Cine PW: Notícias de uma Guerra Particular

Salve, salve, turma!

O Cine PW traz mais uma dica para o Enem: o documentário “Notícias de uma Guerra Particular”. No intuito de discutir a relação de violência e poder entre o Estado e as instituições criminalizadas, o documentário retrata o cotidiano dos traficantes e moradores da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro. Resultado de dois anos (1997 e 1998) de entrevistas com pessoas ligadas diretamente ao trafico de entorpecentes, com moradores que vislumbram esta rotina de perto e policiais, o filme traça um paralelo entre as falas de moradores, dos traficantes e da polícia, colocando todos no mesmo patamar de envolvimento em uma guerra que não é uma “guerra civil”, mas uma “guerra particular”.

O título do documentário de Salles é encontrado no conteúdo de uma das entrevistas, na fala do ex-capitão do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Rodrigo Pimentel. Outras falas importantes presentes nas entrevistas denunciam o apartheid social em que se encontra a população do Rio de Janeiro, como de uma autoridade de segurança pública: “(…) a polícia precisa ser corrupta e violenta, nós fazemos a segurança do Estado, (…) temos que manter os excluídos sob controle. Vivemos numa sociedade injusta e a polícia garante essa sociedade injusta (…)”

Fonte: Wikipédia

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Cine Pw: Mulheres do Brasil, Presente!

Salve, salve, galera!!

Você já sabe que com as revoluções e transformações socioculturais muitos dos nossos valores sociais mudaram a sociedade, no sentido de oportunizar uma vida coletiva mais justa. Entre estas transformações, está o espaço feminino conquistado por estas guerreiras que participaram e participam, sempre ativamente, das mudanças sociais. Um bom reflexo disso é o simples fato de estarmos aqui, neste espaço, dialogando sobre isto!

E é sobre o movimento feminista e sua poderosa participação de que trata o filme “Mulheres do Brasil, presente!”, um documentário de J. Medeiros e Heitor Silva, que nos convida a refletir sobre como se deu e se firmou até os dias atuais a participação feminina para a justiça social.

Sabemos que este é um importante avanço e que merece reconhecimento, mas que ainda é preciso muitos passos no sentido da equidade de gênero e pelo direito igualitário entre mulheres e homens.

 Abraços e até mais!

Cine PW: Fahrenheit 9/11

Salve, salve, turma!

O Cine PW indica o hoje o documentário “Fahrenheit 9/11”, dirigido pelo cineastra Michael Moore. O documentário fala sobre as causas e consequência dos atentados em 11 de setembro de 2001 nos EUA e suas relações com a invasão estadunidense no Iraque.

O diretor Michael Moore investiga como os Estados Unidos se tornaram alvo de terroristas, a partir dos eventos ocorridos no atentado de 11 de setembro de 2001. Os paralelos entre as duas gerações da família Bush que comandaram o país e ainda as relações George W. Bush e Osama Bin Laden. (Fonte)

Cine PW: Dossiê Jango

Salve, salve turma!

O Cine PW indica “Dossiê Jango”, documentário que levanta as questões sobre as duvidosas circunstâncias da morte do Presidente João Goulart e o início da Ditadura Militar.

João Goulart havia sido eleito democraticamente presidente do Brasil, mas foi expulso do cargo após o golpe de Estado de 1 de abril de 1964. Depois disso, Jango viveu exilado na Argentina, onde morreu em 1976. As circunstâncias de sua morte no país vizinho não foram bem explicadas até hoje. Seu corpo foi enterrado imediatamente após a sua morte, aumentando as suspeitas de assassinato premeditado. Este documentário traz o assunto de volta à tona e tenta esclarecer publicamente alguns fatos obscuros da história do Brasil. (Fonte)

 

Cine PW: Os Heróis do Brasil

Salve, salve turma!

Ainda inspirado pelas comemorações do Dois de Julho, o Cine PW indica o recém-lançado documentário “Os Heróis do Brasil”.

