Cine PW: “Quem são eles?” e “Uma outra história”

Salve, salve, galera!

Este mês vamos dar atenção especial aos Povos Indígenas brasileiros com as postagens do Cine PW. Abordaremos, portanto, temas inerentes às causas indígenas da atualidade. Para começar, vamos ver e ouvir um pouco da história do Brasil de acordo com a visão da população que esteve aqui desde antes da chegada dos brancos portugueses: os nativos.

A série de dez videodocumentários chamada “Índios no Brasil” é uma produção do projeto Vídeo nas Aldeias – VNA, com cooperação da TVEscola, sob o comando de  Ailton Krenak,  indígena da etnia Krenak, situada no Vale do Rio Doce – MG.

A atividade é precursora na área de produção audiovisual indígena no Brasil e tem por objetivo “apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais”, além de possibilitar o intercâmbio inter-indígena através do compartilhamento das produções entre os povos indígenas acompanhados pelo VNA.

Começamos com o primeiro episódio, intitulado “Quem são eles?”. Ele é construído com base nos depoimentos de entrevistadas/os não-indígenas, destacando o que elas/es sabem da existência, da história e dos hábitos dos povos indígenas. No entanto, ao longo do vídeo, as/os entrevistadas/os deixam nítido a pouca informação e a controvérsia entre a história oficial e o que são os indígenas segundo eles próprios.

Assista ao “Quem são eles” aqui.

Geralmente, quando pesquisamos informações sobre a história do Brasil, constatamos que o indígena é tratado como um ser que parou no passado. Além disso, relacionado a atraso, preguiça e selvageria. Este episódio apresenta quem são e como vivem alguns povos indígenas no Brasil, tomando como foco a relação deles com os outros brasileiros. O documentário também contém depoimentos de pessoas dos povos Krenak, de Minas Gerais; Kaxinawá e Ashaninka , do Acre; Yanomami, de Roraima; Pankaruru, de Pernambuco e Kaingang, de Santa Catarina”, que conversam sobre o assunto.

A segunda indicação de hoje será o episódio cinco “Uma outra história”, confronta a história oficial da chegada e da forma de dominação dos portugueses sobres os povos nativos que já habitavam a terra encontrada. Ilustrando esta versão oficial com cenas do filme “O descobrimento do Brasil” (1936), de Humberto Mauro e, simultaneamente, apresenta os depoimentos de chefes indígenas sobre o mesmo fato histórico.

Assista ao “Uma outra história” aqui.

“A realidade indígena nos dias atuais é bem diferente do passado, da mesma forma que os tataranetos dos portugueses que chegaram com suas caravelas nesse solo não se vestem hoje da mesma maneira que seus avós. Nós, povos indígenas, possuímos vestimentas tradicionais próprias e grafismos com os quais fazemos pinturas corporais, mas nossa nudez ou não nudez não define ser indígena ou não-indígena. Toda cultura é dinâmica, está sempre em constante movimento, mudando e se adaptando dentre os séculos.” (ÍndioEduca).

Vale a pena conferir a versão dos povos indígenas sobre suas próprias histórias.  Aproveite para aprender um pouco mais e fazer o download do guia para professoras/es e estudantes no site do projeto  Vídeo nas Aldeias.

Boa sessão e até mais!

Fonte: Vídeo nas Aldeias, Índio Educa e Vimeo

Cine PW: Vida Maria

 

Salve, salve, galera!

Hoje retomaremos as indicações de filmes que incrementam nossas discussões. Entrando no clima do mês em que focamos temáticas ligadas a gêneros e sexualidades em nossas conversas, indicamos o curta-metragem “Vida Maria”. Em pouco mais de oito minutos de animação 3D, o diretor e idealizador do projeto, Márcio Ramos, consegue reproduzir resumidamente a triste realidade da vida sertaneja.

A produção, de 2006, conta a vida de Maria José, que é apresentada como uma figura representante de história repetitiva de todas as outras Marias de sua família – de geração em geração – cujas vidas apresentam-se num ciclo infinito. Numa realidade onde as chances de melhorar de vida são poucas. E a situação torna-se mais agravante para as meninas, pois as mesmas não transitam noutro universo que não seja o familiar.  Assim, Márcio consegue expressar a falta de condição de mudança de vida, para melhor, a que os sertanejos estão condicionados.

