Cine PW: Yoani Sánchez x Soy Cuba

Salve, salve, turma!

Recebida em meio a vaias e aplausos, Yoani Sánchez tem dividido opiniões entre os que se dizem “esquerdistas” e “direitistas” ao relatar as relações políticas e sociais em Cuba, aliado às acusações de a blogueira ser financiada pela C.I.A. e outras instituições burguesas que visam derrubar o governo Castrista.

Em 2007 Yoani cria o blog Generación Y, onde são publicadas críticas ao governo dos irmãos Castro, mostrando uma Cuba muito diferente dos sonhos de Ernesto Che Guevara ou dos relatos de Fernando Morais no livro “A Ilha” (período em que Cuba recebia a “mesada” do governo soviético).

A realidade apresentada no Generación Y é de uma ilha subjugada a uma ditadura socialista que se estende a mais de 50 anos, no entanto a história não nos deixa esquecer a ditadura econômica do imperialismo capitalista, imposto pelos E.U.A. com a Ementa Platt, pela qual a ilha perdia sua condição jurídica soberana e concedia à nação estadunidense o direito de intervir nos assuntos da política interna cubana. No período de dominação dos E.U.A., Cuba deixou de ser uma nação para se tornar a “ilha dos prazeres” de muitos estadunidenses e outros turistas. Um dos responsáveis por essa transformação foi o ditador (ou “testa de ferro” dos E.U.A) Fulgêncio Batista, que montou uma infraestrutura voltada para os turistas oferecendo cassinos, incentivo à prostituição e uso indiscriminado de drogas, além dos altos índices de corrupção que mergulharam a sociedade cubana numa profunda crise estrutural.

Ao tomar conhecimento dos textos de Yoani Sánchez o governo cubano não demorou em tomar a decisão de cercear a sua liberdade de expressão implementando, em 2008, um bloqueio ao Generación Y .

Com apoio de parceiros Yoani Sánchez mantém o blog relatando as contradições no cotidiano dos cubanos, que apesar de possuírem um bom sistema público de saúde e educação sobrevivem com baixos salários ao passo em que o governo se beneficia em acordos com empresas privadas, criando uma espécie de capitalismo estatal. Outra problemática apontada por Yoani é o acesso precário a internet e a telecomunicação, além da crise econômica enfrentada desde o fim da U.R.S.S., que tem sido amenizada com o apoio do governo venezuelano de Hugo Chávez.

Um fato inegável é o de que a sociedade cubana vive um momento crucial na sua história e Yoani Sánchez é uma das pontas do grande e enigmático iceberg que é Cuba. Sobre esse contexto surgem inúmeras dúvidas e especulações, mas há duas interrogações unanimes: Cuba vive uma abertura político-econômica ou sofre mais uma investida do capitalismo global? Será que a “ilha” não é mais a mesma?

Yoani Sánchez e o seu blog nos colocam diante do legado da Guerra fria e do cruel modelo de Globalização que mantém e legitima sistemas de expropriação e outras contradições próprias do capitalismo. E nos fazem refletir sobre como um blog, uma rede social, um celular ou qualquer outra tecnologia de comunicação tem um papel importante na busca por transformações sociais, culturais, políticas e econômicas, seja na comunidade, na escola ou num país.

Com a palavra Yoani Sánchez 

Bloco 2, Bloco 3 e Bloco 4

Com a palavra a Revolução Cubana

Confiram o olhar do russo Mikhail Kalatozov sobre a transição do regime de Fulgêncio Batista para a Revolução Cubana.

Sinopse

Quatro histórias ambientadas na Cuba pré-revolucionária. Em Havana, Maria envergonha-se quando o homem de quem gosta descobre como ela ganha a vida. Pedro, um camponês idoso, descobre que a terra que cultiva foi vendida a uma empresa. Um universitário vê seus amigos serem atacados pela polícia quando distribuíam panfletos a favor de Fidel Castro. Por fim, uma família de camponeses é ameaçada pelas forças de Batista.

Ótima sessão!

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Consumo: mais um Tema Transversal

Olá, turma esperta!