A resistência baiana a colonização portuguesa foi uma das mobilizações mais importantes que garantiu a Independência do Brasil. O conflito é um resultado das restrições econômicas e comerciais impostas por Portugal, que tem o seu maior ponto de tensão quando general português Luis Ignacio Madeira de Melo assumi o governo da província e tenta acabar com os movimentos de independência da Bahia, essa atitude do governo português resulta numa reação imediata do partido brasileiro juntamente com as tropas nacionais tornando a guerra pela independência inevitável. 

É importante que o Brasil enfatize sua cultura, seus valores e seus heróis. Os heróis são os porta-vozes dos valores de um povo às suas crianças. E como dizia Bertolt Brecht: “Pobre aquele país que não tem heróis”. Não devemos apenas importá-los. Temos que dar-lhes vida para que o maior número de pessoas os conheçam e saibam de suas realizações.

E esta é a razão de falar sobre Quitéria, João das Botas e outros personagens desta história: produzir seus feitos de maneira interessante e enraizar os valores destes bravos como a lealdade, a luta pela liberdade e a força na adversidade, na formação dos jovens do Brasil. (Fonte)

DOCSETOQUE – Ações e retirada das tropas do exército brasileiro do Haiti

docsetoque

O DOCSETOQUE é parte das iniciativas promovidas pelo LAVSAMB – Laboratório de Audiovisual em Saúde e Meio Ambiente da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA, o qual se dedica à pesquisa na área de comunicação em saúde e meio ambiente, à produção de documentários nessas áreas, bem como, a estimular o interesse dos estudantes na utilização do audiovisual como ferramenta complementar à reflexão e difusão do conhecimento científico, fomentando uma educação que contribua para a transformação da nossa sociedade, tornando-a capaz de respeitar outras formas de vida e o ambiente que a todos abriga e alimenta.

Para saber mais, acesse: http://docsetoque.blogspot.com.br

Cine PW – O veneno está na mesa

Olá, amig@s!

A relação de necessidade humana com os alimentos, passa além das questões biológicas.

Para atender e fomentar demandas do setor alimentício, produtores lançam mão de formas de produção que geram destruição da natureza e, consequentemente, trazem danos aos consumidores, um exemplo alarmante é o uso dos agrotóxicos na produção agrícola.

Embora o ideário de alimentação saudável esteja ganhando cada vez mais espaço em nossa cultura – o que é um grande passo, se pensarmos que grande parte da qualidade de vida está diretamente ligada a esse fator – nos vemos em uma verdadeira cilada no que se relaciona à qualidade dos alimentos que vão para as nossas mesas diariamente.

Estamos sendo vitimados por uma forma de produção criminosa, que em sua cadeia também enlaça os pequenos produtores, obrigando aos adeptos da agricultura familiar adequarem-se ao “esquema” de produção em larga escala, e, por conta da falta de políticas públicas, créditos financeiros, assim como amparo legal, acabam entrando nesse inescrupuloso negócio.

Para um melhor entendimento sobre esse assunto sugerimos no Cine PW desta semana o documentário – O Veneno está na mesa – que nos mostra relatos impressionantes sobre o uso desses compostos químicos nas plantações brasileiras e as consequências danosas à saúde de todos os envolvidos, bem como soluções viáveis para reversão desse quadro.

 

Nada melhor que, no dia de celebramos o Meio Ambiente, amadureçamos as discussões acerca das formas que interagimos neste.

[ SAIBAM MAIS] Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida (vários movimentos sociais e instituições públicas estão inseridos).

Acessem: http://www.contraosagrotoxicos.org

Confiram abaixo na entrevista com o cineasta Sílvio Tendler importantes recomendações do uso deste documentário para enriquecer o entendimento nos estudos para o Enem, ou clique aqui!


Abraços, pessoal!

