Oficina “Migração para o Uso de Software Livre”

Arte: Josymar Alves

Arte: Josymar Alves

A fim de colocar em prática algumas de suas premissas básicas (divulgar, realizar formação de docentes e estudantes e dá apoio técnico e pedagógico ao uso de tecnologias da informação e da comunicação), o Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais – Rede Anísio Teixeira, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC),  promove a oficina Migração para o Uso de Softwares Livres.

 A oficina tem carga horária de 8h e é voltada para docentes e estudantes de escolas públicas, tendo como principais objetivos conscientizar os/as participantes da importância dos softwares livres no contexto socioeducativo e do trabalho, mobilizá-los/as para a construção coletiva proposta nessa perspectiva, assim como capacitar para o uso nas atividades diárias com as principais ferramentas e aplicativos disponíveis.

 Para realizar a inscrição o/a candidato/a deve solicitar a ficha de inscrição, por meio do endereço de e-mail: professorweb2010@gmail.com, colocando no campo “assunto” do e-mail o título “Solicitação de Inscrição”. Somente através da ficha de inscrição devidamente preenchida que a vaga será garantida, respeitando a ordem de inscrição. As vagas são limitadas e o prazo de inscrição é até o dia 23/04. A oficina ocorrerá na unidade do Centro Juvenil de Ciência e Cultura, em Salvador (Avenida Joana Angélica – Nazaré), nos dias 28/04 e 29/04, das 13h às 17h.

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“A visibilidade é uma armadilha”

Salve, turma esperta!

Hoje em dia, em praticamente todas as áreas de atuação da vida humana e em quase todos os lugares e organizações sociais, os sistemas computacionais tem sido utilizados como ferramenta para registrar e tratar dados, operacionalizar atividades e facilitar o acesso à informação, comunicação e compartilhamento de conteúdos. Os ambientes digitais, que compõem o chamado ciberespaço, possibilitam a construção de novas formas de interação e sociabilidade, sobretudo através da rapidez – quase instantaneidade – com que esse fluxo se realiza. Não podemos perder de vista, contudo, que tão importante quanto a velocidade é a forma com que nos expomos e/ou somos expostos(as) a esta enorme quantidade diária de estímulos.

O surgimento da internet está historicamente ligado à Guerra Fria, localizada entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética (atual Rússia), caracterizado como um período de tensões entre este país e os Estados Unidos na busca pela supremacia geopolítica e militar sobre os países em suas áreas de influência e sobre o planeta como um todo. Pesquisas inicialmente desenvolvidas pelo exército norte-americano no final da década de 1960 com o objetivo de criar um sistema de comunicação integrado entre suas agências militares e bases de pesquisa deram origem a ARPANet – sigla em inglês que pode ser traduzida como Rede de Agências para Projetos de Pesquisa Avançada – protótipo do que seria mais tarde a nossa conhecida internet.

Desde então, com a expansão do modelo para formas comerciais, as redes de troca de pacotes tem se disseminado e cada vez mais temos utilizado tal recurso. Um destes sistemas de conexão, talvez o mais conhecido da atualidade, é o World Wide Web, WWW ou simplesmente Web.

Plataformas comunicacionais com as mais variadas finalidades são hoje uma realidade relativamente acessível à maioria das pessoas: navegadores (browsers), serviços de correio eletrônico (webmails), fóruns de discussão, mensageiros ou comunicadores instantâneos (chats), redes sociais, etc.. A própria estrutura que nos permite escrever e compartilhar este texto com vocês, o blog, é uma destas. Facílimo, então, tornou-se produzir, difundir e trocar saberes e fazeres com qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo!

Infelizmente estas facilidades não parecem ter sido acompanhadas de uma reflexão mais detida, mais profunda, por parte dos(as) “navegantes” deste mar eletrônico, fundamental para uma apropriação crítica e contextualizada destes processos tecnológicos: diante da excitante novidade que nos é apresentada, que nos atiça o desejo de ver e sermos vistos, vamos comendo este melado. E nos lambuzando…

Segurança, liberdade e privacidade na internet, assim, entraram na roda como pontos estratégicos nas discussões sobre os possíveis limites éticos do ciberespaço. Escândalos envolvendo agências de informação de empresas e governos, acusadas de espionagem e mesmo invasão de dados de usuários(as) em todo o planeta, deixaram a nu a vulnerabilidade do mundo digital e a existência de interesses obscuros por trás do monitoramento das pegadas que deixamos na web. A rastreabilidade tornou-se, escancaradamente, um negócio.

