Racismo no Mercado de Trabalho

A 2ª edição da Mostra de Vídeo Estudantil (MOVE), promovida pela Secretaria Municipal da Educação de Camaçari, escolheu o filme Racismo no Mercado de Trabalho como o vencedor de 2015. O curta foi roteirizado e dirigido pela estudante Nadiellen Santos de Melo, 11 anos, que cursa o 6º ano na Escola Municipal Sônia Regina de Souza.

A pedido do Blog do Professor Web e da Professora Online, Nadiellen enviou um relato explicando o que motivou a escolha do tema abordado na produção:

Nadiellen Melo:
Nadiellen Melo: “Convivemos bem com isso, mas existem pessoas que são preconceituosas”.

“No processo de construção do nosso vídeo, os grupos envolvidos discutiram muitos temas interessantes. Na minha sala, falamos de violência doméstica, violência contra a mulher, racismo e preconceito. O nosso roteiro falava do preconceito no mercado de trabalho, porque muitas pessoas negras são prejudicadas e têm seus diretos negados, simplesmente por terem uma cor de pele diferente. Um absurdo. Em nossa comunidade e em nossa escola, a maioria das pessoas são negras, nós convivemos bem com isso, mas existem pessoas que são preconceituosas. Nosso vídeo é uma reflexão sobre isso. Nós, crianças, estamos dando uma lição em muitos adultos que não sabem conviver nem respeitar os outros”.

A MOVE teve início em 2014 e é coordenada pelo professor Marcus Leone, colaborador da Rede Anísio Teixeira, e por Regiane Coelho. A seguir, você pode assistir ao vídeo vencedor. Nadiellen autorizou a veiculação do curta aqui no blog, uma vez que a divulgação não tem fins lucrativos nem comerciais. Aproveite!

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Amanhã é dia de branco?

Era uma vez… Veja o que ele fez. Ou melhor, o que ainda faz! Inicio aqui minha provocação: será que não vivemos o apartheid social no nosso estado, no nosso país?

Para começo de conversa, o apartheid é uma palavra oriunda do africânder apartheid, que significa “separação” em africano.

Apartheid foi um regime segregacionista e separatista da África do Sul, que deixou marcas ao longo da história. Ele negava, rigorosamente, os direitos sociais, econômicos e políticos dos negros, que eram controlados por uma minoria branca de europeus ( holandeses e ingleses). O regime vigorou até 1994. Um dos principais ícones na luta contra o apartheid foi Nelson Mandela.

No Brasil, muito se lutou e se luta pelos direitos e oportunidades para uma significativa parte da população negra, que muito contribuiu e contribui para nação. Essa luta jamais parou! Esta é a grande verdade. O 20 de Novembro homenageia o dia da morte de Zumbi, herói nacional que lutou ao lado de sua esposa, Dandara, pela resistência à escravidão. Mais conhecido como Dia da Consciência Negra . A data reacende o debate para lembrar que ações afirmativas precisam ser feitas e que, em muitos aspectos, vive-se ainda o apartheid social.

Imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Zumbi_dos_Palmares
Imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Zumbi_dos_Palmares

Não adianta maquiar os números ou falsear uma realidade! No Brasil, infelizmente, as políticas públicas para os negros se mostram insuficientes. A população negra enfrenta disparidades sociais, discriminação e negligência dos seus direitos e oportunidades, por apresentar baixa relevância na esfera política.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pesquisa apresentada pelo Censo, mostra que o maior número da população negra está na região Nordeste, principalmente na Bahia. Salvador, considerada “ Roma Negra”, é a cidade brasileira como maior número de negros. Contudo, vale pontuar que não importa somente apontar dados; mas, sobretudo, revelar que é preciso, em qualquer canto desse país, fazer valer o direito de cada um deles. No Brasil, a campanha “Jovem Negro Vivo” aponta que é o país onde mais se mata no mundo e que 77% dos homicídios correspondem aos jovens negros. Assista ao vídeo e confira maiores informações sobre o tema.


Vale lembrar que muitos são os segmentos que movimentam a temática, reivindicam e lideram as lutas antirracistas, como os movimentos Black is beautiful e Black Power, que influenciaram a música. Elis Regina cantou  o negro na canção:  Black is beautiful, de autoria Sérgio e Marcos Vale. A música causou polêmica na década de 70 do século passado pois, segundo a crítica, evoca a supremacia de uma raça em detrimento da outra.

