurativos de um estado de humor momentâneo, entre outros artifícios.  O Facebook, outro caso, é uma plataforma na qual  textos e imagens circulam livremente e vem, aliás, se configurando como um espaço carente de consistência; sobram palavras, faltam sentidos. De todo modo, o contato com textos de leitura breve e promessa de fruição tem sido o mais costumeiro nestes novos tempos. Podemos  pensar que o microconto, assim como os textos do Twitter ou a conversa escrita do WhatsApp, tem uma estética própria da contemporaneidade.

Aqui compartilhamos a ideia do livro “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século”, organizado pelo pernambucano Marcelino Freire, que convidou cem autores contemporâneos para produzir histórias de até cinquenta letras (sem contar título e pontuação). Fernando Bonassi, Manoel de Barros, Glauco Mattoso, Adriana Falcão e Millôr Fernandes são alguns dos que participaram dessa brincadeira inteligente. O resultado é uma coletânea de soluções inusitadas e divertidas.

FIM

Corpos se separam.

Ofegantes ainda.

E distantes para sempre.

(Alberto Guzik)

Uma vida inteira pela frente.

O tiro veio por trás.

(Cíntia Moscovich)

Se eu soubesse o que procuro

com esse controle remoto

(Fernando Bonassi)

AMOR

Maria,

quero caber todo

em você.

Agora escreva um conto. E, se quiser, aumente um ponto. Só um ponto. Final.

Lilia Rezende

Professora da Rede Estadual de Ensino

O Hino e os Virunduns: “o virundum Ipiranga às margens plácidas”

Você já ouviu falar em Virunduns? Será esta uma palavra iorubá ou indígena? Não! Virundum é um neologismo cuja origem é uma leitura auditiva incorreta da primeira estrofe do Hino Nacional Brasileiro, quando se produz a homofonia “ovirundum Ipiranga às margens plácidas”. Em grande parte das torcidas esportivas, em movimentos políticos ou em outros gestos cívicos, certamente é possível ouvir este verso em vozes convencidas e entoadas.

Há também quem cante “Na madrugada a vitrola, rolando um blues ,tocando de biquíni sem parar”, quando a música é para seguir  “…cantando B. B. King sem parar. Este é apenas mais um virundum entre tantos que se pode colecionar e se divertir. Já o Hino Nacional repete muitos outros virunduns, basta que prestemos mais atenção.

Pela proximidade do Sete de Setembro, dia em que se comemora a Independência do Brasil e que se convencionou como um dia-de-ouvir-o-hino, fica oportuno trazer aqui uma conversa sobre a aprendizagem do hino nas nossas escolas. Observamos que atualmente jovens e adultos não conseguem cantá-lo nos contextos em que ele se adequa, e isso nos remete à uma reflexão sobre as práticas tradicionais de ensino, sobre as novas práticas e sobre o projeto de lei 5319/09, que obrigou escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio a hastear a bandeira e executar solenemente o hino, uma vez a cada semana. O projeto foi reafirmado em 2012 e, apesar disso, grande parte das instituições não realiza essa atividade regular e não há, pelo que podemos compreender, nenhuma sanção para este descumprimento.

Imagem: Josymar Alves

Imagem: Josymar Alves

O que vemos? Há uma clara desvalorização desses símbolos cívicos? Reconhecemos o desafio dos professores diante da tarefa de educar e, ao mesmo tempo,  desenvolver em seus alunos interesse cívico e sentimento de pertença (a este país em plena crise política), importantes para o bom exercício da cidadania.  Formar cidadãos é trabalho grandioso e exigente, envolve diversas ações mas para ensinar o Hino Nacional, atividade incomparavelmente mais simples, nos cabe, talvez, apenas pensar modos tantos de apresentá-lo aos alunos, nas situações em que possam compreender seu significado. O hino foi escrito e idealizado em 1831, tem uma linguagem arcaica e isso, claro, dificulta a compreensão das crianças e jovens. Contextualizar nos parece, portanto, fundamental para tornar acessível cada estrofe e a história que o texto traz. Quem hoje se arrisca a cantar o hino publicamente, com balbucio em um ou outro verso, talvez o faça sem ainda saber que “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico”. A ordem indireta da versão original, autoria de Joaquim Osório Duque Estrada, dificulta a compreensão clara e objetiva da mensagem. Trazê-lo em ordem direta, por exemplo, pode ser uma boa estratégia para atividade com este belo texto.