O consumo é a aquisição e gozo de bens e de serviços por parte de qualquer sujeito econômico, para satisfazer tanto as necessidades presentes como as futuras. Trata-se de uma atividade de tipo circular: uns produzem, outros consomem. Por isso as pessoas com baixo poder aquisitivo estão geralmente excluídas deste processo, por não encontrarem lugar nesta cadeia de produção e consumo.

Como vivemos sob o modelo econômico capitalista somos todos(as) consumidores(as), mas devemos estar atentos(as) não só para a definição de consumo, como também ao valor simbólico que atribuímos às coisas, a importância que objetos, comportamentos e ideais adquirem na sociedade, assumindo mesmo o status de estilo de vida.

Numa sociedade que privilegia a informação e a comunicação por meio da imagem a ideia de consumo simbólico parte do princípio de que, ao comprarmos um produto, não o fazemos apenas por sua funcionalidade mas somos orientados também pelo significado que este produto ou serviço têm diante da sociedade, compramos pelo prestígio e reconhecimento que tal bem supostamente nos confere.

É por isso que queremos sempre comprar a calça, o tênis, o celular da moda, da estação primavera-verão/outono-inverno ou utilizarmos o aparelho “novidade” da academia, sonhamos em comprar o “carro do ano”, torcemos para o time de futebol subir para primeira divisão e sofremos para não cair para a “segundona”.

É isso aí, pessoal: aproveitando o período natalino, é importante refletir sobre o consumo exagerado e buscar resgatar e fortalecer o nosso senso de solidariedade, de amizade, de companheirismo, ao invés de ficar tristes por não conseguir comprar o presentinho de Natal…

Acessem outros conteúdos sobre o tema nos endereços:

https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/05/16/cine-pw-crianca-a-alma-do-negocio/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/09/18/consumo-consciente/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/06/04/consumismo-x-conscientizacao-a-terra-pede-socorro/
https://oprofessorweb.wordpress.com/2012/06/14/as-acoes-humanas-e-seus-reflexos-na-natureza/
http://ambiente.educacao.ba.gov.br/conteudos-digitais/conteudo/exibir/id/97

Até a próxima!

Texto de Maria da Conceição Carvalho Dantas, professora e colaboradora da Rede Anísio Teixeira, Programa de difusão de linguagens e Tecnologias da Informação e da Comunicação da Rede Pública Estadual de Ensino.

REPENSANDO O MEIO AMBIENTE

Ao discorrer sobre esta data, 05 de junho, escolhida mundialmente para pensar a importância da relação entre espécies viventes e o meio ambiente, a qual estas fazem parte e dele necessitam para que a manutenção da vida seja possível, faço referência a uma citação da pesquisadora Tânia Franco*, sobre estarmos vivendo em tempos sociais contrários aos tempos naturais, e que não  podemos esquecer que somos seres naturais. Ela acrescenta ainda, que assim como o mundo da produção e seu uso de recursos naturais não pode ser do ritmo que há, porque vamos destruir a natureza, e sem ela não vivemos, pois a nossa sociedade inverteu a relação com a mesma.

O repensar destes tempos naturais é fazer referência a ciclos naturais que se repetem continuamente (Ciclos biogeoquímicos: Ciclo do carbono, Ciclo do oxigênio, Ciclo do nitrogênio, Ciclo da água na natureza, Efeito estufa, Ciclo de matéria e energia – cadeias e teias alimentares, dentre outros) os quais tem sido ameaçados pela ação antrópica (do homem) e por um modelo de desenvolvimento capitalista que prioriza a produção e o capital em detrimento das questões de ordens naturais. O estabelecimento deste modo de produção depende de matéria-prima extraída desta natureza e, assim como a sociedade estabelece um tempo social de trabalho e produção que visa somente o lucro, a natureza também tem uma resposta, um tempo de produção, ciclagem que nem sempre corresponde ao tempo de produção construído pelo homem o que tem levado a curto prazo a estagnação de vários recursos naturais e que, em um ciclo contínuo afetará  a longo prazo, diretamente este modo capitalista de produção.

