Sarau de abertura da Bienal irá homenagear a literatura negra e a cultura popular da Bahia

Nesta sexta-feira (08), a partir das 14h, um sarau literário na abertura da XI Bienal do Livro da Bahia 2013 irá homenagear personalidades da literatura negra e da cultura popular baiana. Com o tema “Negras Letras da Bahia”, o sarau terá a participação de atores do teatro baiano que irão recitar contos e poesias em homenagem à Ialorixá Mãe Stella de Oxossi, ao historiador Ubiratan Castro de Araújo, ao poeta Jonatas Conceição e ao cordelista Bule Bule, que participará da abertura com uma apresentação musical. A atividade está prevista para 14h e dará início à programação da Bienal que se estende até o dia 17 de novembro, no Centro de Convenções de Salvador.

Sobre os homenageados

Mãe Stella de Oxossi: quinta Ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Stella ocupa a cadeira 33 na Academia de Letras da Bahia cujo patrono é o poeta Castro Alves, sucedendo o escritor e historiador Ubiratan Castro de Araújo, falecido em janeiro deste ano. Mãe Stella recebeu em 2009 o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia. Entre os livros publicados pela líder religiosa destacam-se: “Meu tempo é agora” e “Oxóssi – O Caçador de Alegrias”, editado pela Fundação Pedro Calmon/SecultBA, em 2006.

Bule Bule: Antônio Ribeiro da Conceição, popularmente conhecido como Bule-Bule é um músico, repentista, escritor e poeta baiano. Autor de obras de cordel, Bule-Bule é considerado um mantenedor das tradições musicais sertanejas da Bahia, com ritmos típicos da ascendência africana. Recebeu o título de cidadão honorário da capital baiana em 1993.

Jonatas Conceição: Poeta, escritor e um dos mais importantes intelectuais do movimento negro da Bahia, Jonatas foi professor da Universidade do Estado da Bahia e atuou em várias frentes de luta contra o racismo e pela valorização da identidade e culturas negras. Foi um dos pioneiros do Movimento Negro Unificado e também diretor do bloco afro Ilê Aiyê. Faleceu em 2009, deixando como legado obras como Quilombo das Palavras (1998 e 2000) e Vozes quilombolas: uma poética brasileira (2004).

Ubiratan Castro de Araújo: Professor Doutor Ubiratan Castro de Araújo exerceu, entre 2007 e 03 de janeiro de 2013, o cargo de diretor-geral da Fundação Pedro Calmon. Doutor em História pela Université Paris IV-Sorbonne, Mestre em História pela Université Paris X-Nanterre, Licenciado em história pela Universidade Católica do Salvador e Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Ocupou a cadeira 33 da Academia de Letras da Bahia. Entre os livros publicados, destacam-se: A Guerra da Bahia, Salvador Era Assim – Memórias da Cidade, Sete Histórias de Negro, o primeiro trabalho ficcional do autor e Histórias de Negro (versão ampliada).

Estandes, mesas de debate, encontros com escritores e diversos eventos irão compor os dez dias da Bienal do Livro da Bahia 2013, que acontece entre os dias 08 e 17 de novembro. Confira a programação completa através do site: www.fpc.ba.gov.br/bienal.

Serviço
O quê:
 Sarau de abertura – Bienal do Livro Bahia 2013
Onde: Centro de Convenções de Salvador, Boca do Rio.
Quando: 08/11, às 14h
Grátis

Fonte: http://www.fpc.ba.gov.br/sarau-de-abertura-da-bienal-ira-homenagear-a-literatura-negra-e-a-cultura-popular-da-bahia/.

Autor: Lucas Caldas.

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Cultura Popular de Ponta a Ponta do Brasil

Salve, salve galera!

Você já deve ter notado o quanto a nossa gente é bastante diversificada, diferença que vai além da cor da pele e do cabelo; variamos também de acordo com a regionalidade, a crença, o clima e outros elementos. Assim também acontece com nossas representações culturais: diferentes costumes, festejos populares, ritmos, datas comemorativas, jogos, vestimentas, comidas típicas e modo peculiar de falar – sotaque; tudo graças a formação miscigenada dando origem a nossa gente. Onde se misturou diferentes povos entre nativos (indígenas), povos africanos, árabes, asiáticos, cristãos, judeus e muçulmanos vindos dos quatro cantos do mundo. Assim cada elemento cultural original foi se incorporando aos demais, numa fusão que criando às manifestações culturais de hoje.

cultura

E a música, sendo a representação que se faz presente em todas as culturas, é a expressão cultural que conta as histórias, transmite crenças, imprime costumes e tradições de cada cultura com coreografias e passos marcados. E como tal não poderia deixar de ser tão diferente a cada povo, variando em ritmo, conteúdo e elementos (instrumentos). Então vamos conhecer algumas destes ritmos e suas histórias.