Sabemos que o desafio não é apenas de natureza didática e as escolas constantemente repensam seus tempos, espaços e função social dedicando-se ao objetivo de educar para a cidadania. Pode se considerar que ensinar e cantar o hino nas escolas perdeu a importância diante de tantos outros projetos e objetivos escolares e, sobretudo, diante da crise política que vivemos. Há, por isso, falta de canto e há um inegável desencanto pela terra-mãe. Apele-se, então, para a emoção de ouvir o Hino Nacional em voz brasileira e perceber que ali onde isso acontece, mesmo com tropeços na letra original e produção de virunduns, ele – o hino – nos diz que somos de uma mesma nação. Gerar a idéia de pertencimento é um dos seus sentidos.

 

Lilia Rezende

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

ENEM – O que você não deve deixar de estudar para o exame

Uma das características do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM é a interdisciplinaridade, ou seja, na prova, uma questão pode envolver assuntos de duas ou mais disciplinas. Todavia, muitas pessoas têm dúvidas quando ao que estudar para a prova.

O site Canal do Ensino publicou no último dia 3, a lista dos assuntos mais cobrados no ENEM por área do conhecimento, e nós da Rede Anísio, disponibilizamos links de alguns conteúdos digitais que você encontra no Ambiente Educacional Web, para você obter êxito no exame. Note que, essa lista não exclui outros assuntos a serem estudados, porém o conteúdo dela tem mais probabilidade de ocorrer.

Não perca tempo! Confira a lista e os conteúdos, abaixo. Clique no link e depois de acessar o respectivo objeto, role a página até o fim e veja os conteúdos relacionados a esse objeto. Se preferir, na guia de ‘Busca’, digite o assunto e em seguida clique em ‘Buscar’.

 

CIÊNCIAS DA NATUREZA

1º lugar: Ecologia: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1084

2º lugar: Termoquímica: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/479

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/94

3º lugar: Citologia http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2486

4º lugar: Energia: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/554

5º lugar: Funções orgânicas http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1318

CIÊNCIAS HUMANAS

1º lugar: Meio ambiente e clima http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/476

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/3491

2º lugar: Críticas, contradições e crise do capitalismo http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2931

3º lugar: O Brasil e sua participação no panorama mundial http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2517

4º lugar: O Brasil de 1985 aos dias atuais http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2861

5º lugar: Geopolítica mundial http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1923

LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

1º lugar: Interpretação de textos http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/593

2º lugar: Funções da linguagem http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1878

3º lugar: Variação linguística (níveis de linguagem) http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1853

4º lugar: Recursos expressivos da linguagem http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1866

5º lugar: Gêneros textuais digitais http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/1738

 

MATEMÁTICA

1º lugar: Aritmética (matemática básica) http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2106

2º lugar: Geometria plana e espacial http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/900

3º lugar: Contagem e probabilidade http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/991

4º lugar: Funções http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/767

5º lugar: Estatística http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/699

http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/2130

REDAÇÃO

Aqui no site do professor Web foram postados muitos textos com assuntos que podem ser tema da redação do ENEM 2014. Confira no link abaixo, a relação de 22 temas para se preparar para a redação do exame. http://canaldoensino.com.br/blog/25-temas-para-se-preparar-para-a-redacao-do-enem

Um abraço e sucesso na sua caminhada!

Fontes:

Ambiente educacional Web. Disponível em: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudos/listar. Acesso em 08/09/2014, 11h.

Canal do Ensino. Disponível em: http://canaldoensino.com.br/blog/conheca-os-assuntos-mais-cobrados-no-enem. Acesso em 08/09/2014, 14h.

A linguagem e suas funções

Oi, galerinha! Tudo bem? O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) está se aproximando e, a partir de hoje, vocês vão receber dicas sobre todas as áreas do conhecimento aqui no blog. Para começar, vamos falar sobre as funções da linguagem, um conteúdo de literatura recorrente nas provas do exame.