Black is beautiful, black is beautiful

Black beauty so peaceful

I wanna a black I wanna a beautiful

O Black is beautiful foi um movimento cultural iniciado nos Estados Unidos, que se espalhou por outros lugares do mundo e que evocou diferentes artistas, inclusive brasileiros, à temática do orgulho negro.

A Banda Olodum , fundada em 1979, ganhou destaque nacional e internacional por representar de forma cultural e política suas raízes africanas, além de participar de movimentos contra o racismo.

Imagem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Olodum-drummers.jpg
Imagem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Olodum-drummers.jpg

Muitos são os movimentos que buscam o fortalecimento e a promoção aos direitos raciais. Dentre eles, que tem conquistado muitas pessoas, é o “Cacheando em Salvador”,  que revela o sentido político e estético de valorização ao sentimento de pertença aos cabelos crespos.

A expressão Black Power é utilizada, erroneamente, para fazer referência tão-somente ao estilo de cabelo sem conhecer, portanto, toda finalidade política por trás. Na verdade, refere-se ao movimento negro ocorrido na parte ocidental, principalmente, nos Estados Unidos, de reafirmação aos interesses dos negros. Infinitos são os exemplos de palavras ou expressões utilizadas de forma equivocada ou com tom pejorativo que, muitas vezes, depreciam ou evidenciam o preconceito na nossa cultura.

É bem verdade que, qualquer tentativa de mudança não deve, tão-somente, está limitada à língua, mas a todo um conjunto de ações que levem a iniciativas positivas de mudança. Porque ontem, hoje e amanhã são dias de todos!

Veja e confira os estados e municípios que aderiram ao feriado.

Mônica Mota– Professora da Rede Pública de Ensino do Estado da Bahia

Novembro Negro em pauta

Como vocês já sabem, em novembro, o blog dedica todas as suas postagens para tratar de temáticas que envolvem a história e cultura africana. Isso porque, 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra, dia em que se homenageia a memória de Zumbi dos Palmares e toda a luta do povo negro ao longo da história. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) realizará uma série de atividades, em Salvador e em outras cidades baianas, para marcar o Novembro Negro. A abertura será na próxima sexta, 6 de novembro, no Museu de Arte da Bahia (que fica no Corredor da Vitória, em Salvador), a partir das 18h.

Imagem: reprodução da página oficial da Sepromi no Facebook
Imagem: reprodução da página oficial da Sepromi no Facebook

Falar de negritude é falar da formação do povo brasileiro, da nossa origem. É refletir sobre a sociedade excludente, que insiste em dizer que somos “minoria”, mesmo a realidade comprovando o contrário. É se posicionar diante de casos de racismo, que cotidianamente acometem negros e negras. É mostrar que todo preconceito tem como origem a ignorância, a falta de informação. É pensar e repensar sobre o nosso papel no mundo, no país, na cidade, no bairro. Enfim, falar de negritude é mobilizar-se o tempo todo, para que a evolução seja fruto de nossos atos, e não de fatos intencionalmente criados para impedir o nosso progresso.

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública de Ensino da Bahia

Cine PW: Samba Riachão

O documentário Samba Riachão (2001), de Jorge Alfredo, é uma obra bastante significativa para quem quer saber e entender um pouco sobre a história do samba, principalmente o da Bahia. Ao colocar o sambista Riachão como protagonista, o cineasta produziu uma narrativa em que fica evidente o quanto Clementino Rodrigues, verdadeiro nome de Riachão, se confunde com o samba. E vice-versa. O nome do documentário já evidencia isso. É como se Jorge batizasse uma vertente do samba como sendo “Riachão”, para contrapor à samba-canção, samba de roda, samba-reggae e etc. Por isso, não há vírgula no título. O “Riachão”, no caso, não é vocativo; é adjetivo. Ou seja, o nome do filme não remete a um comando para que Riachão sambe (com a vírgula: “Samba, Riachão”), mas traz a ideia de que Riachão é o próprio samba. Boa sacada!

A obra

Os oitenta e nove minutos do filme trazem depoimentos de pessoas famosas do cancioneiro brasileiro, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Armandinho, Daniela Mercury e Tom Zé. Todos falam sobre samba e sobre Riachão. Estudiosos da área também depõem sobre o ritmo e fazem elogios ao cronista do samba baiano, como Riachão é conhecido.

A obra adentra na intimidade de Clementino, com locações na casa dele, no Pelourinho, onde Riachão sempre aparece cercado de amigos, fazendo uma roda de samba, e no bairro do Comércio. Numa das tomadas, o documentário mostra Riachão se preparando para sair de casa. Nesse sentido, todas as atenções se voltam para o emblemático e já folclórico figurino do artista, em que uma toalha está sempre no pescoço.

