Possibilidades

Nos processos pedagógicos[1] assumimos, muitas vezes, posturas radicais no sentido das definições disto ou daquilo. Conhecer, interpretar e agir diferem de pessoa para pessoa, por termos o tempo e a cultura em constante transformação. Paulo Freire, em sua trajetória questionadora, estimula e provoca constantemente a liberdade de associações e expressões de modo que não existam distinções ou privilégios de classes hereditárias ou arbitrárias. Referindo-se à relação entre educando e educadores qualquer que seja o lugar que ocupemos no momento, ele diz: “uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas”.

Contudo, está associado à ciência o pensar, o ser objetivo, remetendo ao grego ísos=igual. A ciência possui conhecimentos sistematizados, adquiridos via observação, identificação, pesquisa. Suas explicações são formuladas  através de determinadas categorias que buscam explicar fenômenos e fatos, formulados metódica e racionalmente. A ciência baseia seus conhecimentos em provas, princípios, argumentações ou demonstrações que garantam ou legitimem a sua validade. Por outro lado, a subjetividade associa-se ao conhecimento  para a qual a distinção entre verdadeiro e falso não tem valor objetivo, que agrega o mito ou desigual ou aníso do grego: anísos.

Essa dicotomia entre esses conceitos relativos ao pensar leva-nos a um dos mitos africanos o Espelho de Olorum. Diz a lenda que no princípio havia só uma verdade no mundo. Orun que era o mundo invisível, espiritual, um grande espelho e Aiyê, ou mundo natural. Sendo assim, tudo que estava no mundo espiritual, Orun, se materializava, refletia no Aiyê. Assim, todos os acontecimentos eram verdadeiros! O espelho da Verdade ficava entre os dois: Orun e Aiyê. No mundo natural, havia uma jovem chamada Mahura, que ajudava sua mãe pilando inhame. Certo dia, sua mão tocou no espelho e se espatifou pelo mundo.  Mahura tenta pedir desculpas para Olorum (o Deus Supremo). Olorum a escuta e determina que a partir daquele dia não existirá mais uma verdade única. Como o espelho espelha a imagem onde ele se encontra, cada parte do espelho será uma parte da verdade.

Se na prática humana existe a experiência ou experiências, do latim experientìa, significando prova, ensaio, tentativa; exame, prática, sapiência como também: ato ou efeito de experimentar(-se)[2] . Esse experienciar igual a experimentar pode assumir o caráter de contingência, incerteza se algo acontecerá ou não ou de contundência, de forma incisiva, categórica, terminante. Questões muito claras e distintas nos são exibidas no dia a dia.  É como se estivéssemos tentando atravessar uma linha férrea onde devemos: parar, escutar, olhar para os lados, observar e seguir, se for o caso. Então, cada ser humano identifica e apreende o conhecimento baseado em suas vivências ou experiências. É impossível vermos com o “mundo” do outro um mesmo objeto.

Sendo assim, podemos deduzir que o tempo através da cultura pode transformar um mesmo conceito ou ponto de vista. Como diz o grande pensador Sócrates e o seu método, a maiêutica (grego maieutike), aprendemos a partir do diálogo a descoberta da verdade individual, o que nos leva a entender que não existe uma constituição solitária. Citando também outro pensador, Gaston Bachelard: ” Resta, então, a tarefa mais difícil: colocar a cultura científica em estado de mobilização permanente, substituir o saber fechado e estático por um conhecimento aberto e dinâmico, dialetizar todas as variáveis experimentais, oferecer enfim à razão razões para evoluir”.

Sendo assim, em termos de verdades, a única coisa que podemos dizer é: no momento!

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REFERÊNCIAS:

BACHELARD, Gaston. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de janeiro:Contraponto, 1996.

DESCOBERTA. In. BARROS JR., José Jardim de. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001. 1 CD-ROM

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43. ed., São Paulo: Paz e Terra, 2011.

[1] https://www.dicio.com.br/pedagogico/ ciência que se dedica ao processo de educação dos jovens, estudando os problemas que se relacionam com o seu desenvolvimento.

