Radiola PW: We Nuh Want Zik V* (Nós Não Queremos o Zika Vírus)

Oi, turma! Tudo bem? Nesta semana, vamos dar continuidade à nossa campanha contra o Aedes aegypti e a Radiola PW traz uma música que tem tudo a ver com a temática: We Nuh Want Zik V. Em português, significa “Nós Não Queremos o Zika Vírus”. O reggae faz parte de uma campanha promovida pelo Ministério da Saúde da Jamaica e o clipe, que foi publicado em janeiro deste ano no canal do YouTube do órgão, já tem mais de 21 mil visualizações.

Fig. 1: o médico Michael Abrahams no vídeo da campanha promovida pelo Ministério da Saúde da Jamaica. Imagem: captura de tela feita em 21 de março de 2016

Fig. 1: o médico Michael Abrahams no vídeo da campanha promovida pelo Ministério da Saúde da Jamaica. Imagem: captura de tela feita em 21 de março de 2016

A campanha tem como garoto-propaganda o obstetra e ginecologista Michael Abrahams, que é um showman na Jamaica. Além de trabalhar na área médica, ele é poeta, comediante e compositor.

O jingle traz, na letra, aqueles alertas que nós já sabemos e que não podemos negligenciar no combate ao mosquito causador da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus: So make sure no stagnant water in sight (Verifique se não há água parada à vista)/An change de water inna yu vase every day (Troque a água do vaso todos os dias) etc.

No final, a fim de chamar a atenção para os casos de microcefalia, We Nuh Whant Zik V conclama: An special shout out to pregnant ladies (Um grito especial para mulheres grávidas)/Protec yusself an’ protec yu babies (Proteja-se e proteja os seus bebês).

O Ministério da Saúde da Jamaica virou notícia em todo o mundo por causa dessa forma irreverente de estimular o combate ao Aedes aegypti. O curioso é que os índices de casos de zika vírus no país são baixíssimos. De acordo com dados constantes no site da Organização Mundial da Saúde, publicados em fevereiro deste ano, a Jamaica teve apenas um caso de infecção de zika vírus.

Com a sua ajuda, o Brasil também pode virar notícia. Combata os focos do mosquito! Afinal, nós também não queremos o zika vírus!

Até o próximo!

*: inglês jamaicano.

Raulino Júnior

Professor da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

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Comunidade Escolar do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira no Combate ao Mosquito Aedes aegypti

Combatendo o Inimigo Número 1 é o título do projeto que professores de diversas disciplinas e estudantes do ensino médio do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira irão promover ao longo de todo o ano letivo de 2016, para exterminar com o mosquitinho da vez! O Aedes aegypti vem ocupando as páginas dos jornais de todo o país e os noticiários na TV. Tanto burburinho tem justificativa, pois esse mosquito é capaz de transmitir os vírus da zika,  da chikungunya, da febre amarela e da dengue. Segundo o portal do ministério da Saúde, esse mosquito é originário da África e se disseminou para “o continente americano por embarcações que aportaram no Brasil para o tráfico de escravos. Há registro da ocorrência da doença em Curitiba (PR) no final do século 19 e em Niterói (RJ) no início do século 20.”

Tantos milhões de brasileiros contaminados, para além das mortes relacionadas a estes vírus, e agora a microcefalia de bebês causados por mulheres contaminadas pelo vírus da zika, chamaram a atenção da comunidade escolar do Colégio de Aplicação. Por isso, não basta apenas discutir sobre o Aedes e formas de prevenção, é preciso se posicionar e atuar no seu combate. Assim sendo, o Colégio de Aplicação declarou guerra ao mosquito e nos próximos meses irá promover uma aula prática para a identificação de possíveis focos de larvas na escola e no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador. E essa não será a única ação desenvolvida pela comunidade escolar, segundo nos informou a articuladora de linguagem Maria Ilza de Oliveira e a coordenadora Sueli Fernandes Moura. A equipe pedagógica promete incentivar pesquisas sobre o tema e, ao final de cada mês, as turmas de uma determinada série irão apresentar o resultado dos conhecimentos adquiridos através de dramatizações, paródias, apresentação de estudos e muito mais.

