Cine Pw: O Último Rei da Escócia

Salve, salve turma!

O Cine PW indica hoje o filme “O Ultimo Rei da Escócia”. Na sua abordagem, a produção levanta questões como regimes ditatoriais e consequências do imperialismo europeu na África.

O filme dirigido por Kevin Macdonald retrata a realidade de Uganda na década de 70, um país pobre nas mãos do ditador Idi Amin, que governou entre 1971 e 1979. Diferentemente de outros dois filmes famosos sobre a África, Hotel Ruanda (2004) e Diamante de sangue (2006), O último rei da Escócia é mais brando quando o objetivo é denunciar as atrocidades. Mas isso não impede de perceber o quanto a sociedade Ugandense sofreu nesse período e ficou exposta aos quesitos, muitas vezes pessoais, do presidente.

Sinopse: Nicholas Garrigan (James McAvoy) é um jovem médico em busca de novas experiências. Assim que conclui a faculdade de Medicina ele embarca para Uganda, país africano que passa por um momento muito ruim com o ditador Idi Amin. Por uma ocasião, Nicholas atende o presidente que imediatamente o convida para ser seu médico oficial. O reconhecimento do seu trabalho o leva a ser conselheiro e grande amigo de Idi Amin. A trama fica mais tensa quando umas das mulheres do presidente se envolve com o médico, e isso gera uma série de acontecimentos durante o filme mostrando a real faceta do ditador de Uganda.

 

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Cine PW: Yoani Sánchez x Soy Cuba

Salve, salve, turma!

Recebida em meio a vaias e aplausos, Yoani Sánchez tem dividido opiniões entre os que se dizem “esquerdistas” e “direitistas” ao relatar as relações políticas e sociais em Cuba, aliado às acusações de a blogueira ser financiada pela C.I.A. e outras instituições burguesas que visam derrubar o governo Castrista.

Em 2007 Yoani cria o blog Generación Y, onde são publicadas críticas ao governo dos irmãos Castro, mostrando uma Cuba muito diferente dos sonhos de Ernesto Che Guevara ou dos relatos de Fernando Morais no livro “A Ilha” (período em que Cuba recebia a “mesada” do governo soviético).

A realidade apresentada no Generación Y é de uma ilha subjugada a uma ditadura socialista que se estende a mais de 50 anos, no entanto a história não nos deixa esquecer a ditadura econômica do imperialismo capitalista, imposto pelos E.U.A. com a Ementa Platt, pela qual a ilha perdia sua condição jurídica soberana e concedia à nação estadunidense o direito de intervir nos assuntos da política interna cubana. No período de dominação dos E.U.A., Cuba deixou de ser uma nação para se tornar a “ilha dos prazeres” de muitos estadunidenses e outros turistas. Um dos responsáveis por essa transformação foi o ditador (ou “testa de ferro” dos E.U.A) Fulgêncio Batista, que montou uma infraestrutura voltada para os turistas oferecendo cassinos, incentivo à prostituição e uso indiscriminado de drogas, além dos altos índices de corrupção que mergulharam a sociedade cubana numa profunda crise estrutural.

Ao tomar conhecimento dos textos de Yoani Sánchez o governo cubano não demorou em tomar a decisão de cercear a sua liberdade de expressão implementando, em 2008, um bloqueio ao Generación Y .

Com apoio de parceiros Yoani Sánchez mantém o blog relatando as contradições no cotidiano dos cubanos, que apesar de possuírem um bom sistema público de saúde e educação sobrevivem com baixos salários ao passo em que o governo se beneficia em acordos com empresas privadas, criando uma espécie de capitalismo estatal. Outra problemática apontada por Yoani é o acesso precário a internet e a telecomunicação, além da crise econômica enfrentada desde o fim da U.R.S.S., que tem sido amenizada com o apoio do governo venezuelano de Hugo Chávez.

Um fato inegável é o de que a sociedade cubana vive um momento crucial na sua história e Yoani Sánchez é uma das pontas do grande e enigmático iceberg que é Cuba. Sobre esse contexto surgem inúmeras dúvidas e especulações, mas há duas interrogações unanimes: Cuba vive uma abertura político-econômica ou sofre mais uma investida do capitalismo global? Será que a “ilha” não é mais a mesma?