[2] 1) Experimentação, experimento (método científico) ;2) Qualquer conhecimento obtido por meio dos sentidos ;3) Forma de conhecimento abrangente, não organizado, ou de sabedoria, adquirida de maneira espontânea durante a vida; prática 4) Forma de conhecimento específico, ou de perícia, que,adquirida por meio de aprendizado sistemático, se aprimora com o correr do tempo; prática 5) Tentativa, ensaio, prova.

Fátima Coelho

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

 

I Semana do Professor – VAMOS COMBINAR!

Olá, pessoal!

Estamos encerrando a I Semana do professor(a), e para fechar em grande estilo, compartilhamos com vocês uma excelente poesia construída pela colaboradora Ana Rita.

Confiram!

O DIA É DE HOMENAGEM, RESPEITO, CARINHOS E AFAGOS!

ABUSOS, DIFERENÇAS E INDIFERENÇAS, HOJE, SERÃO DELETADOS.

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O ESPAÇO ESCOLAR É UM DOS LOCAIS MAIS IMPORTANTES DE UMA NAÇÃO! PROFÍCUO PARA A FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE INDIVÍDUOS CIDADÃOS. NELE, PROFESSORES TALENTOSOS CONSTITUEM-SE EM MOLA PROPULSORA DA EDUCAÇÃO, APRESENTAM O UNIVERSO ESCOLAR AOS ESTUDANTES, NATURALMENTE ENTREGAM-SE E INTERAGEM COM A TURMA, NUM MISTO DE CONFIANÇA, SORRISOS, ESPERTICES, INTERESSES E SENTIMENTOS. MEDIAM O CONHECIMENTO, VERSAM SOBRE VÁRIOS CONTEÚDOS. INICIAM/FIRMAM O ALUNADO NO MUNDO DA ÉTICA, MORAL, REGRAS E VALORES QUE ESTARÃO PRESENTES NO TRANSCORRER DE SUA VIDA E COBRADOS AO LONGO DE SUA EXISTÊNCIA.

PRESENTES NAS BATALHAS DIÁRIAS, ÁRDUAS, VIVIDAS E REGISTRADAS DURANTE E APÓS O ANO LETIVO, “LINKADAS” NAS MUDANÇAS DAS ESTAÇÕES, NA PASSAGEM DAS UNIDADES ESCOLARES, PROFESSORES E PROFESSORAS MEDIAM,INTERFEREM, OUVEM, ACEITAM, QUESTIONAM, PROBLEMATIZAM OPINIÕES, INFORMAÇÕES E CONHECIMENTOS, CONVIVENDO E DESAFIANDO INCESSANTEMENTE AS INÚMERAS METAMORFOSES DE EDUCAR, DO EDUCANDO, DO SOCIAL E DO MUNDO.

RECONHECEM O TALENTO APRESENTADO PELOS ESTUDANTES. ASSISTEM, APLAUDEM E INCENTIVAM COMPETÊNCIAS CRIATIVAS, HABILIDADES ESPECIAIS, SINGULARES, BRILHANTES, O QUE CERTAMENTE TRARÁ AUTONOMIA EM DECISÕES DE CIDADÃOS, ELEVANDO A AUTOESTIMA DOS EDUCANDOS FATO IMPRESCINDÍVEL PARA A VALORIZAÇÃO E AFIRMAÇÃO DE CRIANÇAS, ADOLESCENTES, JOVENS, ADULTOS E IDOSOS QUE FORMAM O CORPO DISCENTE DE NOSSAS UNIDADES EDUCACIONAIS.

ESTÁ COMBINADO!

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E-MAIL:PARABÉNS@OUTUBRO/2012.”

AGRADECEMOS AOS PROFESSORES E PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA PELA ESCOLHA!

Prof.ª ANA RITA MEDRADO

NÚCLEO PEDAGÓGICO REDE ANÍSIO TEIXEIRA

Salvador, 15 de outubro

Abraços!