Ainda que não garantam segurança total, os softwares livres são, por exemplo, uma excelente alternativa para quem se preocupa com estas questões. Por conterem em um dos seus princípios éticos/técnicos o acesso aberto ao código fonte – a arquitetura do programa ou sistema operacional – permitem, entre outras possibilidades, que os softwares sejam estudados, que se aprenda como foram construídos e que sejam, por assim dizer, “fiscalizados” por qualquer pessoa com algum conhecimento em programação.

Mas atenção, pessoal: o aspecto mais importante para entendermos este tema talvez seja a necessidade de recuperarmos a consciência de que a internet é uma rede mundial de usuários(as) de computadores conectados entre si e não meramente uma rede mundial de computadores, recolocando o ser humano em seu lugar de protagonista, artífice original deste processo, tornando-nos a todos(as) responsáveis pelos rumos, belos ou terríveis, que o mundo virtual possa tomar.

Abaixo deixamos, para reforçar esta reflexão, um trecho da obra Vigiar e Punir: nascimento da prisão, do filósofo Michel Foucault:

O princípio é conhecido: na periferia uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção; elas têm duas janelas, uma para o interior, correspondendo às janelas da torre; outra, que dá para o exterior, permite que a luz atravesse a cela de lado a lado. Basta então colocar um vigia na torre central, e em cada cela trancar um louco, um doente, um condenado, um operário, um escolar. Pelo efeito da contraluz, pode-se perceber da torre, recortando-se exatamente sobre a claridade, as pequenas silhuetas cativas nas celas da periferia. Tantas jaulas, tantos pequenos teatros, em que cada ator está sozinho, perfeitamente individualizado e constantemente visível. O dispositivo panóptico organiza unidades espaciais que permitem ver sem parar e reconhecer imediatamente. (…) A visibilidade é uma armadilha.”

Até a próxima!

REFERÊNCIAS:

Guerra Fria: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Guerra_Fria>, aos 31/07/2014;

ARPANet: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/ArpaNET>, aos 31/07/2014;

World Wide web: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/World_Wide_Web>, aos 31/07/2014;

Software Livre: acesso em <https://oprofessorweb.wordpress.com/2010/10/05/9%C2%AA-dica-professor-web-fala-sobre-software-livre/>, aos 31/07/2014;

Pan-óptico: acesso em <http://www.quickiwiki.com/pt/Pan-%C3%B3ptico>, aos 31/07/2014;

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Editora Vozes, 1987;

Tem boi na linha? Guia prático de combate à vigilância na internet. Acesso em <https://temboinalinha.org/>, aos 31/07/2014.

O uso seguro e ético da internet

Salve, galera!

   O mundo digital está cada vez mais presente em nossas vidas, sendo um meio de entretenimento onde todos se encontram, ouvem música, assistem vídeos, conversam com amigos, curtem e compartilham fotos. Mas é importante que se tenha consciência sobre o uso adequado, bem como sobre o forma segura e ética de se comportar neste ambiente, sobretudo os jovens, já que eles passam muito tempo navegando e até mesmo conversando com desconhecidos.

  Com tanta exposição na rede, é necessário ficar atento às fotos que são publicadas; já que depois de postadas, perde-se o controle sobre elas, torna-se público. Há também a questão do cuidado quanto as pessoas com as quais “conversamos” virtualmente – teclamos, elas podem estar mal-intencionadas e utilizarem as informações e imagens de forma indevida e depreciativa.

  O direito de imagem é resguardado na Constituição brasileira, conforme está instituído no inciso X– “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

  Contudo, para não ter a sua imagem divulgada na rede e evitar futuros arrependimentos é necessário habituar-se aos cuidados. Lembre-se, é você que decidi  o que vai publicar na rede.

  E para não vacilar, confira no Quiz abaixo dicas para não cair nas armadilhas do mundo virtual.

Captura de tela em 2014-02-12 12:53:43

Abraços!

Semana da Internet Segura 2014

Olá, amig@s!

