Com o mote da cidadania, TV Kirimurê é lançada em Salvador

Emissora pretende ser um canal de exibição de conteúdos audiovisuais feitos pelos cidadãos

Fig. 1: Registro do debate sobre empreendedorismo negro no lançamento da TV Kirimurê. Na imagem, da esquerda para a direita, Hirlene Pereira (Sebrae), Madá Negrif e a apresentadora Dina Lopes. Foto: Raulino Júnior

Fig. 1: Registro do debate sobre empreendedorismo de mulheres negras no lançamento da TV Kirimurê. Na imagem, da esquerda para a direita, Hirlene Pereira (Sebrae), Madá Negrif e a apresentadora Dina Lopez. Foto: Raulino Júnior

O canal da cidadania de Salvador já está no ar. Trata-se da TV Kirimurê, que foi lançada na tarde do último domingo, na Praça de Alimentação do Salvador Norte Shopping, no bairro de São Cristovão. O evento fez parte da programação especial do centro de compras para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra e coincidiu com a vontade dos responsáveis pela nova emissora de lançá-la nessa data emblemática para a cidadania brasileira.

A cantora Carla Visi, que, além de cantar, foi entrevistada por Vivi Andrade, na prévia do Programa de Mãe, que estreia em fevereiro na grade da TV Kirimurê. Foto: Raulino Júnior

Fig. 2: A cantora Carla Visi, que, além de cantar, foi entrevistada por Vivi Andrade, na prévia do Programa de Mãe, que estreia em fevereiro na grade da TV Kirimurê. Foto: Raulino Júnior

Com o slogan “Para se ver, se ouvir e se pensar”, a TV Kirimurê é mais um passo para a democratização da comunicação no país. O objetivo do canal é difundir a produção audiovisual oriunda da sociedade civil organizada. Durante o lançamento, o público conheceu algumas faixas (esportiva, feminina, infantil etc.) que vão compor a grade da TV e acompanhou debates sobre empreendedorismo de mulheres negras, economia solidária e maternidade. Artistas da dança e da música, como Marcionilio Prado e Carla Visi, também participaram do evento. Carla, inclusive, foi entrevistada por Vivi Andrade, na prévia do Programa de Mãe, que estreia em fevereiro de 2017, na Kirimurê.

O projeto da TV Kirimurê é uma iniciativa da Organização Filhos do Mundo (FEME), que, entre as suas ações, trabalha com redes de produtores livres. Vasco Aguzzoli, representante legal da FEME, falou para o blog sobre qual vai ser a função da Kirimurê na comunicação baiana:

Para participar efetivamente da programação do canal da cidadania, basta enviar o conteúdo audiovisual para o e-mail kirimuretv@gmail.com. No vídeo abaixo, a produtora Aline Cléa, que faz parte da comissão gestora da TV, informa como se dará essa dinâmica:

Depois de enviado, o material será analisado por profissionais da TV Kirimurê e encaixado numa das faixas da programação. Léo Silva, produtor e diretor audiovisual, que integra o grupo que vai selecionar os conteúdos, afirmou que a emissora abrirá espaço para produtores independentes:

De acordo com Aline, “kirimurê” é uma palavra de origem indígena, cujo significado é “grande mar aberto dos Tupinambás”. O discurso da TV também é de abertura, de possibilidades, e você pode fazer parte disso tudo. Sintonize o canal 10.2, na TV aberta, e “se veja, se ouça e se pense”.


Observação: a equipe do Blog do Professor Web e da Professora Online saiu do evento, que estava marcado para terminar às 20h, às 18h45. Por isso, não registramos as ações que aconteceram após esse horário.

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Comunicação + Educação = Cobertura Colaborativa Estudantil

slider1Olá, pessoal!

Na 4ª edição do Encontro Estudantil da Rede Estadual, evento anual promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, estudantes de diversos cantos do estado se encontrarão na Arena Fonte Nova, nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, para apresentar à sociedade o resultado de projetos aos quais se dedicaram durante todo o ano letivo.

Confira a programação completa aqui.

Como parte integrante de todo esse importante processo, a Rede Anísio Teixeira marcará presença no evento com ações desenvolvidas na Tenda Digital, espaço de livre expressão, conhecimento e interação, onde os visitantes poderão acessar, conhecer e experimentar as Mídias e Tecnologias Educacionais Livres da rede pública estadual de ensino, além de expor talentos artísticos para um público estimado em 20 mil participantes.

