Sorria! Você Está no Facebook!

As redes sociais, em especial o Facebook e o Instagram, inauguram um comportamento que em nenhum outro meio, que possamos lembrar tão rapidamente, se pôde antes observar: seus usuários não economizam publicação de fotos que a todo custo revelam uma felicidade plena aos olhos de quem navega por essas imagens. De onde nasceu a necessidade de se expor feliz com o que come, o que veste, o que ama, o que conhece, o que produz?  Essa é uma pergunta que teima e consome hipóteses de quem observa o mundo e a sua evolução (ou involução, em alguns pontos de vista), desde a criação dessas plataformas.

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Fig. 1: Era da exibição. Foto: Lilia Rezende

O psicanalista e cronista Contardo Calligaris, na última edição do Fronteiras Braskem do Pensamento, em 2015, refletindo sobre a temática “Como Viver Juntos?”, chamava atenção para o fato de que nas atuais fotografias todos exibem seus sorrisos e as comparava àquelas feitas antigamente, em que as pessoas não sorriam. Esse é um dado histórico facilmente observável e talvez se explique pelo uso rudimentar da técnica de fotografar, pois era necessário que os modelos permanecessem em posição fixa por até 20 ou 30 minutos, em alguns casos. Há, porém, quem duvide dessa explicação, pois, mesmo depois de 1840, quando as fotografias passaram a ser feitas em menos tempo, os sorrisos continuavam raros ou inexistentes. Outra hipótese é que a maioria dos indivíduos daquela época não queria ser imortalizada com um sorriso forjando uma expressão tola. Na palestra, Calligaris destacava que entre nós parece não ser permitido outro modo de se deixar fotografar e as fotografias acabam por representar a rejeição que fazemos, desde a mais tenra idade, a qualquer ocasião para o tédio, como se ele (o tédio) não fosse parte da existência humana. Em um de seus artigos, ressalta que “sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. (…) O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa.”

Hoje, nas linhas do tempo da vida de quem “seguimos”, por mera curiosidade ou amizade, se enxerga anúncios de sabores e até uma folhinha de alface num largo sorriso, antes mesmo que se saiba o que o motivou. Não tarda e se saberá da defesa de tese, do casamento feliz, do sucesso no trabalho ou da viagem dos sonhos que estão por trás das coloridas fotografias.

 

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Fig. 2: Quer? Foto: Lilia Rezende

Com maior acesso às redes sociais intensificou-se um movimento conhecido por “espetacularização do eu”, expressão cunhada por Guy Debord (1997). Toda esta exposição da vida cotidiana sugere transformações nos processos de subjetivação em suas dimensões identitárias, narrativas, relacionais e midiáticas,  e vem gerando boas discussões sobre como a visibilidade e a privacidade são percebidas na e pela internet. Ali  o contorno entre o público e o privado não se distingue de modo claro. Curiosamente são selecionados para exposição nas redes sociais as melhores selfies, as maiores festas e outras garantias de largo sorriso, prova inquestionável de felicidade na produção de uma autobiografia digital. Se por insondável motivo, pesquisadores utilizarem esses registros num exercício antropológico, concluirão, lá no futuro, que vivemos hoje em um constante idílio. Já os leitores atuais destas publicações devem pensar:

Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?” (Fernando Pessoa)

Sim. Causa grande estranheza que, diante de tantos problemas da vida contemporânea, tenhamos as redes sociais ou para a disseminação de ódio, especialmente quando se trata de assuntos políticos, ou para cultuar uma superficial ideia de vida feliz.

Fazendo uma análise mais profunda, poderemos ver que não se trata de mais uma atitude inócua apenas do “mundo” da internet. O modelo de identidade baseado na vida interior vem sendo gradativamente formatado (para usar a gramática da tecnologia) por um outro modelo em que as pessoas só existem e só são felizes se publicam evidências da tão almejada felicidade.

Lilia Rezende

Professora da Rede Pública Estadual da Bahia

O Blog do Mestre Chassot

Todos(as) nós temos um(a) professor(a) – geralmente mais de um(a)! – que se torna uma espécie de “guru”, um(a) verdadeiro(a) MESTRE(A) (com todas as letras em maiúsculo). Às vezes, a influência desse(a) mestre(a) é tão grande que pode determinar a nossa preferência por esta ou aquela área do conhecimento.

