Suicídio, Adolescência e Redes Sociais

Atualmente, o tema do suicídio entre adolescentes passou a ser centro de diversos debates, principalmente após o destaque alarmista dado pela mídia ao jogo Baleia Azul, um desafio virtual cujo objetivo final seria levar o jogador a cometer o suicídio, tendo como vítimas preferenciais os adolescentes. A repercussão em torno desse jogo trouxe a tona, um dos temas, considerado grande tabu da nossa sociedade: o suicídio. A adolescência é um período da vida humana em que estamos mais vulneráveis à ideação suicida, e essa conjuntura se torna ainda mais perigosa quando parte de um universo desconhecido para pais e professores: a vivência dos adolescentes na Web.

Tendo em vista essas questões, o Blog entrevista nessa edição Juliana Cunha, coordenadora psicossocial da SaferNet Brasil, um órgão que atua na defesa e prevenção contra crimes na web, relacionados aos direitos humanos. A SaferNet alerta que o jogo da Baleia Azul se difundiu a partir de uma notícia falsa de cunho alarmista, que teve um impacto grande na sociedade por envolver  adolescentes, risco de morte e internet. Esses componentes são um forte atrativo quando agregados a uma notícia e capturam facilmente a atenção de um grande número de pessoas.

Aos poucos a notícia gerou uma histeria coletiva e criminosos passaram a replicar a ideia do jogo, atraindo a atenção dos adolescentes. Juliana Cunha alerta sobre a necessidade de que “Sejamos usuários menos ingênuos” desconfiando de notícias que tenham esse teor. É preciso checar sempre a veracidade das fontes. Nesse processo, a escola tem um papel fundamental e deve assumir o papel de discutir sobre segurança e liberdade na Web. Com a palavras, Juliana Cunha:

 

O suicídio é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo a OMS está entre as três causas de morte mais frequentes em populações de 15 a 44 anos, trata-se, portanto de um tema delicado e que merece um tratamento cuidadoso por parte das unidades escolares, professores e profissionais de saúde, já que as causas são multifatoriais. Na Bahia o NEPS (Núcleo de Estudos e Prevenção ao Suicídio) que atua no Hospital Roberto Santos e trabalha na prevenção do suicídio elaborou um cartilha que você pode acessar aqui no Ambiente Educacional WEB.

 

Sem título

Temos disponível também a cartilha recomendada pelo Conselho Brasileiro de Psiquiatria. Leia, Informe-se. Estudantes e professores precisam estar atentos contra o desrespeito aos direitos humanos na Web, que está longe de ser uma terra sem lei, em que se podem cometer crimes de forma inconsequente, há muito de bom a ser aproveitado, mas muitos perigos também, estamos atentos! Para saber mais, acesse o novo portal da SaferNet abaixo:

 

safernet

EQUIPE:

Valdineia Oliveira (Texto)

Peterson Azevedo (Produção e imagem)

Rodrigo Maciel (edição)

 

REFERÊNCIAS 

BORGES, Vivian Roxo; Werlang Blanca Susana Guevara. Estudo de Ideação suicida em adlescentes de 15 a 19 anos. Estu. psicol. (Natal) vol. 11 no. 3 Natal Sept./Dec. 2006.

Portal da Fiocruz – https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/suicidio-deve-ser-tratado-como-questao-de-saude-publica-alertam-pesquisadores

SaferNet – http://new.safernet.org.br/

Organização Pan Americana de Saúde – http://www.paho.org/bra/

http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2017/04/serie-13-reasons-why-foge-a-cartilha-da-oms/

 

Juventudes, Sexualidade e Prevenção das DST/Aids

O Ministério da Educação, em parceria com a UNESCO* e participação do Ministério da Saúde, desenvolveu o curso Juventudes, Sexualidade e Prevenção das DST/Aids – na modalidade educação a distância (EAD). As inscrições são feitas através do http://pdeescola.mec.gov.br/.

Este curso construído ao longo dos últimos três anos, entre as instituições, está sendo ofertado pelo Ministério da Educação, por meio do Catálogo de Cursos do MEC, prioritariamente para todos os profissionais de Educação do país interessados nos temas dos direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens, bem como da prevenção do uso de álcool e outras drogas.

