Independence Day: 1822 or 1823?

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Fig. 1: Brazilian Army Parade

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Independence_Day_(Brazil)

Oi, Pessoal!

Encontrei um blog que ensina o nosso Português aos estrangeiros e, como os professores brasileiros explicam o funcionamento da nossa língua em inglês, percebi que dá pra aprender Inglês também. Entre as postagens do blog, encontrei muitos textos sobre nosso país, nossa cultura e nossa história. Como estamos no mês da Independência do Brasil, o trecho abaixo, me chamou a atenção:

While Dom Pedro I was shouting “Independence or death!” on the banks of the Ipiranga river in São Paulo, the war for the independence of Bahia against the Portuguese military was in full swing.

Que interessante! O texto informa que enquanto D. Pedro I gritava “Independência ou Morte”, às márgens do rio Ipiranga, aqui na Bahia a guerra pela independência contra os soldados portugueses estava em pleno andamento. O texto continua informando:

In actuality, it not only ended after Brazil was declared independent but it begun before the fight for Brazilian independence had started. The Bahian efforts, in the end, were what sent the Portuguese packing.

O texto diz que, na verdade, a guerra não só terminou depois que o Brasil foi declarado independente, mas que começou antes que a luta pela independência tivesse começado. E que foi o esforço dos baianos que fez os portugueses fazerem as malas.

Na verdade, o texto do StreetSmartBrazil começa trazendo uma decisão do Senado brasileiro, datada de 2013, que liga o 7 de setembro diretamente ao nosso 2 de julho, uma data igualmente importante para o país. Veja o trecho:

On May 8th, 2013, Bahian Independence Day, which falls on July 2nd, was officially recognized by the Senate as a date of national importance in Brazil. The recognition doesn’t mean it will become a national holiday but the date does hold an important place in the hearts of Bahians.

O texto segue explicando os motivos:

In fact, Bahian people are proud of July 2nd because it symbolizes the real fight for independence (and not just a mere proclamation of it), where they not only shed a lot of blood and tears, but where slaves and those of native indian descent (caboclos) came together to aid in the fight. It is also where they found themselves outnumbered, by three-thousand Portuguese soldiers versus one-thousand five-hundred on the Brazilian side, and still ended up victorious.

De fato, este foi o mês da proclamação, enquanto que as lutas reais aconteceram meses depois, em 1823. O trecho acima diz que o povo baiano tem orgulho do 2 e Julho porque simboliza a luta real pela independência (e não apenas uma mera proclamação), na qual não só se derramou muito sangue e lágrimas, mas também onde escravos e descendentes dos indígenas (os caboclos) se uniram para ajudar na batalha. Eles se achavam em número reduzido de mil e quinhentos contra os três mil soldados portugueses e, ainda assim, terminaram vitoriosos.

Em tempo, como o Enem está à porta, destaco desse texto uma estrutura semelhante à que temos no Português: …not only … but (also)… equivalente a …não só, mas também…
Vejamos:

It [the fight] not only ended after Brazil was declared independent but it begun before the fight for Brazilian independence had started.

O pronome it se refere à luta, lembra? Traduzido livremente, esse trecho diz que a luta não só terminou terminou depois que o Brasil foi declarado independente, mas (também) começou antes mesmo que a batalha pela independência tivesse começado.

[…] where they not only shed a lot of blood and tears, but where slaves and those of native indian descent (caboclos) came together to aid in the fight. Aqui está dito que não só derramaram muito sangue e lágrimas, mas também onde escravos e caboclos se uniram na batalha (tradução livre).

Visite os links das referências para leituras em inglês sobre a independência. É só por hoje e até a próxima vez.

Geraldo Seara

Professor da Rede Estadual de Ensino da Bahia

REFERÊNCIAS:

StreetSmart Brazil
http://streetsmartbrazil.com/bahian-independence-day-july-2nd/

Independence Day (Brazil)
https://en.wikipedia.org/wiki/Independence_Day_(Brazil)

 

Maria Felipa – A heroína negra esquecida

Olá, pessoal!