É isso aí, meu povo, precisamos nos movimentar! Se você gostou da iniciativa do Colégio de Aplicação, curta nossa postagem, comente, discuta na sua comunidade estratégias de combate a essa praga do século XXI e compartilhe conosco suas ideias! O combate ao Aedes depende de todos nós, incluindo as autoridades políticas locais que recebem verbas do governo federal para implementar o sistema de saneamento básico nas regiões que ainda não possui. Vamos exigir que esse dinheiro seja de fato aplicado no provimento de água potável, no manejo de água pluvial, na coleta e tratamento de esgoto, na limpeza urbana, no manejo de resíduos sólidos e no controle de pragas e qualquer tipo de agente patogênico.

Abaixo, segue o jogo da Dengue, cujo objetivo é encontrar focos do mosquito Aedes em uma residência!!!

Fig. 1: Jogo da Dengue. Imagem: AEW

Fig. 1: Jogo da Dengue. Imagem: AEW

 

Telma Santos

Professora da Rede Pública Estadual de Ensino da Bahia

Zangões contra Mosquitos

E aí, galera! Beleza?

Nos últimos dias, uma das coisas que mais têm aparecido nos meios de comunicação é o caso das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika, febre amarela e chikungunya. O Aedes é um mosquito de hábito diurno, que se reproduz onde há água limpa e parada. Por ser atraído por altas temperaturas, se propaga muito mais rápido no verão, mas devemos nos manter vigilante o ano inteiro. Para ajudar no combate ao mosquito, temos um novo aliado que já vem sendo usado em algumas cidades do Brasil:

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Fig. 1: Drone

os zangões, que em inglês significa drones, como são mais conhecidos. Trata-se de um apelido dado ao VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), que, como o próprio nome diz, é todo e qualquer veículo não tripulado controlado remotamente. Como eles podem ajudar no combate ao mosquito da dengue?

Simples! Eles podem chegar facilmente aonde os agentes da campanha de combate não podem chegar, como topos de prédios, casas abandonadas e outras áreas de difícil acesso, facilitando o mapeamento de possíveis focos de procriação do Aedes aegypti. Dessa forma, torna o combate ao mosquito muito mais preciso e eficaz, mas isso não nos isenta de fazer a nossa parte. Afinal, uma fêmea do mosquito pode colocar cerca de 450 ovos. Como podemos ajudar no combate? Não deixando água parada em garrafas destampadas; tanques destampados e piscinas descobertas; procurar manter as calhas sempre limpas para que a água não fique empoçada, evitando ao máximo deixar água parada e exposta. Caso conheça algum local que seja um possível foco de reprodução do mosquito, denuncie para o órgão responsável.

É isso aí, galera! Vamos todos juntos formar essa corrente contra o Aedes aegypti.

Gabriel Luhan

Colaborador da Rede Anísio Teixeira

Epidemia em Salvador (1918)

Fonte: Salvador, província da Bahia (Rodolpho Lindemann, 1875).

Fonte: Salvador, província da Bahia (Rodolpho Lindemann, 1875).

No início do século XX, a grande maioria da população soteropolitana vivia em condições mínimas de saneamento básico. Os esgotos a céu aberto eram a realidade da população carente que se aglomeravam em casas e prédios construídos de forma desordenada nos becos e vielas da cidade. A inexistência, na maior parte das casas populares, de água encanada, obrigava as famílias a ir buscá-la nos chafarizes espalhados na cidade e estocá-la em lugares impróprios, sem a devida higienização. As ruas quase nunca eram pavimentadas e raramente limpas pelas autoridades públicas, o que provocava o amontoamento do lixo nos cantos da cidade, sem que houvesse um sistema eficaz de coleta. Como se não bastasse as péssimas condições de saneamento básico, moradia e alimentação, o porto de Salvador era a porta de entrada para doenças vindas de outros países, trazidas por estrangeiros, a exemplo da gripe espanhola em 1918.