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agrot%C3%B3xico

[Censurado] O papel da imprensa no Brasil – O Pasquim

Olá, pessoal!

Existiu um período na história do Brasil, que os(as) filhos(as) deste solo, viveram apreensivos(as), com os rumos políticos e sociais que abruptamente estavam sendo submetidos(as) – estamos falando da Ditadura ou Regime Militar, instituída em abril de 1964, prosseguindo até 1985.

Vozes e vontades foram aprisionadas pelo medo da repressão física, moral e intelectual. O pensar e o agir eram permeados pela restrição da liberdade, onde até mesmo situações em que duas pessoas conversando na rua poderia representar perigo ou conspiração contra o governo vigente e essas em muitos casos sofreram violentas punições e, algumas, jamais retornaram aos seus lares.

Nesse contexto, o processo democrático foi sumariamente negligenciado, assim como a comunicação crítica, a literatura, a música ou outras formas de exprimir e sustentar ideologias foram barrados por meio da censura. Foi neste mesmo período que intelectuais, artistas, estudantes, jornalistas, sindicalistas e todos(as) que se opunham ao truculento direcionamento do regime sofreram desde perseguição política e exílio a tortura e cárcere.

No tenebroso ciclo da “gestão” militar, a imprensa nacional encontra-se vigiada, controlada ou aliada aos militares, as informações que eram divulgadas passavam necessariamente pelo crivo ou regras daqueles que deliberavam contra a oposição de qualquer natureza. Entretanto, em meados de 1969, surge, da inquietação e, podemos dizer, da subversão de profissionais como os cartunistas Jaguar, Henfil, os jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral – o semanário “O Pasquim”, que como colaboradores teve também figuras centrais da imprensa, a exemplo de Millôr, Ziraldo, Claudius, Marta Alencar, entre outros(as).

Abordando, em um primeiro momento, temas comportamentais, tornou-se incômodo à Ditadura, por ter, numa segunda fase, posicionamento de contestação e contrariedade ao regime vigente, alfinetando também a elite brasileira. O semanário teve como principais elementos o humor inteligente e ironia, inovando a linguagem jornalística da época, porém, essa abordagem, acabou culminando na prisão de muitos(as) de seus(uas) idealizadores(as).

Confiram, no documentário – O Pasquim – A subversão do humor, realizado pela TV Câmara, ricos depoimentos sobre os Anos de Chumbo em nosso país e a representatividade que essa mídia independente obteve junto ao povo, que se sentiu representado por esta.

Clique aqui ou na imagem abaixo:

Fonte/imagem: Portal TV Câmara
Fonte/imagem: Portal TV Câmara

Repressão, caos político e social, nada disso pode impedir o ecoar do grito pela abertura das asas da liberdade sobre nós, continuemos na luta para que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz.

Abraços!

Fonte: Wikipédia; Tv Câmara; Anos de Chumbo/Wikipédia

Cine PW: Produções Indígenas

Salve, turma!

O Cine PW homenageia hoje as centenas de comunidades indígenas e suas produções audiovisuais, que refletem a preservação de sua cultura e os desafios sociais vivenciados por cada etnia.

 MBYÁ REKO PYGUÁ, a luz das palavras 

Sinopse:A sensibilidade do povo guarani em educar as crianças permanece viva apesar das influências urbanas. Mas esforços dos professores indígenas são marcados por dilemas, buscas, encontros e desencontros. Este registro todo gravado em guarani na aldeia Yynn Moroti Wherá, em Biguaçu (SC), comprova: espiritualidade, simplicidade e verdade traduzem a luz dos guarani no seu processo de educação.” (saiba mais)

GUARANI, povo da mata e da floresta

Sinopse: “Karay Tataendy é cacique na aldeia Mymba Roká (Biguaçu, SC) e um dos 100 alunos do curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica (UFSC), vindos de vários estados. Os desafios da primeira faculdade dirigida a povos indígenas do país tem grandes desafios: capacitar professores com ferramentas e conhecimentos e, ao mesmo tempo, reforçar os valores da própria língua e tradição.” (saiba mais)

Além das duas indicações acima, o Cine PW sugere os portais Índio Educa, Oca Digital e Índios Online que possuem acervos com peças audiovisuais produzidas pelas/com comunidades indígenas.