Entre os dias 10/02 e 14/02/2014, temos um encontro marcado para discutir e promover o uso da internet de forma segura e divertida. Com o tema “Construindo juntos uma internet melhor”, a iniciativa visa mobilizar os jovens para que eles participem e opinem a respeito da construção de alternativas que estimulem reflexões éticas a respeito do uso da internet.

Para os idealizadores do projeto “a proposta desta iniciativa anual é estimular que diferentes atores realizem atividades de promoção do uso responsável e seguro da internet nas principais regiões do país e do mundo”.

Mobilize a sua turma e compartilhe essa ideia de utilizar o ciberespaço de forma segura e consciente.

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Então, anote na sua agenda o nosso encontro!

Abraços e até lá! 

 

Fonte: http://www.safernet.org.br/site/

http://www.diadainternetsegura.org.br/site/sid2014

 

“Inclusão Digital” na África

E aí, galera!

Como você já sabe, a África carrega um histórico muito sofrido: de escravização de seus povos, colonização de terras, epidemias, de exploração de ouro, de diamantes, das técnicas agrícolas, das ciências e do genocídio de seus povos. E atualmente, vem enfrentando outro grande problema: grandes países, estão enviando os eletrônicos em final de vida útil para cidades da África, alegando contribuir com a inclusão digital, isso para não realizarem o descarte ideal dos equipamentos eletrônicos, pois para eles é mais fácil “doar” já que suas políticas de descarte são mais rígidas que as de exportação.

Com a falta de planejamento para o descarte ideal desses equipamentos, pois chegam com vida útil bastante reduzida, eles são armazenados de forma aleatória, gerando uma quantidade absurda de lixo eletrônico.

800px-AgbogbloshieEsse material, ao chegar no continente africano, operam por pouco tempo e logo é transformado em lixo, que é descartado no lixão/aterro, e são queimados para a retirada do cobre e comercialização do produto extraído no intuito de gerar renda e suprir suas necessidades. Contudo, esta atividade oferece sérios riscos à saúde das pessoas que inalam a fumaça a manuseiam os materiais, uma vez que a queima produz gazes nocivos e resíduos tóxicos.

Devido a grande Agbogbloshie_qquantidade de equipamentos que chega em Agbogbloshie e que são queimados, muitas crianças que trabalham na extração de cobre sofrem pelos diversos ferimentos e queimaduras causados neste processo. Há muitos casos de intoxicação pela fumaça, mas como não têm dinheiro para tratarem a saúde, elas continuam com o trabalho no lixão. Agbogbloshie é um bairro que fica localizada em Accra, a capital de Gana. Além das pessoas, é possível ver muitos animais no local do lixão. Próximo ao local, fica a zona comercial, uma espécie de feira livre.

Ou seja, os problemas sociais e de saúde pública gerados por esta problemática se agrava, pois um número maior de pessoas é atingido pela “rede” de contaminação estabelecidas por terceiras e quartas vias. Vale ressaltar que este tratamento dado ao continente africano é tido com naturalidade e ganha conotação de inclusão digital e democratização das mídias. Pois eles recebem “doações” de materiais eletrônicos que proporcionariam acesso ao mundo digital. Mas, será que este é o melhor fim para o material descartados em Agbogbloshie? Será isso, realmente, uma atividade de inclusão digital? Ou ainda há muito a repensar sobre isso?

Faça sua análise e compartilhe conosco!

É isso aí, turma!

Até a próxima!

Link da galeria do fotógrafo Andrew McConnell: http://andrewmcconnell.photoshelter.com/gallery/G0000oLuiBLHIsmM

Explorando a Placa Mãe

E aí, meu povo!

A placa-mãe é a peça responsável por fazer a conexão entre todos os periféricos do computador, através de conexões específicas para cada dispositivo, servindo de ponte para conexão entre um dispositivo e outro.
Antes de falarmos sobre cada componente da placa, é bom saber a diferença entre onboard e offboard. De maneira simplificada, o dispositivo onboard é aquele que já vem integrado à placa-mãe e o offboard é aquele que pode ser adicionado e removido da placa-mãe.
Placa D

Bateria da Bios – A bateria é responsável por manter a BIOS (Basic Input/Output System (Sistema Básico de Entrada/Saída) energizada, mesmo com o desligamento do computador. A BIOS é responsável por armazenar a data/hora e outras configurações de inicialização do computador.

Chipset – Responsável pelo controle de dispositivos onboard como placa de áudio, de rede, de som, USB e vídeo.