Nessa mesma época, Salvador vivia um vibrante processo de modernização dirigida pelo então governador da Bahia, José Joaquim Seabra (1912-1916). Ruas estreitas foram alargadas, como foi o caso da Avenida Sete de Setembro, em que sobrados e igrejas foram demolidas. Construiu-se um novo palácio do governo, uma biblioteca pública, um fórum, a secretária da Fazenda e o Hospital João de Deus. Na Cidade Baixa, deu-se continuidade ao aterro do mar, a derrubada de antigos prédios do século XIX e a construção do porto de Salvador[1]. Entretanto, para a melhoria das condições de vida da grande massa empobrecida, não havia recursos disponíveis, tão pouco interesse político. Dadas as condições de moradia da população carente, as doenças rapidamente se proliferavam, instalando-se nos corpos desnutridos da população pobre, cujos salários eram incapazes de fazer frente aos altos preços praticados pelos comerciantes que mercavam os gêneros de primeira necessidade. É que, com o advento da I Guerra Mundial, boa parte da produção de alimentos da Bahia tinha por destino os centros consumidores europeus, desabastecidos em razão da guerra.

A taxa de mortalidade na capital baiana era considerada alta para a época e as principais doenças relacionadas a essas mortes eram a difteria, a febre tifoide, o beribéri, a febre amarela, a gripe, a varíola, a peste, a malária, a tuberculose. Os médicos da época advertiam que, para minimizar a contaminação da população, era preciso uma ação enérgica do governo do estado, com políticas de conscientização de hábitos de higiene pessoal e doméstica. Paralelo a isso, era necessário a efetiva limpeza e drenagem dos córregos, das valas e dos riachos. Assim sendo, o ano de 1918 ficou marcado na História da Bahia em razão da epidemia da gripe espanhola. Centenas de baianos morreram sem cuidados médicos, porquanto os hospitais encontravam-se abarrotados e o contingente de médicos e enfermeiras era insuficiente para atender toda a população de enfermos. Não se sabe ao certo onde se originou a doença, ao que parece surgiu simultaneamente na América do Norte, China e Rússia e rapidamente se tornou uma pandemia, contaminando pessoas nos continentes africano, europeu e americano.

Atualmente, o Brasil vive um problema semelhante ao que acabamos de apresentar. O aedes aegypti, mosquito que ficou conhecido por transmitir o vírus da dengue, também transmite a febre chikungunya e o zika vírus. A proliferação da doença esta atrelada, dentre outros motivos, à manutenção de recipientes com água parada. Por isso, se cada um fizer sua parte e evitar esses criatórios do mosquito em sua própria casa, reduziremos muito o caso de pessoas acometidas por essas doenças!

Telma Santos

Professora da Rede Pública de Ensino da Bahia

 

Fontes:

Souza, Christiane Maria Cruz de. A Gripe Espanhola na Bahia: saúde, política e medicina em tempos de epidemia/ Christiane Maria Cruz de Souza.– Rio de Janeiro, 2007. Tese (Doutorado em História das Ciências da Saúde) – Casa de Oswaldo Cruz – Fundação Oswaldo Cruz, 2007.

TAVARES, Luís Henrique Dias. 1987. História da Bahia, 8ª ed.,Editora Ática: São Paulo, 260p

 

 

O combate a dengue

E aê, turma esperta!!!

Com a chegada do verão as temperaturas permanecem elevadas e ocorrem períodos chuvosos que facilitam a reprodução de larvas do mosquito Aedes aegypti, e  a expansão deste mosquito ocasiona muitas vezes surtos, epidemias da dengue.

A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti que, com as condições climáticas favoráveis somadas à falta de consciencialização da população para os cuidados com o descarte adequado do lixo e com objetos que acumulem água limpa dentro e nos arredores das casas, por exemplo, se multiplica e intensifica o problema do controle da doença.

Podemos auxiliar no combate ao mosquito vetor da dengue com pequenos atos de prevenção, seja na coleta periódica e no descarte adequado do lixo, guardando os materiais, utensílios em um local onde não possam acumular água limpa, ou ainda mantendo bem tampadas as caixas, tonéis e barris d’água.

Então turma, o que vocês acham de mobilizar os(as) seus(as) amigos(as), sua rua e mesmo o seu bairro para o combate à dengue? Entrem nessa luta!

Acessem e vejam mais dicas, informações de como proteger a sua família e comunidade contra a dengue!! http://www.combatadengue.com.br/

Abraços!!

Fonte: http://www.bahiacontraadengue.com.br/