Attico Chassot é um destes MESTRES para muitos(as) professores(as) de Química. Professor há mais de 50 anos, sua biografia pode ser conhecida no seu blog: http://mestrechassot.blogspot.com.br/.

Suas obras são referências nos cursos de formação de professores(as) de Ciências. Destacam-se, entre outras, “Alfabetização Científica”, “A Ciência através dos tempos”, “Para que(m) é útil o ensino”, “A Ciência é Masculina? É sim senhora!” e a mais recente “Memórias de um professor”.

As suas 73 primaveras valorizam ainda mais a sua produção literária e a sua atuação em educação, e sua presença nas mídias sociais têm o vigor e a disposição comparáveis a de qualquer adolescente antenado(a). Sua constante preocupação com os temas sociais da atualidade, sempre respaldado pela História, Filosofia e Sociologia fazem das suas postagens verdadeiras aulas interdisciplinares.

Visitando o seu blog, podemos ler a postagem do dia 05 de dezembro de 2012, cujo título é “Facebook: uma ágora pós-moderna”:

“Atrevo-me a dizer que o Facebook é uma ágora pós-moderna. Recordo, ajudado pela Wikipédia que a Ágora era a praça principal na constituição da pólis, a cidade grega da Antiguidade clássica. Normalmente era um espaço livre de edificações, onde os cidadãos costumavam ir, configuradas pela presença de mercados e feiras livres em seus limites, assim como por edifícios de caráter público. Enquanto elemento de constituição do espaço urbano, a ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública na urbanística grega, sendo o espaço público por excelência.”

Assim como uma praça, o “face” é espaço para expressão da política, das paixões, da ciência e de revoluções. A cidadania que tanto almejamos ao educar pode ser construída também neste espaço. Os recursos dos grupos fechados permitem a mediação de disciplinas tanto no nível médio quanto no nível superior.

O curso de Licenciatura em Química da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) utiliza este recurso em disciplinas de ensino de Química, inclusive fazendo reflexões sobre este uso. Os recursos que os grupos do Facebook apresentam são muito dinâmicos, constituindo um espaço a mais de formação. Cada grupo aberto com esta finalidade torna-se um ambiente onde os participantes apresentam naturalmente um comportamento mais formal, tendendo ao discurso acadêmico, diferentemente dos comentários fora do grupo, no espaço aberto da mídia social.

Chassot também está presente no Facebook, no endereço https://www.facebook.com/attico.chassot, e sobre isso comenta na mesma postagem do seu blog:

“Se a ágora era penhor de democracia, o Facebook representa isto hoje. Usemo-lo, que vale a pena.” (CHASSOT, 2012)

chassot2 (cópia)

Fonte (imagem): http://www.professorchassot.pro.br/

Texto de Ródnei Souza, professor e colaborador da Rede Anísio Teixeira, Programa de difusão de linguagens e Tecnologias da Informação e da Comunicação da Rede Pública Estadual de Ensino.

29ª Dica Professor Web – Projeto Curta na Escola

Olá professores e professoras,

Hoje, quero sugerir a vocês a utilização do Projeto Curta na Escola, que é uma rede nacional colaborativa para o uso de curtas metragens brasileiros em salas de aula.
O objetivo é disponibilizar na íntegra, na internet, curta metragens que possam ser utilizados como material de apoio pedagógico em salas de aulas. Os vídeos passam por avaliação de pedagogos e com isso são acompanhados de indicação de como podem ser utilizados a depender do nível escolar.O acervo do projeto é muito vasto, contém 351 curtas-metragens e foi classificado por gênero: animação, documentário, experimental, ficção ou ganhadores de prêmios. 

Para tornar mais fácil encontrar os vídeos de acordo com interesses pedagógicos, o site traz ainda uma busca muito legal que classifica os conteúdos por nível de ensino, disciplina e faixa etária. Com a Busca Pedagógica as professoras e os professores podem fazer uma seleção mais adequada do que será visto em sala de aula, ou mesmo do que será recomendado como tarefa extra classe.
O Curta na Escola também tem um perfil no Twitter e no Facebook, onde divulgam os curtas e outras dicas sobre cinema e educação. No perfil do projeto, uma mensagem de Glauber Rocha: “Uma imagem vale mais que mil palavras”.
Vale a pena conferir e utilizar a arte a favor das suas aulas.
Nos vemos no OrkutTwitterFacebook ou no meu blog!
(Publicada originalmente no Portal da Educação da SEC-BA)

O Novo Perfil do Facebook

Eu já estou utilizando o novo perfil do Facebook. Com a possibilidade de escolher as 5 fotos em destaque no topo da sua página, você pode deixar o seu perfil, ainda mais a sua cara.

