Yes,in Bahia!

Let’s play, sing and dance, folks! Disco, Rap, Country, Rock, Pop Rock, Hip hop, Axé Music… Axé Music? Oh, yes! Carnival is coming! What kind of music do you like?

Você já se perguntou quantos estilos musicais existem e como eles surgiram? A verdade é que a variedade de músicas está para o gosto de todos. A palavra musikê é de origem grega e significa a “arte das musas”, uma referência feita à mitologia grega. Para muitos pesquisadores, a música já existia na Pré-História e tinha um caráter estritamente religioso, como forma de gratidão aos deuses pela proteção, boa caça, entre outras razões.

Considerado um elemento forte na nossa cultura, a Bahia é um estado essencialmente musical e, por ser Carnaval, o Axé Music, gênero baiano, carrega em si a fusão cultural no próprio nome: Axé, como representação da cultura afro e Music, da cultura pop, carregando a bandeira da World Music.

O surgimento e a invenção dos instrumentos musicais, dos mais simples aos mais sofisticados, permitiram o desenvolvimento de novos gêneros musicais e um novo mundo para a produção musical. A organologia apresenta um estudo sistemático dos instrumentos para os mais variados tipos e estabelece critérios de classificação surgidos na Grécia Antiga.

Com tanta variedade, haja  habilidade! Mas como expressar habilidade em inglês? So easy! O verbo modal can é utilizado para expressar permissão e habilidade, sendo essa última o nosso foco, como está claramente expresso no breve texto sobre Carlinhos Brown, um dos representantes da música baiana de reconhecimento internacional cujo nome artístico vem de James Brown. Veja o que dizem lá fora sobre ele.

Can you read this text about Brown? b1                                                                Fig.1 Carlinhos Brown 

Antonio Carlos Santos de Freitas, known as Carlinhos Brown (born November 23, 1962 in Salvador, Bahia) is a very talented multi-instrumentalist.He is one of the most popular male singers of the present in Brazil and he is very recognized by his creativity and charisma. He can sing latin music, samba, Axé music and others. Axé is a typical Bahia music. He is also known for his abilities at improvisasion. He can make music with different and unconventional objects.

What about you? Can you sing Axé Music? Can you dance? Can you play any instrument?

Como se pode observar no texto acima, as frases  destacadas expressam habilidade, capacidade de fazer algo. Sempre após o modal “can”, o verbo principal deve vir no infinitivo sem o “to”. Veja outros exemplos:

Affirmative sentences:

Daniela Mercury can sing Axé Music.

Carlinhos Brown can play tambourine and reco-reco.

Na forma negativa, acrescenta-se a partícula not” após o verbo modal. Podendo assumir duas ortografias.

Negative sentences:

I can’t play percussion.

He can not play bango drums.

Na forma interrogativa, inicia a frase com o verbo modal.

Interrogative form:

Can you play any instrument?

Can you dance?

Be smart! You can search to get more information.

Bye! Have a nice Carnival!

Mônica Mota

Professora da Rede Pública Estadual da Bahia

O Carnaval: da Saturnália aos Camarotes

É fevereiro, aproxima-se o carnaval, uma das festas mais populares do país. Em Salvador, a cada ano, a festa se transforma, metamorfoseando-se em duas: na avenida, o folião pipoca, se aglomera, pulando atrás do trio, numa região fronteiriça e insalubre, que insiste em existir, espremida entre a corda dos blocos e suntuosos camarotes. Ao lado dessa cena pitoresca, há outro carnaval que transcorre do alto. Ali estão os “vips”,  as pessoas que têm uma visão e situação social privilegiadas, que contemplam a avenida, instaladas com conforto e segurança. Nesses clubes sociais ambulantes, acontecem  shows de artistas de axé, funk e sertanejo, em paralelo ao circuito da folia. Como se vê na foto abaixo:

Fig 1. Fonte: Rodriga Sá. Circuito Barra Ondina

Fig 1. Fonte: Rodriga Sá. Circuito Barra Ondina

É possível ver, com bastante evidência, a suntuosa edificação instalada diante da avenida, para que as elites possam participar da festa com segurança e, sobretudo, com alguma distância, para não sofrer o absurdo desconforto de se misturar com a plebe.