Estamos presenciando este fato através dos últimos tempos, desequilíbrio dos ciclos biogeoquímicos, degradação e escassez dos recursos naturais, problemas ambientais, uso de agrotóxicos, extinção de recursos minerais, vegetais e espécies vivas. Juntamente a estes problemas, decorrem outros como a degradação social (fazendo um trocadilho: relação intraespecífica desarmônica – Competição (homem x homem); relação interespecífica desarmônica – Competição, parasitismo, predatismo (homem x outras espécies); Especiação – uma verdadeira seleção social (incluídos x excluídos): Extinção de espécies (degradação dos direitos fundamentais a vida), fome, miséria, violência; degradação econômica (elites x assalariados x desempregados); degradação cultural (perda da identidade cultural; dos referenciais identitários); degradação política( descumprimento de leis, corrupção, falta de políticas públicas) etc. Desta forma, conclui-se que o processo de adaptação a estas novas mudanças nem sempre será favorável diante da emergência dos acontecimentos. Um processo adaptativo requer um tempo natural e social diferente do tempo de produção e a evolução destes processos e das espécies, também nem sempre será favorável, é a lei natural das coisas e das ideias.

Não se pretende ser aqui um pessimista e sim, um otimista, um critico da real situação que temos hoje no planeta. Portanto, devemos aproveitar os momentos das discussões como a Conferência das Nações Unidas Rio + 20 (discussão de ideias de cidades sustentáveis), audiências públicas, debates políticos nas eleições, momentos de discussões nas nossas escolas, bate-papo entre família, amigos, no ambiente de trabalho e lazer, nas redes sociais para ampliarmos as nossas discussões, exigirmos cumprimento de direitos e deveres, exercitarmos práticas sustentáveis e participarmos da construção deste mundo que tanto se deseja e almeja alcançar. O verdadeiro sentido da palavra Sustentabilidade tão hoje comum, passa por um conjunto de sustentabilidades: econômica, social, ambiental, cultural, ética, critica, política.

* (Tânia Franco, pesquisadora do centro de Recursos Humanos da UFBA. Entrevista a revista Muito, 24/5/2009).

Texto de autoria de Márcia P. de Almeida, bióloga, colaboradora do Programa Rede Anisio Teixeira do Instituto Anisio Teixeira – IAT/SEC e professora da rede pública estadual de ensino.

Dia Mundial do Trabalho

O dia 1º de maio é uma data comemorada em várias partes do mundo em virtude do protesto ocorrido nos Estados Unidos na cidade Chicago em 1886, onde milhares de pessoas foram às ruas lutar por melhores condições de trabalho. Decorrente dessa ação houve no país uma greve geral que desencadeou outros protestos e o enfrentamento com a polícia, resultando na morte de algumas pessoas e várias outras feridas.

Como forma de homenagear as vítimas do protesto, foi criado na França em 1889 o Dia Mundial do Trabalho.

Apesar de serem celebradas algumas conquistas da classe trabalhadora essa é também uma data de muitos protestos por parte desta categoria.

É por essa razão que quando falamos no Dia do Trabalho devemos ter em mente o que de fato isso representa para a sociedade. Levando em consideração as perdas e os ganhos para camadas envolvidas na questão.

Partindo do sistema vigente – o capitalismo, existem duas classes sociais que precisam ser bem compreendidas – a burguesa e o proletariado.

A primeira é a dominante, formada pelos detentores dos meios de produção e bens de serviços – já a segunda tem sua força de trabalho transformada em mercadoria, que é a base de sustentação do sistema capitalista. Partindo desta lógica, onde a tudo é embutido um valor e as pessoas são obrigadas a vender sua força de trabalho para garantir a sobrevivência, podemos dizer que é desta forma que se estabelece a ideia de propriedade privada, resultando no acúmulo também chamado de mais valia ou de o excedente.

No entanto, o lucro obtido através da mão-de-obra barata para gerar mais riqueza, não é repassado para os trabalhadores e as consequências disso são as desigualdades sociais entre ambas a classes.

E é por isso que essa data faz referênciaàs lutas dos grupos sociaispara protestar contra as diversas formas de dominação e seu caráter perverso.

Como disse Karl MarxA história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes”.

Valeu, galera.

Forte abraço!!

Cine PW: “Tempos Modernos” e “O Grande Ditador”

Olá Pessoal,

A partir de hoje temos um encontro marcado toda quarta-feira para falarmos da 7ª arte.

Toda Quarta serão indicados filmes que podem ser utilizados na sala de aula e nos estudos, afinal nada melhor que estudar e entreter ao mesmo tempo!