Novo perfil do facebook

A notícia “Novo layout do Facebook pode, enfim, ser personalizado” no Yahoo Tecnologia de 13 de dezembro de 2010, diz que com esta possibilidade de personalização, podem tornar os perfis do Facebook mais artístico e traz o exemplo do perfil do francês Alexandre Oudin.

Facebook - Alexandre Oudin

Facebook - Alexandre Oudin

Veja outros perfis criativos apresentados pelo site Techguru.

A Rede Social – Um filme sobre o Facebook

Está previsto para o dia 3 de dezembro o lançamento aqui, no Brasil, do filme sobre a história da criação do Facebook. O lançamento oficial do filme ocorreu em outubro e em poucos dias seremos nós, os brasileiros, os próximos a conferirem esta história baseada em fatos reais.

O filme conta sobre a genialidade do inventor do Facebook e de como a rede cresceu rapidamente, trazendo dinheiro e processos na justiça para os jovens envolvidos na sua criação. Confira o trailer do filme:

Confira também mais vídeos, fotos e informações sobre o filme no site oficial de A Rede Social.

Uma vida no Facebook

Vejam só que vídeo legal me mandaram! O vídeo mostra a vida amorosa e familiar de uma pessoa sendo contada através do Facebook.

A pessoa fictícia que o vídeo mostra, Alex, é um usuário de Facebook que costuma postar fotos de suas noitadas. Numas dessas, sua namorada percebe uma traição e termina com ele. O tempo passa e vários relacionamentos são iniciados e finalizados como mostra as atualizações de status de Alex e está tudo lá registrado e publicado para os seus amigos acompanharem.

O vídeo me fez pensar o quanto o uso das redes sociais além de divertido, pode contar muito ao nosso respeito e pode interferir nas nossas relações. Por isso, devemos ser conscientes sobre o que postamos na internet.

Nos formulários de várias redes sociais, é comum a possibilidade de informar qual a sua condição em termos de relacionamentos (RELATIONSHIP). Para ajudar no entendimento do vídeo, segue algumas dicas de como o Facebook apresenta a situação amorosa da pessoa em português e o seu correspondente em inglês. As opções são:

  • solteiro – SINGLE
  • casado – MARRIED
  • em um relacionamento sério – IN A RELATIONSHIP
  • em um noivado – ENGAGED
  • em um relacionamento enrolado – IT’S COMPLICATED
  • amizade colorida – IN A OPEN RELATIONSHIP
  • separado – SEPARATED
  • divorciado – DIVORCED
  • viúvo – WIDOWED

Rap do Professor Web

RAP DO PROFESSOR WEB

Aê moçada vim aqui apresentar,

o professor web que chegou para abalar.                                                   

Ele vem da internet e vai nos mostrar,

como as tecnologias nossa vida vão mudar.

ORKUT, FACEBOOK, TWITER e BLOG

não fique aí parado que essa onda te engole.

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Não falo de moda, imposição social,

nem menino, nem menina que fica mandando mal.

A internet serve para brincar, paquerar,

mas também pode servir pra sua vida melhorar.                                                   

E não é mudança só pra uma pessoa

se junte com a galera e venha teclar numa boa.

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Além de se informar, e se comunicar,

Aqui na rede você pode publicar.

Com um celular na mão, faça sua produção,

coloque na internet e compartilhe com o irmão.

Ciência, cultura, esporte, educação,

pois é colaborando que se faz revolução.

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

É isso aí galera nosso recado tá dado,

não fique aí parado tem um mano do seu lado.

Vamos todos juntos formar essa corrente,

somar as energias e mostrar pra essa gente.

Que na escola pública estudante é capaz,

não dá mole, não vacila e nem vai ficar pra trás.

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Professor web, chegou para abalar,

mostrar como a internet sua vida vai mudar.

Pra isso acontecer, só depende de você,

não fique aí de molho vendo a vida te vencer.

Reverta essa história, pra você e para o irmão,

que está aí do seu lado, vibre junto e dê as mãos.

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

Professor web, aha! Professor web, aha iê!

rap

Clique aqui e confira o Rap do Professor Web!