Iniciada no dia 16 de novembro, a formação para a Cobertura Colaborativa Estudantil ocorre no Instituto Anísio Teixeira – IAT até o dia 27. Na formação, que tem a participação de 10 estudantes selecionados por meio de chamada pública, educadores da Rede AT utilizam as tecnologias da informação e da comunicação (TIC) para complementar os conhecimentos prévios dos educandos na perspectiva crítica e educativa relacionada ao uso dos recursos tecnológicos. Os profissionais da Rede também orientam os estudantes no que diz respeito à produção colaborativa e à difusão de conteúdo educacional multimidiático (produção de áudio, vídeo, imagem e texto).

 A estudante do Colégio Estadual Polivalente do Cabula, Thayline Alves, 17 anos, conta que se interessou em participar da formação por ter uma grande identificação com a comunicação e essa oportunidade será um auxílio para o desempenho escolar, nas apresentações, na forma de lidar com o público, assim como no direcionamento profissional.

Em relação à importância da Cobertura Colaborativa Estudantil, o professor da Rede Anísio Teixeira, Marcus Leone, destaca: “A importância da participação dos estudantes na Cobertura Colaborativa vem em duas vias: uma na perspectiva de formação, aprendizagem, comunicação e expressão. É um espaço em que eles podem dizer sobre a educação baiana, do que eles, estudantes, vivenciam. A outra via é em relação a nós, educadores, que aprendemos muito nesse processo. Poder fazer uma cobertura nessa lógica colaborativa é prêmio, pois são dois olhares que acabam se tornando um só e que veem a educação como possibilidade de promoção do ser humano”.

Ao final da formação, os estudantes estarão habilitados para participar da Cobertura Colaborativa e poderão ver de perto e documentar as ações pedagógicas que acontecerão no 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual de Ensino e, naquele universo, protagonizarão momentos de descobertas, aprendizados, reconhecimento e muita comunicAção.

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Além de serem os convidados especiais do evento, vocês poderão conferir toda a produção dos estudantes em nossas publicações aqui no Blog do Professor Web e da Professora Online, no Ambiente Educacional Web (AEW) e nas redes sociais (Facebook, Flickr, Twitter e YouTube).

Abraços, galera!

Quando menos é mais

Há mais de dez anos foi divulgado um escrito da argentina Ana Maria Shua, considerado o menor conto do mundo, com exatas trinta e três letras:
Fujamos! Os caçadores de letras estão aq…”.

Antes dele, era conhecido o menor e mais famoso conto, de Augusto Monterroso, escritor hondurenho, com apenas trinta e sete letras:
Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”.

Na versão em espanhol, o mesmo conto tem quarenta e três letras:

Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí.”

Foto: Lilia Rezende

Foto: Lilia Rezende

As particularidades destes textos podem interessar bastante a pesquisadores da área de linguagens, mas sem dúvida aguça a curiosidade de muitos leitores; são, afinal, referências sobre a possibilidade de se revelar uma história inteira com poucos caracteres. Neles impressiona a possibilidade de produzir uma narrativa com começo, meio e fim e propriedades preservadas em espaço tão exíguo. Não se trata, naturalmente, do mesmo tipo de conto breve da metade do século XX, também chamado de miniconto, mas podemos considerá-los como um tipo de reinvenção que desafia seus limites.

Neste século das mensagens abreviadas da Internet, das senhas e dos códigos, a literatura vem revelando que pode se renovar, acompanhando a velocidade dos tempos. Estamos aprendendo uma nova forma de comunicação, pois a conectividade altera o nosso modo de ler e escrever. O Twitter, rede social de largo uso, tem o limite de 140 caracteres e de alguma forma faz lembrar os microcontos. Apareceu como uma herança de antigos sistemas de comunicação escrita imediata; seus criadores queriam que os microblogs fossem compatíveis com os celulares mais básicos e adotaram os 140 pro tweet, mais 20 para o nome do usuário. Já o WhatsApp, aplicativo à disposição de muitos usuários, apela para uma espécie de subversão da língua: permite o uso de expressões coloquiais, ícones e símbolos figurativos de um estado de humor momentâneo, entre outros artifícios.  O Facebook, outro caso, é uma plataforma na qual  textos e imagens circulam livremente e vem, aliás, se configurando como um espaço carente de consistência; sobram palavras, faltam sentidos. De todo modo, o contato com textos de leitura breve e promessa de fruição tem sido o mais costumeiro nestes novos tempos. Podemos  pensar que o microconto, assim como os textos do Twitter ou a conversa escrita do WhatsApp, tem uma estética própria da contemporaneidade.