Um pouco mais de Riachão

Clementino Rodrigues nasceu em 14 de novembro de 1921, na Fazenda Garcia, em Salvador, onde continua morando atualmente. Ele tem mais de 500 composições criadas, sendo as mais conhecidas Cada Macaco no Seu Galho (que já foi gravada por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gang do Samba, Lampirônicos e Anastácia), Retrato da Bahia (gravada por Trio Nordestino) e Vá Morar com o Diabo (que se popularizou na gravação feita por Cássia Eller, em 2001). Riachão costuma dizer o seguinte sobre sua própria arte: “Eu sou o artista que me torno uma nota musical para levar alegria ao povo”.

Em 2009, a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia publicou o livro Riachão: o cronista do samba baiano, de autoria da jornalista Janaína Wanderley da Silva. A biografia integra a coleção Gente da Bahia, que é distribuida gratuitamente. Quem tiver interesse em adquirir o livro sobre Riachão (e os outros títulos da coleção!), basta enviar um e-mail para cerimonialba@gmail.com e solicitar. Há poucos exemplares no acervo. Então, corra!

#FicaADica: o vocativo é uma palavra ou expressão utilizada para se referir a um interlocutor. Ou seja, a alguma pessoa com a qual a gente conversa. A ideia é expressar um chamado. O vocativo é acompanhado de uma pausa e, quando vem no interior de uma oração, deve vir acompanhado de vírgula. Exemplos: “Canta aí, Riachão!”, “Senhor, que horas são?”, “Não adianta disfarçar, professora, a gente já percebeu que a senhora está chorando”.

Diversidade étnico-racial é destaque no programa Intervalo

O quadro Diversidades, que integra o programa Intervalo, produção da TV Anísio Teixeira que estreou no dia 28 de outubro, na TVE-BA, discute temas que são debatidos com frequência na sociedade. O objetivo é  ouvir a opinião da comunidade escolar sobre tais temas e fomentar a discussão. Um dos episódios do quadro abordou a temática da diversidade étnico-racial, um assunto relevante e sempre atual. No vídeo, especialistas, professores e estudantes deixaram boas reflexões sobre racismo, preconceito e discriminação. Acesse http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3851, assista e dê a sua opinião também! O Intervalo vai ao ar, de segunda a sexta, às 18h30, na TVE-BA.

 

 

Radiola PW: Olhos Coloridos

Osvaldo Rui da Costa, o Macau, autor da música
Osvaldo Rui da Costa, o Macau, autor da música “Olhos Coloridos”. Foto: Victor Fernandes

Oi, pessoal! Tudo bem? A música Olhos Coloridos, composta por Macau e originalmente interpretada por Sandra de Sá, é o destaque da nossa Radiola PW! Antes de começarmos a falar da canção, vamos à letra:

Olhos Coloridos

(Macau)

Os meus olhos coloridos

Me fazem refletir

Eu estou sempre na minha

E não posso mais fugir…

Meu cabelo enrolado

Todos querem imitar

Eles estão baratinados

Também querem enrolar…

Você ri da minha roupa

Você ri do meu cabelo

Você ri da minha pele

Você ri do meu sorriso…

A verdade é que você

Tem sangue crioulo

Tem cabelo duro

Sarará crioulo…

Sarará crioulo

Sarará crioulo…

A música foi gravada por Sandra de Sá, no LP homônimo, lançado pela RGE, em 1982. Composta por Macau, nome artístico de Osvaldo Rui da Costa, Olhos Coloridos é resultado de uma situação de discriminação racial sofrida pelo autor. Em entrevista para a revista Raça Brasil, em agosto deste ano, o compositor falou sobre o episódio: “Olhos Coloridos surgiu de uma repressão policial que sofri em um evento escolar realizado pelo Exército, no Estádio de Remo da Lagoa. Eu e meu amigo Jamil estávamos vendo as crianças brincarem na roda-gigante, quando um policial militar veio até a mim e me obrigou a acompanhá-lo até a coordenação do evento. Me recusei porque não entendi o motivo pelo qual tinha que me afastar de onde estávamos. Acabei acompanhando o PM, que me levou até o Sargento e, a partir daí, sofri todos os tipos de discriminação: fui chamado de ‘nego abusado’, agredido com palavras e força física, zombaram da minha cor, da minha pele, do meu cabelo e de minha roupa, riram até do meu sorriso. O impressionante é que o policial também era ‘sarará crioulo’”.