Todo ato de comunicação envolve seis componentes essenciais:

  1. O locutor (ou emissor): é aquele que diz algo a alguém.

  2. O interlocutor (ou receptor): aquele com quem o locutor se comunica.

  3. A mensagem: é tudo que é transmitido do locutor ao interlocutor.

  4. O código: é a convenção social que permite ao interlocutor compreender a mensagem.

  5. O canal (ou contato): é o meio físico que conduz a mensagem ao receptor.

  6. O referente (ou contexto): é o assunto da mensagem.

Os enunciados produzidos em situações de comunicação apresentam uma intencionalidade, que está relacionada à situação. Dependendo da intenção do locutor e da ênfase que ele dá aos componentes dos atos de comunicação, a linguagem pode assumir diferentes funções. Por isso, assim como são seis os componentes do ato de comunicação, são também seis as funções da linguagem.

Função emotiva (ou expressiva): ocorre quando o locutor ou emissor é posto em destaque. Leia este texto do poeta português Mário de Sá-Carneiro:

Perdi-me dentro de mim

Porque eu era labirinto,

E hoje, quando me sinto,

É com saudades de mim.

Observe que o texto está centrado nos sentimentos do locutor. É um texto subjetivo, pessoal, que expressa seu sentimento de profunda desilusão com a vida. Os textos líricos, que expressam estados de alma do locutor, são o melhor exemplo da função emotiva da linguagem. Ao eu que fala nos textos líricos chama-se de eu lírico.

Função referencial: ocorre quando o assunto é posto em destaque. Leia o texto que segue:

Secretaria da Educação do Estado da Bahia disponibiliza conteúdos para reforçar preparação dos estudantes para o Enem

Ajudar na preparação dos estudantes da rede estadual para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que, em 2013, acontece nos dias 26 e 27 de outubro. Este é o principal objetivo da Secretaria da Educação do Estado da Bahia com a disponibilização para os alunos de uma série de conteúdos multimídia, que complementam as aprendizagens da escola.

Observe que o objetivo do texto é simplesmente o de informar ao leitor, com o máximo de clareza, sobre os conteúdos multimídias que estarão disponíveis para os estudantes. Os textos cuja linguagem tem função referencial são dotados de objetividade, uma vez que visam informar, traduzir ou explicar fatos da realidade. Os textos jornalísticos, didáticos e científicos são o melhor exemplo de função referencial da linguagem.

 Função apelativa (ou conativa): ocorre quando o interlocutor é posto em destaque. Veja este anúncio que foi publicado aqui no blog:

pw-doe-vida

Observe que toda a linguagem do texto se organiza com a intenção de convencer o receptor. Empregando verbo no imperativo (Procure, doe). Textos como discursos políticos, anúncios publicitários e argumentação jurídica são o melhor exemplo da função apelativa da linguagem.

 Função metalinguística: ocorre quando o código é posto em destaque. Dizemos que há metalinguagem ou função metalinguística da linguagem, por exemplo, num filme que tematiza o próprio cinema; num programa de TV que discute o papel social da televisão; ou ainda num poema que reflete sobre a criação literária. Veja, por exemplo, este poema de Carlos Drummond de Andrade:

A palavra

Já não quero dicionários

consultados em vão.

Quero só a palavra

que nunca estará neles

nem se pode inventar.

O melhor exemplo da função metalinguística da linguagem são as aulas de língua, os livros de gramática e os dicionários.

Função fática: ocorre quando o canal é posto em destaque. Exemplos típicos de função fática da linguagem: as primeiras palavras de quem atende ao telefone (“Alô!”, “Pronto!”), os cumprimentos diários (“Oi”, “Tudo bem?”, “Boa tarde”, “E aí?”), as conversas de elevador (“Está quente, não?”), as primeiras palavras de uma aula (“Sentem-se”, “Vamos começar?”, “Pronto?”, “Atenção, gente”). O interesse dos interlocutores é o de, apenas, testar o canal de comunicação.