Mas, nem sempre foi assim, a separação social não é a tônica dessa festa. O carnaval tem origem na antiguidade, mais precisamente, nos festivais realizados em Roma para homenagear Saturno. Durante a saturnália,  a irreverência era o ponto alto dos dias festivos, hierarquias sociais eram suspensas, escravos tomavam o lugar de seus senhores, vestiam-se como eles e com isso satirizavam seu comportamento. Senhores serviam seus escravos, comiam e bebiam juntos com eles. Nesses dias festivos o jugo da escravidão era suspenso. A inversão de papéis, aliás, é um fenômeno tipicamente carnavalesco.

No Brasil, na primeira metade do século XIX, acontecia o Entrudo, uma festa que envolvia muita espontaneidade e brincadeiras nos espaços públicos. Escravos saíam pelas ruas com os rostos pintados de branco em batalhas de  laranja, limões, farinha, água de cheiro e outros líquidos menos nobres. As famílias das elites não participavam das brincadeiras na rua, mas faziam esses jogos em casa e ficavam na janela  lançando, nos transeuntes, farinha, limões e outros. Em casa, a festa tinha limites sociais. Certas liberdades só eram permitidas entre os iguais. Veja, na foto abaixo, que os escravos, estão apenas servindo, e não participam.

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Earle, Augustus, 1793-1838. Jogos durante o carnaval do Rio de janeiro.

No século XX, o Entrudo foi considerado subversivo, violento e, por isso, criminalizado. Foram criados os bailes de carnaval em clubes sociais, onde tocavam marchinhas. Ali, o ambiente era controlado para que as famílias pudessem participar da festa com segurança e longe da balbúrdia que imperava nas ruas. Observa-se, que ao longo da história do Brasil a festa do carnaval coloca em paralelo estes dois vieses, as elites criaram um carnaval civilizado, controlado em suas pulsões mais tempestuosas: a sexualidade e a violência. Nesse ínterim, é importante pensar que o carnaval nasce da espontaneidade do povo, em seus dias livres, durante os quais podiam se expressar com irreverência, espontaneidade e criatividade. Juntavam-se  escravos e senhores sob a égide de suas pulsões mais libertárias.

O sistema escravista vigente no Brasil interferiu nas brincadeiras de rua chamadas de Entrudo, colocando em contraste festa de senhores e festa de escravos. As famílias “tradicionais” em sua avidez por controle e limites, mataram a irreverência e inversões que caracterizam a festa. Hoje, as elites assistem ao carnaval instaladas em camarotes, sob ar-condicionado, servidas de Buffet, segurança particular, um ambiente controlado no qual só entra “gente bonita”. São clubes que se ergueram ao lado da avenida, já cerceada pelas cordas dos blocos. Ao final, vemos que o carnaval espelha a desigualdade social que é vivenciada no cotidiano do Brasil.

Talvez, por isso, o carnaval de Salvador tenha perdido tanto de sua vitalidade nos últimos tempos; empresários da folia lotearam, a maioria dos espaços, o povo foi confinado entre as cordas. Com isso, reprimiu-se também toda a efervescência e liberdade que caracterizam essa festa, esvaziando seu melhor conteúdo: a junção de todos em um ambiente de irreverência e liberdade, sobretudo, o extravasar de emoções legítimas e próprias do ser humano.

É importante depreender, sobre esse texto, a riqueza do tema festa como um objeto de análise sobre a vida social apto a desvelar suas camadas, estruturas e grupos sociais excluídos. Nesse sentido, os professores e estudantes podem se apropriar dessa temática  para refletir e debater, de forma crítica, sobre diversos aspectos da sociedade. Acessem o Ambiente Educacional  Web vejam o vídeo abaixo e inspirem-se na escola de samba inclusiva Embaixadores da Alegria.

Valdineia Oliveira

Prof. de História da Rede Estadual de Ensino da Bahia

Fontes:

CUNHA, Fabiana Lopes da. Carnaval X Entrudo: formas de regrar o carnaval no Rio de Janeiro em fins do século XIX e início do século XX. Cad. Pesq. Cdhis, Uberlândia, v.24, n.2, jul./dez. 2011.