A música

Olhos Coloridos é um clássico da chamada “black music brasileira”. De acordo com informações presentes no site oficial de Macau, a música foi gravada por cantores brasileiros e por artistas oriundos de outros países, como Inglaterra e França. Em programas de TV com foco em música, produzidos no Brasil, é muito comum ver Olhos Coloridos sendo interpretada.

A canção é uma espécie de hino da negritude, uma vez que contribui para o reconhecimento de uma identidade, bem como para autoestima dos negros. Os versos “Meu cabelo enrolado/Todos querem imitar” evidenciam isso. Tocando na miscigenção do povo brasileiro e reforçando a nossa formação, Olhos Coloridos diz: “A verdade é que você/Tem sangue crioulo”.

A frase “Todo brasileiro!”, comum na veiculação ao vivo da música e colocada após o verso “A verdade é que você”, não aparece na letra da gravação original.

O compositor e a intérprete

Macau nasceu no Rio de Janeiro e deu início à carreira artística ao participar, em 1969, do Primeiro Festival de Inverno do Teatro Casa Grande, no estado onde nasceu. Além de compositor, é cantor e integrou a banda Paulo Bagunça e a Tropa Maldita. Em 2012, lançou o CD Do jeito que sua alma entende.

Sandra Christina Frederico de Sá, a Sandra de Sá, também nasceu no Rio de Janeiro e começou a carreira em 1980. Participou de festivais de música e colocou voz em várias canções de sucesso, como Bye bye, tristeza (Marcos Vale/Carlos Colla) e Sozinha (Peninha).

Abertura do Novembro Negro 2014 apresenta novela angolana na Bahia

NovembroNegro

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), realizará a abertura oficial do Novembro Negro 2014, nesta segunda-feira, 03 de novembro, às 19h, no Forte da Capoeira – Santo Antônio Além do Carmo. O evento tem como objetivo anunciar o início das atividades do Novembro Negro 2014 em homenagem à memória e luta do líder negro Zumbi dos Palmares, realizadas no estado da Bahia.

Na ocasião, o secretário da Sepromi, Raimundo Nascimento, apresentará a campanha do Governo da Bahia para Novembro Negro, que este ano terá como tema o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia, sancionado pelo Governador da Bahia, Jaques Wagner, no dia 06 de junho.

A abertura do Novembro Negro 2014 também contará com o lançamento da novela angolana Windeck – Todos os Tons de Angola, que será transmitida na TVE-BA, a partir do dia 10 de novembro, às 22h. A telenovela angolana é transmitida TPA2 e TPA Internacional desde agosto de 2012, com um elenco formado por artistas negros. Em 2013, foi indicada ao Prêmio Emmy Internacional de Melhor Telenovela, concorrendo com grandes novelas como Avenida Brasil e Lado a Lado, ambas da Rede Globo. A novela já foi exibida em países do continente africano como: Angola, Cabo Verde, Moçambique; e na Europa, em Portugal.

No evento, também estarão presentes a ministra de Estado Chefe da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, o Embaixador de Angola, Nelson Manuel Cosme, o Adido de Comunicação da Embaixada, Paulo Mateta, o diretor da EBC, Nelson Breve e lideranças do movimento social negro da Bahia.

A programação de abertura do Novembro Negro 2014 também apresenta o show do cantor baiano Lazzo Matumbi, com a participação especial de Cabo Snoop , DJ Ketchup, dos bailarinos de Kuduro e apresentação de rodas de capoeira de angola da Bahia.

Adaptado do site oficial da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial.

CINE PW: Invictus

Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável

Nelson Mandela

Salve, salve, galera!

Hoje o  Cine PW entra no clima de homenagem a Nelson Mandela, falecido no ultimo dia cinco, trazendo a obra ‘Invictus’.

O filme mostra a África do Sul no período pós Apartheid (1948 -1994); quando Nelson Mandela, presidente-eleito, reconhecendo que seu país permanece dividido racial e economicamente, resolve apoiar o time da África do Sul na Copa Mundial de Rúgbi de 1995. Acreditando ser esta uma ação capaz de unificar a população por meio da linguagem universal do esporte, levando o time a fazer uma incrível campanha até as finais da competição.

Rolihlahla Madiba Mandela, foi o representante do movimento antiapartheid, considerado pelo povo um guerreiro na luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista, tendo sido preso aos27 anos, e nestas quase três décadas na cadeia, durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até 11 de fevereiro de 1990 quando foi libertado, já com 72 anos. Seu sonho está sintetizado na frase “sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos“!