Conexão IDE – Conecta os dispositivos IDE (HDs e Drivers de CD/DVD mais antigos).

Conexão SATA – Conecta os dispositivos SATA (HDs e Drivers de CD/DVD mais atuais).

Conexão da Fonte – Onde se conecta os cabos da fonte de energia.

Conexão Power/Reset – Onde se conecta o botão de Ligar/Desligar do computador e o botão de reset, junto com os leds frontais do gabinete.

Conexões USB – Para conectar as portas USB frontais presentes em alguns gabinetes.

Slots PCI-Express (x1) – Conexão de baixa velocidade, utilizado para conectar alguns dispositivos, como placa de captura (TV), placa de áudio e placa de rede.

Slots PCI-Express (x16) – Conexão de alta velocidade para placas de vídeo de alto desempenho.

Slots de Memória RAM – Onde é encaixada a memória RAM, sendo diferente para cada tipo de memória que podem ser DDR2 e DDR3 (modelos mais utilizados atualmente).

Socket do Processador – Onde é encaixado o processador. A depender da arquitetura do processador suportada pela placa, o encaixe pode mudar.

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Painel Frontal – Onde ficam as conexões externas dos periféricos, como teclado, mouse, monitor, entre outros.

A placa-mãe possui um pequeno dispositivo de áudio chamado speaker, que atualmente vem acoplado à placa. Os modelos mais antigos eram removíveis. A sua função é gerar um aviso sonoro, que indica alguns problemas referentes a alguma peça do computador, através de bips curtos ou longos.

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É isso aí, galera! Bons estudos!

Como Funciona o Computador?

E aí, galera! Beleza?

O computador é uma máquina utilizada para a realização de processamento de dados.

Foi criado durante a Segunda Guerra Mundial para realizar cálculos balísticos e para traçar rotas de mísseis.

O computador executa tarefas a partir da interação entre Hardware (parte física, como monitor, teclado, mouse e etc.) e Software (parte virtual, como os sistemas operacionais e os programas), através dos passos de entrada, processamento e saída de dados, que servem como uma ponte entre a parte física e a parte virtual do equipamento.

Com o decorrer das semanas aprenderemos um pouco mais sobre Hardware e quais as suas funções dentro do computador.

Então, para dar início à nossa série, falaremos da Fonte de Alimentação.

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A fonte é o periférico responsável por energizar o computador, transformando a corrente elétrica da tomada de 110/220v em saídas de 3v a 12v, para ser distribuída entre os componentes do computador. Geralmente localizada na parte superior do gabinete e liga cada componente separadamente através de seus conectores, possuindo de cinco a sete tipos de conectores diferentes, cada um fica responsável por um componente diferente.

São eles:

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ATX 12v de 24 pinos, responsável por energizar os circuitos da placa-mãe.

 

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AUX 12v(P4), responsável por energizar o slot do processador.

 

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SATA, é utilizado para ligar leitores de CD/DVD e HD’s Sata.

 

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Molex, é utilizado para ligar leitores de CD/DVD e HD’s IDE, alguns tipos de LED’s ou coolers. 

 

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Fllopy ou Berg, é o conector utilizado para ligar os quase extintos drives de disquetes.

 

Outro ponto importante em relação à fonte é saber diferenciar uma fonte Real de uma fonte Nominal.

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Fonte Real: é mais indicada para quem precisa utilizar alguns componentes a mais, como, por exemplo, dois HDs, dois leitores de CD/DVD ou uma placa de vídeo de alta performance, por permitir uma potência maior e mais estável.

Fonte Nominal: é a mais encontrada em computadores comuns por possuir uma potência mais baixa, não chegando a aplicar toda a potência informada.

Alguns problemas que podem estar relacionados à fonte são: desligamentos, ou quando o computador liga mas não dá vídeo (gera imagem no monitor), ou quando o computador não liga. Fiquem atent@s, pois mesmo que esses problemas aconteçam, o defeito pode estar em outra peça. O importante é você tentar eliminar possibilidades, mas em alguns casos, isso só é possível, fazendo testes com peças de outros computadores. Caso não tenha essas peças, daremos dicas nessa série de postagens de detalhes que podem te ajudar a fazer o diagnóstico correto…

É isso aí, galera! Bons estudos! Até a próxima!

Fotos: Gabriel Luhan