Além dos filmes indicados pela nossa equipe, estudantes e professores podem também sugerir.

Para começar a sessão Cine PW com o pé direito, indicamos o clássico dos clássicos: Tempos Modernos e O Grande Ditador produzido pelo inigualável Charlie Chaplin:

Modern Times (Tempos Modernos) é um filme produzido em 1936, nesse longa metragem o famoso personagem “O Vagabundo” (The Tramp) tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. É considerado uma forte crítica ao capitalismo, militarismo, liberalismo, conservadorismo, stalinismo, fascismo, nazismo e imperialismo, bem como uma crítica aos maus tratos que os empregados passaram a receber depois da Revolução Industrial.

Nesse filme Chaplin quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade, a escravidão. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua.

Tempos Modernos é ao mesmo tempo comédia, mesmo tempo drama e romance.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempos_Modernos

The Great Dictator (O Grande Ditador) é um filme produzido em 1940, do gênero comédia dramática e sátira crítica, dirigido por Charles Chaplin.

Foi lançado em 15 de outubro de 1940 e satiriza o nazismo, o fascismo e seus maiores propagadores, Adolf Hitler e Benito Mussolini. Foi o primeiro filme falado de Chaplin também. Na ocasião de seu lançamento, os Estados Unidos ainda não tinham entrado na Segunda Guerra Mundial.

Ao final do filme, o personagem de Chaplin dá um belo discurso falando de direitos humanos no contexto da Segunda Guerra Mundial, mas que ainda soa tão contemporâneo. Continue lendo

A HISTÓRIA DAS COISAS

 Fala, turma esperta!

Olhem ao seu redor atentamente e reflitam…vocês, agora mesmo, provavelmente estão vestidos (as), sentados (as) numa cadeira acompanhada de uma mesa ou bancada e, se estão lendo este texto, é porque estão na frente de um computador com acesso à internet, é claro!

Vocês já se perguntaram de onde vem todas as coisas que usamos todos os dias, como as roupas, as cadeiras e mesas, os computadores e a própria tecnologia que nos conecta à internet? Quais os processos envolvidos na produção, comercialização, consumo e descarte – ou reaproveitamento – dos objetos ao nosso redor? Qual é a nossa parte ou responsabilidade nesses processos? E o belo planeta em que vivemos, aguenta?!

 Parecem perguntas difíceis de responder, heim?! Por isso mesmo apresento a vocês o vídeo “A História das Coisas”, um pequeno e divertido documentário, feito em animação, que explica de forma leve e reveladora as conexões aparentemente ocultas entre os objetos que produzimos, a forma como produzimos e as consequências desse nosso estilo de vida no meio ambiente, nos fazendo pensar sobre o nosso papel diário na construção de um mundo mais justo e sustentável para todos (as).

Assistam ao vídeo aqui

Confiram também o vídeo dublado em português clicando aqui

Gostaram?! Então deixem seu comentário abaixo e mostrem o que vocês tem feito para mudar a história das coisas!

Um abraço e até a próxima, galera!

Sugestão de filmes para uso pedagógico – 2

filme cafundo

4. CAFUNDÓ
Título original: (Cafundó)
Lançamento: 2006 (Brasil)
Gênero: Drama/Biografia de João de Carvalho (Preto Velho)
Temática:
Questões sobre Afrodescendência Brasileira
Análise das raízes negras com a civilização judaico-cristã
Sincretismo Religioso

 

filme: honey, no ritmo dos seus sonhos5. Honey – No Ritmo dos Seus Sonhos
Título original: (Honey)
Lançamento: 2003 (EUA)
Gênero: Drama /Musical
Temática:
Violência na Adolescência
Marginalidade no universo adolescente
Hip-hop (Arte) como forma de encorajar jovens a ficarem longe das ruas.

 

filme: adeus, lenin

6. Adeus, Lenin!
Título original: (Good Bye, Lenin!)
Lançamento: 2003 (Alemanha)
Gênero: Drama/Histórico
Temática:
Queda do Muro de Berlim
Mudanças na Berlim Oriental através do regime capitalista ( Pós 1989)
Obs: Conteúdo para discussão sobre Produção Audiovisual – Construção de Vídeos Jornalísticos Amadores (roteiro à edição)

(Esta é uma dica da profª  Carla D’Almeida)