  • Na região Norte, temos o Carimbó; é considerado um gênero musical de origem indígena Seu nome, em língua tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, o curimbó;  acompanhada por tambores feitos com troncos de árvores. Aos tambores se dá o nome de “curimbó”, bem parecido com o nome do próprio ritmo, costumam se fazerem presentes também os maracás.

  • Na região Sudeste, temos o Congado; é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana. Trata basicamente de três temas em seu enredo: a vida de São Benedito, o encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas, e a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras.

  • No Centro-Oeste, temos a Catira; que também pode ser chamada de cateretê, é uma dança da tradição brasileira em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos. De origem híbrida, com influências indígenas, africanas e europeias, a catira (ou “o catira”) tem coreografia executada na maioria das vezes por homens (boiadeiros e lavradores) e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda.

  • E a Chimarrita no Sul; é uma dança típica da cultura gaúcha. Teve origem no Arquipélago dos Açores e na Ilha da Madeira, e foi trazida de Portugal por colonos açorianos, na segunda metade do séc. XVIII. Desde a sua chegada ao Rio Grande do Sul, a “chamarrita” foi evoluindo ao longo de gerações e, no início do séc. XX, passou a ser adotada a forma de dança de pares enlaçados.

Acarajé de Dinha Foto Rita Barreto (6787)

  • No Nordeste festejamos o Maracatu, entre outras expressões, que é caracterizado principalmente pela percussão forte, em ritmo frenético; A Bahia é um belo exemplo de múltiplas influencias culturais compondo seus elementos tradicionais e religiosos. Entre estes podemos citar o delicioso acarajé, uma iguaria da culinária baiana e o samba de roda do Recôncavo composto por música, dança, poesia e festa

Espero que tenham gostado do papo, continue nos visitando. Até mais!

FONTES: SECOPA, UFRJ, UFF, Wikipédia, Porto Alegre, Uberaba, Pará.

Cultura popular e tradição

Oi, pessoal! Tudo bem?

Tudo o que um povo produz, com base nas experiências que adquire ao longo da vida e que se mantém no tempo, configurando uma tradição, pode ser chamado de cultura popular. Por ser um conceito amplo, que dá margem a várias definições, o intuito aqui é o de, apenas, mostrar uma das possibilidades de significado da expressão.

A cultura popular é tudo aquilo que se origina do povo e que tem relação com os costumes de uma sociedade. Os pregões das feiras livres, as festas de largo, os mestres da embolada, a dança e o teatro de rua, as cantigas de roda e o artesanato são alguns exemplos daquela denominação. Geralmente, o senso comum está na base da cada uma delas.

No Brasil, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular atua como um repositório das expressões culturais de todas as regiões. A instituição integra a estrutura do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e é a única representante do governo federal que estuda os saberes e fazeres do povo brasileiro.

Na próxima quinta-feira, 22 de agosto, comemora-se o Dia do Folclore e, até lá, muitas discussões importantes vão figurar aqui no blog. Principalmente, com o objetivo de problematizar e desmistificar algumas questões. Contamos com a sua visita! 

Programa Mais Cultura nas Escolas

O que é “Mais Cultura nas Escolas”?

Mais Cultura nas Escolas é o resultado da parceria MinC e MEC para promover o encontro de iniciativas culturais e escolas públicas de todo o Brasil, democratizar o acesso à cultura e ampliar o repertório cultural de estudantes, professores e comunidades escolares do ensino básico. Artistas, mestres das culturas populares, cinemas, pontos de cultura, museus, bibliotecas, arte educadores e outras iniciativas culturais agora podem elaborar Planos de Atividade Cultural em diálogo com projetos pedagógicos e com os eixos temáticos do Mais Cultura nas Escolas.

As atividades serão desenvolvidas dentro ou fora da escola por no mínimo 6 (seis) meses, valendo-se das mais diversas linguagens artísticas (música, teatro, audiovisual, literatura, circo, dança, contação de histórias, artes visuais, etc.) e manifestações da cultura (rádio, internet, jornal, culinária, mitologia, vestuário, mestre e saberes populares, etc.).

Banner para site.