Yoani Sánchez e o seu blog nos colocam diante do legado da Guerra fria e do cruel modelo de Globalização que mantém e legitima sistemas de expropriação e outras contradições próprias do capitalismo. E nos fazem refletir sobre como um blog, uma rede social, um celular ou qualquer outra tecnologia de comunicação tem um papel importante na busca por transformações sociais, culturais, políticas e econômicas, seja na comunidade, na escola ou num país.

Com a palavra Yoani Sánchez 

Bloco 2, Bloco 3 e Bloco 4

Com a palavra a Revolução Cubana

Confiram o olhar do russo Mikhail Kalatozov sobre a transição do regime de Fulgêncio Batista para a Revolução Cubana.

Sinopse

Quatro histórias ambientadas na Cuba pré-revolucionária. Em Havana, Maria envergonha-se quando o homem de quem gosta descobre como ela ganha a vida. Pedro, um camponês idoso, descobre que a terra que cultiva foi vendida a uma empresa. Um universitário vê seus amigos serem atacados pela polícia quando distribuíam panfletos a favor de Fidel Castro. Por fim, uma família de camponeses é ameaçada pelas forças de Batista.

Ótima sessão!

Organizando movimentos e orientando carnavais – Tropicália

Salve, salve turma!

Vocês sabem o que é Tropicália? Não? Então, conheçam um pouco desse movimento cultural!

Um dia para não ser esquecido, 31 de março de 1964, o presidente João Gular (Jango) encontra-se sob o poder dos militares e o frágil sistema democrático brasileiro é corrompido. O golpe militar é apoiado pelo governo estadunidense e pelas classes media e alta, que viam nessa manobra política uma oportunidade de eliminar os movimentos de esquerda, ideais comunistas e evitar que o Brasil se tornasse uma nação comunista de proporções continentais, em meio a Guerra Fria.

Nesse contexto o General Castelo Branco se torna o primeiro de uma serie de ditadores, sendo substituído por Costa e Silva que governou o país de 1967 a 1969.

Apesar de toda repressão e AI’s (Atos Institucionais) o país vive um rico momento cultural como os movimentos estudantis contra o regime ditatorial, o cinema novo e suas produções, as peças do Teatro Oficina e a Jovem Guarda. Nesse contexto de luta entre repressão política e resistência dos movimentos sociais e culturais, nos anos de 1967 e 1968 surgi o movimento Tropicalista.

De forma irônica a Tropicália subverte os valores morais, comportamentais, artísticos e políticos vigentes na tradicional sociedade brasileira dos anos 60. Musicalmente a Tropicália mistura as correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo) com elementos tradicionais da cultura brasileira.

Os principais expoentes da Tropicália na música foram:  Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé; nas Artes Plásticas: Hélio Oiticica; no cinema: Gláuber Rocha; e no teatro: José Celso Martinez Corrêa.

Apesar do pouco tempo de existência devido a repressão do regime militar, a Tropicália se caracterizou como um movimento libertário, antropofágico e modernista, influenciando os posteriores movimentos e produções  artísticos e culturais.

Fonte: Tropicália

Cine PW: “O que é isso, companheiro?” e “Hércules 56”

Boa tarde, turma!

O Cine PW traz mais uma indicação da UFBA, “O que é isso, companheiro?” e sobre o mesmo tema o documentário “Hércules 56”.

O que é isso, companheiro?

O Filme conta, com diversas licenças ficcionais, a história verídica do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969, por integrantes dos grupos guerrilheiros de esquerda MR-8 e Ação Libertadora Nacional, que lutavam contra a ditadura militar do país na época e pretendiam trocar o embaixador por companheiros presos.

Alguns nomes dos personagens ligados à guerrilha foram trocados em relação a seus nomes verdadeiros no livro e na vida real.


Hércules 56

Em 4 de setembro de 1969, durante o governo da Junta Militar no Brasil, integrantes da Aliança Libertadora Nacional(ALN) e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro(MR8) sequestraram no Rio de Janeiro o embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, em troca da libertação de 15 presos políticos do regime. Os presos libertados foram levados para o México num avião da FAB, o Hércules 56.

De maneira a relembrar o episódio, o documentário reúne quase 40 anos depois alguns dos sobreviventes da ação, para discutir a luta armada da época, causas e consequências, e promove o encontro, num mesmo debate e ambiente, de cinco integrantes das organizações responsáveis pelo sequestro.

Fonte: Wikipédia