DANTAS, Marcelo Nunes. Desigualdade Social – A Exclusão Social no Carnaval de Salvador. Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1870091

A Mulher e os Espaços Ocupados no Carnaval da Bahia

A mulher hoje vem ocupando lugares de destaque e respeito cada vez maiores na sociedade baiana e brasileira. Na música produzida no e/ou para o carnaval da Bahia, mais centralmente no carnaval de Salvador, a presença feminina é marcante nos dias atuais. O número de intérpretes femininas é grande e o foco midiático sobre elas também. Nem sempre foi assim. O modelo do carnaval de rua soteropolitano data suas origens nos anos 50  do século XX, quando a dupla  Dodô e Osmar criou a Fobica, que depois originou o moderno Trio Elétrico. Nos anos sessenta e setenta, os afoxés e blocos afro ampliam sua ação no carnaval.

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Fig. 1 – A Fobica, primeiro carro construído por Dodô e Osmar, precursor do moderno Trio Elétrico. Fonte: aufgenommen im Rathaus Salvador

 

A primeira cantora a subir num Trio Elétrico para cantar foi  Baby do Brasil (antes conhecida como Baby Consuelo). Baby possui timbre forte, voz de comando e passeava pelo repertório de frevos eletrizados, sambas elétricos e música pop dos anos setenta, que eram a tônica da sonoridade de sua turma de músicos e colegas. Baby abriu caminho para  artistas, como  Laurinha, Sarajane, Márcia Freire, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Márcia Short, Ivete Sangalo,  Cláudia Leitte, entre outras. Daniela Mercury nacionalizou a  Axé Music e começou a tratar de temas de afirmação política a respeito de gênero, intensificando essa postura ao final dos anos 2000. Margareth Menezes se afirma como uma voz negra a definir possibilidades de percepção do étnico e racial na festa. Ivete Sangalo assume o lugar da mulher bem-humorada e, de certa forma, sem preocupações políticas mais intensas. Claudia Leitte se apresenta como um feminino mais ligado a padrões estéticos pautados na cena pop norte-americana.

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Fig. 2 – Ivete Sangalo em Trio Elétrico                Foto: Sergio Savarese.

 

Todas estas mulheres que são vozes do carnaval e que em 2016 encontraram-se com um fenômeno de projeção instantânea e até certo ponto estranha vindo do sul da Bahia e que é alçada à categoria de “revelação” da festa pelas mídias locais: a Banda Vingadora, que traz como vocalista Tays Reis. E ficou famosa no carnaval de 2016 por causa das polêmicas que envolveram a música de trabalho da banda – Paredão Metralhadora. Um outro padrão de mulher aparece na cena do carnaval: Tays Reis, ao cantar a metralhadora numa referência ao “poder” das meninas sobre os rapazes leva a pensar sobre como pode querer ser encarada a nova mulher baiana e brasileira.

É interessante fazer uma observação importante. Neste mesmo ano de 2016, outra mulher baiana, a cantora Maria Bethânia – que comemorou cinqüenta anos de carreira em 2015 – é homenageada pela escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira, justamente com o tema “Maria Bethânia: a menina dos olhos de Oyá”. Oyá, também chamada de Iansã, é uma divindade cultuada nos Candomblés brasileiros e associada ao perfil de mulher guerreira, forte, decidida, altiva e que ocupa lugares sociais no mesmo patamar dos homens.

Por Repórter Vladimir Platonow

Fig. 3 – Imagem de Desfile da Mangueira no carnaval carioca. Por: Repórter Vladimir Platonow / Agência Brasil

Desde Baby do Brasil, o carnaval de Salvador vê surgir mulheres que buscam espaço e fazem valer, cada uma à sua maneira, o exercício do feminino e das suas existências. Seus cantos são imperativos e – para além dos gostos particulares – expressam aspectos das identidades culturais que formam a Bahia.

Em 2016, o carnaval de Salvador faz surgir, através da fala da mídia, a Vingadora; e, ao mesmo tempo, o carnaval carioca homenageia a Bahia através da cultura afro-brasileira, tal como vista na trajetória de Maria Bethânia.

Para quem é soteropolitano, baiano ou mora em Salvador, este carnaval foi um momento de ver e rever possibilidades de mulheres que comandam (ou podem fazer parecer que comandam) suas vidas e cantam essas conquistas.

Até porque, melhor que vingar, é conquistar!

Os mitos de Oyá-Iansã confirmam!

Carlos Barros

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia.

Carnaval 2013 – “Encantos e axé, sagrado e profano: o baiano é carnaval!”

Diga aê, galera!!

Reconhecida como uma das maiores festas de rua do mundo, o carnaval de Salvador “arrasta” milhões de foliões em todos circuitos e esse ano acontecerá entre os dias 7 e 12 de fevereiro.