Confiram outros vídeos, relacionados – Cliquem: aqui, aqui e aqui

Cine PW: Eldorado dos Carajás

Salve, salve turma!

O Cine PW de hoje relembra o Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no dia 17 de abril de 1996.

Essa data amarga nos faz refletir sobre a necessidade da reforma agrária no país e questionar: até quando camponeses(as) serão perseguid@s, explorad@s e violentad@s por latifundiários interessados em tomar suas terras?

É um argumento estranho esse de justificar a proteção da propriedade privada, pois toda terra, em algum momento da história (em certos casos, uma história bem recente), foi usurpada e, uma área que era coletiva, passou a ser tratada como privada. Pelo que Rousseau diz, o surgimento da sociedade civil se deu quando uma pessoa cercou um pedaço de terra e as outras acreditaram. Essa história parece incompleta. Teriam acreditado ou apenas foram coniventes ao concordar, afinal as demais pessoas poderiam cercar os terrenos ao redor e também se autodeclararem proprietárias. Talvez ele tivesse algum poder de coerção (com uso de armas ou grupos mais fortes) sobre as outras pessoas. Detalhes que a história não revela, mas que a criação das capitanias hereditárias no Brasil acaba tardiamente por quebrar a lógica romântica desses fatos acontecerem sem lutas sociais. Porém, o que os povos locais poderiam fazer contra armas de fogo e contra uma das primeiras guerras biológicas promovidas no Brasil?

Pois é, pouco se fala disso, mas alguns relatos históricos citam o uso de roupas de pessoas contaminadas por varíola na guerra contra os povos que ocupavam o território brasileiro. As roupas eram jogadas nos locais por onde os povos do território invadido passavam e esses, sem saber o risco que corriam, acabavam levando as roupas para suas aldeias. Como era o primeiro contato com a varíola, muitos acabavam morrendo por não saber o que fazer. As missões Jesuítas também contribuíram, pois além de levar a doença para as aldeias, muitos pajés foram desprezados, afinal não conseguiam contribuir com a cura e muitos morreram da doença, enquanto Jesuítas, com maior imunidade, acabavam sendo mais resistentes e tendo mais condições de contribuir com cuidados (veja mais).

Assim, aconteceram os primeiros conflitos brasileiros de luta pela terra que foram registrados nos livros de história. Uma das consequências desse processo é a permissão para a existência de grandes latifúndios a partir da justificativa da defesa da propriedade privada e da segurança alimentar, como se os maiores responsáveis por aquilo que vai para a mesa da população fossem os grandes latifundiários. Os números mostram que a maior parte dos alimentos que vai para a mesa, vem da agricultura familiar (veja mais). Ao contrário, os latifúndios são os maiores responsáveis pelo uso de veneno e agrotóxico nas plantações, por monoculturas que exterminam a fauna e a flora, pela destruição de grandes áreas de mata para pecuária ou para sustentar essa cadeia e por expulsar trabalhadores/as de suas terras.

Essa não é uma semana comemorativa, mas um importante momento para lembrar de massacres como o de Eldorado e também das simbólicas datas que referenciam o índio e a invasão do Brasil ou, como alguns acreditam, seu descobrimento.

Vejam um depoimento de Paulo Freire a respeito dos movimentos de luta por transformações sociais:

Segue também um curta documentário sobre MST

Confiram documentário Eldorado dos Carajás 10anos

Eldorado dos Carajás 10 anos

Aproveite assista outras produções disponibilizadas pelvideoteca de luta pela terra.

Veja outros vídeos.

Fonte: Diálogos Libertários