Função poética: ocorre quando a própria mensagem é posta em destaque. Leia o seguinte trecho do romance O Primo Basílio, de Eça de Queiroz:

… tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

Essas preocupações de ordem literária reveladas pela construção da linguagem evidenciam a função poética, que ocorre principalmente em textos literários, tanto em prosa quanto em verso.

É importante registrar que quase sempre há a convivência de mais de uma função de linguagem em um único texto. Assim, nas situações de interação pela linguagem, cabe aos interlocutores perceber a função predominante nos textos, o que equivale a reconhecer sua verdadeira intencionalidade.

Fiquem ligados nas dicas!

Até o próximo!

Adaptado de: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Linguagem e interação social. In: ______; ______. Literatura brasileira. 2. ed. reform. São Paulo: Atual, 2000. Cap. 1, p. 8-14.

ENEM 2012 – Dicas do INEP

Olá, amigos@, Tudo bem?

Alguns de vocês certamente já fizeram questionamentos do tipo:

Será que estou estudando o suficiente? Escolhi a carreira certa? E se eu não conseguir “passar”?

Isso é normal!

A fase de preparação para um dos exames mais disputados por estudantes em nosso país, o ENEM, é cansativa pois necessita-se de muita energia e foco para dedicar-se às intensas horas de estudos, não é mesmo?!

Mas é preciso que esse processo seja compreendido não como um fator temível ou definitivo, e sim como mais uma etapa a ser encarada, um momento de pôr em prática tudo aquilo que foi aprendido durante as aulas. E nessa hora manter a calma é fundamental, pois faz com que o desempenho nas provas gere resultados eficazes.

Nessa reta final algumas dicas devem ser observadas com bastante atenção, visto que cada detalhe pode fazer uma grande diferença.

Então, confiram algumas informações fornecidas pelo INEP para que os(as) candidatos(as) tenham sucesso na edição deste ano.

PROVA DE REDAÇÃO E LÍNGUA ESTRANGEIRA

A Prova de Redação será realizada no segundo dia do Enem 2012, 4 de novembro, junto com Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. O tempo total para a prova será de 5h30.

A redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo de no máximo 30 linhas, desenvolvido a partir de uma situação-problema e de subsídios oferecidos sob a forma de textos motivadores. O participante deve desenvolver uma reflexão escrita sobre um tema de ordem política, social ou cultural.

O que dá “nota zero” na Redação:

– Fuga do tema – Não atender a proposta solicitada ou desenvolver outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo;

– Folha em branco – Entregar a Folha de Redação sem texto escrito;

– Texto insuficiente – Escrever apenas (até) sete linhas;

– Cópia dos textos motivadores – Não desenvolver argumentos próprios;

– Impropérios, desenhos;

– Desrespeito aos direitos humanos.

Dica!

– O texto dissertativo-argumentativo é um texto opinativo que se organiza na defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto. Nele, a opinião do autor é fundamentada com explicações e argumentos. O texto é dissertativo porque disserta sobre um assunto, descreve-o, explica-o; e é argumentativo porque defende uma opinião e tenta convencer e cativar o leitor com argumentos.

LÍNGUA ESTRANGEIRA

No segundo dia de provas, o participante deve responder a cinco questões de Língua Estrangeira, conforme a opção escolhida no momento da inscrição: inglês ou espanhol.

Não é permitido trocar a opção no momento da prova.

Se o participante tiver dúvidas, deve conferir o Cartão de Confirmação da Inscrição. Lá está registrada a sua escolha.

Os participantes devem ficar atentos para responder às questões da prova de língua estrangeira que constam no seu Cartão de Confirmação da Inscrição.

Para obter mais dicas, cartão de confirmação e locais de prova, acessem http://www.enem.inep.gov.br   ou cliquem na imagem abaixo. 

*Fiquem atentos(as)

Os portões de acesso são abertos às 12h e fechados às 13h. Recomenda-se que  todos os participantes compareçam ao local de realização das provas até as 12h, de acordo com o horário oficial de Brasília.

É isso aí, pessoal! Uma ótima prova e boa sorte a tod@s!

Fonte: http://www.enem.inep.gov.br/, http://www.inep.gov.br/