Na trama, Maria José é obrigada a largar o sonho de poder estudar – considerado “uma perda de tempo”- para auxiliar nos afazeres domésticos, priorizando assim o sustento familiar. Essa atitude a coloca nas mesmas condições das outras Marias que já existiram e das que ainda virão.

O curta-metragem é todo produzido em tecnologia 3D, contendo as personagens e cenários modelados com base na realidade do sertão cearense, no Nordeste brasileiro. Região onde uma boa qualidade de vida e o acesso às políticas públicas são escassos, como o acesso a educação.

O curta foi contemplado com mais de quarenta prêmios, entre eles: Prêmio Especial, no Anima Mundi ;  Melhor Filme Nordestino, no Curta-se – Festival;  Melhor Animação, no Tudo sobre Mulheres em 2007;  Melhor Filme no Entretodos – Festival de Curtas-Metragem de Direitos Humanos, em 2007.

O tema central possui muito de experiência pessoal do diretor Márcio Ramos. “A ideia de realizar um projeto pessoal que fosse mais duradouro surgiu em 2000, mas, sem tempo, tive de adiá-lo por alguns anos“, diz, uma vez que manteve adiado seu sonho de realizar um curta pelo volume de prioridades que assumiu.

Valeu, pessoal. Boa sessão e boa reflexão. Até mais!

Fontes: Porta Curtas, Youtube

CINE PW: RETRÔ 2013

Salve, salve, galera!

 O ano de 2013 está quase acabando e com ele muitas coisas ficam para trás, já outras, sentimos inevitável vontade de eternizar e reviver . É neste clima de lembranças e de finalização de mais uma etapa de nossos diálogos (aliás, finalização não, apenas um breve intervalo), que trazemos obras já indicadas neste canal.

Hoje, nossa retrospectiva traz os vídeos indicados que mais marcaram nossas discussões este ano. São obras que consideramos muito relevantes ao entendimento das nossas relações sociais, com abordagens diversificadas, linguagem fácil e conteúdo atual. Confira abaixo nossa lista, programe-se e boa sessão!

Iniciamos o primeiro semestre trazendo, em janeiro, o cine “Mundo virtual: relações humanas, demasiado humanas, uma discussão sobre como o advento da informatização e da internet tem transformado nossa vida. Em fevereiro, trouxemos diferentes olhares sobre a situação de Cuba em “Yoani Sánchez x Soy Cuba”. Já março foi um mês bastante gratificante, pois o filme indicado, “Crianças Invisíveis”, recebeu uma grande quantidade de acessos e comentários.

Esta obra gerou uma interação interessante, pois a professora Nísia, a quem agradecemos, desenvolveu um trabalho com seus estudantes que contribuíram e opinaram sobre a abordagem do vídeo.

Em abril, trabalhamos com a temática Povos Indígenas, e a obra indicada foi “Produções Indígenas”; que homenageia hoje as centenas de comunidades indígenas e suas produções audiovisuais. Para maio, trouxemos o filme “Guerra de Canudos“;obra onde o diretor Sérgio Rezende retrata a situação de seca e miséria que o sertão baiano enfrenta. E para finalizar o semestre inicial, que tal uma reflexão sobre nossos hábitos alimentares e a saúde? Então confira o documentário “O veneno está na mesa”. Trata-se de um alerta sobre o uso de agrotóxicos na produção de alimentos.

Nosso segundo semestre também trouxe sugestões interessante. Como é o caso de “Os Heróis do Brasil, documentário cujo conteúdo é a resistência baiana contra a colonização portuguesa, ainda em comemoração ao 02 de julho. Também tivemos a discussão quanto aos cuidados que temos dado à alimentação de nossas crianças, com a abordagem adotada no documentário “Muito além do peso”, em agosto. Seguimos em setembro com as questões sociais, com a produção Fahrenheit 9/11, que traça um elo entre as causas e consequência dos atentados em 11 de setembro de 2001 nos EUA e a invasão estadunidense no Iraque. Outubro contemplou as discussões sobre inclusão social e respeito à pessoa com deficiência, quando sugeriu o filme “City Down – A história de um diferente”; que retrata a história de um jovem nascido numa cidade onde todos possuem Síndrome de Down, levando-nos a refletir a respeito do lugar do outro, do diferente.