Quem aporta nas praias da Ilha de Itaparica, localizada na Baía de Todos os Santos, talvez nem possa imaginar que naquelas areias percorreu bravamente a figura que teve papel crucial nas lutas pela Independência da Bahia. Contrariando a conjuntura de sua época, que, às mulheres, sobretudo às mulheres negras, eram destinados servis papéis de subordinação na sociedade, Maria Felipa de Oliveira fez palco na história e atuou bravamente na liderança de seu território em busca de melhores tempos para o seu povo, muito embora sua figura seja lendária na visão de alguns historiadores, o que não se pode negar é a sua forte representatividade no que se relaciona à resistência popular nas lutas pela independência da Bahia.

Diferentemente de mulheres que atuaram nas disputas que culminaram no 2 de julho, a exemplo de Maria Quitéria e Joana Angélica, a guerreira itaparicana teve o seu nome diminuído na história oficial e foi relegada ao esquecimento, principalmente por ser negra e trabalhadora braçal.

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No mês em que buscamos discutir e evidenciar a trajetória do povo negro ao longo dos tempos, termos consciência de que a memória avivada sobre os feitos de nossos ascendentes também influência os rumos da nossa caminhada e a busca por respeito e reconhecimento de direitos. A reflexão sobre os processos que destinam lugares de inferioridade aos negros, a despeito de seus esforços, é uma prática que deve ser feita constantemente e em todos os espaços de formação dos sujeitos.

A invisibilidade de Maria Felipa e de outras personalidades negras no memorial popular brasileiro é um reflexo de como milhares de mulheres negras têm suas vidas impactadas pela hegemonia de excludentes conceitos de gênero, classe e etnia.

Nesse sentido, não se pode mais ignorar o papel fundamental do processo formativo de identidade dos cidadãos e a função crítica  proporcionada pela educação. Como educadores, precisamos influir no ensino formal realizado nas escolas para termos ainda mais evidente a perspectiva da sociedade igualitária que buscamos e a inserção do contexto de educandos e educadores torna-se imprescindível para que a tão sonhada voz da igualdade seja sempre a nossa voz.

(Re) Conheçam um pouco da história de Maria Felipa

Acessem a radionovela do IRDEB – Cliquem aqui!

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Retirado do mar, o sustento cotidiano enche bacias. Mariscar, com a destreza de quem não vê tempo ruim e da natureza extrai o que lhe cabe, é a sua especialidade.                                                                                                                                                            As robustas mãos, fortalezas erguidas, impedem lusos batalhões de dominar os termos itaparicanos. Chusma negra, indígena, másculo e feminina, em seu comando, na branca areia, põe-se a espreitar a liberdade, a iminente liberdade, vindoura das lutas protagonizadas pelo extraordinário, o impensável fêmeo levante. Como a areia içada ao vento, seu nome nas memórias não protagoniza. Lembremos, em tempo ainda, a bravura da mulher heroína, saudemos a guerreira negra Maria Felipa.

Abraços!

Fontes: Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB; Tv Anísio Teixeira

Batalhe Pela Independência da Bahia

E aí,  galera, beleza?!

As celebrações do 2 de Julho passaram, mas que tal nos divertirmos um pouco com a nossa história através de jogos digitais?

Para começar, sugerimos o 2 de JulhoTower Defense, que é um jogo baseado nas batalhas pela Independência da Bahia que culminaram no dia 2 de Julho de 1823. Desenvolvido pelo grupo Comunidades Virtuais (UNEB), o jogo apresenta personagens icônicos como Maria Quitéria, Maria Felipa e General Labatut, que marcaram essas lutas. O objetivo consiste em criar uma estratégia, com nossas tropas de militares, índios, escravos e encourados, para impedir o avanço das tropas portuguesas em nosso território. É um jogo muito divertido e desafiador.

Acessem e joguem – Cliquem aqui!

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Outro jogo bem divertido, também com foco na Independência da Bahia, é o Tabuleiro Virtual 2 de Julho.

Esse é um jogo de tabuleiro comum, em que vocês podem jogar com seus amigos e aprender bastante. Cada jogador escolhe um personagem para jogar e, no lugar dos dados, existe uma roleta que após ser girada informará a quantidade de casas que o jogador irá avançar. Em algumas casas, temos que responder questões sobre o 2 de Julho para podermos avançar. O Tabuleiro virtual é um ótimo jogo didático, que favorece o aprendizado, de maneira lúdica com muita diversão.