Boa sessão!

 Fontes: ONU.

Cine PW: Raça Humana

Salve, salve, galera!

Estamos de volta com mais uma indicação de cine para vocês! E mesmo já tendo encerrado nosso Novembro Negro, as discussões continuam a todo vapor. Hoje trazemos o documentário da TV Câmara “Raça Humana”. A obra problematiza os dramas enfrentados no início da aplicação das políticas de cotas, quando, em 2004, um ano depois da sanção da Lei 10.639, a Universidade de Brasília (UnB), adotou o sistema de cotas em seu vestibular, onde reservava vinte por cento das vagas para candidatos que se declaravam afrodescendentes.

A decisão da UnB gerou divergências internas e o caso precisou da intervenção do STF (Supremo Tribunal Regional).

O documentário apresenta diversas opiniões de pessoas envolvidas com a proposta, argumentado a favor e contra à posição adotada pela instituição. Um dos comentadores é o professor e antropólogo José Jorge de Carvalho, que defende o sistema adotado: “Qual é o país que tem dois grupos étnico-raciais, praticamente da mesma proporção (48 ou 46 por cento), que um deles reduziu o outro a menos de um por cento no mundo acadêmico?”. Dessa forma, se contrapõe aos argumentadores que afirmam que a postura adotada pela UnB promovia a racialização , ou seja, fortificava o racismo ao invés da “igualdade” pretendida.

Felizmente, hoje já contamos com a Lei de Cotas, nº 12.177. Essa é a lei que garante 50% das vagas das universidades federais e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia destinadas a alunos que estudaram durante todo o ensino médio em escola pública. Ela é considerada um avanço nas ações de políticas afirmativas do Brasil.

Agora, que você já esta envolvido nessa discussão sobre a obra e possui uma visão autônoma e crítica, mande-nos sua opinião. Estamos aguardando!

Fonte: Educar Portal

Relembrando nosso Novembro Negro

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Olá, turma esperta.

 Iniciaremos dezembro fazendo um breve histórico dos diálogos construídos ao longo do Novembro Negro aqui no blog. Durante esse período, discutimos a trajetória dos povos negros que contribuíram com a construção da cultura e com as características de nossa população, bem como compartilhamos conteúdos referentes à história de luta, resistência e conquista obtidas por estes povos que, ainda hoje, são vítimas de preconceitos, mas seguem se fazendo participantes e atuantes na história oficial brasileira. Em muitos dos nossos textos você encontra conteúdos das diversas áreas do conhecimento e com inúmeras referencias históricas. Vejamos um resumo do que rolou…

Categorizamos nossas publicações em sessões para facilitar sua busca, como o Cine PW, que trouxe dicas de filmes e documentários questionadores sobre o papel atribuído aos povos negros em nossa sociedade, desde a analogia entre escravização no passado e no presente, com a obra “Quanto vale ou é por quilo?”, até a história de um afrodescendente; “herdeiro-descendente” das exclusões sociais narradas no filme “O contador de histórias”.

Além disso, aproveitamos o mês temático para estrear a sessão Radiola PW, espaço reservado a análise de letras de músicas que compartilham mensagens, através das quais conseguimos traçar discussões coerentes com a educação como um todo. Em novembro, avaliamos as conotações contidas em “Respeite meus cabelos, brancos”, do compositor e interprete Chico César; comentamos a música Zumbi, letra de Jorge Bem Jor, cuja narrativa retrata o contexto histórico do período de escravização no Brasil; e finalmente a música do baiano Gilberto Gil, “Quilombo, O Eldorado Negro”, uma narrativa que conta a importância do surgimento das comunidades quilombolas.

Aproveitamos o mês, também, para apresentar algumas resenhas de obras referente à temática. É o caso das obras “O Teatro do Bando: negro, baiano e popular”, trazendo a uma biografia sobre o Bando de Teatro Olodum; e a biografia de Luiz Gama, um dos maiores nomes da história da Revolta doa Malês.

Sugerimos o link de acesso direto para todas essas publicações e tantas outras que foram e continuarão a ser produzidas pela equipe com ajuda de toda comunidade escolar interessada. Indicamos, também, o Ambiente Educacional Web – AEW pra visualizarem outros conteúdos relacionadas a essa temática.

Convidamos vocês para que continuem a contribuir com sugestões relacionadas a essa temática e a todos os outros temas interessantes para a comunidade escolar.

Abraços.