Como de costume, em novembro nossas postagens estiveram direcionadas às questões do Novembro Negro, com isso nosso cine não poderia ficar de fora. Entre as obras indicadas destacamos nesse mês o documentário “Quanto vale ou é por quilo?”;

A obra faz, em sua abordagem, uma comparação entre a escravidão do passado e o sistema atual de exploração capitalista.

E, finalizando nossa “retrô”, trazemos a obra que homenageou, em vida, o homem e o herói que foi Nelson Mandela, com a produção “Invictus”. Vale a pena conferir!

É isso aí, pessoal. Que 2013 tenha sido bem proveitoso e que 2014 nos possibilite mais interação, com muitas e boas indicações. Podem enviar sugestões que o espaço está aberto. Quer conferir mais vídeos do Cine PW?

https://oprofessorweb.wordpress.com/category/multimidia/cine-pw-multimidia/ 

Um forte abraço!

CINE PW: Invictus

Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável

Nelson Mandela

Salve, salve, galera!

Hoje o  Cine PW entra no clima de homenagem a Nelson Mandela, falecido no ultimo dia cinco, trazendo a obra ‘Invictus’.

O filme mostra a África do Sul no período pós Apartheid (1948 -1994); quando Nelson Mandela, presidente-eleito, reconhecendo que seu país permanece dividido racial e economicamente, resolve apoiar o time da África do Sul na Copa Mundial de Rúgbi de 1995. Acreditando ser esta uma ação capaz de unificar a população por meio da linguagem universal do esporte, levando o time a fazer uma incrível campanha até as finais da competição.

Rolihlahla Madiba Mandela, foi o representante do movimento antiapartheid, considerado pelo povo um guerreiro na luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista, tendo sido preso aos27 anos, e nestas quase três décadas na cadeia, durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até 11 de fevereiro de 1990 quando foi libertado, já com 72 anos. Seu sonho está sintetizado na frase “sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos“!

Boa sessão!

 Fontes: ONU.

Cine PW: Raça Humana

Salve, salve, galera!

Estamos de volta com mais uma indicação de cine para vocês! E mesmo já tendo encerrado nosso Novembro Negro, as discussões continuam a todo vapor. Hoje trazemos o documentário da TV Câmara “Raça Humana”. A obra problematiza os dramas enfrentados no início da aplicação das políticas de cotas, quando, em 2004, um ano depois da sanção da Lei 10.639, a Universidade de Brasília (UnB), adotou o sistema de cotas em seu vestibular, onde reservava vinte por cento das vagas para candidatos que se declaravam afrodescendentes.

A decisão da UnB gerou divergências internas e o caso precisou da intervenção do STF (Supremo Tribunal Regional).

O documentário apresenta diversas opiniões de pessoas envolvidas com a proposta, argumentado a favor e contra à posição adotada pela instituição. Um dos comentadores é o professor e antropólogo José Jorge de Carvalho, que defende o sistema adotado: “Qual é o país que tem dois grupos étnico-raciais, praticamente da mesma proporção (48 ou 46 por cento), que um deles reduziu o outro a menos de um por cento no mundo acadêmico?”. Dessa forma, se contrapõe aos argumentadores que afirmam que a postura adotada pela UnB promovia a racialização , ou seja, fortificava o racismo ao invés da “igualdade” pretendida.

Felizmente, hoje já contamos com a Lei de Cotas, nº 12.177. Essa é a lei que garante 50% das vagas das universidades federais e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia destinadas a alunos que estudaram durante todo o ensino médio em escola pública. Ela é considerada um avanço nas ações de políticas afirmativas do Brasil.

Agora, que você já esta envolvido nessa discussão sobre a obra e possui uma visão autônoma e crítica, mande-nos sua opinião. Estamos aguardando!