O curso, embora esteja focado na prática e na atuação dos profissionais de educação no dia a dia da escola, em especial nas situações de gravidez na adolescência e na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis, e no uso de álcool e outras drogas, é recomendado também para profissionais integrantes do Conselho Escolar e profissionais integrantes do Conselho de Educação em Direitos Humanos e os profissionais de saúde que atuam no Programa Saúde na Escola (PSE). O curso está dividido em oito  módulos, a saber:

1 – Apresentação e contextualização do curso
2 – Adolescências, juventudes e direitos
3 – Sexualidade, gêneros e diversidade
4 – Saúde sexual e saúde reprodutiva de adolescentes e jovens
5 – Álcool e outras drogas
6 – Promoção da saúde
7 – Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE)
8 – Traduzindo em práticas

Os educadores  poderão solicitar sua inscrição no link do PDE interativo do site do MEC, que pode ser acessado em http://pdeescola.mec.gov.br/. As inscrições encontram-se abertas.  Os profissionais das equipes de saúde da família que atuam pelo PSE nas escolas e desejarem realizar o curso devem procurar a direção da escola em que atuam e solicitar sua pré-inscrição (reserva social de vagas).

*UNESCO – Agência das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura

Fonte: http://www.iat.educacao.ba.gov.br/node/2734

Educação Sexual – Informação, Conscientização e Saúde!

Olá, professores(as) e amigos(as)!  Tudo bem?

Hoje, vamos tratar de um assunto que necessita de atenção especial por parte de nós, educadores e sociedade. Falaremos um pouco sobre a Educação Sexual.

Sabemos do turbilhão de emoções e transformações enfrentados pelos jovens na puberdade, período em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas, onde o corpo desenvolve-se física e mentalmente tornando-se maduro. Sendo assim, devemos estar prontos e dispormos de estratégias para lidarmos com eles nessa etapa tão delicada da vida, no sentido de em complemento a educação familiar orientá-los, para que as emoções e mudanças não sejam mal administradas gerando situações danosas ou irreversíveis.

Portanto, a minha indicação é a série Geração Saúde 2, da TV ESCOLA, onde temas como: sexualidade, DST / AIDS, qualidade alimentar, saúde bucal, entre outros, são abordados de maneira contextualizada, levando os jovens à uma reflexão sobre qual posicionamento adotar nessa etapa de amadurecimento físico, e comportamental.

Cada episódio vem acompanhado de um guia pedagógico para facilitar a utilização dos vídeos nas aulas.

Para assistir, clique aqui!

Desejo que com a utilização desse recurso, as suas aulas fiquem ainda mais dinâmicas, favorecendo a abordagem de temas relevantes para o indivíduo e sociedade, com maior frequência e propriedade.

*A trilha sonora da série é ótima!

Nos vemos no  Twitter, Facebook ou aqui no blog.

Abraços!

 Fonte: http://tvescola.mec.gov.br/tve/videoteca/serie/geracao-saude-2

Sugestão de filmes para uso pedagógico – 2

filme cafundo

4. CAFUNDÓ
Título original: (Cafundó)
Lançamento: 2006 (Brasil)
Gênero: Drama/Biografia de João de Carvalho (Preto Velho)
Temática:
Questões sobre Afrodescendência Brasileira
Análise das raízes negras com a civilização judaico-cristã
Sincretismo Religioso

 

filme: honey, no ritmo dos seus sonhos5. Honey – No Ritmo dos Seus Sonhos
Título original: (Honey)
Lançamento: 2003 (EUA)
Gênero: Drama /Musical
Temática:
Violência na Adolescência
Marginalidade no universo adolescente
Hip-hop (Arte) como forma de encorajar jovens a ficarem longe das ruas.

 

filme: adeus, lenin

6. Adeus, Lenin!
Título original: (Good Bye, Lenin!)
Lançamento: 2003 (Alemanha)
Gênero: Drama/Histórico
Temática:
Queda do Muro de Berlim
Mudanças na Berlim Oriental através do regime capitalista ( Pós 1989)
Obs: Conteúdo para discussão sobre Produção Audiovisual – Construção de Vídeos Jornalísticos Amadores (roteiro à edição)

(Esta é uma dica da profª  Carla D’Almeida)