Aqui compartilhamos a ideia do livro “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século”, organizado pelo pernambucano Marcelino Freire, que convidou cem autores contemporâneos para produzir histórias de até cinquenta letras (sem contar título e pontuação). Fernando Bonassi, Manoel de Barros, Glauco Mattoso, Adriana Falcão e Millôr Fernandes são alguns dos que participaram dessa brincadeira inteligente. O resultado é uma coletânea de soluções inusitadas e divertidas.

FIM

Corpos se separam.

Ofegantes ainda.

E distantes para sempre.

(Alberto Guzik)

Uma vida inteira pela frente.

O tiro veio por trás.

(Cíntia Moscovich)

Se eu soubesse o que procuro

com esse controle remoto

(Fernando Bonassi)

AMOR

Maria,

quero caber todo

em você.

Agora escreva um conto. E, se quiser, aumente um ponto. Só um ponto. Final.

Lilia Rezende

Professora da Rede Estadual de Ensino

A Falta de Segurança nas Redes Sociais!

E aí, pessoal!

 

No ambiente virtual existem ferramentas que nos mantém conectados, sendo um facilitador na comunicação, um espaço de compartilhar ideias e uma forma de entretenimento. A rede social serve para conectar, diretamente através da internet, pessoas ou organizações que partilham do mesmo interesse, tornando-se bastante popular, já que as informações se propagam muito rápido pelas redes e conseguem alcançar uma grande quantidade de pessoas. Devido à facilidade de acesso, houve um crescimento considerável na popularidade das redes e, com isso, os riscos dentro delas também aumentaram.

Em razão da grande quantidade de informações postadas pelos usuários nas redes sociais, as pessoas se acostumaram a não prestar tanta atenção no que e como postar essas informações. Com um clique, você pode simplesmente acabar com a sua própria imagem ou até mesmo com a de alguém, já que uma vez que a informação vai parar na web é praticamente impossível de retirá-la de lá, e é através desse descontrole que os cibercriminosos agem. Você sabia que, mesmo que você exclua ou modifique qualquer dado (fotos, postagens, vídeos e conversas) das principais redes sociais, eles continuarão registrados nos servidores das empresas? Tem uma forma de você consultar isso no Facebook: indo em configurações gerais, na opção de baixar cópia de dados.

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Para evitar transtornos como invasão de privacidade, uso indevido de informações, danos à reputação, recebimentos de spam ou até mesmo um sequestro, já que dados de localização e membros da família são muitas vezes publicados nas redes, os usuários devem ficar atentos a algumas medidas de segurança, tais como: não adicionar estranhos; evitar marcações em fotos públicas; proteger álbuns de fotos; evitar postar conteúdos privados e não expor seus dados pessoais. Essas são somente algumas das recomendações para que não se tenha dores de cabeça com a utilização das redes.

É isso aí pessoal, muito cuidado nas redes sociais! Para mais informações, vejam a cartilha sobre segurança nas redes sociais divulgada pela Safernet (clicando aqui). No site da ONG, você pode fazer denúncias de cibercrimes e encontrar outras dicas!

Já imaginou como seria a sua vida se você vivesse como em uma rede social? A Safernet divulgou alguns vídeos de educação e prevenção. (Assista aqui).

 

Fonte: http://www.safernet.org.br/site/

[INSCRIÇÕES ABERTAS] Seminário de Educação e Tecnologia: Mobilidade e Mídias Digitais na Escola

O Instituto Anísio Teixeira (IAT) convida para o Seminário de Educação e Tecnologia: mobilidade e mídias digitais na escola, onde serão compartilhados projetos e experiências sobre o tema, através de palestras e mesas redondas com professores, gestores públicos, pesquisadores da área e instituições parceiras.


O evento marca o lançamento oficial da rede social da educação Espaço Aberto e a apresentação do projeto de formação para o uso dos Tablets Educacionais da Bahia.

 

 Data: 16/07/2013   
Horário: 
9 às 18h
Local: 
Instituto Anísio Teixeira

Acompanhe também por videoconferência nos polos do Estado ou através do Portal da Educação (educadores.educacao.ba.gov.br).