Eixos Temáticos

Os eixos temáticos do Mais Cultura nas Escolas foram criados considerando a diversidade da cultura brasileira e das manifestações artísticas atuais. São 9 (nove) eixos para incentivar projetos voltados, entre outros temas, a atividades em museus, pontos de cultura, cinemas e outros espaços culturais; à criação, circulação e difusão artística; à cultura digital e comunicação; ao patrimônio material e imaterial; às tradições orais; às culturas indígenas e à cultura afrobrasileira.

Atores/ Participantes

iniciativas culturais

Pessoas física ou jurídica, indivíduos ou grupos que desenvolvem práticas e pesquisas em artes, patrimônio, cultura popular, etc. Entidades como bibliotecas, pontos de cultura, museus, cinemas e outros espaços. O melhor meio de encontrá-las é explorar territórios educativos potenciais em torno da escola, atentando aos espaços e atores da cultura.

escolas

Poderão inscrever projetos cerca de 34 mil escolas da rede pública, espalhadas por todo o Brasil, ativas nos Programas “Mais Educação” e “Ensino Médio Inovador” (MEC) até 2012. 

Como participar?

Escolas e iniciativas culturais vão criar juntas um Plano de Atividade Cultural, em diálogo com um ou mais eixos temáticos propostos pelo programa. Os projetos serão cadastrados e enviados, pelos responsáveis das escolas, via SIMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação) até o dia 30 de junho de 2013. O processo de avaliação será conduzido pelos dois Ministérios, MinC e MEC.

Recursos

Em 2013 serão investidos R$ 100 milhões para financiar 5 (cinco) mil projetos. Cada um dos contemplados vai dispor de valores entre R$ 20 e R$ 22 mil reais. Os recursos financiam, entre outros itens, a contratação de serviços culturais necessários às atividades artísticas e pedagógicas. Os valores serão repassados diretamente às escolas via PDDE/ FNDE (Programa Dinheiro Direto na Escolas/ Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação).

Para visualizar as listas com nomes, endereços, telefones e outras informações das escolas participantes do Mais Cultura nas Escolas, procure na página do programa, em cima e à direita do quadro “Saiba Mais”, um link com o nome “Documentos”. Entre os materiais disponíveis estão arquivos em formato .pdf, nomeados “Escolas Participantes – Mais Educação (MEC)” e “Escolas Participantes – Ensino Médio Inovador (MEC)”. Nesse mesmo espaço também está disponível o “Manual – Mais Cultura nas Escolas”, com informações e orientações para a construção dos Planos de Atividade Cultural.

Para tornar plenas as condições de leitura desses materiais, é recomendável que seja selecionada a opção “Baixar”, no link à direita da visualização disponibilizada pelo portal do MinC.

Mais informações, documentos e conteúdos – Cliquem aqui!

Fonte: http://www.cultura.gov.br/maisculturanasescolas

Dia Nacional do Samba – Retrato fiel da Bahia

Olá, pessoal!

2 de dezembro é dia de celebrarmos a existência de uma das mais belas expressões culturais de nosso país o Samba, que tem raízes africanas e lugar cativo na música popular brasileira. Muitos são os ilustres representantes desse gênero musical e dentre eles, hoje destacamos o inigualável sambista soteropolitano Riachão, que com graça e talento faz gerações sacolejar os quadris com sucessos que também trazem intensas reflexões sobre a sociedade, tais como: Cada macaco no seu galho, Retrato da Bahia, Barriga Vazia (proibida pela censura durante a Ditadura) e Vá morar com o diabo. Em 2001 foi lançado o longa-metragem Samba Riachão, que conta a trajetória do cantor e compositor.

Confiram no programa Identidades da TV Anísio Teixeira a participação mais que especial do nosso ilustre homenageado: Cliquem aqui!

Olhem só !!!O PW não resistiu aos encantos do samba e entrou na roda!!!!

PW-Samba-2012

Confiram também a homenagem do ano passado: Cliquem aqui!

Abraços, amig@s!

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Riach%C3%A3o_(compositor); https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/10/22/uma-sociedade-intercultural-programa-identidades-tv-anisio-teixeira/; http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2011/12/28/tve-2018samba-riachao2019-mostra-nacao-musical-de-um-mito-baiano

II Mostra do Samba de Roda do Recôncavo Baiano

A II Mostra do Samba de Roda do Recôncavo Baiano começa no dia 16 de agosto (5f), em Salvador, e continua em Santo Amaro, Maragogipe e Irará até o domingo, 19/8. A programação reúne shows, seminários, oficinas e mistura a diversidade de ritmos do samba de roda com o Jongo, do Sudeste, o Carimbó, do Norte e o Coco, do Nordeste.