Considerada a capital de encontros de culturas, mistura de diversos ritmos e crenças, Salvador prestará, na festa de Momo deste ano, uma justa homenagem a um instrumento característico da cultura da Bahia – a guitarra baiana.

A guitarra baiana representa a musicalidade do cenário baiano e foi criação da dupla Dodô e Osmar, considerados também os criadores do trio elétrico, trazendo irreverência e inovação para essa festa que desde então influencia o meio musical, imortalizando a cultura da pluralidade de sons e ritmos.

O tema escolhido é mais do que merecido, pois enriquece e resgata os antigos “carnavais de época”. A cidade então se transforma num centro de atrações, onde o mais importante mesmo é  aproveitar a folia e celebrar a alegria e a cultura da paz.

PW-carnaval-2013

Acessem o Portal oficial do Carnaval 2013 e fiquem por dentro da programação aqui!

♪♫ “Já pintou verão, calor no coração

A festa vai começar

Salvador se agita, numa só alegria,

Eternos Dodô e Osmar!” ♪♫

É isso aí, galera: vamos curtir, pois já é carnaval!!

 

Cine PW: “Caminhão da alegria – 60 anos de Trio Elétrico”

Salve, salve, turma!

O Cine PW já está no ritmo do carnaval, e a indicação de hoje é o documentário “Caminhão da alegria – 60 anos de trio elétrico”, produzido pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB.

 Por isso chame, chame, chame, chame gente que o Cine PW vai começar!

Captura de tela em 2013-02-06 11:01:54 

O documentário conta a história do trio elétrico, com destaque para as inovações musicais e tecnológicas que aconteceram ao longo de seis décadas.

O programa apresenta depoimentos exclusivos de Luiz Caldas, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Gerônimo, Vovô do Ilê, maestro Fred Dantas, Jaime Sodré e Bel Marques, dentre outros.

A primeira parte do documentário apresenta desde a criação do pau elétrico, instrumento desenvolvido por Dodô e Osmar que possibilitou a eletrização dos frevos e marchinhas que animavam os carnavais das décadas de 40 e 50, até as inovações propostas pelos Novos Baianos, que arrastaram multidões nas ruas de Salvador nos anos 70.

Destaque ainda para o desfile da Caetanave, uma homenagem ao cantor e compositor Caetano Veloso em sua volta ao Brasil, em 1972, após três anos de exílio.

A Parte 2 do documentário centra-se em marcos das décadas de 1980, 1990 e 2000. O surgimento da axé music e do samba-reggae, a profissionalização dos blocos e a influência da música afro são alguns dos destaques desse período.

O documentário relata ainda o conflito entre os blocos afros e os trios elétricos nas décadas de 70 e 80, a formação das bandas e cantores que se tornaram as estrelas do carnaval e a crescente presença do pagode e do samba que, nesta década, começaram a ganhar espaço nos trios.

(fonte: IRDEB)

Carnaval 2012 – Essa Energia é Contagiante

Começa hoje a maior festa de rua do mundo: O carnaval!

Conhecido por todos, o carnaval de Salvador faz a alegria de milhares de foliões, que durante os seis dias conferem várias atrações, em todos os circuitos da festa. A cidade se transforma num grande espetáculo de cor e alegria, para receber pessoas de várias partes de Brasil e do mundo, numa mistura de ritmos para todos os gostos, que vão do axé, ao samba, passando pelo pagode, música afro, reggae, frevo, entre outros.

Os artistas da Bahia trazem seus convidados especiais e juntos formam encontros inesquecíveis que ficam marcados na memória de baianos e turistas.

Muito da nossa história, nosso cotidiano, do jeito peculiar de viver a vida, foi retratado de forma admirável pelo autor, que teve boa parte de sua obra literária adaptada para o teatro, cinema e televisão.

Para saber mais sobre a vida e obra do autor, acesse o site da Fundação Casa de Jorge Amado, que é uma organização não-governamental e sem fins lucrativos cujo objetivo é preservar, pesquisar e divulgar os acervos bibliográficos e artísticos, e está localizada no Largo do Pelourinho, no Centro Histórico.

Fundação Casa de Jorge Amado: clique aqui!

Exposição ‘Corredor da História’ – Ano X – 70 Anos do Pau Elétrico no Palácio Rio Branco

Olá pessoal, essa dica é para quem gosta de História e carnaval.