Para maiores informações, inscrições e programação:

CLIQUE AQUI

Fonte: http://educadores.educacao.ba.gov.br/seminario-de-educacao-e-tecnologia

Deficiência visual e Literatura – O livro com duas escritas

O mundo foi escrito em vários alfabetos”

Bartolomeu Campos Queirós

 Olá, pessoal!

No nosso cotidiano, a visão é um dos sentidos mais explorados, desde dirigir um carro, ir ao cinema, ler uma revista ou ao atravessar a rua. Os estímulos visuais estão por toda parte, em cores, formas e movimentos. Estamos muito ligados àquilo que podemos ver, e, na maior parte dos casos, a comunicação está diretamente voltada para o processo de captação e interpretação das informações visuais que nos rodeiam.

Saibam mais sobre a visão – Cliquem aqui!

Captura de tela de 2015-09-03 09:20:59

Mas, que tal refletirmos sobre a situação das pessoas que não podem enxergar totalmente ou parcialmente?

Pois é! Vivemos em uma realidade social, que se constituí e amolda apenas em torno das pessoas que não dependem de adequações estruturais – desfavorecendo assim, as que necessitam do mínimo de mobilidade para locomoverem-se com a autonomia e acesso a bens ou serviços de maneira igualitária.

Podemos citar a literatura como exemplo, pois, grande parte desta é destinada para os videntes, em detrimento aos cegos e deficientes visuais, que precisam de recursos como o sistema Braille para realizarem a leitura.

Saibam mais sobre o sistema Braille – Cliquem aqui!

Imaginem como deve ser mais difícil a fase de aprendizado escolar de crianças e jovens deficientes em uma estrutura que não leva em consideração as suas necessidades básicas. Ler, escrever e interagir com o meio torna-se um desafio ainda maior, quando os profissionais e colegas não têm o conhecimento e preparo para atuar nesses casos.

Para entendermos melhor essa realidade, pesquisem sobre o  o método usado pela Professora e escritora Elizete Lisboa, que esta semana palestrou no 2 Festival de Ilustração e Literatura da Bahia, compartilhando com os/as participantes como desenvolveu a literatura inclusiva “O livro com duas escritas” que é voltada para cegos ou não cegos, o que permite a socialização e integração de ambos.

É preciso que, além de refletir, toda sociedade se integre em favor de em uma reorganização sócio/estrutural, visto que, sem o empenho coletivo, não poderemos avançar nas conquistas e direitos, que não são de um grupo, e sim de todos nós.

Abraços!

Fonte:https://oprofessorweb.wordpress.com/2011/08/17/dica-do-professor-web-inclusao-social/; http://www.youtube.com/watch?v=o_WN4hQABSc; http://pt.wikipedia.org/wiki/Cegueira; http://ambiente.educacao.ba.gov.br/fisicaecotidiano; http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/index.html

UM ABRAÇO, PROFESSOR(A)!

Olá!

Quer uma oportunidade de homenagear publicamente aquele(a) professor(a) que com profissionalismo faz a diferença em nossas vidas e na construção da sociedade?

Então, se ligue na campanha promovida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, que em homenagem aos professores(as), deseja com você mandar “UM ABRAÇO, PROFESSOR(A)!”

COMO PARTICIPAR –

  • Tire uma foto sua ou da sua turma; ou grave vídeo com uma mensagem de até 30 segundos; ou escreva uma frase, poema homenageando o(a) professor(a).
  • O vídeo deve ser publicado no site *YouTube com o título “Aquele abraço, Professor!”.
  • Envie sua homenagem para o e-mail: todospelaescola@educacao.ba.gov.br com seu nome completo, idade, o nome da sua escola, município e o nome completo do professor homenageado com o assunto “Aquele abraço, Professor!”. No caso de vídeos, envie o link com os dados ditos acima.

FIQUEM ATENTOS(AS) ÀS REGRAS

  • Serão classificados apenas os vídeos com até 30 segundos.
  • Vídeos, fotos ou texto associados a campanhas que tenham conteúdo racista, homofóbico, pejorativo, propaganda política ou promoção institucional serão desclassificados. É importante estar com o uniforme da rede estadual para sua identificação.

Uma bela e justa homenagem não é mesmo?

Participe, clique aqui ou na imagem abaixo. 

*Veja como publicar seu vídeo no YouTube aqui:http://bit.ly/THR4Pl

Um abraço, professor(a) e amigo(a)!