A abertura oficial é com os Mestres do Jongo e os grupos Geração do Iguape (Santiago do Iguape), Unidos de Teodoro – (Teodoro Sampaio) e o Samba Chula Os Vendavais – (Salvador), às 19h, no Teatro SESC Pelourinho.

Na II Mostra do Samba de Roda, samba, reflexão e intercâmbio andam juntos. Salvaguarda do patrimônio imaterial, profissionalização da produção cultural voltada para o samba de roda, arte e estética da cultura popular são os temas em pauta.

“Queremos fazer uma mostra com alta qualidade e discutir a produção cultural relacionada à cultura popular”, diz Katharina Doring, produtora, pesquisadora e curadora. A II Mostra é uma realização da Associação de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (Asseba), através do Prêmio FUNARTE – Procultura de Apoio a Festivais e Mostras de Música e conta com a parceria do SESC – Bahia, SECULT-CCPI, FUNCEB, Prefeitura – Irará, Prefeitura – Maragojipe.

Contexto

A primeira edição da Mostra do Samba de Roda do Recôncavo Baiano aconteceu em 2005, durante o VI Mercado Cultural em Salvador, com 16 grupos de Samba de Roda do Recôncavo.

O Samba de Roda foi declarado patrimônio imaterial brasileiro pelo IPHAN (2004) e patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO (2005). O jongo também é reconhecido, pelo IPHAN, como patrimônio imaterial de matriz africana no Brasil. O carimbo e o coco estão em processo de reconhecimento.

A ASSEBA surgiu em 17 de abril de 2005 e iniciou vários processos de organização regional a favor da salvaguarda do samba de roda. Atualmente coordena diversos projetos entre os quais o Pontão do Samba de Roda (Minc/IPHAN) que apóia o funcionamento de 14 Casas de Samba no Recôncavo.

A sede da Associação é a Casa do Samba de Santo Amaro, um espaço cultural instalado no Solar Subaé, lugar onde se reúnem os homens e mulheres do Samba. A antiga mansão do Século 19, que foi totalmente restaurada, em Santo Amaro/BA é um centro de referência do Samba de Roda na Bahia.

Veja programação detalhada –> Blog da II Mostra

PROGRAMAÇÃO

II Mostra de Samba de Roda do Recôncavo da Bahia

16 de agosto – Salvador
Hora Local Atividade Participantes
15 h Casa do Benin – Casa do Samba Santa Cruz Encontro musical e Diálogo cultural · Coletivo de Mestres do Jongo e Sambadores e Sambadeiras da região metropolitana de Salvador
19h Teatro SESC Pelourinho Show · Coletivo de Mestres do Jongo (SP/RJ)· Geração do Iguape – Mestre Domingos Preto (Santiago do Iguape)· Unidos de Teodoro – Mestre Paião (Teodoro Sampaio)

· Samba Chula Os Vendavais – Mestre Nelito (Salvador)

17 de agosto – Santo Amaro
Hora Local Atividade Participantes
9h Casa do Samba Oficina dança/musica · Coletivo de Mestres do Jongo
14h Casa do Samba Seminário:Patrimônio Imaterial: O que é? · Mestre Rogério (RJ), Mestre Gil (SP), Isaac Loureiro (PA), Alessandra Gama (SP), Mestre Macaco (BA)Moderação: Rosildo Rosário (ASSEBA)
17h Casa do Samba Show · Coletivo de Mestres do Jongo· Suspiro do Iguape (Santiago do Iguape)· Coisas do Berimbau (Conceição do Jacuipe)

· Raízes do Acupe (Santo Amaro)

18 de agosto – Maragogipe
Hora Local Atividade Participantes
9 h Auditório da Secretaria de Cultura Seminário: Produção Cultural com Culturas populares · André Reis, Afonso Oliveira (PE), Déa Melo (PA), Uzeda, Ari Lima (UNEB)
Moderação: Luisa Mahin (Casa de Barro)
14h Mercado Cultural Oficina dança/música · Grupo de Carimbo Tio Milico (PA)
17h Por do Sol no PortoMercado Cultural Show · Grupo de Carimbó Tio Milico (PA)· Voa Voa Maria (Vera Cruz)· Samba de Enxada (Cruz das Almas)

· Samba Maragogó (Maragogipe)

19 de agosto – Irará
Hora Local Atividade Participantes
9h Comunidade Quilombo da Olaria Oficina dança/música · Coco de Roda de Novo Quilombo (PB)
14 h Sede filarmônica 25 de dezembro Seminário: Arte e Cultura popular – Caminhos e encontros de criação estética · Bule-Bule, Adenor Gondim, DJ Tudo (SP), Henrique Sampaio (PB), Sergio Ramos· Moderação: Katharina Doring (UNEB)
17 h Praça Pedro Nogueira Show · Coco de Roda de Novo Quilombo (PB)· Samba de Roda Espermacetes (Camaçari)· Raízes do Samba de Tocos (Antonio Cardoso)