Que tal conhecer mais sobre o Carnaval, o Trio Elétrico e o Pau Elétrico.

O Palácio Rio Branco, um marco na história de Salvador, receberá a décima edição da exposição ‘Corredor da História’, em comemoração aos 70 anos da invenção do ‘Pau Elétrico’, precursor da Guitarra Baiana, instrumento que revolucionou a música brasileira. A abertura será no dia 17 de janeiro, às 10hr da manhã, e a exposição fica em cartaz até 05 de fevereiro, com entrada franca. Os visitantes poderão conhecer a história do Trio Elétrico, desde a invenção do ‘Pau Elétrico’, por Dodô e Osmar, em 1942, até os dias de hoje.  Organizada pela Terra do Som Produções, a exposição ‘Corredor da História’ é uma oportunidade única de entender um pouco mais sobre a magia transformadora do caminhão da alegria, mais conhecido como Trio Elétrico. São 21 banners com textos e fotos, que contam essa história através dos anos, com fatos e personagens históricos, e sempre com muita música.

Tudo começou quando Dodô e Osmar se conheceram, em 1939. Logo depois, surgiu o grupo musical “Três e Meio”, onde os dois tocavam. Alguns anos depois, veio a invenção do ‘Pau Elétrico’, instrumento de madeira maciça que evitava a microfonia, permitindo que os músicos ligassem os aparelhos na eletricidade, sem fazer aquele som agudo de apito. Com o tempo, o ‘Pau Elétrico’ foi sendo aperfeiçoado por Osmar e Dodô, até que tomou a forma de uma guitarra pequena. Foi assim que, na década de 70, Armandinho Macêdo  batizou a guitarrinha de Guitarra Baiana, por ser inventado e produzido totalmente na Bahia, com um som característico da música feita aqui. Como Dodô e Osmar tocavam instrumentos elétricos, e se apresentavam sozinhos, eles formaram  a “Dupla Elétrica” e foi essa dupla, juntamente com mais um amigo, que em 1950 saiu pelas ruas de Salvador em cima de um carro todo estilizado e tocando os frevos mais elétricos do mundo. Estava criado o “Trio Elétrico”.

Segundo Aroldo Macêdo, filho de Osmar e curador da exposição, a história do Trio Elétrico é fascinante e cheia de curiosidades. Pouca gente sabe, por exemplo, que quando a Fobica saiu nas ruas pela primeira vez, em fevereiro de 1950, ela desceu a Rua Chile e acabou subindo a Avenida Sete de Setembro, na contramão, encontrando pela frente o Clube Fantoches da Euterpe, até então o bloco mais tradicional do Carnaval de Salvador, e que esse encontro foi uma grande confusão. Outro fato interessante é que, no último dia do Carnaval de 50, quando a dupla se apresentava novamente na Fobica, ao chegar à Praça Castro Alves, já havia muita gente esperando ansiosa pela música vibrante. Osmar e Dodô queriam ficar ali e tocar para eles, mas perceberam que o carro continuava a andar. Osmar pediu para Olegário, amigo e motorista da Fobica, parasse o carro. Foi aí que Olegário falou: “Seu Osmar, já quebrou o freio e a embreagem. É o povo que está empurrando o carro”.

Durante a exposição, o público poderá ver ainda todos os modelos de Guitarra Baiana criados desde 1950, acompanhando a evolução desse instrumento único. Outra novidade neste ano é a Janela Elétrica, apresentações musicais que acontecerão nas janelas do Palácio Rio Branco, sempre na hora do pôr do sol, 3 vezes por semana, com convidados especiais. Tudo isso de graça, para que todos possam conhecer de perto a história do Trio Elétrico.

Gostou! Então passa lá.

Exposição “CORREDOR DA HISTÓRIA” – Ano X – 70 Anos do Pau Elétrico.
Local: Palácio Rio Branco – Praça Thomé de Souza – Praça Municipal, s/n – Centro
Dias: 17/01 a 05/02/2012
Horários: De terça a sexta, das 10hr às 18hr e sábados e domingos, das 13hr às 18hr.
Entrada Gratuita

Fonte: http://www.cultura.ba.gov.br/2012/01/17/exposicao-%E2%80%98corredor-da-historia%E2%80%99-%E2%80%93-ano-x-%E2%80%93-70-anos-do-pau-eletrico/