Fonte: Educar Portal

Relembrando nosso Novembro Negro

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Olá, turma esperta.

 Iniciaremos dezembro fazendo um breve histórico dos diálogos construídos ao longo do Novembro Negro aqui no blog. Durante esse período, discutimos a trajetória dos povos negros que contribuíram com a construção da cultura e com as características de nossa população, bem como compartilhamos conteúdos referentes à história de luta, resistência e conquista obtidas por estes povos que, ainda hoje, são vítimas de preconceitos, mas seguem se fazendo participantes e atuantes na história oficial brasileira. Em muitos dos nossos textos você encontra conteúdos das diversas áreas do conhecimento e com inúmeras referencias históricas. Vejamos um resumo do que rolou…

Categorizamos nossas publicações em sessões para facilitar sua busca, como o Cine PW, que trouxe dicas de filmes e documentários questionadores sobre o papel atribuído aos povos negros em nossa sociedade, desde a analogia entre escravização no passado e no presente, com a obra “Quanto vale ou é por quilo?”, até a história de um afrodescendente; “herdeiro-descendente” das exclusões sociais narradas no filme “O contador de histórias”.

Além disso, aproveitamos o mês temático para estrear a sessão Radiola PW, espaço reservado a análise de letras de músicas que compartilham mensagens, através das quais conseguimos traçar discussões coerentes com a educação como um todo. Em novembro, avaliamos as conotações contidas em “Respeite meus cabelos, brancos”, do compositor e interprete Chico César; comentamos a música Zumbi, letra de Jorge Bem Jor, cuja narrativa retrata o contexto histórico do período de escravização no Brasil; e finalmente a música do baiano Gilberto Gil, “Quilombo, O Eldorado Negro”, uma narrativa que conta a importância do surgimento das comunidades quilombolas.

Aproveitamos o mês, também, para apresentar algumas resenhas de obras referente à temática. É o caso das obras “O Teatro do Bando: negro, baiano e popular”, trazendo a uma biografia sobre o Bando de Teatro Olodum; e a biografia de Luiz Gama, um dos maiores nomes da história da Revolta doa Malês.

Sugerimos o link de acesso direto para todas essas publicações e tantas outras que foram e continuarão a ser produzidas pela equipe com ajuda de toda comunidade escolar interessada. Indicamos, também, o Ambiente Educacional Web – AEW pra visualizarem outros conteúdos relacionadas a essa temática.

Convidamos vocês para que continuem a contribuir com sugestões relacionadas a essa temática e a todos os outros temas interessantes para a comunidade escolar.

Abraços.

Cine PW: O Contador de Histórias

Salve, salve, galera!

Mais uma sessão do Cine PW, especial Novembro Negro! Hoje, trazendo a obraO Contador de Histórias‘, um filme de Luiz Villaça, baseado em fatos reais da vida de Roberto Carlos Ramos. Um garoto mineiro negro, de origem humilde e bem criativo. Ele recriava as histórias e causos de sua própria vida, a ponto de chamar a atenção da professora francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que veio ao Brasil para desenvolver sua tese de doutorado, escolhendo o pequeno Roberto para participar de sua pesquisa.

 

Roberto é o mais novo de uma família de dez irmãos e, ainda com seis anos ele é levado pela mãe à antiga FEBEM, hoje Fundação Casa Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, com o propósito de lhe proporcionar mais oportunidades e um futuro melhor. Contudo, o menino logo vai descobrir que a realidade do local é bem diferente do que se propagava na TV e Roberto, aos poucos, perde a esperança. Com treze anos, depois de muitas fugas e retornos, ele é classificado como irrecuperável, nas palavras da diretora da entidade. Mas Margherit insiste em abrigá-lo em sua casa.

Entre conflitos e cumplicidade, a história dos dois personagens vão se fundindo e Roberto Carlos acaba recriando sua vida e seu futuro.

Hoje, Roberto é um premiado professor,  contador de histórias e escritor de livros infantis, como ‘O Dia depois de Amanhã em Minas ‘, ‘O Morro e a Morte‘ e ‘O Contador de Histórias‘. Além de também ter adotado muitos 25 filhos.