Todo esse conhecimento fortalece o nosso entendimento de como é importante a união de todos em busca de mudanças e melhorias sociais, não é mesmo? Então, junte a sua turma e vamos aprender e nos divertir, afinal, “Nossa pátria hoje é livre e dos tiranos não será.”

Acessem e joguem – Cliquem aqui!

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Fontes: 2 de Julho Tower Defense , Tabuleiro 2 de Julho

2 DE JULHO

Olá, galera esperta!

O mês de julho está prestes a começar e com ele vem um dos dias mais importantes na construção da independência do Brasil. Mais que isso, as histórias que envolvem o 2 de julho mostram personagens que fizeram trajetórias marcantes na historicidade da Bahia, e que reflete no imaginário coletivo do povo baiano.

Com a chegada do general português Madeira de Melo, em fevereiro de 1822, a câmara de Salvador é fechada. Com isso, a tropa brasileira se refugia no Convento da Lapa, que fica no atual bairro de Nazaré. Surge então nessa história, a sóror Joana Angélica, que acolheu esses refugiados e por isso foi morta pelos soldados lusitanos com golpes de baioneta. Nesse momento, outros lugares conhecidos de Salvador são invadidos pelos portugueses, como o Forte de São Pedro, o quartel da Mouraria e o Convento da Palma.

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Com tamanha repressão, parte da população de Salvador foge para a cidade de Cachoeira, formando alguns grupos de resistência. Sabendo disso, o general Madeira de Melo começa uma batalha fechando o porto de Cachoeira com uma escuna. Nesse período, é travado muitos conflitos que finalmente culminou na vitória dos brasileros.

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A ilha de Itaparica também foi palco de lutas contra os portugueses. Mas foi na batalha de Pirajá que a independência da Bahia começa a solidificar. A tropa brasileira se espalha pela cidade, mas precisamente nos bairros de Brotas, Cabula, Graça, Resgate, Vitória e Ubaranas (atual região do Nordeste e Amaralina). E o maior conflito acontece quando os lusitanos desembarcam em Plataforma e Itacaranha e encontram os soldados brasileiros em Pirajá. Estima-se a participação de 5 mil homens nesse encontro.

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Outros personagens são importantes nessa história, como Maria Quitéria e Maria Felipa, mulheres que participaram ativamente na resistência brasileira contra as tropas portuguesas.

Em junho, as tropas brasileiras, depois de 6 meses em Pirajá, começam a libertar as povoações de Brotas, Rio Vermelho, Pituba e Itapuã. E no dia 2 de julho, os batalhões brasileiros saem marchando do quartel de Pirajá até o centro de Salvador, passando pela Liberdade e se encontrando com tropas que vinham da Armação e Rio Vermelho. Depois disso, ocupam o Forte da Gamboa, o quartel da Pólvora, a Casa da Pólvora e o Forte de São Pedro.

Em 1824, o famoso cortejo de 2 de Julho acontece pela primeira vez. Para simbolizar a vitória brasileira nesse importante evento, é colocado um mestiço em cima de uma carreta que antes pertencia aos portugueses. Dois anos depois, o mestiço foi substituído por uma escultura do caboclo.

A TV Anísio Teixeira, através do quadro “Histórias da Bahia”, explica esse momento histórico da Bahia.

Captura de tela - 29-06-2015 - 14:17:15

Confira: http://ambiente.educacao.ba.gov.br/tv-anisio-teixeira/programas/exibir/id/3774

Cine PW: Os Heróis do Brasil

Salve, salve turma!

Ainda inspirado pelas comemorações do Dois de Julho, o Cine PW indica o recém-lançado documentário “Os Heróis do Brasil”.

A resistência baiana a colonização portuguesa foi uma das mobilizações mais importantes que garantiu a Independência do Brasil. O conflito é um resultado das restrições econômicas e comerciais impostas por Portugal, que tem o seu maior ponto de tensão quando general português Luis Ignacio Madeira de Melo assumi o governo da província e tenta acabar com os movimentos de independência da Bahia, essa atitude do governo português resulta numa reação imediata do partido brasileiro juntamente com as tropas nacionais tornando a guerra pela independência inevitável. 