· Samba São Cosme e Damião (Irará)

Fonte: http://www.asseba.com.br/noticias/exibir/125

Professores da TV AT lançam documentário no Rio de Janeiro

O documentário baiano Cacau do Pandeiro – o mundo na palma da mão, dirigido por Márcio Santos, e que conta com a participação de professores da Rede Anísio Teixeira (AT), ganhou o edital Pró-Artes Visuais da prefeitura do Rio de Janeiro e vai ser lançado no dia 08 de março de 2012 na capital carioca.

A intenção da obra é mostrar ao Brasil a vida desse ritmista que se dedicou inteiramente à sua maior paixão: a música.  Para isso, o filme tem depoimentos de amigos, músicos, familiares e o do próprio Cacau. Carlinhos Brown, Juliana Ribeiro, J. Veloso e Riachão são alguns dos artistas que prestam homenagem ao mestre.

O evento de lançamento ocorre no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, com a presença do músico e da equipe de professores. Faz parte da programação de lançamento, também, uma exposição fotográfica do professor Peterson Azevedo, oficina de percussão com o próprio mestre Cacau e palestras sobre música. Até o dia 25 de março o vídeo vai ficar sendo exibido no local juntamente com a exposição. Além disso, a prefeitura carioca vai distribuir 800 cópias do documentário para as escolas públicas municipais, assim como escolas de música e universidades. O lançamento em Salvador está previsto para o final do semestre.

VEJA  O TRAILLER

Cacau do Pandeiro – o mundo na palma da mão foi idealizado, produzido e roteirizado por cinco professores da rede pública estadual de ensino da Bahia: Armando Castro (idealização e direção musical), Cláudia Pessoa (assistente de produção), Joalva Moraes (direção de produção), Marcus Leone (idealização e roteiro) e Peterson Azevedo (idealização e fotografia still).

Para o professor Marcus Leone, que também é da Rede AT, o lançamento deveria ocorrer em Salvador. “Queríamos muito que fosse aqui, mas o fato de ser lançado no Rio é muito significativo para a perspectiva audiovisual dos educadores. O trabalho na capital carioca vai possibilitar que o material seja divulgado em escolas e isso vai fortalecer o lançamento aqui. É outra visibilidade, quebra fronteiras”, pondera Leone.

Recurso Pedagógico – Nascido e criado na Vila Matos, no Rio Vermelho, bairro boêmio de Salvador, Carlos Lázaro da Cruz, ou como ficou conhecido, Cacau do Pandeiro, aprendeu a tocar pandeiro com os irmãos mais velhos que eram músicos.  Começou sua carreira profissional como baterista de orquestras de baile em Salvador, na década de 1940. Ainda nesse ano, junto com Miguel Neri e Belmiro Cruz, fundou a “Orquestra Yemanjá”. Nos anos 70, Cacau passou a integrar o grupo de chorinho “Os Ingênuos” a convite do amigo Edson 7 Cordas. De lá para cá, eles já rodaram o mundo. Se apresentaram em várias cidades brasileiras, na Argentina, Alemanha, Estudos Unidos e têm o orgulho de lembrar que já tocaram até com Frank Sinatra.

Segundo a professora da Rede Anísio Teixeira, Joalva Moraes, o documentário tem dois grandes fatores. “O primeiro, que é deixar um registro da história de um mestre popular, um homem cuja vida se confunde com a história da música baiana. O segundo é a questão da educação na medida em que a obra traz discussões como os diversos saberes, a desmistificação da supremacia do saber, da educação formal e a questão da educação que surge da interação com os grupos sociais”, explica.

Além disso, Joalva ressalta que a obra passa a ser mais uma possibilidade para o professor em sala de aula. “Hoje, o documentário vai ser um recurso pedagógico para as escolas do Rio e quem sabe do Brasil. Com isso, nós vamos aumentar a abrangência do registro de Cacau e a disponibilização desse material no Rio de Janeiro”, completa a professora.

“A expectativa sobre o documentário é enorme. Nossa ideia era que o material se transformasse em ferramenta pedagógica.  Esperamos uma boa repercussão no Rio e que  a Bahia, como mãe geradora do samba, abrace esse material dando a visibilidade que Cacau merece”, observa Peterson Azevedo, professor da Rede AT.

Fonte: http://www.iat.educacao.ba.gov.br/node/2735