É isso aí, pessoal! Verifique a classificação indicativa e bom filme!

FONTES: Roberto Carlos Ramos, Site do Filme, Wikipédia e Youtube.

Cine PW: O Show de Truman

Salve, salve, galera!

O que você acha de levar uma vida sem privacidade, onde todos sabem o que você faz, o que você pensa, o que você fala… enfim, tudo que você vive? E se, de repente, você descobrisse que está sendo vigiado por pessoas que você nunca viu e, talvez, nunca veja?

Pensando nesta situação, o Cine PW de hoje indica o filme “O Show de Truman”, uma reflexão quanto a nossa tão vigiada vida cotidiana.

Truman Burbank (Jim Carrey) é um simples vendedor de seguros que leva uma vida modesta com sua esposa Meryl Burbank (Laura Linney). Porém, alguns acontecimentos ao seu redor fazem com que ele estranhe a sua cidade, seus supostos amigos e até sua esposa. Após se apaixonar pela misteriosa Lauren (Natascha McElhone), a partir disso Truman embarca numa busca para descobrir a verdade de sua vida e que tudo não passava de um reality show, visto por qualquer pessoa do mundo.

O Filme é um mistura de comédia e drama, dirigido por Peter Weir, e faz uma reflexão sobre a vida contemporânea, onde estamos constantemente em exposição às câmeras, sites e olhares de outrem, cujos rostos e vidas nem sempre conhecemos.

Assista, reflita e veja o quão vulnerável é nossa privacidade. Boa sessão!

Fontes: Wikipédia

Cine PW: Uma Professora Muito Maluquinha

Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Hoje, nossa sessão de cinema vai indicar um filme que serve de estímulo para tod@s @s professores (as) e nos faz refletir sobre a nossa prática em sala de aula: Uma Professora Muito Maluquinha. A obra, dirigida por André Alves Pinto e César Rodrigues, foi lançada em 2011 e é uma adaptação do livro homônimo de Ziraldo, publicado em 1995.

O longa conta a história de Catarina Roque, a Cate, uma professora que subverte a sala de aula, inventando coisas para os estudantes entenderem a vida. Já imaginou uma escola em que a turma não precisa levar dever para casa, as aulas de geografia são feitas ao ar livre e até uma máquina de ler é inventada? Pois é! Essa é a escola vista por Dona Cate. A atriz Paola Oliveira protagoniza o filme, que conta com nomes como Chico Anysio e Suely Franco no elenco. O próprio Ziraldo faz uma participação especial na película. Quem leu o livro não vai se frustrar ao ver o filme. A narrativa é delicada e emociona professores (as) que estão na sala de aula e até aqueles (as) que já estão fora dela. Fica o convite!

Até mais!!

Cine PW: Notícias de uma Guerra Particular

Salve, salve, turma!

O Cine PW traz mais uma dica para o Enem: o documentário “Notícias de uma Guerra Particular”. No intuito de discutir a relação de violência e poder entre o Estado e as instituições criminalizadas, o documentário retrata o cotidiano dos traficantes e moradores da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro. Resultado de dois anos (1997 e 1998) de entrevistas com pessoas ligadas diretamente ao trafico de entorpecentes, com moradores que vislumbram esta rotina de perto e policiais, o filme traça um paralelo entre as falas de moradores, dos traficantes e da polícia, colocando todos no mesmo patamar de envolvimento em uma guerra que não é uma “guerra civil”, mas uma “guerra particular”.

O título do documentário de Salles é encontrado no conteúdo de uma das entrevistas, na fala do ex-capitão do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Rodrigo Pimentel. Outras falas importantes presentes nas entrevistas denunciam o apartheid social em que se encontra a população do Rio de Janeiro, como de uma autoridade de segurança pública: “(…) a polícia precisa ser corrupta e violenta, nós fazemos a segurança do Estado, (…) temos que manter os excluídos sob controle. Vivemos numa sociedade injusta e a polícia garante essa sociedade injusta (…)”

Fonte: Wikipédia