É importante que o Brasil enfatize sua cultura, seus valores e seus heróis. Os heróis são os porta-vozes dos valores de um povo às suas crianças. E como dizia Bertolt Brecht: “Pobre aquele país que não tem heróis”. Não devemos apenas importá-los. Temos que dar-lhes vida para que o maior número de pessoas os conheçam e saibam de suas realizações.

E esta é a razão de falar sobre Quitéria, João das Botas e outros personagens desta história: produzir seus feitos de maneira interessante e enraizar os valores destes bravos como a lealdade, a luta pela liberdade e a força na adversidade, na formação dos jovens do Brasil. (Fonte)

O 02 de Julho baiano – Negro é a raiz da Liberdade…

Olá, pessoal!

Pode não parecer, mas a conquista da independência baiana contou com a atuação necessária da camada popular daquele período, entre indígenas, mestiços e majoritariamente negros. A participação negra nos conflitos foi muito significativa, embora houvesse resistência a ela entre as elites libertárias, porém esta foi imposta, sobretudo pelo comandante do Exército libertador, o general Pierre Labatut, que convocou e incorporou escravizados entre obrigados e interessados; povos indígenas, muito usados nestes conflitos para o combate no interior baiano principalmente por conheceram mais a afundo as regiões; além de negros já alforriados e brancos, dentre os quais estavam os comerciantes, interessados em conquistarem autonomia e liberdade econômica. Fatos que confirmam que esta história de luta e vitória pertence ao povo mestiço da Bahia.

Bem verdade que desde aquele tempo a população esteve nas ruas para garantir seus direitos e colocar suas pautas como prioritárias na agenda política. Por isso, foi necessário, para o processo democrático, que a população ocupasse as ruas com atos no período do governo Madeira de Melo e que se planejassem de maneira organizada as ações de resistência. Neste sentido, pode-se considerar que a luta foi também uma oposição entre o branco português e os mestiços baianos, ainda que alguns senhores de engenho brancos tenham sido patrocinadores financeiros da revolta, pois a maior parte do efetivo que se rebelou a favor da liberdade naqueles dias nas ruas da capital e em localidades adjacentes ao Recôncavo, era de predominância étnica mestiça. Os libertários receberam ainda apoio das tropas vinda do Arraial da Conquista (hoje Vitória da Conquista), composta também de povos indígenas refugiados na região, ao passo que do lado dos conservadores – escravocratas, eram em maioria brancos e ricos.

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Foi somente nove meses após o grito de liberdade às margens do Ipiranga, em 02 de julho de 1823, que a população baiana conquistou a independência à custa de muito sofrimento e com a participação massiva da população que habitava a Bahia. Esta participação na revolta e as regiões onde ocorreram mais conflitos, envolvem a aŕea do recôncavo baiano, pois lá estavam os polos de riqueza do período: os engenhos de cana-de-açúcar, onde mais se investia em escravização dos negros africanos e seus descendentes brasileiros.

Mas qual o interesse de negros, brancos e mestiços nesta “independência”? Para os libertários, negociantes e comerciantes nacionais, a independência do Brasil tornava possível que eles administrassem seus negócios sem interferência da Coroa portuguesa. Para os escravos, a guerra contra os portugueses era uma oportunidade para conquistarem a alforria ou ainda para fugirem em meio à confusão e o desespero dos senhores, para os libertários a luta representava conquistar autonomia na condução do estado brasileiro que deveria se instituir, rompendo de vez a ligação com Portugal, tornando-se uma nação independente e livre.

Segundo a história oficial o desfecho desta luta vitoriosa se deu por conta de um feliz engano, onde o corneteiro Lopes, ao invés de tocar “debandar” erroneamente tocou “cavalaria, avançar e degolar”, os portugueses, acreditando na vantagem dos baianos sobre eles, fugiram, dando a vitória aos brasileiros.

FONTES: REVISTA RAÇA BRASILPORTAL 2 DE JULHO

Reggae da Independência (2 de Julho)

Êa, galera esperta!

Que tal aprender História cantando?

Essa é a proposta de Jorge Alfredo e Chico Evangelista na música “Reggae da Independência (2 de Julho)”.

Além de valorizar a independência da Bahia, ressalta a importância do desfile para a nossa cultura.